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AS PATOLOGIAS DA RAZÃO.



Por

Rev. João d'Eça

Por muito tempo ouvimos falar de que a religião é fanatismo, “ópio do povo”, coisa de retrógrado, de gente desprovida de razão e de conhecimento, de conservador (pejorativamente é claro!), de alienados, de ultrapassados, etc, etc, etc...

Chegaram até a afirmar que a religião é uma patologia e que aqueles que creêm em Deus, são acometidos dessa doença, que é coisa de ignorante ou de gente com problemas emocionais e mentais (os lunáticos).

Sabemos que muitos loucos assumem uma postura religiosa e cometem atrocidades em nome de Deus, assim também, muitos pseudo-cientistas, fazem o mesmo em nome da ciência, da tecnologia, do humanismo, do socialismo e da política.

Nesse artigo queremos destacar as “Patologias da Razão” e mostrar que é verdadeira a tese de que em nome da “Razão” e do desenvolvimento científico, estão fazendo o mesmo que os pseudo-religiosos fizeram, estão repetindo em outra escala e em outro ambiente, aquilo que sempre criticaram e condenaram.

Antônio Marchionni escreveu o seguinte:

“O “delírio de onipotência” da razão científica e utilitarista põe em perigo o planeta e a sociedade. Costuma-se falar das patologias da religião nos séculos. E as patologias da razão? O que fez a razão médica em Auschwitz e a razão psiquiátrica nos manicômios? O que fez a razão tecnológica em Hiroshima, nas trincheiras com gazes asfixiantes, nas hecatombes das guerras mundiais, no envenenamento do planeta? O que fez a razão política nos “gulags” e nas câmaras de tortura? O que faz a razão sociológica na sociedade terapeutizada sob insônias e psicanalistas? O que faz a razão jurídica quando agracia os juízes com salários 70 vezes maiores que os do povo, ao preço de uma guerra fratricida com 50 mil execuções anuais? O que fará a razão ativista e feminista ao propor a eliminação aos milhões de embriões e fetos?”

Vamos por partes:

Em nome da “Razão Médica” , no Campo de Concentração em Auschwitz, durante a Segunda Grande Guerra de 1939 até 1945, os “Donos da Razão” trucidaram gente inocente, fizeram sabão experimental de pessoas mortas de modo desumano, nas câmaras de gás e nos crematórios, usaram e abusaram da vida de modo cruel para satisfazer as suas taras e o seu desejo sádico, tudo em nome de um cintificismo desprovido de compaixão e de uma pretensa superioridade étnica, que via o próximo (no caso, milhares de judeus), não como seres humanos, mas como inimigos, não sei de quem e nem porque!!!

Em nome do avanço na medicina psquiátrica, um louco, de nome Sigmund Freud, sob efeito de heroina, escreveu as suas teorias psicanalíticas e teses, com base nas observações das suas experiências com gente nos manicômios. Na verdade cobaias humanas, que abandonadas à sua própria sorte, eram usadas para experiências cruéis, para que ele pudesse fazer as suas anotações, de seus próprios pressupostos, com os resultados que ele queria.

Hiroshima e Nagasaki, duas cidades japonesas, experimentaram a “superioridade da razão” humana, quando foram destruídas pelo experimento da Bomba Atômica, atirada sem dó nem piedade em cima de uma população que acordava para a labuta do dia-a-dia. Foram mortos mais de 200 mil pessoas pela “Razão Humana Superior”.

A “Razão Política” superior, destruiu vidas na luta pela implementação do sistema socialista-marxista na Rússia, na China, em Cuba e muitos outros países. Hitler assassinou menos gente do que a Cuba de Fidel, do que a Rússia de Lênin e do que a China de Mão. Na Rússia 18 milhões de mortos pelo regime, na China 30 milhões de mortos pelo PC, na África, na América Latina, na Ásia e ao redor do mundo, milhões de vidas destroçadas pela “Razão Política” superior.

Em nosso país essa mesma “Razão Política”, aliada à “Razão Jurídica” faz com que um cidadão togado receba por seus serviços até 200 vezes a mais de salário, que um cidadão comum. Permite ainda que esse cidadão togado desvie dos cofres públicos, centenas de milhões de Reais e fique por isso mesmo, permite que um cidadão com cargo de juiz e outro de promotor possam matar à sangue frio e nada lhes acontecer. Esta é a “superioridade da Razão”, que, por causa do tráfico de influência, da liberação de verbas públicas, pessoas vendam a sua dignidade e votem Leis absurdas, anacrônicas e que destroem as famílias e a sociedade, para satisfazer a vontade de uns “defensorizinhos” de uma ideologia que levou o mundo para o mais baixo nível moral em toda a história da humanidade.

É esta mesma “Razão Superior”, que quer liberar a matança de mais de 50 mil bebês indefesos por ano, que quer cercear a liberdade religiosa no país com a aprovação de uma Lei esdrúxula, o PLC 122/2006, a “Lei da Ditadura Gay”. Não sou contra garantir direitos para as minorias, mas esse PLC, como está escrito, não é garantia de direitos, é sim, a implantação de uma perseguição religiosa sem precedentes no Brasil.

Se isso é ter uma “Razão Superior”, eu prefiro ser retrógrado, ultrapassado, ignorante e preconceituoso.

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