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Mostrando postagens de 2015

O CARÁTER E O CUMPRIMENTO DA LEI

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Rev. João d'Eça


No reinado de Frederico[1], o Grande havia um moinho perto de Pastdam que impedia a bela visão das terras, à partir das janelas de Sans-Souci, residência real. Incomodado com a situação, o rei mandou perguntar ao proprietário por quanto venderia sua propriedade. O dono do lugar respondeu aos emissários do rei, que não venderia por dinheiro nenhum. O rei enfurecido ameaçou mandar demolir o moinho.
- O rei pode fazer isso se quiser, respondeu o proprietário; mas saiba o rei que na Prússia existem leis e eu recorrerei à justiça contra o monarca, se este persistir na sua intenção.
O rei constrangido teve a sabedoria e a coragem de dizer aos seus cortesãos:
- Muito me alegro de saber que em meu reino há leis sábias e juízes retos nos quais o povo pode confiar.
Passaram-se os anos, e tanto o rei como o proprietário daquelas terras foram sucedidos por seus herdeiros. Um dos herdeiros do moleiro, dono daquele moinho, conhecedor do que havia acontecido com os seus antepassad…

FIM DE ANO COMEÇO DE UMA NOVA ETAPA NA VIDA

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Rev. João d'Eça




“Pois todos os nossos dias se passam na tua ira;
Acabam-se os nossos anos como um breve pensamento.”
(Salmo 90.9)

Mais um ano se vai na Providência Divina. Os pecados da humanidade fizeram com que ele se escoasse ao sopro da ardente indignação do eterno. Foi um ano terrível, não muito diferente dos anos passados. Milhares de homens entre as nações digladiam-se de morte, muitas outras nações estão a um passo do conflito. A Europa está arrazada moralmente falando, sem Deus, sem paz, sem salvação. O conflito aumenta entre as nações berço da civilização, entre os rios Tigre e Eufrates surge um grupo terrorista querendo formar um califado ali. Pelas terras do Oriente Médio eles levam medo, devastação e morte. Duzentos anos atrás reunia-se o Congresso de Viena que estabeleceu a paz depois da conflagração napoleônica e remodelou a carta da Europa. Será que 2016 verá coisa igual ou testemunhará um incêndio maior ainda? Os pacifistas de Haya não conseguiram a paz, somente Je…

CELEBREMOS O NATAL

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Rev. João d'Eça

Lucas 2.1-7

Introdução

Nos versículos de Lucas destacados acima, falam da história do nascimento do Filho de Deus, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Assim como o nascimento de qualquer criança é sempre um acontecimento maravilhoso, pelo fato de agregar ao seio da humanidade mais uma alma imortal, o nascimento do menino Jesus é mais do que especial, é divino.
Desde o início da humanidade nunca houve um acontecimento tão maravilhoso quanto o nascimento de Jesus Cristo. Foi mais surpreendente do que qualquer outro acontecimento da humanidade, o nascimento de Jesus Cristo, foi um milagre: Deus se fez homem, e habitou entre nós, “manifestou-se em carne” (I Tm. 3.16). Os bens que Jesus com o seu nascimento trouxe ao mundo são incomparáveis: abriu ao homem a porta da vida eterna.
1. Quando Jesus Nasceu
Os versículos do Evangelho de Lucas revelam quando Jesus nasceu. Foi nos dias de Augusto, primeiro imperador romano, expediu um “decreto para que todos fossem listados.” …

MORRE A.G. SIMONTON - 9 DE DEZEMBRO DE 1867

Há 148 anos atrás, num dia como esse, morria o Rev. A.G. Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Simonton ocupa lugar de honra na galeria dos grandes homens que lutaram em prol do avanço da fé evangélica. Simonton foi o fundador e primeiro pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, organizada no Rio de Janeiro, antiga Capital Federal.
Simonton era natural dos Estados Unidos, onde nasceu no condado de Dauphin, Pensylvania, no dia 20 de janeiro de 1833. Seus pais eram o Dr. W. Simonton e D. M. Davis Simonton, que eram crentes sinceros, e que na ocasião do batismo do filhinho o consagraram ao ministério evangélico.
Breve biografia
Simonton fez seus estudos preparatórios e depois foi para o Colégio de Princeton, em Nova Jersey, uma das melhores instituições do seu gênero nos Estados Unidos naquela época, e, em 1852 ele formou-se em todas as matérias do seu curso. Depois, durante dois anos seguintes ele dirigiu uma escola de instrução secundária.

Depois desse período de dois anos …

SER PASTOR

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Rev. João d'Eça, MD
Introdução: Desde que eu era criança, aos 9 anos de idade, senti o chamado para ser pastor. Não era de uma família cristã protestante e nem praticavam a religião, os meus parentes. Mas eu gostava de ver os jovens e outras pessoas passarem aos sábados e domingos pela minha rua indo para igrejavestidos naqueles paletós tradicionais. Aquilo me encantava e eu sonhava o dia em que iria vestir um paletó e caminhar para a igreja. Eu, sem nem ainda ter contato com os crentes, mas já lia a Bíblia, pelo menos o Novo Testamento ganho da escola pelos Gideões Internacionais. Eu reunia os meus amigos e pregava para eles, como via os pregadores ao ar-livre fazer e eles gostavam, levavam tudo na brincadeira, achavam aquilo uma palhaçada, mas para mim era sério, na minha inocência de 9 anos de idade eu me transportava mentalmente para o púlpito de uma igreja e já nem percebia quem estava ao meu redor.... Até que passava aquela viagem mental. Pastor na Bíblia A palavra “pastor” apa…

RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE...

By Rev. João d'Eça, MD Já passamos 15 anos do século XXI, do terceiro milênio da era cristã e ainda o espírito perverso e diabólico dos jesuítas perdura no meio da sociedade, envolvendo-a nas trevas do obscurantismo e do indiferentismo da incredulidade. A inquisição jesuítica, tragicamente consumiu a vida de inúmeros cristãos que tentaram invalidar as falsas doutrinas do romanismo querem ainda hoje, em que pese a liberdade de afirmação de crenças e da influência do Evangelho, que baniu a Inquisição, logo depois da queda da Bastilha trazendo os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade. O aspecto marcante da queda da Bastilha em 14 de julho de 1789 foi o de demonstrar que o movimento em curso para buscar a extinção do regime absolutista contava a partir de agora com a população em geral e não mais de um grupo de deputados que pretendiam modificar o regime através de leis. Na época, o sistema legislativo francês dividia-se em três grupos, os chamados três Estados: o primeiro compreen…

A IMORTALIDADE DA ALMA

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Rev. João d’Eça, MD

Introdução

Muitos que se dizem cristãos, alegam a sua crença em Deus, mas não acreditam na imortalidade da alma, assim, a alma deixaria de existir no momento da morte, essa é a afirmação deles. O homem orgulhoso prefere o aniquilamento do que se submeter ao julgamento divino.
Este mundo não satisfaz o crente que foi alcançado pela graça de Deus, mas o homem natural, esse não está satisfeito com nada, quanto mais alcança, mais quer alcançar, numa busca frenética por preencher o vazio de sua alma. De igual modo, só que de forma positiva, o crente que tem aspirações espirituais, quando alcança o conhecimento de uma verdade, esse se torna apenas o ponto de partida para novas e mais profundas investigações, nesse ponto, é que aspiramos as coisa que não podem ser alcançadas pelo sentidos humanos, mas que uma voz secreta, espiritual, nos diz que existe uma vida sem fim e uma liberdade sem limites.
Nós, os seres humanos, estamos acostumados com o temporal, vemos no nosso dia…

SOLENIDADE NO SENADO FEDERAL PELOS 156 ANOS DA IPB E 145 ANOS DA UNIVERSIDADE MACKENZIE.

Nesse dia 16 de Novembro de 2015, o Senado Federal realizou Sessão Solene pela passagem dos 156 anos da IPB e pelos 145 anos da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Com a participação de vários pastores presbíteros e políticos, a Sessão foi realizada por iniciativa do Senador pelo Estado do Mato Grosso, José Medeiros.

Publicaremos abaixo os pronunciamentos dos maranhenses, Senador Roberto Rocha, do Reitor da UPM, Benedito Guimarães Aguiar Neto e do Presidente da IPB, Rev. Roberto Brasileiro da Silva. Vejam as Imagens:


PRONUNCIAMENTO DO SENADOR ROBERTO ROCHA

Senhor presidente, senhores e senhoras senadores e senadoras
Nesta feliz homenagem, duas palavras que tem o mesmo sentido, embora diferentes origens, estão reunidas. A palavra grega “Presbyteros”, que significa ancião, e a palavra latina “Senatus”, que tem o mesmo significado.

Portanto, senadores e presbíteros, na origem, são a mesma coisa. Ambos remetem à sabedoria dos mais velhos, dos experientes, daqueles que aconselham os camin…

OS PRIMEIROS CRISTÃOS ERAM COMUNISTAS?

(Atos 2.43-47)
Introdução:
Um fenômeno que tem invadido as igrejas nos últimos trinta anos, é a categoria de crentes progressistas ou crentes adeptos do sistema político conhecido como socialismo-comunismo, uma aberração. Na tentativa de transformar o nosso país em uma sociedade comunista, os partidos de esquerda se implantaram no país depois do período denominado redemocratização, à partir de 1985 e com um discurso pseudo-democrático, criticaram o período do regime militar que o nosso país viveu, satanizaram os militares e tentaram de toda forma implantar o comunismo no Brasil.

Respondendo a pergunta que intitula essa lição, dizemos que em Jerusalém, nos primeiros séculos do cristianismo, não havia comunismo na acepção da doutrina político-sociológica atual. Para justificar a tese que propomos, apresentaremos o antagonismo existente entre a doutrina cristã e o comunismo.
1 – O comunismo não admite Deus, ao passo que os primeiros cristãos criam, adoravam e serviam a Deus;
2 – O alvo do com…

SEMANA DA REFORMA – ERASMO DE ROTERDÃ E A TRADUÇÃO DO NOVO TESTAMENTO

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Rev. João d’Eça






Introdução


À partir do ano que vem, 2016, comemoraremos o 5º centenário da publicação da tradução do Novo Testamento feito por Erasmo de Roterdã.


Seu nome de batismo era Erasmo Desidério, mas ficou conhecido no mundo todo como Erasmo de Roterdã, por ter nascido na cidade holandesa de Roterdã. Ele veio a ser o maior humanista do seu tempo e talvez de todos os tempos.


Erasmo dedicou a sua vida inicial à carreira eclesiástica e fez votos monásticos, mas que depois os renunciou, conservando-se porém na igreja de Roma, onde exerceu cargos de confiança, chegando mesmo a ser agraciado pelo papa Paulo III com o chapéu cardinalício, o qual recusou prontamente.


Primeiros anos e estudos


Erasmo iniciou os seus estudos em Paris e em Bolonha (1506) foi nomeado Doutor em Teologia. Manteve amizades e companheirismo com os mais poderosos homens de seu tempo: Na Inglaterra cultivou a amizade de John Colet e Thomas More, autor de Utopia. Foi favorecido por reis como Henrique VIII e Carlos V …