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Mostrando postagens de Setembro, 2013

A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO DE YOHANN KEPLER

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Rev. João d'Eça


O celebre astrônomo Yohann Kepler nasceu em Weil, em 1571, de uma família nobre, rica e tradicional, mas que devido à malversação dos recursos, sofreram contínuos revezes em sua fortuna.
Kepler estudou na universidade de Tubingem, que era na época uma das mais conceituadas, com professores de primeira grandeza, muitos dos quais muito o ajudaram nos momentos de dificuldades pelos quais ele passou.
Kepler assumiu a cadeira de professor de matemática em 1594 em Graetz, Styrie, universidade que em 1782 foi substituída por um colégio secundário.
No ano de 1600 Yohann Kepler viajou para a Boemia com a intenção de estudar astronomia com o sábio Tycho-Brabe conseguindo aperfeiçoar os óculos que eram usados na época. Os óculos de Galileu, Kepler substituiu por dois vidros convergentes que ficou conhecido por luneta astronômica.
Kepler escreveu muitas obras em latim e teve a glória de descobrir, em 1618, as leis sobre as quais está fundamentada a astronomia moderna. Foi um tr…

A ALEGRIA DO CRENTE

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Rev. João d'Eça

Muita gente pensa que ser cristão (ou crente!), é ser uma pessoa cabisbaixa, triste, bitolada, com ar de compungido e santarrão. Esta é uma das maiores mentiras diabólicas para fazer com que o pecador tenha ojeriza de ser cristão.
Felicidade verdadeira é a porção de cada cristão. Não há razão para a tristeza. Nada há no evangelho que possa nos entristecer:
- Será que pode haver tristeza na vida do pecador que foi perdoado de seus pecados? - Será que pode haver tristeza na vida do homem condenado, mas que foi alvo da graça e misericórdia de Deus?
Nesse mundo a única pessoa que pode viver alegre é o seguidor de Jesus Cristo, porque somente ele acha-se libertado da escravidão da morte, do pecado e do juízo.
Como o salmista o cristão pode dizer:
“Bem aventurado o pobre cujo Deus é o Senhor” (Sl. 144.15).
“A mim me fizestes conhecer o caminho da vida, encher-me-ás de alegria no teu rosto: deleites na tua direita para sempre” (Sl. 16.11).
Nunca tristes, mas sempre alegres, fala…

ROMA, OS PROTESTANTES, E OS SACRAMENTOS

Uma das diferenças mais significativas entre protestantes e católicos, diz respeito aos sacramentos. Se a doutrina cotólico-romana fosse verdadeira, então o protestantismo estaria errado, se o protestantismo está certo, então o ensino cotólico-romano está eivado de erros.
A palavra sacramento vem do latim “sacramentum” e antigamente significava “um juramento ou uma obrigação solene”. Na patrística foi aplicada para significar qualquer coisa sagrada e misteriosa. Com o passar do tempo veio a significar a própria instituição, Igreja.
A definição do Catecismo de Trento, autoridade superior na igreja romana, diz o seguinte: “Um sacramento é uma coisa sujeita aos sentidos, que em virtude da instituição divina, tem o poder de significar santidade e justiça, e infundi-las na pessoa que o recebe.”
No catolicismo a crença é de que os sacramentos “são uns remédios espirituais que nos curam e justificam, dando-nos a graça interna por meio de sinais externos.”
Estas definições declaram que um sacrame…

24 de setembro de 1903

24 de setembro de 1903


Prologômenos
Há exatos, 110 anos, nascia em São Luís, a Igreja presbiteriana Independente, dissidência da Igreja presbiteriana do Brasil, que, em 31 de julho de 1903, numa reunião conturbada na cidade de São Paulo, mas precisamente no templo da Igreja Presbiteriana Unida, os partidários do Rev. Eduardo Carlos Pereira, que juntamente com seis outros pastores e com 12 presbíteros saíram da reunião dizendo palavras de ordem e o lema: “Pela Coroa Real do Salvador”, que veio a ser o lema do jornal O Estandarte, à partir dessa data.
Em São Luís, os acontecimentos tiveram lugar no templo da Igreja Presbiteriana de São Luís quando era pastor da mesma o Rev. Belmiro de Araújo César e tinha como presbíteros dessa igreja, os seguintes irmãos: José Maria de Lima, Felix Emiliano do Nascimento Abreu e Sólon Protásio Coelho de Sousa, que era o secretário do conselho da igreja.
Os fatos
As notícias da divisão nacional ocorrida na cidade de São Paulo em 31 de julho de 1903 espalharam…

“PELOS SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS”

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Rev. João d'Eça


Quando Jesus Cristo, nosso Senhor diz em sua Palavra: “pelos seus frutos os conhecereis” (Mt. 7.20), esta afirmação encerra em si um princípio pelo qual Ele nos ensina a julgar homens e instituições, pelos frutos que produzem.
         Este princípio pode ser aplicado de modo geral na vida cotidiana dos povos e pessoas, ele pode ser aplicado a todas as atividades da vida humana.
Vida Social
         Na vida social, pouco a pouco se vai abandonando os costumes e práticas que “pelos seus frutos” ou resultados práticos mostram a sua inconveniência. Num mundo pragmático, depressa são abandonados os empreendimentos que não dão resultados imediatos. Na política exige-se a troca de governo que não atende aos anseios da sociedade, que tende para o mal estar dos governados, como é o caso do atual governo do PT, que tem insistido em promulgar leis que prejudicam a família, os cristãos e os pobres. Pelos resultados se julga a eficácia do medicamento. “É pelo fruto que se con…

7 SIMILARIDADES ENTRE MOISÉS E PAULO

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Rev. João d'Eça


Moisés e Paulo viveram no meio de dois grandes períodos históricos da economia divina, o período da lei e o período da Graça.
No período da Lei de Moisés prevaleciam a lei, as obras, as cerimônias, os tipos e as sombras. No tempo de Paulo prevaleceu a Graça, a fé em Cristo, a lei do amor a realidade e a substância.
A vida desses dois homens tem muitos pontos admiráveis e muitas semelhanças, como veremos.
1 – Moisés foi instruído em toda a literatura dos egípcios: aprendeu dos seus sacerdotes, dos mágicos egípcios, da ciência egípcia em todos os ramos conhecidos na época. Foi um homem poderoso em palavras e em ações.
Paulo também foi instruído nas tradições dos seus pais, conhecia profundamente a filosofia, as leis, a poesia a literatura e a moral dos gregos e romanos.
2 – Moisés foi atraído por uma chama de fogo que saia do meio de uma sarça que não se consumia, foi lá onde teve a revelação do Senhor Jeová, que o chamava da sarça: “Moisés, Moisés”.
Paulo em sua viagem…

A ORIGEM DO NOME "PROTESTANTES"

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Rev. João d'Eça

A ORIGEM DO NOME “PROTESTANTE”[1]






“O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez.” (Salmo 78: 3, 4).
Introdução:

Uma nova dieta foi convocada em Spira para a primavera de 1529. Fernando, que devia presidi-la, transpôs os umbrais da antiga cidade no dia 5 de março seguido dos príncipes católicos com suas escoltas em armas. No dia 15 chegou o eleitor de Saxe, acompanhado de Fillipe Melanchton e Agrícola. Cinco dias depois Philippe de Hesse entrava ao som de trombetas com duzentos cavaleiros.
Logo se notou a expansão de ódios recíprocos. Aqui dois homens notáveis se acotovelavam e fingiam não se conhecer; ali adversários em doutrinas trocavam na rua olhares ameaçadores.
Começou a se propalar que ia expirar o prazo marcado para a liberdade de cultos. De um lado havia reclamações enérgicas pedindo a execução do edito de Worms; do outro exi…

DIVAGAÇÕES FORTÚITAS SOBRE A MORTE

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João d’Eça


         A morte é uma trabalhadora incansável, infatigável, que de dia, de noite, a todas as horas está trabalhando.
         Para ela não há descanso. Não sente fadiga alguma por mais aterefada que esteja. Ela trabalha e faz trabalhar ao mesmo tempo.
         Todos os homens sabem que vão morrer e a maioria se preocupa com a morte. Poucos são os que não se lembram que são mortais.
         Todos os dias assistimos o espetáculo horrendo da morte, ela ceifa a vida de ricos e pobres, de pretos e brancos, de europeus, asiáticos, americanos e latinos. Africanos aos milhares todos os dias. Gente da Oceania e de todos os lugares aonde houver gente.
         Uns estão um pouco de tempo enfermos, e morrem; outros não experimentam enfermidade alguma, não sentem a mínima dor, e são levados repentinamente. Há os que procuram a morte, brincam com ela, e a encontram nos momentos mais inesperados.
Uns chegam à velhice, e morrem em seu leito, enquanto outros são arrebatados na flor da idade,…