sábado, 22 de dezembro de 2018

DEIXE O PASSADO NO PASSADO!!


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João d'Eça


(Filipenses 3.13-14)

Sempre quando nos aproximamos de um novo ano em nosso calendário, novas expectativas surgem de que o ano vindouro seja melhor que o ano que se finda. Infelizmente muitos perderam muitas coisas valiosas para a vida e alma e isso lhes afetou deveras.

No entanto, não deixe que o teu passado estrague o teu futuro. Não deixe o velho ano estragar o ano novo que virá cheio de expectativas. Não importa quais tenham sido os teus erros ou perdas, ainda que o infortúnio tenha te tirado tudo o que tinhas no mundo, não importa, começa novamente.

O êxito não depende da distância que percorremos, mas na maneira como caminhamos. Se a perspectiva é desanimadora, fixe o teu olhar no alvo, não o tire do teu foco de visão. Um coração cheio de vigor, uma vontade indomável e uma fé sem vacilar no poder e direção de Deus, alcançarão a vitória mesmo diante de condições adversas.


sábado, 8 de dezembro de 2018

SOBRE VASOS E XÍCARAS RACHADAS

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João d'Eça




Os vasos e as xicaras são utensílios para uso, que devem estar em perfeito estado de conservação, pois se estiverem rachados perdem a sua utilidade, não servirão mais para o fim para o qual foram criados. Um vaso rachado é como uma cisterna rota cujos vazamentos não retém as águas de bênçãos. As xicaras rachadas também não servem mais para o fim original proposto. Tente tomar chá ou café em uma xícara rachada. Não é possível. A rachadura tira a beleza, produz vazamento e dar um aspecto de desleixo e falta de confiança na segurança do utensilio.
           
            No livro de Jó 31.1 o texto diz: “Fiz aliança com os meus olhos; como, pois, os fixaria eu numa donzela?” Jó em sua defesa contra os seus acusadores diz aqui que manteve a sua pureza ética e moral, não se deixando seduzir pelos encantos de uma jovem, porque os seus olhos estavam fixados no seu Redentor. Jó diz que se afastou da impureza, e não permitia que seus olhos se desviassem para o que poderia lhe conduzir à queda, pois preferia manter-se puro desde o seu olhar e não trazer opróbrio ao seu SENHOR.

Um ministro do evangelho que cai em pecados sexuais traz sobre si o opróbrio, a desconfiança, a indignidade e se torna repreensível, quando a Escritura diz que o ministro deve ser irrepreensível. São como vasos e xicaras rachadas, não servem para o uso.

A lista de fatores que desqualificam os ministros do evangelho é muito grande, e inclui incredulidade, um estilo de vida carnal, problemas morais, registros criminais, uma história de violência, etc. Em I Tm. 3.2-7, Paulo lista as qualificações necessárias para o exercício do ministério pastoral. O primeiro requisito é que o ministro seja “irrepreensível” (v, 2), e o último (v, 7), que tenha “bom testemunho dos de fora”. Consequentemente os requisitos para o exercício do ministério, exige que o candidato esteja acima de qualquer repreensão. A não observância de quaisquer desses requisitos, o desqualifica para a função.

A conduta matrimonial do ministro deve ser sem nenhuma mácula, isso é o que Paulo diz a Timóteo quando diz que ele deve ser “irrepreensível”. Sendo o ministro alvo de reprovação da sociedade e da comunidade cristã em sua vida conjugal, estará ele, consequentemente, desqualificado para o exercício do ministério.

A infidelidade conjugal sempre foi uma conduta condenada na Sagrada Escritura, tanto é que os judeus a consideravam desprezível e esse mesmo princípio passou para o cristianismo. Veja os textos (Êx 20.14; Mt 5.27,28). No Novo Testamento, o novo casamento após o divórcio e a infidelidade conjugal, desqualifica um homem para o ministério pastoral, quando esse é praticado no decorrer da vida cristã, esse é o meu entendimento da instrução bíblica. Entendo que a construção Paulina, “homem de uma só mulher”, se enquandra o que estou dizendo. Portanto, os que se enquadram nesses casos, estão desqualificados para o exercício do ministério pastoral.

Cremos no perdão de Deus após a confissão de pecados e nossa oração é para que Deus perdõe os envolvidos nessa situação. Mas uma coisa é o perdão, outra coisa diferente é a qualificação para o exrcício do sagrado Ministério. Acredito, como diz a Bíblia, que “Deus não leva em conta o tempo da ignorância” (At 17.30), se o pecado praticado foi antes da conversão. Porém, se o adultério ocorreu após a conversão, o pecador arrependido recebe perdão, mas o ministro se torna desqualificado para o minsitério.

Os provérbios dizem que o o que adultera traz para si infâmia e apróbrio. Leiamos o que diz o texto: “O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é aque pratica tal coisa. Achará açoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se aparagará”. (Pv. 6.32, 33).

Estou persuadido pela Bíblia que esta interpretação é a correta, os que quiserem contraditar, fiquem à vontade, mas se assim o fizerem, usem a Escritura. Minha convicção é a de que o divórcio e a infidelidade conjugal tornam o homem desqualificado para o ministério pastoral, presbiterato e diaconato.

Assim como vasos e xícaras rachados são impróprios para o uso, assim também um homem manchado pelo pecado da infidelidade conjugal ou divórcio trivial, também estão inabilitados para o exercício do sagrado ministério.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

QUEM SOU EU?

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João d'Eça


Vivemos  um tempo de apostasia, onde principalmente os jovens estão se contaminando com as filosofias do mundo, especialmente na Academia, onde os que entram para fazer um curso de nível superior, logo nos primeiros meses são envolvidos pelo espírito da apostasia.

O ambiente ao qual nossos alunos de EBD são expostos quando entram na Universidade, é um ambiente recheado de conceitos e valores anti-Deus, nossas Universidades estão aparelhadas com o pensamento ateista e ideologia esquerdista, que no frigir dos ovos, é a mesma coisa.

Não quero tratar aqui de política, mas da fraqueza de muitos crentes que ao entrarem nos cursos de nível superior, se enchem de empáfia, esquecem do que aprenderam ou do que viveram em sua vida na igreja, acham que sabem mais dos que os seus "bitolados" irmãos de igreja, e acabam se envolvendo na apostasia, experimentam o que o mundo tem de pior a lhes apresentar, tanto em termos de conhecimento, quanto em termos de experiências inadequadas.

Paulo disse para nós "julgarmos todas as coisas e reter o que é bom" (I Ts. 5.21). Isso implica, que podemos e devemos aprender sobre tudo, estudar as ciências, adquirir conhecimento, etc, mas ficar com aquilo que é bom, que nos edifica, que nos transforma, e nesse caso, jogar fora o que nos prejudica.

Não é essa porém, a prática de tantos que vemos entrar na Academia e que acabam sucumbindo ao que lhe é apresentado de ruim, lá.

Nós somos expostos a essas coisas no nosso dia-a-dia, e isso não é desculpa para apostatarmos da nossa fé. Os que sucumbem aos apelos do mundo são os que não tem identidade, que não sabem quem são na verdade. Aqueles que sabem quem são, quem se conhece, nunca jamais cairá nessas armadilhas pseudo-intelectuais.

Quando alguém perde a sua identidade, quando alguém desconhece quem é, quando alguém não tem noção do seu papel, facilmente apostatará da sua fé e abandonará a Deus e a igreja. O meio lhe envolverá e mudará a sua cabeça, pelo simples fato de que ele não sabe quem é.

Crentes que trocam Deus por seus namorados, que trocam Deus por suas carreiras, que trocam Deus por seus empregos, que trocam Deus por dinheiro,etc. O fato incontestável, é que esses crentes nunca souberam quem são de fato, nunca tiveram identidade, viveram a vida no meio do povo de Deus, mas seus corações estavam focados em outras coisas, por isso, apostataram da fé.


segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

JESUS A ALEGRIA DO MUNDO


“JESUS A ALEGRIA DO MUNDO”[1]
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João d’Eça


O evangelista Lucas é o mais detalhista dos evangelistas. Talvez pelo fato de ele ter sido um historiador, ele apresenta a história de Jesus Cristo vindo ao mundo com riquezas de detalhes.

O evangelho escrito por ele é também a mais detalhada descrição de alegria, assim como disseram os anjos aos pastores: “Eis que vos trago novas de grande alegria, que o será para todo o povo...”. (Lc. 2.10). O anuncio de alegria por causa do nascimento de um rebento, foi também dado a Zacarias e Isabel, quando do nascimento de João, o batista. O anjo disse a Zacarias: “... Isabel, tuia mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de João. Em ti haverá prazer e alegria, e muitos se regozijarão com o seu nascimento...” (Lc. 1.13-17).

O nascimento de uma criança é sempre acompanhado de prazer e alegria. A mensagem angelical do Senhor para os pais de João, foi uma promessa de que as pessoas se regozijariam com o nascimento dele, porque João viria a ser o precursor dos caminhos do Senhor Jesus Cristo. O povo iria se alegrar com o anuncio olhando nos olhos do mensageiro que foi destinado a anunciar a vi9nda o Messias e Rei de Israel.

Boas Novas de grande alegria

Quando Jesus Cristo nasceu, naquele dia especial, no momento estabelecido por Deus na eternidade, o Messias prometido veio do céu através do poder do Espírito Santo, nascendo de uma virgem. Os anjos anunciaram ser essa boa notícia, uma novidade esperada, que causaria grande alegria para todo povo de Israel (Lc. 2.10).
Os humildes pastores no campo, que levavam o rebanho para pastar, ouviram aquela mensagem diretamente do coro celestial que dizia: Alegrem-se todas as pessoas do mundo, o Senhor chegou! Deixe a terra receber seu rei; Deixe todo coração preparar seu quarto. Alegrem-se! O Rei chegou, e com esta criança a plenitude da alegria nasceu no coração de todos os que crêem.

Alegrem-se

A alegria veio ao mundo na pessoa daquela criança ungida de Deus, o Salvador como uma criança para crescer como homem e morrer a morte substitutiva para a redenção do pecador. Diante das circunstâncias de perseguição e sofrimento que sofreram os discipulos na caminhada cristã, a mensagem de Jesus permaneceu a mesma: “Alegrem-se”!! A Sagrada Escritura diz, que os crentes iriam sofrer perseguições, injúrias e injustiças por causa do nome de Jesus Cristo, mas mesmo assim a mensagem é: Alegrem-se! (Lc. 6.22-23).

A mensagem de alegria que a Escritura passa para nós, é que apesar dos sofrimentos, dores e tristezas que os crentes passam nesta vida por causa de Jesus Cristo, nada disso se compara com as glórias que nós já temos no céu. Quando sofremos por causa de Cristo, é a prova de que de fato, somos propriedade dele.

Passaremos pouco tempo neste mundo, apenas um curto espaço de tempo. Nenhum sofrimento poderá nos separar das glórias celestes que nos aguardam, preparadas com amor por nosso Senhor Jesus Cristo (João 14.1-3).  Não podemos permitir que as tristezas nos derrotem, que os sofrimentos nos abatam. Já estamos com Cristo no céu, nossa salvação está firmada nele, por isso alegremo-nos e nos regozijemos.

O texto de Romanos 8. 33-39 nos garante que nada neste mundo nem no porvir pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Nada, absolutamente nada! E vamos viver, cantar e desfrutar de Deus com os salvos para sempre.




[1]Jesus Alegrias dos Homens” é uma obra musical do compositor Johann Sebastian Bach, aqui usamos o termo Jesus Alegria do Mundo.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O PRIMEIRO ASSASSINATO DA HISTÓRIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS

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João d'Eça, MDiv



Introdução:

Em Gn. 4.9, encontramos a solene pergunta que o Supremo Criador faz a Caim, primeiro filho da primeira família da humanidade:


- Onde está o teu irmão Abel?


Adão e Eva já estavam condenados à morte por causa da violação do Mandamento de Deus e tinham sido expulsos do Jardim do Éden. É claro que eles sentiam o nunca haviam sentido antes, novos sentimentos como angústia, preocupação, medo. Eles sentiam agora a sua miséria. Deixaram o paraíso de delícias, onde nenhum desses sentimentos havia, e agora estavam curtindo o vale de lágrimas, onde o remorso, a maldição e a morte se fez presente. Um vale de tristezas e de calamidades.


Agora, na situação em que se encontravam por causa da desobediência e consequentemente da perda de comunhão com o SENHOR, aguardavam a promessa de Deus de libertá-los da morte eterna. Os nossos primeiros pais já haviam se estabelecido na terra para onde foram expulsos.

 
Motivo do primeiro assassinato


         A questão religiosa foi o motivo do primeiro assassinato que envolveu os dois filhos do primeiro casal. Caim era lavrador e achou que poderia se apresentar diante do SENHOR com os seus dons e com os frutos da terra; mas Abel, diferentemente apresenta-se com o sacrifício dos primogênitos dos seus rebanhos.


Deus atentou e se agradou para Abel e para a sua oferta e não para a oferta de Caim. Os jovens irmãos foram educados na fé das promessas que Deus fizera à Adão e Eva, quando os lançou para fora do Paraíso. De acordo com os ensinamentos dos seus pais e com a fé na Promessa do SENHOR, Abel ofereceu os seus holocaustos (Hebreus 11.4), mas Caim seguiu o seu próprio instinto e apresentou-se a Deus como um incrédulo. Mais tarde na história, muitos imitaram a atitude de Caim, especialmente podemos citar Esaú, que chorou tarde demais.


A Sagrada Escritura diz “que sem fé é impossível agradar a Deus”. Caim não tinha fé... vendo pois Caim que a religião de Abel, seu irmão, agradou a Deus e que a sua religião foi desprezada, ficou irado, e o seu semblante descaiu. Deus, misericordioso e longânimo, diz a Caim: “Por que andas irado? E por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” (Gn. 4.6,7).


Diante desse aviso e advertência divina, Caim, assim como muitos fazem hoje, não se arrependem dos seus pecados e não buscam a comunhão com o Deus Todo-Poderoso. Não querem fazer o caminho de volta para o SENHOR, não querem abandonar a prática do pecado que lhes dá prazer, mesmo que momentâneo.


Para provar que o seu coração era de todo mal, Caim, convida o seu irmão Abel para um passeio sinistro, o seu irmão Abel nem desconfiava os intentos malignos do coração de Caim. Abel amava o seu irmão, e a Escritura ensina que “o amor não suspeita mal” (I Co.13.5). Caim não dominou o mal dentro de si, mas deixou-se dominar por ele. Deu vazão às suas concupiscências e iniquidades e tomou todo o cuidado para que o seu crime ficasse oculto. Ele se deixou dominar pelo desejo pecaminoso e nem percebeu que estava preso nas armadilhas diabólicas.


O primeiro assassinato, assim como todos os outros depois dele, de lá até hoje, revestiu-se de requinte de maldade e de crueldade, motivado por uma atitude religiosa que não foi aceita por Deus. Há  pessoas que pensam que podem trazer a Deus qualquer coisa, de qualquer jeito, sendo que a forma como Deus quer ser adorado e servido, ele mesmo determina nas Sagradas Escrituras, não podendo o homem inventar maneiras ao seu bel prazer de cultuar ao SENHOR.


Analisando o crime


         Este crime, o primeiro da história da humanidade, tem todos os agravantes que o levariam em tempos modernos a ter a pena máxima como consequência. Vejamos os agravantes do crime:


- Caim dissimuladamente procurou um lugar deserto para a prática do seu crime. À semelhança dos criminosos, filhos de Caim, que procuram os lugares ermos e escuros para praticarem o seu mal. A Sagrada Escritura os chama de “filhos das trevas” (Ef. 5.8). Os criminosos procuram a escuridão ou o deserto para não serem surpreendidos no seu mal.


- Caim enganou a sua vítima com uma pretensa amizade. Iludiu o seu irmão com um suposto companheirismo. Premeditou por longo tempo e executou o seu intento diabólico, porque a sua sanha tinha por objetivo eliminar o seu irmão, por causa de inveja, que foi o outro mal que ele deixou que o dominasse. Ao invés de se arrepender, pedir perdão e agir corretamente, ele manteve o sentimento de inveja na sua alma enegrecida e planejou como cometer o ato criminoso e cruel.


- Caim usou do artifício maligno da confiança do seu irmão nele. Abel jamais suspeitou de que Caim pudesse fazer o que fez, de que ele estivesse planejando lhe fazer qualquer mal. Caim revelou-se um monstro, que apesar de já ter sido advertido por Deus com graça e misericórdia, Caim não deu ouvidos ao que Deus lhe falara.


O que aprendemos com esse crime?


         No livro de Êxodo 20, na narrativa dos Dez Mandamentos, o SENHOR diz que “visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus Mandamentos.” (Ex. 20.5,6). Adão e Eva que desobedeceram ao SENHOR, ainda nem haviam

chegado a tanto na prática do pecado, os efeitos da sua desobediência já se mostraram presentes na vida de seu filho que cometeu tamanha iniquidade, revelando a morte, intrusa na existência humana.


O pecado dos pais veio se revelar na sua forma mais cruel na vida dos seus filhos. Como uma bomba cujo estopim está queimando lentamente, este veio estourar nas mãos de Caim, como efeito do pecado dos seus pais.


Deus interveio na situação e denunciou o pecado de Caim, dando-lhe oportunidade para confessar e se arrepender, mas o que ocorreu foi que o criminoso, de coração endurecido, parecia não se incomodar em ter assassinado a seu irmão. O SENHOR perguntou a Caim: “Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso sou eu tutor de meu irmão?” Como que dizendo: “Ele não é o Teu preferido? Por que perguntas a mim?”


Adão e Eva sentiram o peso do seu pecado, de forma mais dolorida com a morte do seu amado filho Abel, a quem nunca mais veriam na vida. “O salário do pecado é a morte” (Rm.6.23). Abel estava morto no corpo, Caim estava morto na alma. Foi uma tragédia terrível para os nossos primeiros pais. Agora eles entendiam a grandeza da sua culpa, por meio de dor e de lágrimas eles compreendiam perfeitamente o tamanho do seu pecado e o resultado trágico da sua ação.
 
Conclusão:

          A morte entrou na existência humana por meio do pecado. Ela é uma intrusa na humanidade, não havia sido inicialmente planejada por Deus, se o homem permanecesse na obediência. Deus disse que o resultado do pecado seria a morte, que para que ela não entrasse na existência humana, o homem deveria manter-se obediente à Vontade de Deus. Foi a primeira e a única vez que o homem teve livre-arbítrio em caso de Salvação.


Caim morreu na sua alma. Que dores ele não deve ter sentido por causa de uma lembrança tão trágica? Somente a graça de Deus por meio de Jesus Cristo pode resolver esse

segunda-feira, 18 de julho de 2016

SOBRE TERRORISMO E OLIMPIADA (Mt. 5.9)


Por

João d’Eça


Introdução

         O brasileiro está com medo de que se repita em nosso país o que aconteceu em 1972, na Olimpíada de Munique, Alemanha, quando um grupo de terroristas árabes/islâmicos/palestinos, invadiram a vila dos atletas fizeram reféns os onze atletas da delegação israelense.


         As 4:30 da manhã de 5 de setembro, oito terroristas entraram na Vila Olímpica, enquanto os atletas dormiam, pularam as cercas de dois metros de altura, carregando mochilas com rifles automáticos e granadas. Estavam dispostos a causar uma tragédia naquela olimpíada.


         Depois de roubar as chaves, eles entraram nos dois apartamentos ocupados pelos atletas de Israel e os fizeram reféns, exigindo a soltura de mais de duas centenas de presos em Israel. Ainda naquela época, os terroristas faziam reféns somente israelenses, contrário de hoje, em que a ação terrorista islâmica, não faz acepção de nacionalidade. Na semana passada, no atentado com um caminhão em Nice, sul da França, morreram pessoas inocentes de vários países, inclusive uma brasileira e sua filhinha de seis anos.

A reação Ocidental


         Os ocidentais não sabem como lidar com os terroristas islâmicos e estão cedendo a eles, quando deveriam combate-los com força. Um caso lamentável aconteceu nos Estados Unidos, com a decisão dos islâmicos de construir uma mesquita no Marco Zero em New York, local onde estavam as Torres Gêmeas que foram derrubadas por terroristas islâmicos, naquilo que ficou conhecido como o maior atentado terrorista contra o Ocidente, ou seja, a permissão para construir qualquer que seja o monumento islâmico ali, é uma afronta, um “tapa na cara”, não só do povo americano, mas do ocidente, e ainda mais, é um vilipêndio à memória das quase quatro mil vítimas inocentes.


Religião de Paz


         Os islâmicos alegam que a sua religião é de paz, mas isso é um absurdo, é uma tentativa de enganar, porque de pacífica o islã não tem nada, e eles mesmos testemunham disso, basta assistir os inúmeros vídeos publicados na internet.


         Ser muçulmano é ser terrorista, quem não é terrorista e se diz muçulmano está mentindo ou é um falso muçulmano, porque a prática do islamismo, segundo o alcorão, é fazer o que os terroristas fazem, e quem não faz assim, é um falso muçulmano.


         O islã não é uma religião de paz, basta estudar a história, desde 632 A.D., que o islã vem promovendo guerras contra os outros povos, na tentativa de impor a sua religião aos demais povos, os quais consideram como infiéis. Portanto o islã não é uma religião de paz, pelo contrário, seu principal valor é fazer a guerra contra os infiéis (não muçulmanos) e convertê-los à força ou cortar-lhes a cabeça.


         O islã não é uma religião, é um sistema de crenças teo-político que vem ameaçando o mundo há sete séculos, ou 1394 anos. Carlos Martel lutou contra o islã na batalha de Tours em 732 A.D., a frota veneziana lutou contra o islã em 1571, em 1683 o exército germânico-austríaco lutou contra o islã, Constantinopla lutou contra o islã em 1453 e perdeu a guerra e a cidade mudou de nome vindo a ser chamada de Istambul até o dia de hoje. Quem lê o alcorão compreende que os muçulmanos estão fazendo exatamente o que o livro sagrado deles lhes manda fazer, nada mais que isso.


Como combater o islã?

          Essa é uma responsabilidade de toda civilização ocidental, principalmente dos países de religião cristã. Ao invés desses países se preocuparem a dar ouvidos aos diplomatas da ONU, que não tem nenhum compromisso com o cristianismo, mas sim com todas as políticas que visam desconstruir o cristianismo, com políticas homossexuais, abortistas, ateístas, secularistas. Quando essas políticas são instituídas, as nações perdem o seu referencial e passam a viver sem valores, sem limites, alvo fácil para os islâmicos, que surgem lhes dando um motivo pelo qual lutar contra as coisas erradas no campo da ética e da moral.


         Quando as nações cristãs procuravam viver o seu cristianismo e incentivavam as pessoas a vive-lo, não havia nenhuma preocupação com o terrorismo islâmico. Os presidentes das nações historicamente cristãs precisam voltar a investir na construção de uma sociedade baseada nos princípios e valores cristãos. Voltar a incentivar o envio de missionários com a mensagem salvadora da cruz, incentivar a produção de filmes, programas e séries, que ao invés de mostrar as tragédias, crimes, prostituição, deem às pessoas esperança, sonhos e alegrias, afinal, ninguém precisa viver vendo tragédias todos os dias.


         Precisamos de esperança, precisamos de amizade e de comunhão em torno do nosso bem maior, nosso Cristo. Precisamos sonhar, precisamos de aquarelas, de incentivo a sermos bons cidadãos, de exemplos de dignidade cristã. Precisamos reviver os tempos das grandes Cruzadas Billy Graham que superlotavam os estádios. Precisamos retornar aos nossos valores cristãos. Precisamos deixar de flertar com o esquerdismo, precisamos impedir que o islamismo se instale em nossos países ocidentais, precisamos voltar ao tempo em que a dignidade e a honra faziam o indigno e desonrado corar de vergonha.


         A única forma de barrar o avanço do islamismo no Ocidente, é investir na reconstrução do nosso cristianismo, investir em escolas cristãs, investir em famílias cristãs, produzir material midiático cristão, reacender a esperança e a alegria do nosso povo, investindo pesado nisso. Ai os islâmicos não terão terra fértil para propagar a sua religião de ódio e de morte.


Conclusão


         Não sabemos se haverá um ataque no Brasil, esperamos que isso não aconteça. O povo está com medo, as delegações estão com medo, o governo brasileiro e os governos estrangeiros estão com medo. Queira Deus que não haja nenhuma tragédia como a de Munique 1972.


Esse é o momento de refletirmos sobre a forma como estamos vivendo, num mundo escuro e de futuro mais escuro ainda. Deus queira nos ajudar a ter esperança, não só no céu, mas que possamos viver a esperança celestial, vivendo em paz enquanto aguardamos a chegada do Reino do nosso Deus e Cristo.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

DOUTRINAS FALSAS E DOUTRINAS VERDADEIRAS


 
Por

 Rev. João d’Eça

1Tm 1.3-4
 

Introdução:
 A pergunta que encima esse texto só pode ser respondida de uma maneira: Sim, é claro que há doutrinas falsas. A Própria Escritura Sagrada diz que há. Lógico, se a Escritura menciona o termo “falso” quando se trata de doutrina, é porque existe a doutrina que é verdadeira.
 
A lógica do meu ponto é essa, se existe uma doutrina verdadeira, é porque ela se opõe a uma falsa doutrina. Chamarei a doutrina verdadeira, à partir de agora, de sã doutrina.
 
Enquanto a sã doutrina é benéfica para a igreja, a falsa doutrina, ou doutrina espúria enfraquece as bases da igreja e é o resultado de todo o desvio da verdade das Escrituras que vemos o tempo todo acontecendo e sendo divulgado nas mídias sociais. Enquanto a sã doutrina, em que pese, precisar de assimilação, para isso tem de ser entendida na base do estudo intelectual sério, as falsas doutrinas causam confusão.
 
Geralmente as falsas doutrinas se fixam em coisas rasas no campo doutrinário, se preocupam com coisas de menor importância, geralmente fixando-se em pequenas coisas e personagens, que estão ligados diretamente a certas organizações, são os chamados falsos mestres, carismáticos, mas que tem no meio dessa gente, uma grande influência.
 
 
Falsas doutrinas e a Bíblia
A carta de Paulo a Timóteo trata do assunto das heresias perniciosas que estariam sendo disseminadas no meio da igreja. No capítulo 4, Paulo diz escrevendo a Timóteo:
 
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fieis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ação de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração é santificado.”
(I Tm. 4.1-5)
 
Falsas doutrinas e mitologia
As falsas doutrinas são baseadas em mitos, lendas, fantasias, costumes humanos, manifestações folclóricas e outros. Geralmente o conteúdo dos ensinos dos falsos mestres de falsas doutrinas, possui uma gama de esoterismo e filosofias extra-bíblicas. Os propagadores de falsas doutrinas fazem acréscimos à Escritura juntando até mesmo técnicas de mercado, técnicas psicológicas e psicanilíticas para fundamentar os seus ensinos. São sectários, anti-bíblicos e deturpadores da verdade.
 
As falsas doutrinas e as genealogias
     
     Recentemente ouvi um documentário na TV fechada sobre a organização da igreja Mórmon e a seu valor dado às genealogias. A reportagem mostrava um local onde eles fazem pesquisas em mais de 2 bilhões de certidões de nascimento, segundo a reportagem, para saber sobre a descendência dos membros dessa seita americana.
 
         Os judeus também estavam interessados em genealogias, eles queriam saber de que patriarca descendiam e por isso, Paulo, assim como no texto base desse artigo, também ao escrever a Tito, diz: “Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não tem utilidade e são fúteis...” (Tito 3.9). O ensino claro do Novo Testamento, não se ocupa com genealogias, descendências ou coisas afins, mas com o chamado de Deus para a salvação, com a vocação, com a fé e a conversão das almas.
 
Falsas doutrinas e ignorância
Não há como ter uma discussão saudável com alguém que defende falsas doutrinas. Qualquer tema que os defensores de falsas doutrinas levantam para discutir, é motivo de conflito. Desde assuntos relacionados à proibição ou não de alimentos, ou relacionados a dias de guarda, quem pode ou ser ordenado e guarda ou não de princípios relacionados à lei de Moisés.
 
         Os defensores de falsas doutrinas, geralmente não conhecem doutrina nenhuma, e até em muitos casos, dizem ser contrários a qualquer forma de doutrina, preferindo suprimir qualquer que seja a discussão que envolva um tema doutrinário, alegando ser infrutífero.
 
         Assim as falsas doutrinas vão se disseminando em muitas igrejas e pessoas, ou incautas ou ignorantes, vão alimentando a sanha de disseminadores de falsas doutrinas, que escravizam os desavisados nas suas redes de falsidades doutrinárias.

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