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A PRÁTICA DA ORAÇÃO NOSSA DE CADA DIA (Mt. 18.19 e Jo. 16.23)


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Rev. João d’Eça

 
Introdução:

         Existem duas coisas que são extremamente necessárias para mantermos a nossa alma com boa saúde espiritual, que são: a leitura da Sagrada Escritura e a oração. Se temos em nós o desejo de corresponder, de dar resposta de fé à graça de Deus concedida a nós, não negligenciaremos nem a oração e nem a leitura da palavra de Deus.       

Quando negligenciamos a leitura diária das Escrituras Sagradas as nossas orações se tornarão meras expressões de desejos naturais ao invés de ser uma intercessão feita segunda a vontade de Deus.

É na atmosfera da comunhão íntima com o Senhor, na leitura da Escritura, e no poder do Espírito Santo, que os nossos desejos das bênçãos espirituais  são formados. Quando isto falta em nossa vida, embora zelosos estivermos sendo, será um zelo sem conhecimento (Rm. 10.2).
 

A importância da oração

Sem a prática da oração, a nossa leitura da Bíblia pode se degenerar em intelectualismo, em um estado de frieza e esterilidade espiritual, resultando da ausência de poder e alegria e o que sobrará Serpa somente orgulho espiritual. A energia espiritual arrefece pelo intelectualismo seco de oração, porque o coração e a consciência permanecem estranhos ao seu poder. Quando a oração é negligenciada a alma cairá nesse estado de letargia.

A falta de oração é o mais claro sinal de que a alma está doente espiritualmente, o contrário é verdade, quando um homem persevera em oração é porque está cheio do Espírito.
 

Espiritualidade X intelectualidade

A época em que vivemos é um tempo de extremos na área da espiritualidade, ou as pessoas não tem o conhecimento adequado, porque não lêem boa literatura e negligenciam a Escritura Sagrada, ou elas estão cheias de conhecimento, mas sem uma vida de oração que acenda o fogo do Espírito em seu ser e traga o equilíbrio entre espiritualidade e intelectualidade.
 
Há pessoas que são intelectuais e são também espirituais, uma coisa não anula a outra. Há também pessoas não possuem intelectualidade, mas também cultivam uma piedade deturpada. Quando a busca pela intelectualidade vai associada com a piedade, o crente estará no caminho da espiritualidade sadia. Por esta razão é de fundamental importância que façamos uma coisa sem esquecer da outra.
Tenho conversado com pessoas que confessam que os seus quartos já não são mais um altar de oração, que não freqüentam mais as reuniões de oração de suas igrejas e que já perderam o hábito de orar em suas casas. As variadas atrações de divertimento e passatempos, tem causado uma indiferença a respeito do imenso privilégio que nos é concedido de poder adentrar na presença de nosso Deus e poder expressar a ele o nosso interesse por tudo o que ocupa seu coração e se refere à glória de seu amado Filho.

Jesus Cristo é o nosso modelo perfeito. Ele começou, desenvolveu e terminou o seu ministério com oração. Ele orava quando foi batizado (Lc. 3.21; 5.16; 6.12; 9.18, 28; 11.1; 22.44. Finalmente, n fim de sua vida, no meio das angústias inexprimíveis da cuz, o Senhor orou pelos seus inimigos, Lc. 23.34.
O apóstolo Paulo nos diz: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Paulo, fiel servo de Jesus Cristo, ministro da Palavra, com muitas responsabilidades, plantação de igrejas, viagens missionárias e outras, perguntamos: Como ele achava tempo para orar? Quando lemos as suas cartas, nos impressiona a vida de oração que ele cultivava. Textos como: (Rm. 1, 9; 10.1; II Co. 13.7; Ef. 1.16; 3.14; Fl. 1.4, 9; Cl. 1. 3, 9; I Ts. 1. 4, 9; 3.10; II Ts. 1.11 II Tm. 1.3 e Fl. 4). Mostram essa verdade de sua vida.
As exortações da Palavra de Deus
A Escritura Sagrada nos exorta a orar em todo o tempo, em todas as circunstâncias, em todos os momentos de nossa vida. Em tudo temos de expor ao Senhor as nossas petições a Deus em oração e súplica e com ações de graças.

Os resultados de uma vida de oração na dependência de Deus trazem sempre bênçãos para os que cultivam esse hábito. A descida do Espírito Santo veio depois de dez dias de oração da igreja reunida. Após os discípulos apresentarem a s suas súplicas a Deus foram cheios do Espírito Santo e anunciaram a Palavra de Deus com ousadia (Atos 4). O anjo do Senhor livrou a Pedro da prisão em resposta às orações da igreja (Atos XII).

Na Escritura há inúmeras provas da importância que os primeiros crentes davam às orações, mesmo em meio a dificuldades. Os exemplos que encontramos em II Cr. 32. 20 e em Tg. 5. 17, 18, nos mostram o quanto a oração pode muito em seus efeitos.

Os crentes têm sido abençoados por suas vidas de oração. Como resultado das orações fervorosas das almas dos crentes, Deus tem movido o seu braço poderoso em nosso favor. Homens e mulheres como Epáfras (Cl. 4.10), Deus concede uma resposta a seu pedido... “Orai sem cessar”. Nos indica que os crentes devem sempre manter-se em constante oração. Deve-se estar constantemente num estado de dependência, e por conseguinte em constante oração.

Uma outra coisa que precisamos saber, é que seja sozinho ou acompanhado, devemos ter tempo para estarmos na presença de Deus, longe das ocupações da vida para podermos expormos os desejos e anseios de nosso coração.

Prezados irmãos, aproveitem bem todas as oportunidades em suas vidas para perseverarem em oração. Se aproveitarmos cada momento que nos é dado para esse fim, nós nos surpreenderemos de ver o quanto pouco utilizamos esse tempo essencial para a nossa saúde espiritual.

E o culto doméstico?

Se os crentes oram em família as suas reuniões de oração serão felizes, cheias de vigor, cheias de fé, de poder e de liberdade. Quando as reuniões de oração são frias, quando não há fervor e liberdade, podem estar cientes  de que o relacionamento familiar e a casa daqueles que as constituem podem contar muita coisa sobre sua indiferença e negligencia a respeito da oração.

O culto doméstico tem o poder de unir a família em prol do propósito da adoração coletiva a Deus e de fortalecer a fé da família e o compromisso com a causa de Deus na igreja.

Que Deus nos faça pessoas perseverantes e fervorosas na oração.

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