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terça-feira, 18 de abril de 2017

O PRIMEIRO ASSASSINATO DA HISTÓRIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS

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João d'Eça, MDiv



Introdução:

Em Gn. 4.9, encontramos a solene pergunta que o Supremo Criador faz a Caim, primeiro filho da primeira família da humanidade:


- Onde está o teu irmão Abel?


Adão e Eva já estavam condenados à morte por causa da violação do Mandamento de Deus e tinham sido expulsos do Jardim do Éden. É claro que eles sentiam o nunca haviam sentido antes, novos sentimentos como angústia, preocupação, medo. Eles sentiam agora a sua miséria. Deixaram o paraíso de delícias, onde nenhum desses sentimentos havia, e agora estavam curtindo o vale de lágrimas, onde o remorso, a maldição e a morte se fez presente. Um vale de tristezas e de calamidades.


Agora, na situação em que se encontravam por causa da desobediência e consequentemente da perda de comunhão com o SENHOR, aguardavam a promessa de Deus de libertá-los da morte eterna. Os nossos primeiros pais já haviam se estabelecido na terra para onde foram expulsos.

 
Motivo do primeiro assassinato


         A questão religiosa foi o motivo do primeiro assassinato que envolveu os dois filhos do primeiro casal. Caim era lavrador e achou que poderia se apresentar diante do SENHOR com os seus dons e com os frutos da terra; mas Abel, diferentemente apresenta-se com o sacrifício dos primogênitos dos seus rebanhos.


Deus atentou e se agradou para Abel e para a sua oferta e não para a oferta de Caim. Os jovens irmãos foram educados na fé das promessas que Deus fizera à Adão e Eva, quando os lançou para fora do Paraíso. De acordo com os ensinamentos dos seus pais e com a fé na Promessa do SENHOR, Abel ofereceu os seus holocaustos (Hebreus 11.4), mas Caim seguiu o seu próprio instinto e apresentou-se a Deus como um incrédulo. Mais tarde na história, muitos imitaram a atitude de Caim, especialmente podemos citar Esaú, que chorou tarde demais.


A Sagrada Escritura diz “que sem fé é impossível agradar a Deus”. Caim não tinha fé... vendo pois Caim que a religião de Abel, seu irmão, agradou a Deus e que a sua religião foi desprezada, ficou irado, e o seu semblante descaiu. Deus, misericordioso e longânimo, diz a Caim: “Por que andas irado? E por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” (Gn. 4.6,7).


Diante desse aviso e advertência divina, Caim, assim como muitos fazem hoje, não se arrependem dos seus pecados e não buscam a comunhão com o Deus Todo-Poderoso. Não querem fazer o caminho de volta para o SENHOR, não querem abandonar a prática do pecado que lhes dá prazer, mesmo que momentâneo.


Para provar que o seu coração era de todo mal, Caim, convida o seu irmão Abel para um passeio sinistro, o seu irmão Abel nem desconfiava os intentos malignos do coração de Caim. Abel amava o seu irmão, e a Escritura ensina que “o amor não suspeita mal” (I Co.13.5). Caim não dominou o mal dentro de si, mas deixou-se dominar por ele. Deu vazão às suas concupiscências e iniquidades e tomou todo o cuidado para que o seu crime ficasse oculto. Ele se deixou dominar pelo desejo pecaminoso e nem percebeu que estava preso nas armadilhas diabólicas.


O primeiro assassinato, assim como todos os outros depois dele, de lá até hoje, revestiu-se de requinte de maldade e de crueldade, motivado por uma atitude religiosa que não foi aceita por Deus. Há  pessoas que pensam que podem trazer a Deus qualquer coisa, de qualquer jeito, sendo que a forma como Deus quer ser adorado e servido, ele mesmo determina nas Sagradas Escrituras, não podendo o homem inventar maneiras ao seu bel prazer de cultuar ao SENHOR.


Analisando o crime


         Este crime, o primeiro da história da humanidade, tem todos os agravantes que o levariam em tempos modernos a ter a pena máxima como consequência. Vejamos os agravantes do crime:


- Caim dissimuladamente procurou um lugar deserto para a prática do seu crime. À semelhança dos criminosos, filhos de Caim, que procuram os lugares ermos e escuros para praticarem o seu mal. A Sagrada Escritura os chama de “filhos das trevas” (Ef. 5.8). Os criminosos procuram a escuridão ou o deserto para não serem surpreendidos no seu mal.


- Caim enganou a sua vítima com uma pretensa amizade. Iludiu o seu irmão com um suposto companheirismo. Premeditou por longo tempo e executou o seu intento diabólico, porque a sua sanha tinha por objetivo eliminar o seu irmão, por causa de inveja, que foi o outro mal que ele deixou que o dominasse. Ao invés de se arrepender, pedir perdão e agir corretamente, ele manteve o sentimento de inveja na sua alma enegrecida e planejou como cometer o ato criminoso e cruel.


- Caim usou do artifício maligno da confiança do seu irmão nele. Abel jamais suspeitou de que Caim pudesse fazer o que fez, de que ele estivesse planejando lhe fazer qualquer mal. Caim revelou-se um monstro, que apesar de já ter sido advertido por Deus com graça e misericórdia, Caim não deu ouvidos ao que Deus lhe falara.


O que aprendemos com esse crime?


         No livro de Êxodo 20, na narrativa dos Dez Mandamentos, o SENHOR diz que “visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus Mandamentos.” (Ex. 20.5,6). Adão e Eva que desobedeceram ao SENHOR, ainda nem haviam

chegado a tanto na prática do pecado, os efeitos da sua desobediência já se mostraram presentes na vida de seu filho que cometeu tamanha iniquidade, revelando a morte, intrusa na existência humana.


O pecado dos pais veio se revelar na sua forma mais cruel na vida dos seus filhos. Como uma bomba cujo estopim está queimando lentamente, este veio estourar nas mãos de Caim, como efeito do pecado dos seus pais.


Deus interveio na situação e denunciou o pecado de Caim, dando-lhe oportunidade para confessar e se arrepender, mas o que ocorreu foi que o criminoso, de coração endurecido, parecia não se incomodar em ter assassinado a seu irmão. O SENHOR perguntou a Caim: “Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso sou eu tutor de meu irmão?” Como que dizendo: “Ele não é o Teu preferido? Por que perguntas a mim?”


Adão e Eva sentiram o peso do seu pecado, de forma mais dolorida com a morte do seu amado filho Abel, a quem nunca mais veriam na vida. “O salário do pecado é a morte” (Rm.6.23). Abel estava morto no corpo, Caim estava morto na alma. Foi uma tragédia terrível para os nossos primeiros pais. Agora eles entendiam a grandeza da sua culpa, por meio de dor e de lágrimas eles compreendiam perfeitamente o tamanho do seu pecado e o resultado trágico da sua ação.
 
Conclusão:

          A morte entrou na existência humana por meio do pecado. Ela é uma intrusa na humanidade, não havia sido inicialmente planejada por Deus, se o homem permanecesse na obediência. Deus disse que o resultado do pecado seria a morte, que para que ela não entrasse na existência humana, o homem deveria manter-se obediente à Vontade de Deus. Foi a primeira e a única vez que o homem teve livre-arbítrio em caso de Salvação.


Caim morreu na sua alma. Que dores ele não deve ter sentido por causa de uma lembrança tão trágica? Somente a graça de Deus por meio de Jesus Cristo pode resolver esse

segunda-feira, 18 de julho de 2016

SOBRE TERRORISMO E OLIMPIADA (Mt. 5.9)


Por

João d’Eça


Introdução

         O brasileiro está com medo de que se repita em nosso país o que aconteceu em 1972, na Olimpíada de Munique, Alemanha, quando um grupo de terroristas árabes/islâmicos/palestinos, invadiram a vila dos atletas fizeram reféns os onze atletas da delegação israelense.


         As 4:30 da manhã de 5 de setembro, oito terroristas entraram na Vila Olímpica, enquanto os atletas dormiam, pularam as cercas de dois metros de altura, carregando mochilas com rifles automáticos e granadas. Estavam dispostos a causar uma tragédia naquela olimpíada.


         Depois de roubar as chaves, eles entraram nos dois apartamentos ocupados pelos atletas de Israel e os fizeram reféns, exigindo a soltura de mais de duas centenas de presos em Israel. Ainda naquela época, os terroristas faziam reféns somente israelenses, contrário de hoje, em que a ação terrorista islâmica, não faz acepção de nacionalidade. Na semana passada, no atentado com um caminhão em Nice, sul da França, morreram pessoas inocentes de vários países, inclusive uma brasileira e sua filhinha de seis anos.

A reação Ocidental


         Os ocidentais não sabem como lidar com os terroristas islâmicos e estão cedendo a eles, quando deveriam combate-los com força. Um caso lamentável aconteceu nos Estados Unidos, com a decisão dos islâmicos de construir uma mesquita no Marco Zero em New York, local onde estavam as Torres Gêmeas que foram derrubadas por terroristas islâmicos, naquilo que ficou conhecido como o maior atentado terrorista contra o Ocidente, ou seja, a permissão para construir qualquer que seja o monumento islâmico ali, é uma afronta, um “tapa na cara”, não só do povo americano, mas do ocidente, e ainda mais, é um vilipêndio à memória das quase quatro mil vítimas inocentes.


Religião de Paz


         Os islâmicos alegam que a sua religião é de paz, mas isso é um absurdo, é uma tentativa de enganar, porque de pacífica o islã não tem nada, e eles mesmos testemunham disso, basta assistir os inúmeros vídeos publicados na internet.


         Ser muçulmano é ser terrorista, quem não é terrorista e se diz muçulmano está mentindo ou é um falso muçulmano, porque a prática do islamismo, segundo o alcorão, é fazer o que os terroristas fazem, e quem não faz assim, é um falso muçulmano.


         O islã não é uma religião de paz, basta estudar a história, desde 632 A.D., que o islã vem promovendo guerras contra os outros povos, na tentativa de impor a sua religião aos demais povos, os quais consideram como infiéis. Portanto o islã não é uma religião de paz, pelo contrário, seu principal valor é fazer a guerra contra os infiéis (não muçulmanos) e convertê-los à força ou cortar-lhes a cabeça.


         O islã não é uma religião, é um sistema de crenças teo-político que vem ameaçando o mundo há sete séculos, ou 1394 anos. Carlos Martel lutou contra o islã na batalha de Tours em 732 A.D., a frota veneziana lutou contra o islã em 1571, em 1683 o exército germânico-austríaco lutou contra o islã, Constantinopla lutou contra o islã em 1453 e perdeu a guerra e a cidade mudou de nome vindo a ser chamada de Istambul até o dia de hoje. Quem lê o alcorão compreende que os muçulmanos estão fazendo exatamente o que o livro sagrado deles lhes manda fazer, nada mais que isso.


Como combater o islã?

          Essa é uma responsabilidade de toda civilização ocidental, principalmente dos países de religião cristã. Ao invés desses países se preocuparem a dar ouvidos aos diplomatas da ONU, que não tem nenhum compromisso com o cristianismo, mas sim com todas as políticas que visam desconstruir o cristianismo, com políticas homossexuais, abortistas, ateístas, secularistas. Quando essas políticas são instituídas, as nações perdem o seu referencial e passam a viver sem valores, sem limites, alvo fácil para os islâmicos, que surgem lhes dando um motivo pelo qual lutar contra as coisas erradas no campo da ética e da moral.


         Quando as nações cristãs procuravam viver o seu cristianismo e incentivavam as pessoas a vive-lo, não havia nenhuma preocupação com o terrorismo islâmico. Os presidentes das nações historicamente cristãs precisam voltar a investir na construção de uma sociedade baseada nos princípios e valores cristãos. Voltar a incentivar o envio de missionários com a mensagem salvadora da cruz, incentivar a produção de filmes, programas e séries, que ao invés de mostrar as tragédias, crimes, prostituição, deem às pessoas esperança, sonhos e alegrias, afinal, ninguém precisa viver vendo tragédias todos os dias.


         Precisamos de esperança, precisamos de amizade e de comunhão em torno do nosso bem maior, nosso Cristo. Precisamos sonhar, precisamos de aquarelas, de incentivo a sermos bons cidadãos, de exemplos de dignidade cristã. Precisamos reviver os tempos das grandes Cruzadas Billy Graham que superlotavam os estádios. Precisamos retornar aos nossos valores cristãos. Precisamos deixar de flertar com o esquerdismo, precisamos impedir que o islamismo se instale em nossos países ocidentais, precisamos voltar ao tempo em que a dignidade e a honra faziam o indigno e desonrado corar de vergonha.


         A única forma de barrar o avanço do islamismo no Ocidente, é investir na reconstrução do nosso cristianismo, investir em escolas cristãs, investir em famílias cristãs, produzir material midiático cristão, reacender a esperança e a alegria do nosso povo, investindo pesado nisso. Ai os islâmicos não terão terra fértil para propagar a sua religião de ódio e de morte.


Conclusão


         Não sabemos se haverá um ataque no Brasil, esperamos que isso não aconteça. O povo está com medo, as delegações estão com medo, o governo brasileiro e os governos estrangeiros estão com medo. Queira Deus que não haja nenhuma tragédia como a de Munique 1972.


Esse é o momento de refletirmos sobre a forma como estamos vivendo, num mundo escuro e de futuro mais escuro ainda. Deus queira nos ajudar a ter esperança, não só no céu, mas que possamos viver a esperança celestial, vivendo em paz enquanto aguardamos a chegada do Reino do nosso Deus e Cristo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A DISCIPLINA DA IGREJA (Mateus 18.1-22)

Introdução:

A disciplina na Igreja faz parte dos ensinamentos das Escrituras Sagradas, expresso em três doutrinas ou três fases do mesmo mandato:

1 – A ideia e função da igreja de Jesus Cristo;
2 – A razão e o método da disciplina na Igreja;
3 – O alcance e responsabilidade da disciplina.


I – A IDEIA E FUNÇÃO DA IGREJA DE JESUS CRISTO

A Igreja de Jesus cristo na sua significação mais abrangente é a reunião de pessoas nascidas de novo, em todos os tempos e épocas, no céu e na terra. Nesse sentido a igreja é identificada com o reino espiritual de Deus (João 3.3-6). Significa a função na qual Deus ou na pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo, exerce domínio espiritual. Assim a igreja de Cristo é santa, infalível e imperecível, fora da igreja não há salvação, ela é a comunhão dos escolhidos de Deus.

A igreja porém, como instituição visível compõem-se de todos os crentes em Jesus Cristo, juntamente com os seus filhos. Alcança todas as igrejas locais que vivem o padrão do Evangelho santo, com o fim de alcançar neles mesmos e no mundo inteiro, o estabelecimento do Reino do Senhor.

Entende-se por igreja visível todas as pessoas que fazem parte da igreja local e parece incluir todos os professos, sejam eles crentes verdadeiros ou não, que como numa pesca, a rede captura tanto os peixes que servem como também os peixes que serão descartados. Em sentido geral a Igreja visível é a comunhão dos santos chamados por Deus, porém, assim como aqueles que ouviram o Evangelho e não foram tocados pelo seu poder, há aqueles que mesmo batizados, não pertencem ao reino de Deus, nem são parte da igreja invisível.

A igreja visível se diferencia da igreja invisível do seguinte modo:

1 – A igreja cristã é o povo regenerado por Cristo, o reino de Deus foi implantado desde que o primeiro pecador foi regenerado.
2 – A igreja limita-se aos crentes no Cristo histórico, inclui todos os filhos de Deus, lavados e remidos pelo sangue de Cristo vertido na cruz. Jesus disse em João 10.16: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco...”.
3 – A igreja visível está neste mundo, enquanto que o reino de Deus é composto dos fieis da igreja visível e dos regenerados que já estão na glória.
4 – A igreja é visível. O reino é invisível, composto de todos os que estão em comunhão com o Senhor.
5 – A igreja visível é um organismo imperfeito e está dividido em igrejas locais. O Reino de Deus é um, é único, é autônomo, e, é indivisível como a vontade de Deus.
6 – A igreja visível é um meio. O Reino é o fim.

Todos os crentes são chamados para fazer o possível para auxiliar a igreja a cumprir a sua missão de evangelizar o mundo. O objetivo de Jesus Cristo é que cada crente tenha os olhos no Reino de Deus e não na igreja pela igreja. A igreja local não pode e nem deve ser o fim mais alto da vida de seus membros. Segundo o cristianismo, a igreja visível é a sociedade instituída por Cristo para levar os homens a serem cidadãos dos céus.

A função da igreja é chamar o mundo para Deus e servir de escola para os que vêm a Cristo, educando-os a cultivar nos seus corações o caráter do reino celestial. Aqui na terra o Senhor Jesus Cristo governa, nutre e aperfeiçoa a sua igreja.

O texto do Evangelho de Mateus, 28.19-20 diz: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século”.

Aqui está a ideia fundamental da igreja; a união dos crentes pela presença constante do Espírito Santo. A comunhão do Senhor com os santos regenerados em Cristo. A comunhão dos que são separados do mundo, dedicados a Deus; a comunhão dos que afastam-se dos pecados e seguem a justiça, daqueles que amam a Deus e ao seu próximo, por causa da Palavra de Deus.

Na Grande Comissão vemos a função primordial da igreja que é: “fazer discípulos de todas as nações”: a) Batizando-os como filhos da família e do reino de Deus, que foram chamados e aceitos pelo amor do pai, que foram remidos e reconciliados pelo sacrifício de seu Filho, com o objetivo de serem santos por meio do poder do Espírito Santo, aplicando aos seus espíritos a santidade, e b) Ensinando-os a observar todos os mandados do seu Rei e Salvador.

Ensinar às nações e a todos os povos a fazer deles discípulos professos e selados através do batismo, é a evangelização do mundo. Ensinar os batizados a serem discípulos dignos da sua profissão de fé, observadores de todas as cousas que Cristo mandou, é a disciplina da Igreja.


II - A RAZÃO E O MÉTODO DA DISCIPLINA

A razão, pois, da disciplina é a imperfeição dos crentes. É preciso disciplinar os desejos a vontade do homem até conformar-se com o espírito e vontade de Deus. Os meios que a igreja usa, pela autoridade de Jesus Cristo, para este fim, são as ordenanças do Senhor, especialmente a Palavra, os sacramentos, e a oração. Tudo o que se torna eficaz aos eleitos para a salvação. Assim é a disciplina eclesiástica no sentido literal.

Porém, em sentido mais restrito, para significar a correção dos fracos, repreensão dos que cometem erros e a exclusão dos pecadores contumazes. Com relação à disciplina eclesiástica, a Confissão de Fé de Westminster, no Cap. XXX, seção 3, diz:


São precisas as censuras eclesiásticas para corrigir e ganhar irmãos ofensores; para deter outros de semelhantes ofensas; para lançar fora o fermento que podia infectar toda a massa; para vindicar a honra de Cristo e a santa profissão do Evangelho, e para prevenir a ira de Deus, que podia com justiça cair sobre a igreja, se ela permitir que o pacto divino e seus selos sejam profanados por ofensores notórios e obstinados.


Jesus Cristo ensinou aos seus discípulos em todos os tempos e épocas, quais são os preceitos da disciplina na igreja, em Mateus 18. O que é interessante aqui é que Jesus como o grande pedagogo, lhes dá uma lição que eles ainda não haviam aprendido. Como os discípulos de Cristo, como ministros do reino de Deus, poderiam conseguir qualquer bem, enquanto o seu grande negócio era o lugar de cada um no reino? Eram homens ainda cheios de paixões, de ambições e ciúmes uns dos outros.

Nesse sentido, estaria ameaçada a implantação do reino de Deus, já que esses homens ainda precisavam abandonar a prática do egoísmo, que ainda abrigavam no seu coração o mal. Dessa forma eles estariam sujeitos a fazer cair no desprezo a causa para a qual foram chamados a promover.

O trabalho de Jesus desde aquele momento, foi o de fazê-los ver o que de fato era o Reino de Deus. Jesus disse aos seus discípulos, e diz a nós também, que nós precisamos nos despir de todo o mal que habita em nós, ele então toma uma criança, põe-na no meio deles e diz: “Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”. (Mt. 18.3).

O ensino de Jesus é exemplar nesse caso específico, porque é feita uma comparação: A criança nada sabe sobre inveja, orgulho, paixão mundana, em que pese, a criança também manifestar essas características do homem caído. Porém, essa inocência gera afeição, a confiança e docilidade.

Quanto mais alto subimos no reino de Deus, mais parecidos com Cristo nos tornamos. Jesus humilhou-se a si mesmo, não quis receber glórias meramente humanas, mas viveu de modo que toda a honra e toda a glória fosse de Deus, o Pai. A maioria dos homens, até mesmo quando projeta as coisas boas, geralmente o faz pensando em si próprio e não no Reino de Deus, sempre pensa em si, na sua honra, dignidade, na sua reputação, mesmo quando está fazendo o bem para o próximo. A maioria dos homens quando faz o bem, o bem que ele faz beneficia mais a si do que o seu próximo.

Os grandes no reino de Deus, porém, ao contrário, se lançam a si mesmos sem nenhuma reserva ao trabalho a que são chamados a fazer. A grande diferença entre o reino de Deus e os reinos do mundo, é que para o reino do mundo o princípio é outro: Aqui no mundo os soberbos e orgulhosos ganham lugar de honra, no reino de Cristo, as honras são dadas aos humildes.

Jesus disse, “quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe” (Mt. 18.5). Os membros das nossas igrejas deveriam se inspirar nas palavras de Jesus. Quem dera que a igreja, sempre temente a Deus, fiel aos santos, cumprisse a vontade de Deus para com aqueles que são do Reino.

No ministério de Jesus Cristo, as duas causas que são motivos de disciplina são expressas e são: 1) a falta de um espírito inocente, um crente dócil e despretensioso; 2) a falta de compreensão e ternura para com os neófitos na fé. “Se teu irmão pecar contra ti, vai argui-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste teu irmão”.

A comunhão dos santos da igreja de Cristo está em processo de aperfeiçoamento, somos cidadãos do céu. Portanto, a disciplina na igreja tem de ter o caráter desse reino, o amor fraterno e o interesse pelo bem de todos. Isto naturalmente não significa que não haverá punição para os pecadores contumazes, mas a igreja deve agir firmemente como ensina as Escrituras, para o exemplo dos outros.

Conclusão:

Segundo o ensino do nosso Senhor Jesus, o ofendido tem de ir sozinho ao ofensor para tratar da ofensa, seja contra ele, seja contra a igreja, seja contra o nome de Cristo, talvez nesse primeiro momento seja possível leva-lo ao arrependimento. O injuriado terá de cessar a sua ira, a sua mágoa e falar com paciente amor. Esse sistema não deixa margem para maledicências (Lv. 19.16,17).

Quando ganhamos um irmão que se arrepende dos seus pecados, nosso trabalho proporcionará que a igreja não sofra as consequências do opróbrio e se conservará a unidade do espírito no vínculo da paz.

terça-feira, 12 de junho de 2012

NOTAS DIÁRIAS DA BÍBLIA - BENÇÃOS EM ABUNDÂNCIA - Romanos 5: 1-11

A justificação pela fé é apenas o começo das coisas. Estar numa posição correta em relação a Deus é o princípio, e por ser o princípio, não é tudo o que Deus tem para nós. Muitas outras bençãos acompanham a posição que assumimos diante de Deus. Dentre muitas outras coisas, a justificação pela fé resulta no seguinte:

1 - PAZ COM DEUS (v, 1). Jesus fez a paz através do seu sangue derramado. O Senhor anuncia a paz ao crente nessa base, e este repousa na certeza de que é "aceito no amado", sobre o fundamento do sangue de Cristo que expia os nossos pecados;

2 - FIRMEZA NA GRAÇA (v, 2) - Na nova posição do crente diante de Deus, nenhum pecado lhe é imposto (8.33, Sl 32.2), sendo  essa graça toda suficiente para cada necessidade;

3 - ALEGRIA NA ESPERANÇA (v, 2) - A tribulação é reconhecida como fator de paciência e de experiência do amor de Deus (v, 5);

4 - CERTEZA DE UM FUTURO CERTO E GLORIOSO - Quando reconciliados com Deus somos salvos. Jesus Cristo que morreu em nosso lugar para nos levar a Deus é capaz de garantir para sempre a nossa salvação (v, 10).

Nos alegramos no Senhor nosso Deus que realizou tudo isso por nós mediante Jesus Cristo nosso Senhor, v, 11.

domingo, 11 de setembro de 2011

REFLEXÕES BÍBLICAS E O 11 DE SETEMBRO.

Foi há exatos dez anos, em 11 de setembro de 2001, quando ocorreu o ataque terrorista mais inacreditável, que qualquer nação já testemunhou. Mais de 3.000 mortos no dia, sem falar as mortes que se sucederam depois desse episódio e por causa desse espisódio. 6000 soldados morreram no Iraque e no Afeganistão.

Quatro aviões comerciais americanos, dois deles contra as Torres Gêmeas e outro contra o Pentágono. Um caiu no campo, derrubado pelos passageiros corajosos, que se levantaram contra seus agressores e impediram outro ato planejado de destruição.

Aqueles que procuraram o Senhor para o conforto na hora da necessidade encontrou, como Ele promete nunca nos deixar ou nos abandonar. As pessoas não sabiam o que fazer ou em quem confiar. Como cristãos , nós sabemos que só podemos confiar em Deus.

Ao longo desses 10 anos, centenas de pessoas questionaram sobre o que significa tudo isso. Também fizeram perguntas sobre o que a Bíblia tem a dizer sobre o fato. Essa enorme tragédia vai para além da compreensão humana, no entanto, sentimos que devemos contribuir com uma explicação espiritual para ajudar a trazer alguma compreensão sobre como tais atos homicidas podem acontecer.

A conclusão nos acontecimentos de 11 de setembro, estão de acordo com o que diz o evangelista João: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e tenham em abundância" João 10:10

Ouça a Palavra de Deus. Quando deixamos de nos arrepender e de ouvir as suas palavras, deixamos nossas casas desprotegidas e o inimigo é capaz de arrombar e fazer a Sua obra maligna. Deus nunca é o autor do mal e da destruição. Ele vem para nos trazer vida e bênção. No entanto, para recebê-lo, devemos obedecer a Sua Palavra.

Estamos já há muito tempo sendo avisados de que se deixarmos Deus de fora das nossas escolas, das nossas casas, do nosso governo, das nossas empresas, da nossa vida, esta estará vulnerável aos ataques do inimigo. Deus ensina na sua Palavra, que nos voltemos a Ele, antes dessa destruição iminente ocorrer.

A Bíblia diz: "Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta-te de entre os mortos, e Cristo te iluminará. Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. Por esta razão não vos torneis insensatos, mas procurai compreender qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito;" (Efésios 5:14-18).

Deus nos dá saída para prevenir essas tragédias. Ao falar ao Seu povo para orar, testemunhar, obedecer e arrepender-se dos seus pecados e mudar. Só não acontece coisa pior a nós, por causa da Graça de Deus sobre nós.

Quem é culpado?

De quem é a culpa pelo mal que sobrevem sobre a nação? É Deus? É o diabo? São os homens todos os pecadores, homossexuais, abortistas, adúlteros, assassinos, consumidores de pornografia, os que odeiam a Deus? Ou é a igreja que tem caído em apostasia e deixado de ser a luz?

Primeiro, o Senhor nos adverte nas escrituras, a não atribuir coisas más a Deus. Este é o espírito do erro de acordo com o Novo Testamento. Ela diz: "Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto e desce do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. De sua própria vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, que devemos ser uma espécie de primícias das suas criaturas. Portanto, meus amados irmãos: Todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar: Porque a ira do homem não opera a justiça de Deus." (Tiago 1:16-20 - NTLH).

Definitivamente, os homens são os culpados, assim como o diabo que motivou esses homens e lhes deu seus planos malignos de destruição. Certamente todo o pecado traz uma penalidade com ele, então os pecadores que não conhecem a Cristo são responsáveis também. Colhemos o que semeamos!

O amor ao dinheiro é uma das armadilhas mais pecaminosos que existe. A maioria das pessoas estão buscando satisfação nas coisas do mundo. Não faz diferença se são ricos ou pobres: os pobres querem as coisas deste mundo também, mas simplesmente não sabem como alcançar. É a adoração a Mamon. O amor ao dinheiro tornou-se o “deus” as maioria das pessoas.

Conclusão:

Deus em seu amor está chamando as nações de volta para si - se ignorarmos este aviso muito pior vai acontecer. Ao invés de fazer terror, Deus quer usar as pessoas para o bem, para atrair as pessoas, do Brasil e do mundo inteiro para si. Se continuarmos, como nação ou individualmente, a servir os ídolos, então a morte de mais de 9.000 pessoas terá sido em vão. Devemos buscar cada um, discernir o que o Senhor está dizendo para nós individualmente e como país, especialmente os que governam precisam ouvir a voz de Deus.

Hoje foram lidos os nomes das 2.792 vítimas do World Trade Center. Foi um momento de muita emoção. O nome de uma pessoa representa sua identidade, suas realizações e seus relacionamentos. As lápides são um memorial cujo objetivo é homenagear os que se foram, ficando somente a sua lembrança.

Porém, há livro no céu, que é o mais importante de todos. Jesus disse aos seus discípulos que se admiraram de terem tido autoridade sobre os espíritos imundos no trabalho evangelístico que fizeram. Jesus lhes diz: “Não obstante, não vos alegreis, que os espíritos se vos submetem; Alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos no céu" (Lucas 10:20).

Nessa convicção, devemos nos alegrar que através da fé em Cristo nós pertencemos a Deus e estamos seguros em Seu amor por toda a eternidade. Nossos nomes são preciosos para ele.

sexta-feira, 26 de março de 2010

A ESCOLHA DO LULA, O GRANDE "APEDEUTA".

O grande "Apedeuta", presidente Lula da Silva, esteve em Israel e negou-se a depositar flores no túmulo do maior de todos israelenses modernos, o criador do movimento sionista (veja artigo abaixo), que pregava que a solução para o problema judaico era o reconstrução do Lar Nacional em Israel, o retorno a SIÃO, dai o nome "movimento sionista", que já existia a muitos séculos inclusive com o apoio de líderes cristãos.

Essa atitude do sr. presidente Lulalá da SIlva, gerou protestos do ministro das relações exteriores de Israel que nem compareceu a cerimônia no Parlamento israelense, além de protestos dos membros do Parlamento.

A paz desejada por todos naquela região, só virá por milagre, pois os israelenses não abrirão mão de Jerusalém como sua capital e os árabes chamados de "palestinos", querem impor que Jerusalém seja sua capital.

O grande "apedeuta" em visita aos invasores árabes depositou flores no túmulo do egipcio Yasser Arafat, criador da suposta "Palestina", que pegando a ideia do Império Romano, quando após a expulsão dos judeus da Terra Santa, pôs o nome do lugar de Palestina, fazendo alusão aos maiores inimigos dos judeus na história, os filisteus, cuja intenção era a de humilhar os judeus expulsos dali. Após o episódio do ano 70 D.C. com o general Tito, os árabes, hoje chamados "palestinos" em muito maior número, já que os judeus foram expulsos de sua terra, ocuparam a região e de lá não querem mais sair, apesar de haver ao redor inúmeras nações árabes para onde eles poderiam ir.

A partilha da Terra Santa foi aprovada em sessão da ONU em 1948 presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha, dai os judeus proclamaram o seu Estado e os países árabes-islâmicos discordaram da partilha e partiram para a guerra na tentativa de impedí-la, mais foram derrotados. Até hoje, somente o Egito e a Jordânia reconhecem o Estado de Israel, os demais países da região além de não reconhecerem, não citam sequer o nome e ainda tencionam varrer Israel do mapa.

O grande "apedeuta" Lulalá da Silva disse que tem "o vírus da paz em seu DNA". Quanta hipocrisia! Primeiro porque ele quer causar uma guerra no Brasil assinando projetos dos desmiolados petistas que restringem a liberdade e estabelece uma "caça às bruxas" em nome de impor políticas de atendimento às minorias e ainda por cima quer emplacar uma terrorista Dilma Roussef, como presidente do Brasil. A hipocrisia maior do sr. "apedeuta" Lulalá da Silva, é que ele tem aderido ao belicismo nuclear do Irã, inclusive fornecendo-lhe urânio. O hipócrita demonstra a sua hipocrisia, quando vai e deposita flores no túmulo de um dos maiores assassinos dessa história, Yasser Arafat, o terrorista anti-israel.

Se pararmos para uma análise séria, apoiar assassinos e terroristas é bem próprio dos petistas e do grande "Apedeuta" Lulalá da Silva. Ele é membro do fórum de São Paulo, entidade terrorista que dá apoio às FARC, ele dá apoio a Fidel Castro e ao regime de Cuba, maior assassino das américas, ele chama o médico assassino e terriorista Che Guevara de herói, apoia os beligerantes presidentes da Venezuela, da Bolívia, do Equador. Ele apoia os terroristas do MST e da Vila Campesina. Que DNA  de paz vossa excelência tem, senhor presidente Lulalá da Silva!!!!

Depois do Holocausto perpetrado pelo esquerdista-socialista Adolf Hitler que matou 6 milhões de judeus, o mundo aderiu ao movimento sionista, que nada mais é do que o retorno a sua pátria ancestral e não "a fantasia sadomasoquista de terrorismo que a esquerda demente, no permanente exercício de seu ódio visceral, tem se esforçado para incutir [na cabeça] das pessoas desavisadas.

O criador do moderno movimento sionista Herzl, jamais explodiu bombas para matar pessoas inocentes. Lula se negou a visitar o seu túmulo, porém depositou flores no túmulo de um assassino-terrorista-contumaz, Yasser Arafat e daqui a pelo menos 90 dias irá apertar a mão de Mohamed Ahmadinejad que prega a não existência do holocausto e a destruição de Israel. Lula já fez a sua escolha.

Irmão crentes-evangélicos, membros de igrejas sérias, que amam o povo de Israel (Salmo 122:6 - "Orai pela paz de Jerusalém"; Salmo 137: 5, 6 - "Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se não me lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria."), que amam a liberdade e a paz, que amam o evangelho, pergunto eu: É CERTO DAR APOIO A UM PRESIDENTE DESSES E DE SUA CANDIDATA TERRORISTA  e que tem elaborado leis para impedir o evangelho no Brasil e para silenciar os pastores e as igreja?

Faça a sua escolha!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O SERMÃO DA MONTANHA = SOCIEDADE IDEAL

Uma montanha em Israel, serviu de cátedra para o maravilhoso sermão de Jesus Cristo, as Bem-aventuranças. O texto está em Mateus, nos capítulos 5 a 7 do seu Evangelho.

O Sermão da Montanha é a Constituição para o governo da justiça social, com fundamento na vida das relações espirituais.

Enquanto os homens e os governos não se organizarem de acordo com os postulados da Justiça de Jesus Cristo, com  base na economia, na moral e na vida espiritual, não haverá paz na terra, pois os homens continuarão em desobediência e pecado.

Em nosso tempo fala-se muito em Justiça Social. Sistemas políticos e governamentais tem proposto muitas e variadas soluções para o problema, porém, a sociedade ideal tem sido apenas sonhada. Nunca foi organizada na terra. Ainda não aconteceu até agora! Será que acontecerá no futuro?

No Egito antigo, as classes mais privilegiadas eram as classes dos sacerdotes e guerreiros, vindo em seguida a classe dos operários, dos agricultores, dos criadores e dos artistas. Por fim vinha a classe dos escravos. Entre os assírios e babilônicos era semelhante, tendo a classe dos sacerdotes e dos guerreiros maiores privilégios.

Os medos e persas conferiam privilégios aos sátrapas. Os árias na Índia, implantaram a mais odiosa organização social, com o regime de castas. Na China antiga exigia-se obediência total.

As civilizações viviam sob a égide do terror dos seus cidadãos e da despótica figura dos monarcas, com sistemas legais rígidos.

Assim também as civilizações clássicas. Os gregos embora tivessem governos populares com tendências republicanas, mantinham os seus hilotas, enquanto que os romanos mantinham-se divididos em patrícios, clientes, plebeus e escravos.

Na Idade Média, era o clero que sobrepujava os cidadãos comuns em todos os setores da vida.

Nos regimes totalitários os indivíduos se anulam e as coletividades (comunismo) se escravizam ao Estado (socialismo) materializado na pessoa dos ditadores ou do Partido.

Reina por toda parte o desejo por uma sociedade ideal em que todas as pessoas tenham pão, moradia e vivam felizes.

Jesus Cristo oferece no Sermão da Montanha as bases para a sociedade ideal. Nessa sociedade ideal, a vida dos discipulos de Jesus deve ser o "sal da terra" e a "luz do mundo", onde a Lei de Deus deve ser observada, onde a justiça deve ser exercida para os que querem ingressar no Reino. O perdão é o alvo e o objetivo de todos para a vida em paz e em harmonia entre a criatura e o criador.

A alma vale mais do que o corpo. A pureza da vida vale mais do que um olho ou uma mão, que podem até serem decepados para não prejudicar a entrada da alma no Reino.

O amor é a lei suprema, a boa-vontade é fundamental. Na sociedade ideal existem pobres e eles são bem-aventurados, existem esmolas, porém estas devem ser ocultadas para poderem ser vistas por Deus. Nessa sociedade ideal os tesouros celestiais valem muito mais que os terreais. Ao invés da preocupação com o dia de amanhã, Jesus indica que se busque em primeiro lugar o Reino de Deus para que todas as outras coisas sejam acrescentadas.

Na sociedade ideal existe uma regra, "a Regra de Ouro": "Aquilo que quereis que os homens vos façam, façais vós primeiro a eles". Na sociedade ideal, a porta da salvação é estreita, enquanto que largo e espaçoso é o caminho da perdição.

Os misericordiosos alcançaram misericórdia, os que tem fome e sede de justiça serão fartos, os que choram serão consolados, o reino é garantido aos pobres também e os puros de coração verão a Deus. A palavra deve ser a verdadeira, a mentira deve ser abolida, o vosso falar seja sim, sim e não, não, o que passa disso é de procedência maligna.O leito conjugal deve ser mantido sem mácula, o perdão entre os homens é condição de felicidade e Deus somente aceitará a adoração daquele que se reconciliar com o seu irmão.

O Sermão da Montanha é a Constituição da Sociedade Ideal, é o fundamento da paz, é o modo ideal de vida para alegria e felicidade entre os homens.

*Em honra à memória de Natanael Cortêz

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

POR QUE (OU PELO QUE?) OBAMA GANHOU O PRÊMIO NOBEL?


Até os americanos estão perguntando: Por qual razão Barack Obama foi premiado com o Nobel da Paz? O que ele fez? O que ele realizou em prol da paz mundial? Alguém pode me responder?

Muitos americanos estão se perguntando? Muitas agências de notícias estão se perguntando? Eu estou me perguntando?


No ano passado Barack Obama era um ilustre desconhecido, virou candidato, passou o ano inteiro em campanha, ganhou a eleição, preparou a transição, foi empossado em Janeiro desse ano e só! O que ele fez para merecer o prêmio? Nada! Absolutamente nada! Será que as pessoas que compõem o Comitê Norueguês não tinham outra pessoa para homenagear? Será que no ano passado e nesse ano não há ninguém de destaque em sua luta pela paz? Será que ninguém no mundo está lutando pela paz?

Veja abaixo a reportagem da agência REUTERS ouvindo os americanos sobre o prêmio:


Prêmio Nobel da Paz de Obama divide os norte-americanos



Por Michelle Nichols

NOVA YORK (Reuters) - A concessão do Prêmio Nobel da Paz para o presidente dos EUA, Barack Obama, nesta sexta-feira deixou muitos norte-americanos confusos.

"Seria maravilhoso se eu entendesse por que ele ganhou", disse Claire Sprague, 82 anos, uma professora de inglês aposentada residente em Manhattan. "Eles queriam lhe dar uma honraria, imagino, mas não imagino por que razão."


Itya Silverio, 33 ano e moradora do Brooklyn, também em Nova York, ficou igualmente surpresa. "Minha primeira reação é que ele ganhou por ser negro", disse ela. "O que ele fez de tão sensacional? Ele ainda nem terminou o mandato."

O ex-presidente norte-americano Jimmy Carter, agraciado com o prêmio em 2002, disse que a vitória de Obama mostrou a esperança que ele despertou em todo o mundo.

"É uma manifestação ousada de apoio internacional para sua visão e seu comprimetimento com a paz e a harmonia nas relações internacionais", disse Carter em um comunicado.

Quando soube da premiação a Obama, o funcionário público aposentado Robert Schultz, 62 anos, indagou: "Por ter feito o quê?"

"O cara não resolveu nenhum conflito em lugar nenhum, então como pode ganhar o prêmio da paz? Se não o reelgermos, vamos parecer uns idiotas porque o mundo o incensou", disse Schultz, que vive em Dallas.

Algumas pessoas disseram que a escolha pode arranhar a credibilidade do comitê e do prêmio Nobel

(Opinião de João d'Eça): Em 108 anos de história do Prêmio Nobel da Paz, somente uma pessoa se recusou a recebê-lo, foi Le Duc Tho, um vietnamita que venceu juntamente com Henry Kinssinger, em 1973. Eu não creio que Barack Obama vá ter a dignidade de recusá-lo (o que seria mais justo), pois isso será um grande impulso para tudo que ele quer realizar.


Fonte: Agência REUTERS.
Link: http://www.reuters.com/

Veja reportagem original clickando Aqui

terça-feira, 10 de junho de 2008

A UTOPIA DA PAZ TERRENA.



Por
Rev. João d'Eça
Creio na paz, mas a paz que creio, é a Paz de Deus no coração dos homens. Creio que haverá um tempo de paz, não neste mundo, mas no porvir, quando Cristo Jesus implantar o seu Reino Eterno, ai sim haverá paz, constante e eterna, enquanto isso, vivemos num mundo perdido, pecaminoso, injusto, que jaz no maligno (I João 5: 19), onde não pode reinar a paz, a não ser por meio de Cristo, no coração daqueles que o amam e que, independente das circunstâncias, gozam paz interior.
O texto de I Pedro 3: 11 ("...busque a paz e empenhe-se por alcançá-la"), são palavras inspiradas por Deus e creio que o Senhor Deus, através do apóstolo Pedro nos convida a viver e à buscar a paz, e ele mesmo diz, que esse viver em paz é fruto de uma atitude de afastar-se do mal, pois quem vive em conflitos, achegando-se ao mal, não pode ter paz. Empenhar-se por alcançar a paz, não tem a ver com a paz no mundo todo, mas em eu ter paz com todos os que for possível.
Paulo em I Tessalonicences 5: 3, diz:

"Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição".
O mundo vive em busca de paz, e a paz que os governos, os sociólogos, as entidades, os partidos políticos buscam, é uma paz utópica, inalcansável. A paz que querem implementar tem a ver com unir-se, com aceitação, com tolerância. Mas como posso me unir com quem pensa diferente de mim e não abre mão disso? Como posso aceitar quem não valoriza o que valorizo ou vice-versa, quando o meu "valor" tem a ver com a minha fé e com o meu conjunto de princípios, os quais não abro mão e que portanto, aquele que não me aceita assim é intolerante pra mim e eu sou também pra ele? Como podem querer que eu tolere os que me incomodam e que vão contra a minha fé e os meus valores? Por esta razão, creio eu, a paz entre os homens é uma utopia.

A ONU tenta promover a paz entre árabes e judeus, sendo que essa paz só existirá para os árabes, se Israel deixar de existir, e para os judeus existirá paz, quando os árabes devolverem todos os territórios israelenses e os aceitarem ali como nação, coisa que eles nunca irão fazer. Como pode haver paz numa situação como essa?
Arafat, terrorista árabe, matou pela primeira vez aos vinte anos e depois continuou matando e fazendo terror em nome de uma mentira, (a Palestina), recebeu o prêmio Nobel da Paz, foi recebido por gente importante, mesmo com suas mãos cheias de sangue de gente inocente. Quem deveria estar preso na época, foi ovacionado como defensor da paz. Como pode haver paz numa situação como essa?
Por exemplo, como pode haver paz num país dominado pela corrupção, onde o cidadão de bem, vê os seus representantes cada vez mais ricos pelo uso do dinheiro público em seu próprio favor?
Como pode haver paz, se o governo incentiva a criação de leis que vão de encontro aos valores da família? Se esse mesmo governo apoia a criação de leis (PLC 122/2006), que impedem as igrejas de exercerem o seu ministério profético de denúncia do pecado, quando o governo e os legisladores ligados a ele, dizem que em nome dos "direitos das minorias", os pastores devem ser amordaçados e não mencionar a Bíblia no que se refere ao homossexualismo?
A verdadeira paz só existe em Cristo, o Príncipe da Paz (Isaias 9: 6). No Salmo 4: 8, a Palavra de Deus diz: "Em paz me deito elogo pego no sono, porque, Senhor, só tu me fazes repousar seguro".

Não há outro meio de alcançarmos a paz, a não ser por meio de Cristo Jesus, reinando em nossos corações. Não será uma paz terrena permanente aqui na terra, mas experimentaremos um pouco aqui, dentro de nós e a gozaremos para sempre na glória do Pai.
Quero concluir com um dos mais belos cânticos de paz da Bíblia, o Salmo 122, que exalta a cidade da Paz (Jerusalém), fundada sobre os princípios de fidelidade e justiça:
"Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor.
pararam os nossos pés junto às tuas portas, ó Jerusalém!
Jerusalém, que estás contruida como cidade compacta, para onde
sobem as tribos, as tribos do Senhor, como convém a Israel, para
renderem graças ao nome do Senhor.
Lá estão os tronos de justiça, os tronos da casa de Davi.
Orai pela paz de Jerusalém! Sejam prósperos os que te amam.
Reine paz dentro de teus muros e prosperidade nos teus palácios.
Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti!
Por amor da casa do Senhor, nosso Deus, buscarei o teu bem."
Essa é verdadeira Paz, a que procede do Senhor, a que é estabelecida para louvor e glória de Deus.

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