quarta-feira, 26 de junho de 2013

SÉRIE: A HISTÓRIA DA IGREJA NO MUNDO

SPURGEON, o ganhador de almas.

"Mesmo se eu fosse totalmente egoísta, e não tivesse cuidado com nada, mas somente com a minha própria felicidade, eu escolheria, se eu pudesse, debaixo da graça de Deus, ser um ganhador de almas...”

Esta é apenas uma das muitas citações de Charles Haddon Spurgeon, que mostra a paixão dele por comunicar a mensagem do evangelho, quais eram as suas prioridades na vida e ministério e que o levou a construir a maior igreja evangélica do mundo do século 19.

Antes da sua conversão, Spurgeon foi de igreja em igreja, a fim de ouvir a mensagem do evangelho. Ele estava aberto à mensagem, estava com fome de Deus e sabia que sua vida não agradava ao Senhor.

Ele visitou várias igrejas evangélicas em sua busca pela mensagem cristã. As igrejas que ele visitou eram Bíblicas, fiéis, com adoração sincera. Mas, infelizmente, enquanto eles celebraram a sua segurança em Cristo, e estavam focando também nas necessidades dos fiéis, na descrição do próprio Spurgeon, ele não encontrou nada para preencher o seu vazio – não havia uma mensagem do evangelho direta, real, que se destinava a alguém à procura de Cristo.

Talvez, como em nossos dias, a maioria das igrejas evangélicas estão assim, preocupadas com a edificação dos crentes, preparando-os para lidar com as pressões da vida -, mas, erradamente, ignorando os não-crentes em suas comunidades. 

Finalmente, numa manhã fria e com muita neve, Spurgeon encontrou o seu caminho numa igreja Metodista. Um diácono pregou o evangelho! Ele pregou diretamente para os não-crentes, "Olhai para mim e sereis salvos, toda a terra!" O diácono disse que o texto não convidava para trabalhar, mas, apenas olhar! “Todo mundo pode olhar, uma criança pode olhar, os mais educados, os menos instruídos - todos podem olhar para Cristo e ser salvos”.
Depois virou-se diretamente para Spurgeon e disse, “Você já olhou para Jesus, meu jovem?" Spurgeon diz que foi atingido no coração e entregou sua vida a Cristo.

A partir de então, como sabemos, ele determinou a construção de uma igreja que foi evangelisticamente relevante - todos os domingos, ele deliberadamente falava ao estranho, ao hóspede, ao não-cristão em suas mensagens. E o que se tornou o “Metropolitan Tabernacle” cresceu para um templo com capacidade para 5000 pessoas e que foi responsável pela plantação de 200 igrejas.

Spurgeon era apaixonado pela pregação do Evangelho e nesse propósito ele conduziu a sua vida com energia e exortando uma geração de crentes a testemunhar pela Palavra de Deus, alcançar e compartilhar a Boa-Nova com o maior número possível de pessoas.

Se você viver nessa perspectiva, sua vizinhança toda agradecerá!


quarta-feira, 19 de junho de 2013

NÃO SOU CONTRA AS MANIFESTAÇÕES NO PAÍS, MAS....

Tenho visto cartazes nas mãos dos manifestantes conclamando os crentes a irem para as passeatas e chamando os pastores a descerem dos púlpitos e irem para as ruas. Sou contra essa ideia  mas não sou contra as manifestações.

As mazelas do nosso país são percebidas em todos os níveis da sociedade, há corrupção do maior até o menor, gente aproveitadora, gente que só quer levar vantagem em tudo, injustiças, podridão na política e gente se aproveitando disso.

Tudo em nosso país está errado, desde a “Comissão da Verdade” composta por esquerdistas que se propõe a passar a ditadura militar à limpo, aproveita a oportunidade para lucrar e perseguir aqueles que não permitiram que o regime comunista fosse implantado no Brasil, que foram mortos por “Genoínos”, “Dirceus” e “Dilmas”, que hoje nadam em dinheiro, e recebem indenizações milionárias e são donos de grandes empresas e conglomerados de comunicação, enquanto que os militares e seus familiares, não tem nem onde morar. Não existe nenhum general de Exercito que lutou contra os comunistas, que seja rico hoje, nem mesmo os que foram presidentes do país.

Não sou à favor dos excessos cometidos de ambos os lados na época da ditadura, mas entendo que a conjuntura do país exigia isso, o momento de luta era propício para que isso acontecesse de ambos os lados. A luta não era por liberdade por parte dos esquerdistas, mas sim por parte dos militares que impediram que a escravidão do comunismo se instalasse no país.

Sou à favor de toda manifestação ordeira e pacífica, mas sei que é impossível controlar os arruaceiros que se infiltram no movimento para fazer baderna.

Creio que a cobrança para que os crentes participem ativamente das manifestações é legítima, mas não é justa. Não é justa porque o maior problema do país não está nas estruturas de poder ou de política, está no coração do homem. A maioria desses que se embrenham nas multidões das passeatas estão cobrando do outro aquilo que eles mesmos não fazem. Cobram justiça e agem com injustiça.

Quem é que financia o tráfico de drogas, senão muitos dos que estão levantando bandeiras contra a corrupção na política? E os que estão adulterando, mentindo, enganando, roubando, traindo. A indústria pornográfica que arrecada por ano mais do que muitos países e os viciados em pornografia da Internet, tem alguma moral para reivindicar alguma coisa?

Pequenas coisas que revelam a maldade no coração do brasileiro e que lhes tira o direito de reivindicar até que mudem a sua atitude e chore o seu pecado. Quando parados por irregularidades no transito, subornam e são subornados. Apoiam movimentos de ataque às famílias só pra agradar gente poderosa ou pra simplesmente se divertir.

E nós que também apoiamos as emissoras que escondem a verdade do povo para não contrariar anunciantes ou não ofender o governo que distribui as concessões, gente que esconde os podres uns dos outros para usar como moeda de troca quando lhes for conveniente. Isso é justo? Isso é certo? É, eu sei, tem gente que acha justo e certo! Mas que moral você tem de reivindicar se você pensa assim?

Respondendo aos que acham que os pastores e os crentes deveriam se manifestar ai nesses movimentos respondo: Não adinata ficar na dúvida entre o "sim" e o "não". Nas Escrituras as coisas são SIM ou NÃO, não há espaço para o "quem sabe". Jesus nunca foi um revolucionário político, nunca se manifestou contra nada a não ser contra o pecado. É justamente ai que está o ponto. Se a nossa sociedade é corrupta em todos os níveis, por que os "crentes" teriam de se posicionar ao lado dos incrédulos, corruptos, baderneiros na luta por questões políticas, quando o problema é ético, moral e pecaminoso?

Nós "crentes" primeiramente temos de fazer a "mea-culpa", admitir que estamos longe do padrão de Deus expresso em sua Palavra e dizermos aos outros que o problema não está nas estruturas políticas e de poder, mas no coração do homem. Jesus ensinou isso, está claro na Escritura.

Quando os crentes se envolveram em episódios parecidos nas décadas de 60, 70, 80 e 90, os prejuízos para a espiritualidade foram enormes e nós colhemos os maus frutos até hoje, tai os PTralhas no comando, tai os esquerdistas querendo transformar o país numa "Sodoma e Gomorra" e por mais triste que seja, com o apoio de "crentes".

Dizem que tem acontecido avanços, por exemplo a "redução de passagens em algumas capitais", isso é ridículo, dizer que isso é avanço é ofender a minha inteligência. Avanço seriam hospitais que atendessem a população com qualidade. Avanço seria patrulhamento das fronteiras para coibir o tráfico de drogas. Avanço seria botar na cadeia, José Genoino, José Dirceu, João Paulo Cunha e Lula. Avanço seria um orçamento melhor significativo para a educação e outro pra segurança. Avanço seria acabar com a farra da Globo, Record, Rede TV e outras emissoras que inundam os nossos lares todos os dias com veneno e lixo moral e os crentes nem pensam em abalar a audiência, porque se deleitam com o lixo que despejado em suas salas.


Precisamos refletir sobre estas coisas, para só à partir dai, cumprirmos e vermos cumprido em nós, Mateus 6:33.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

AS SEIS LINHAS QUE OS PASTORES NUNCA DEVEM CRUZAR PARA NÃO CAIREM NO PECADO DA LUXÚRIA E DO ADULTÉRIO

Muitas pessoas creditam a queda de um ministro às mulheres “atiradas” que se “jogam” para seduzir, no entanto, os pastores que caem não são vítimas. Às vezes as mulheres são algozes, outras vezes são vítimas.

Infelizmente temos de admitir que existem pastores que são predadores sexuais e a conclusão a que chegamos é que cada um desses ou estão fora do ministério ou estão saindo.

Nos últimos 10 anos, pelo menos 10 ministros foram exonerados do nosso Sínodo porque não observaram princípios como esses colocados abaixo. Se observarmos esses princípios, não estaremos totalmente imunes, mas evitaremos problemas pra nós e para nossas famílias e igrejas em pelo menos 95% das vezes.

Podemos afirmar com certeza de que nenhum adúltero entra para o ministério com essas intenções sórdidas. O que ocorre é que a medida que o tempo passa, ele não observa os sinais perigosos à sua frente e por outro lado, começa a gostar de chegar perto do perigo, até o vício se instalar, ai uma coisa leva à outra.

Convido os jovens ministros, que estão assumindo o ministério e até os ministros mais experientes e os presbíteros e líderes da igreja, a observarem as orientações abaixo para não caírem no pecado da luxúria.

1 – EVITE ABRAÇAR AS MULHERES

A não ser que seja a sua mulher, evite abraçar outras mulheres. As pessoas gostam de ser tocadas, mas esse é um gesto perigoso para o ministério pastoral e, portanto, deve ser evitado.
O toque na verdade, segundo a psicologia, indica uma necessidade física ou emocional e isso não é adequado ao ministério pastoral.
O ministro deve manter-se irrepreensível, que ninguém lhe aponte o dedo, por isso, evite o abraço.

2 – NÃO FIQUE SOZINHO COM UMA MULHER EM SEU GABINETE OU EM OUTRO LUGAR QUALQUER

Se uma mulher lhe procurar e lhe dizer que precisa falar com você depois do culto, procure um banco da igreja onde todos possam ver, mas distante o suficiente para que não ouçam a conversa. Se a mulher insistir a ir ao seu gabinete ou a ficar num ambiente reservado, leve a sua esposa junto.

Se precisar aconselhar uma mulher e que não possa a conversa ser ouvida por outra pessoa, antes de isso acontecer, mande construir o gabinete pastoral todo em vidro transparente, como os departamentos de agências bancárias, e a sala da secretária bem em frente. Caso esse aconselhamento precise ser feito, deixe sempre alguém em frente a sala que não ouça a conversa, mas saiba o que está acontecendo lá dentro.

3 – EVITE PERFUMES CAROS

Parece até ridículo o que estamos dizendo, mas o perfume aguça a sensibilidade da mulher. O pastor deve ser o mais discreto possível nessa área. Não exale mau cheiro, mas também evite as fragrâncias especiais. Quando um homem usa essas fragrâncias ele emite um sinal sutil, e o ministro não deve ser assim.

4 – NÃO FAÇA VISITAS PASTORAIS SOZINHO

Você tem uma esposa, é ela quem deve acompanha-lo, mas se em todo caso ela não puder por motivo de trabalho ou por outro motivo qualquer, leve consigo um presbítero ou um diácono, nunca vá só ou com uma mulher que não seja a sua.

5 – EVITE QUALQUER QUE SEJA O ELOGIO A UMA MULHER QUE NÃO SEJA A SUA

Muitos ministros caem aqui, isso é fato, mas devem evitar os elogios à aparência das mulheres de sua igreja, principalmente os elogios específicos, como ao seu vestido, ou a sua estética. Não ultrapasse essa linha.

Lembro-me que a muitos anos eu havia aprendido, observando um experiente pastor que dizia o mesmo elogio a todas as mulheres da igreja, jovens ou não. Quando no início do meu ministério eu fui fazer o mesmo, isso gerou uma interpretação errada de uma irmã, e eu, pensando melhor, nunca mais fiz isso.

6 – NÃO SE PERMITA FANTASIAR OU COMPARAR COM OUTRAS MULHERES

Sua esposa odiaria ser comparada com outra mulher. Esse tipo de comparação é uma afronta e uma humilhação a sua esposa. Também não fantasie com uma mulher, porque a maioria dos pecados começa na mente e ai quando surge a oportunidade aquele que fantasia já está pronto por causa das suas fantasias anteriores.

Foi o que Jesus ensinou:

“... aquele que olhar pra uma mulher com intenção impura no coração,  já cometeu adultério com ela”. (Mat. 5:28).

O Salmo 19: 14 nos ensina:

“Que as palavras da minha boca e o meditar do meu coração, sejam agradáveis a ti, Senhor, Rocha minha e redentor meu!”


Mas e quando essas coisas acontecem ao contrário, ao invés do pastor, do presbítero, do diácono ou qualquer irmão ser o algoz, ele é a vítima, o que fazer?

1 - Por exemplo, quando for elogiado por uma mulher, o que fazer?

- “pastor o senhor está bonito hoje”.

Desconverse, mude de assunto, saia de perto, mostre que você não admite esse tipo de elogio a não ser da sua esposa.

Quem é inseguro absorve esses elogios como uma esponja absorve a água. Porém, o pastor que é pastor verdadeiro e que não está em busca de elogios e não é inseguro, mas “completo em Cristo” (Col. 2.10), não se deixará seduzir por elogios de quem quer que seja, de qualquer que seja a natureza.

2 – Se você está perto de uma mulher que não seja a sua esposa, e sente-se incomodado com a situação, pois parece que você está atraído por ela, afaste-se rapidamente, invente uma desculpa e saia. Minha avó sempre me dizia: “meu neto, se você dança com o Diabo o Diabo não muda, mas ele muda você!”.

Ore a Deus, peça que Deus lhe proteja e lhe dê sabedoria e discernimento para que você saiba que está prestes a cair na armadilha de Satanáz. Você não vai destruir a sua vida, ministério, reputação e sua família, por causa do seu sentimento, ou vai? Lembre-se do que diz Jeremias: “Enganoso é o coração mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9).

3 – Centralize o seu amor a Deus e depois à sua esposa e família. “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela”. (Efésios 5: 25).

O melhor meio de um ministro ficar livre das tentações e transgressões sexuais no seu ministério é manter um bom relacionamento com a sua esposa. Foi o que Salomão, na sua experiência advertiu a seu filho: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço”. (Prov. 5.15). Escreva no rodapé de sua Bíblia: “Concentrar-me-ei na minha esposa”.

4 – Encontre alguém sério e experiente para ser o seu mentor.

O crente sábio sempre tem alguém a quem prestar contas. Normalmente é uma pessoa mais velha e mais experiente, que já passou por tudo no ministério e saiu incólume e vencedor.

Se você encontrar essa pessoa, encontre-se com ele frequentemente, de modo que possa falar o que vai em sua mente. Essa pessoa deve ser um homem de oração e que irá orar com você e por você.

5 – Tema ao Senhor.

Qual é a sua responsabilidade para com Deus? “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”. (Pv. 1:7). O apóstolo Paulo diz:
“E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça”. (II Cor. 5:11).

O que Deus espera de nós é que sejamos fieis: “... O que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”. (I Cor. 4:2).

Aplicação:
Se você é um ministro experiente e já passou por situações difíceis e enfrentou as tentações, passando por elas sem envergonhar o nome de Cristo, então você tem muito o que oferecer aos jovens pastores que estão iniciando a sua caminhada.

Estenda as mãos a esses jovens que estão começando o seu ministério, almoce com eles, ensine-os sobre as agruras do ministério, fale com ele e com a s sua esposa, fale da solidão do ministério e de que forma um pode suprir essa solidão no outro.

As igrejas não entendem o que o seu pastor tem de enfrentar diariamente, eles somente cobram que o seu trabalho seja feito e pronto.

Entenda querido ministro ou oficial de nossas igrejas no Brasil, o objetivo de sua vida não é ganhar dinheiro, ficar rico, ou ter o maior número possível de diplomas, mas sim, de ser fiel.

Jesus Cristo, nosso modelo de ministério, já próximo do fim do seu ministério terreno disse: “Já não falarei muito convosco, porque ai vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim”. (João 14:30).

Que nós não tenhamos nada em nós que a atração magnética do Diabo nos atraia para que possamos dizer com Cristo:


“Ele não tem nada em mim”.

terça-feira, 28 de maio de 2013

OS CINCO VERSÍCULOS BÍBLICOS MAIS MAL UTILIZADOS DA BÍBLIA

A Bíblia testemunha de si própria, dizendo ser “mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, sendo capaz de dividir alma e espírito e é apta para discernir os propósitos do coração” (Hebreus 4:12). A Palavra de Deus é também capaz de reconstruir o coração.

No entanto, quando partes da Bíblia são usadas no contexto errado, perde o seu propósito. Tenho me deparado com muitos versículos usados fora do seu contexto, como um pretexto, geralmente para combinar com as ideias de alguém que busca se locupletar com a manipulação da verdade.

Abaixo listo os cinco versículos bíblicos mais mal utilizados da Escritura Sagrada. Convido você a comentar sobre o presente artigo e acrescentar outros textos que você tenha em mente para esclarecimento dos leitores.

A maior parte das interpretações da Bíblia que ouvimos em textos ou pregações são em sua esmagadora maioria, alegóricas, fugindo do seu contexto original e são distorcidas desonesta ou ignorantemente.

1 – POSSO TODAS AS COISAS NAQUELE QUE ME FORTALECE (Fil. 4:13).

Este pequeno versículo é frequentemente citado por equipes esportivas, o vemos em adesivos para carros, como gritos de guerra em reuniões, etc.

No entanto, a realidade do versículo não é uma declaração triunfalista, ele foi escrito no contexto de contentamento, onde Paulo está dizendo à igreja de Filipos, que ele aprendeu a viver contente em toda e qualquer situação, em fartura e em escassez, em tempo de alegria e de tristeza, lembrando que os comentaristas denominam esta carta como “a Carta da alegria”, sendo que ela foi escrita por Paulo, estando ele preso numa masmorra.

Desse modo, essa carta é o retrato de um homem que aprendeu a viver e a seguir a Deus em qualquer circunstância. Essa passagem não é uma convocação para se sair e realizar grandes feitos de força, mas uma bela lembrança de que se deve buscar a fé e a confiança em Deus no meio dos altos e baixos de uma vida entregue totalmente à causa de Cristo.

Se você for jogado na prisão, sofrer perseguições e espancamentos por causa do nome de Cristo, se você passar fome e lhe tirarem as suas posses sem que seja uma punição por causa do seu pecado, então você poderá dizer: “posso todas as coisas naquele que me fortalece”.

2 – EU É QUE SEI QUE PENSAMENTOS TENHO A VOSSO RESPEITO, DIZ O SENHOR; PENSAMENTOS DE PAZ E NÃO DE MAL, PARA VOS DAR O FIM QUE DESEJAIS.
 (Jer. 29:11).

Este versículo é citado pelas pessoas num contexto de encorajar ou inspirar, apontando que Deus tem planos específicos para nos ajudar a prosperar, então não devemos nos preocupar.

No entanto, esse versículo lida com uma promessa especial de Deus ao seu povo Israel. Trata de uma promessa no fim do exílio babilônico de 70 anos (v, 10). Assim, a palavra prosperar não se refere a dinheiro ou bens materiais pra nós hoje, mas refere-se à salvação física e espiritual.

Você poderia questionar: “mas Deus não quer nos ver prosperar?” Bem em termos de salvação, sim. Na verdade essa passagem é uma lembrança agradável do cumprimento da Palavra infalível de Deus. Esta é uma história surpreendente que nos aponta para a redenção para o povo de Deus.

3 – PORQUE, ONDE ESTIVEREM DOIS OU TRÊS REUNIDOS EM MEU NOME, ALI ESTOU NO MEIO DELES. (Mt. 18:20).

Este versículo é muitas vezes entendido como um encorajamento de que Deus está conosco nas circunstâncias mais difíceis, bastando para isso que estejamos no meio de dois ou três crentes em um grupo de oração, e a situação está resolvida.

O contexto dessa passagem está ligado ao testemunho no contexto de disciplina da igreja. Esta passagem é um incentivo para os líderes da igreja durante os tempos difíceis do confronto e disciplina eclesiástica, que Deus estaria presente com as testemunhas que procuraram fazer as coisas certas para restaurar um membro caído.

Se você está no contexto de disciplina na igreja, então você está usando este versículo erradamente. Deus está conosco, ele está do nosso lado, estejamos sozinhos, com dois ou três ou em meio a mil pessoas.

4 – SABEMOS QUE TODAS AS COISAS COOPERAM PARA O BEM DAQUELES QUE AMAM A DEUS, DAQUELES QUE SÃO CHAMADOS SEGUNDO O SEU PROPÓSITO. (Rom. 8:28).

Esta passagem é citada na maioria das vezes, no contexto de encorajamento de outro crente que está passando por um momento difícil. Em outras palavras: “não se preocupe se você for demitido”, Deus tem algo melhor pra você – todas as coisas contribuem para o bem – lembre-se!!!

Há duas questões importantes do contexto dessa passagem:
a)      Em primeiro lugar a passagem lida com aqueles que amam a Deus. Esta é uma distinção importante. Não é para todas as pessoas, mas especialmente para os crentes.
b)      Em segundo lugar, o contexto descreve a nossa conformidade com Cristo, não o nosso conforto pessoal. O ponto trata da nossa santificação e glorificação e não da recuperação das circunstâncias do mal que nos sobreveio, para o bem.

5 – NÃO HAVENDO PROFECIA, O POVO SE CORROMPE; MAS O QUE GUARDA A LEI, ESSE É FELIZ. (Pv. 29:18).

Em algumas traduções usadas diz: “Não havendo visão”. A moda desde os anos 90 é que as igrejas estabeleçam uma “declaração de visão”, eu quero dizer a você que se sua igreja não tem uma declaração de visão, ela não perecerá. As declarações de visão são interessantes, são úteis, mas essa passagem não é um lembrete para que os pastores estabeleçam uma “declaração de visão” que lhes dê uma melhor direção.

Esse versículo é utilizado por muitos, para lembrar aos líderes de algumas igrejas, que se eles não tem uma “visão” convincente, um grande sonho, os seus liderados estarão “mais perdidos do que cego em tiroteio”. A palavra chave nesse versículo não é “visão”, como está em algumas versões da NVI, mas é a palavra “revelação”, no sentido da revelação de Deus em sua Palavra. Em outras palavras, uma tradução mais precisa poderia ser: “onde não há palavra de Deus revelada, o povo perece, mas feliz é aquele que obedece a Palavra de Deus”.


Este versículo é um retrato do que aconteceu a Neemias. As pessoas redescobriram a Palavra de Deus e começaram a lê-la avidamente para poderem entender a vontade de Deus. O resultado foi um avivamento no meio do povo. Não foi uma “declaração de visão” bem feita e estabelecida, não foi uma administração eclesiástica da igreja como se administra uma empresa, não foi uma personalidade cativante ou o carisma de Neemias, foi a Palavra de Deus que trouxe vida para o povo. Administrar a igreja como se fora uma empresa não gera discípulos, mas clientes, não gera santos, mas consumidores, não gera voluntários, mas pagantes.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

UMA ANÁLISE DE ROMANOS 1: 18-26 – UMA RESPOSTA BÍBLICA À HOMOSSEXUALIDADE



Deus criou o ser humano homem e mulher. Assim, a homossexualidade é uma perversão da ordem divina.

A Escritura Sagrada narra o plano de Deus que descreve a mulher como uma auxiliadora idônea para o homem (Deus não criou dois homens, o segundo para ser um companheiro para o primeiro). Pelo contrário, Ele criou a mulher a partir do homem e para o homem.

O caminho natural é que o homem se relacione sexualmente com uma mulher no contexto do casamento, “o que passa disso é de procedência maligna”. No plano de Deus, Ele ordenou desde o princípio que a mulher foi feita para o homem. Ela é carne, como ele também o é. A mulher foi formada por Deus a partir da costela de Adão para ser sua companheira. O desígnio de Deus para o casamento flui naturalmente assim, um homem casa-se com uma mulher. A mulher foi feita a partir do homem e para o homem como a única companheira adequada a ele.

No texto do Novo Testamento, em Romanos 1:18-26 diz que o homem sem Deus tem “o seu coração está obscurecido” (1:21), que “tornou-se um tolo em seu pensamento” (1:22), que “ele adora a criação em vez do Criador” (1:23), e que ele “tornando-se cada vez mais pervertido em seus desejos e pensamentos, troca a função natural para viver de acordo com "paixões infames". indo contra a, ordem natural divina e fazendo o que é pervertido, infame e indecente. Por esta razão, os que praticam a homossexualidade recebem o castigo merecido por seus pecados.

Essa “merecida punição”, pode significar uma série de coisas: Doenças como AIDS, desestruturação familiar e destruição. Como o praticante se recusa a reconhecer a Deus como Deus e a se submeter a seus mandamentos, o resultado desse pecado são as trevas eternas. A realidade é que o homem foi feito de modo perfeito para a mulher, e eles se encaixam maravilhosamente: fisicamente, emocionalmente e espiritualmente. Ai devemos reconhecer a bondade e o gênio criativo de Deus. 

A homossexualidade foi a causa principal da destruição de Sodoma e Gomorra. O desejo homossexual de Sodoma corria solta e fora de controle, e Deus destruiu a cidade no dia seguinte, depois da chegada dos visitantes divinos à casa de Ló. A mensagem é clara: Deus vê a homossexualidade como uma grave ofensa contra a Sua santidade.

Deus enviou Cristo para redimir todos os pecadores.

Sempre afirmamos que odiamos o pecado, mas amamos o pecador. Odiar o pecado aqui, não significa hostilizar ou agredir os homossexuais, mas sim, não aceitara a prática do seu pecado como normal e aceitável, mas como um vício pervertido, como o é o uso de drogas, o vício do álcool, a pedofilia e outros. Deus enviou Jesus Cristo para redimir os pecadores que adotam este estilo de vida pecaminoso, e eles, também podem ser perdoados se se arrependerem dos seus pecados.

Uma das formas pelas quais afirmamos que amamos o pecador, está no fato de que a Escritura Sagrada declara claramente que a homossexualidade é de fato um pecado. De fato, considerando as perspectivas do céu e do inferno e declarando a verdade do evangelho, é a coisa mais amorosa que se poderia fazer.

domingo, 21 de abril de 2013

EXISTE A VERDADE DE CADA UM OU A VERDADE É UNA?


Existe a verdade de cada um ou a verdade é Una?

Pilatos perguntou a Jesus no bojo do seu julgamento: O que é a verdade?

Jesus já havia dito antes, durante o seu ministério, que ele era "A Verdade", usando o artigo definido.  O artigo definido não deixa espaço para outra verdade, ele é a única e ponto final.

Mas se você caro leitor, não quiser se render ao Cristo de Deus como Verdade absoluta, mesmo assim o pensamento de que a suposta "verdade" de cada um é que é a "verdadeira verdade" é uma falácia. Senão vejamos:

1 - Contradiz o pensamento dos filósofos da antigüidade que discorreram sobre o tema e estabeleceram que existe uma "verdade" fora de nós, que é verdade para todas as pessoas, não importam quem sejam e estejam onde estiverem, há uma verdade universal;

2 - Os que acham que a verdade é a de cada um, alegam por exemplo, que o que cada pessoa faz na sua privacidade não é da conta de ninguém, será? Outra falácia! Senão vejamos:

- Se uma pessoa insiste em viver uma vida promíscua, pegando todas, na sua privacidade, achando que essa é a sua verdade e que ninguém tem nada com isso, está enganando, existem as consequências da sua escolha, eu disse "escolhas" e não "verdade", porque em questões de comportamento o que se faz são escolhas e não a verdade de cada um, e nesse caso, as escolhas tem as suas consequências. No caso do promíscuo, caso ele contraia uma doença típica dos promíscuos, a hepatite, por exemplo, o seu comportamento, em sua privacidade, gerou um problema pra ele, que irá atingir a mim e a você, que nem vimos e nem sabíamos o que estava acontecendo. Por que nos atinge? Porque o tratamento de um doente com hepatite é bancado pelo SUS, ou seja, com o meu e com o seu imposto caro leitor. Irá mobilizar uma equipe médica, enfermeiros, auxiliares, leito de hospital,tratamento com remédios caros de uso contínuo, etc. É ou não é da minha conta? Posso ou não posso reclamar e criticar? Está provado, esse pensamento é falacioso.

- Agora imaginem uma outra situação:
Se eu alego que a "verdade" é uma questão de ponto de vista, ou seja, o que é verdade para você pode não ser pra mim, estamos correndo um perigo muito grande no campo da ética e da moral, pois se um PEDÓFILO alegar que a sua "verdade" é gostar de criancinhas e que ninguém tem nada a ver com isso, o que você irá dizer contra? Afinal pelo argumento de que a "verdade" é a de cada um, essa é a verdade dele e ninguém tem nada a ver com isso. Viram leitores como esse argumento é falacioso?

Portanto, se você pensa assim, acho melhor repensar, ou melhor, raciocinar, porque esse pensamento é típico de imbecís que não raciocinam direito. Recomendo a você leituras de clássicos filosóficos, da Bíblia principalmente, de coisas valiosas como essas e deixe de ser "Maria-vai-com-as-outras", "papagaio de pirata" que repete clichês já tão batidos e abatidos que ainda só são vistos em argumentos falaciosos e imbecilizados com cara de "discursozinho politicamente correto", pseudo esquerdistas.

Não seja algoz de si mesmo, seja um investigador sério, siga o exemplo de Paulo, apóstolo:

"Julgai todas as coisas, retende o que é bom" (I Tess. 5:21)

sexta-feira, 29 de março de 2013

ORIGENS DA FAMÍLIA d’EÇA NO MARANHÃO

Brasão da Família d'Eça

A SAGA DA FAMÍLIA d'EÇA

by Rev. João d’Eça

Introdução:

A origem da família “d’Eça” no Maranhão data do período colonial e da participação ativa nas origens da cidade de São Luís, capital do Estado. O primeiro dos “d’Eça” a ser mencionado na história foi Manuel de Sousa de Eça, aliás, o sobrenome “d’Eça” é escrito como está grafado com “d” minúsculo e “E” maiúsculo, pelo simples fato de que a regra gramatical exige que seja assim. Portanto é um erro quando alguém que não conhece a regra gramatical e suas exceções acha que nome próprio deve ser escrito com maiúscula em toda situação. Ocorre que “d’Eça” é uma contração de “de Eça”, assim como “de Água”, que quando contraído fica “d’Água”, usando-se o apóstrofo, como “de Eça”, fica “d’Eça”, com o apóstrofo.


MANUEL DE SOUSA d’EÇA

Manuel de Sousa d’Eça era fidalgo português um dos maiores heróis da colonização do norte brasileiro era filho de Luís Álvares de Espina, de Ilhéus, e foi possivelmente quem ocupou o maior número de cargos diferentes de Provedor da Fazenda Real. Assim, foi provedor da Bahia, antes de 1612, de Pernambuco, de 1612 a 1614, da Paraíba em 1613, "do rio Amazonas" em 1616 e do Maranhão e Pará em 1617.

Era militar dos mais valentes e participou de 1614 a 1617 das lutas contra os franceses no Maranhão; não quis assinar a paz com eles e na viagem de volta a Pernambuco seu “caravelão” foi arrastado para as Índias de Castela (Antilhas); dali passou a Portugal, onde comandou um “patacho” na esquadra de D. Jerônimo de Almeida, ocasião em que pelejou com dois navios turcos. Intrigas políticas fizeram com que ficasse preso 4 anos em Portugal, mas acabou sendo nomeado capitão-mor do Grão-Pará, cargo do qual tomou posse em 6 de Outubro de 1626, sucedendo a Bento Maciel Parente. Em 1625 havia, em companhia de Jácome Raimundo de Noronha, comandado um dos navios da expedição enviada de São Luís para fundar a capitania do Ceará. Em 1624 havia participado das lutas para a libertação da Bahia. Acabou morrendo no cárcere, depois de ter se desentendido com Feliciano Coelho de Albuquerque.


PERSONAGENS DESTACADOS NA HISTÓRIA

Bernardo Pereira de Berredo que foi Governador da Província do Maranhão de 1726 a 1729 e escreveu os “Anais históricos do Estado do Maranhão”, descreve Manuel de Sousa d’Eça no seu livro como sendo um Capitão e que era natural de uma das Ilhas dos Açores, precisamente a ilha de Ilhéus, de onde eram os seus familiares. Manuel d’Eça era o chefe do presídio de Nossa Senhora do Rosário que passava por inúmeros apertos por falta de comida “havia três meses [...] se sustentavam só de ervas.”[1]

Na iminência de perder o Norte do Brasil para os franceses, os portugueses se organizaram para a retomada do espaço ocupado pelos franceses desde que fundaram a cidade de São Luís, à 8 de setembro de 1612. Berredo nos conta que o governador Gaspar de Sousa, depois que foi informado da situação dos franceses, preparou uma ofensiva para recuperar o tempo perdido. Diz berredo:

Mas conhecendo bem, que os muitos aprestos, que ainda lhe faltavam, naturalmente não cabiam na apertura do tempo, e que se achava reduzida a necessidade da guarnição do forte, quando era igual,  a que também sentia nas munições de guerra; acudiu ambas com o pronto socorro de um caravelão, guarnecido de trezentos soldados à ordem do Capitão Manuel de Sousa de Eça, natural de uma das ilhas dos Açores. E provedor dos defuntos, e ausentes da Capitania de Pernambuco, donde saiu em 28 de maio.

Manuel d’Eça chegou em São Luís depois de doze dias de viagem e depois que desembarcou, levou consigo apenas 18 homens com os quais enfrentou os franceses comandados pelo sr. De Prat, impondo-lhe uma derrota, por causa da irregularidade do terreno com o qual os franceses estavam desacostumados, salvando a vida dos de sua embarcação, já que os franceses eram em maior número.

Manuel d’Eça se distinguiu na batalha de Guaxemduba o que causou para si o infortúnio de ser motivo de inveja do sobrinho de Jerônimo de Albuquerque, que era comandante do presídio, porque Manuel d’Eça tomou a vanguarda e foi o responsável pela vitória. Mário Meireles destaca a participação de Manuel d’Eça, dizendo: “...porém a maior parte destes de reserva, sob o comando do capitão Gregório Fragoso; e, secundado pelo capitão Manuel de Sousa d’Eça.”[2]


JOSÉ DA CUNHA d’EÇA

O outro personagem dessa história que visa resgatar a origem do nome dos “d’Eça” no Maranhão é o de José da Cunha d’Eça, foi o fundador da cidade Arari-MA e Vitória do Mearim em 1723. Fidalgo da Casa Real e capitão-mor que foi da Capitania do Maranhão.

Há um verbete desse personagem no Dicionário Histórico-Geográfico da Provincia do Maranhão (1870). Era um homem afortunado, rico e cheio de posses, que usava os seus recursos para angariar simpatias.

A origem nobre de José da Cunha d’Eça é comprovada por ser ele uma das famílias mais tradicionais de Portugal, mas também pela comunicação do rei de Portugal que confirmou as ordens ao fidalgo, comunicando ao Provedor-Mor da Fazendo no Maranhão e o mandou admitir ao seu real padroado a igreja que ele construiu no Mearim.

ORIGENS

“A família d’Eça do Maranhão provém de D. Pedro I, de Portugal, e de D. Inês de Castro, por seu filho D. João, senhor de muitas terras e detentor, portanto, de suas respectivas jurisdições e rendas todas concedidas por mercê de seu pai, por carta de 1360, para ele e seus descendentes.”[3]

De sua primeira esposa, D. Maria Teles de Meneses, D. João teve um filho apenas, D. Fernando, que saiu do reino com ele e viveu por muito tempo em Galiza, onde teve o senhorio da Vila Eça, da qual se originou o sobrenome da família. D. Fernando, sem enviuvar, foi casado com várias mulheres, com as quais teve 42 filhos. Esse era o controvertido padre José da Cunha d’Eça, fundador do povoado que originou Vitória do Mearim e Arari.

O PADRE JOSÉ DA CUNHA D’EÇA

Era padre, mas como era na época, a sua ordenação foi comprada e não seria o caso de vocação. Assim como muitos papas ao longo da história o foram em troca de benesses para a igreja. Para abraçar o sacerdócio, José da Cunha d’Eça apelou para o bispo D. Frei José Delgate, que lhe ordenou, não há registro de que essa ordenação tenha sido feita em São Luís ou em Belém, já que ambos moraram nas duas cidades, conforme diz Berredo nos Anais.

ORIGEM FAMILIARES EM ROSÁRIO

A origem dos meus familiares está na cidade de Rosário. Aqui apresento um pequeno relato ouvido de meu pai em nossas conversas, onde o meu bisavô, Sérvulo Honorato d’Eça e seus dois irmãos, Lino d’Eça (?) e Iria d’Eça, construíram uma numerosa família com várias ramificações. Há outro nome que pode ser colocado entre eles, que é o de Fortunato d'Eça, que a última vez que pesquisei num jornal de 1932, estava ao lado de nome do meu bisavô Sérvulo, numa lista de nomes de criadores de gado de Rosário - MA, reclamando do governo do Estado, e pedindo a revisão do tabelamento do preço da carne. 

Do meu bisavô eu descendo diretamente do meu avô Caetano Fundador d’Eça que casou-se com Filomena Carvalho, do qual nasceram vários filhos, dentre eles meu pai, Oel de Nantes d’Eça. A minha avô após separar-se do meu avô Caetano, casou-se com o primo de meu avô, filho de Iria d’Eça, o qual era conhecido como Zeca de Iria (ou Zeca, filho de Iria). Desse ramo muitos outros filhos nasceram, irmãos de meu pai por parte de mãe, mas que são parentes consanguíneos, vindo da mesma raiz.

Essa é a origem da família “d’Eça”. Se você é um “d’Eça” vindo dessa linhagem, você é privilegiado, pois a história da sua família é uma Saga. Infelizmente temos encontrado falsos “d’Eça”, mas se querem ter o privilégio de carregar o nome, que façam assim, só que a história irá contar a verdade.

Estou escrevendo uma obra que conta a história dessa família. Se você tem informações, fotos, subsídios, histórias pra contar, entre em contato comigo e eu terei o maior prazer em ir até você e conhecer o que você tem para contar a “Saga da Família d’Eça”.

Se você tiver documentos e fotos, eu estou montando um arquivo da família para que a história seja preservada e as gerações futuras possam conhecer sobre o nosso passado e as nossas origens.

Estou esperando o seu contato. Fale comigo:

Rev. João d’Eça
Tel. (98) 9.9219-6077 (Whatsapp)
E-mail: joaodeca.mendes@gmail.com



Bibliografia:

BERREDO, Bernardo Pereira de. Anais Históricos do Estado do Maranhão.

CANTANHEDE, Washington. Vitória do Mearim, dos primórdios à Emancipação.

CALMON, Pedro. História do Brasil, v.1.

CALMON, Pedro. Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão.

MEIRELES, Mário. História do Maranhão.

MORAES, Melo. Chronica Geral.

SALVADOR, Frei Vicente do. História do Brasil.

VARNHAGEN, História Geral do Brasil.


[1] BERREDO, Bernardo Pereira. Anais históricos do Estado do Maranhão. Rio de Janeiro: Tipo editor, 1988, p. 66, 67
[2] MEIRELES, Mário. História do Maranhão. Imperatriz: Ética, 2008, p. 54
[3] CANTANHEDE, Washington. Vitória do Mearim, dos primórdios à emancipação. São Luís: Lithograf, 1998, p. 84, 85

Minhas postagens anteriores