terça-feira, 9 de julho de 2013

O CATOLICISMO ROMANO E SUAS ORIGENS (PARTE 4)

A CONFISSÃO AURICULAR E AS FARSAS ROMANISTAS

Os fiéis católicos aprendem que devem confessar seus pecados mortais pelo menos uma vez por ano a um sacerdote humano, pois isso é essencial para a obtenção do perdão de Deus. Examinamos a doutrina da Confissão Auricular à luz dos escritos do catolicismo romano e da Bíblia Sagrada.
O Catolicismo ensina que existem dois tipos de pecado: mortal e venial.
"Escolher deliberadamente, isto é, sabendo e querendo, uma coisa gravemente contrária à lei divina e ao fim último do homem é cometer pecado mortal. Este destrói em nós a caridade, sem a qual é impossível a bem-aventurança eterna. Caso não haja arrependimento, o pecado mortal acarreta a morte eterna. O pecado venial constituiu uma desordem moral reparável pela caridade, que ele deixa subsistir em nós. A repetição dos pecados, mesmo veniais, produz os vícios, entre os quais avultam os pecados capitais.[1]

Continuando a argumentação o catecismo diz:

"Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: 'É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente."[2]

O Catecismo explica como é que um pecado para ser venial, o que precisa. Basicamente precisa de duas coisas:
"Comete-se pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento."[3]

Quando o católico entra no confessionário, uma cabine escura com um lugar para se ajoelhar diante de uma janela fechada e contemplar seus pecados até que o sacerdote abra a janela e ouça o penitente relatar seus pecados secretos mais sujos, vis, profundos e tenebrosos da carne e do coração. O penitente é instruído a confessar todos os seus pecados, especialmente os pecados mortais, visto que, como diz o Catecismo no item 1874, "...o pecado mortal acarreta a morte eterna.".

O confessionário sempre serviu para “devassar os lares”. Na Espanha e em Portugal, os dois países mais católicos do mundo em termos proporcionais desde séculos, a igreja católica romana sempre usou com eficiência o confessionário, para descobrir e informar as autoridades o pensamento político dos generais, através da confissão de suas esposas.

A igreja católica romana também conseguiu ao longo dos séculos, doações de pessoas beatas, e viúvas que em busca de “absolvição”, eram levadas a entregar casas, terras, fazendas, propriedades e fortunas. Isso fez com que a igreja católica, principalmente no Brasil, viesse a ser uma grande proprietária de terras e patrimônio. Em reportagem do jornal O Estado de São Paulo, de 25 de fevereiro de 1980, diz: “a igreja no Brasil tem um vultoso patrimônio imobiliário”.

Um dos doutores da Igreja, São Bernardo (Bernardo de Claraval) [1090 – 1153], exprime-se com muita amargura, quando diz: “o clero se diz pastores, mas são na verdade roubadores, não satisfeitos com a lã das ovelhas bebem o seu sangue!”[4]

Esse doutor da igreja, por discordar de muitas práticas anti-bíblicas, foi cortado da lista de doutores da igreja. Se você procura-lo nas lista da igreja católica romana, ele terá sido retirado.

Como a Igreja católica romana americana é a maior doadora de recursos para o Vaticano e este está cada vez mais nadando em dinheiro, sendo a corte mais suntuosa da Europa, hoje, os doadores americanos de Chicago, tem exigido ver os balancetes de relatórios financeiros das aplicações do dinheiro doado, conforme reportagem de O Estado de São Paulo.[5]

DECLÍNIO DO CATOLICISMO ROMANO

Até mesmo no Brasil, considerado o maior país católico romano do mundo em termos numéricos, o catolicismo tem diminuído a sua membresia a cada ano. Na década de 80 e 90 a saída de católicos romanos para outras formas de cristianismo e até para outras religiões estava no patamar de 600 mil por ano. A igreja católica romana brasileira, reagiu e começou a mudar a sua liturgia, fazendo-a como os cultos protestantes, apesar de não acabar com as missas, passaram também a apoiar os movimentos carismáticos, cujos cultos e músicas são extraídos da liturgia dos evangélicos, e sem nenhuma crise de consciência, passaram a fazer igual como os evangélicos, no intuito de reverter a debandada dos seus arraiais. Hoje até os padres estão se vestindo como se fora pastores evangélicos, sem a indumentária pesada que sempre caracterizou o clero católico romano.

PERDA POR DENTRO E POR FORA

A influência da Igreja católica romana no mundo de hoje tem sido questionada em todos os meios sociais e até mesmo dentro das hostes do romanismo. Padres, bispos, cardeais e até mesmo papas, tem questionado a forma da igreja trabalhar pelo poder temporal e desprezar a alma dos seus adeptos.

O ex-padre Dr. Aníbal Pereira Reis, convertido ao protestantismo depois de ler o livro de provérbios, denunciou vários dogmas da igreja romana e dentre muitos livrois que escreveu à partir dai, A farsa da Aparição de Fátima, é esclarecedor para mostrar como a igreja é capaz de inventar coisas terríveis (como foi a farsa da aparição), contribuindo para a morte de duas crianças, só para não perder os privilégios com o governo português. O padre Mário de Lixa também denunciou a farsa de Fátima, veja vídeo clicando http://youtu.be/715bepotJv8.

Assim caminha a Santa Sé. Recentemente o papa Benedicto XVI, renunciou ao seu mandato papal e agora a igreja tem um papa e um ex-papa convivendo no mesmo espaço. O livro do jornalista alemão Andreas Englisch O Homem que não queria ser papa, está disponível nas livrarias do país e é esclarecedor para mostrar os bastidores do “reino” do Vaticano.




[1] Catecismo da Igreja Católica, Edições Loyola, itens 1874-1876.
[2] Ibidem, item 1857.
[3] Ibidem, item 1862.
[4] ERNESTO. L. Oliveira. Roma, a igreja e o anticristo. Pg. 178
[5] O Estado de São Paulo, 26.06.1985

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (Parte 3)

OS RECURSOS DO VATICANO E O PURGATÓRIO


O maior doador de recursos ao Vaticano é a igreja católica americana. Mas houve um tempo em que a Igreja católica romana estava de cofres vazios e apelou para estratégias não muito “santas” para encher os seus cofres. A mais famosa dessas estratégias foi a cobrança de indulgências (Venda de títulos de propriedades do céu), quem os adquiria, pagando uma quantia volumosa, tinha os seus pecados passados, presentes e futuros imediatamente perdoados. As indulgências foram cobradas em toda a Europa por João Tetzel, que para convencer o povo dizia: “ainda que tenhas violado Maria a mãe de Deus, descerás para casa perdoado e certo do paraíso”.

Também em outros momentos de sua história, a igreja católica romana usando de blefes canalizava vultosas somas de dinheiro para os seus cofres, negociando cargos eclesiásticos e venda de títulos de Cardeal, que valiam grandes fortunas.

O papa Leão X (1518), o papa do tempo de Lutero e das 95 teses, usou de um expediente nada ortodoxo para arrecadar visando a restauração da igreja de São Pedro em Roma. Ele mandou colocar inscrições nos cofres de arrecadação das indulgências, que tinham entre outras, inscrições que diziam: “No tilintar da moeda no fundo do cofre, uma alma desprega do purgatório e voa para o paraíso!”[1]

AS MISSAS

A igreja católica romana inventou o fogo do “purgatório” para amedrontar os fiéis prometendo aliviar os sofrimentos das almas, cobrando pelas missas em favor do defunto. A maioria das pessoas e fiéis católicos são pessoas crédulas e desprovidas de conhecimento da Escritura Sagrada, tornando-se presas fáceis para os expedientes matreiros do catolicismo romano.

Em busca de arrecadação de fundos, o papa João XXIII (1410 – Não confundir com o papa mais recente com esse mesmo título), cobrava impostos dos prostíbulos contabilizando no orçamento do Vaticano.

O PURGATÓRIO

O purgatório é o nervo exposto da igreja. Recentemente a igreja acabou com um outro absurdo criado pelos papas, o “limbo”. O purgatório, segundo a opinião do historiador Cesare Cantú é a “galinha dos ovos de ouro da igreja” e o ex-padre Dr. Humberto Rhoden diz que esse expediente da Igreja católica romana, arrecada em todo o mundo a quantia de 500 milhões de dólares!

Interessante é que nos primeiros séculos da igreja cristã, nenhuma alma ia para o purgatório porque ele não existia; foi posteriormente criado por um decreto papal. No protestantismo e nas outras religiões cristãs esse lugar não existe, é somente para as almas católicas. Com esse engodo, a igreja católica romana peca duas vezes e cria um problema de consciência para os padres: primeiro por oficializar uma inverdade, segundo por receber dinheiro em nome dessa inverdade!

O purgatório tornou-se “comercio espiritual” a partir de 1476 com o papa Sixto IV, a igreja católica é a única instituição no mundo que “negocia com as almas dos homens”. (Apoc. 18:13). Nesse sentido a igreja nunca informa quando as almas deixam o tormento do purgatório, celebram missa por uma pessoa falecida sempre que haja alguém para pagar! Não existem textos bíblicos de apoio a esse dogma, não tem respaldo na Escritura Sagrada.




[1] TAYNE. História da Literatura Inglesa, coroado pela Academia Francesa, vol. II p. 35, de O papa e o Concílio.


sábado, 6 de julho de 2013

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (PARTE 2)

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (PARTE 2)

Introdução:
Depois que o cristianismo se corrompeu com o papado, os papas começaram a aparecer como reis, ostentando ornamentos e situações que lhes fizessem parecer como soberanos.

O primeiro papa a usar a corôa foi Nicolau I (858 d.C. – 867 d.C.). Ele se serviu de documentos espúrios que apareceram em 857 d.C. conhecidos como “PSEUDAS DECRETAIS” de Isidoro. Essas falsas decretais, alegavam que era de bispos do II e III séculos que “exaltavam o poder dos papas”. Depois da morte de Nicolau I descobriram que esses documentos eram invenções corruptas dele, Nicolau mentiu dizendo que esses documentos estavam na igreja já havia séculos.

As PSEUDAS DECRETAIS colocaram a “cereja no bolo”  das mentiras papais na Idade Média, elas conseguiram fazer com que o papado, recentemente criado, se tornasse antigo. Foi o maior embuste da história. Esses falsos documentos vieram a fortalecer o papado, antecipando em 5 séculos o poder temporal dos papas e serviu de base para a promulgação das leis canônicas da igreja católica romana.[1]

A CRIAÇÃO DO ESTADO DO VATICANO

O Estado do vaticano desenvolveu-se com o papa estevão II (741 d. C – 752 d. C.), que instigou Pepino, o Breve e seu exercito a conquistar trerritórios na Itália e doá-los à igreja. Essas doações foram confirmadas no ano 774 d. C., elevando o catolicismo à posição de poder mundial, surgindo assim o SACRO IMPÉRIO ROMANO sob a autoridade do “papa-rei” que durou 1100 anos.

Quem confirmou a doação  foi Carlos Magno, que próximo à sua morte, arrependido por ter doado os territórios, na hora da sua agonia de morte, em terríveis dores lastimava-se dizendo:

Como me justificarei diante de Deus pelas guerras que irão devastar a Itália, pois os papas são ambiciosos, eis porque se me apresentam imagens horríveis e monstruosas que me apavoram, devo merecer de Deus um severo castigo![2]


O papado esteve confinado em Avinhão na França por 70 anos, voltou a ocupar o vaticano em 1377 d. C., trazido por Gregório XI. Derramaram muito sangue em guerras políticas e religiosas até o ano de 1806, quando Napoleão Bonaparte aprisionou o papa Pio VII (1740-1823). Mais tarde tentaram reagir, mas Vítor Emanuelli no ano de 1870 derrotou as tropas do papa, tornando-se o primeiro rei da Itália, pondo fim ao SACRO IMPÉRIO ROMANO, que de santo nada tinha, esse episódio data de 20 de setembro de 1870.

Os papas ficaram confinados no Vaticano até o ano de 1929 quando Mussolini e Pio XI no tratado de Latrão legalizaram o Estado do Vaticano, estado religioso que atualmente é controlado pela Cúria Romana e governada por Cardeais que “controlam a carreira dos bispos. O papa fica fora dessa pirâmide”.[3] No Brasil os católicos são orientados por bispos, mais conhecidos pela posição política do que pela religiosidade. Eles estão divididos entre “Conservadores”, “Progressistas” e “Não alinhados”.[4]



[1] HALLEY, Pochet Bible Hand-book, pg. 685
[2] PILLATI. Londres, Ed. Thompson, tomo III, p. 64. 1876
[3] Jornal o Estado de São Paulo, 20.03.1982
[4] Revista VEJA, 30.01.1980

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (Parte I)

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (Parte I)

A origem do papado.

Como conhecemos hoje, o papado teve a sua origem, desenvolvendo-se gradativamente, sustentado a princípio pelo Império Romano. Não teve uma data de nascimento, não foi instituído por Cristo nem pelas igrejas. É um intruso no cristianismo e não se enquadra na Bíblia. (DEV).

O catolicismo romano assim como as igrejas evangélicas são estruturadas da seguinte forma: A igreja romana, sua estrutura é a de ordens religiosas, sob a direção de um chefe visível, é uma monarquia absoluta. As demais igrejas cristãs são estruturadas em forma de denominações, todas com uma só base doutrinária, a Bíblia.

Pontos em comum

Tanto católicos quanto evangélicos creem na Trindade, em Cristo como Salvador pela sua morte substitutiva, ensinam a existência do céu e do inferno e o seu livro texto é a Bíblia. Em que pese as crenças em comum, as duas igrejas cristãs caminham separadas.

Até o IV século da era cristã havia uma e somente uma igreja cristã. A caminhada da igreja continuou desde Cristo até o tempo de Constantino, quando este cristianizou o Império Romano, tornando a religião cristã, antes considerada ilegal, como a religião do Império.

Nesse tempo não havia hierarquia entre os líderes cristãos, bispos, pastores, presbíteros e evangelistas, esses eram homens veneráveis como Policarpo, Papias, Inácio, Justino, Irineu, Orígenes, Eusébio, João Crisóstomo, etc. O único que fugiu fora desse padrão foi o bispo Calixto que foi repreendido por Tertuliano de querer ser o “bispo dos bispos”, isso aconteceu em 208 d.C.

Igreja Católica, apostólica e romana? Que negócio é esse?

No Concílio de Constantinopla que foi presidido pelo imperador romano Teodósio, que decretou no ano de 381 d.C, o “CUNCTUS POPULUS”, a igreja passou a ser chamada de Apostólica. Apostólica ela não é, pois se baseia numa interpretação sofrível de Mt. 16: 13-23, e também não sabemos como pode ser Católica e romana ao mesmo tempo.[1]

A história do surgimento dos papas aconteceu no IV século, quando as várias igrejas espalhadas pelo Império se viram dominadas por cinco dentre os bispos, eram eles: o bispo de Antioquia, o de Jerusalém, o de Constantinopla, o de Alexandria e o de Roma. O Concílio de Calcedônia no ano de 451 concedendo igualdade de poder entre o bispo de Constantinopla e o bispo de Roma. Com o passar do tempo e com o envolvimento político com os imperadores, o bispo de Roma foi tendo a hegemonia e concentrando o poder sobre os outros bispos em sua mão, os que não obedeciam eram destronados.

Voltando um pouco no tempo

Em 325 d.C., o Imperador romano Constantino, depois de uma suposta conversão ao cristianismo, convocou o primeiro Concílio das Igrejas (protótipo do domínio político religioso que dura até hoje – continuidade do Império Romano), e este concílio foi dirigido por Hósia Cordova, com 318 bispos presentes. Constantino, querendo agradar aos bispos que tinham domínio sobre o povo, resolveu construir uma templo a qual deu o nome de “Igreja do Salvador”, posteriormente os papas passaram a ocupar um palácio oferecido por Fausta. Bem mais tarde, no século XV, demoliram a Igreja do Salvador e construíram no lugar a Basílica de São Pedro.

Depois de Constantino, já no século IV, as igrejas que eram livres começaram a perder a sua autonomia com o bispo Inocêncio, que foi feito papa Inocêncio I, no ano 401 d.C., que se auto denominava “governante das igrejas de Deus” e exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele. 40 anos depois, em 440 d.C., o papa Leão I, na tentativa de impor mais temor aos outros bispos dizia que: “resistir a sua autoridade seria ir direto para o inferno!”. Esse papa aumentou o seu domínio, bajulando o Imperador Valentiniano III no ano 445 d.C., que cedeu ao que ele pretendia, que era exercer autoridade sobre as igrejas, até então nas mãos do Estado.

Como historiadores comentam, “era o papado emergindo das ruinas do Império Romano que se desintegrava, herdando dele o autoritarismo e o latim como língua”. Antes do século V, todos os bispos ocidentais eram chamados de papa (pai), aos poucos foram restringindo esse tratamento a somente o bispo de Roma. Até então ninguém ousava supor ou dizer que o apóstolo Pedro havia sido um papa.

Acompanhe o caminhar da história no próximo post.




[1] RIVAUX, História Eclesiástica, Tomo 1, p. 347

quarta-feira, 26 de junho de 2013

SÉRIE: A HISTÓRIA DA IGREJA NO MUNDO

SPURGEON, o ganhador de almas.

"Mesmo se eu fosse totalmente egoísta, e não tivesse cuidado com nada, mas somente com a minha própria felicidade, eu escolheria, se eu pudesse, debaixo da graça de Deus, ser um ganhador de almas...”

Esta é apenas uma das muitas citações de Charles Haddon Spurgeon, que mostra a paixão dele por comunicar a mensagem do evangelho, quais eram as suas prioridades na vida e ministério e que o levou a construir a maior igreja evangélica do mundo do século 19.

Antes da sua conversão, Spurgeon foi de igreja em igreja, a fim de ouvir a mensagem do evangelho. Ele estava aberto à mensagem, estava com fome de Deus e sabia que sua vida não agradava ao Senhor.

Ele visitou várias igrejas evangélicas em sua busca pela mensagem cristã. As igrejas que ele visitou eram Bíblicas, fiéis, com adoração sincera. Mas, infelizmente, enquanto eles celebraram a sua segurança em Cristo, e estavam focando também nas necessidades dos fiéis, na descrição do próprio Spurgeon, ele não encontrou nada para preencher o seu vazio – não havia uma mensagem do evangelho direta, real, que se destinava a alguém à procura de Cristo.

Talvez, como em nossos dias, a maioria das igrejas evangélicas estão assim, preocupadas com a edificação dos crentes, preparando-os para lidar com as pressões da vida -, mas, erradamente, ignorando os não-crentes em suas comunidades. 

Finalmente, numa manhã fria e com muita neve, Spurgeon encontrou o seu caminho numa igreja Metodista. Um diácono pregou o evangelho! Ele pregou diretamente para os não-crentes, "Olhai para mim e sereis salvos, toda a terra!" O diácono disse que o texto não convidava para trabalhar, mas, apenas olhar! “Todo mundo pode olhar, uma criança pode olhar, os mais educados, os menos instruídos - todos podem olhar para Cristo e ser salvos”.
Depois virou-se diretamente para Spurgeon e disse, “Você já olhou para Jesus, meu jovem?" Spurgeon diz que foi atingido no coração e entregou sua vida a Cristo.

A partir de então, como sabemos, ele determinou a construção de uma igreja que foi evangelisticamente relevante - todos os domingos, ele deliberadamente falava ao estranho, ao hóspede, ao não-cristão em suas mensagens. E o que se tornou o “Metropolitan Tabernacle” cresceu para um templo com capacidade para 5000 pessoas e que foi responsável pela plantação de 200 igrejas.

Spurgeon era apaixonado pela pregação do Evangelho e nesse propósito ele conduziu a sua vida com energia e exortando uma geração de crentes a testemunhar pela Palavra de Deus, alcançar e compartilhar a Boa-Nova com o maior número possível de pessoas.

Se você viver nessa perspectiva, sua vizinhança toda agradecerá!


quarta-feira, 19 de junho de 2013

NÃO SOU CONTRA AS MANIFESTAÇÕES NO PAÍS, MAS....

Tenho visto cartazes nas mãos dos manifestantes conclamando os crentes a irem para as passeatas e chamando os pastores a descerem dos púlpitos e irem para as ruas. Sou contra essa ideia  mas não sou contra as manifestações.

As mazelas do nosso país são percebidas em todos os níveis da sociedade, há corrupção do maior até o menor, gente aproveitadora, gente que só quer levar vantagem em tudo, injustiças, podridão na política e gente se aproveitando disso.

Tudo em nosso país está errado, desde a “Comissão da Verdade” composta por esquerdistas que se propõe a passar a ditadura militar à limpo, aproveita a oportunidade para lucrar e perseguir aqueles que não permitiram que o regime comunista fosse implantado no Brasil, que foram mortos por “Genoínos”, “Dirceus” e “Dilmas”, que hoje nadam em dinheiro, e recebem indenizações milionárias e são donos de grandes empresas e conglomerados de comunicação, enquanto que os militares e seus familiares, não tem nem onde morar. Não existe nenhum general de Exercito que lutou contra os comunistas, que seja rico hoje, nem mesmo os que foram presidentes do país.

Não sou à favor dos excessos cometidos de ambos os lados na época da ditadura, mas entendo que a conjuntura do país exigia isso, o momento de luta era propício para que isso acontecesse de ambos os lados. A luta não era por liberdade por parte dos esquerdistas, mas sim por parte dos militares que impediram que a escravidão do comunismo se instalasse no país.

Sou à favor de toda manifestação ordeira e pacífica, mas sei que é impossível controlar os arruaceiros que se infiltram no movimento para fazer baderna.

Creio que a cobrança para que os crentes participem ativamente das manifestações é legítima, mas não é justa. Não é justa porque o maior problema do país não está nas estruturas de poder ou de política, está no coração do homem. A maioria desses que se embrenham nas multidões das passeatas estão cobrando do outro aquilo que eles mesmos não fazem. Cobram justiça e agem com injustiça.

Quem é que financia o tráfico de drogas, senão muitos dos que estão levantando bandeiras contra a corrupção na política? E os que estão adulterando, mentindo, enganando, roubando, traindo. A indústria pornográfica que arrecada por ano mais do que muitos países e os viciados em pornografia da Internet, tem alguma moral para reivindicar alguma coisa?

Pequenas coisas que revelam a maldade no coração do brasileiro e que lhes tira o direito de reivindicar até que mudem a sua atitude e chore o seu pecado. Quando parados por irregularidades no transito, subornam e são subornados. Apoiam movimentos de ataque às famílias só pra agradar gente poderosa ou pra simplesmente se divertir.

E nós que também apoiamos as emissoras que escondem a verdade do povo para não contrariar anunciantes ou não ofender o governo que distribui as concessões, gente que esconde os podres uns dos outros para usar como moeda de troca quando lhes for conveniente. Isso é justo? Isso é certo? É, eu sei, tem gente que acha justo e certo! Mas que moral você tem de reivindicar se você pensa assim?

Respondendo aos que acham que os pastores e os crentes deveriam se manifestar ai nesses movimentos respondo: Não adinata ficar na dúvida entre o "sim" e o "não". Nas Escrituras as coisas são SIM ou NÃO, não há espaço para o "quem sabe". Jesus nunca foi um revolucionário político, nunca se manifestou contra nada a não ser contra o pecado. É justamente ai que está o ponto. Se a nossa sociedade é corrupta em todos os níveis, por que os "crentes" teriam de se posicionar ao lado dos incrédulos, corruptos, baderneiros na luta por questões políticas, quando o problema é ético, moral e pecaminoso?

Nós "crentes" primeiramente temos de fazer a "mea-culpa", admitir que estamos longe do padrão de Deus expresso em sua Palavra e dizermos aos outros que o problema não está nas estruturas políticas e de poder, mas no coração do homem. Jesus ensinou isso, está claro na Escritura.

Quando os crentes se envolveram em episódios parecidos nas décadas de 60, 70, 80 e 90, os prejuízos para a espiritualidade foram enormes e nós colhemos os maus frutos até hoje, tai os PTralhas no comando, tai os esquerdistas querendo transformar o país numa "Sodoma e Gomorra" e por mais triste que seja, com o apoio de "crentes".

Dizem que tem acontecido avanços, por exemplo a "redução de passagens em algumas capitais", isso é ridículo, dizer que isso é avanço é ofender a minha inteligência. Avanço seriam hospitais que atendessem a população com qualidade. Avanço seria patrulhamento das fronteiras para coibir o tráfico de drogas. Avanço seria botar na cadeia, José Genoino, José Dirceu, João Paulo Cunha e Lula. Avanço seria um orçamento melhor significativo para a educação e outro pra segurança. Avanço seria acabar com a farra da Globo, Record, Rede TV e outras emissoras que inundam os nossos lares todos os dias com veneno e lixo moral e os crentes nem pensam em abalar a audiência, porque se deleitam com o lixo que despejado em suas salas.


Precisamos refletir sobre estas coisas, para só à partir dai, cumprirmos e vermos cumprido em nós, Mateus 6:33.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

AS SEIS LINHAS QUE OS PASTORES NUNCA DEVEM CRUZAR PARA NÃO CAIREM NO PECADO DA LUXÚRIA E DO ADULTÉRIO

Muitas pessoas creditam a queda de um ministro às mulheres “atiradas” que se “jogam” para seduzir, no entanto, os pastores que caem não são vítimas. Às vezes as mulheres são algozes, outras vezes são vítimas.

Infelizmente temos de admitir que existem pastores que são predadores sexuais e a conclusão a que chegamos é que cada um desses ou estão fora do ministério ou estão saindo.

Nos últimos 10 anos, pelo menos 10 ministros foram exonerados do nosso Sínodo porque não observaram princípios como esses colocados abaixo. Se observarmos esses princípios, não estaremos totalmente imunes, mas evitaremos problemas pra nós e para nossas famílias e igrejas em pelo menos 95% das vezes.

Podemos afirmar com certeza de que nenhum adúltero entra para o ministério com essas intenções sórdidas. O que ocorre é que a medida que o tempo passa, ele não observa os sinais perigosos à sua frente e por outro lado, começa a gostar de chegar perto do perigo, até o vício se instalar, ai uma coisa leva à outra.

Convido os jovens ministros, que estão assumindo o ministério e até os ministros mais experientes e os presbíteros e líderes da igreja, a observarem as orientações abaixo para não caírem no pecado da luxúria.

1 – EVITE ABRAÇAR AS MULHERES

A não ser que seja a sua mulher, evite abraçar outras mulheres. As pessoas gostam de ser tocadas, mas esse é um gesto perigoso para o ministério pastoral e, portanto, deve ser evitado.
O toque na verdade, segundo a psicologia, indica uma necessidade física ou emocional e isso não é adequado ao ministério pastoral.
O ministro deve manter-se irrepreensível, que ninguém lhe aponte o dedo, por isso, evite o abraço.

2 – NÃO FIQUE SOZINHO COM UMA MULHER EM SEU GABINETE OU EM OUTRO LUGAR QUALQUER

Se uma mulher lhe procurar e lhe dizer que precisa falar com você depois do culto, procure um banco da igreja onde todos possam ver, mas distante o suficiente para que não ouçam a conversa. Se a mulher insistir a ir ao seu gabinete ou a ficar num ambiente reservado, leve a sua esposa junto.

Se precisar aconselhar uma mulher e que não possa a conversa ser ouvida por outra pessoa, antes de isso acontecer, mande construir o gabinete pastoral todo em vidro transparente, como os departamentos de agências bancárias, e a sala da secretária bem em frente. Caso esse aconselhamento precise ser feito, deixe sempre alguém em frente a sala que não ouça a conversa, mas saiba o que está acontecendo lá dentro.

3 – EVITE PERFUMES CAROS

Parece até ridículo o que estamos dizendo, mas o perfume aguça a sensibilidade da mulher. O pastor deve ser o mais discreto possível nessa área. Não exale mau cheiro, mas também evite as fragrâncias especiais. Quando um homem usa essas fragrâncias ele emite um sinal sutil, e o ministro não deve ser assim.

4 – NÃO FAÇA VISITAS PASTORAIS SOZINHO

Você tem uma esposa, é ela quem deve acompanha-lo, mas se em todo caso ela não puder por motivo de trabalho ou por outro motivo qualquer, leve consigo um presbítero ou um diácono, nunca vá só ou com uma mulher que não seja a sua.

5 – EVITE QUALQUER QUE SEJA O ELOGIO A UMA MULHER QUE NÃO SEJA A SUA

Muitos ministros caem aqui, isso é fato, mas devem evitar os elogios à aparência das mulheres de sua igreja, principalmente os elogios específicos, como ao seu vestido, ou a sua estética. Não ultrapasse essa linha.

Lembro-me que a muitos anos eu havia aprendido, observando um experiente pastor que dizia o mesmo elogio a todas as mulheres da igreja, jovens ou não. Quando no início do meu ministério eu fui fazer o mesmo, isso gerou uma interpretação errada de uma irmã, e eu, pensando melhor, nunca mais fiz isso.

6 – NÃO SE PERMITA FANTASIAR OU COMPARAR COM OUTRAS MULHERES

Sua esposa odiaria ser comparada com outra mulher. Esse tipo de comparação é uma afronta e uma humilhação a sua esposa. Também não fantasie com uma mulher, porque a maioria dos pecados começa na mente e ai quando surge a oportunidade aquele que fantasia já está pronto por causa das suas fantasias anteriores.

Foi o que Jesus ensinou:

“... aquele que olhar pra uma mulher com intenção impura no coração,  já cometeu adultério com ela”. (Mat. 5:28).

O Salmo 19: 14 nos ensina:

“Que as palavras da minha boca e o meditar do meu coração, sejam agradáveis a ti, Senhor, Rocha minha e redentor meu!”


Mas e quando essas coisas acontecem ao contrário, ao invés do pastor, do presbítero, do diácono ou qualquer irmão ser o algoz, ele é a vítima, o que fazer?

1 - Por exemplo, quando for elogiado por uma mulher, o que fazer?

- “pastor o senhor está bonito hoje”.

Desconverse, mude de assunto, saia de perto, mostre que você não admite esse tipo de elogio a não ser da sua esposa.

Quem é inseguro absorve esses elogios como uma esponja absorve a água. Porém, o pastor que é pastor verdadeiro e que não está em busca de elogios e não é inseguro, mas “completo em Cristo” (Col. 2.10), não se deixará seduzir por elogios de quem quer que seja, de qualquer que seja a natureza.

2 – Se você está perto de uma mulher que não seja a sua esposa, e sente-se incomodado com a situação, pois parece que você está atraído por ela, afaste-se rapidamente, invente uma desculpa e saia. Minha avó sempre me dizia: “meu neto, se você dança com o Diabo o Diabo não muda, mas ele muda você!”.

Ore a Deus, peça que Deus lhe proteja e lhe dê sabedoria e discernimento para que você saiba que está prestes a cair na armadilha de Satanáz. Você não vai destruir a sua vida, ministério, reputação e sua família, por causa do seu sentimento, ou vai? Lembre-se do que diz Jeremias: “Enganoso é o coração mais do que todas as coisas e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9).

3 – Centralize o seu amor a Deus e depois à sua esposa e família. “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela”. (Efésios 5: 25).

O melhor meio de um ministro ficar livre das tentações e transgressões sexuais no seu ministério é manter um bom relacionamento com a sua esposa. Foi o que Salomão, na sua experiência advertiu a seu filho: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço”. (Prov. 5.15). Escreva no rodapé de sua Bíblia: “Concentrar-me-ei na minha esposa”.

4 – Encontre alguém sério e experiente para ser o seu mentor.

O crente sábio sempre tem alguém a quem prestar contas. Normalmente é uma pessoa mais velha e mais experiente, que já passou por tudo no ministério e saiu incólume e vencedor.

Se você encontrar essa pessoa, encontre-se com ele frequentemente, de modo que possa falar o que vai em sua mente. Essa pessoa deve ser um homem de oração e que irá orar com você e por você.

5 – Tema ao Senhor.

Qual é a sua responsabilidade para com Deus? “O temor do Senhor é o princípio do saber, mas os loucos desprezam a sabedoria e o ensino”. (Pv. 1:7). O apóstolo Paulo diz:
“E assim, conhecendo o temor do Senhor, persuadimos os homens e somos cabalmente conhecidos por Deus; e espero que também a vossa consciência nos reconheça”. (II Cor. 5:11).

O que Deus espera de nós é que sejamos fieis: “... O que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”. (I Cor. 4:2).

Aplicação:
Se você é um ministro experiente e já passou por situações difíceis e enfrentou as tentações, passando por elas sem envergonhar o nome de Cristo, então você tem muito o que oferecer aos jovens pastores que estão iniciando a sua caminhada.

Estenda as mãos a esses jovens que estão começando o seu ministério, almoce com eles, ensine-os sobre as agruras do ministério, fale com ele e com a s sua esposa, fale da solidão do ministério e de que forma um pode suprir essa solidão no outro.

As igrejas não entendem o que o seu pastor tem de enfrentar diariamente, eles somente cobram que o seu trabalho seja feito e pronto.

Entenda querido ministro ou oficial de nossas igrejas no Brasil, o objetivo de sua vida não é ganhar dinheiro, ficar rico, ou ter o maior número possível de diplomas, mas sim, de ser fiel.

Jesus Cristo, nosso modelo de ministério, já próximo do fim do seu ministério terreno disse: “Já não falarei muito convosco, porque ai vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim”. (João 14:30).

Que nós não tenhamos nada em nós que a atração magnética do Diabo nos atraia para que possamos dizer com Cristo:


“Ele não tem nada em mim”.

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