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COMO É BOM E COMO É AGRADÁVEL QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO!

Por
Rev. João d'Eça
Sermão pregado na IPB Monte Moriah no dia 21/09/08.

Texto: Salmo 133 1. Oh! Como é bom e agradável Viverem unidos os irmãos! 2. É como óleo precioso sobre a cabeça, O qual desce para a barba, a barba de Arão, E desce para a gola de suas vestes. 3. É como o orvalho do Hermon, Que desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o Senhor a sua benção e a vida Para sempre.

OS BENEFÍCIOS DA COMUNHÃO DOS SANTOS Introdução: Davi é o autor deste soneto cintilante. Por experiência própria, Davi, sabia que a amargura foi a causa de divisões nas famílias, e agora estava preparado para celebrar a benção da unidade pela qual ele tanto ansiava. Este salmo foi escrito suavemente, não há palavras duras, o que há é doçura e suavidade. Diferente do Salmo 110, onde são usadas palavras bem fortes e duras, aqui, o salmista fala de paz e de afabilidade. Este era o hino de alegria pelo retorna a Sião e pela alegria de estarem vendo a união de todas as tribos em torno de um objetivo comum, em torno da sua religiosidade comum. Agora Israel está unido em torno do Senhor e das suas promessas. Não é surpresa para ninguém, que quando os irmãos vivem unidos, o Senhor Deus também está unido com eles.

I - PRIMEIRO BENEFÍCIO: “É BOM E AGRADÁVEL”. A PIMEIRA QUALIDADE: É BOM. Quando vemos esse tipo de união nas igrejas, ficamos admirados, porque infelizmente, não é comum ser assim, mas, no entanto, é essa a característica dos verdadeiros santos. “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos”. Essa é a condição excelente de vida que o Senhor quer que vivamos. No uso que o salmista faz da palavra “COMO” por duas vezes – “Como é bom e como é agradável que os irmãos vivam em união”, ele nos convida a ver com nossos próprios olhos, os benefícios dessa condição. A combinação de dois adjetivos “bom” e “agradável” é notável aqui. Para uma coisa ser boa, é algo que tem de ser especial, mas também, para ser agradável, tem de ser muito melhor. “Boa” e “agradável”, essa é a qualidade da vida dos crentes que vivem em união. Quando irmãos podem viver juntos debaixo de um mesmo teto, sem brigas, sem discussões, então a comunhão entre eles é um exemplo que os de fora desejam imitar. Somos da mesma família cristã, e, para o nosso conforto e bem-estar, não deve haver atritos entre nós. Infelizmente, em muitas famílias existem atritos entre irmãos e isso gera um espetáculo que não é nem “bom” e nem “agradável”. A união cristã é sempre “boa” e “agradável”. É bom para nós, bom para os irmãos, bom para os novos convertidos, bom para a igreja, bom para todos, e é “agradável” viver assim. Uma igreja que vive unida em serviço a Deus, é um testemunho contagiante para os que vivem em redor. O Senhor Deus quer que vivamos em união, porque: a) – Deus é o próprio autor da vida em união e em paz. “Porque Deus não é Deus de confusão e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos” (I Corintios 14: 33). b) – Porque viver em União é Bom. Porque o amor que produz união é fruto do Espírito (Gal. 5: 22). Viver em amor e união é espiritualmente bom. É a vida “boa” que nasce em nós com a regeneração. c) – Viver em união é bom tanto nos efeitos quanto nas consequências. Os que convivem unidos só levam vantagem em tudo, vantagem espiritual fazendo o bem e recebendo o bem. A SEGUNDA QUALIDADE, AGRADÁVEL.. 1 – É agradável a Deus, é aceitável a Ele. Sendo o Senhor o Deus da paz, ele se alegra em ver os seus filhos vivendo em paz e em harmonia. Assim como filhos bons, educados, pacíficos, alegram os corações dos seus pais, assim também, os crentes que vivem em união, alegram o coração de Deus. 2 – A união fraternal é também agradável a nós mesmos que temos prazer em viver assim. 3 – A união fraternal alegra todas as pessoas. Eles vêem e dizem: - Veja como é agradável a vida que eles vivem! “Aquele que deste modo serve a Cristo, é agradável a Deus e aprovado pelos homens” (Romanos 14: 18).

A palavra “agradável” aqui é a mesma usada em Hebreus, para a harmonia musical. Quando as cordas do instrumento são afinadas e tocadas para a composição de uma linda melodia. Isto é agradável para os que ouvem. Assim é também agradável ver a união entre os irmãos. A mesma palavra é também usada na Bíblia para referir-se à doçura do mel, para referir-se ao óleo precioso que correu pela barba de Arão e para referir-se também, ao orvalho que caiu do monte Hermon e nas colinas de Sião, tudo isso para exemplificar como é “agradável” a união entre os irmãos. JUNTOS EM UNIDADE. O apóstolo João ora a Deus pedindo que os cristãos “sejam um” em Cristo, assim como Cristo é um com o Pai (João 17: 21). Em I Cor. 1. 10, Paulo roga aos irmãos em nome de Jesus, que não permitam divisões entre si. Ele diz:

“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.” Quem promove divisões entre os irmãos é Satanás: “O inimigo que o semeou é o diabo...”(Mateus 13: 39). Ele separou primeiro os homens de Deus e depois separou uns dos outros. II – SEGUNDO BENEFÍCIO: É UMA CONDIÇÃO SAGRADA. (V, 2) – “É como óleo precioso sobre a cabeça o qual desce para a barba. A barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes”. A união entre os irmãos é como o cheiro de um perfume precioso. O salmista o compara com o ritual sagrado da unção com o óleo precioso. Este óleo não podia ser derramado sobre qualquer pessoa, mas somente naqueles escolhidos por Deus. Assim como o óleo precioso é derramado sobre a cabeça e escorre pela barba, descendo até as vestes, assim também, é a união entre os irmãos. A união cristã não escolhe as pessoas, não faz acepção, atinge a todas as classes sociais, todos são abençoados com o derramamento do óleo precioso, até os mais humildes. O óleo precioso não permaneceu limitado em um só lugar, ele desceu da cabeça para a barba, desceu da barba para a gola, desceu da gola para as vestes, ungindo e abençoando cada parte. Assim também, irmãos, quando a união cristã é exercida, não cessa de abençoar a toda a igreja. O amor de Deus flui. Ele é derramado sobre a cabeça, mas não fica restrito a ela, ele flui por todo o corpo de Cristo que é a igreja. O amor de Deus em nossos corações tem que nos unir, não pode ficar restrito a nós. Se há um irmão humilde, esse é representado pela orla das vestes do sacerdote, até lá chegou o óleo sagrado e precioso, o amor de Deus derramado em meu coração tem de chegar até ele. O amor fraternal vem da cabeça, mas vai até os pés. O seu modo de derramamento é descendente. Se não for derramado dos nossos corações não flui, não alcança os mais humildes, e isso não é o amor de Deus. Jesus desceu da sua glória para nos salvar e nos dá nova vida nEle. É nos laços de Jesus Cristo, nosso Sumo-Sacerdote, que somos irmãos. Estejamos onde estivermos, seremos sempre irmãos em Cristo, seja no Norte, seja no Sul, seja em Sião, somos irmãos e devemos ser unidos em Cristo, isto dá alegria ao coração de Deus. Somos a família do Senhor. O nosso laço de comunhão consiste em fluir a união para a vida dos irmãos, em correr para a união com os irmãos. Assim como o orvalho do Hermon desceu sobre os montes de Sião e depois que o sol nasceu produziu vida em abundância, verdor e frescor de Deus para a região, assim também nós, devemos inundar de benção os nossos irmãos em Cristo. III – TERCEIRO BENEFÍCIO: UNIÃO FRATERNAL ETERNA. “É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o Senhor a sua benção e a vida para sempre.” MONTE HERMOM: O Monte Hermom, é uma montanha de 2.814 metros de altura e fica ao norte de Israel na Síria, e é a montanha mais alta do lugar. Sua altura permite que ele seja avistado de quase toda região palestina. Está do outro lado do rio Jordão. Fica coberto de neve quase o ano todo. A neve que derrete dele, é o principal suprimento do rio Jordão. O orvalho do Hermom desce até os montes de Sião, onde fertiliza a terra e com o nascer do sol, as sementes trazidas pelo vento ou nos pés e bicos dos passarinhos, nascem, produzindo vida para a região antes deserta. O salmista compara a União entre os irmãos em Cristo a esse processo de vitalização da secura do deserto da alma humana. A união e o amor entre os irmãos enche de alegria o coração uns dos outros e o coração de Deus. Assim como o orvalho do Hermom desce do lugar mais alto para o lugar mais baixo, santificando, revitalizando, dando vida e crescimento de graça para todas as plantas, assim também nós, os cristãos devemos ser fonte de Graça para os irmãos em Cristo. O SENHOR ORDENA A BENÇÃO ETERNAMENTE. No lugar onde o amor fraterno é abundante, no lugar onde as pessoas desejam viver em união fraternal cristã, lá o Senhor comanda a benção. O Senhor dá o melhor dele, a vida eterna para que todos desfrutem da eternidade com Deus. Iremos viver e amar eternamente, é isso que faz a vida cristã em união fraternal, tão “boa” e “agradável”. Para o nosso Senhor é o óleo precioso sendo derramado, assim como o “orvalho do Hermom”. Essa virtude de vida cristã que a Escritura ensina para nós hoje, não é igual aquele amor que vem a vai, não é o espírito que separa e exclui, mas que convive junto em união, não é aquela que debate coisas infrutíferas, mas aquela que pensa em unidade. Nós nunca experimentaremos o poder completo desse “óleo precioso” derramado, até que tenhamos um só coração e um só espírito. Deus envia a sua benção onde a paz é cultivada, onde o Senhor testemunha a União Cristã entre os irmãos, dentro das nossas igrejas, no seio das nossas famílias e entre o povo que se chama pelo nome de cristãos, ai o Senhor faz chover as suas bênçãos e nós somos santificados. CONCLUSÃO: Os Benefícios da Comunhão dos Santos é expressado neste Salmo 133, assim como está esboçado no próprio Salmo. 1 – É bom e é agradável que os irmãos vivam em união – É saúde para o corpo, para a emoção, para a alma e para o espírito. 2 – É comparado à unção com o óleo sagrado e precioso, no qual os reis e sacerdotes eram ungidos – Vem de Deus e através de nós espalha-se entre os outros ao nosso redor e com quem temos contato. 3 – É comparado com o florescimento de um deserto – Nós somos instrumentos de irrigação espiritual, de inundar com a graça de Deus, do seu amor e da sua santa união entre os irmãos. Vai da cabeça aos pés, abrangendo a todos, sem acepção de pessoas.

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