Mostrando postagens com marcador Benção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Benção. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de setembro de 2015

E OS TEUS BENS, INCLUSIVE O DINHEIRO, A QUEM PERTENCE?


Malaquias 3.7-12

Introdução:

 Algum tempo eu venho sendo indagado sobre o dízimo, se é uma ordenança bíblica ou se é meramente uma prática cultural judaica e que nada tem a ver conosco. Ninguém pode negar que o dízimo pertence ao Senhor. Muitos dizem que o dízimo era uma espécie de imposto aos judeus e que não teria nenhuma relação com o Novo Testamento.

Tendo como base a Escritura Sagrada, procurarei dar aqui uma exposição em ordem sobre o dízimo e como ele foi instituído não como um sistema de imposto para os judeus, mas como uma ordenança divina para todos os fiéis em toda e qualquer geografia e em todas as épocas.


Antes da Lei - Melquisedeque


Antes mesmo de existir a nação judaica, ainda nem mesmo existia a lei do Sinai, os crentes já consagravam os seus dízimos ao Senhor. Abraão entregou o seu dízimo a Melquisedeque e Jacó prometeu consagrar a Deus o dízimo de tudo o que possuía e essa decisão nos leva a entender que fosse uma prática entre aqueles que temiam a Deus.

Quando o dízimo foi instituído na lei mosaica como a expressão de lealdade para com o Senhor, não se constituía em uma lei nova, mas era o reconhecimento de um dever bem conhecido entre os hebreus antigos.


Medo de faltar o sustento


Para muitas pessoas é muito difícil retirar o dízimo de seus rendimentos mensais ou anuais. Com uma economia estável, muitos americanos e ingleses, sabendo dos seus rendimentos anuais, dizimam uma vez por ano, no valor correspondente aos doze meses do ano, assim muitas igrejas já estabelecem os seus orçamentos dentro dessa realidade. Para esses que acham que custa muito separar o seu dízimo, custa muito mais retê-lo e não contribuir, deixando a carga nos ombros de uns poucos na igreja. A avareza (amor ao dinheiro) causou muitas vezes o castigo pela infidelidade ao povo.

O mandamento de entregar todos os dízimos é um mandato literal, ou a pessoa obedece ou não. O povo foi chamado de roubadores de Deus, eles eram argentalhos, assim como muitos hoje o são. Esses nunca prosperarão nas bênçãos do Senhor, porque não são honestos para com Ele.

Os que tentam dar uma interpretação espiritual ao texto de Malaquias 3, tem uma péssima exegese, uma falsa teologia e uma prática pior ainda. A exortação do Senhor ao povo é que ele os deixaria por eles não cumprir com as suas obrigações pecuniárias.


Jesus ordenou o dízimo


Ainda há a ideia de muitos que dizem que o N.T. não legaliza a lei do dízimo. Dizem que a ordenança no N.T. é de contribuir livremente, sem nenhuma estipulação de percentual. Quem defende essa ideia, acaba por não obedecer nenhum outro mandato do Senhor, por exemplo, com relação ao Dia do Senhor, ou seja, acabam transformando os mandamentos do Senhor em coisa de pouca monta. Querem servir a Deus de acordo com as suas próprias elucubrações, e não como o Senhor ordena.

Jesus Cristo disse para sermos dizimistas. Em Mateus 23.23, diz: “Ai de vós escribas e fariseus hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas”. Quando o texto diz “devíeis, porém, fazer estas cousas, sem omitir aquelas”. Está dizendo: “lembre-se dos preceitos da lei: justiça, misericórdia e fé, mas não deixem de entregar o dízimo”.

Devemos contribuir para o tesouro da casa de Deus, da mesma forma como ele nos tem dado o que temos. Quando a situação fica a nosso critério, a nossa avareza e a falta de fé por causa da nossa natureza caída, falará mais alto, principalmente quando ainda não somos convertidos.

Como cidadãos do nosso país nós pagamos os nossos impostos proporcionalmente, assim também Deus exige de nós que lhe consagremos os nossos bens também de forma proporcional e assim reconhecemos que tudo pertence a ele.

O Senhor pede de nós, além dos nossos dízimos, a sétima parte do nosso tempo e muitos dizem que isso é demais para um pobre pai de família assalariado que precisa do máximo de tempo para ganhar o seu sustento e de sua família. Existem tantos que estão sendo privados das bênçãos de Deus por causa da sua desobediência. Nenhum ser humano consegue trabalhar dez dias seguidos sem descansar, por isso Deus instituiu o Dia de Descanso. Nem mesmo a Revolução Francesa quando instituiu a semana de dez dias, pôde sobreviver por muito tempo. Deus exige a sétima parte do nosso tempo e o dízimo de toda nossa renda, este é um mandamento tão imperioso quanto aquele.
 
Conclusão:
 
Quando a pessoa não entrega o seu dízimo ao Senhor, através da tesouraria da igreja, por medo de lhe faltar a subsistência ou por qualquer outro motivo que seja, esse medo revela ser filho da incredulidade nas promessas do Senhor. Os que estão em conformidade com as leis de Deus, certamente serão abençoados. Muitos estão experimentando a satisfação de serem dizimistas. Experimente você, confie no Senhor, ele honrará a sua fé e lhe abençoará.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A VOZ DO SENHOR

"Disse Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram". (João 20:29)


Muitos olham para os milagres como a prova que eles precisam para confiar em Deus. “Os judeus pedem sinais" (1 Coríntios 1:22). E nós também. No entanto, Jesus prometeu uma bênção especial para aqueles que creêm.

Precisamos reconhecer a obra de Deus nas experiências cotidianas da vida, não apenas em sinais sobrenaturais e maravilhas. Os seus milagres que estão conosco todos os dias. Tudo na vida pode ser considerado um grande milagre que Deus está continuamente realizando para nós e através de nós.

Deus se revela através do sobrenatural, bem como através dos atos cotidianos de sua providência. Através da providência, podemos, por meio da fé, descobrir a realidade da presença diária de Deus em nossas vidas. É aí que temos de ancorar as nossas almas.

O sinal de que devemos buscar é o sinal da sua vinda; a maravilha que podemos experimentar diáriamente é o seu poder de transformação que nos torna mais parecidos com Jesus, nosso Senhor.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

COMO É BOM E COMO É AGRADÁVEL QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO!

Por
Rev. João d'Eça
Sermão pregado na IPB Monte Moriah no dia 21/09/08.

Texto: Salmo 133 1. Oh! Como é bom e agradável Viverem unidos os irmãos! 2. É como óleo precioso sobre a cabeça, O qual desce para a barba, a barba de Arão, E desce para a gola de suas vestes. 3. É como o orvalho do Hermon, Que desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o Senhor a sua benção e a vida Para sempre.

OS BENEFÍCIOS DA COMUNHÃO DOS SANTOS Introdução: Davi é o autor deste soneto cintilante. Por experiência própria, Davi, sabia que a amargura foi a causa de divisões nas famílias, e agora estava preparado para celebrar a benção da unidade pela qual ele tanto ansiava. Este salmo foi escrito suavemente, não há palavras duras, o que há é doçura e suavidade. Diferente do Salmo 110, onde são usadas palavras bem fortes e duras, aqui, o salmista fala de paz e de afabilidade. Este era o hino de alegria pelo retorna a Sião e pela alegria de estarem vendo a união de todas as tribos em torno de um objetivo comum, em torno da sua religiosidade comum. Agora Israel está unido em torno do Senhor e das suas promessas. Não é surpresa para ninguém, que quando os irmãos vivem unidos, o Senhor Deus também está unido com eles.

I - PRIMEIRO BENEFÍCIO: “É BOM E AGRADÁVEL”. A PIMEIRA QUALIDADE: É BOM. Quando vemos esse tipo de união nas igrejas, ficamos admirados, porque infelizmente, não é comum ser assim, mas, no entanto, é essa a característica dos verdadeiros santos. “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos”. Essa é a condição excelente de vida que o Senhor quer que vivamos. No uso que o salmista faz da palavra “COMO” por duas vezes – “Como é bom e como é agradável que os irmãos vivam em união”, ele nos convida a ver com nossos próprios olhos, os benefícios dessa condição. A combinação de dois adjetivos “bom” e “agradável” é notável aqui. Para uma coisa ser boa, é algo que tem de ser especial, mas também, para ser agradável, tem de ser muito melhor. “Boa” e “agradável”, essa é a qualidade da vida dos crentes que vivem em união. Quando irmãos podem viver juntos debaixo de um mesmo teto, sem brigas, sem discussões, então a comunhão entre eles é um exemplo que os de fora desejam imitar. Somos da mesma família cristã, e, para o nosso conforto e bem-estar, não deve haver atritos entre nós. Infelizmente, em muitas famílias existem atritos entre irmãos e isso gera um espetáculo que não é nem “bom” e nem “agradável”. A união cristã é sempre “boa” e “agradável”. É bom para nós, bom para os irmãos, bom para os novos convertidos, bom para a igreja, bom para todos, e é “agradável” viver assim. Uma igreja que vive unida em serviço a Deus, é um testemunho contagiante para os que vivem em redor. O Senhor Deus quer que vivamos em união, porque: a) – Deus é o próprio autor da vida em união e em paz. “Porque Deus não é Deus de confusão e sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos” (I Corintios 14: 33). b) – Porque viver em União é Bom. Porque o amor que produz união é fruto do Espírito (Gal. 5: 22). Viver em amor e união é espiritualmente bom. É a vida “boa” que nasce em nós com a regeneração. c) – Viver em união é bom tanto nos efeitos quanto nas consequências. Os que convivem unidos só levam vantagem em tudo, vantagem espiritual fazendo o bem e recebendo o bem. A SEGUNDA QUALIDADE, AGRADÁVEL.. 1 – É agradável a Deus, é aceitável a Ele. Sendo o Senhor o Deus da paz, ele se alegra em ver os seus filhos vivendo em paz e em harmonia. Assim como filhos bons, educados, pacíficos, alegram os corações dos seus pais, assim também, os crentes que vivem em união, alegram o coração de Deus. 2 – A união fraternal é também agradável a nós mesmos que temos prazer em viver assim. 3 – A união fraternal alegra todas as pessoas. Eles vêem e dizem: - Veja como é agradável a vida que eles vivem! “Aquele que deste modo serve a Cristo, é agradável a Deus e aprovado pelos homens” (Romanos 14: 18).

A palavra “agradável” aqui é a mesma usada em Hebreus, para a harmonia musical. Quando as cordas do instrumento são afinadas e tocadas para a composição de uma linda melodia. Isto é agradável para os que ouvem. Assim é também agradável ver a união entre os irmãos. A mesma palavra é também usada na Bíblia para referir-se à doçura do mel, para referir-se ao óleo precioso que correu pela barba de Arão e para referir-se também, ao orvalho que caiu do monte Hermon e nas colinas de Sião, tudo isso para exemplificar como é “agradável” a união entre os irmãos. JUNTOS EM UNIDADE. O apóstolo João ora a Deus pedindo que os cristãos “sejam um” em Cristo, assim como Cristo é um com o Pai (João 17: 21). Em I Cor. 1. 10, Paulo roga aos irmãos em nome de Jesus, que não permitam divisões entre si. Ele diz:

“Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer.” Quem promove divisões entre os irmãos é Satanás: “O inimigo que o semeou é o diabo...”(Mateus 13: 39). Ele separou primeiro os homens de Deus e depois separou uns dos outros. II – SEGUNDO BENEFÍCIO: É UMA CONDIÇÃO SAGRADA. (V, 2) – “É como óleo precioso sobre a cabeça o qual desce para a barba. A barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes”. A união entre os irmãos é como o cheiro de um perfume precioso. O salmista o compara com o ritual sagrado da unção com o óleo precioso. Este óleo não podia ser derramado sobre qualquer pessoa, mas somente naqueles escolhidos por Deus. Assim como o óleo precioso é derramado sobre a cabeça e escorre pela barba, descendo até as vestes, assim também, é a união entre os irmãos. A união cristã não escolhe as pessoas, não faz acepção, atinge a todas as classes sociais, todos são abençoados com o derramamento do óleo precioso, até os mais humildes. O óleo precioso não permaneceu limitado em um só lugar, ele desceu da cabeça para a barba, desceu da barba para a gola, desceu da gola para as vestes, ungindo e abençoando cada parte. Assim também, irmãos, quando a união cristã é exercida, não cessa de abençoar a toda a igreja. O amor de Deus flui. Ele é derramado sobre a cabeça, mas não fica restrito a ela, ele flui por todo o corpo de Cristo que é a igreja. O amor de Deus em nossos corações tem que nos unir, não pode ficar restrito a nós. Se há um irmão humilde, esse é representado pela orla das vestes do sacerdote, até lá chegou o óleo sagrado e precioso, o amor de Deus derramado em meu coração tem de chegar até ele. O amor fraternal vem da cabeça, mas vai até os pés. O seu modo de derramamento é descendente. Se não for derramado dos nossos corações não flui, não alcança os mais humildes, e isso não é o amor de Deus. Jesus desceu da sua glória para nos salvar e nos dá nova vida nEle. É nos laços de Jesus Cristo, nosso Sumo-Sacerdote, que somos irmãos. Estejamos onde estivermos, seremos sempre irmãos em Cristo, seja no Norte, seja no Sul, seja em Sião, somos irmãos e devemos ser unidos em Cristo, isto dá alegria ao coração de Deus. Somos a família do Senhor. O nosso laço de comunhão consiste em fluir a união para a vida dos irmãos, em correr para a união com os irmãos. Assim como o orvalho do Hermon desceu sobre os montes de Sião e depois que o sol nasceu produziu vida em abundância, verdor e frescor de Deus para a região, assim também nós, devemos inundar de benção os nossos irmãos em Cristo. III – TERCEIRO BENEFÍCIO: UNIÃO FRATERNAL ETERNA. “É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali ordena o Senhor a sua benção e a vida para sempre.” MONTE HERMOM: O Monte Hermom, é uma montanha de 2.814 metros de altura e fica ao norte de Israel na Síria, e é a montanha mais alta do lugar. Sua altura permite que ele seja avistado de quase toda região palestina. Está do outro lado do rio Jordão. Fica coberto de neve quase o ano todo. A neve que derrete dele, é o principal suprimento do rio Jordão. O orvalho do Hermom desce até os montes de Sião, onde fertiliza a terra e com o nascer do sol, as sementes trazidas pelo vento ou nos pés e bicos dos passarinhos, nascem, produzindo vida para a região antes deserta. O salmista compara a União entre os irmãos em Cristo a esse processo de vitalização da secura do deserto da alma humana. A união e o amor entre os irmãos enche de alegria o coração uns dos outros e o coração de Deus. Assim como o orvalho do Hermom desce do lugar mais alto para o lugar mais baixo, santificando, revitalizando, dando vida e crescimento de graça para todas as plantas, assim também nós, os cristãos devemos ser fonte de Graça para os irmãos em Cristo. O SENHOR ORDENA A BENÇÃO ETERNAMENTE. No lugar onde o amor fraterno é abundante, no lugar onde as pessoas desejam viver em união fraternal cristã, lá o Senhor comanda a benção. O Senhor dá o melhor dele, a vida eterna para que todos desfrutem da eternidade com Deus. Iremos viver e amar eternamente, é isso que faz a vida cristã em união fraternal, tão “boa” e “agradável”. Para o nosso Senhor é o óleo precioso sendo derramado, assim como o “orvalho do Hermom”. Essa virtude de vida cristã que a Escritura ensina para nós hoje, não é igual aquele amor que vem a vai, não é o espírito que separa e exclui, mas que convive junto em união, não é aquela que debate coisas infrutíferas, mas aquela que pensa em unidade. Nós nunca experimentaremos o poder completo desse “óleo precioso” derramado, até que tenhamos um só coração e um só espírito. Deus envia a sua benção onde a paz é cultivada, onde o Senhor testemunha a União Cristã entre os irmãos, dentro das nossas igrejas, no seio das nossas famílias e entre o povo que se chama pelo nome de cristãos, ai o Senhor faz chover as suas bênçãos e nós somos santificados. CONCLUSÃO: Os Benefícios da Comunhão dos Santos é expressado neste Salmo 133, assim como está esboçado no próprio Salmo. 1 – É bom e é agradável que os irmãos vivam em união – É saúde para o corpo, para a emoção, para a alma e para o espírito. 2 – É comparado à unção com o óleo sagrado e precioso, no qual os reis e sacerdotes eram ungidos – Vem de Deus e através de nós espalha-se entre os outros ao nosso redor e com quem temos contato. 3 – É comparado com o florescimento de um deserto – Nós somos instrumentos de irrigação espiritual, de inundar com a graça de Deus, do seu amor e da sua santa união entre os irmãos. Vai da cabeça aos pés, abrangendo a todos, sem acepção de pessoas.

Minhas postagens anteriores