sábado, 3 de março de 2007

EDUCAÇÃO E COAÇÃO.


Por.
Rev. João d'Eça.
Educação:
[Do lat. educatione.]
S. f.
1. Ato ou efeito de educar(-se).
2. Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social: 2
3. Os conhecimentos ou as aptidões resultantes de tal processo; preparo: 2
4. O cabedal científico e os métodos empregados na obtenção de tais resultados; instrução, ensino: 2
5. Nível ou tipo de ensino: 2
6. Aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas.
7. Conhecimento e prática dos usos de sociedade; civilidade, delicadeza, polidez, cortesia: 2
8. Arte de ensinar e adestrar animais; adestramento: 2 (Grifo Meu).
9. Arte de cultivar as plantas e de as fazer reproduzir nas melhores condições possíveis para se auferirem bons resultados.
(Dicionário Aurélio Século XXI, Edição Eletrônica)


COAÇÃO:
coação2
[Do lat. coactione.]
S. f.
1. Ato de coagir; coerção.
2. Estado de quem se vê coagido.
(Dicionário Aurélio Séculi XXI, Edição Eletrônica).
Antigamente a educação era muito diferente do que é hoje, desde o que se aprendia (conteúdo de ensino), como o modo como se aprendia (didática do ensino). Eu lembro que o meu aprendizado, a educação que tive, foi na base de conteúdo e de coação, sim, eu e os da minha geração, fomos, em certo sentido, coagidos a aprender e ao invés de ter sido prejudicial, foi até benéfico em alguns aspectos para a minha vida, e creio, para os da minha geração.

Quantas vezes nas aulas de Matemática, por exemplo, na hora da tabuada, ou até na aula de leitura, havia aquela competição pra saber quem iria usar mais a Palmatória, entre os alunos, ou se a professora é que iria usar para corrigir os erros dos que não estudavam. Quantas vezes eu não apanhei “bolos” nas mãos de um coleguinha ou da professora, porque eu não tinha me esforçado o suficiente, apesar de trágico, isso estimulava os alunos a se esforçarem mais, porque nós, ao invés de estudar iamos brincar e não faziamos os deveres. É caros leitores, eram tempos em que nós reconhecíamos uma autoridade, onde tínhamos respeito pelos mais velhos e principalmente pelos professores e mestres.
Lembro uma vez em que fiquei muito zangado porque a professora me bateu com a palmatória por causa de uma traquinagem que eu fiz. Ao chegar em casa, ainda chorando, contei pra minha mãe. Ela depois de ouvir, pegou-me pelo braço e aplicou-me umas novas palmadas dizendo pra eu me comportar e respeitar a professora. Antes eu pensei que minha mãe iria apoiar o meu erro e reclamar com a professora, por isso chorei. Mas quando peguei umas novas palmadas, imediatamente me calei e entendi que eu é que fui o culpado e aprendi o que significa hierarquia e respeito, nunca mais apanhei, a partir daquele momento, levei o estudo a sério.

Antes os alunos apanhavam com a régua ou com a palmatória, hoje porém, eles apanham da vida, cada dia que passa, fica mais difícil passar no vestibular, fica mais difícil passar em um concurso público. Como bem disse alguém : “A vida é a maior universidade que nos ensina tudo, sem nos cobrar nada”.

Segundo pesquisas nessa área, o investimento em educação no Brasil é de R$ 158,00/mês, por aluno, enquanto que um adolescente infrator no Brasil custa ao país a incrível soma de R$ 4.400,00/mês. A escola hoje, virou um restaurante, mais que um local de aprendizado. As crianças estão indo para as escolas para comer ao invés de ir para aprender. Os pais estão aproveitando a oportunidade para matar a fome dos seus filhos em primeiro lugar. Isto é ridículo, testemunha pessimamente contra nós. Infelizmente, os políticos parecem não estar preocupados com a educação, mas sim com os paleativos dos programas de “bolsas”, que na verdade é a compra de votos mais descarada que existe, e não resolve o problema nem da fome, nem da educação.

Recentemente foi votado no Brasil a “Lei da Palmada”, Projeto de Lei 2.654/03, que proíbe os pais a coagir os seus filhos em quaisquer circunstâncias, sendo que os pais que disciplinarem os seus filhos, mesmo que para aprender ou para se corrigir de um erro, podem sofrer a pena de prisão. Para mim isso é um grande absurdo, levando-se em consideração, o fato de que os nossos pais e avós nos disciplinavam e que a nossa geração foi uma geração mais educada, mais respeitosa, mais inteligente e que sabe respeitar o direito dos outros. Infelizmente não é assim com a geração dos anos 90. Não se respeita o direito dos outros, não se estuda mais, não há interesse no desenvolvimento e nas novas descobertas, não se faz mais pesquisa séria, o que se quer é só diversão, a palavra-chave é "alegria", a busca da alegria é desenfreada e com ela a libertinagem que se alastra até dentro das nossas universidades.
Não é possível que o nosso presidente da república, o sr. Luiz Inácio da Silva, venha a público dizer que só agora ele soube que a maioria dos alunos no Brasil não sabem fazer cálculos e nem interpretar textos. O que o senhor esteve fazendo nos últimos quatro anos, sr. presidente? Será que o senhor viajou tanto que se esqueceu de governar o páis? Ou será que o senhor estava tão preocupado em agradar aos seus amigos vermelhos (Evo e Cháves) que se esqueceu que aqui é o Brasil e não Bolívia ou Venezuela?

É lamentável que a educação no Brasil esteja nesse caminho, só quem tem a perder é a atual geração, nossos filhos e nossos netos.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

O Camarão que Virou Lama.


Por
Rev. João d'Eça
O cineasta canadense James Cameron, tendo um ataque de idiotice alá, Dan Brown (código da vince) - se bem que idiotados são os que os enriquecem cada vez que eles inventam suas maluquices - apresentou ao mundo uma urna funerária, achada vinte anos atrás e agora disse ser da família de Jesus, com sua mulher (Madalena) e ainda criaram agora um suposto filho. Dan Brown dizia que era uma filha.
O Camarão naufragou de vez como o seu Titanic.
Assim como uma multidão de pessoas em todo o mundo, demonstrando uma "burrice" de dar dó, comprou o livro de Dan Brown aos milhares e depois foram aos cinemas de todo o mundo para ver um filme "piegas", depois de ler o livro "lugar comum" ou abaixo disso. Infelizmente o surto de ignorância que acomete a sociedade pós-modernista é gritante, primeiro foi um tal evangelho de Tomé, depois um evangelho de Judas, logo em seguida o Código da Vinci e agora isso. Gente que valoriza o lixo e despreza o que de fato tem valor, como uma criança que troca uma nota de cem reais por um pirulito. Os ignorantes que valorizaram o idiotado Dan Browm leram o seu livro como se fosse história e não "estória", e pior, ainda hoje tem gente que acredita que aquilo é história.
As vezes fico até pensando se escrevo algo sobre o assunto ou não. Se dermos atenção para para o achadozinho, aguçará a curiosidade das pessoas e isso dará lucro a eles, talvês seja isso que eles querem, no entanto, precisamos avisar os incaltos que muitas vezes, desapercebidamente, ouvem essas "maluquices" e ficam impressionados, por isso é que alertamos as pessoas, para que elas não se impressionem com essas jogadas de marketing, cujo único objetivo é ganhar dinheiro, algo parecido com os paleontólogos de plantão, que pegam qualquer osso de elefante, hipopotâmo ou de outro grande animal e a partir dele, imaginam um suposto esqueleto de um dinossauro de 100 milhões de anos. Geralmente o tempo é longo desse jeito para não se ter como contestar a datação.
Se provarem sem sombra de dúvida, de que os restos mortais são de fato de Jesus Cristo, não terei outra alternativa a não ser clamar como Paulo, "se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé... somos os mais infelizes de todos os homens" (1Cor 15). Para mim, e para todos os Reformados, a ressurreição literal de Cristo de entre os mortos é o fundamento da fé cristã. E sei que eles vão experimentar o fracasso, como todos antes deles experimentaram.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

A SANTIDADE EXIGIDA E SUAS CONSEQUÊNCIAS.



Por

Rev. João d'Eça

O Universalismo tem invadido a cultura ocidental. Recentemente, 78% de um grupo de entrevistados, responderam que achavam que teriam uma ótima chance de irem para o céu, enquanto que 4% disseram que seu fim seria no inferno.

A Bíblia nos dá ensinos acerca dessa questão em particular. Enquanto que para a sociedade liberal, o relativo é que conta, Jesus Cristo no Sermão do Monte, diz claramente: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz a perdição e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mat. 7: 13-14).

Como vemos, segundo as palavras de Jesus Cristo, são poucos (em comparação com a multidão que caminha segundo a carne), que irão para o céu. Jesus ainda chamou os eleitos de pequeno rebanho e prometeu lhes dar o seu reino (Lc. 12:32) e ainda disse que “muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos” (Mt. 22: 14). Ai vemos que o que diz a Escritura Sagrada é oposto ao que diz a cultura geral e em particular a cultura do nosso país.

O Céu não é a recompensa dos mais bem-sucedidos, dos mais educados, dos de família nobre, estes, por exemplo, são os que tem menos chance de alcançar a recompensa celeste, não porque são o que são, mas porque a recompensa celeste não depende de nada disso. Um jovem rico procurou Jesus para indagar dele, quem é que iria para o céu? Jesus, após um rápido teste com o jovem (que não quis se desfazer dos seus bens em favor do próximo), disse o seguinte: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus” (Mt. 19: 23). Em outras palavras, Jesus nos diz que os bens temporais, falcilita em muito, o homem tirar a sua atenção das coisas eternas para as coisas terrenas.

O apóstolo Paulo afirma na carta aos gálatas:

“Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam” (Gal. 5: 19-21).

Em I Co. 6: 9-10 diz:

“ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”

Em Efésios 5: 5-6 diz:

“Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vâs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.”

Em Colossesnses 3: 5-6:

“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]”.


Diante destes versículos qualquer expectativa do mundo vai por “águas abaixo”. O fato é que a questão moral é fundamental. Em apocalipse 21: 27 a Palavra de Deus diz: “Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.”

Jesus Cristo também afirmou que entre aqueles que não entrarão no céu, estarão os que profetizaram em nome de Jesus, os que expulsaram demônios e os que fizeram muitos milagres. Eles ouvirão esta severa declaração: “...nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade (Mateus 7: 22 e 23). Isto é seríssimo meus irmãos e irmãs.

Os que irão para o céu são aqueles que vivem segundo mostra o ensino do Sermão do Monte: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. (Mat. 5:3). “Bem aventurados os que choram. Porque serão consolados.” (Mat. 5:4). Ser humilde de espírito é o mesmo que reconhecer a sua miséria e a sua pecaminosidade diante de um Deus que é Todo-Santo. Os que choram, são aqueles que olham pra entro de si e vêem que não existe nada que agrade a Deus, que todas as suas obras são “trapos e farrapos de imundície”, por esta razão choram, lamentam a sua condição de pecadores que não podem chegar ao céu a não ser pela graça e misericórdia de Deus-Pai.

A única solução para essa tragédia humana é o novo nascimento. Jesus diz: “Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (João 3:3). Esta é a mais pura verdade, não há como escapar por outros meios, ou é de acordo com o projeto do Todo-Poderoso, ou não é de nenhum outro jeito.

Agora, não existe um caminho paralelo para o céu. O caminho para o céu passa por uma vida de santidade plena e total, não existe meio termo. Hipocrisia não pode herdar o reino de Deus. Jesus disse: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. (Mat. 5:20). É preciso que haja uma transformação de caráter ético, moral e espiritual.

Somente uma vida de santificação radical poderá ver o Senhor. Sem a santificação exigida na Escritura Sagrada, não há como se estar na presença de Deus. A Bíblia não exige de nós perfeição, mas sim, progresso espiritual constante.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O CARNAVAL



Esta poesia é do Rev. Jerônimo Gueiros (1880 - 1954), homem de Deus, cheio de sabedoria, inteligente, perspicaz, que escreveu esta linda poesia há mais de 60 anos atrás, mas que ao lermos, parece que foi produzida ontem para ser publicada no Jornal de maior circulação do país, dado a sua atualidade

Desejo que o leitor leia e reflita, principalmente nestes dias conturbados, onde o nosso país se vê envolvido numa atmosfera de sensualidade e luxúria comparados à Sodoma e Gomorra e aos bacanais da Grécia e da Roma antiga.

Desejo a todos uma boa leitura reflexiva.

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O CARNAVAL

Rev. Jerônimo Gueiros.

Carnaval! Empolgante carnaval!
Festa vibrante! Festa colossal!

Festa de todos: de plebeus e nobres,
Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.
Festa de esquecimento do passado,
De térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração
De quem não frui de Deus comunhão,
Festa da carne em gozo desbragado,
Festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas
Que se afastaram das lições divinas.
Ressurreição das velhas bacanais,
Das torpes lupercais, das saturnais

Reino de Momo, de comédias cheio,
De excessos em canções e revolteio,
De esgares, de licença e hilaridade,
De instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor
De Vênus impúdica em seu fulgor.
Festa malsã, de Cristo a negação,
Do "Dia do Senhor" profanação.

Carnaval!Estonteante Carnaval!
Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória,
Deixa do prazer lembrança inglória,
Festa querida, do caminho largo,
De início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso,
Que morde como ofídio venenoso,
Que tira do homem sério o nobre porte,
E gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval!Vitando Carnaval!
Festa sem Deus!Repúdio da moral!
Festa de intemperança e gasto insano!
Trégua assombrosa do pudor humano,

Que solta a humana besta no seu pasto:
O sensualismo aberto mais nefasto!
Festas que volve às danças do selvagem
E do africano, em fúria, lembra a imagem,

Que confunde licença e liberdade
Nos aconchegos da promiscuidade
Sem lei, sem norma, sem qualquer medida,
Onde a incauta inocência é seduzida,

Onde a mulher, às vezes, perde o siso
E o cavalheiro austero o são juízo;
Onde formosas damas, pela ruas,
Exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante,
Em requebros de dança extravagante,
Ouvem, no "frevo" , as chufas e os ditados
Picantes, de homens quase alucinados,

De foliões audazes, perigosos,
Alguns embriagados, furiosos!
Muitos, tirando a máscara, em tais dias,
Revelam, nessas loucas alegrias,

A vida que levaram mascarados
Com a máscara dos homens recatados...
Carnaval!Perigoso Carnaval!
Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, atenção! Atenção!
O Carnaval é festa de pagão!
Repele-o! Que te traz só dor e morte!
Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

CARNAVAL, FESTA DE CARNE E LUXÚRIA.



Por

Rev. João d'Eça

As pessoas que são adeptas do carnaval, passarão de hoje, sexta-feira, até a quarta-feira, chamada de cinzas, pulando, se esbaldando, se prostituindo, usando drogas, bebendo até cair e causando enormes prejuízos para o Estado, para si mesmos e para sua família. Estão aí essas pessoas, mortas, mas sentindo prazer na morte.

Apesar de a festa da Carnalidade terminar na Quarta-Feira, em muita cidades do país só termina na sexta-feira e até em outros lugares, na segunda-feira seguinte, isso sem falar nas micaretas que acontecem em quase todas as capitais do país, sempre recheada da “intragável” música baiana, denominada “axé muisic”.

A Bíblia diz em II Timóteo 2:22: “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam ao Senhor.” Se todas as pessoas que vão atrás dos “blocos”, parassem um pouco para atentamente observar essas palavras, não teríamos no nosso país, os índices alarmantes de violência, onde após a festa, as estatísticas mostram o número de pessoas que perderam a vida através de assassinatos, atropelamentos, roubos, acidentes de trânsito, tudo, durante os dias da festa da “carnalidade”.

A diferança entre as pessoas que temem a Deus e as que servem à carne, é que as que temem ao Senhor, não dão legalidade às trevas. Os retiros das igrejas, tem como objetivo, fazer com que o crente, saia do meio da “festa da carnalidade” institucinalizada e patrocinada, principalmente por fabricantes de bebidas alcoólicas, que são as principais causadoras das altas estatísticas de mortes e crimes.


Infelizmente não podemos proibir as pessoas de buscarem saciar os desejos primitivos da carne, mas podemos viver de modo que chame a atenção das pessoas para um estilo de vida santo e honesto, a ponto de os levar a refletir sobre as suas próprias vidas e desejarem mudar de atitude, se assim o quiserem.

Não são todas as pessoas que aceitam parar um pouco para reflexão, a maioria prefere sublimar esta parte, preferem não ter que parar pra pensar, para que não tenham que chegar a conclusões que não querem admitir. É aquilo que dizemos: o pior não é as pessoas estarem erradas, mas sim, elas acharem que estão certas.

O avanço das doenças sexualmente transmissíveis, tem sido o flagelo da humanidade, tem matado um número crescente de pessoas em todos os países do mundo, aqui no Brasil, os números só aumentam e a contaminação tem atingido crianças ainda sendo geradas na barriga de suas mães. Maridos promíscuos, irresponsavelmente tem contaminado as sua esposas e jovens tem se contaminado mutuamente, ou por relacionamento sexual irresponsável, ou por uso de drogas.

O Governo tem como paliativo, a propaganda para uso de “camisinhas”, e até distribui o preservativo como meio de se evitar a proliferação e uma epidemia da doença. Não podemos deixar de admitir, que essa medida pode conter até certo ponto o aumento de casos, mas não resolve o problema em definitivo. Apesar das campanhas do Governo Federal, Governos Estaduais e Prefeirutas, a AIDES tem avançado em todas as regiões do Brasil, provando com isso que essa não é a melhor solução.

A proliferação de epidemias em meio à população de um país, ocorre ou por falta de recursos sanitários devido a privação que o povo sofre, ou por negligência governamental em desviar recursos destinados à saúde, ou por falta de esclarecimento educacional da população.

Entendemos que a falta de educação é o principal motivo do avanço do crescimento de todas as mazelas relacionadas com a libertinagem não só de todas as festas regadas de liberdade sexual e de bebidas e drogas, mas principalmente do período de Carnaval, onde tudo aumenta significativamente no período.

Se o governo brasileiro estabelecesse um sistema de Concessão de emissoras de TV e rádio, que os impedisse de divulgar o anti-valor familiar, a libertinagem, a propaganda daquilo que destrói o ser humano, a droga lícita como a cerveja e outras, que são responsáveis diretos por mortes e por crimes, que matam anualmente mais do que qualquer guerra, mas que em nome da liberdade de se dizer o que se quer, estão destruindo toda uma geração e trazendo enormes prejuízos para as gerações futuras.

As emissoras de Tv, são as que mais contribuem para o caos social no Brasil, cujas programação não educa em nada, mas por outro lado, ensina a prática de tudo que é ruim para a família, numa clara intenção de destruir os valores absolutos de Deus para o homem, estabelecendo um relativismo ético-pós-moderno que está levando a humanidade a se auto-destruir.

Concluo dizendo, que devemos levantar a bandeira de luta contra a destruição dos valores morais em nome do lucro fácil, em nome da libertinagem, em nome da maldade inerente do homem, que quando liberada torna-se insaciável.

Não vamos nos calar e vamos cobrar dos representantes políticos a sua responsabilidade e postura em favor da vida e não da morte.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

CONSULTORIA ECLESIÁSTICA


Li o texto abaixo no Blog "outra espiritualidade" do Pr. Ed René Kivitz, autor do famoso livro "quebrando paradigmas", e dos outros "outra espiritualidade" e "vivendo com propósitos".

No texto ele satiriza os mercadores da fé, colocando-se como uma opção em consultoria evangélica para tipos inescrupulosos. Coloquei a foto de Freud ao lado, porque "só Freud explica" a mente de gente que usa a fé para se locupletar. O pior é que nivela os evangélicos por baixo, levando muita gente a pensar que ser evangélico é ser assim.

Acho que vale a pena ser lido, por esta razão reproduzo aqui. Boa Leitura.

Obs.: críticas e comentários, use o link ao final do texto.



CONSULTORIA ECLESIÁSTICA.

"Resolvi entrar no mercado de consultoria eclesiástica. Após mais de 20 anos de contatos com modelos metodológicos que visam otimizar os resultados das igrejas acredito que já consegui alinhavar algumas idéias suficientemente testadas e aprovadas. Ofereço, portanto, e de graça, conselhos para líderes que desejam fazer sua igreja crescer.

Antes, recomendações bibliográficas. Leia Guy Debord para adquirir noções a respeito da sociedade espetáculo, onde até mesmo a fé é show. Leia também Pierre Bourdier para se familiarizar com a realidade dons bens simbólicos no mercado, inclusive religioso. Finalmente, leia Maquiavél, e medite sobre o postulado da primazia dos fins sobre os meios.

Eis os conselhos.

– Pratique o ilícito, afinal você não vai conseguir chegar muito longe sem umas boas maracutaias. Faça com que as pessoas trabalhem para você e depois mande que busquem seus direitos na justiça, encontre fiadores para seus negócios e não tenha escrúpulos em deixar que eles se virem para pagar a conta, em caso extremo, dê calote sem dó nem piedade, e, principalmente, use e abuse dos ambiciosos e vaidosos que darão até as calças para serem identificados como as pessoas de sua confiança – pegue as calças deles. Não se importe com títulos protestados, aliás, encontre número suficiente de laranjas e crie empresas fantasmas para fazer escoar todas as demandas judiciais contra você. Externalize, companheiro, o máximo possível.

– Invista na comunicação de massa: rádio, tv e shows, muitos shows, mega shows. O mundo gospel está cheio de artistas talentosíssimos, bem intencionados e precisando ganhar o pão de cada dia. Prometa o pão. Grave os caras, promova a banda deles, mas retenha todos os direitos em sua propriedade e faça amarrações contratuais de tal maneira que eles sejam obrigados a comer na sua mão.

– Não tenha vergonha de pedir dinheiro. Faça com que todos acreditem que doar para sua igreja é a mesma coisa que doar para Deus. Crie alguns projetos de fachada e divulgue os resultados como pretexto para pedir mais dinheiro. Desvie todos os recursos doados para (1) empresas comerciais e (2) patrimônio pessoal. Preserve seu patrimônio colocando tudo em nome de laranjas ou em contas no exterior. Institua uma fundação que possa funcionar como plataforma de lavagem de dinheiro e use também as igrejas (multiplicadas em sistema de franquia) como forma de burlar o fisco.

– Assuma uma postura de liderança espiritual como celebridade. Ande rodeado de asseclas, serviçais e guarda-costas. Faça muito barulho ao chegar e ao sair. Não permita que sua presença passe despercebida. Ostente todos os sinais exteriores possíveis de riqueza: roupas, jóias, cabelos, canetas, relógios, carros, e, se possível dê um jeito de aparecer na revista Caras. Faça com que o povo veja como você é próspero e repita à exaustão que tudo o que você possui é uma evidência da benção de Deus sobre a sua vida. Faça com que todos acreditem que poderão chegar onde você está. Ou melhor, faça com que tenham inveja de você e se disponham a fazer qualquer coisa para chegar aonde você chegou, ou, na pior das hipóteses, ficar perto de você.

– Satanize todos os seus críticos e opositores. Transforme todos eles em inimigos de Deus. Pouca coisa une mais um povo do que um inimigo comum: encontre um, a Globo, por exemplo. Construa um discurso persecutório, repita sem parar que você é vítima de perseguição religiosa, que estão sendo injustos contra você e que na verdade perseguir você é apenas uma artimanha do diabo para levantar oposição a Deus e ao evangelho. Crie símbolos de amarração simbólica e crie um espírito de corpo do tipo “nós contra o mundo e todo mundo é contra nós”. Lance campanhas de compromissos até a morte, crie slogans com palavras de ordem, uniformize seu exército – faça todos os líderes usarem a mesma camiseta e venda camisetas iguais para o povo.

– Cale a voz da sua consciência. Deus costuma falar através dela. Afaste-se de todas as pessoas sérias que aparecerem no seu caminho. Afaste-as de você. Invente calúnias contra elas. Deixe-as fragilizadas, com uma mão na frente e outra atrás, e assim não terão forças emocionais para enfrentar você e lutar pelo que é justo, pois estarão ocupadas tentando se reerguer. Não olhe nos olhos do povo simples que segue você, não se deixe mover por compaixão, abafe todos os impulsos de bondade e honestidade. Quando sentir vergonha de ser quem você é, fique quietinho, esperando a vergonha passar. Em último caso, tente se convencer de que as pessoas sinceras e realmente tocadas por Deus no meio dessa confusão toda que você criou ao seu redor serão cuidadas pelo próprio Deus. Chore de noite, escondido ou escondida. Com o tempo sua consciência se cauteriza e a coisa flui que é uma beleza.

– Creia que é possível nascer de novo. Ou, se for o caso, creia que é possível voltar ao primeiro amor.Não tenho dúvidas que sua igreja vai crescer. A história demonstra que não apenas igrejas evangélicas, mas também movimentos políticos e econômicos, bem como seitas de toda sorte usam regras semelhantes e prosperam. Caso você volte ao primeiro amor, não se envergonhe do evangelho de Jesus Cristo. Levante as mãos para o céu e agradeça. Deus vai lhe dar forças para você conviver com sua memória e reescrever sua história".

publicado por Ed René Kivitz em 14/2/07
no seu blog “outra espiritualidade”

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

COMENTÁRIOS DE UM CIDADÃO INDIGNADO.


Por
Rev. João d'Eça.
Muita gente reclama quando digo certas coisas certas, e isso causa incômodo, mas como não clamar por justiça em meio ao caos social que vive o Brasil?
Na semana passada aconteceu um caso choccante, mas que não é novo e que acontece todos os dias, só que esse foi para a mídia nacional, foi ocaso do menino João Hélio de 6 anos que foi arrastado e morto por seis ou sete kilometros, após um assalto, onde os bandidos tomaram o carro onde estavam a mãe, uma filha de 13 anos e o menino de 6 anos no banco de trás, usando o cinto de segurança. Na tentativa de tirar o menino de lá, a mãe não conseguiu destravar o cinto, os bandidos arrancaram, o menino caiu e morreu depois de ser arrastado.
Gostaria de analisar algumas questões aqui:
1 - O CINTO DE SEGURANÇA.
A mãe pagou caro pela atitude de andar correta, cumprindo a Lei. Num país onde ninguém cumpre a Lei, essa mãe perdeu o filho porque é uma cidadã cumpridora da Lei.
A imensa maioria da população, mesmo viajando com crianças pequenas, não colocam o cinto nos filhos que vão no banco de trás, muitos até vão fazendo aquela bagunça gostosa que criança faz, ou seja, a mãe preocupada em não ser multada, perdeu o filho amado porque agiu correto.
Se ela não tivesse sido correta, estaria agora beijando o filho em casa, será? Não estou dizendo que as pessoas não devam agir de maneira correta, mas onde estava a polícia, paga para dar segurança ao cidadão? Com certeza havia muitos agentes de trânsito pela região, para multar o cidadão por qualquer descuido, sem dó nem piedade. É a indústria das multas. Mas onde estava a patrulha da área? Se o local é perigoso porque não tinha policiais por lá, para coibir as investidas dos bandidos? Pagamos os nossos impostos, andamos corretamente e a paga disso tudo é que mães estão perdendo seus filhos queridos, filhos tem perdido seus pais e famílias tem sido destruidas.
2 - O TAMANHO DO PAÍS.
O Brasil poderia muito bem ser quatro países. O país é muito grande, é inviável, é ingovernável.
Os recursos são distribuidos de forma injusta, onde umas regiões são privilegiadas em detrimento de outras. Há a eterna disputa entre o Norte/Nordeste e o Sul/Sudeste, ficando o Centro-Oeste no meio de tudo, assistindo para ver o que fazer, para que lado pender.
Enquanto o Brasil possui menos do que 3o Estados federalizados, os EUA tem 50 e a Suiça possui 1000 Cantões (Estados), sendo que a Suiça é menor que o Estado do Maranhão.
É preciso descentralizar para funcionar bem, não é possível que as ações de Governo só sejam para beneficiar uns e deixar outros "à ver Navios". Enquanto uns Estados recebem recursos para investimento em Educação, Saúde, Infra-Estrutura, outros recebam somente o que sobra e que não dá para fazer investimentos nas áreas principais em benefício do cidadão.
Sem perspectivas o cidadão tenta conseguir o que quer à força, mata a morre tentando conseguir sobreviver, porque vê políticos corruptos e inescrupulosos enriquecerem através de esquemas desonestos de ladroagem explícita. E ninguém faz nada!
3 - UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA.
O que é Justiça? Nenhum brasileiro sabe responder porque aqui no Brasil não há justiça.
O que seria Justiça então? Na minha humilde opinião, justiça seria o ato de justiçar o criminoso contumaz que pratica maldade pelo prazer da droga ou por pura maldade. Seria vingar o inocente que não teve recursos para se defender, seria aplicar a Pena Capital a todos que fazem sofrer pessoas inocentes, somente para lucrar com isso. Ai, entrariam políticos que desviam verbas; médicos que deixam de atender pacientes que não tem dinheiro para pagar o tratamento e por isso morrem; policiais que são pagos para defender o cidadão e os matam para encobrir seus crimes; motoristas embriagados que atropelam e matam transeuntes; traficantes de Drogas que roubam a infância e a vida de jovens de homens e mulheres; juízes que julgam as causas de pessoas amigas, cometendo injustiça para com o pobre e necessitado; mulheres que cometem Aborto só porque engravidaram de maneira indesejável; governantes que desviam as verbas que seriam para aplicar na saúde, na educação do povo e na infra-estrutura, para aduirir para si próprios Mansões na Beira da Praia, viagens internacionais, educação no exterior para os seus filhos e carrões de luxo para desfilarem pelas cidades, num acinte à inteligência e dignidade do ser humano. Sim, estes deveriam ser justiçados pelo Estado, só assim, creio eu, os indices de violência baixariam a níveis suportáveis [se bem que a violência é sempre insuportável], ai, as pessoas pensariam duas vezes antes de cometer um erro.
A lei da retribuição é justa. Não adianta querermos adotar um humanismo barato, que não funciona, liberal, que faz o homem caído "em seus delitos e pecados" a sempre querer mais e mais para satisfazer seus desejos e suas taras sem limites, porque quanto mais se libera, mais o homem quer.
Quando nós entendermos que a violência só pode ser combatida com punição severa, pela Lei da retribuição, então veremos uma sociedade mais justa e por conseguinte virá as consequências: Mais fraternidade, mais respeito pelos direitos dos outros, mais harmoniosa.

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