quinta-feira, 3 de maio de 2007

O BRASIL ESTÁ EM CRISE.


Por
Rev. João d'Eça.
A afirmação de que o Brasil está em crise, não é novidade pra ninguém. Já há muito tempo passamos por crises sérias. No nosso país não existe ordem, não existe justiça, não existe educação, não existe saúde; coisas essas fundamentais para o cidadão, aliás, faz parte dos direitos daqueles que pagam os seus impostos, terem todas essas políticas garantidas.
A crise política é visível e não há como esconder que o nosso país está rendido, de joelhos diante dos poderosos do FMI e dos grandes conglomerados empresariais internacionais, que mandam e desmandam, até mesmo no presidente Lula.
Porém, a crise a que me refiro é mais profunda, é uma crise estrutural, é uma crise que é a mãe de todas as outras crises, é uma crise que tem a ver com a personalidade humana, com o ser humano interior, com o lado espiritual da existência humana. A crise é Ética, Moral e de .
Crise Ética:
Estamos assistindo a um espetáculo grotesco, estamos vendo políticos cada vez mais atolados no lamaçal da corrupção, do ganho fácil, do desvio de verbas públicas que deveriam ser aplicadas no bem-estar do cidadão, estão sendo desviadas para compra de Fazendas, casas na praia, carros de luxo e outros.
Aqueles que foram elevados à posição de representantes do povo, não merecem a confiança desse povo, são traidores do povo, são mentirosos, são enganadores e o trabalho que fazem em prol da coletividade, beneficia mais a eles mesmos que a coletividade, ou seja, a ajuda que eles dão, traz mais dividendos a eles que aos que supostamente estão sendo beneficiados.
Como pode um Desembargador ser bandido? Como pode um Juíz de Direito ser bandido ou estar envolvido com bandidos? Como pode a Justiça ser injusta e beneficiar criminosos por tráfico de influências? Como pode um Delegado da Polícia Federal estar envolvido com bandidos, traficantes e contraventores? Essa crise Ética está acabando com o nosso país. Os profissionais citados são privilegiados em todos os aspectos: ganham bem, tem privilégios que o cidadão comum nem sonha em ter, podem fazer carreira, são muito bem relacionados e possuem outros tantos privilégios, que nos faz indagar: Porque um cidadão dessa categoria vira criminoso? Porque ele não se contenta com o que possui e trabalha honestamente para progredir cada dia?
Crise Moral:
A crise moral passa também por todas as esferas de poder. Imoralidades, prostituição, bacanaias, pedofilia, estupros e pornografia fazem parte da agenda de gente poderosa que procura se manter acima de qualquer suspeita.
Lembro de um diretor de Banco qua quando vinha pra São Luís fazer reunião com os funcionários, sempre marcava as reuniões para Quinta e Sexta-Feira, ai ele reunia o pessoal somente na Quinta-Feira à tarde para que na Sexta-Feira o dia todo e no Sábado ele pudesse ficar livre para suas orgias no litoral maranhense.
Uma vez um superintendente me confidenciou que antes da chegada do diretor, ele providenciava uma ou duas caixas de uisque "Cavalo Branco", que vinham de Manaus despachada por avião, alugava um barco e contratava prostitutas para essas orgias pelo litoral maranhense durante a Sexta-Feira e o Sábado. Geralmente ele ia embora no início da noite de Sábado.
Já ouvimos falar de coisas semelhantes em Brasília, pessoas que deveriam ser exemplos de dignidade e justiça, são os mais depravados e indignos. Sabe-se de deputados deflorando virgenzinhas e pagando aos pais da menina o preço devido. O que aconteu com eles? Absolutamente nada.
A Televisão que é uma concessão pública e que deveria educar o povo brasileiro, está à serviço de mal, contra a família e os valores morais. Os diretores de TV das emissoras, geralmente são gente de péssima índole, cuja ética é questionável e cuja moral é indgna, pois defendem um liberalismo total, onde tudo o que é certo do ponto de vista moral, é desprezado por eles. Na verdade, o que está em jogo não é a educação do povo, mas o lucro fácil. Dizem que o jornalismo é "a arte de separar o joio do trigo, mas só publicar o joio", assim tem sido na sociedade brasileira, o que vale não são as coisas sérias e educativas, mas sim, o LIXO dos programas televisivos que anula a capacidade de reflexão e que leva a uma conformação de conceitos e principios errados.
CRISE DE FÉ:
As emissoras de TV costumam elogiar e fazer reportagens sobre a fé do povo do Brasil. Atualmente uma grande emissora do país (na onda da visita do papa), está reproduzindo uma série de reportagens sobre "A Fé do Povo Brasileiro", mostrando essas manifestações como "FÉ", quando na realidade são "crendices populares". Que estão enraizadas na mentalidade do povo como uma herança "maldita" da colonização pelos portugueses.
Todos os países que foram colonizados por portugueses católicos, com a sua ética de subserviência, são os países mais miseráveis da Terra. A ética católica diz que a riqueza e a produção de riqueza é inimiga de Deus (vide Teologia da Libertação), mas a Escritura Sagrada diz ao contrário: SIRVA A DEUS COM A SUA RIQUEZA, esse é o padrão de Deus na Bíblia.
A verdadeira "FÉ" não tem nada a ver com a "crendice popular" ovacionada também como cultura do povo. Na realidade os poderosos fazem questão de que continue assim, pois ai o povo pode ser melhor controlado. Um povo que não pensa, que não reflete na sua fé, que não questiona a sua cultura, é um povo condenado ao atraso, à miséria, ao subdesenvolvimento.
Quando os poderosos deste século querem manipular as pessoas, eles promovem festas por todos os cantos do país, para manter o povo no cabresto. Enquanto se divertem nessas festas, os poderosos se locupletam desviando as verbas do benefício social, para engordar as suas contas bancárias. Todos ganham com isso; quem promove, quem anuncia e quem trasmite e informa, só o povo perde.
A Fé verdadeira tem um objeto da fé, não é um tiro no escuro, não uma crença desprovida de razão. A Fé verdadeira, não é um salto na escuridão da noite, mas um caminhar num dia ilumidado. Isso sim é fé, não se parece em nada com o que é apresentado nos telejornais de tempos em tempos. Essa "crendice" é desprovida de verdade, tem como base o acaso e a superstição, ou seja, um sentimento religioso baseado na ignorância.
Concluo parafraseando o apóstolo Pedro que diz: (I Pedro 3:15) - "Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da vossa fé,"

terça-feira, 1 de maio de 2007

MARCELO CRIVELLA NO PROGRAMA DO JÔ.

Por


Rev. João d'Eça.



Ontem à noite assisti ao programa do Jô da Rede Globo, como de vez em quando faço, sempre quando há uma entrevista interessante que me atraia. Geralmente as entrevistas de Jô Soares são muito bem feitas, pois ele é um entrevistador bastante perspicaz, inteligente e sabe desarmar o entrevistado quando percebe que o mesmo não está seguro, principalmente quando o assunto é polêmico.
A entrevista que vi ontem, dia 01 de Maio de 2007, foi a do Senador pelo Rio de Janeiro, Marcelo Crivela, que respondeu sobre Homossexualismo e que perdeu uma grande oportunidade de expor o posicionamento dos evangélicos sobre o assunto.
Me pareceu que ou ele estava escodendo o jogo, se negando a opinar ou se intimidou com as perguntas incisivas do entrevistador. Eu ia reproduzir a imagem da entrevista aqui, mas por causa do mal desempenho do entrevistado, resolvi reproduzí-la por escrito, respondendo como se fosse ele, as perguntas feitas pelo entrevistador.
Vamos à entrevista. Duração 10m 16s:

O entrevistador pergunta comentando:

- "na sua igreja há uma veemência. Tratar o homossexual como se fosse uma doença. (...) porque há essa postura, quase que medieval em relação aos homossexuais?"

A minha resposta seria:

- O que há não é uma postura medieval, mas uma coerência com um princípio bíblico. Se a Escritura Sagrada é nossa regra de fé e prática, temos que ser coerentes com ela. Não podemos rasgar as páginas da Bíblia que condenam o homossexualismo, mas não podemos ser considerados criminosos porque usamos a Bíblia para doutrinar as pessoas. Essa lei é uma lei de proibição do uso da Bíblia. Isso é certo?
Em uma outra oportunidade, o entrevistador, Jô Soares, pergunta:

-"Você acredita piamente que o homossexualaismo é curável? Que é uma doença?"

Minha resposta seria:
- Não tenho elementos para dizer que seja doença, só a ciência pode dizer tal coisa. Se é curável? Sim eu creio que ele pode ser liberto, mesmo porque existem muitos ex-homossexuais que estão vivendo muito, porque foram libertos da sua prática, assim como o bêbado que se livrou da bebida ou o fumante que se livrou do cigarro.

Em um outro momento o entrevistador pergunta:

-"Como é que pode ser contra a natureza, se tudo que Deus fez é bom? ...porque que seria contra a natureza?"

Minha resposta seria a seguinte:

- A Escritura diz em Mateus 19: 14: "aquele que os fez no princípio, macho e fêmea os fez". Eu creio na Bíblia. Deus não fez um ser humano híbrido. O homossexualismo é resultdo da Queda, do pecado, é uma perversão, assim como toda perversão, que se for orientada do modo certo, pode ser revertida.

Além do mais, quem disse que Deus criou o homossexualismo? Na Escritura Sagrada, isso é resultado do pecado. Em Romanos 1: 18-26, diz:

"Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro".

Não precisa dizer mais nada. Agora, não é por isso que se deva violentar os direitos de ir e vir de um homossexual, não é por isso que se deva matá-los, senão teria-se que matar os bêbados, os viciados de todos os tipos, as prostitutas, etc... Todas essas pessoas podem ser libertas, assim como os homossexuais que quiserem. Ainda há uma outra coisa: não é a igreja que hostiliza os homossexuais, pelo contrário, a igreja deseja ajudar aqueles que quiserem reorientar as suas vidas, a ter uma vida nova e saudável em todos os aspectos, principalmente, o psicológico.

Numa outra pergunta, Jô Soares diz:

-"...O homossexualismo é passível de crítica? Isso é que eu não entendo!"

Eu responderia o seguinte:

- Devemos criticar tudo que entendemos ser ou estar errado, isso deve ser configurado crime? O fato de eu criticar o governo Lula, deve me levar pra cadeia? Estamos num regime de excessão? Porque o homossexualismo deve ficar de fora de todas as críticas? Porque os que criticarem, pelo projeto 122/2006, devem ir pra cadeia?

O entrevistador faz um comentário e diz:

- "É mais pecador, por causa de uma opção sua..Você como cristão sabe..., pelo menos pra mim, a coisa mais forte que existe no cristianismo, é o perdão imediato...né..., então, só isso".

Eu retrucaria da seguinte maneira:

- Caro entrevistador, o que separará os homens de Deus, será exatamente as suas opções e preferências. Deus mostra o Caminho que ele deseja que o homem ande por ele. Mostra que se o homem andar por um determinado caminho, o resultado será um, se ele andar por outro, o resultado será outro, ou seja, de acordo com as escolhas morais que o homem fizer, ele pode estar determinando o destino final de sua alma, ou com Deus, ou em danação eterna.

Deus quando perdoou Madalena, Mateus, Zaqueu, Paulo e tantos outros, Ele exigiu dessas pessoas uma outra postura dali pra frente. Ele sempre dizia:

-"E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais". (João 8:11).


Conclusão:

Em alguns momentos o Senador Crivela respondeu de maneira diplomática e educada, mas a maneira educada e polida nem sempre é uma opção mais correta. às vezes precisamos ser incisivos também, para definirmos a nossa posição firme, para mostrarmos que sabemos o que cremos e o que queremos, para que ninguém pense que somos preconceituosos que criticam em cima de nada. Nós temos os nossos valores, temos os nossos princípios e procuramos viver por eles. Muitos nos criticam pela maneira como vivemos, pelos valores que defendemos, pelos princípios que seguimos. Será que para nos defender dessas críticas é preciso criar-se uma Lei que puna com prisão, àquele que criticar um evangélico por estar defendendo valores da Escritura Sagrada e por eles vivendo?

segunda-feira, 30 de abril de 2007

O LADO ESCURO DA GRANDEZA.

Por
Rev. João d'Eça.
“aqui está um dos mais perfeitos governantes que o mundo já viu...(e) agora ele pertence à eternidade”.
Isso foi dito sobre quem? Um dos Césares? Não. Napoleão? Não. Alexandre, o grande? Não. Eisenhower? Não. MacArthur...ou algum dos estrategistas militares como Grant, Lee ou Pershing? Não, nenhum deles. Que tal Rockne ou Lombardi? Não. Ou Lutero? Calvino? Knox? Wesley? Spurgeon? De novo, a resposta é não.
Bem, não há dúvida que estas palavras foram ditas sobre um grande líder, com uma poderosa e persuasiva personalidade, não é mesmo? Certamente alguém admirado por seu sucesso. Isso depende, eu suponho.
Quando tinha sete anos, sua família foi forçada a deixar a casa em que moravam. Ele teve que trabalhar para ajudar no sustento.
Aos nove anos, sendo ainda uma criança tímida e pouco desenvolvida, sua mãe morreu.
Aos vinte e dois, perdeu seu emprego como balconista. Queria ir à uma escola de direito, mas suas notas não eram boas o suficiente.
Aos vinte e três, afundou-se em dívidas para tornar-se sócio de um pequeno mercado. Três anos depois seu sócio morreu, deixando uma enorme dívida, que levou anos para ser paga. Aos vinte e oito, depois de desenvolver um relacionamento romântico com uma jovem por quatro anos, pediu-a em casamento. Ela não aceitou. Um amor mais antigo, com uma amável garota, terminou tragicamente com a morte dela.
Aos trinta e sete anos, na sua terceira tentativa, finalmente foi eleito para o Congresso. Dois anos depois tentou a reeleição e perdeu. Devo acrescentar a tudo que, mais ou menos nessa época, teve o que podemos chamar atualmente de estresse.
Aos quarenta e um, adicionando tristeza e um já infeliz casamento, seu filho de quatro anos morreu.
No ano seguinte foi rejeitado para o trabalho de oficial da receita. Com quarenta e cinco anos, concorreu ao Senado e perdeu.
Dois anos depois, perdeu a disputa para nomeação de vice-presidente.Aos quarenta e nove, concorreu ao Senado de novo.... e perdeu mais uma vez.Some toda essa interminável barreira de críticas, incompreensão, falsos rumores, profundos períodos de depressão e você perceberá que ele era criticado por seus companheiros, desprezado pelas multidões, e não era invejado por ninguém.
Aos cinqüenta e um anos, entretanto, foi eleito presidente dos Estados Unidos....mas o seu segundo mandato terminou com seu assassinato. Enquanto estava morrendo em uma pequena pensão perto do lugar onde foi baleado, um conhecido opositor (Edwin Stanton), fez esse apropiado tributo que eu descrevi no início desse texto. Agora você já deve saber que estou falando sobre o mais inspirativo e estimado presidente na história dos Estados Unidos: Abraham Lincoln, o homem cujo nascimento vamos celebrar daqui a pouco.
Como somos estranhos! Adoramos os holofotes, as palmas, o sucesso e fazemos tudo para conseguir chegar ao topo. Trabalho amargo. Abusos injustos e imerecidos. Solidão e perda. Fracassos humilhantes. Desapontamento que debilitam. Agonia além da compreensão sofrida nos vales e depressões na escalada do fundo até o topo.
Como somos imprudentes! Ao invés de aceitarmos o fato de que ninguém merece o direito de liderar sem antes perseverar através da dor, agonia e fracasso, ficamos ressentidos com esses intrusos. Os tratamos como inimigos, não amigos. Esquecemos que as marcas de grandeza não são entregues em um saco de papel por deuses caprichosos. Elas não são rapidamente implantadas na pele, como uma tatuagem.
Não, aqueles que realmente se mostraram dignos pagaram o seu preço. Saíram da forja derretidos, golpeados, reformados e temperados. Usando as palavras do professor de Tarso, eles trazem seus corpos “as marcas de Jesus” (Gl 6.17). Ou, como alguém parafraseou, carrego as “cicatrizes do choro e das feridas” que os une com toda a humanidade.
Não é surpresa quando essas pessoas mudam-se do temporal para o infinito, já que “pertence à eternidade”.
Do livro Crescendo nas Estações da Vida
Charles R. Swindoll

quinta-feira, 26 de abril de 2007

IPB se manifesta a respeito das leis sobre aborto e homofobia


"Presidente do Supremo Concílio, rev. Roberto Brasileiro, escreve artigo com a posição da denominação frente a assuntos que estão mobilizando o país. “Na qualidade de Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, diante do momento atual em que as forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação com a possibilidade da aprovação de leis que venham labutar contra a santidade da vida e a cercear a liberdade constitucional de expressão das igrejas brasileiras de todas as orientações, venho a público me MANIFESTAR quanto à prática do aborto e a criminalização da homofobia.”



I - Quanto à prática do aborto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados pela prática clandestina de abortos, causando a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família.


Visto que: (1) Deus é o Criador de todas as coisas e, como tal, somente Ele tem direito sobre as nossas vidas; (2) ao ser formado o ovo (novo ser), este já está com todos os caracteres de um ser humano e que existem diferenças marcantes entre a mulher e o feto; (3) os direitos da mulher não podem ser exercidos em detrimento dos direitos do novo ser; (4) o nascituro tem direitos assegurados pela Lei Civil brasileira e sua morte não irá corrigir os males já causados no estupro e nem solucionará a maternidade ilegítima.


Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante.


II – Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.


Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna, em 1988, já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “(...). desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1 Coríntios 6.9-11).


Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada Lei da Homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática da homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas as orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.


Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.


Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.
Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

"DA LIFNEY MI ATAH OMED".


Por
Pr. João d'Eça.
A frase que encima este artigo, é uma frase em hebraico, transliterada para o português e quer dizer o seguinte: "CONHECE DIANTE DE QUEM TU ESTÁS".
Esta frase é encontrada em sinagogas judaicas, sendo uma inscrição que fica logo acima da sagrada arca, ela encerra em si um princípio por nós muitas vezes negligênciado, a reverência nos locais de culto e diante da grandiosidade da Revelação de Deus.
A nossa geração perdeu a reverência, não se respeita mais as coisas sagradas, não se teme as consequências da falta de respeito a Deus. O sentido primário da Reverência é temor. O termo grego "fóbos" dá essa idéia, na presença de Deus, deve-se tremer e temer.
Aquele que reverencia a Deus também reverencia a vida. Aliás, o termo "reverência pela vida" é de Albert Schweitzer, que em uma viagem à África, ficou deslumbrado pela exuberância da natureza de Deus, dai cunhou a frase, que veio a fazer parte de muitos de seus escritos.
A Bíblia nos diz que devemos respeitar a natureza e preservá-la, até para garantir a sobrevivência das gerações futuras e a continuidade da vida. Quem teme a Deus, quem o reverencia, irá respeitar a natureza craida por ele para usufruto do homem.
Lembro de uma vez que viajei até a cidade de Barreirinhas - MA, ao Parque Nacional do Lençois Maranhenses e vi a beleza exuberante daquele lugar. Primeiro foi a viagem de "Toyota Bandeirante" pelas trilhas de areia entre a vegetação do lugar. Quando chegamos ao final da trilha, para vermos a beleza dos "Lençois", ainda tivemos de subir por uma Duna de areia de mais ou menos 20 metros, com o auxílio de uma corda. Foi cansativo mas foi gratificante. Nada do que eu já havia visto por fotos ou por imagens se compara com o que vi ao vivo.
Depois de uma caminhada de mais ou menos vinte minutos por cima da areia, chegamos a uma lagoa de água verdes, lindas, fascinante e refrescante. Enquanto todas as outras pessoas montavam "acampamento" na beira da Lagoa, eu ví, do outro lado da Lagoa uma Duna de areia e resolvi caminhar até lá. Caminhei por uns 15 minutos e subí à Duna até o topo. Chegando lá ajoelhei-me e orei a Deus, reconhecendo a Sua Grandeza e Magnificência. Foi uma emoção indescritível. Depois olhei pra trás e muitas outras pessoas vinham seguindo os meus passos, percebí depois que não era para orar, mas para se divertirem descendo a Duna como se fora um Tobogã, até uma outra lagoa que havia do outro lado.
Quando reverenciamos o Criador, respeitaremos a sua criação. Não devemos adorar os elementos da natureza, pois, só Deus é merecedor de adoração. A Bíblia porém nos diz em Romanos 8: 22, que "toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora".
O homem porque perdeu o temor de Deus, perdeu também o respeito pela sua criação, pela natureza, por isso a está destruindo, por isso deixará um legado de destruição e desarmonia para as gerações que virão. Se não tomarmos uma decisão urgente, talvês daqui a 100 anos a vida na terra tornar-se-á impossível.
CONHECE DIANTE DE QUEM TU ESTÁS!

sábado, 21 de abril de 2007

24 HORAS DE ORAÇÃO.



Por

Rev. João d'Eça.

"O que vimos e aprendemos e o que nos contaram nossos pais, não encobriremos aos nossos filhos, contaremos às vindouras gerações, os louvores do Senhor,e o Seu Poder, e as maravilhas que fez" (Salmo 78: 3,4).

EU NÃO COSTUMO ESCREVER COM LETRAS MAIÚSCULAS, MAS ESTA É UMA OCASIÃO ESPECIAL, POR ISSO ESTOU ESCREVENDO EM MAIÚSCULAS.

É QUE HÁ POUCO ACABOU A PROGRAMAÇÃO DE 24 HORAS DE ORAÇÃO, ENVOLVENDO A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL E EM ESPECIAL A IGREJA EM SÃO LUÍS E NO ESTADO DO MARANHÃO.

UM DIA TEREMOS O QUE CONTAR AOS NOSSOS FILHOS, ÀS VINDOURAS GERAÇÕES: ORAMOS POR 24 HORAS ININTERRUPTAS, NUMA FESTA ESPIRITUAL TODA ESPECIAL, ONDE TODOS OS 4 PRESBITÉRIOS DO SÍNODO DO MARANHÃO SE FIZERAM REPRESENTAR POR SUAS IGREJAS, SEUS PASTORES E SEUS PRESBÍTEROS.

FOI UM MOMENTO EMOCIONANTE, JAMAIS VISTO NA HISTÓRIA RECENTE DA IPB NO MARANHÃO, FOI MARCANTE, FOI EDIFICANTE E JÁ ESPERAMOS OS PRÓXIMOS EVENTOS ONDE VEREMOS A IGREJA UNIDA EM UM SÓ PROPÓSITO, RENDER AS NOSSAS ORAÇÕES AOS PÉS DO SENHOR. PARABÉNS IGREJA PRESBITERIANA NO MARANHÃO E NO BRASIL, COM CERTEZA VEREMOS OS "FRUTOS DO NOSSO PENOSO TRABALHO".

ADVOGADOS, ENGENHEIROS, PROFESSORES, MÉDICOS, PASTORES, PRESBÍTEROS, DIÁCONOS, COMERCIANTES, IRMÃOS E IRMÃS ESTIVERAM JUNTOS ORANDO. ORAMOS PELOS GOVERNANTES EM TODOS OS NÍVEIS, ORAMOS PELAS FINANÇAS, ORAMOS PELAS FAMÍLIAS, ORAMOS PELA IGREJA, ORAMOS PELAS LEIS JUSTAS E ORAMOS POR NÓS MESMOS. PASTORES ORARAM POR PRESBÍTEROS E DIÁCONOS, PRESBÍTEROS ORARAM POR SEUS PASTORES, UM OROU PELO OUTRO, TODOS ORARAM.

QUE ESSE DIA SE REPITA MUITAS VEZES DAQUI PRA FRENTE E QUE NOSSA MEMÓRIA ESPIRITUAL SEJA AGUÇADA PARA QUE POSSAMOS DIZER COMO O PROFETA:

"...aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia."

(Habacuque 3:2).

terça-feira, 17 de abril de 2007

VERBA VOLANT; SCRIPTA MANENT.




Por
Rev. João d'Eça.





"As palavras voam, a escrita permanece".


Já tive vários debates com pessoas que atacavam a Escritura Sagrada (Bíblia), por causa de sua escrita humana. Dizem eles: - "A Bíblia foi escrita por homens, o homem é falho, logo a Bíblia é cheia de falhas, cheia de erros". Outros ainda dizem que seria melhor que acontecesse como ele aprendeu, de pai pra filho, pra neto, pra bisneto, etc...


Pra os primeiros a minha resposta é: - "E você queria que a Bíblia fosse escrita por quem? Por um macaco?" Se fosse assim os críticos diriam: -"Como vou crêr num livro escrito por um macaco?


Para o segundo grupo, a resposta é a que encima esse texto: "As palavras voam, a Escrita permanece".


Nenhuma Tradição oral permanece incorruptivel, aliás quando se tenta contar um fato ou uma história para um grupo de pessoas em sequência, quando chega no final, já é quase outra história, se corrompe no meio do caminho.


Aprouve à Deus que Sua Palavra fosse preservada escrita, para conhecimento das gerações futuras. É claro que a escrita se corrompe também, mas é muito mais fácil se corrigir o erro provando-se a corrupção da escrita do que da transmissão oral.


Há muitos críticos da Bíblia que fazem afirmações de natureza preconceituosa e na maioria das vezes, desprovida de conhecimento de causa. A obra "Odisséia" de Homero possui um pequeno número de cópias, sendo que a mais antiga data de 900 anos depois do autor, ou seja, a cópia mais antiga que se tem da "Odisséia" de Homero foi escrita 900 anos depois da sua morte, mas os críticos atestam que ela é autêntica.


A Bíblia por outro lado, possui cerca de 24 mil manuscritos, sendo que a cópia mais antiga data de 25 anos depois dos acontecimentos, ou seja, a cópia mais antiga da Bíblia, foi escrita, apenas 25 anos depois de terem acontecidos os fatos. A crítica diz que são falsos os relatos.


Com a descoberta dos manuscritos do Mar Morto em 1948, a Arqueologia deu um "tapa sem luva" nas pretensões dos críticos. A cópia mais antiga do Livro do Profeta Isaias, datava de 1.100 anos depois dele. Ai os críticos diziam que ele era falso, porque um escrito que data de 1.100 anos depois de seu autor não pode ser verdadeiro (Lembram da Odisséia?).


Acontece que no achado de Qunram, foram encontrados cópias do Livro do Profeta Isaias, datados da época do profeta e que eram idênticos aos de 1.100 depois, ou seja, a cópia que tínhamos como a mais antiga, era fiel a mais antiga encontrada nos Rolos do Mar Morto que datavam da época do profeta. Os críticos ficaram mudos.


"Verba Volant; Scripta Manent".

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