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sábado, 2 de maio de 2015

A FÉ X AS VÃS FILOSOFIAS

“Mais fácil é provar o erro que achar a verdade; o erro está na superfície, a verdade está no fundo”. (Goethe)


Introdução

Não há nenhuma incompatibilidade entre ciência e religião, o que existe são somente áreas de estudos diferentes. Porém os que se entregam ao estudo das ciências, muitas vezes se enchem de empáfia e tratam a Teologia de forma leviana, rotulam os crentes de ignorantes, ultrapassados e levantam a bandeira da incredulidade na qual está escrito: “Nós não cremos, nós temos convicções.

Recentemente um cientista inglês escreveu um livro intitulado Deus um delírio, no qual ele questiona a fé de pessoas simples, e, com o seu cabedal de conhecimento científico na área da matemática, ele despreza a fé dessas pessoas simples. Lógico, ele irá vencer essa batalha.

Não vemos os supostos sábios e inteligentes, homens e mulheres, questionarem os grandes tratados de Teologia, como os de Lutero e Calvino, por exemplo, porque eles se confessam ignorantes em matéria religiosa. A base de suas intransigências não estão tampouco nos próprios princípios verificados e estabelecidos pela ciência, porque nós também os estudamos e não encontramos nenhum antagonismo com as verdades da fé.

O teólogo Dr. Hodge, diz numa de suas obras: “I am as sure as I am of my existence that there is nothing in the discoveries of science which can give Christians any ground for fear.” (Tão certo eu estou de que não há nada nas descobertas da ciência que dê motivos de receio aos cristãos, como estou certo de minha própria existência).[1]

Qual o critério e o fundamento da ciência, emitidos contra as verdades teológicas?

É que eles muita vez confundem a intolerância e os dogmas do romanismo, com os preceitos simples e santas do Evangelho. É que em seus estudos superficiais e cheios de preconceitos e argumentos infantis, chamam de ciência o que não passa de vãs filosofias. Aceitam como ciências algumas especulações filosóficas e condenam os princípios da fé religiosa.
Muito pouca gente hoje em dia, em nosso meio social, faz a devida distinção entre o que seja verdadeiro cristianismo, como revelado nas Sagradas Escrituras, e as doutrinas que vem de homens inescrupulosos. É também necessário não confundir os postulados e as especulações arrogantes dos filósofos, com os fatos verificados e demonstrados pela ciência.

O que parece dividir a ciência e a fé, é apenas um debate entre a religião e a filosofia, principalmente dos naturalistas. São dois sistemas que remontam a um fato fundamental de fé, que trata de admitir quer seja uma fé filosófica ou uma fé bíblica.

Por esta razão, quando alguém nos fala sobre as “gerações espontâneas”, sobre a “seleção natural”, sobre “as origens das espécies, etc., admiramos nessas teorias (e não são mais nada além de teorias), o gênio inventivo de seus autores, que as criam para ganhar notoriedade e dinheiro dando palestras em universidades ao redor do mundo, mas vemos desde cedo que não se trata de ciência, mas de especulações filosóficas, que muitas vezes é preciso mais fé para se crer nelas, do que para se crer nas Escrituras Sagradas.

Nós estudamos esses sistemas sem perder a nossa fé, sem medo de encontrar nessas obras puramente humanas, a condenação de nossos princípios de fé que estão nas Sagradas Escrituras.

Somos teólogos e somos crentes, mas isso não nos impede de estudarmos essas teorias humanas, inventadas pela especulação filosófica. Não temos receio de admirarmos as descobertas que constituem o patrimônio sagrado da inteligência humana.

Examinamos, duvidamos e nos empolgamos nas investigações, porém, não largamos a bússola da nossa mão, não abandonas a fé. E seguindo na realidade incontestável dos nossos princípios, levantemos sempre a bandeira do cristianismo, onde estão escritas as palavras do Evangelho:

Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos...” (II Co. 4.13).



[1] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo. Hagnos. 2001. Cap. III. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O MUNDO VAI ACABAR QUARTA-FEIRA, DIA 10/09?

Por
Rev. João d'Eça
Grande parte do mundo está apreensivo, visto que na próxima quarta-feira, dia 10 de Setembro, o mundo pode acabar. Isso mesmo, o mundo pode acabar, ser destruido, na próxima quarta-feira.
É que será ligado o acelerador de partículas, O LHC (Large Hadron Collider) está prestes a entrar em ação. E será nesta quarta-feira e alguns cientistas dizem que pode provocar o fim do mundo. Trata-se do maior acelerador de partículas, localizado no CERN (Organização Europeia para Investigação Nuclear), na Suíça, possui um túnel de 100 metros na fronteira com a França, onde os prótons serão acelerados no anel de colisão que tem cerca de 27 km de circunferência e 8,6 km de diâmetro.
Um dos principais objetivos do LHC é tentar explicar a origem da massa das partículas elementares e encontrar outras dimensões do espaço, tentando desvendar alguns segredos do universo. O desafio é fazê-lo sem destruir o mundo.
Produzindo um feixe de protons em cada direção do anel, a intenção é colidi-los quando estiverem na máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang.
Os cientistas envolvidos nesta experiência, a maior até hoje, já foram alvos de ameaças de morte, precisamente devido a esse risco de causarem o fim do mundo. Várias pessoas têm recebido e-mails e telefonemas ameaçadores, de pessoas que dizem temer o surgimento de terramotos e tsunamis, denunciou o The Telegraph.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

A CIÊNCIA TEM AUTORIDADE PARA FALAR DE RELIGIÃO?

Por
Rev. João d'Eça
Alguns cientistas das ciências naturais como Matemática e Física, nos últimos tempos, tem atacado a religião com um sentimento de mais ou menos raiva, com base nos seus diplomas acadêmicos, acham que possuem autoridade suficiente para fazer esses ataques.
Dentre esses que atacam, podemos citar os que são mais raivosos como Christopher Richten, John Allan Paulos e Richard Dawkins, que pensam que os seus diplomas adquiridos em destacadas Universidades, os habilitam para falarem de religião.
Os cientistas citados, em seus postulados, afirmam que os cientistas do passado que também eram matemáticos e físicos e que criam na existência de Deus, dizem que eles tinham uma concepção muito particular de Deus e o que para eles era Deus, era totalmente diferente para o cidadão comum. Dizem que as leis impessoais do universo já foram chamadas de Deus e que portanto definir Deus assim, então, Deus existe.
Com afirmações como essas, concluímos que eles nunca leram aqueles que eles atacam, como Leibniz e Pascal, por exemplo. Uma outra forma de ataque que eles se utilizam é a leitura que fazem da Bíblia. Eles fazem uma leitura literal e tentam provar que as afirmações a partir de uma leitura da Bíblia feita literalmente não se sustentam. Ora esse é um empreendimento totalmente ingênuo, fútil e infantil.
Na verdade, com essa atitude, eles estão discutindo com a crença do cidadão comum acerca de Deus, somente em áreas periféricas, não discutem o centro, o âmago, não combatem os postulados dos grandes pensadores da religião cristã, não tem conhecimento das línguas originais e nem da filosofia da religião ou da história da teologia.
É claro que o conhecimento do cidadão comum é totalmente periférico, metafórico, alusivo e simbólico; que parte de uma leitura literal dos seus postulados. A simples alegação do cidadão comum, que atribui a Deus, a cura de uma doença, por exemplo, não pode ser afirmado e muito menos impugnado, porque careceria de uma seqüência de operações lógicas extremamente complicadas.
O que pode ser testado, examinado e discutido, não são jamais, as crenças metafóricas do cidadão comum, mas sim, as teses sistematizadas pelas quais a religião se expressa. Somente a teologia de alto nível podem ser discutidas, que é o que eles não fazem.
Não vemos esses homens combaterem as teses de Agostinho, de Tomás de Aquino, de Lutero, de Calvino, de Berkhof, de Hodge e de muitos outros. Eles fogem disso e apenas vão discutir as crenças periféricas e metafóricas do cidadão comum com os seus diplomas de Matemática e Física, e o resultado: Vitória pra ciência, é claro! Sabe o que é isso? É charlatanismo puro.
Não se pode desprezar ou fazer afirmações de inverdade a um postulado científico de Einstein, por exemplo, indagando do padeiro da esquina sobre o seu conhecimento das teorias do grande cientista, isso seria vigarice intelectual, e é exatamente isso que fazem, Charles Dawkins, John Paulos e outros. Para eles, a crença do cidadão comum é que representa a verdadeira religião e a crença dos teólogos e filósofos citados acima, para eles não é religião.
Eles não estão preocupados com uma discussão séria, o que eles querem é difamar. O que querem ainda, além de difamar, é ganhar dinheiro com a venda dos seus livros e com apresentação de palestras em universidades ao redor do mundo, ou seja, são mercenários da intelectualidade, e o pior, existem milhares de bobalhões ovacionando esses desonestos.
Eles são grandes charlatões e infelizmente repórteres, jornais e revistas estão puxando o saco desse pessoal e dando ouvidos a eles, porque são ignorantes, porque acreditam que eles derrubaram as crenças no cristianismo, por causa do embate deles com o trabalhador que freqüenta a Igreja Universal, ou com a irmãzinha comum que aos finais de semana freqüenta o culto da igreja da esquina.
Definitivamente, não dá pra acreditar nesses homens como honestos e bem intencionados.

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