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31 DE OUTUBRO DIA DA REFORMA PROTESTANTE

A estrutura pagã do catolicismo Romano.


Introdução:
Depois do estabelecimento do cristianismo no século 1, como o maior evento da história da humanidade, a Reforma protestante, 16 séculos depois, é o segundo maior evento do cristianismo.

A invenção da imprensa por João Gutemberg, juntamente com a redescoberta das letras, foi o que preparou o terreno para o evento histórico chamado Reforma. O redescobrimento das letras clássicas fez com que o cristianismo não fosse deturpado com adições comprometedoras.

Como a igreja havia se afastado da sua inicial pureza e simplicidade, com o surgimento da igreja católica romana no século IV, com o imperador Constantino, quando este cristianizou o Império e passou dai em diante a ser uma igreja comprometida e envolvida com a política e os negócios seculares.

Já na época de Paulo, apóstolo, o partido judaico-cristão, por Paulo combatido com veemência, havia conseguido implantar em meio aos primeiros cristãos, ideias e costumes emprestados exclusivamente do Antigo Testamento. As pompas do culto, necessárias a um povo grosseiro e rudimentar, que ainda se achava no berço da sua existência política, insinuaram-se na igreja. Copiaram o sacerdócio israelita e, de imitação em imitação acabaram por ter a hierarquia dos sacerdotes judaicos, desde o sumo pontífice, até o mais humilde dos ajudantes do templo.

Os judeus eram detentores do sacrifício perpétuo, a igreja romana também reivindicou esse sacrifício, os judeus tinham uma lâmpada que nunca se apagava, a igreja romana também acendeu uma lâmpada nos seus templos. Os judeus tinham o altar onde o sangue das vítimas era derramado, a igreja romana também estabeleceu um altar onde é feito um sacrifício incruento (a missa). Os judeus tinham festas solenes, a igreja romana instituiu festas análogas nesse novo culto. Essa imitação do romanismo às festas judaicas podem ser explicadas da seguinte forma: Moisés e os profetas dos judeus foram os antepassados do Salvador, os arautos da sua vinda. Deus havia falado por intermédio dos antigos profetas e os seus escritos eram a Palavra de Deus.

A igreja romana decidiu perpetuar essas cerimônias no culto cristão. Diziam que fazer assim era uma demonstração de obediência ao Senhor. Porém, eles não souberam distinguir o que, na antiga aliança, era permanente e o que era transitório. Confundiram os ritos cristãos com os ritos judaicos. É dai que vem essa identidade judaica dos rituais que existe no romanismo.

PERÍODO DA IDADE MÉDIA

Na Idade Média, a igreja romanizada e já corrompida introduziu muito do paganismo nos rituais romanistas. Muitos usos e tradições dos pagãos foram incorporados no romanismo. Eram costumes que os papas consideraram inocentes, que no princípio se desculpava e que mais tarde veio a ser tolerado, introduzindo no inconsciente das massas ignorantes as ideias e superstições pagãs.

Os acontecimentos se processam da seguinte forma: primeiro desce-se por um declive inicialmente insensível desviando-se e afastando-se do terreno primitivo, e, sem pensar, encontra-se num terreno totalmente diferente, numa zona desconhecida, numa atmosfera totalmente adversa da original. Depois de se estar lá, o próximo passo, é acomodar o novo estado dos espíritos com os dogmas primitivos, modificando-se e interpretando-se de um outro modo, para só então se perceber que a nova religião está impregnada de elementos da antiga.


O PANTEÃO ROMANO

No Panteão romano, assim como no grego haviam centenas de deuses, cada um para uma faceta da vida humana. A sociedade grega e a romana também era politeísta. O romanismo não aboliu esses deuses, mas os incorporou de outro modo.

Entre o Deus supremo e os homens, o romanismo colocou um exercito de semi-deuses, heróis divinizados. Em lugar das deusas colocou-se a virgem Maria, em lugar dos heróis, colocou-se os santos. Em lugar dos deuses domésticos colocou-se os padroeiros da família sob o nome venerado dos apóstolos ou de alguns cristãos célebres. Estabeleceu-se então uma corte de deuses, assim como os deuses do Olimpo.

JUDEUS E PAGÃOS

Os judeus tiveram os profetas, dirigidos pelo Espírito Santo e constante comunhão com o Altíssimo. Foram os profetas quem redigiram os oráculos divinos que vieram a se tornar o código religioso de Israel.

O paganismo não possuía revelação escrita, mas possuíam um corpo de sacerdotes que serviam de intermediários entre os deuses e os homens. Na crença pagã os deuses não falavam com os homens, mas somente com os sacerdotes e para consultar os deuses, necessitava-se da intermediação sacerdotal. Os sacerdotes eram o primeiro degrau da escada de seres divinos que terminava em Júpiter. Os seus ensinos eram infalíveis e a sua autoridade era incontestável. Para o paganismo tudo se resumia em obedecer aos sacerdotes. O sacerdote era o representante oficial da religião. Não se podia dispensar o seu ministério em nenhuma cerimônia pública. Assim o paganismo tornou-se, em essência, uma religião humana.

O princípio era a glorificação do homem na pessoa do sacerdote ou a exaltação do homem na deificação dos imperadores. Pedro vem e combate esse pensamento quando diz: “Vós sois reino de sacerdotes.” (I Pd. 2.9).

Já deu pra perceber sobre onde e sobre o que está montado todo o arcabouço do catolicismo romano. Foi contra toda essa gama de paganismo que os Reformadores lutaram, foi contra essa deturpação do cristianismo que Martinho Lutero e João Calvino levantaram as suas vozes e trouxeram a igreja para os seus princípios originais.


Continuaremos no próximo artigo.

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