quarta-feira, 2 de março de 2016

A PARÁBOLA DA IGREJA PRÓDIGA

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Mildreth J. Haggard

 
The Christian Endeavor World

 
Tradução livre

 
 

Uma certa igreja tinha muitos membros, sendo muitos adultos com a sua fé bem consolidada e outros que deviam ser considerados como meninos e meninas. E os meninos e as meninas disseram à Igreja e ao pastor:

 
“Ó igreja, dá-nos a porção do teu tempo e da tua atenção, o teu culto, o teu ensino da Palavra de Deus, e da tua educação, que nos pertencem!”

 
E a igreja repartiu com eles o seu auxílio, sendo-lhes permitido vir à Escola Bíblica por uma hora no Dia do Senhor, se eles quisessem, e o pastor e a igreja julgaram que tinham cumprido todo o seu dever para com os meninos e meninas.

 
Poucos dias depois, o pastor e a igreja, ajuntando todos os seus interesses e as suas ambições, partiram para uma terra mui distante, uma terra de indiferentismo e de presunção, e lá desperdiçaram a sua preciosa oportunidade de educar os próprios filhos da igreja.

 
E quando já tinham gasto a melhor parte da sua vida, e tinham ganho admiração e distinção, mas deixaram de crescer, houve naquela igreja uma grande fome, e começaram a padecer necessidade de homens e mulheres. E eles foram e pagaram um evangelista e um cantor profissionais, desses que há às centenas nos círculos “neo-penteca” e fizeram reuniões noite após noite. E desejavam saciar-se com as bolotas do sucesso, e nenhum plano lhes trouxe o sucesso que desejavam.

 
Até que caíram em si e disseram: “Havia muitos meninos e meninas que frequentavam a nossa Escola Bíblica, muitos dos quais pertencem às nossas melhores famílias, e nós aqui perecemos de fome por eles! Vamos nos levantar, e iremos ter com eles, e lhes diremos:
 

“Meninos e meninas, pecamos contra o Céu e perante vocês; já não somos dignos de sermos chamados de igreja, tratai-nos como um de vossos conhecidos”.

 
Dai eles levantaram-se e foram aos filhos, agora já crescidos. Mas quando ainda estavam longe, viram os meninos e as meninas, e movidos de admiração, e em vez de correrem e os abraçarem, eles ficaram retraídos e confusos. E a igreja lhes disse:

 
“Meninos e meninas, pecamos contra o Céu e perante vocês, já não somos dignos de sermos chamados de igreja. Agora nos perdoem e seremos amigos”

 
Mas os meninos e as meninas disseram: “Não será assim, era o nosso desejo que fosse como vocês falaram, mas agora é tarde demais. Houve um tempo em que desejávamos a sua amizade, queríamos partilhar com vocês do trabalho e adquirir conhecimento, mas você se mostrou indiferente. Fizemos amigos e ganhamos outros conhecimentos, recebemos o que era ruim, e agora, a nossa mente está tão poluída, que não há retorno. Mergulhamos na alma e no corpo; não temos mais vida espiritual e não há nada em que possamos ser úteis. É tarde demais, tarde demais, tarde demais!”  

 

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”

(Pv. 22.6)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O CULTO A DEUS - A PREGAÇÃO DA PALAVRA


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Rev. João d'Eça, MDiv

Publiquei um texto com o mesmo assunto em 5 de janeiro e agora, um pouco modificado, mas abordando outros princípios, republico-o. 
 

Introdução
 
         A pregação da Palavra de Deus é o ponto alto do culto público que é realizado em nossas igrejas. A pregação é, portanto, uma matéria de grande responsabilidade. O pregador é o responsável por explicar, à partir do púlpito, as grandes verdades acerca da salvação, porque em tese, foi para isso que ele foi chamado por Deus.
 

         Pregar é ter a responsabilidade de transmitir com fidelidade a Palavra de Deus. Já que as pessoas darão contas de suas palavras frívolas e ociosas, a responsabilidade de ser fiel às Escrituras no púlpito é muito maior, porque o resultado será para toda eternidade.
 

         O Catecismo Maior de Westiminster na resposta à pergunta 155 diz:


“O Espírito de Deus torna a leitura, e especialmente a pregação da Palavra, um meio eficaz para iluminara, convencer e humilhar os pecadores; para lhes tirar toda confiança em si mesmos e os atrair a Cristo; para os conformar à sua imagem e os sujeitar à sua vontade; para os fortalecer contra as tentações e corrupções; para os edificar na graça e estabelecer os seus corações em santidade e conforto mediante a fé para a salvação.”
 

Como deve ser feito o sermão


         O sermão nunca deve ser feito de improviso. O pregador tem a responsabilidade de estudar e meditar com todo esmero e cuidado. O lema de Calvino nesse particular era “Orare et Labutare” [Oração e Trabalho]. O pregador deve possuir bons comentários bíblicos e uma boa biblioteca. O pregador deve estar constantemente estudando, sua leitura deve ser constante e ele deve aproveitar bem cada oportunidade para estar lendo bons livros.
 

Nenhum pregador está devidamente pronto, logo ao sair do seminário. Após os estudos, os estudos continuam. Paulo dando conselho a Timóteo diz: “Até à minha chegada, aplica-te à leitura....” (I Tm. 4.13).


O conteúdo dos sermões        


         Os sermões podem ser aplicados à partir de um texto das Escrituras ou podem ser expositivos, com textos bem maiores, com pelo menos mais de três versículos. Podem ser pregados com ênfase de edificação, de instrução ou evangelização, cujo objetivo principal é alcançar os corações dos pecadores não convertidos.
 
         Todo pregador tem o dever de apresentar uma mensagem fiel à igreja, onde o sermão precisa ser bem estudado e meditado. Ele deve se lembrar que, entre os ouvintes, embora não podendo ser visto, está o Senhor Jesus Cristo. Assim, sendo o púlpito um lugar de responsabilidade, deve haver muito cuidado na escolha de um substituto ao pastor em suas ausências. Quem não tem o devido preparo não deve se meter a pregador.

Críticas aos pregadores


         Em todo lugar há os críticos, que se arvoram em aparentar que são bons pregadores pelo simples fato de criticarem os outros. Para muitos, o pregador é avaliado pela tonalidade da sua voz. O de voz mais aguda tende a ser para esses críticos, o mais eloquente. No entanto, os críticos nunca se lembram do texto da pregação que criticam, costumam apontar para os supostos erros de homilética ou hermenêutica e se limitam a criticar por criticar.

Conclusão:


A nossa tarefa como ouvintes é apresentarmo-nos na casa de Deus com júbilo e desejar ouvir o que o SENHOR fala através dos seus servos, os pregadores do Evangelho. Com isso não estou dizendo que todo sermão é digno de se ouvir, pois há sermões sofríveis, fruto de falta de leitura e estudo árduo, no entanto, devemos ouvir a Palavra de Deus com espírito de mansidão e humildade, respeitando a Palavra de Deus que está sendo pregada, pois como disse o profeta Isaias:
 

“Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia cousas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!”

(Isaias 52.7)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

REFLEXÕES SOBRE ORAÇÃO


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Rev. João d’Eça

 

 

A oração. Podemos dizer, é uma conversação contínua com Deus. A oração é para a alma o que os músculos e


os nervos são para o corpo, a quem dão o movimento necessário.


A oração é a alma subindo em busca de Deus, em busca do remédio apropriado, é a separação das criaturas para se aproximar do criador, saindo dos confins do pecado.


A oração é o grito do pecador que reconhece a sua miséria. Se há no mundo alguém que nunca sofreu, esse está dispensado de orar. A oração é um grito de socorro, e, se há alguém que não precisa ser socorrido, esse não precisa orar.


A oração é um suspiro rumo a Deus, e, se há no mundo um ser humano capaz de viver sem respirar, esse não precisa orar.


A oração revela-se na intercessão pelo próximo, no amor que é ordem divina. A oração está presente nos bons conselhos que são dados, motivados pelo amor.


O crente que ora antes de seus estudos bíblicos, procura a santidade e a instrução do seu próximo. O crente que ora oferece o seu trabalho ao Senhor e o louva e o exalta.
 

A oração é o momento de maior comunhão entre o homem na sua pequenez, diante do Criador amoroso e Todo-Poderoso.

 

Não deixemos de orar em tempo algum.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

POSSO USAR QUALQUER RITMO OU ESTILO NO LOUVOR DA IGREJA OU NO RETIRO ESPIRITUAL?

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Rev. João d'Eça
 




Introdução
Há uns dez anos atrás, um amigo pastor de outra denominação me questionou sobre porque não usamos as músicas alusivas à época, para realizar os nossos eventos. No caso em questão ele estava se referindo ao samba, e perguntando por que não cantamos um samba de enredo para abrilhantar os nossos retiros? Eu logicamente, sabendo da sua intenção, lhe respondi:
 
"Eu não ficarei surpreso no dia em que presenciar nos retiros marchinhas de carnaval, axé music e frevo, dentre outros."
 

Não demorou nem os dez anos e a coisa degringolou de vez. Muitos, erradamente recorrem ao Salmo 150 para fundamentar o seu argumento de usar todos os tipos ritmos no culto, ou seja, tudo é válido para o louvor a Deus na adoração pública.
 
 
Explicação do princípio do Salmo
Com certeza o Salmo 150 não propõe esta ideia? Em nenhum momento o salmista diz que podemos usar qualquer ritmo, instrumento, estilo musical, expressões corporais e danças no culto solene. Pelo contrário, o Salmo 150 nos mostra claramente que cada elemento da criação em seu contexto apropriado e condicionado ordenadamente louvam ao Criador. Este louvor se aplica de modo geral a todos os seres viventes que compõe a criação. Sem intenção de querer fazer uma exegese do Salmo 150, mas tendo de mencionar alguns detalhes atinentes ao texto, podemos dizer que a palavra "santuário" (no hebraico: rekia) do versículo 1 é originalmente traduzida por "expansão do céus". Não se limita somente ao tabernáculo e muito menos ao templo de Salomão, mas a tudo o que está debaixo dos céus. A ideia central é mostrar que Deus deve ser adorado por causa de quem Ele é, o Soberano de todo o universo.
 
 
Não podemos esquecer de que Deus é louvado por tudo o que ele criou, tudo deve ser usado para o seu louvor, mas, não podemos usar este salmo para justificar certos ritmos, expressões e manifestações artísticas no culto solene. Não é disso que trata o salmo.
O que o Salmo nos diz é que cada elemento mencionado nesse Salmo 150, deve ser usado no seu contexto e momento apropriado no louvor a Deus.  E aqui a mensagem não se aplica a todos os ritmos musicais ou a todos os estilos de música. É fácil detectar de que nem todos os ritmos e estilos podem ou devem ser usados no culto.


Temos o direito de fazer como quisermos?

Mesmo os retiros espirituais, que são momentos mais informais de reunião da igreja, não são áreas livres para o uso de tudo que a nossa imaginação determinar. O culto a Deus é determinado pelo próprio Deus e não pode ser realizado do modo como nós queremos, segundo a nossa imaginação, pois, o próprio Deus diz como quer ser adorado, não cabendo a nenhum de nós inventar moda, ou introduzir elementos diferentes daqueles expressos nas Escrituras.
 
Geralmente os que introduzem elementos estranhos à Bíblia no culto público, ou mesmo num momento mais informal, o fazem porque desejam estimular a carne. Sabendo que o ser humano sendo carnal, deseja que a sua carnalidade seja estimulada, fazendo com que o culto deixe de ser santo e espiritual para ser profano e carnal. São homens carnais criando meios carnais para atrair outros homens carnais. O sucesso dessa receita mundana é garantido!
 

E ai? Quer dizer que eu não posso ouvir certos ritmos ou estilos de música?


A Escritura Sagrada não nos limita sobre quais ritmos ou estilos musicais devemos ter contato ou ouvir, mas a Escritura nos ensina a ter bom-senso, pois culturalmente alguns ritmos e estilos são inapropriados para o crente se deleitar. A Escritura nos alerta: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam, todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Cor. 6.12,13). Todo cristão deve lembrar que os mesmos critérios no culto solene devem ser aplicados à nossa vida quando apreciamos qualquer ritmo ou estilo musical sejam elas evangélicas ou seculares.
 

Quem criou os ritmos e estilos musicais?
Com certeza não foi o diabo, não foi Deus diretamente, mas o homem. A graça comum de Deus é que dá a capacidade artística e de criatividade ao homem, mas isso não significa que tudo o que ele faz pode ou deve ser usado no culto a Deus.
 
 
A manifestação cultural de Israel

A música em Israel era usada em sua larga maioria para adoração e louvor ao Eterno Deus, em que pese muitos terem deturpado e usado a música para outros fins, originalmente visava a adoração cúltica. Então os estilos criados pelo povo judeu visava somente a adoração, era algo cultutal, coisa que não ocorre no Brasil. O samba não foi criado para adorar a Deus, assim como o frevo, o axé e outros ritmos mais contemporâneos não o foram. Por isso, nenhum deles é apropriado para a adoração, muito mais porque esses ritmos citados não são considerados músicas, mas barulho que apelam somente para o corpo, nada tem para a alma ou o espírito, pois dispensam a melodia e a harmonia.
 
Conclusão
Nunca tente induzir as pessoas ao emocionalismo carnal. O louvor deve ser refletido, pensado, meditado. O louvor também pode exercer a função de proclamação das verdades bíblicas. O que devemos fazer é ajudar as pessoas a entender o que está sendo cantado naquele momento. Devemos motivar os irmãos a perceberem os princípios da Palavra de Deus contidos na mensagem musical.

Liturgia não é show e nem apresentação em palco. O momento do louvor por meio da música é um preparo para nos conduzir a atenção quando a Palavra for pregada. O culto é para Deus e não para o hoeme, deve agradar a Deus e não ao homem. Para nós o culto é um sacrifício (Hb. 13.15). Não chame a atenção para as pessoas. As pessoas devem voltar toda atenção a pessoa de Cristo.
Devemos ter muito cuidado com a letra também. Existem letras que explicitamente são heréticas e mesmo que mencionando um texto bíblico, ainda assim, devemos tomar muito cuidado com a teologia ensinada.
 
Mesmo que certos estilos musicais não sejam pecaminosos em si mesmos, qual deles é apropriado para o culto solene? Se esse critério não for observado, como já disse antes, as vezes estaremos trazendo o carnaval para dentro do culto ou para os nossos retiros espirituais.
 
Finalizando, a música no culto, e até mesmo no retiro espiritual não são para o entretenimento, mas para envolver e ensinar as pessoas a Palavra de Deus. Cantemos a Palavra!

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

CONSIDERAÇÕES FORTÚITAS SOBRE A PREGAÇÃO DA PALAVRA

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Rev. João d'Eça


Que formosos são sobre os montes os pés

do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir

a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir

a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!

(Isaias 52.7)

 

Introdução
          Quando falamos de pregação da palavra estamos tratando de uma matéria de grande responsabilidade, primeiramente porque o pregador é um enviado de Cristo, ao púlpito para explicar as mensagens de salvação. Calvino e Lutero ficavam impressionados com o tamanho da responsabilidade: falar em nome de Deus, a Palavra de Deus. O fato é que a Escritura nos diz que nós temos de dar conta até da palavra ociosa, imaginem a responsabilidade da palavra proferida? Ela tem repercussões eternas.
 
Como preparar o sermão
          O sermão nunca deve ser feito de improviso, fazer assim é irresponsabilidade, é não levar em consideração a importância da mensagem. O lema de João Calvino era: “Orare et labutare” (Oração e Trabalho). Esse deve ser o esforço do pregador, orar e trabalhar duro para apresentar uma mensagem relevante e biblicamente centrada.
 
O pregador deve fazer um esforço para ter bons comentários bíblicos e bons livros. O pregador ainda continuará a ser um aluno, e deve ser um aluno mais aplicado ainda mesmo depois de sair do seminário. O pregador relevante “aproveita bem cada oportunidade” para ler durante suas viagens. Pobre daquele que pensa que o tempo de estudar se limita ao tempo de seminário, ou que pensa que não precisa estudar de jeito nenhum, achando que receberá a mensagem para pregar à igreja por “divina revelação extática”.
 
O conselho do apóstolo Paulo a seu filho na fé Timóteo foi “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino” (I Tm. 4.13). Um certo pregador de notável reconhecimento atraia as suas ovelhas pelos seus sermões edificantes. Alguns irmãos, porém, se queixavam da sua falta de visitação mais constante. A sua resposta era que, se os visitasse mais em suas casas, eles o visitariam menos na igreja, pois os seus sermões não seriam devidamente preparados.
 
Quanto de texto usar
         Os sermões podem ter como base um só versículo das Escrituras ou podem ser expositivos, como é a prática presbiteriana da maioria dos pregadores. A exposição da Palavra era a prática comum dos apóstolos e foi a prática dos grandes pregadores ao longo da história até a Reforma, onde os Reformadores usavam a pregação expositiva como meio de evangelizar, edificar e de ensinar as igrejas. Dos Reformadores aos nossos dias, passamos por pregadores como Whitifield, Edwards, Spurgeon,  Lloyd Jones, John Stott, etc.
 
A missão do pregador no culto público consiste, pois, em apresentar uma mensagem fiel à igreja. Seu sermão deve ser bem estudado e meditado. Ele deve se lembrar que, entre os ouvintes, está a presença do Príncipe dos pastores, o Senhor Jesus Cristo. O pregador deve ser extremamente cuidadoso na escolha do texto, sabendo o que vai dizer a igreja. O texto não pode ser um “pretexto”, mas ele deve ser a base do sermão.
 
         O substituto natural do pastor na igreja é o presbítero, mas se o presbítero não for um homem habilitado, não for devidamente preparado, conforme ensina a Escritura, não deve se aventurar nos caminhos da pregação.
 
O papel dos ouvintes
         O povo que está no culto deve dar toda a atenção durante a pregação. É falta de respeito, de ordem e reverência, quando as pessoas ficam levantando-se durante a pregação. Desde a saída de casa, as pessoas que vão ao culto, devem se preparar em oração, orando não só pelo pregador, mas por si próprio, para que Deus lhe abra o entendimento para compreender a verdade e para que a Palavra não volte vazia.
 
Nunca critique o pregador em público para não desestimular os ouvintes a não quererem mais ouvi-lo, muito menos critique em casa à presença dos filhos, para que estes não fiquem desanimados e não venham a perder o respeito pelo pregador e pela mensagem. A maioria dos críticos fazem a critica pelo simples hábito de criticar, nem se lembram do que foi pregado, do texto lido, mas a língua ferina, tende a criticar pelo mau hábito.
 
Conclusão
 
         As famílias devem sair de casa para o culto com júbilo e alegria em seus corações, desejando ouvir a Palavra de Deus através dos seus servos os pregadores, usados por ele como instrumentos de transmissão da sua mensagem.
 
Orar, prestar atenção, tentar compreender o que se diz é dever dos ouvintes. O dever dos pais é orientar os seus filhos, mesmos os pequeninos, a saber que aquele momento da pregação é um momento de prestar atenção e se comportar. Para isso, os pais devem orientar os seus filhos desde a casa e exigir que eles atentem para a pregação na hora do culto.
 
Aos pregadores, devem ser fieis às Escrituras e falar aos ouvintes todo o conselho de Deus. Nunca saia para o culto sem antes ter se preparado adequadamente para tão sublime tarefa, a de pregar a Palavra de Deus.

1916 TENTATIVA DE CRIAÇÃO DA UNIÃO DE IGREJAS EVANGÉLICAS DO BRASIL

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Rev. João d'Eça



Introdução:
Há 100 atrás, mais precisamente em fevereiro de 1916, houve no Panamá o Congresso Evangélico Latino-Americano. Antes da realização desse Congresso, houve no Brasil reuniões interdenominacionais, na cidade de São Paulo, onde participaram as maiores igrejas e os mais eminentes nomes entre essas denominações.
 
 
O objetivo da aproximação entre as denominações era de trocar ideias sobre os assuntos que seriam discutidos no Congresso do Panamá, porém, em outras reuniões a proposta das reuniões foi mais além, havendo reuniões de confraternização e de acordos para melhor harmonia no futuro em relação ao trabalho evangélico.
 
 
Já há100 anos passados a dificuldade era enorme para uma cooperação fraternal, hoje nem se cogita nessa possibilidade, principalmente porque o trabalho de igreja não é mais para o engrandecimento do Reino de Deus, mas virou “balcão de negócios” e nicho de grupos ou famílias que querem fazer o seu negócio prosperar e para isso eles fazem qualquer coisa, menos cooperação Interdenominacional gratuita.
 
As reuniões em São Paulo
          Os líderes das Igrejas Presbiterianas do Brasil e Independente, bem como das outras igrejas receberam o convite para participação num Instituto Bíblico Interdenominacional, cujas reuniões iriam acontecer nos dias 12 a 19 de dezembro de 1915. Os idealizadores do movimento eram os missionários da igreja Batista. O Jornal Batista publicou a posição dos batistas dizendo que “em matéria de doutrinas, de convicções ou questão de consciência, ... não cederemos um ponto sequer naquilo que julgamos ser a vontade revelada do nosso Mestre”.
         Os batistas ainda disseram que mesmo assim, “isto... não impede que haja respeito mútuo entre os diversos ramos evangélicos”. Então eles dizem que não concordam com o batismo infantil, o qual consideram “heresia”, mas respeitam os que tem convicções sobre o assunto.
         Para muitos ministros que participaram daquelas reuniões, o objetivo deveria ser o de uma “União Orgânica”, ou seja, a fusão de todas as denominações em uma só corporação. Porém, essa ideia não encontrou apoio entre os pastores e nem entre as igrejas presentes. O objetivo predominante parecia ser o de uma união onde fosse possível haver para combate do inimigo comum.
Consulta aos pastores
 
 
         O pastor batista e missionário Salomão Luiz Ginsburg, resolveu enviar aos pastores uma pergunta que foi publicada em O Jornal Batista.  A pergunta foi a seguinte: “Até que ponto julga possível uma união Interdenominacional?” O jornal publicou as respostas dos vários líderes denominacionais que responderam a consulta, as quais transcrevemos abaixo as partes principais dos textos de cada um deles:

Pastor A.B. Deter[1]
Há muitas doutrinas básicas e vitais que todas as denominações aceitam em comum. Estas são mais importantes e mais numerosas do que as doutrinas que nos separam. É bem possível haver verdadeira uniãofraternal não-orgânica, por causa dessas doutrinas comuns a todos nós. (...) O nosso desejo mais ardente é que findem o quanto antes todas as contendas e lutas desnecessárias.

Rev. Eduardo Carlos Pereira[2]
Não creio que haja atualmente possibilidade ou conveniência na fusão orgânica das diversas denominações que trabalham no Brasil. Contudo creio que é possível a criação de um concílio nacional, que não somente sirva de vínculo moral, mas ainda de comissão dirigente de certos trabalhos comuns sobre evangelização, educação, imprensa e beneficência.
Em seu comentário, o pastor Salomão Ginsburg citando o caso da Igreja Batista disse: “... a adoção de um tal Concílio será impossível. Em primeiro lugar, porque cada igreja local é livre e independente; e também porque essa ideia na sua última análise daria na organização dum governo centralizador, tão contrário à índole democrática dos batistas.”
 

Rev. Vicente Themudo Lessa[3]
 
A resposta do Rev. Themudo Lessa foi um tanto extensa, por isso, iremos resumi-la aqui.
         “... o requisito primário e essencial é que essa união real... a unidade do espírito pelo vínculo da paz. O amor de Deus nos corações destruirá toda a raiz de amargura...”
         “... achamos que, em nosso pais, todas as denominações poderão cooperar unidas nos seguintes pontos:
          1 – Beneficência – Hospitais, Asilos, Orfanatos, etc;
         2 – Publicações – Haja uma grande Cas Editora evangélica devidamente instalada em São Paulo ou Rio de Janeiro, da qual sairia obras de propaganda e instrução religiosa, de modo a servir todas as denominações.
         3 – Imprensa – Uma revista comum como uma grande tiragem, que seja para os interesses da EBD...
         4 – Educação – Poderia haver um grande Colégio para os filhos dos crentes das várias denominações....
 
Essas mesmas respostas foi dada pelo eminente Rev. Bento Ferraz da IPI.
 

Dr. W.A. Waddel[4]
 
Meu caro Salomão Ginsburg... A resposta é: Até ao ponto que o Espírito Santo vencer em nós o egoísmo. Em Cristo não há divisão. Há apenas a diversidade que permite a união orgânica. Veja-se em I Cor. 12. Toda divisão na Igreja é resultado do egoísmo humano....
 

Dr. A.B. Langston[5]
 
Há no Brasil diversos Estados. Cada um procura o seu próprio desenvolvimento, tem suas próprias leis, seus próprios governadores, e seu modo de obedecer e promover os interesses da União ou ‘os Estados Unidos do Brasil’. O melhor  Estado é aquele que interpreta melhor o espírito brasileiro e faz mais para o desenvolvimento da união. Ora os planos e projetos de cada estado devem se sujeitar aos planos e projetos da nação. Seria impatriótico e bem prejudicial se qualquer estado colocasse seus próprios interesses acima dos interesses de todos os estados ou da nação. Qualquer fraqueza da nação sente-se em toda parte. Portanto, colocar os interesses da união acima dos interesses dos diferentes estados, não somente uma prova de sabedoria como também é o melhor meio de desenvolvimento e defesa própria. O brasileiro deve ser brasileiro antes de tudo, quer seja pernambucano, quer seja paulistano. Para o verdadeiro brasileiro o nome “brasileiro” é mais doce, mais precioso do que qualquer nome regional como paulista, pernambucano, riograndense, etc.
Devia ser assim com as diversas denominações. Creio que as denominações tem razão de ser. Porém o “Reino de Deus” é maior do que qualquer denominação e seus interesses são maiores. O nome cristão é mais doce mais significativo, mais simpático do que qualquer nome particular. E a denominação que procure somente o seu próprio desenvolvimento, não o alcançará e servirá de tropeço e impedimento ao progresso e desenvolvimento do Reino de Deus. A oração de cada denominação deve ser “venha o teu Reino”.
Julgo porém possível uma união Interdenominacional sobre esta base de “submeter todos os interesses particulares aos interesses do “Reino de Deus”, sabendo que, por este modo de proceder, cada denominação vai alcançando o seu maior progresso e que o Reino vem vindo em toda a sua extensão. Se é possível haver uma união de estados com interesses tão diferentes como temos aqui no Brasil, como não podemos ter uma união das diversas denominações sobre a base acima referida? Creio que é possível. Sejamos pois primeiramente cristãos.
 

Abaixo temos a opinião do Rev. Álvaro Reis (foi pastor da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro), não podia escrever em O Estandarte por causa de suas desavenças com o Rev. Eduardo Carlos Pereira, então ele escreveu sobre o assunto em o Puritano, a sua opinião. O editor de O Estandarte, assim se expressa sobre a opinião do Rev. Álvaro Reis: “Num artiguetezinho intitulado “Fraternidade”, entre outras coisas, assim se expressa sobre o a assunto em discussão”:

Rev. Álvaro Reis[6]
 
Mas, uma vez que esta obra de fraternização toma impulso – desejamos fazer um pedido aos nossos colegas de imprensa e é: - para que não nos provoquem a discussões interdenominacionais, e especialmente sobre o batismo e Santa Ceia. Nós absolutamente não desejamos discutir: - mas, provocados, não nos é possível silenciar. Portanto, por amor à propaganda e boa fraternidade, pedimos aos colegas da imprensa que não se dirijam a nós, direta ou indiretamente, a respeito dessas questões interdenominacionais. E em nome de Cristo – desde já nos confessamos gratíssimos. Álvaro Reis.
         A resposta de Salomão Ginsburg a Álvaro Reis foi de uma infelicidade total, a ponto de ele supor que os únicos leias a Cristo e à Bíblia eram os batistas, o que gerou uma outra resposta de O Estandarte ao  Jornal Batista e ao pastor Salomão como veremos mais abaixo. A resposta do pastor S.L. Ginsburg a Álvaro Reis foi a seguinte:
 
A esta declaração de nosso exigente colega só diremos o seguinte: Na última Convenção dos Batistas do Sul da América do Norte apareceu uma significativa divisa destacada em letras garrafais sobre uma das paredes e que foi muito apreciada, pois expressava perfeitamente o sentimento do povo batista espalhado pela superfície da terra. Esta divisa dizia assim: “FRATERNIDADE É COISA MUITO BOA, PORÉM LEALDADE A JESUS É MUITO MELHOR”. Os batistas brasileiros apoiam este sentimento de todo coração. A “fraternidade que mesmo de leve os obrigue a deslealdade para com o Mestre, a sua doutrina, os seus mandados, não terá aceitação entre nós – Salomão Luis Ginsburg.
 
O jornal O Estardarte transcreveu o editorial acima do pastor Salomão Ginsburg, a abaixo dá a sua opinião sobre o que disse o missionário:
 
Como se vê, o Rev. Salomão L. Ginsburg apresenta as diversas opiniões e faz uma ligeira crítica de cada uma, não concordando com algumas delas, no que está no seu direito. Duas coisas queremos notar. A primeira é que a união que almejamos não é a união orgânica, mas a união dos corações no amor cristão. Isso será um grande passo e produzirão respeito mútuo. O segundo ponto que queremos mencionar é que o irmão Salomão, como fez em artigo anterior, parece dar a entender que lealdade a Cristo é peculiaridade da denominação batista. Permita o ilustre irmão que reclamemos também para nós o requisito. União e cooperação com sacrifício da lealdade a Cristo não a desejamos. Nem a desejam os crentes sinceros de qualquer denominação.
 
         Podemos ver que quando alguém mexe na questão doutrinária os ânimos se acirram e a conversa passa a ser discussão. Não há como haver essa cooperação quando existem tantas diferenças e tantos interesses em jogo.
 
Conclusão:
         Somos humanos e por isso cometemos erros e o principal deles é o egoísmo. Cada um quer ter a hegemonia, quer ser o maior, quer controlar os demais. Não há como haver cooperação dessa forma. Na realidade nunca haverá tolerância entre as religiões, isso é impossível! Principalmente porque o cristianismo não é tolerante. Jesus nunca aceitou uma pessoa tornar-se cristã sem mudar. “Vai e não peques mais” era a orientação de Jesus. Vem como estás, mas mude a sua vida para glória de Deus, abandone os ídolos, abandone a velha vida, a velha natureza pecaminosa, santifique-se e “terás um tesouro no céu”.
         Assim também é entre as denominações. Há muitos interesses, muitos entendimentos diferentes, doutrinas divergentes, acusações de ambos os lados. Tudo isso mina qualquer tentativa de cooperação mútua e muito menos orgânica.


[1] Arthur Beriah Deter – Missionário batista Norte Americano, um dos fundadores da PIB de Curitiba.
[2] Eduardo Carlos Pereira – Intelectual, gramático, pastor da Igreja Presbiteriana Independente de São Paulo e líder principal do movimento que dividiu a IPB em 31 de julho de 1903.
[3][3] Rev. Vicente do Rego Themudo Lessa – O maior historiador da Igreja evangélica brasileiro. Em 1938 escreveu sua obra magna Anais, à partir da qual, todo historiador posterior a ele bebeu em sua fonte. Themudo Lessa foi pastor da IPI em São Luís, MA, de 1907 a 1912. 
[4] Dr. W.A. Waddel – À época era presidente do Collegio Mackenzie, depois veio a ser a Universidade Presbiteriana Mackenzie - UPM
[5] A. B. Langston (Alva Bee Langston), Tinha 31 anos de idade, em 1909, quando foi nomeado pela Junta de Richmond missionário batista, tendo vindo para o Brasil. Tornou-se Professor do Colégio Batista do Rio e também do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Foi Pastor de diversas igrejas batistas do Rio de Janeiro. Exerceu esta atividade de Pastor e também de Professor até 1936, quando tinha 58 anos de idade. Faleceu em 1965,com 87 anos.
[6] Rev. Álvaro Reis - Foi pastor da Igreja Presbiteriana do rio de Janeiro. Autor e editor da Revista das Missões Nacionais. Combateu fortemente o movimento de separação da IPB quando houve a criação da IPI. Ele foi adversário do Rev. Eduardo Carlos Pereira e contrário às suas posições sobre a maçonaria.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O CARÁTER E O CUMPRIMENTO DA LEI

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Rev. João d'Eça


         No reinado de Frederico[1], o Grande havia um moinho perto de Pastdam que impedia a bela visão das terras, à partir das janelas de Sans-Souci, residência real. Incomodado com a situação, o rei mandou perguntar ao proprietário por quanto venderia sua propriedade. O dono do lugar respondeu aos emissários do rei, que não venderia por dinheiro nenhum. O rei enfurecido ameaçou mandar demolir o moinho.
 
- O rei pode fazer isso se quiser, respondeu o proprietário; mas saiba o rei que na Prússia existem leis e eu recorrerei à justiça contra o monarca, se este persistir na sua intenção.
 
O rei constrangido teve a sabedoria e a coragem de dizer aos seus cortesãos:
 
- Muito me alegro de saber que em meu reino há leis sábias e juízes retos nos quais o povo pode confiar.
 
Passaram-se os anos, e tanto o rei como o proprietário daquelas terras foram sucedidos por seus herdeiros. Um dos herdeiros do moleiro, dono daquele moinho, conhecedor do que havia acontecido com os seus antepassados, achando-se agora em crise financeira por causa de perdas que havia sofrido com a guerra, escreveu ao novo rei que estava no trono, herdeiro do antigo do tempo daquele moleiro, lembrando-lhe da questão e dizendo-se disposto e vender as terras com o moinho para esse novo rei, dizendo ainda que aguardava a resposta com a oferta.
 
- “Meu querido vizinho”, disse o rei – “Não posso permitir que você venda o moinho, ele deve continuar na posse de sua família enquanto existir um membro dela, porque esse patrimônio pertence à história da Prussia. Lamento no entanto que você esteja passando por dificuldades financeiras, e portanto estou lhe enviando uma considerável quantia para que você acerte os seus negócios e pague as suas despesas, esperando que a quantia enviada seja o suficiente. Considere-me o seu afetuoso vizinho: Frederico Guilherme.[2]
 
No Brasil as coisas não passariam assim. Seria outra a narrativa a fazer e os fatos a serem registrados seriam completamente diferentes.
 
Se o caso não acontecesse com a presidente da República ou com o Governador, ou ainda com o Prefeito da cidade, mas simplesmente com um juiz, com um deputado, ou com um grande empresário, o proprietário seria despejado de sua propriedade e, se se desse ao luxo de protestar e entrasse com uma ação na justiça, arriscava-se a ser assassinado por emboscada, ou ainda a ter o seu processo alongado em tempo que talvez os seus bisnetos obtivessem a sentença, ou como é mais plausível, o poder financeiro compraria a sentença de juízes corruptos e inescrupulosos, que para agradar à autoridade ou ao empresário, venderia a sentença sem dor na consciência.
 
Será que estamos sendo pessimistas, ou tratando o nome do nosso país com desamor? Ao contrário, eu amo o meu país e tenho desejo de vê-lo regenerado e debaixo da obediência às leis por parte de todos os seus cidadãos, indistintamente. Os fatos, porém, nos autorizam a falar assim.
 
Uma presidente que governa o país, que comete crimes para enriquecimento de seus apoiadores (e é claro, dela própria!), onde a justiça não faz justiça, onde o corporativismo e a venda de sentenças são a praxe, onde as negociatas visando livrar o pescoço dos criminosos envolvidos, é tão comum quanto tomar um cafezinho às tardes.
Não somos pessimistas. Hoje, em todos os recantos do Brasil, prega-se o Evangelho do Salvador Jesus Cristo, e nós cremos em seu poder regenerador. Oramos e trabalhamos pela regeneração de nossos costumes, e estamos certos, não será em vão o nosso trabalho.


[1] Frederico Guilherme (Nasceu em Berlim, 24 de janeiro de 1712 – Morreu em Potsdam, 17 de agosto de 1786), também chamado de Frederico, o Grande, foi o Rei da Prússia de 1740 até sua morte. Ele é mais conhecido por suas vitórias militares, sua reorganização do exército prussiano, patronagem das artes e o iluminismo na Prússia.
 
[2] Frederico Guilherme II (nasceu em Berlim, 25 de setembro de 1744 – morreu em Potsdam, 16 de novembro de 1797) foi o Rei da Prússia de 1786 até sua morte. Por união pessoal, também era Eleitor de Brandemburgo e o príncipe soberano de Neuchâtel. A Prússia enfraqueceu durante seu reinado e ele não conseguiu lidar com os desafios criados com a Revolução Francesa. As políticas religiosas de Frederico Guilherme iam diretamente contra o iluminismo e tinham a intenção de restaurar o protestantismo tradicional. Entretanto, foi patrono das artes e responsável pela construção de importantes edifícios, dentre eles o Portão de Brandemburgo.

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