quarta-feira, 22 de abril de 2015

NÃO CONFIE NO HOMEM, ELE NÃO PODE SALVAR.

Salmos – 146 – Não confie no homem, pois ele não pode salvar.


1 Aleluia! Louva, ó minha alma, ao SENHOR.
2 Louvarei ao SENHOR durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus, enquanto eu viver.
3 Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação.
4 Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.
5 Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no SENHOR, seu Deus,
6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e mantém para sempre a sua fidelidade.
7 Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O SENHOR liberta os encarcerados.
8 O SENHOR abre os olhos aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos, o SENHOR ama os justos.
9 O SENHOR guarda o peregrino, ampara o órfão e a viúva, porém transtorna o caminho dos ímpios.
10 O SENHOR reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de geração em geração. Aleluia!


Este salmo faz parte dos últimos salmos escritos, que começam e terminam com um “Aleluia”, são conhecidos como salmos de “Aleluia”. Há divergência sobre a autoria desse salmo, alguns o atribuem ao profeta Zacarias, um profeta pós-exílico.

Aqui os crentes são convidados a louvar o Senhor, não importa as circunstâncias da vida. O povo de Judá foi levado cativo para a Babilônia e lá permaneceu nessa condição de escravidão durante 70 anos. A escravidão deu-se em face de o povo desobedecer aos mandatos de Deus, de se esquecerem dos seus grandes feitos em favor do povo, já não celebravam mais as suas festas, desprezaram a sua companhia e renegaram a sua fé.

Israel ao Norte, cuja capital era Samaria, com suas dez tribos foram para o exílio para nunca mais voltar, ai se perderam as dez tribos e ai começou a inimizade entre judeus e samaritanos, porque os do Norte não mantiveram a sua fé, rejeitaram a sua cultura e misturaram-se com os estrangeiros, assimilando a sua religião e a sua cultura.

Não confie em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação (v, 3).

O povo brasileiro que passou um período de tempo sendo governado por membros das Forças Armadas brasileira, que impediram a ascenção do comunismo em nosso país, já que a filosofia de Karl Marx (1818-1883), um burguês alemão, que vivia uma vida nababesca, estava ameaçando a liberdade dos países latino-americanos e vários ditadores de esquerda estavam preparando-se para implantar o nefasto esquerdismo em nossa livre América Latina, os militares brasileiros fizeram a sua parte e não permitiram que o Brasil viesse a se tornar um país dominado pela chamada “ditadura do proletariado”, lógico, como vimos na história, o trabalhador deixa de ser livre e passa a ser explorado pelos líderes esquerdistas no comando do país.

Com  a redemocratização do Brasil e a interrupção dos governos militares, onde o último presidente, João Batista Figueiredo, passou a faixa de presidente a um civil (Tancredo Neves, eleito por um colégio eleitoral, mas morto antes de assumir por uma diverticulite), assume como vice-presidente, José Sarney, que foi o responsável por fazer a abertura política e montar um país para a democracia, com eleições livres e o povo podendo escolher o seu destino. Muitos políticos “viciados” voltaram do exílio para redemocratizar o país, partidos antes considerados clandestinos, como os de linha esquerdistas, foram legalizados e o país parecia entrar numa rota de desenvolvimento e prosperidade.

Após o mandato de José Sarney, através de eleições livres, o povo brasileiro, ainda desacostumado a ter liberdade nessa área, elegeu um presidente esquerdista, Fernando Henrique Cardoso, que havia sido Ministro da Fazenda no governo Sarney, e por dois mandatos, governou o país, dentre as suas maiores realizações e as que foram mais úteis para o país, está a criação do Plano real, e a privatização de empresas públicas, que só servem para fomentar a corrupção em uma nação.

Com essas medidas do governo FHC, os esquerdistas passaram a acusar o governo esquerdista de FHC, de “governo de direita”, pois a privatização foi um duro golpe nas pretensões da outra ala das esquerdas de transformar o país numa ditadura esquerdista, tendo como “carro-chefe” as empresas estatais para financiar o “seu caviar”.

O povo contaminado pelo discurso populista das esquerdas, e tendo passado por um período de restrições das liberdades, resolve conduzir ao poder, o partido criado por um metalúrgico em 1980 e dá à Luis Inácio Lula da Silva, dois mandatos consecutivos como presidente do Brasil. Ele que havia sido eleito combatendo os políticos viciados, chegando a chamá-los de “300 picaretas”, logo que assumiu, procurou se acercar daqueles que antes criticava, e se aliou ao que havia de pior na política brasileira, pois na verdade, o que o PT e o seu presidente queria era “mamar nas tetas da República” e enriquecer com o dinheiro público, mas com um discurso populista.

Fernando Henrique Cardoso já havia criado políticas populistas, como por exemplo, o “Fome Zero”, que mais tarde foi transformado por Lula em um programa de renda mínima com o nome “Bolsa”, que não passa do maior programa de “compra de votos” da história do nosso povo, copiado pelos outros ditadores esquerdistas da região e que deu a Lula um segundo mandato e proporcionou a eleição da sua sucessora, a terrorista, Dilma Rousseff, que estando no poder, continuou usando as empresas estatais da mesma maneira que o seu antecessor, desfalcando o país em bilhões e bilhões de Reais e enriquecendo os “companheiros” do partido PT, e seus aliados, que em 12 anos, dilapidaram a riqueza da nação, à semelhança dos colonizadores portugueses e espanhóis que além de terem semeado a má semente no Brasil, ainda roubaram as riquezas e a levaram para a Europa.

Jesus Cristo, à semelhança do Salmo 146, também ensinou que não podemos confiar no homem, eles não podem salvar. Nem nos religiosos hipócritas, os de hoje em dia são tão culpados quanto aqueles. Em tudo neste salmo, Deus é aliado dos justos e está contra os injustos. Este Salmo é atual, assim como inúmeros textos da Bíblia, parece ter sido escrito ontem para ser publicado nos jornais de grande circulação de hoje.

Há projetos perversos, sejam civis ou religiosos, de pessoas injustas, sem temor a Deus. Pessoas oprimidas, famintas e prisioneiras. Essas pessoas não são inocentes, estão nessa situação porque desprezaram a Deus, Deus os avisara que assim seria, eles não deram ouvidos e já não celebravam as suas vitórias em Deus.

Este Salmo é uma pregação profética. Era cantado pelo povo e vai se impondo como uma oração entre as mais belas orações da humanidade esperançosa de transformações. Este Salmo fala à alma dos homens movidos pela alegria e pela esperança, especialmente nos centros das tempestades, das dores e dos conflitos humanos. O salmo lembra a necessidade de um mundo sadio. A pregação do salmista ainda é atual.

Conclusão:

            O Salmo 146 é um Salmo que celebra o retorno por obra exclusiva de Deus. Em que pese o imperador Ciro, o grande, rei do império Medo-Persa, nada ter a ver com Deus, o Senhor moveu o seu coração para fazer o povo retornar a sua terra e reconstruir a sua religiosidade, o seu templo e a sua cidade. Deus usa até mesmo pessoas descomprometidas com o Seu Reino, para cumprir os seus propósitos. Depois de Ciro, veio Dario, que mesmo sem nenhuma obrigação para fazê-lo, reafirmou o decreto do rei Ciro, seu antecessor.


            Deus é quem nos salva, é nele em quem devemos confiar. Não confie em homens ou noutra coisa qualquer, eles não podem salvar. Para não termos de passar por privações como passou o povo de Deus, que preferiu a rebeldia à obediência, sejamos obedientes à sua Palavra, e assim, as promessas se cumprirão em nós e através de nós.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

CONFIRA OS DETALHES DA ENTREVISTA COM SUZANE VON RICHTHOFEN FEITA POR GUGU LIBERATO.


Entrevista feita por Gugu Liberato

 Após quase dez anos sem falar com a imprensa, Suzane Von Richthofen quebrou o silêncio durante o “Programa do Gugu”, da Record, na noite da quarta-feira (25).
A mulher, atualmente com 31 anos, abriu o jogo sobre o crime que confessou ter cometido - ela matou seus pais, Manfred e Marizia, em outubro de 2002, com a ajuda do namorado, Daniel Cravinhos e o irmão dele, Cristian.

Questionada sobre o que aconteceu no dia que os pais foram executados, Suzane disse: "Foi o dia que marcou a minha vida de um jeito que nada mais vai ser igual. Eu perdi minha mãe, meu pai, amigos, irmão. Aquela vida que eu tinha, sonhos... Eu perdi tudo. Depois que eu fui presa, a minha realidade é completamente diferente”.
Pela primeira vez, Suzane confessou publicamente ter planejado o crime e contou que ela e Daniel foram os grandes responsáveis pela ação.

"Muita gente me pergunta: 'A ideia foi sua?'. Todos dizem que eu sou a mentora, a cabeça de tudo? Não é verdade. Uma cabeça só não pensa em tudo. É uma junção de tudo, concorrência de ideias. Eu fiz parte, mas os três bolaram aquilo. Eu acho que o Cristian sabia menos da situação, mas infelizmente tanto o Daniel quanto eu temos culpa nessa parte. Isso é uma coisa que não tem como esquecer, não fazer parte. Faz parte da minha vida, da minha história e eu me arrependo. Como eu queria que tudo tivesse sido diferente, que eu não tivesse conhecido ele, namorado. Que eu pulasse essa parte e chegasse aos 18 de outra forma", lamentou.



Encarcerada, ela ainda falou sobre como foi amadurecer nos últimos anos: "Às vezes nem eu acredito que tenho 31 anos. Eu fui presa tinha acabado de fazer 19. Às vezes olho no espelho e nem acredito. Amadureci, aprendi muita coisa nesses anos, não é fácil estar presa e ainda mais quando não tem mais a família”.

Confira, a seguir, detalhes da entrevista de Suzane, em que ela fala sobre planos para o futuro, o casamento na prisão com Sandra, o que diria aos pais se os encontrasse atualmente e mais.

Em uma sala na penitenciária de Tremembé, em São Paulo, Suzane falou sobre o que diria aos pais atualmente se os encontrasse vivos.

"Perdão. Vocês sempre tiveram razão, quando a minha mãe me dizia que ele [Daniel Cravinhos] ia me levar para o buraco, eu não acreditava. Você tinha razão, me perdoa eu achava que sabia tudo e eu não sabia nada. Ela sempre esteve certa. Iria pedir que me perdoassem, abraçá-los, eles fazem falta, é muito difícil viver sabendo que não tenho essa parte por minha própria culpa, não é culpa de ninguém, é minha culpa."


Suzane, que estava inconsolável no dia do enterro dos pais, contou o que sentiu no dia: "Eu não conseguia pensar em nada, no depois. Eu acho que era inconsequente. Sabe quando você não acredita no que está acontecendo? Que parece que não é com você? Quando você vive uma coisa mas não está vivendo de verdade? Talvez um estado de choque. Ei, é minha vida, minha mãe meu pai, sou eu que estou aqui. Um turbilhão dentro de mim".



O relacionamento com Daniel Cravinho começou quando Suzane tinha 15 anos. Segundo a prisioneira, foi a mãe que os apresentou.

"Foi no parque do Ibirapuera. Ele fazia aeromodelismo lá e meu irmão ganhou um de presente. Minha mãe o levou para aprender com o Daniel, que era instrutor. Um dos melhores. Ele se prontificou a ensinar o meu irmão e minha mãe o levava. E eu não queria ir. E minha mãe pedia para eu ir fazer companhia. "Ele tem um amigo que chama Daniel," ela dizia. E eu fui para fazer companhia ao meu irmão. E eu conheci o Daniel. Fomos nos aproximando e começamos a namorar. Tinha acabado de completar 15 anos."

Gugu perguntou se a tragédia começou no dia que ela conheceu Daniel, e Suzane concordou.

"Minha mãe não gostava dele. No começo, sim, como amigo, instrutor, mas não como meu namorado, não como alguém para fazer parte da minha vida. Quando o relacionamento começou a ficar sério, ela passou a conhecê-lo. Quem era o Daniel, a vida dele em si. E ela passou a não gostar mais. Começou a cortar o relacionamento. Eu namorava escondido com ele”, começou a explicar.

E continuou: ”Minha casa era toda certinha, hora de almoçar, jantar, dormir, todo mundo junto, só podia sair sexta e sábado. Tudo certinho, toda regrada e ele me apresentou uma vida completamente diferente, não tinha hora para chegar, sair. Uma vida do 'tudo pode'. Que vida boa, pode tudo... qualquer coisa, livre, leve e solto. De repente conheci uma vida que era livre. Ao lado dele, me sentia livre”.

"Mas era mentira. Eu não era livre. E hoje eu sei que tenho que ter responsabilidade de acordo com a liberdade. Não queria saber das consequências. Queria viver com a liberdade”, completou.

No ano passado, Suzane recusou a herança de R$ 10 milhões dos pais e acabou deixando-a para o irmão mais novo.

"Não existe mais briga na justiça por herança, é toda dele. Não falo com ele. Até hoje não consegui nenhum contato”, contou.

"Não tenho ideia do valor disso. Esse dinheiro nunca foi meu, nunca tive direito. É dos meus pais e, agora, é do meu irmão. Não sei e não quero saber. Não sei de nada, nenhum conhecimento."


Suzane não vê o irmão desde 2006, quando aconteceu seu último julgamento.
"Há um tempo ele entrou em contato por telefone, com o advogado na época, e manifestou interesse de vir aqui. Agora não sei até que ponto é isso ou não é. Em relação a ele, Deus sabe do meu coração, o bem que desejo a ele”, revelou.

E contou sobre a conversa que teve com o irmão: ”Eu pedi perdão para ele. Eu contei tudo para ele, tudo o que tinha acontecido e sabe o que ele me falou? "Su, eu perdi meu pai, minha mãe, meu melhor amigo - porque ele tinha o Daniel como melhor amigo. Eu não quero perder minha irmã. Eu te perdoo, vou ficar com você".

Ainda sobre o irmão, Suzane relembrou: "Eu sei que o meu irmão sofreu para caramba. A única coisa que eu sei é que ele dá aula em uma universidade. Se aqui dentro eu sofri, imagina ele lá fora. Quando o nome é reconhecido. Eu sei que causei muito mal e queria que ele pudesse me perdoar e estar presente".

Gugu pediu que Suzane deixasse um recado ao irmão: "Eu te amo. Deus sabe o quanto eu te amo".

E completou: "Eu quero uma reaproximação, reconciliação. É um sonho estar de novo com meu irmão. Ele faz falta, sinto saudades. Mas eu não sei como ele é hoje, nem fisicamente. Quando o vi era um adolescente, ele tinha 15 anos e hoje tem 27. Ele já é um homem".


Em setembro de 2014, Suzane casou-se com Sandra Regina Gomes (foto), condenada a 27 anos de prisão pelo sequestro e morte de um adolescente em Mogi das Cruzes, São Paulo. O relacionamento também é apontado como motivo para o pedido de permanência no regime fechado.

Meses antes, no começo do ano passado, Sanda havia se casado com Elize Matsunaga, 32, presa pela morte e esquartejamento do marido e executivo da Yoki, Marcos Kitano Matsunaga, crime que também teve grande repercussão na imprensa.
Suzane contou ainda que sonha com a mãe.

"Sonho com minha mãe bastante. Mais com ela do que com o meu pai. Em lugares de campo, num sítio, no mato. Lugares tranquilos, ela sempre presente. Era como se ela estivesse me protegendo do meu lado, mas nunca falou (no sonho)", contou.

Considerada atraente, Suzane contou que há cinco anos um promotor de Justiça a chamou em seu escritório no Ministério Público e fez declarações de amor a ela.

"Ele disse que conheceu uma menina com a qual sonhava; e na vez seguinte, disse que eu era esta menina".

Após denúncia de Suzane, o promotor foi punido pelo Ministério Público por comportamento inadequado - ele nega o suposto assédio.

"Se eu falar que não estou sofrendo, estou mentindo, não é fácil estar aqui. Mas quero ter a chance de recomeçar. A Justiça me deu uma sentença e eu vou cumprir. Mas eu quero ter a chance de voltar a trabalhar”, lamentou Suzane.

"Ganho salário de R$ 600 e pouco. O dinheiro não vem para a minha mão. Materiais de higiene, necessidades, algumas coisas de comer, chocolate. Vem uma folha com todos os itens, o dinheiro vai pra um fundo e eu posso comprar as coisas par me manter aqui. Que não tem pelo sistema”, contou.

E continuou: "E nunca tinha trabalhado na minha vida e, na cadeia, aprendi a trabalhar. Eu nunca tive salário. E agora tenho responsabilidade com esse dinheiro. E com esse dinheiro tenho que me manter e guardar algo, porque eu não sei como vai ser o amanhã”.

Mesmo condenada a 39 anos de prisão, Suzane confessou que ainda tem sonhos.
"Acho que são mais sonhos do que planos, porque estou em regime fechado e tem todo um tramite para eu ir embora, mas tenho vontade de trabalhar, voltar a estudar, tenho sonhos sim, planos. Fazia faculdade de direito mas agora eu faria administração.”
"Na cadeia, aprendi a costurar, então eu tenho vontade de colocar isso em prática lá fora”, concluiu.


 Entrevista dada à Gugu Liberato - TV RECORD


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

NOVO "CANUDOS"

Em 1913, um artigo do renomado Natanael Cortez, foi publicado no jornal Norte Evangélico e depois reproduzido em 12 de fevereiro de 1914 em O Estandarte. 

Nesse artigo, Natanael Cortez, que foi presidente do Supremo Concílio da IPB (1946) e que conheceu o famigerado padre Cícero e que inclusive almoçou com ele na sua casa, conforme conta em seu livro Os dois Tributos (1965), e que conta o encontro à pag. 109.

No seu artigo, Natanael Cortez, menciona a obra de um padre, intitulada Juazeiro do Cariri, do padre Alencar Peixoto, em que mostra a crueldade, a maldade, do criminoso do nordeste, o padre Cícero, que deu a patente de Capitão ao assassino Lampião e que até hoje não é reconhecido pelo Vaticano como "santo", inclusive está excomungado.

Para uma legião de miseráveis de pelo menos 7 dos nove estados do nordeste, ficando de fora somente o Maranhão e o Piauí, o padre Cícero é um santo, e mesmo a igreja romana o excomungando, engana o povo e lucra milhares de Reais por ano com a sua festa no Juazeiro do Norte - CE.

Eis o artigo de Natanael Cortez:

NOVO CANUDOS

         Vai se realizando, a pretexto de política, o que era esperado havia muito no Ceará. Disse vezes diversas e ouvira outrem: O padre Cícero pretende imortalizar o seu nome no mesmo gênero de coisas que Antônio Conselheiro. Há mais de vinte anos que o astuto inaciano do Juazeiro prepara-se a fim de levar a efeito o seu ideal.

         Abalou as massas incultas e por isso mesmo de pendor acentuado às crendices e embustes grotescos, dos sertões baianos, alagoanos, rio-grandenses, pernambucanos, paraibanos e cearenses, ilaqueando a boa fé de todos com supostos e falsos milagres por si e pela demoníaca Maria de Araújo praticados.

         Acumulou grande fortuna, porque quem o procurava tinha de lhe oferecer a melhor parte de seus haveres, afim de ouvir um bem-vindo dos seus lábios enganadores de velho Jesuíta.

         O Juazeiro fez-se uma das cidades mais populosas das mais retrógradas do Ceará. Mais de vinte mil ignorantes, miseráveis e cegos são seus habitantes.

         Para ter-se uma “vaga ideia da realidade apontada em suas feições essenciais” referente ao antro do padre Cícero Romão Batista, basta ler o Juazeiro do Cariri, obra que ora sai à luz da publicidade, escrita por um que como o aludido caudilho, enverga a sotaina: o padre Alencar Peixoto.

Eis um trecho do apontado livro:

       “O padre Cícero, arvorado em capitão de infames, de bandidos e celerados, que lá os vi e lá os deixei, armados dos pés à cabeça, e pervertendo, e furtando, e roubando, e afinfando, e espancando, e esfolando, e assassinando, e matando, como um tal José Pinheiro, de senia com outros de sua catadura, em plenas ruas do povoado, e sem a menor repressão por parte das autoridades; o padre Cícero, arvorado em capitão de infames, de bandidos e celerados, iniciara o movimento (anormal) e dera à audácia nunca imaginadas proporções.
       As vítimas que fugiram aos vândalos que saquearam e devastaram a Aurora (então uma das vilas mais florescentes deste Estado) e que lhes levaram a morte pendente de quatrocentas forças de rifle, e porque clamavam umas, e, direito que lhes assistia, protestaram outras com a maior das violências que já se viu no foro do Cariri – a da demarcação, à força de armas, de área coxá, onde se acham encravadas as tais minas de cobre que tão somente para si ambiciona aquele padre; elas, as pobres vítimas indefesas, que o contem, que o digam, que não eu.”

- Tão grandes exemplos de maldade e banditismo, vindos de tão alto, de um anjo e mensageiro da paz como assim chamavam ao velho padre, não podiam deixar de, pela força de sua reflexão, influir, pois, desgraçadamente, nos destinos daquele povo.

         Enquanto as forças competentes dormiam o sono letárgico e maldito do indiferentismo, sorrateiramente o aludido fascinador construía uma fortaleza a que denominava de igreja, abria subterrâneos, arranjava trincheiras e por via diferentes se premunia de todo o material bélico, necessário à campanha dos anelos.

         O governo do Estado, longe de tomar as medidas necessárias para debelar o embusteiro, julgou indispensável a sua influência na política estadual e fez-se o padre Cícero terceiro vice-presidente do Ceará: estava conquistada a simpatia não só da plebe, senão também de vultos políticos a quem é justo regatear mérito.

         Ultimamente os ventos políticos tem se convertido em furacões raivosos e convulsivos da energia humana: era bastante asado o momento: o padre pôs nas mãos dos seus beatos o rifle e ameaça de deposição o atual governo deste Estado.
        
         É calamitosíssima a situação em que se acha a decantada terra de Iracema. A 12 do corrente mês seguiu com destino ao Juazeiro todo0 o batalhão militar.
                 
         Já tinham seguido oitenta praças a unir-se a duzentas que destacavam no Crato. Mais trezentos voluntários já seguiram e disciplina-se um novo batalhão patriótico de quatrocentos homens. Imenso terror assalta a família cearense. É mesmo um novo Canudos!

         Que Deus olhe para este estado de coisas, sejam as ferventes preces dos fieis crentes em jesus, que lerem estes rabiscos.

         Fortaleza, 17 de dezembro de 1913.

         Natanael Cortez

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

AVALIAÇÃO DO VÍDEO ABAIXO.

Recebi um vídeo de uma pessoa amiga que mostrava um menino de uns 10 a 12 anos em uma igreja, que na hora de uma reunião daquela igreja, que não fica claro se era um culto, um encontro informal ou uma reunião de oração.

O fato é que o menino começa a balbuciar palavras como se Deus o estivesse tomado naquela hora para entregar uma mensagem à igreja. 

Apropriadamente alguém estava filmando e a mensagem foi posta na Net e ai passou a ser uma mensagem a quem ver o pequeno vídeo, ou seja, a todos que assistirem.

Quando recebi o vídeo, agradeci e disse que iria avaliar. A primeira reação da pessoa que me enviou o vídeo foi de espanto: “Avaliar?”. Eu disse “sim, avaliar”, para “saber se a manifestação é humana, doentia ou diabólica...” e completei: “mas uma coisa fica clara, divina não é!”.

A pessoa me perguntou: “como assim, não é divina?” Então eu disse que iria avaliar e que iria publicar na Net, no Whatsapp e no Facebook a minha avaliação, que é o que faço abaixo:

Avaliação do vídeo.

Em primeiro lugar a reação de espanto da irmã não se justifica, porque a Escritura Sagrada diz em I João 4.1: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem saído pelo mundo fora.”

Só esse texto já nos exorta a fazer avaliações a não acreditar em qualquer coisa que vemos ou ouvimos. O padrão de avaliação é a Escritura Sagrada, a palavra de Deus inspirada. Tudo que contraria a Escritura Sagrada tirando ou acrescentando algo, deve ser considerado herético, é o que nos diz a Palavra de Deus em Apocalipse 22.18: “...Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhes acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer cousa das palavras do do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das cousas que se acham escritas neste livro.

Entendem errado, os que alegam manifestar os mesmos dons extraordinários dos apóstolos, hoje. O texto que fala da manifestação desses dons extraordinários pelos apóstolos tinha como propósito o testemunho da confirmação da Palavra de Cristo por meio dos apóstolos a nós, isto é, atestar a doutrina apostólica como a própria Palavra de Deus.

Os milagres e os dons extraordinários do Espírito não eram para todo o tempo, mas para a era apostólica; esses dons extraordinários estavam ligados pela vontade divina ao ofício de apóstolo, para que eles pudessem confirmar a Palavra que os apóstolos traziam (I Co. 12.10; Mc. 16.20; Atos 14.3).

Vamos ao vídeo: 

Parece que em uma reunião de oração, com pouca gente, parece não haver mais do que 15 pessoas no culto, um menino de repente se levanta do seu lugar onde estava orando e começa dizer um monte de coisas como se fosse o próprio Deus falando através dele, àquela comunidade.

A pessoa que gravou o vídeo, parece ter iniciado depois que ele começou a falar e não gravou o início da fala. O que o menino diz é muito importante para essa avaliação: 

Ouvindo bem, antes de se levantar, ele diz:

- “.... apascentar Jerusalém. Agora eu quero ver quem são os fiéis de verdade.”

Há um momento de emoção de outras pessoas e não se ouve o que ele diz até que ele se levanta:

- “... porque quem manda na igreja sou eu... quem manda na minha igreja sou eu, eu sou o senhor (...) eu sou o único, o poderoso, eu sou o alfa e o ômega e não há outro além de mim. Eis que satanás está preparando uma grande peleja para a igreja do Senhor. E em nome de Jesus eu peço que o meu povo, o povo de Deus se prepare, porque eis que eu o senhor vou voltar, e antes disso o satanás vai preparar armas, durante isto o satanás vai preparar acareações, e eu o senhor teu deus, mando avisar durante este culto, que eu o senhor teu deus vou voltar, e eu o senhor quero preparar a igreja para as acareações do inimigo... o inimigo está furioso com a igreja do Senhor. O inimigo ele quer derrotar a igreja, ele quer cada vez mais ganhar almas para o reino dele. E, eu, o senhor teu deus, os alerto, que se prepare... prepare o teu coração a igreja do senhor, prepare os teu pés, eis que estou enviando lâmpada para os pés do crente... eu o senhor teu deus estou enviando anjos para guardar os que realmente querem “coisa” comigo. Eu o senhor o deus todo-poderoso estou guardando a minha igreja, mas tem um porém, eu sou amor e sou justiça eu só guardo os que realmente querem “coisa” comigo. Aleluia.... ai começa balbuciar os “cantaralabachuria” conhecido de todos.

Nesse momento o vídeo termina com o menino se dirigindo a uma mulher nos fundos do templo, a mais emocionada de todas e junto com ela, balbucia outras palavras desconexas e sem sentido; até que ele volta ao lugar de onde estava repetindo as mesmas coisas que começou a falar no início, até que se cala.

Já que a mensagem era para uma suposta igreja incrédula, por que ele não se dirigiu às pessoas que não estavam orando, e foi diretamente para aquela mulher, que como ele, estava dominada pelo emocionalismo?

Análise do vídeo:

“.... apascentar Jerusalém. Agora eu quero ver quem são os fiéis de verdade.”

Para mim, esse deus que supostamente toma o menino é um deus impotente, que não conhece os seus fiéis, e é pego de surpresa com a incredulidade da igreja.

Em João 10. 14, 15, Jesus diz: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim, assim como o Pai me conhece a mim, e eu conheço o Pai; e dou a minha vida pelas ovelhas...

Em um outro trecho das palavras do menino ele diz: - “... porque quem manda na igreja sou eu... quem manda na minha igreja sou eu, eu sou o senhor (...) eu sou o único, o poderoso, eu sou o alfa e o ômega e não há outro além de mim.

Onde está a relevância dessas palavras já que elas estão na Bíblia... será necessário o Senhor vir lá do céu para dizer o que ele já colocou em sua palavra, acessível a todos?

Na Escritura Sagrada, quando o rico pediu ao pai Abraão que fosse na casa dos seus parentes e lhes dizer sobre o terrível fogo do inferno: “...Pai, eu te imploro que o mandes a minha casa paterna, porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem também para este lugar de tormento. Respondeu Abraão: Eles tem Moisés e os profetas; ouçam-nos.”

Moisés e os profetas é exatamente a Palavra de Deus, as Escrituras Sagradas, que para os judeus da época de Cristo era dividida assim Moisés (o pentateuco) e os profetas (todo o restante do Antigo Testamento).

Em outro trecho ele diz: - Eis que satanás está preparando uma grande peleja para a igreja do Senhor. E em nome de Jesus eu peço que o meu povo, o povo de Deus se prepare, porque eis que eu o senhor vou voltar, e antes disso o satanás vai preparar armas, durante isto o satanás vai preparar acareações, e eu o senhor teu deus, mando avisar durante este culto, que eu o senhor teu deus vou voltar, e eu o senhor quero preparar a igreja para as acareações do inimigo...”

Eu pergunto: Quem não sabe disso? Não é esse o ensino que todas as igrejas estão passando aos seus fieis semanalmente? Ou isso é alguma novidade?

No trecho supostamente [Deus] “pede em nome de Jesus”. Essa é uma teologia pobre. “E diz que ele vai voltar”; A Escritura já não diz isso? E que satanás está armando armas contra a igreja? Isso é novo? É relevante? Será que o povo de Deus não lê a Bíblia, para [Deus] ter de vir lá do céu e usar uma criança para dizer o que o povo já sabe? Se Deus já nos preparou através da Bíblia, para que ele precisaria vir e dizer de novo? A Bíblia falhou?

Em outro trecho o menino diz: “... o inimigo está furioso com a igreja do Senhor. O inimigo ele quer derrotar a igreja, ele quer cada vez mais ganhar almas para o reino dele. E, eu, o senhor teu deus, os alerto, que se prepare... prepare o teu coração a igreja do senhor, prepare os teu pés, eis que estou enviando lâmpada para os pés do crente...”

Precisa comentar isso também? Acho que não!

Em outro trecho, diz: ... eu o senhor teu deus estou enviando anjos para guardar os que realmente querem “coisa” comigo. Eu o senhor o deus todo-poderoso estou guardando a minha igreja, mas tem um porém, eu sou amor e sou justiça eu só guardo os que realmente querem “coisa” comigo. Aleluia.... ai começa balbuciar os “cantaralabachuria” conhecido de todos.”

A pergunta é: Que “COISA” é essa? Será que o Senhor mandaria uma mensagem ambígua? De duplo sentido, ou que caiba o sentido que qualquer pessoa der.

Conclusão:

Disse que a minha avaliação seria detectar que essa mensagem poderia ser “humana”, “doentia”, ou “diabólica”, e disse que ela não era “divina”, isso eu continuo afirmando.

- É diabólica? – Não é diretamente! Mas satanás pode usar essa mensagem para confundir e desvirtuar a igreja. Dependendo do resultado da reação e da receptividade da igreja, ela pode ser afetada diretamente pelas artimanhas do inimigo: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar;” (I Pd. 5.8).

- É doentia? – Pode ser que essa criança já esteja sofrendo psicologicamente! Seus pais, o seu pastor, devem orientá-lo acerca disso e mostrar na Bíblia a impossibilidade de ter sido Deus que o tomou extaticamente. Infelizmente parece que a reação da igreja é de alimentar essa situação.

- É humana? - Com certeza é. Tudo indica que o menino já viu essas coisas em outros momentos e está somente reproduzindo o que já presenciou, e, num momento de comoção não conseguiu controlar a sua emoção. Outras manifestações pseudo-espirituais como o “cantaralabachúria” que ele fala no fim do vídeo, demonstram isso.

Minha conclusão final é de que esse vídeo mostra uma criança confusa, pressionada psicologicamente e que precisa urgentemente de ajuda especializada, ou tudo isso foi uma montagem de muito mau gosto.

Para quem acessar o vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=iqTdAORGZaY


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

VAI 2014, CHEGA 2015

2014-2015[1]

Está quase na hora.... e vejo com fracasso plangente rolar pela ladeira íngreme da eternidade passada o ano de 2014.

Já não existe quase, pois vai desaparecendo para sempre por detrás do cenário da vida! Ele rola e desaparece, como um morto em sua cova, levando consigo mais uma parte da nossa existência efêmera, como a da erva, tenebrosa, muitas vezes, como as brumas da noite em pleno oceano, enfadonha como a dos viajantes entre as avalanches dos Alpes ou dos polos, e cheia de lágrimas, como são os campos cheios de orvalhos pela manhã.

Ele vai e nós o seguimos, pois na estrada da nossa peregrinação – eu vejo poucos passos além, um novo marco com esta inscrição: 2015!

E assim passa o tempo e assim se acaba a nossa vida, sem sabermos como, e assim desaparece tudo com a rapidez vertiginosa do vôo das Águias por sobre os Andes, ou da carreira do barco veleiro sobre no lago sereno, que reflete e a luz da lua. E assim desce mais uma vez o passo no proscênio da vida, e eu, involuntariamente triste, e involuntariamente comovido, digo: adeus 2014!

 Mas, “por que estás triste ó alma minha, e porque te conturbas dentro de mim?”[2]  Pois ali vem sair do seu Thalamo oriental o novo sol de janeiro, o astro rei de 2015, adornado de luz mais brilhante e mais vivificadora que a que viste esconder-se hoje em seu ocaso, mais pura que o ouro de Ophir, cercado de cortinas purpurinas, mais ricas que a dos palácios de Tiro.
Ei-lo ai vem, para iluminar o mundo e dar vidas aos homens.... e com toda e efusão do meu coração, curvando-me aos pés do meu Deus, saúdo o novo ano, o ano de 2015.

A terra começa a percorrer galhardamente a sua órbita, saudando em sua passagem Às constelações do zodíaco, os dias sucederão a outros dias, as semanas a outras semanas, os meses a outros meses e tudo se repetirá da mesma maneira, de sorte que se poderá dizer: Vês isto, é novo? Pois o que foi isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; mas entre toda essa sucessão invariável, uma cousa deve variar, uma coisa deve progredir, uma coisa deve viver – a nossa fé, a nossa caridade.

“Vejamos pois como andamos prudentemente, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus”[3]. Esquecemo-nos do que fica para trás, redobremos as nossas forças, como a da Águia, “cinjamo-nos de novo com toda armadura de Deus e comecemos de novo a correr com paciência a carreira que nos está proposta”[4], “correndo não como a coisa incerta, combatendo, combatendo, não como ferindo o ar, mas olhando para Jesus, príncipe e consumador da fé e lançando mão da vida eterna para a qual fomos chamados”.[5]

Maranhão, 31 de dezembro de 1895
Belmiro César




[1] Esse texto de autoria do Rev. Belmiro de Araujo César, foi originalmente publicado no dia 08 de fevereiro de 1896 no jornal O Estandarte, logo depois de ele ter chegado a São Luís para pastorear a IPB no lugar do Rev. Dr. George Butler. Foi mudada e adaptada a data de 1895-96 para 2014-2015.
[2] Salmo 42.11
[3] Ef. 5.15
[4] Ef. 6.13
[5] I Co. 9.24-26

sábado, 27 de dezembro de 2014

O MINISTRO DO EVANGELHO E O SEU AUDITÓRIO

O ministro pode dizer como João Wesley: “O mundo é minha paróquia.” Então a magnitude de seu campo servirá para estimulá-lo.

Pode admitir a modificação deste lema proposto por Dean Stanley: “Minha paróquia é meu mundo.” Então sentirá que todos os seus interesses intelectuais e espirituais se concentram sobre ela.

Pode finalmente reunir as duas máximas e procurar, com o tempo, abarcar o mundo em sua paróquia, estendendo pouco a pouco a esfera de sua atividade.

Entendendo que a sua paróquia é composta daqueles que assistem aos cultos e o escutam juntamente com os enfermos que não podem ir ao templo, interessa em alto grau o maior auditório que puder.

Sendo tantos os assuntos, se o indivíduo tem algo que dizer digno de ouvir-se, reunirá necessariamente seu próprio auditório. Que apresente a matéria de que se ocupa de uma forma exata e atrativa, e se aumentará insensivelmente o número daqueles que procuram ouví-lo.

Na pregação do Evangelho não se encontra nenhuma exceção a esta regra. Os exemplos de pregadores que estão inseridos nos locais onde pessoas humildes residem, conseguem reunir grandes congregações.

Quando Whitsfield visitou Londres, nenhum ministro o convidou para pregar em sua igreja. Ele então foi para o campo e milhares de pessoas o seguiram desejosos de ouvir a sua pregação, e entre eles homens como David Hume e Chesterfield.


O Evangelho, mais do que outro tema atrai multidões, quando apresentado de forma fiel e interessante. Não há outro assunto igual a palavra do Evangelho que seja capaz de atrair pessoas. Se os pastores estão tendo os seus auditórios diminuídos, a causa do mau êxito está no modo de expor o Evangelho. Muitas são as causas de auditórios diminutos, mas a razão determinante é a maneira pouco atraente em que o pregador apresenta o Evangelho. Uma pregação monótona, a falta de uma resolução firme para despertar o interesse de seus ouvintes, tem esvaziado os auditórios.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O "VALE-TUDO" PARA ENCHER IGREJA - PREGADORES CARNAIS ATRAINDO CARNAIS COM SUAS PREGAÇÕES CARNAIS.

VALE TUDO PARA ENCHER IGREJA?

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Rev. João d'Eça

“Se você utiliza-se de meios carnais para atrair os homens, você irá atrair homens carnais, e, terá de usar outros meios carnais para mantê-los na igreja." (Paul Washer).

O fato de a igreja está cheia, não significa necessariamente que é uma igreja bíblica, baseada numa pregação com base na Escritura Sagrada. 

Muitas igrejas cheias de homens carnais, pregando mensagens carnais, mas nessas igrejas também temos um pequeno grupo de pessoas que honestamente querem a Cristo e sua verdadeira Palavra. Eles desejam honesta e sinceramente ser transformados. Eles precisam de verdadeira adoração em suas igrejas, e as Sagradas Escrituras sendo pregada a eles. 

Os pastores brasileiros foram contaminados com um grande pecado. Esse grupo pequeno de pessoas convertidas nas igrejas locais, tudo o que eles querem é amar e obedecer a Jesus e fazer o que é correto segundo a Escritura Sagrada. Eles querem viver uma vida de pureza, eles querem a verdade, eles querem a Cristo. 

Muitos desses pseudo-pastores, para manter esse grande grupo de pessoas carnais, estão pregando o que eles querem ouvir, geralmente sermões recheados de receitas de auto-ajuda e preleção vazia de conteúdo bíblico. Quando eles alimentam esses homens e mulheres carnais com coisas carnais, estão deixando morrer de fome as ovelhas de Deus e ai eles terão de prestar contas ao Deus Vivo no dia do juízo.

A noiva de Cristo está sendo atacada por lobos vorazes, por malfeitores vestidos com capa de pastores e nós não podemos ser coniventes com eles, devemos denunciá-los e combate-los.... senão, quando o noivo voltar, ele punirá severamente os que atacaram a sua noiva e punirá também os que nada fizeram para impedir isso.

A maior parte da liderança evangélica no Brasil está servindo a pessoas carnais e deixam a noiva de Cristo sofrer com mentiras e espetáculos grotescos, pseudo-espirituais, mas que são a essência da carnalidade.... estes receberão o juízo implacável de Deus.

Muitos jovens crentes e sinceros gostariam de ouvir pregações expositivas da Bíblia, mas suas igrejas estão lhes oferecendo uma espécie de humanismo pagão, espetáculos circenses, sincretismo religioso, preleções de auto-ajuda “gospel”, ao invés de pregação bíblica verdadeira.


A Escritura diz para esses pilantras que se dizem representantes do evangelho, que se auto-denominam pregadores da Palavra... que seria melhor para eles, “que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar” (Mt. 18.6).

Termino com o que disse João Calvino:

"Se um cachorro ver o seu dono ser atacado, ele avança no agressor para proteger o seu dono... eu seria pior do que um cachorro, se visse a verdade de Deus sendo vilipendiada e ficasse calado."

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