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sábado, 12 de setembro de 2015

PENSANDO SOBRE O MINISTÉRIO

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Rev. João d’Eça

 
Introdução:

Quando o Evangelho de Jesus Cristo inunda a nossa mente e o nosso coração, traz a nós uma alegria nunca antes experimentada por nós. Quando jovens, cheios de esperança e de vigor, a ideia de conduzir pecadores à cruz de Cristo invade a nossa existência e faz brotar em nossos corações a pureza de uma ideia iluminada, o sagrado ministério.

Não há no mundo nada mais importante ou desejável do que ser instrumento nas mãos do Senhor para atrair pecadores a Jesus Cristo, arrancando-os da sua escravidão espiritual. Não há atividade mais nobre do que ser o condutor de um povo santo, através das trilhas de uma vida cristã. Não há nada mais bonito do que ver um jovem se lançar aos pés de Cristo e se apresentar para somar no mesmo caminho que percorreram os profetas e os apóstolos do Senhor, abrindo mão de uma carreira secular, afim de colher os frutos da fé, mesmo em meio a espinhos e dores.

Abraçar o ministério é cooperar com Deus, esse é um privilégio especial. Nossa vida de auxílio na obra do Senhor deve ser revestida de piedade, nosso lar deve ser o santuário do Espírito onde as reclamações do mundo não reverberam, nosso caráter deve refletir o caráter de Jesus Cristo que se mostra em nossas almas, santo e imaculado; onde os nossos pensamentos e as nossas condutas serão uma antecipação do Céu.

No ministério aprendemos que não somos o que talvez pensássemos que fossemos, aprendemos que somos absolutamente imprestáveis e absolutamente dependentes do Senhor. Nossos ideais iniciais vão se tornando difíceis de serem realizados e em cada passo dado, vemos um obstáculo imerso, que bem poderia nos fazer tropeçar, nos fazer fracassar e abalara nossa fé.

Seja cauteloso

Cautela é necessária. Jesus disse: “... Sede, portanto, prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” (Mt. 10.16). Será que o Senhor na sua volta me reprovará pelos “talentos” que eu lhe apresentar? Será que eu não o escondi e fiquei acomodado?

Agora é hora de prosseguir, de dar mais um passo à frente, “esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da Soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Fl. 3. 13, 14).

Enfrentaremos inúmeras tentações nessa carreira de aspirações grandiosas, tendo um enorme campo de trabalho à nossa frente, até que estejamos prontos, com o caráter aperfeiçoado, com a imaginação equilibrada usando-a para a meditação nos problemas da fé. O Senhor exige de nós que estejamos em perfeito equilíbrio de nossas faculdades mentais. Às vezes abandonamos a causa de Cristo pelo envolvimento com as coisas terrenas de nossas preferências. Gastamos tempo precioso imaginando coisas vãs e perdemos o nosso tempo de comunhão com o Senhor porque não nos dedicamos com mais dedicação à oração.

Trabalhemos pelo Evangelho

Os ossos secos que jazem na terra do Brasil estão à espera da palavra profética em nossa boca para que eles revivam em um exercito de almas para a glória de Deus. Assim como Jesus Cristo tinha por objetivo fazer a vontade do Senhor e como Paulo que dizia que nada sabia, a não ser de Cristo crucificado, nós, engajados no ministério pastoral, temos de nos desvencilhar de tudo que pode ser um atrapalho para o nosso ministério, “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus...” (Hb. 12.2).

Conclusão:

Ainda que você sinta que a atração mundana ainda te tenta, que abandonar a carreira seja uma opção, que a dúvida ameaça a tua alma, ore com fervor a Deus e peça a ele para um desejo mais consagrado a Jesus Cristo, para que você viva mais perto da cruz, que o reino de Deus seja a constante preocupação da tua mente. Não vacile diante das responsabilidades do ministério.

Muitos já estão com os seus ministérios falidos, não vivem mais pelos princípios da Sagrada Escritura. Sem Deus no comando de nossas vidas e ministério, nada poderemos fazer.

Que o Espírito Santo, consolador, conforte a nossa alma e nos dirija o caminho.

segunda-feira, 11 de março de 2013

ORDENAÇÃO FEMININA – CONSIDERAÇÕES FORTÚITAS



Nos últimos tempos tem-se discutido sobre se devemos ou não ordenar mulheres como pastoras e presbíteras, principalmente nas igrejas de linha reformada ou consideradas como igrejas tradicionais no Brasil.

Essa discussão de vez em quando reaparece nos concílios da Igreja Presbiteriana do Brasil, onde uns defendem de forma apaixonada a ordenação de mulheres como presbíteras e ministras do evangelho, outros são veementemente contra e cada grupo expõe os seus argumentos tentando validar as suas opiniões. A discussão se dá pelo fato de que talvez a totalidade das igrejas neo-pentecostais e grande parte das pentecostais e outros grupos, já ordenam mulheres como pastoras, Brasil afora.

Somos contra a ordenação de mulheres ao ministério como presbíteras ou ministras do evangelho, principalmente porque não há respaldo na Escritura. Cremos que o ensino apostólico sobre liderança masculina na igreja e na família é claro, os textos em sequência o provam (1 Coríntios 11-14; Efésios 5; 1 Timóteo 2 e 1 Pedro 3). O princípio claro nesses textos, é que a liderança na igreja é para ser exercido por homens. Isto não tem nada que ver com questões culturais, mas é uma ordenança do criador (1 Tim 2:13), e está enraizada na natureza de Deus (1Co 11:3). 

Esses debates ganharam uma conotação maior, no calor das discussões sobre as questões de gênero que começaram a surgir nos últimos 20 anos, o que estimulou uma análise muito mais cuidadosa dos textos em questão e serviu para corroborar o acerto técnico das traduções bíblicas à disposição no país.

Os textos bíblicos que tratam do assunto não podem ser usados para aprisionar a narrativa à cultura da época, se assim fosse, estaríamos negando a autoridade das Escrituras. O que está dito no N.T. e que foi dito em um contexto particular é também a palavra de Deus para nós. Paulo não era prisioneiro da sua cultura e não tinha medo de desafiá-la: “Isto, portanto, digo e no Senhor testifico que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos(Ef. 4:17).

Não tenho nenhuma dúvida de que a reflexão histórica fundamentada nos princípios cristãos ao longo dos séculos foi correta, e que a atual pressão para derrubar os valores e os princípios bíblicos nesse sentido, não são fundamentadas em razões bíblicas mas porque as muitas igrejas estão acovardadas diante da pressão da sociedade, inclusive a Igreja de Roma, que tem sido pressionada quanto ao ministério feminino no primeiro escalão.

Não somos contra as mulheres e muito menos reivindicamos uma superioridade masculina, afirmamos que somos "todos um em Cristo Jesus", apesar de que temos cada um, papéis diferentes. Na Bíblia os papéis são separados, na Bíblia a liderança no lar e na Igreja é um papel preponderantemente masculino, na Bíblia, homem e mulher são iguais em dignidade, mas separados em funções. Se cremos que a Bíblia é a imutável Palavra de Deus, não temos autoridade para mudar isso, não temos autoridade para estabelecermos novas revelações. Ninguém tem!

A Escritura Sagrada é nossa regra de fé e também de prática, todos dizemos isso, e ensinamos isso em nossas igrejas e esse ensino que os papeis de gênero são "complementares" no casamento, na vida familiar e na igreja. Esse entendimento é, a nosso ver, vital para o nosso testemunho de uma compreensão cristã da vida familiar. 

Nossas igrejas são constituídas de muitos membros – homens e mulheres - que estão satisfeitos com este ensino, e que é ainda mais importante em um mundo que está em confusão quanto aos papéis de gênero e sexualidade em geral. Nesse contexto a supervisão e o pastoreio feito por uma mulher é difícil de explicar, apesar de que há méritos em outros aspectos. 

Essa é a nossa visão da Sagrada Escritura, e é por isso que nos preocupamos, como ministros da Palavra. Diante da situação atual, onde os governos estão propondo leis de inclusão de minorias em todos os ramos da sociedade, talvez sejamos convidados a votar em nossos concílios nessas propostas que ameaçam nossos ministérios.

Tememos ser discriminados em nosso próprio meio, assim como já somos em outras questões menos polêmicas. O que vamos dizer aos futuros ordenandos? Que garantias vamos lhes dar de que estarão seguros se mantiverem suas convicções bíblicas sem alterações? A questão que então se coloca é como encorajar os vocacionados a desenvolver seus ministérios, se eles não podem fazê-lo dentro das estruturas formais da Igreja confessional?

Todos os dias somos bombardeados com perguntas das nossas congregações sobre o assunto das questões de gênero que palpitam na mídia e nas instituições do país. Temos de dar respostas adequadas e bíblicas. Temos também de pastorear aqueles que querem ser pastoreados de acordo com o modelo atual e enfrentar a oposição dos que pensam andar por outro caminho.

A questão de um ministério feminino não é uma questão sociológica ou política, mas é uma questão bíblica. Ou obedecemos os preceitos divinos expresso em sua palavra, ou nos rebelamos contra Deus e sua palavra para criar o nosso próprio caminho, fora dos padrões do Senhor.

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