sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

VOCÊ ACHA QUE A SUA IGREJA DEVE ACOLHER BEM PESSOAS HOMOSSEXUAIS?

Você receberia em sua igreja um casal heterossexual de advogados, declaradamente corruptos, fraudadores e devassos, deixando que eles freqüentassem os cultos, fossem doutrinados, aconselhados, orientados, para talvez mudarem de atitude e se voltarem a Cristo?

Você receberia nessa mesma igreja, nessas mesmas circunstâncias, duas pessoas homossexuais?

A maneira como você responder a essas perguntas, pode revelar qual é a sua perspectiva sobre a graça, sobre a missão da Igreja, e sobre o poder de Deus.

Sei que alguns líderes responderão sem pestanejar: "Não na minha igreja! Como se pode misturar um estilo de vida pecaminoso com um Deus Santo?" Outros líderes responderão de forma diferente: "Deus ama a todos, e nós somos todos pecadores, então devemos recebê-los de braços abertos."

Como eu responderia? É simples: sim. Eu acredito que a igreja deve ser um ambiente acolhedor para todos que desejam arrepender-se dos seus pecados, compreender o evangelho e dar um passo de fé em direção a cruz de Cristo. Eu creio que o homossexualismo é pecado segundo a Bíblia, assim como a luxúria, a ganância desenfreada, a inveja, a mentira, o adultério e outros tantos pecados. Esse fato torna a graça de Deus mais necessária ainda.

Existem muitos discursos culturais defendendo a homossexualidade e outros que o consideram como o pior de todos os pecados, e se assim for, estaremos dizendo que os nossos próprios pecados são pecados leves. Não devemos esquecer que todos os nossos pecados são nivelados por baixo, e somente quando a Graça de Cristo nos é outorgada é que a nossa vida toma rumo diferente. “É pela Graça que sois salvos” (Ef. 2:8).

O que fazer para acolher pessoas assim e ajudá-las"?

Não vamos ser coniventes com o seu pecado, nem passar a mão sobre as suas cabeças como que aceitando o seu estilo de vida pecaminoso, mas podemos envolver alguém com a graça e o amor de Jesus, sem amarras. Devemos apontar a Cristo para elas. Uma pessoa só pode se arrepender de seus pecados, se ela realmente conhecer a Jesus. As pessoas não se arrependem se estiverem ligadas a uma instituição ou a um sistema religioso, mas se estiverem ligadas a uma pessoa, a pessoa de Jesus Cristo, Salvador. 

Não podemos esquecer de que Deus estende a sua graça a todo tipo de pessoa, bons e maus, pessoas com todos os tipos de pecados, desde homicídios, tráfico de drogas, ladrões, viciados em adultério, pessoas mentirosas, mulheres que traem seus maridos, homens que traem suas esposas, pessoas soberbas, orgulhosas, heterossexuais e homossexuais.
Jesus foi acusado de conviver com pessoas desse quilate "Por que comeis e bebeis com publicanos e pecadores?” (Lc. 5: 30-32).

Jesus muitas vezes envolveu-se com pessoas que viviam estilos de vida pecaminosos, mas ele raramente jogou o seus pecados na cara, ao invés disso ele se reuniu com eles para o jantar, conversar, tomar um cafezinho com eles e apontar-lhes a Verdade.

Quando Jesus falou com a mulher samaritana junto ao poço (João 4), ele não acusou-a de ser uma pecadora inveterada, mas discutiu sobre adoração e sobre o tema da água viva. Sim, ele revelou o seu pecado, muito mais para mostrar-lhe os seus equívocos relacionados à fé, do que pra lhe jogar sentimento de culpa. A conversa com essa mulher era um fluxo de graça e verdade, de amor e de misericórdia, que teve como resultado a atenção da aldeia inteira para o Evangelho.

Um outro exemplo é Zaqueu o publicano. Quando Jesus o encontrou (Lc 19:1-10), ele não o acusou de extorsão e ganância, mas pediu-lhe para ir a sua casa e almoçar com ele. Essa atitude causou um escândalo, pois era impensável que um rabino se sentasse à mesa com um homem pecador como aquele. O resultado disso, Zaqueu se arrepende e resolve restituir o que extorquiu de alguém. Em cada caso, o Espírito estava se movendo, a graça estava presente, e arrependimento aconteceu.

Um exemplo para a igreja. 

Jesus simplesmente deixava as pessoas irem embora quando estas não aceitavam a sua graça. Quando o jovem rico (Mt 19:16-24) se recusou a seguí-lo, ele não o condenou ou o ridicularizou-o, ele simplesmente o deixou ir tranquilamente.

Será que as igrejas não podem seguir esses exemplos? Será que a igreja não tem que abraçar a todos os pecadores como fez Jesus? Será que a igreja não pode compartilhar o amor de Jesus com todo tipo de pessoa?  E se essas pessoas não aceitarem a mensagem, deixa-las ir sem ofendê-las ou criticá-las?

Devemos acolher pessoas homossexuais em nossas igrejas? Sim. Isso significa que nós aprovamos seu estilo de vida? Não. 

Eu vejo que o que pode acontecer são duas coisas:

1) A pessoa irá reconhecer o seu pecado e responder ao poder do evangelho, ou,  
2)  negar a verdade e parar de freqüentar a igreja. 

Se um casal gay entrar em sua igreja neste domingo, o que acontecerá? O que deve acontecer?

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