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quinta-feira, 5 de abril de 2012

ANOTAÇÕES NOS SALMOS - O MESSIAS FALA - SALMO 40: 1-17

Este Salmo é citado em Hebreus 10: 5-10, em relação ao Senhor Jesus Cristo, portanto é um Salmo Messiânico. Aqui nos diz como foi que o Senhor Jesus veio a este mundo para fazer a vontade de Deus-Pai, apagar para sempre a mancha do pecado na vida do pecador redimido, através do seu sacrifício.

Pela vontade de Deus-Pai nós temos sido santificados e aperfeiçoados para sempre com relação a nossa aproximação de um Deus santo e nossa permanência diante dele.

Entretanto, nos salmos messiânicos a experiência do escritor muitas vezes se manifesta. É bem provável que nos quatro primeiros versículos, Davi está nos contando como foi livre da terrível cova do pecado em que caiu por sua própria culpa, e foi colocado firme sobre a rocha, tendo aprendido um novo cântico.

Novamente, do versículo 11 até o fim, ele dá o seu testemunho, sendo levado pelo Espírito até aos domínios da profecia. depois tendo falado do Messias, volta a pedir por suas próprias necessidades.

Esses vislumbres do Messias nos encantam nos Salmos. Temos o Filho a falar ao Pai na Eternidade (v, 6-10), tendo em vita a sua vinda a terra em nosso favor, porque éramos tão pobres e necessitados.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A MORTE DA MORTE NA MORTE DE CRISTO.


John Owen


"A MORTE DA MORTE NA MORTE DE CRISTO"

Esse é o título de um livro de John Owen (1616-1683), um puritano que viveu no século 17 e que produziu uma obra inigualável. Ele é conhecido como príncipe dos puritanos.

Nenhum outro grupo cristão na história do cristianismo desde a Reforma do século XVI enfatizou tanto a obra do Espírito Santo e a necessidade de uma experiência espiritual que combinasse o aprofundamento bíblico com o grande interesse na experiência espiritual do Santo Espírito como os puritanos.

Erradamente, o termo “puritanos” tornou-se pejorativo, sinônimo de hipocrisia e de perseguição. Mas isso não é verdade. Em que pese, muitos religiosos que se apresentavam como puritanos, terem cometido irregularidades na vida moral e ética, eles eram pessoas que se preocupavam com o zelo pelas Sagradas Escrituras e buscavam uma vida de pureza verdadeira diante de Deus.


O mundo tem uma grande dívida para com os puritanos, pois foi através da sua visão inteiramente bíblica de mundo, que legou ao ocidente, os pressupostos de leis e de Direito que hoje ainda influenciam a nossa vida. Foi a partir do trabalho de matiz puritana na Inglaterra, que o capitalismo nasceu e floresceu. Outro exemplo de herança puritana foi a liberdade religiosa tal qual a conhecemos hoje. O direito divino dos reis, tomou um golpe tão forte que não se recuperou até hoje, graças ao pensamento puritano.


No livro cujo título encima este texto, John Owen trata da expiação, mais precisamente do terceiro ponto da TULIP, a Expiação Limitada. Para se ter um exemplo, esse tema não é popular. Ele vai de encontro a tudo o que costumeiramente se ouve acercas do cristianismo evangélico, argumentando que Jesus Cristo não morreu por todos. De acordo com a Escritura, como mostra Owen, a morte do nosso Senhor Jesus Cristo foi para um propósito único: salvar um grupo especial para si mesmo.

São dois argumentos acerca do tema da expiação, uma expiação universal e uma expiação particular. A primeira diz que a morte de Jesus Cristo foi eficiente para salvar a humanidade e que todos os que querem receber Cristo em seus corações e se arrependem dos seus pecados, serão salvos.

O segundo argumento, que trata da Expiação particular, diz que a morte de cristo na cruz, derramando o seu sangue, foi suficiente para salvar toda a humanidade, mas foi eficiente somente para salvar os eleitos. Não é o homem que escolhe a Deus, ele não pode salvar-se, mas é Deus quem escolhe o homem e o tira do reino das trevas para o reino do seu Filho amado.

Deus não fica ansioso esperando um pecador responder com fé para poder salvá-lo, ele dá a fé ao pecador para que este possa exercer fé e ser salvo. No plano da salvação o homem é passivo, todo o trabalho é de Deus, pois o homem “está morto em seus delitos e pecados”, precisando que Deus o ressuscite da sua condição de morte para receber a vida.

O período da páscoa nos traz essa reflexão. Instituída ainda no Egito (Êx. 12), quando o Senhor providenciou todos os recursos para a libertação do povo, inclusive o cordeiro que seria morto para que o seu sangue, pintado nos umbrais das portas, pudesse ser visto pelo anjo da morte e este não tocasse naquele que estava debaixo do sangue do cordeiro.

Jesus Cristo morreu durante a páscoa judaica, ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A sua morte venceu a morte tanto para os que viveram antes da sua vinda quanto para os que viveram depois, todos os que foram eleitos por Deus em Cristo antes da fundação do mundo.

O Túmulo Vazio


Em Cristo somos livres da morte, somos privilegiados por sermos eleitos n’Ele, escolhidos por Deus desde a fundação do mundo. A nossa perseverança em amar a Deus e buscar fazer a sua vontade, é a certeza de que somos escolhidos. Não há desespero, não há medo, não há dúvida. “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Rom. 8: 28).

sábado, 3 de abril de 2010

A RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO

A ressurreição de Jesus Cristo é o coração do cristianismo. Em 1 Coríntios 15, Paulo fundamenta: "E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã, a vossa fé; e somos considerados por falsas testemunhas de Deus, porque temos asseverado contra Deus que ele ressuscitou a Cristo, ao qual ele não ressuscitou, se é certo que os mortos não ressuscitam. Porque se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E ainda mais: os que dormiram [estão mortos] em Cristo pereceram. Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens. (1 Cor. 15:14-20).

A primeira Páscoa

O que queremos dizer com a ressurreição de Cristo? Jesus Cristo veio a este mundo para morrer em nosso lugar, como nosso substituto, pelos nossos pecados. O Filho de Deus sem pecado veio dar a sua vida em resgate por muitos (Mateus 20:28). Na sexta-feira, Jesus foi crucificado. Nós sabemos que ele morreu porque um dos soldados romanos perfurou o lado de Jesus com uma lança para confirmar a sua morte. Mais tarde os seus discípulos o tiraram da cruz e o sepultaram em um sepulcro emprestado. (João 19:30-42).

Enquanto Jesus estava vivo, disse várias vezes que iria ressuscitar dos mortos. Ele desafiou os seus inimigos: "Destruí este templo, e eu o levantarei em três dias”. Ele estava falando sobre seu corpo (João 2:19-22). Jesus também disse a seus discípulos muitas vezes que ele seria morto pelos líderes em Jerusalém, mas ressuscitaria no terceiro dia. Os líderes que mataram Jesus estavam ciente desta predição de que ele iria ressuscitar dos mortos. Embora não acreditassem, eles quiseram garantir que não iria acontecer assim, daí eles puseram um grupo de guardas ao redor do túmulo.


Em Mateus 27:62-66, lemos: "No dia seguinte, após o dia da preparação, o sumo sacerdote e os fariseus foram até Pilatos."senhor", disseram eles,"nós nos lembramos que, enquanto ele ainda estava vivo, aquele enganador disse: "Depois de três dias ressuscitarei." Então, dê a ordem para o túmulo ser protegido até o terceiro dia, caso contrário, os seus discípulos podem ir e roubar o corpo e dizer ao povo que ele ressuscitou. Este último engano será pior do que o primeiro. "Tome um guarda", disse Pilatos. "Vão e guardem a entrada do sepulcro". Então eles foram e montaram guarda no túmulo, colocando um selo do império na pedra.

A estratégia dos sacerdotes e dos fariseus não teve sucesso. Não! Apesar de seus esforços, Jesus ressuscitou dos mortos. Lembre-se de como Jesus havia dito a Marta: "Eu sou a ressurreição e a vida". Durante o seu ministério na terra, Jesus trouxe uma série de pessoas para a vida dentre os mortos, incluindo o irmão de Marta, Lázaro, que tinha morrido já havia quatro dias (João 11). Mas a ressurreição de Jesus Cristo foi diferente. Não se tratava apenas de reanimação, como foi o caso de Lázaro que tempos depois voltou a morrer. No terceiro dia Jesus ressuscitou dos mortos com um corpo glorificado que estava vestido com a imortalidade e glória. Seu corpo da ressurreição poderia aparecer e desaparecer, passar por objetos materiais, subir e descer do céu.

Na manhã de Páscoa os apóstolos e algumas mulheres foram ao túmulo de Jesus, esperando encontrar seu corpo. Mas o túmulo estava vazio, e o anjo lhes disse: "Ele não está aqui, ressuscitou!" Mais tarde eles o viram o Senhor ressuscitado face a face.

Os Evangelhos registram esses eventos, mas o relatório mais antigo escrito sobre a ressurreição de Jesus Cristo foi escrito por São Paulo apenas vinte e cinco anos depois da morte de Cristo: 1 Coríntios 15:3-8 (Leia na sua Bíblia). Devido ao milagre da ressurreição de Cristo, os discípulos antes deprimidos e decepcionados foram transformados. Eles começaram a pregar o evangelho com poder, e o fato da ressurreição de Jesus estava no centro de sua pregação. Por quê? Sem a ressurreição, não há cristianismo. Os discípulos de Jesus voluntariamente sofreram o martírio por sua fé. Os inimigos do evangelho foram totalmente incapazes de refutar essa afirmação central do evangelho. Eles poderiam apresentar o corpo de Jesus Cristo e assim acabariam com o cristianismo.

A Ressurreição de Cristo e a Incredulidade
Muitas pessoas não acreditam na ressurreição. Mesmo nos tempos do Novo Testamento, encontramos aqueles que se recusavam a acreditar na ressurreição. Os Saduceus eram materialistas e não acreditavam na ressurreição. Mesmo na igreja, algumas pessoas não acreditam na ressurreição. O apóstolo Paulo escreveu sobre isso em 1 Coríntios 15. Em 2 Timóteo 2:17-18, Himeneu e Fileto foram mencionados por Paulo como pessoas que realmente não acreditavam na ressurreição do corpo.


A ressurreição não é uma idéia recente, mas especialmente a partir da segunda metade do século XVII, alguns na igreja começaram a questionar a fé na ressurreição e nos milagres. Na Inglaterra, John Toland um deísta, se recusava a acreditar na ressurreição. Racionalistas como Reimarus se recusou a acreditar em milagres, e questionou a autoridade da Bíblia e da Igreja. O teólogo David Strauss negou sistematicamente qualquer milagre, isso ele fez em sua obra “Vida de Jesus”, e no século XX, Karl Barth, juntamente com Rudolf Bultmann, também negou a ressurreição do corpo. Hoje a maioria das igrejas liberais negam a ressurreição, bem como qualquer milagre como registrado no Novo Testamento.

Essas pessoas negam a ressurreição. Eles dizem que não é histórica. Negam o relato do Novo Testamento. Eles argumentam que, normalmente, os mortos não ressuscitam, e, portanto, Jesus não poderia ressuscitar dos mortos. Apesar de todos os elementos textuais e históricos, essas pessoas se recusam a acreditar na ressurreição porque confiam na autoridade suprema da razão humana, decaída, e não na Revelação de Deus nas Sagradas Escrituras.

Embora possam ser membros de igrejas, tais pessoas são realmente pagãs sem nenhuma esperança. Paulo fala sobre eles em 1 Tessalonicenses 4:13: "Irmãos, não queremos que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para não vos entristecerdes como o resto dos homens que não têm esperança." Eles estão "sem esperança e sem Deus no mundo", diz Paulo em Efésios 2:12. Eles não acreditam que o Novo Testamento, declara a ressurreição de Cristo com grande firmeza e clareza.

Como é que a ressurreição nos afeta?
Se acreditamos na evidência da ressurreição de Jesus Cristo, como registrado no Novo Testamento, o significado que a ressurreição tem para nós é?


1. Na ressurreição de Jesus Cristo, vemos a clara demonstração do verdadeiro poder do Deus. Efésios 1:19-21 nos diz que é o poder do nosso Pai celeste que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos.

2. A ressurreição prova que Jesus Cristo é Deus. Isso é exatamente o que Deus Pai quis comunicar-nos, como lemos em Romanos 1:4. Os judeus crucificaram Jesus Cristo, porque, para eles, era blasfêmia, quando disse que ele era o Filho de Deus, igual ao pai. A ressurreição de Jesus Cristo demonstra a verdade que ele é quem ele disse que era.

3. Nossa salvação depende da nossa fé na ressurreição de Jesus Cristo. Em Romanos 10:9, somos informados de como ser salvo. Ele diz que "se você confessar com sua boca que Jesus é Senhor e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo". Isso significa que você não pode ser um cristão a menos que você acredite na ressurreição de Jesus Cristo. Isto deve nos dizer que, mesmo que algumas pessoas que estão nas igrejas, se elas rejeitarem a ressurreição de Jesus Cristo, eles não são cristãos.

4. A ressurreição de Jesus Cristo mostra-nos que todos os ensinamentos de Jesus Cristo são verdadeiros. Tudo o que Jesus ensinou é verdade, incluindo a sua grande promessa em João 6:40, "Todo aquele que crê no Filho tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia". Os ensinamentos de Jesus sobre a sua pessoa, seu trabalho, céu, inferno e o julgamento futuro são todos verdadeiras.

5. A ressurreição de Jesus Cristo garantiu a nossa justificação. "Cristo morreu pelos nossos pecados e foi ressuscitado para nossa justificação", Paulo diz em Romanos 4:25.

6. Nossa própria ressurreição depende completamente da ressurreição de Jesus Cristo. Leia 1 Tessalonicenses 4:14: "Cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também nós cremos que Deus trará com Jesus aqueles que dormem nele". Há uma série de outros versículos sobre isso, inclusive 2 Coríntios 4:14, e outros.

7. O poder de nossa vida cristã no presente é o poder da sua ressurreição. Lemos sobre isso em Efésios 1:19-21, bem como em Romanos 6:4: "Portanto, fomos sepultados com ele na morte pelo batismo para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai , também nós vivamos uma vida nova. " As pessoas me perguntam: "Como podemos viver a vida cristã?" Podemos vivê-la pelo mesmo poder que ressuscitou Jesus Cristo dentre os mortos.

8. A ressurreição de Jesus Cristo demonstra que Cristo Jesus vai ser o juiz de todas as pessoas más no mundo. Em Atos 17:31, Paulo disse aos atenienses, "Porque ele [Deus] fixou um dia em que julgará o mundo com justiça, o homem que ele nomeou. Ele deu prova disso a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. "Vemos a mesma idéia em João 5:22 onde Jesus disse:" Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho ". Nos versículos 27-29, ele continuou: "E ele deu-lhe autoridade para julgar, porque ele é o Filho do Homem. Não fique espantado com isso, pois um tempo está vindo quando todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão - aqueles que tiverem feito o bem para a vida e aqueles que tiverem praticado o mal para a condenação.” A ressurreição de Jesus Cristo significa que ele vai levantar todos os que já viveram - alguns para a vida eterna e outros para a danação eterna - e Jesus Cristo será o juiz dos ímpios. Todos os que confiaram na Razão decaída e rejeitaram a Palavra de Jesus Cristo, serão ressuscitados para a condenação eterna.

Como responder a Ressurreição?
Como podemos responder à ressurreição de Cristo? Exorto-vos a arrependerem-se agora e a crerem nele, que é o Juiz de todo o mundo. "Crê no Senhor Jesus e serás salvo tu e a tua casa", Paulo disse ao carcereiro de Filipos (Atos 16:31). Senhor Jesus é o Filho de Deus feito homem. Ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Ele foi crucificado, morreu e foi sepultado, e ressuscitou dos mortos ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Este mesmo Senhor Jesus Cristo subiu aos céus, está governando e reinando agora mesmo, e virá novamente para julgar os vivos e os mortos. Todo o olha o verá e todos se curvarão perante ele.


Que Deus te dê fé para crer no Senhor Jesus Cristo, e em particular no fato de que Deus o ressuscitou dentre os mortos. Que você possa vir a saber que Jesus Cristo é o único Salvador e não há outro. Que todos nós possamos lembrar que Jesus será o juiz a quem todos nós vamos enfrentar, pois está determinado para o homem morrer uma só vez, vindo depois o juízo. Que Deus tenha misericórdia de nós. Implore por misericórdia e perdão a ele e serás salvo. Amen.

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