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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A IMORTALIDADE DA ALMA



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Rev. João d’Eça, MD

  

Introdução


Muitos que se dizem cristãos, alegam a sua crença em Deus, mas não acreditam na imortalidade da alma, assim, a alma deixaria de existir no momento da morte, essa é a afirmação deles. O homem orgulhoso prefere o aniquilamento do que se submeter ao julgamento divino.

Este mundo não satisfaz o crente que foi alcançado pela graça de Deus, mas o homem natural, esse não está satisfeito com nada, quanto mais alcança, mais quer alcançar, numa busca frenética por preencher o vazio de sua alma. De igual modo, só que de forma positiva, o crente que tem aspirações espirituais, quando alcança o conhecimento de uma verdade, esse se torna apenas o ponto de partida para novas e mais profundas investigações, nesse ponto, é que aspiramos as coisa que não podem ser alcançadas pelo sentidos humanos, mas que uma voz secreta, espiritual, nos diz que existe uma vida sem fim e uma liberdade sem limites.

Nós, os seres humanos, estamos acostumados com o temporal, vemos no nosso dia-a-dia as coisas que nos cercam, elas desaparecem e morrem, Dai a pergunta: Quem nos deu a ideia da eternidade? Isso não será o sonho do nosso espírito fraco e limitado? Não! Porque quando a humanidade é estudada, em todas as épocas, em todas as geografias, revela que a humanidade sempre sonhou com o infinito, sejam os filósofos especuladores gregos, sejam os ignorantes onde quer que eles estejam.


A preservação da história

         Os homens são levados naturalmente a procurar os meios que lhe preservem o nome do esquecimento, ou que o tornem imortal. Para os homens, a ideia de morrer e ser esquecido é trágica. Será por que? Talvez encontremos um caminho no texto de Eclesiastes 3.11, que diz:


Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim.


Depois de depositado na tumba fria, no fundo tenebroso do sepulcro, não se pode ouvir mais nada dos elogios que foram feitos, nem contemplar as estátuas erguidas em homenagem à nossa honra.

A memória que se guardará de nós, será limitada a um curto espaço de tempo, assim foi com os grandes homens da história da humanidade. Alguns poucos são lembrados, mas a grande maioria é esquecida completamente. Os maiores homens da humanidade como Júlio César, Pompeu, Galileu, Napoleão, um dia serão esquecidos, em que pese ainda hoje serem lembrados nos anais da história.


Mesmo sabendo que seremos esquecidos estamos sempre prontos a tudo sofrer, contanto que possamos fazer alguma coisa que faça o nosso nome ser lembrado na posteridade. Assim também é o nosso desejo de tornarmos imortal o nome de nossa família.


Quando nos tornamos pais, a tendência é que esqueçamos de nós mesmos para lembrarmos da nossa prole. Nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos, e para que esse futuro seja glorioso, geralmente sacrificamos o bem-estar dos que vivem em prol dos que haverão de vir. Esquecemos que a história guarda a memória de umas raras famílias, que por circunstâncias extraordinárias se tornaram lembradas no decorrer das eras.

A loucura que acomete a humanidade

         A humanidade ainda não se curou dessa loucura, dessa busca desenfreada pela perpetuação do seu nome. Assim fizeram os que construíram a Torre de Babel, cuja intenção era a de preservar os seus nomes. O texto Sagrado de Gn. 11.4 diz:
 

Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre cujo topo chegue até os céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos espalhados por toda terra.

 
É certo que por essa ambição humana podemos afirmar categoricamente que o último homem que estiver vivo sobre a terra, será dominado pelo desejo irresistível de perpetuar o seu nome.

Esse desejo humano atesta uma necessidade de ordem moral a que ninguém se esquiva, pois é tão certo como a morte. Todos os filhos de Adão são atingidos por esse desejo. O ser humano tem a necessidade do infinito, da eternidade, da imortalidade. Isso está gravado na constituição humana, para isso ele foi criado.

Quando o homem se entrega totalmente à conquista das coisas aqui da terra, ele faz isso na tentativa de transportar a imortalidade para essa existência efêmera, passageira, de curta duração. O homem natural, mas que tem uma alma imortal, que seguirá após a morte para uma existência eterna em Deus ou separada dele, supõe que foi criado somente para essa existência e por isso não aceita separar-se das suas conquistas terrenas e nem cogita na possibilidade que seja esquecido, isso é uma prova inconteste da imortalidade.

Os adeptos do materialismo alegam a eternidade da matéria. Descrer no Deus único e pessoal, no Deus que se relaciona com o homem e que é o criador da eternidade, quando age assim, ele faz da matéria o seu “deus”. Faça o homem o que fizer para fugir dessa realidade incontestável da imortalidade, adultere o quanto puder a sua consciência, camufle o máximo possível os sentimentos da sua alma e do seu coração, ele não poderá nunca eliminar da sua existência a necessidade de uma vida sem fim.

Conclusão

A imortalidade é uma realidade gravada na alma humana, é a marca do seu criador na existência humana. Deus, no entanto, jamais fez surgir na alma humana uma necessidade sem lhe proporcionar ao mesmo tempo um meio de satisfazê-la. Deus deu à alma humana a sede devoradora da felicidade imortal. Deus fez brotar das profundezas da eternidade uma fonte, em cujas águas cristalinas e doces, a alma poderá beber até ficar plenamente saciada.

Jesus disse em João 4.14:


Aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

CRENTES INTOLERANTES!





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Rev. João d'Eça



O autor é Ministro Presbiteriano, Mestre em Teologia Histórica pelo 
Centro Presbiteriano de Pós-Graduação, Andrew Jumper CPAJ (SP)




A "intolerância" dos cristãos é o resultado direto dos ensinamentos de Seu Senhor Jesus Cristo, que, hoje, poderia ser descrito como uma das pessoas mais "intolerantes" que já viveu.

Introdução:

Nas últimas três semanas os cristãos, conhecidos também como: “crentes”, “evangélicos”, “protestantes” e outros rótulos, tem sido acusados de intolerância religiosa, porque não aceitam os outros grupos religiosos como iguais. Mas como podemos tratar como iguais, aqueles que são total e completamente diferentes?

Os cristãos são “intolerantes” porque eles tentam obedecer às palavras de Jesus Cristo, dizendo às outras pessoas como elas devem viver para agradar a Deus, segundo a Sagrada Escritura, e como elas devem crer em Deus, segundo as Escrituras.

Assim os cristãos são rotulados de “intolerantes” pelo simples fato de testemunharem zelosamente sobre a sua fé, conforme ensino claro das Sagradas Escrituras. Embora as ações dos cristãos sejam muitas vezes interpretadas como “intolerância”, a principal razão por que os cristãos são vistos como “intolerantes” é devido a definição de “politicamente correto” para a tolerância, que mudou nos últimos trinta anos.

Uma coisa notável sobre a intolerância, é que aqueles que dizem que nós, os crentes somos intolerantes e que por isso não devemos expressar nossas crenças religiosas, são exatamente aqueles que realmente se encaixam na definição de intolerantes. 

Tolerância X Verdade

Tolerância não significa que nós aceitamos automaticamente as crenças dos outros que não se identificam como cristãos, como sendo crenças verdadeiras. 

Contrariamente à crença popular, as religiões não ensinam as mesmas coisas, e, por isso, elas não podem ser todas verdadeiras. Diante de pressupostos que se excluem, todos não podem estar corretos. Crer em alguma coisa, não faz automaticamente com que essa crença seja verdadeira. Quem define se é verdadeira ou não são as Escrituras Sagradas hebraico-gregas, ai já percebemos a exclusividade do cristianismo, portanto. A sua “intolerância”. A verdade não pode ser sacrificada no altar de tolerância. Nas sábias palavras do autor das Crônicas de Nárnia: "O cristianismo, se for falso, não tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser "mais ou menos importante" (C.S.Lewis). Tolerância verdadeira é respeitar as outras correntes de crenças, mas não é indiferença para com a verdade. 

O cristianismo é o exemplo principal pelo qual todas as religiões não podem ser verdadeiras. De todas as outras religiões do mundo, somente o cristianismo, ensina que uma pessoa pode se tornar aceitável a Deus com base em suas ações na vida. Em contraste, o cristianismo ensina que nenhuma pessoa, não importa o que eles façam, pode se tornar aceitável a Deus através de suas próprias ações. 

No cristianismo, a aceitação por Deus está baseada na obra de Redenção realizada por Jesus Cristo na cruz, através da fé no Seu sacrifício vicário que nos torna aceitáveis a Deus. Portanto, o Cristianismo e as outras religiões, não podem ser todas elas simultaneamente verdadeiras, pois elas ensinam ideias opostas sobre como se tornar aceitável diante de Deus. 

Um cristão não pode aceitar outros sistemas de crenças como sendo verdadeiros e ainda manter o seu próprio sistema de crenças, uma vez que são totalmente contraditórios e opostos entre si.

Os cristãos são na maioria das vezes tidos por "intolerantes" quando eles se recusam a aceitar os "estilos de vida alternativos", como por exemplo a liberação das drogas, a liberação sexual ou o comportamento homossexual. Mais uma vez, este é um uso indevido da palavra "intolerante". Tolerância não requer a aceitação de todas as ideias como sendo verdadeiras, mas apenas o respeito a quem decide viver por esses estilos de vida alternativos, mas que não podem viver desse modo na vida cristã, porque contradiz a verdade da Escritura Sagrada, e ninguém nesse mundo pode mudar isso.

E os pseudos intelectuais de esquerda e professores de sociologia da USP, que dizem que os cristãos não devem expressar suas crenças publicamente, são realmente os que são os verdadeiros intolerantes, uma vez que eles não estão dispostos a conceder igualdade de liberdade de expressão às crenças bíblico-cristãs e ainda ousam blasfemamente, a propor a extinção da Escritura, ou quando menos, a sua leitura alegórica ou metafórica.


Jesus era “intolerante”

A suposta “intolerância” dos crentes é o resultado direto dos ensinamentos de seu Senhor, Jesus Cristo, que, se estivesse aqui na terra hoje, poderia ser descrita como uma das pessoas mais "intolerantes" da terra. Embora Jesus tratasse bem todos os tipos de pessoas, Ele não era "tolerante" com os seus "estilos de vida alternativos". Jesus confrontou diretamente o comportamento imoral, e ainda exortava as pessoas para pararem de praticar o seu comportamento pecaminoso. 

Além disso, Jesus deu ordens a todos os seus seguidores em todas as geografias e em todos os tempos, a "fazei discípulos de todas as nações ... ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei" (Mt. 28. 18-20) e, "pregar o evangelho a toda criatura" (Marcos 16.15). 

Jesus não diz nada a se aceitar outras religiões como sendo verdadeiras. Na verdade, Ele fez uma das declarações mais "intolerantes" que qualquer líder religioso já fez. Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14: 6).

Aqui novamente recorro a C.S. Lewis. Em seu livro Mero Cristianismo, ele escreve o seguinte:

Tento aqui impedir que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Ele [Jesus Cristo]: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre em moral, mas não aceito sua afirmação de ser ele Deus.’ Isto é exatamente a única coisa que não devemos dizer. Um homem que foi simplesmente homem, dizendo o tipo de coisa que Jesus disse, não seria um grande mestre em moral. Poderia ser um lunático, no mesmo nível de um que afirma ser um ovo pochê, ou mais, poderia ser o próprio Demônio dos Infernos. Você decide. Ou este homem foi, e é, o Filho de Deus, ou é então um louco, ou coisa pior... Você pode achar que ele é tolo, pode cuspir nele ou matá-lo como um demônio; ou você pode cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com aquela bobagem de que ele foi um grande mestre aqui na terra. Ele não nos deixou esta opção em aberto. Ele não teve esta intenção.

Esta declaração só revela que todas as outras religiões e ideias religiosas não podem ser verdadeiras. Nenhuma outra religião se não o cristianismo, afirma que Jesus é o único caminho para Deus. Portanto, ou Jesus estava dizendo a verdade e Ele é o único caminho para Deus ou Ele era um mentiroso e um falso profeta.

Portanto, se isso é ser intolerante, não me importo, podem dizer que eu sou intolerante.


Conclusão:

Os cristãos, crentes, evangélicos, protestantes, ou seja lá que rótulo nos derem, em seu afã de seguir os mandamentos do seu Senhor, podem parecer excessivos e preconceituosos no seu entusiasmo. No entanto, na crença de que Jesus é o único caminho para Deus, queremos que todas as possam entender suas escolhas e as consequências dessas escolhas.

O amor exige que nós compartilhemos a mensagem do Evangelho (As Boas Novas) de Jesus Cristo. A boa notícia é que todas as pessoas podem entrar em um relacionamento pessoal com o Deus e Criador do universo através da fé em Jesus Cristo.

"Porque Deus amou o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."


(João 3:16)

sábado, 2 de maio de 2015

A FÉ X AS VÃS FILOSOFIAS

“Mais fácil é provar o erro que achar a verdade; o erro está na superfície, a verdade está no fundo”. (Goethe)


Introdução

Não há nenhuma incompatibilidade entre ciência e religião, o que existe são somente áreas de estudos diferentes. Porém os que se entregam ao estudo das ciências, muitas vezes se enchem de empáfia e tratam a Teologia de forma leviana, rotulam os crentes de ignorantes, ultrapassados e levantam a bandeira da incredulidade na qual está escrito: “Nós não cremos, nós temos convicções.

Recentemente um cientista inglês escreveu um livro intitulado Deus um delírio, no qual ele questiona a fé de pessoas simples, e, com o seu cabedal de conhecimento científico na área da matemática, ele despreza a fé dessas pessoas simples. Lógico, ele irá vencer essa batalha.

Não vemos os supostos sábios e inteligentes, homens e mulheres, questionarem os grandes tratados de Teologia, como os de Lutero e Calvino, por exemplo, porque eles se confessam ignorantes em matéria religiosa. A base de suas intransigências não estão tampouco nos próprios princípios verificados e estabelecidos pela ciência, porque nós também os estudamos e não encontramos nenhum antagonismo com as verdades da fé.

O teólogo Dr. Hodge, diz numa de suas obras: “I am as sure as I am of my existence that there is nothing in the discoveries of science which can give Christians any ground for fear.” (Tão certo eu estou de que não há nada nas descobertas da ciência que dê motivos de receio aos cristãos, como estou certo de minha própria existência).[1]

Qual o critério e o fundamento da ciência, emitidos contra as verdades teológicas?

É que eles muita vez confundem a intolerância e os dogmas do romanismo, com os preceitos simples e santas do Evangelho. É que em seus estudos superficiais e cheios de preconceitos e argumentos infantis, chamam de ciência o que não passa de vãs filosofias. Aceitam como ciências algumas especulações filosóficas e condenam os princípios da fé religiosa.
Muito pouca gente hoje em dia, em nosso meio social, faz a devida distinção entre o que seja verdadeiro cristianismo, como revelado nas Sagradas Escrituras, e as doutrinas que vem de homens inescrupulosos. É também necessário não confundir os postulados e as especulações arrogantes dos filósofos, com os fatos verificados e demonstrados pela ciência.

O que parece dividir a ciência e a fé, é apenas um debate entre a religião e a filosofia, principalmente dos naturalistas. São dois sistemas que remontam a um fato fundamental de fé, que trata de admitir quer seja uma fé filosófica ou uma fé bíblica.

Por esta razão, quando alguém nos fala sobre as “gerações espontâneas”, sobre a “seleção natural”, sobre “as origens das espécies, etc., admiramos nessas teorias (e não são mais nada além de teorias), o gênio inventivo de seus autores, que as criam para ganhar notoriedade e dinheiro dando palestras em universidades ao redor do mundo, mas vemos desde cedo que não se trata de ciência, mas de especulações filosóficas, que muitas vezes é preciso mais fé para se crer nelas, do que para se crer nas Escrituras Sagradas.

Nós estudamos esses sistemas sem perder a nossa fé, sem medo de encontrar nessas obras puramente humanas, a condenação de nossos princípios de fé que estão nas Sagradas Escrituras.

Somos teólogos e somos crentes, mas isso não nos impede de estudarmos essas teorias humanas, inventadas pela especulação filosófica. Não temos receio de admirarmos as descobertas que constituem o patrimônio sagrado da inteligência humana.

Examinamos, duvidamos e nos empolgamos nas investigações, porém, não largamos a bússola da nossa mão, não abandonas a fé. E seguindo na realidade incontestável dos nossos princípios, levantemos sempre a bandeira do cristianismo, onde estão escritas as palavras do Evangelho:

Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos...” (II Co. 4.13).



[1] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo. Hagnos. 2001. Cap. III. 

terça-feira, 28 de abril de 2015

RESPOSTA A UM VIZINHO ATEU

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João d'Eça

“Não há povo algum nem tão selvagem nem tão feroz que, posto que não saiba qual seja o Deus que se deve admitir, ignore com tudo que se deve admitir-se”.

(Cícero)


Apresentar argumentos e provas para provar a existência de Deus seria dar grande importância à diminuta minoria dos ateus. A eles é que compete provar a “verdade” de suas doutrinas e consequentemente a não existência do Criador, que aliás é testificada por todos os povos, por todas as culturas e em todas as épocas.

Os ateus é que tem de provar que não existe este Ente Santo, cujas obras são manifestas na natureza e na pessoa do Deus encarnado, Jesus Cristo, e se impõem à admiração de todos. Desmintam os ateus, se puderem, todos estes fatos positivos e provem, se forem capazes, a não existência de Deus.

Nós, os crentes, estamos com a razão, com o bom senso, com o testemunho universal e unânime dos povos e dos maiores gênios de todas as épocas. Nós nos damos perfeitamente bem com a nossa fé: Temos como provada exuberantemente a existência do poderoso Deus, que adoramos e cujas manifestações são patentes aos nossos olhos e se fazem sentir em todos os momentos da nossa vida.

Cabe aos ateus a inglória tarefa de provar a improcedência de nossas crenças e de nossa fé, e a nós, temos o dever de rebatermos com fatos a falsidade e má fé dos seus argumentos ateus.

“Antes santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando Sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão
da esperança que há em vós”


(I Pd. 3.15)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO DE YOHANN KEPLER

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Rev. João d'Eça


O celebre astrônomo Yohann Kepler nasceu em Weil, em 1571, de uma família nobre, rica e tradicional, mas que devido à malversação dos recursos, sofreram contínuos revezes em sua fortuna.

Kepler estudou na universidade de Tubingem, que era na época uma das mais conceituadas, com professores de primeira grandeza, muitos dos quais muito o ajudaram nos momentos de dificuldades pelos quais ele passou.

Kepler assumiu a cadeira de professor de matemática em 1594 em Graetz, Styrie, universidade que em 1782 foi substituída por um colégio secundário.

No ano de 1600 Yohann Kepler viajou para a Boemia com a intenção de estudar astronomia com o sábio Tycho-Brabe conseguindo aperfeiçoar os óculos que eram usados na época. Os óculos de Galileu, Kepler substituiu por dois vidros convergentes que ficou conhecido por luneta astronômica.

Kepler escreveu muitas obras em latim e teve a glória de descobrir, em 1618, as leis sobre as quais está fundamentada a astronomia moderna. Foi um trabalho de 22 anos de pesquisas.

Yohann Kepler era um homem de fé e o seu nome ficou marcado na história da Ciência. Cada vez que deixava o seu escritório de trabalho e recolhia-se para orar.

Em 1619, depois de ter concluído um dos seus principais trabalhos A Harmonia do Mundo – dirigiu com devoção uma humilde oração a Deus:

Óh tu que pelas luzes sublimes que tens espalhado sobre toda a natureza, elevas nossos desejos até a divina luz da tua graça, afim de que sejamos um dia transportados à luz eterna de tua glória! Eu te dou graças, Senhor e criador, por todas as alegrias que tenho experimentado nos extases em que me tens lançado a contemplação da obra de tuas mãos. Eis que termino o livro que contém o fruto de meus trabalhos. Empreguei para compô-lo toda a inteligência que me deste. Proclamei diante dos homens toda a grandeza de tuas obras, dei testemunho tanto quanto meu espírito finito pôde abranger o infinito. Fiz todos os esforços para me elevar à verdade pelos caminhos da filosofia, e sucedeu a mim, miserável verme concebido e nutrido no pecado, dizer alguma coisa indigna de ti, faz-me conhecer afim de que eu a possa apagar. Será que não fui levado pelas seduções da presunção diante da beleza admirável de tuas obras? Não teria eu proposto ante os homens a minha própria glória elevando este monumento que devia ser consagrado inteiramente à tua glória? Oh! Se assim é Senhor, recebe-me em tua clemência e em tua misericórdia, e concede-me a graça de que a obra que acabo de concluir seja para sempre impotente para fazer o mal, mas que antes contribua para tua glória e para a salvação das almas.


Yohann Kepler faleceu em Ratisbouni, na Baviera aos 58 anos, em 1630.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A FÉ DE MITT ROMNEY E AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS NO BRASIL


Pela primeira vez na história dos EUA, um candidato a presidência pelo partido Republicano, é mórmon, membro ativo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Um pastor recentemente colocou a questão de saber se os cristãos podem ou devem votar em um candidato presidencial se ele faz parte de um grupo que há muito considerado uma seita.

História da América
Na história americana, esta não é a primeira vez que os cristãos têm sido confrontados com um desafio na eleição presidencial, embora este seja o primeiro mórmon em jogo. Recentemente, li uma biografia sobre George Washington, que foi muito fascinante e esclarecedor. Não há dúvida de que Deus usou Washington como seu instrumento para orientar a América em um momento extremamente importante. No entanto, quanto mais você aprende sobre Washington, mais você percebe que a maçonaria constituiu o seu sistema de crença primária. Ele foi, no entanto, vigilante na proteção dos direitos dos cristãos e igrejas.

George Washington não era um cristão, no verdadeiro sentido da palavra, mas Deus, no entanto, utilizou Washington em um momento crítico da história americana, que permitiu que a nação crescesse, prosperasse e florescesse como uma nação em grande parte cristã. Não é preciso rever a história e dizer que George Washington era um crente e que por isso Deus o usou. Ao longo da história, Deus tem usado o improvável, o absoluto, e até mesmo o irreverente de fazer a Sua vontade. Lembre-se, por um tempo, ele mesmo dirigiu Faraó, que estava segurando o povo de Israel da escravidão, a fim de cumprir o Seu propósito.

Não uma teocracia
É preciso lembrar, que desde muito tempo atrás, as pessoas se refiram aos Estados Unidos como uma nação cristã, mas a verdade é os EUA não é uma teocracia. Isso é o que os governos islâmicos tentam instituir, através da implementação da lei Sharia. Os fanáticos é que querem nacionalizar religião. Os americanos ainda não se atreveram a cair nessa armadilha. Talvez hoje uma religião cristã nacionalizada, e amanhã? A Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos declara: "O Congresso não legislará no sentido de estabelecer uma religião, ou proibindo o livre exercício dela ..." e no artigo VI especifica que "nenhuma prova de natureza religiosa será jamais exigida como requisito em qualquer escritório ou entidade pública nos Estados Unidos." Esses importantes princípios tem sido defendidos pelo povo americano ao longo do tempo. Os americanos defendem e não prejudicam os esforços públicos para impedir que as pessoas sejam alijadas por causa de sua fé ou religião.

Os EUA, assim como toda a América está na UTI espiritual. Todos nós precisamos de Deus! O caminho espiritual foi perdido, as pessoas estão desesperadas com o futuro. Mas o certo é que não será a presidência de um país, ou o seu Tribunal Superior, ou os seus partidos, ou os seus governadores e prefeitos, ou as suas câmaras altas ou baixas que determinará a salvação ou o nível espiritual de um povo. Nossa oração e agradecimento é para que o Senhor estabeleça nas posições de influência e nos governos, pessoas que honrem a Deus acima de tudo, que busquem a orientação do Senhor para cada decisão que tiverem de tomar. Queremos ver os crentes humilhando-se perante Deus em oração e pedindo perdão pelos seus pecados, clamando a Deus para restaurar a terra.

Queremos os verdadeiros crentes no comando. Precisamos de líderes comprometidos com os princípios e valores do Reino de Deus, senão a nossa única alternativa será a anarquia.

Considerando as opções.
Nós os eleitores crentes as vezes somos confrontados com uma espécie de dilema eleitoral. Queremos que os verdadeiros crentes assumam posições de governo, esse é o nosso desejo e oração, mas as associações, a vida e os acordos de um candidato devem ser pesados na balança. Devemos pedir a orientação de Deus e o discernimento sobre a nossa decisão de encarar uma escolha numa eleição.

Os partidos ou pessoas que o candidato se associou, podem garantir as suas promessas de campanha, principalmente no que se refere ao aborto, casamento gay?, defesa da liberdade de culto?, Punição para os criminosos do colarinho branco? Quanto a isso Paulo nos adverte, escrevendo a Timóteo: “...tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.” (II Tim. 3:5). Isso é muito importante. As ações, associações e valores de um candidato, são mais importantes do que a sua aparência religiosa.

Nem sempre o crente é a melhor escolha
Os americanos elegeram o batista e professor da EBD, Jimmy Carter, mas depois que ele assumiu, escolheu Ministros para o seu gabinete, que adotaram políticas hostil às igrejas.

Ronald Reagan, que sucedeu Carter, apesar de ser um cristão todo torto, foi um presidente que é lembrado com carinho pelos americanos crentes, porque sempre foi um aliado das igrejas e sua política isenta, beneficiava a população como um todo. Quero enfatizar que o fato de o candidato se declarar crente, por si só é uma base inadequada para as nossas decisões eleitorais.

Assuma seu voto
Assuma seu voto, mas o faça em espírito de oração e dependência de Deus. Decida com base no seguinte:

- Quem é dos candidatos, o mais provável, que em vez de respeitar as liberdades, poderá restringi-las? Pode ser para o candidato ou para quem está associado a ele.
- Quem aparece mais propenso a tomar posições que honram as suas convicções bíblicas?
- Quem tem mais tendência de depois de eleito, forçar a implementação de políticas que desrespeitem os direitos dos crentes e a moral da nação?

Jesus não é o prefeito da cidade, ele é o único e suficiente Salvador.

Qual dos candidatos irá garantir a aplicação de leis morais que não firam os valores eternos de Deus e da Sua Sagrada Palavra?

segunda-feira, 11 de junho de 2012

NOTAS DIÁRIAS DA BÍBLIA - A CARACTERÍSTICA DA FÉ SALVADORA - Rm 4: 13-25

A fé que justifica o pecador não é mero assentimento à verdade, nem a aceitação de um credo. É um princípio ativo que arrasta o homem consigo (Tg. 2: 17, 20 e 26), uma profunda convicção operada pelo Espírito Santo.

Não é um ato que recompensa os méritos humanos, pois nesse caso a graça seria negativa. O homem é salvo para a realização de boas obras e não em função delas. Deus faz a salvação depender "da fé para que seja pela graça" (v, 16). É um dom gratuito de Deus, independente de qualquer mérito, é recebida livremente para que seja apenas graça.

A característica da fé de Abraão foi a sua confiança na fidelidade de Deus que resultou em:

1 - Esperar contra a esperança, colocando-se na expectativa, visto como Deus houvera prometido o que era irremediavelmente contrário à natureza (vv, 17 e 18).

2 - Considerar o obstáculo (seu próprio corpo já envelhecido e cansado), sem contudo vacilar, pois ele era "forte na fé."

3 - Estar "plenamente convencido" (v, 21). A fé consiste numa forte persuasão que supera as dúvidas e temores.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

NOTAS DIÁRIAS DA BÍBLIA - ABRÃO A GRANDE ILUSTRAÇÃO DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ - Rm. 4: 1-12

A justificação gratuita pela fé do crente em Jesus Cristo é uma verdade incontestável. Deus decidiu pelo seu poder e pela sua Soberania salvar assim o pecador através de todas as eras.

Abraão é o exemplo de justificação pela fé. "Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça" (Gn. 15:6, Gl. 3: 6, Tg. 2: 23).

O ímpio pecador deve abandonar a sua justiça própria e clamar a Deus que o salve, bastando para isso crer em Jesus. O rei Davi aprendeu isso pelo Espírito Santo, quando revela no Salmo 32 onde fala da felicidade do homem a quem Deus atribui justiça sem a necessidade de obras.

Deus recompensa as boas obras humanas, não como base da justiça, mas como fruto da mesma. 

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ACERCA DA JUSTIFICAÇÃO - PARTE III - FINAL

Continuação e Final.

Salvação: Somente pela fé, sem a necessidade das obras

A afirmação é de que a justificação não deixa espaço para qualquer participação humana. Assim como os israelitas não desempenharam qualquer papel na sua própria libertação do exército de Faraó no Mar Vermelho, do mesmo modo a revelação da justiça de Deus para nós nestes últimos dias, é um ato soberano de Deus. Este novo e glorioso êxodo foi realizado sem a participação de nossos possíveis méritos, nossas boas obras, ou a nossa santificação, que mesmo no seu melhor, não pode nos fazer bons aos olhos de Deus. "Afirmamos que o homem é justificado pela fé sem as obras da Lei". (Rom. 3:28; 11:6; Gal. 2:16).

O homem não tem participação na salvação, o único meio pelo qual o pecador pode receber esta justiça é pela fé. Essa justiça foi realizada por meio de Jesus Cristo e é só nele que podemos descansar e receber essa justiça. O arrependimento, o amor, a obediência ao evangelho, os frutos do Espírito - nenhuma destas coisas são o instrumento pelo qual recebemos a Cristo e Sua justiça. Embora sejam as provas necessárias e os frutos da justiça.

Em Filipenses 3:6-9 Paulo afirma que “quanto à justiça que há na lei, ele era irrepreensível”. No entanto, as coisas que “ele ganhou, ele considerava como perda por amor de Cristo. Ele desejava ser achado nEle, não tendo a justiça derivada da Lei, mas a que é pela fé em Cristo, a justiça de Deus que tem como fundamento a fé."

Uma vez justos e pecadores

Desde que a justiça de Cristo não está dentro de nós, mas fora de nós, Lutero acertou ao falar do crente como alguém que é ao mesmo tempo, justo e pecador (simul justus et peccator). Aqui Lutero está reiterando a doutrina de Paulo: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, quando éramos ainda pecadores”. ( Rm 5:8) .

"Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça." (Rm. 4:4-5).

Lutero não queria dizer que um cristão pode se desculpar das suas deficiências na área da santificação. Na verdade nós devemos lamentar uma fé fácil que dá a impressão de que seguir Cristo é desnecessário, que, se você "fez uma oração de entrega", está eternamente seguro não importa como você viva.

Porém é preciso tomar cuidado aqui. Em nosso zelo por combater antinomianismo não vamos subestimar a maravilha da graça de Deus. Deus justifica o ímpio. Se a justificação está condicionada à realização de um certo grau de santidade, a graça já não é graça. A frase de Lutero destina-se a nos lembrar que não importa o quão piedosos possamos nos tornar através da santificação progressiva, ainda assim somos pecadores, (1 Cor . 01:30 ; 2 Cor . 5:21; Fil. 3:9).

A verdade divina da justificação pela fé, independente das obras, tem sido atacada desde o início, com o fundamento de que enfraquece qualquer motivação para a obediência e dá aos homens uma licença para pecar. Paulo enfrentou essas críticas dos judaizantes nos seus dias. E a resposta de Paulo ainda é válida: somente quando o glorioso evangelho da graça tem pleno domínio dos nossos corações, ai é que é derrubada a nossa justiça própria, levando-nos a fome e sede de justiça, só então iremos começar a crescer na santificação com Cristo e na obediência ao Evangelho.

A justificação pela fé somente, significa que a justiça não é obtida por nós. Como não há justiça em nós, ela tem de vir de fora de nós mesmos, para poder ser aceitável aos olhos de Deus. Graças a Deus por Seu dom gratuito da graça, uma oferta abundante de justiça para os injustos.

sábado, 3 de julho de 2010

V ENCONTRO DA FÉ REFORMADA - IPB RENANCENÇA SLZ - MA

Hoje no V Encontro da Fé Reformada promovido pela IPB Renancença, em São Luís - MA, falou o Pr. Franklin Ferreira, teólogo, professor e palestrante de linha reformada, conhecido no Brasil e no exterior. Sua palestra versou sobre: "Sinais que nos apontam o que é uma verdadeira espiritualidade". Em 12 pontos (sinais), o pr. Frnklin falou sobre essa verdadeira espiritualidade que tem por base a Palavra de Deus, usando para isso a vida e o testemunho de Jonathan Edwards.
Foram momentos inspirativos e edificantes.



Pr. Franklin Ferreira enquanto ministrava a sua palestra.








I Igreja participou atentamente das palestras.









Rev. Ilmar Almeida, pastor da IPB Renanscença.
Momento de perguntas e respostas.









Pastor Franklin enquanto respondia as perguntas.
O Rev. Tarcízio também participou dando as respostas às perguntas feitas pelos irmãos assistentes.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

V ENCONTRO DA FÉ REFORMADA

Continua o V Encontro da Fé Reformada na IPB Renanscença em São Luís - MA. Hoje preletor foi o Rev. Tarcízio Carvalho (foto) que inciou as suas palestras sobre "Espiritualidade nos Salmos". Eis algumas de suas ênfases:

- Falou que espiritualidade está ligada diretamente ao coração e não a um lugar específico qualquer. A espiritualidade tem como base as Escrituras Sagradas, que muda o coração, que é o centro de toda espiritualidade.

- Destacou a dicotomia templo X cabana, existente hoje em dia, período esse de transição.

- Em todos os aspectos da vida humana, estão propondo uma espiritualidade sem Deus, reafirmam as políticas de defesa das minorias, de abraços em árvores, de nova ordem mundial, mas rejeitam a minoria dos evangélicos, porque creêm em Deus e reafirmam a realidade do pecado.

- É claro que os crentes têm dúvidas:
  • porém, eles não propõem um plano melhor do que o que Deus apresentou;
  • nenhum crente se considera melhor do que Deus;
  • Adoramos ao Senhor, mesmo ele não nos explicando todas as coisas;
  • Bendizemos à Deus, mesmo não entendo porque ele faz as coisas como ele faz.
O professor Tarcízio ainda enfatizou a questão do desprezo ao Templo por parte de muitos, quando afirma que:
  • Templo é lugar de formalidade e culpa;
  • Que no templo falta a conexão entre fé e trabalho;
  • E o descompasso entre a fé institucional e o vivenciar Deus.
- A Bíblia fala de fé.
- Quando a Bíblia fala de religião, geralmente fala para criticar (Tiago diz que a verdadeira religiosidade é visitar órfãos e viúvas).
- Religiosidade foi rebatizada recentemente por espiritualidade.
- O homem é um ser religioso, ele só faz sentido em Deus.
- O lugar clássico onde ocorre o fenômeno da espiritualidade é no coração.
- Espiritualidade é buscar a Deus somente na sua Palavra, para remodelar o coração.

Por fim o professor Tarcízio destacou o Salmo 1, cujo princípio é:
  • O modo como você vive é decisivo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

ENCONTRO DA FÉ REFORMADA

Está acontecendo em São Luís, o V Encontro da Fé Reformada, promovido já há 5 anos pela Igreja Presbiteriana do Renanscença, que traz à cidade os mais destacados pensadores de linha reformada do Brasil e já trouxe alguns do exterior.

Esse ano teremos o prazer de ouvir os pastores Tarcízio Carvalho (Espiritualidade nos Salmos)  e Franklin Ferreira (Espiritualidade Reformada, perspectivas históricas).

Ontem à noite (30/06), começou com a palestra do professor Franklin Ferreira (foto) que falou sobre Jonathan Edwards, destacando o avivamento ocorrido nos EUA no século XVIII e otrabalho missionário como resultado desse avivamneto.

O professor Franklin Ferreira destacou ainda a necessidade que a igreja brasileira, que nunca passou por um avivamento, tem de clamar a Deus para que esse avivamento venha sobre a nossa nação, lembrando que avivamento é obra exclusiva de Deus, o homem não o fabrica, é Deus quem resolve derramar o seu Espírito sobre a igreja ou igrejas, o que produz conversões simultâneas e muda a sociedade.

Hoje à noite (01/07) o evento continuará com o pastor Franklin Ferreira dando continuidade a sua palestra.

Há também uma livraria funcionando no local, vendendo livros de teologia reformada (Cultura Cristã e Fiel), com descontos de até 40%. Vale a pena pagar 35 Reais pela inscrição, que dá direito a desconto desse valor na compra dos livros.

segunda-feira, 15 de março de 2010

CONHECENDO UM POUCO SOBRE LIBERALISMO TEOLÓGICO.

Definição:

Liberalismo teológico - Tentativa de adaptar as ideias religiosas à cultura moderna e ao modo moderno de pensar.

Postura de um liberal:

Os Liberais costumam rejeitar todas as crenças religiosas que estejam baseadas em outras coisas além da razão. Os liberais dizem que porque a Bíblia foi escrita por pessoas limitadas por sua ignorância, ela não pode ser a única autoridade para a fé e conduta.

Os liberais dizem que a crença em milagres era ignorância dos nossos antepassados que desconheciam o método científico e que hoje existem muitas outras explicações para os mais variados eventos. Os liberais não creêm na ressurreição físicsa de Jesus.

Os liberais tendem a ser otimistas e humanistas e creêm cegamente nas teorias darwinistas, além de teologicamente, crerem que é a sociedade corrupta que corrompe o homem, quando o contrário é que é a verdade.

A Teologia Liberal

O liberalismo teológico procurou reconciliar a teologia com as idéias modernas que estavam sendo promovidas pela ciência, psicologia, filosofia e outras disciplinas educacionais. Um dos principais movimentos que contribuíram para o liberalismo teológico foi o Iluminismo, movimento intelectual que enfatizava a razão humana como o meio principal para discernir a verdade.

Immanuel Kant

O mais influente filósofo que contribuiu para o liberalismo teológico do período do Iluminismo. As idéias de Kant mudaram o modo dos filósofos entenderem a realidade. Antes de Kant, os filósofos eram divididos em suas idéias de como obter conhecimento.  eram divididos em empiristas e racionalistas. Kant disse que tanto os empiristas quanto os racionalistas estavam errados. Kant esboçou 5 categorias da mente que, de acordo com ele, processavam os dados entrantes e o tornavam em conhecimento. Infelizmente, o sistema feito por Kant não fez nenhuma provisão para se perceber os dados do mundo espiritual.

Foi somente uma questão de tempo o aparecimento das idéias de Kant surgirem no cenário teológico. Os teólogos que adotaram as idéias de Kant se tornaram os precursores da teologia liberal. A doutrina-chave que foi primeiramente afetada pelas idéias de Kant foi a doutrina da Imanência Divina. Igual a um dominó, a doutrina liberal da imanência, por sua vez, afetou outras doutrinas dentro da teologia liberal.

Os teólogos liberais, ao invés de verem Deus como um ser transcendente, que existe acima ou fora de Sua criação, viam Deus como estando imanentemente presente em todos os aspectos de Sua criação, não apenas num livro revelador como a Bíblia.

Embora esta idéia de imanência tenha flertado perigosamente com o panteísmo, a maioria dos teólogos liberais tentou manter um sabor distintivamente cristão às suas idéias teológicas e filosóficas. Assim, os teólogos liberais usaram os mesmos termos encontrados na teologia cristã histórica, mas deram uma outra definição a eles, a fim de serem adaptados à nova teologia deles.

No próximo artigo trataremos da influência de SCHLEIERMACHER (1768-1834)







terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SÍNTESE DA FÉ PRESBITERIANA - PARTE II

Continuando...

- O homem justificado, reconciliado sob a nova lei:
  • Recebe o batismo do Espírito Santo, Atos 2: 4; 9: 17; 10: 44.
  • Recebe Dons: I Cor. 12: 7, 11; Atos 2: 4.
  • Produz Frutos, Gal. 5: 22-25.
  • Não deve entristecer o Espírito Santo, Ef. 4: 30.
  • Nem Apagá-lo, I Tess. 5: 19.
  • Deve encher-se do Espírito Santo, Ef. 5: 18.
A santificação é progressiva, e só na hora da morte ou na segunda vinda de Cristo, é que os fiéis são aperfeiçoados, entrando de imediato no descanso eterno.

PREDESTINAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO.
"Desde toda a eternidade, Deus pelo seu muito Sábio e Santo Conselho, pela sua própria vontade, ordenou, livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas" (CFW). Atos 2: 23; 4: 27-28; 27: 23; 24, 34; Jo. 19: 11; Mat. 17: 2; Rom. 9: 11; 11: 33-36; Heb. 6: 17; Salmo 5: 4.

O NOVO PACTO ou PACTO DA GRAÇA.
Deus em sua misricórdia fez um Novo Pacto com o homem para salvá-lo do pecado. Cristo é o mediador do Novo Pacto. João 3: 16; Heb. 9: 15-17.

- A Igreja é o povo de Deus sob a bandeira da fé revelada em Cristo. I Tm 3. 15. Os ministros, pastores ou presbíteros docentes, com os presbíteros regentes e os concílios são autoridades representantes da Igreja a quem os fiéis devem obediência no Senhor.

- Os fiéis devem também obediência a autoridade civil e estatal, até que estes não contrariem a Palavra de Deus. Rom. 13: 1-4; I Pd. 2: 13-14.

- BATISMO E CEIA DO SENHOR.
Cremos que são dois sacramentos. Sacramentos não como entendido pela ICR, onde é um rito que sagra, ou, confere graça. Sacramento aqui tem o significado de um rito sagrado. São meios da Graça. O Batismo é o Sêlo da fé e o sinal da graça invisível. A Ceia é o anúncio da morte de Cristo, representando o pão e o vinho, a carne e o sangue do Salvador.

- A ESPERANÇA DA IGREJA.
Ressuscitarão primeiramente os que dormem no Senhor (os mortos) e os vivos serão transformados. (I Cor, 15. 51, 52). É o arrebatamento da Igreja visível. (I Tess. 4. 13-18). Todos compareceremos ante o tribunal de Cristo, (Rom, 14. 10, 12, 14) - para recebermos galardão segundo as obras, (II Cor. 5. 10). nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, (Rom 8. 1).

- Com a segunda vinda de Cristo, encerra-se o ciclo da pregação do evangelho da Graça. Fecha-se a porta da oportunidade divina para o arrependimento e salvação dos pecadores. Os salvos e redimidos pela mensagem da cruz passam a reinar com Cristo por toda a eternidade.

Esta é a fé que pregamos fundamentados nos ensinos de Jesus e dos seus apóstolos originais.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

SÍNTESE DA FÉ PRESBITERIANA - Parte I

Alguns amigos e leitores me pedem para fazer uma espécie de sintese do que é ser presbiteriano. Muitos deles não são presbiterianos, é claro,e estão interessados em conhecer as doutrinas da Graça e a Fé Reformada.

Tentarei sintetizar abaixo o que é ser presbiteriano no que se refere a doutrina, liturgia e disciplina. Vamos lá!


CRENÇAS:

Cremos na Bíblia como única e infalível Palavra de Deus, Suprema autoridade na religião.

A Exposição dessas doutrinas bíblicas estão expressas na CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER. (1643 - 1649), e nos Catecismos Maior e Breve, estes agem como síntese e fiel exposição do sistema de doutrina, governo e disciplina contido nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos.

A nossa prática administrava está baseada na CFW, expressa na Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil, que por sua vez divide-se em Constituição, Código de Disciplina e Princípios de Liturgia.

- Deus é uma Trindade de pessoas - Pai, Filho e Espírito Santo, e uma unidade em substância. (I Jo. 5.7).

- Todo Gênero humano procede de Adão e Eva. Todos os homens de hoje e de após Adão e Eva, pecaram e pecam neles e todos cairam com eles na sua primeria transgreção, (Rm. 3: 9, 23; At. 17: 26).

- Deus criou o homem à sua Imagem e semelhança, dotando-os de uma alma imortal, e deu-lhes o poder de transmitir a alma por geração ordinária, com o pecado, a espiritualidade e a imortalidade, com todos os seus predicados morais e espirituais.

- Jesus Cristo, o Filho, segunda Pessoa da Trindade, veio ao mundo para reconciliar a criatura com o criador. (Rm. 3: 25). Morreu em lugar dos pecadores e se se constituiu Redentor e Salvador, Propiciação e Expiação, segundo o Eterno Decreto de Deus Pai. (João 3: 16).

- O Espírito Santo, terceira Pessoa da Trindade, pela Palavra revelada, convence o homem do pecado, da justiça e do Juízo (João 16: 8), e aplica à alma os méritos de Cristo.

- Quanto à Justificação, Adoção e Santificação, cremos que o pecador é um réu. A Lei de Deus revela a sua deformidade moral (Gál. 3: 24), e o conduz a Cristo, chamando-o segundo o Decreto Eterno da Predestinação (Rm 11: 23). Pela operação do Espírito (convence-o do pecado...), o réu confesso se arrepende e recebe, pela graça de Deus, o dom da fé, só então crê no Redentor (Jesus Cristo), e é justificado, (Rm 3: 25; 5. 1; 8.1), e adotado como filho (Jo. 1: 12), começa então, a vida sob a lei do Espírito Santo, (Rom. 8: 2). A justificação é ato da livre graça de Deus. A santificação é obra do Espírito Santo.

Continua... 




quinta-feira, 16 de julho de 2009

IV ENCONTRO DA FÉ REFORMADA - IPB RENANSCENÇA - SÃO LUÍS

Do dia 14 até o dia 18 de Julho, estará acontencendo o IV Encontro da Fé Reformada, sob o tema: OS DESAFIOS DA IGREJA NO INÍCIO DO SÉCULO XXI. O Encontro é uma promoção da Igreja Presbiteriana do Renanscença (foto) e já está na sua quarta edição.
Os preletores são de primeira linha:
Rev. Davi Charles Gomes
Rev. Wadislau Martins Gomes
Rev. Daniel Santos Jr. (foto)
O Rev. Wadislau iniciou as palestras falando
sobre a Crise nos relacionamentos, com base em
Gn. 2: 18-25 e Ef. 5: 21-33
O Dr. Daniel, na segunda palestra, falou sobre
Sabedoria Bíblica, baseado em Deut. 4: 1-7.
O Rev. Davi C. Gomes, no 2º dia, falou sobre "O QUE
MOTIVA AS NOSSAS INTERPRETAÇÕES".
O ciclo de palestras continuará até o próximo sábado pela manhã e à noite.
Os participantes podem usufruir da livraria, com livros muito bons sendo vendidos com 40% de descontos.
Participe. Você só tem a ganhar.

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