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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SÍNTESE DA FÉ PRESBITERIANA - PARTE II

Continuando...

- O homem justificado, reconciliado sob a nova lei:
  • Recebe o batismo do Espírito Santo, Atos 2: 4; 9: 17; 10: 44.
  • Recebe Dons: I Cor. 12: 7, 11; Atos 2: 4.
  • Produz Frutos, Gal. 5: 22-25.
  • Não deve entristecer o Espírito Santo, Ef. 4: 30.
  • Nem Apagá-lo, I Tess. 5: 19.
  • Deve encher-se do Espírito Santo, Ef. 5: 18.
A santificação é progressiva, e só na hora da morte ou na segunda vinda de Cristo, é que os fiéis são aperfeiçoados, entrando de imediato no descanso eterno.

PREDESTINAÇÃO E LIVRE-ARBÍTRIO.
"Desde toda a eternidade, Deus pelo seu muito Sábio e Santo Conselho, pela sua própria vontade, ordenou, livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas" (CFW). Atos 2: 23; 4: 27-28; 27: 23; 24, 34; Jo. 19: 11; Mat. 17: 2; Rom. 9: 11; 11: 33-36; Heb. 6: 17; Salmo 5: 4.

O NOVO PACTO ou PACTO DA GRAÇA.
Deus em sua misricórdia fez um Novo Pacto com o homem para salvá-lo do pecado. Cristo é o mediador do Novo Pacto. João 3: 16; Heb. 9: 15-17.

- A Igreja é o povo de Deus sob a bandeira da fé revelada em Cristo. I Tm 3. 15. Os ministros, pastores ou presbíteros docentes, com os presbíteros regentes e os concílios são autoridades representantes da Igreja a quem os fiéis devem obediência no Senhor.

- Os fiéis devem também obediência a autoridade civil e estatal, até que estes não contrariem a Palavra de Deus. Rom. 13: 1-4; I Pd. 2: 13-14.

- BATISMO E CEIA DO SENHOR.
Cremos que são dois sacramentos. Sacramentos não como entendido pela ICR, onde é um rito que sagra, ou, confere graça. Sacramento aqui tem o significado de um rito sagrado. São meios da Graça. O Batismo é o Sêlo da fé e o sinal da graça invisível. A Ceia é o anúncio da morte de Cristo, representando o pão e o vinho, a carne e o sangue do Salvador.

- A ESPERANÇA DA IGREJA.
Ressuscitarão primeiramente os que dormem no Senhor (os mortos) e os vivos serão transformados. (I Cor, 15. 51, 52). É o arrebatamento da Igreja visível. (I Tess. 4. 13-18). Todos compareceremos ante o tribunal de Cristo, (Rom, 14. 10, 12, 14) - para recebermos galardão segundo as obras, (II Cor. 5. 10). nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, (Rom 8. 1).

- Com a segunda vinda de Cristo, encerra-se o ciclo da pregação do evangelho da Graça. Fecha-se a porta da oportunidade divina para o arrependimento e salvação dos pecadores. Os salvos e redimidos pela mensagem da cruz passam a reinar com Cristo por toda a eternidade.

Esta é a fé que pregamos fundamentados nos ensinos de Jesus e dos seus apóstolos originais.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

IPB se manifesta a respeito das leis sobre aborto e homofobia


"Presidente do Supremo Concílio, rev. Roberto Brasileiro, escreve artigo com a posição da denominação frente a assuntos que estão mobilizando o país. “Na qualidade de Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, diante do momento atual em que as forças organizadas da sociedade manifestam sua preocupação com a possibilidade da aprovação de leis que venham labutar contra a santidade da vida e a cercear a liberdade constitucional de expressão das igrejas brasileiras de todas as orientações, venho a público me MANIFESTAR quanto à prática do aborto e a criminalização da homofobia.”



I - Quanto à prática do aborto, a Igreja Presbiteriana do Brasil reconhece que muitos problemas são causados pela prática clandestina de abortos, causando a morte de muitas mulheres jovens e adultas. Todavia, entende que a legalização do aborto não solucionará o problema, pois o mesmo é causado basicamente pela falta de educação adequada na área sexual, a exploração do turismo sexual, a falta de controle da natalidade, a banalização da vida, a decadência dos valores morais e a desvalorização do casamento e da família.


Visto que: (1) Deus é o Criador de todas as coisas e, como tal, somente Ele tem direito sobre as nossas vidas; (2) ao ser formado o ovo (novo ser), este já está com todos os caracteres de um ser humano e que existem diferenças marcantes entre a mulher e o feto; (3) os direitos da mulher não podem ser exercidos em detrimento dos direitos do novo ser; (4) o nascituro tem direitos assegurados pela Lei Civil brasileira e sua morte não irá corrigir os males já causados no estupro e nem solucionará a maternidade ilegítima.


Por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a legalização do aborto, com exceção do aborto terapêutico, quando não houver outro meio de salvar a vida da gestante.


II – Quanto à chamada Lei da Homofobia, que parte do princípio que toda manifestação contrária à homossexualidade é homofóbica e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre a homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.


Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna, em 1988, já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “(...). desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam que a prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1 Coríntios 6.9-11).


Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada Lei da Homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática da homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas as orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.


Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.


Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.
Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil.

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