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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

REFLEXÕES SOBRE ORAÇÃO


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Rev. João d’Eça

 

 

A oração. Podemos dizer, é uma conversação contínua com Deus. A oração é para a alma o que os músculos e


os nervos são para o corpo, a quem dão o movimento necessário.


A oração é a alma subindo em busca de Deus, em busca do remédio apropriado, é a separação das criaturas para se aproximar do criador, saindo dos confins do pecado.


A oração é o grito do pecador que reconhece a sua miséria. Se há no mundo alguém que nunca sofreu, esse está dispensado de orar. A oração é um grito de socorro, e, se há alguém que não precisa ser socorrido, esse não precisa orar.


A oração é um suspiro rumo a Deus, e, se há no mundo um ser humano capaz de viver sem respirar, esse não precisa orar.


A oração revela-se na intercessão pelo próximo, no amor que é ordem divina. A oração está presente nos bons conselhos que são dados, motivados pelo amor.


O crente que ora antes de seus estudos bíblicos, procura a santidade e a instrução do seu próximo. O crente que ora oferece o seu trabalho ao Senhor e o louva e o exalta.
 

A oração é o momento de maior comunhão entre o homem na sua pequenez, diante do Criador amoroso e Todo-Poderoso.

 

Não deixemos de orar em tempo algum.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

SEMANA DA REFORMA - LUTERO, A REFORMA E A ORAÇÃO


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Rev. João d’Eça, MD



Introdução:


Quase todos os crentes aceitam que a oração é fundamental para a saúde da vida cristã. Para se promover uma Reforma, seja na vida pessoal ou na sociedade, o primeiro passo é sempre dobrar os joelhos diante do SENHOR.

O reformador Martinho Lutero (1483-1546) compreendeu essa necessidade desde cedo. Podemos afirmar que ai está o segredo do sucesso da empreitada de Lutero. Ele um homem forte, de vontade firme, cheio de intrepidez, enfrentou todos os perigos numa época em que se posicionar poderia significar a morte certa.

Lutero desde a sua conversão com a descoberta da Bíblia, lançou-se aos braços do Pai Eterno em quem depositou toda a sua confiança. Lutero amava a vida de oração e dependência a Deus.

Iremos nesse artigo tratar do assunto de como Lutero lidava com a vida de oração e destacar as suas impressões acerca da “Oração Dominical” de Jesus Cristo. Num de seus comentários diz ele:



Quando fizeres oração.... faze-o com poucas palavras, porém com muitos pensamentos e afetos saídos do mais profundo de teu interior. Quanto menos falares, melhor rogarás. Poucas palavras e muitos pensamentos constituem o cristão. Muitas palavras e poucos pensamentos constituem o pagão...


Nesse comentário percebemos que se Lutero vivesse hoje em dia, o que ele diria das orações que se fazem hoje nas igrejas? Parecem mais uma sessão de informações a Deus, como se ele não soubesse de nada e o orante precisasse dar a informação ao Todo-Poderoso. Na sociedade contemporânea Lutero seria expulso da maioria das igrejas ao dizer essas palavras, ainda mais num contexto de orações estridentes e gritadas, como se Deus estivesse surdo. O modo de oração de Lutero é como ele expressa:


A oração exterior e do corpo é aquele sussurro dos lábios, aquele palavrório sem fundamento que fere a vista e os ouvidos dos homens; porém a oração em espírito e em verdade, é o desejo íntimo, o movimento, os suspiros, que sabem das profundezas do coração.



Dai pra frente Lutero irá dimensionar os vários tipos de oração feitas por vários tipos de pessoas. Diz ele: “A primeira é a oração dos hipócritas e de todos aqueles que confiam em si mesmos. A segunda é a oração dos filhos de Deus, que vivem no seu temor”.

A oração Dominical

Lutero também comentou sobre a oração dominical de nosso Senhor. Ele começa salientando o nome de Deus que inicia a oração. Diz Lutero:



Entre todos os nomes, não há nenhum que nos disponha melhor para com Deus do que o nome do Pai. Não heveria para nós tanta ventura e consolação em chama-lo Senhor, ou Deus, ou Juíz.... A este nome de Pai as entranhas do Senhor se comovem; porque não há voz mais amorosa e mais terna do que a de um filho a seu pai.

Em seguida Lutero comenta a parte seguinte da oração de nosso Senhor, a que diz que ele “está nos céus”, mencionando como ilustração a situação do filho pródigo. Diz ele:


Aquele que confessa que tem um pai que está nos céus, considera-se por conseguinte como abandonado sobre a terra. Dai vem a sentir em seu coração um desejo tão ardente como o de um filho que vive apartado de seu pai em um país estranho, na miséria e na aflição. É como se dissesse: Ai! Meu pai! Tu estás nos céus, e eu, teu miserável filho, aqui sobre a terra, longe de ti, rodeado de perigos de necessidades e de tristezas.


Continuando Lutero no seu comentário sobre a “Oração Dominical”, ele trata da condição do temperamento humano dizendo:



‘Santificado seja o teu nome’ Aquele que é colérico, ou invejoso, ou maldizente, ou caluniador, desonra o nome de Deus, sob que foi batizado. Fazendo um uso ímpio do vaso que a Deus, sob que foi batizado. Fazendo um uso ímpio do vaso que a Deus é consagrado. Assemelha-se a um sacerdote que se servisse do cálix para dar de beber a uma porca, ou para enchê-lo de esterco...

Analisando a próxima frase da oração dominical “venha o teu reino”, Lutero discorre o seguinte:

Aqueles que acumulam bens, que fazem construir edifícios magníficos que buscam tudo o que o mundo pode dar, e pronunciam com os lábios esta oração, são semelhantes a estes grandes tubos de órgãos que ressoam nas igrejas sem que sintam nem saibam o que fazem...


Lutero ataca o erro das peregrinações com muita veemência. Essas peregrinações eram muito comuns na sua época e muitos diziam ser a vontade de Deus que essas peregrinações fossem feitas. Lutero disse:

“Um vai a Roma, outro a S. Tiago; este faz construir uma capela, aquele funda uma instituição para alcançar o Reino de Deus; porém todos se descuidam do ponto essencial, que é formarem eles mesmos o seu Reino. Por que vais procurar o Reino de Deus além dos mares, quando deves encontra-lo em teu próprio coração?”

Lutero critica as peregrinações que as pessoas desde antes do seu tempo costumavam fazer em busca de uma elevação espiritual. Dentre as peregrinações mais comuns estavam a de Roma e a de São Tiago de Compostela. Na continuação de sua crítica, ele prossegue:


É uma coisa terrível ouvir fazer-se esta petição “seja feita a tua vontade” Onde se vê fazer na igreja esta vontade de Deus?... Um bispo levanta-se contra outro bispo, uma igreja contra outra igreja. Padres, frades e freiras se enfadam, combatem, guerreiam; não se vê senão discórdia em toda parte. E entretanto cada partido exclama que tem uma boa vontade e uma intenção reta; e desta maneira, em honra e glória de Deus fazem todos juntos uma obra do diabo...


Lutero continua a explicar o que ele entende quando se diz as palavras “pão nosso”. Ele vai explicar o que é esse “pão nosso”, como sendo o “pão de Deus”, o Senhor Jesus Cristo. Ele diz:


“O pão nosso de cada dia nos dá hoje?” É porque não rogamos pelo pão comum que os pagãos comem e que Deus dá a todos os homens; mas pelo pão que é nosso em razão de sermos filhos do do Pai Celestial. “E qual é esse pão de Deus? É Jesus Cristo, nosso Senhor: Este é o pão que desce do céu, para que o homem dele coma, e não morra. ‘Eu sou o pão vivo que desceu do céu;.... as palavras que eu vos digo são espírito e vida são (João 6.50-63. Portanto, repare-se bem nisto, todos os sermões e todas as instruções que não nos representam nem nos fazem conhecer a Jesus Cristo, não podem ser o pão quotidiano e o sustento de nossas almas...


Lutero critica a igreja romana, comparando o “pão do céu” com um banquete que alguém preparou, mas não é servido aos convidados que só ficam sentindo o cheiro e nada podem aproveitar. Diz ele:


De que serve tenha sido preparado para nós um tal pão, se não nos dão, e por conseguinte não podemos saboreá-lo?.... É como se houvessem preparado um esplêndido banquete e não aparecesse ninguém para repartir o pão, para levar os pratos, e para dar de beber, de sorte que os convidados devessem alimentar-se com a vista e com o cheiro... É preciso, portanto, pregar a Jesus Cristo só.

Lutero continua, desta feita fazendo o papel de interlocutor imaginário, usando o método muitas vezes usado pelo apóstolo Paulo na carta aos Romanos, ele então pergunta:


Porém perguntas o que se entende por conhecer a Jesus Cristo, e que utilidade se tira disso? Respondo: Aprender a conhecer Jesus Cristo é compreender o que diz o apóstolo: Mas dele sois vós em Jesus Cristo, o qual de Deus nos foi feito sabedoria, e justiça, e santificação e redenção (I Co.1.30). Portanto, compreenderás isto quando reconheceres que toda tua sabedoria é uma loucura desprezível, tua justiça uma iniquidade repreensível, tua santidade uma impureza vergonhosa, tua redenção uma condenação ignominiosa; quando conheceres que diante de Deus e dos homens é verdadeiramente um louco, um pecador, um impuro, um homem condenado, e quando mostrares não somente com palavras mas com tuas obras e do fundo de teu coração, que não resta nenhuma consolação nem salvação senão em Jesus Cristo. Crer não é outra coisa senão comer esse pão do céu.

Era assim que Lutero permanecia fiel à sua resolução de abrir os olhos a um povo cego, a quem os sacerdotes levavam aonde queriam seus escritos, propagados em pouco tempo por toda a Alemanha, produziam ali uma nova luz, e semeavam abundantemente a semente da verdade um uma terra bem preparada.


Conclusão

Quero concluir com uma oração proferida por Lutero:


Querido Pai, dá-nos graça de modo que tenhamos controle sobre a concupiscência da carne. Ajuda-nos a resistir a seu desejo de comer, beber e dormir além do necessário, de ficar à toa, de sermos preguiçosos. Ajuda-nos através do jejum, da moderação no comer, no vestir, no dormir e no trabalhar, através da vigilância e do labor, a sujeitar a carne e a voltarmos às boas obras.

Ajuda-nos a levar todas as nossas inclinações más e lascivas, bem como todos os seus desejos e estímulos até a cruz de Cristo e sacrificá-los, de modo a não dar crédito a nenhum de seus encantamentos nem tampouco segui-los. Ajuda-nos no momento em que virmos uma pessoa, uma criatura ou qualquer outra imagem bela, de modo que isso não se torne uma tentação, mas uma ocasião para demonstrar um amor casto e para louvar-te pelas tuas criaturas. Ao ouvir doces sons e sentirmos coisas que nos agradam os sentidos, ajuda-nos a buscar não a lascívia, mas o teu louvor e honra.

Preserva-nos do pecado da avareza e do desejo pelas riquezas deste mundo. Guarda-nos de modo a não buscarmos a honra e o poder mundanos e nem sequer consentirmos o desejo por eles. Protege-nos, de modo que as mentiras, a aparência e as falsas promessas deste mundo não nos atraiam para seus caminhos.

Guarda-nos para que as fraquezas e adversidades do mundo não nos levem à impaciência, à vingança, à ira ou a quaisquer outros pecados. Ajuda-nos a renunciar às mentiras e à falsidade do mundo, a suas promessas e à sua infidelidade, bem como a todo o seu mal (como já prometemos fazer no batismo), apegando-nos firmemente a esta renúncia e, assim, crescer dia a dia.

Livra-nos das sugestões do diabo, que não venhamos a dar espaço ao orgulho, que não nos tornemos egoístas e que não desprezemos os outros em nome da riqueza, da posição, do poder, do conhecimento, da beleza ou de qualquer outro dom dos céus. Guarda-nos de cair no ódio ou na inveja por qualquer razão. Preserva-nos de modo que não venhamos a ceder ao desespero, a grande tentação de nossa fé, seja agora ou na hora de nossa morte.

Que tenha o Teu amparo, Pai Celestial, todo aquele que se esforça e trabalha contra todas estas grandes e diversas tentações. Fortalece aqueles que ainda esperam; levanta aqueles que caíram e foram derrotados; e a todos nós dá a Tua graça, para que nesta vida incerta e miserável, incessantemente cercada de inúmeros perigos, possamos lutar com constância e com uma fé firme e destemida e, no final, ganhar a coroa que permanece para sempre.”


Sem coragem, sem inteligência, sem dependência de Deus, sem apoio dos companheiros e principalmente sem uma vida consagrada em oração, a Reforma teria muita dificuldade de ser implantada na Alemanha.



Referências Bibliográficas


ALLEN, William E. História dos avivamentos religiosos. Trad. Helcias Câmara. Rio: Casa Publicadora Batista, 1958. pp 16-17.


ALTMAN, Walter, Lutero e Libertação, São Leopoldo (RS): Sinodal & São Paulo: Ática, 1994.


CALVINO, João, As Institutas da Religião Cristã – Livro III, São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1985.


FERREIRA, Wilson Castro, Calvino: Vida, Influência e Teologia, Campinas (SP): Luz para o Caminho, 1995.


GONZALES, Justo L. Uma História Ilustrada do Cristianismo- A Era dos Reformadores (vol. 5), São Paulo: Vida Nova,1995


HENDRIX, Scott H. The Controversial Luther, Word & World 3/4 (1983), Luther Seminary, St. Paul, MN, p. 393. Veja, Hillerbrand, Hans. The legacy of Martin Luther, in Hillerbrand, Hans & McKim, Donald K. (eds.) The Cambridge Companion to Luther. Cambridge University Press, 2003.


LUTERO, Martinho. Obras Selecionadas (vol. 7). São Leopoldo (RS): Sinodal & Porto Alegre (RS): Concordia, 2000. 


LUTERO, Martinho. Como Orar. Editora Monesrgismo. 


Luther’s Works, Pelikan, Vol. XX, pág.: 2230.

sábado, 1 de agosto de 2015

A PRÁTICA DA ORAÇÃO NOSSA DE CADA DIA (Mt. 18.19 e Jo. 16.23)


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Rev. João d’Eça

 
Introdução:

         Existem duas coisas que são extremamente necessárias para mantermos a nossa alma com boa saúde espiritual, que são: a leitura da Sagrada Escritura e a oração. Se temos em nós o desejo de corresponder, de dar resposta de fé à graça de Deus concedida a nós, não negligenciaremos nem a oração e nem a leitura da palavra de Deus.       

Quando negligenciamos a leitura diária das Escrituras Sagradas as nossas orações se tornarão meras expressões de desejos naturais ao invés de ser uma intercessão feita segunda a vontade de Deus.

É na atmosfera da comunhão íntima com o Senhor, na leitura da Escritura, e no poder do Espírito Santo, que os nossos desejos das bênçãos espirituais  são formados. Quando isto falta em nossa vida, embora zelosos estivermos sendo, será um zelo sem conhecimento (Rm. 10.2).
 

A importância da oração

Sem a prática da oração, a nossa leitura da Bíblia pode se degenerar em intelectualismo, em um estado de frieza e esterilidade espiritual, resultando da ausência de poder e alegria e o que sobrará Serpa somente orgulho espiritual. A energia espiritual arrefece pelo intelectualismo seco de oração, porque o coração e a consciência permanecem estranhos ao seu poder. Quando a oração é negligenciada a alma cairá nesse estado de letargia.

A falta de oração é o mais claro sinal de que a alma está doente espiritualmente, o contrário é verdade, quando um homem persevera em oração é porque está cheio do Espírito.
 

Espiritualidade X intelectualidade

A época em que vivemos é um tempo de extremos na área da espiritualidade, ou as pessoas não tem o conhecimento adequado, porque não lêem boa literatura e negligenciam a Escritura Sagrada, ou elas estão cheias de conhecimento, mas sem uma vida de oração que acenda o fogo do Espírito em seu ser e traga o equilíbrio entre espiritualidade e intelectualidade.
 
Há pessoas que são intelectuais e são também espirituais, uma coisa não anula a outra. Há também pessoas não possuem intelectualidade, mas também cultivam uma piedade deturpada. Quando a busca pela intelectualidade vai associada com a piedade, o crente estará no caminho da espiritualidade sadia. Por esta razão é de fundamental importância que façamos uma coisa sem esquecer da outra.
Tenho conversado com pessoas que confessam que os seus quartos já não são mais um altar de oração, que não freqüentam mais as reuniões de oração de suas igrejas e que já perderam o hábito de orar em suas casas. As variadas atrações de divertimento e passatempos, tem causado uma indiferença a respeito do imenso privilégio que nos é concedido de poder adentrar na presença de nosso Deus e poder expressar a ele o nosso interesse por tudo o que ocupa seu coração e se refere à glória de seu amado Filho.

Jesus Cristo é o nosso modelo perfeito. Ele começou, desenvolveu e terminou o seu ministério com oração. Ele orava quando foi batizado (Lc. 3.21; 5.16; 6.12; 9.18, 28; 11.1; 22.44. Finalmente, n fim de sua vida, no meio das angústias inexprimíveis da cuz, o Senhor orou pelos seus inimigos, Lc. 23.34.
O apóstolo Paulo nos diz: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Paulo, fiel servo de Jesus Cristo, ministro da Palavra, com muitas responsabilidades, plantação de igrejas, viagens missionárias e outras, perguntamos: Como ele achava tempo para orar? Quando lemos as suas cartas, nos impressiona a vida de oração que ele cultivava. Textos como: (Rm. 1, 9; 10.1; II Co. 13.7; Ef. 1.16; 3.14; Fl. 1.4, 9; Cl. 1. 3, 9; I Ts. 1. 4, 9; 3.10; II Ts. 1.11 II Tm. 1.3 e Fl. 4). Mostram essa verdade de sua vida.
As exortações da Palavra de Deus
A Escritura Sagrada nos exorta a orar em todo o tempo, em todas as circunstâncias, em todos os momentos de nossa vida. Em tudo temos de expor ao Senhor as nossas petições a Deus em oração e súplica e com ações de graças.

Os resultados de uma vida de oração na dependência de Deus trazem sempre bênçãos para os que cultivam esse hábito. A descida do Espírito Santo veio depois de dez dias de oração da igreja reunida. Após os discípulos apresentarem a s suas súplicas a Deus foram cheios do Espírito Santo e anunciaram a Palavra de Deus com ousadia (Atos 4). O anjo do Senhor livrou a Pedro da prisão em resposta às orações da igreja (Atos XII).

Na Escritura há inúmeras provas da importância que os primeiros crentes davam às orações, mesmo em meio a dificuldades. Os exemplos que encontramos em II Cr. 32. 20 e em Tg. 5. 17, 18, nos mostram o quanto a oração pode muito em seus efeitos.

Os crentes têm sido abençoados por suas vidas de oração. Como resultado das orações fervorosas das almas dos crentes, Deus tem movido o seu braço poderoso em nosso favor. Homens e mulheres como Epáfras (Cl. 4.10), Deus concede uma resposta a seu pedido... “Orai sem cessar”. Nos indica que os crentes devem sempre manter-se em constante oração. Deve-se estar constantemente num estado de dependência, e por conseguinte em constante oração.

Uma outra coisa que precisamos saber, é que seja sozinho ou acompanhado, devemos ter tempo para estarmos na presença de Deus, longe das ocupações da vida para podermos expormos os desejos e anseios de nosso coração.

Prezados irmãos, aproveitem bem todas as oportunidades em suas vidas para perseverarem em oração. Se aproveitarmos cada momento que nos é dado para esse fim, nós nos surpreenderemos de ver o quanto pouco utilizamos esse tempo essencial para a nossa saúde espiritual.

E o culto doméstico?

Se os crentes oram em família as suas reuniões de oração serão felizes, cheias de vigor, cheias de fé, de poder e de liberdade. Quando as reuniões de oração são frias, quando não há fervor e liberdade, podem estar cientes  de que o relacionamento familiar e a casa daqueles que as constituem podem contar muita coisa sobre sua indiferença e negligencia a respeito da oração.

O culto doméstico tem o poder de unir a família em prol do propósito da adoração coletiva a Deus e de fortalecer a fé da família e o compromisso com a causa de Deus na igreja.

Que Deus nos faça pessoas perseverantes e fervorosas na oração.

sábado, 9 de maio de 2015

O CRISTÃO E A SUA VIDA DE ORAÇÃO

Colossesnsses 4.2

"...Perseverei na oraçção."

Introdução:

A oração é uma das mais importantes disciplinas espirituais que o crente deve cultivar em sua vida. O Breve Catecismo de Westminster, um dos símbolos de fé da Igreja Presbiteriana do Brasil, diz sobre a oração na pergunta 98:

O que é oração?: 

Oração é um oferecimento dos nossos desejos a Deus, por coisas conformes a sua vontade, em nome de Cristo, com a confissão dos nossos pecados, e um agradecido reconhecimento das suas misericórdias”.

A oração, mais do que uma disciplina espiritual, é ordenada por Deus ao crente, conforme expresso em Isaias 55.6:Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Jesus Cristo, nosso mestre por excelência também nos ensina em Sua Palavra: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á”. (Mt. 7. 7).

As escrituras estão repletas de ensinos sobre Oração. O ensino é claro e é ensinado por todos os autores bíblicos. Em especial, no Novo Testamento, Paulo, o apóstolo, inspirado pelo Espírito Santo diz: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fl. 4.6).

Os patriarcas do Antigo Testamento, os profetas bíblicos, deram exemplos de oração constante, como pode ser examinado nos textos de Js. 7.6-9; I Cr. 29. 10-19; II Cr. 6; 20.5-13.

No Novo Testamento, João Batista ensina os seus discípulos a orar. Também os discípulos de Jesus Cristo lhes dizem: “....Senhor, ensina-nos a orar, assim como também João ensinou aos seus discipulos” (Lc. 11.1).

A regra da Oração

O próprio Senhor estabeleceu regras para que nós nos esforcemos na oração. O Breve Catecismo responde na pergunta 99: “Toda a Palavra de Deus é útil para nos dirigir em oração, mas a regra especial de direcionamento é aquela forma de oração que Cristo ensinou aos seus discípulos, e que geralmente se chama de Oração Dominical”. Esta forma de oração encontramos em Lucas 11.2-4 e Mt. 6.9-13.

Jesus ensinou aos seus discípulos essa forma de oração. Ele não lhes ensinou que deveriam repetir as mesmas palavras, mas sim, como eles deveriam dirigir-se a Deus, e o que deveriam pedir a Ele. Assim, todo crente pode guiar-se em suas orações pela Palavra de Deus. Jesus não nos ensinou uma oração para ser repetida, ele nos ensinou uma forma de orar, usando-se os elementos que ele mesmo ensinou quando estivermos orando. A Oração Dominical não ter poder em si mesma se for repetida.

Nós não precisamos decorar nenhuma oração, mas devemos orar de acordo com o sentimento de nosso coração, com as nossas próprias palavras. O que Deus requer de nós é que oremos sem cessar. Jesus mesmo nos deu o exemplo retirando-se do meio da multidão para lugares silenciosos para orar. (Mt. 14.23-26; 36-39; Mc. 1.35; Lc. 9.18-29). O exemp0lo dos apóstolos e dos primeiros cristãos é que eles se reuniam constantemente para orar: (At. 1.14; 2.46; 4.24; 12.5-12; 3.1; 13.3; 16.16).


Poderíamos citar ainda muitos outros textos das Sagradas Escrituras para provar, não só que a oração é ordenada ao povo de Deus, mas também que é, por isso mesmo, uma obrigação essencial de todos os cristãos sobre a terra. Termino pedindo ao leitor amigo que examine as citações bíblicas acima para que você possa ficar bem esclarecido sobre esse relevante assunto.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A ORAÇÃO DE AGRADECIMENTO DE YOHANN KEPLER

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Rev. João d'Eça


O celebre astrônomo Yohann Kepler nasceu em Weil, em 1571, de uma família nobre, rica e tradicional, mas que devido à malversação dos recursos, sofreram contínuos revezes em sua fortuna.

Kepler estudou na universidade de Tubingem, que era na época uma das mais conceituadas, com professores de primeira grandeza, muitos dos quais muito o ajudaram nos momentos de dificuldades pelos quais ele passou.

Kepler assumiu a cadeira de professor de matemática em 1594 em Graetz, Styrie, universidade que em 1782 foi substituída por um colégio secundário.

No ano de 1600 Yohann Kepler viajou para a Boemia com a intenção de estudar astronomia com o sábio Tycho-Brabe conseguindo aperfeiçoar os óculos que eram usados na época. Os óculos de Galileu, Kepler substituiu por dois vidros convergentes que ficou conhecido por luneta astronômica.

Kepler escreveu muitas obras em latim e teve a glória de descobrir, em 1618, as leis sobre as quais está fundamentada a astronomia moderna. Foi um trabalho de 22 anos de pesquisas.

Yohann Kepler era um homem de fé e o seu nome ficou marcado na história da Ciência. Cada vez que deixava o seu escritório de trabalho e recolhia-se para orar.

Em 1619, depois de ter concluído um dos seus principais trabalhos A Harmonia do Mundo – dirigiu com devoção uma humilde oração a Deus:

Óh tu que pelas luzes sublimes que tens espalhado sobre toda a natureza, elevas nossos desejos até a divina luz da tua graça, afim de que sejamos um dia transportados à luz eterna de tua glória! Eu te dou graças, Senhor e criador, por todas as alegrias que tenho experimentado nos extases em que me tens lançado a contemplação da obra de tuas mãos. Eis que termino o livro que contém o fruto de meus trabalhos. Empreguei para compô-lo toda a inteligência que me deste. Proclamei diante dos homens toda a grandeza de tuas obras, dei testemunho tanto quanto meu espírito finito pôde abranger o infinito. Fiz todos os esforços para me elevar à verdade pelos caminhos da filosofia, e sucedeu a mim, miserável verme concebido e nutrido no pecado, dizer alguma coisa indigna de ti, faz-me conhecer afim de que eu a possa apagar. Será que não fui levado pelas seduções da presunção diante da beleza admirável de tuas obras? Não teria eu proposto ante os homens a minha própria glória elevando este monumento que devia ser consagrado inteiramente à tua glória? Oh! Se assim é Senhor, recebe-me em tua clemência e em tua misericórdia, e concede-me a graça de que a obra que acabo de concluir seja para sempre impotente para fazer o mal, mas que antes contribua para tua glória e para a salvação das almas.


Yohann Kepler faleceu em Ratisbouni, na Baviera aos 58 anos, em 1630.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

UM NOVO CÂNTICO - Salmo 33: 1-11

Um crente sadio é um crente que louva o Senhor. O Louvor é a manifestação de alegria expontânea. Está alguém entre vós alegre? Cante louvores (Tg. 5:13). Neste Salmo, o salmista convida a todos para o louvor. Alegremo-nos no Senhor.

Conhece-se o homem pela maneira como expressa o seu contentamento. Quando o descrente está alegre (geralmente por causa do álccol), ele deixa extravasar o seu pecado; seu riso é como o estalar de espinhos debaixo de uma panela (Ecl. 7:6). Porém o crente, o filho de Deus exprime a sua alegria cantando louvores ao Senhor, em quem se rejubila:

1 - É um cântico Novo - As palavras podem até ser conhecidas, mas adquirem um novo sentido, brotam expontaneamente de júbilo, assim como o evangelho que é sempre novo.

2 - Não dispensa o auxílio da música (v, 2). A música de qualidade sempre tem ajudado os santos de Deus a cantar, enquanto não é degenerada em vã manifestação artística.

3 - O tema é o caráter de Deus - Sua verdade, Seu poder criador (v, 6-9), e seu conselho (v, 11).

domingo, 6 de março de 2011

CPAJ - VIDA E PENSAMENTO DE AGOSTINHO- 28/02 a 04/03/2011

Imag. 1 - Rev. Eutchio Alves, Rev. Cláudio Marra, Rev. Antônio Lima, Rev. Antônio Mussaqui (Angola) e Pr. Gláuco (Ig. Crist~sa Evangélica) e Rev. João d'Eça (Titando a foto).

A turma do M. Div, do curso de Teologia Histórica, na foto ao lado, reuniu-se de 28/02 a 04/03 para o estudo da disciplina: A VIDA E O PENSAMENTO DE AGOSTINHO, com o professor Dr. Alderí Sousa de Matos. Foram dias de esclarecimento e estudo proveitoso acerca do pensamento de Agostinho, esse gênio do séc. VI.



Img. 2 - Rev. Dr. Alderí Matos, enquanto ministrava as aulas sobre A Vida e o Pensamento de Agostinho.

Dr. Alderí Matos, historiador ofical da IPB, homem de uma inteligência admirável, que tem a história da memória. Estudioso perspicaz e de uma capacidade intelectual, comparada aos grandes homens da história.




Img. 3 - No destaque: Rev. João d'Eça, Rev. Antônio Lima, Rev. Antônio Mussaqui e Rev. Gláuco.


Essa turma está junta desde o início. è composta de uns 20 alunos. Alguns já fizeram esta disciplina em outro momento, outros já estão na conclusão e outros estão fora do país.






Img. 4 - Momento de descontração no restaurante do hotel, na hora do Café da Manhã.



Na hora do café e do almoço, todos ficam juntos para descontração e bate papo.






Img. 5- Momento de culto com todas as turmas, professores, alunos e funcionários. Esse momento é realizado as quintas-feiras pela manhã.

Tenho ouvido algumas críticas de pessoas que desconhecem o que é o CPAJ. Pessoas que dizem que é só academicismo sem espiritualidade. Não é verdade! Começamos as aulas com oração e temos um momento devocional todas as quintas-feiras, constituido de cânticos, momento de oração e exposição da Palavra de Deus.



Img. 6 - Momento de oração durante o culto no auditório.



Vê-se panorâmica do momento de culto no auditório do CPAJ, enquanto todos estavam em oração.






Img. 7 - Momento de culto no auditório. Alunos professores e funcionários.



Mais uma tomada do momento de culto no CPAJ. Todas as quintas-feiras. Os alunos do curso de História, usam a capela da Universidade Mackenzie às quintas-feiras à noite para oração e louvor.





Img. 8 - Momento de oração. Em primeiro plano o Rev. João d'Eça do M.Div.


Momento de oração com todos os professores e alunos dos cursos que momento estavam sendo realizados no CPAJ.

sábado, 19 de abril de 2008

24 HORAS DE ORAÇÃO - SÃO LUÍS - MA



Por

Rev. João d'Eça



Está sendo realizado o evento promovido pela CNHP (Confederação Nacional de Homens Presbiterianos), em todo o Brasil, 24 horas de oração.


Em São Luís, o evento está sendo realizado na Igreja Presbiteriana do Calvário, no bairro Ivar Saldanha, desde as 20:00 Hs do dia 18 de Abril, até as 20:00 Hs do dia 19, culminando com o culto de encerramento.

O evento tem a participação de todas os Presbitérios do Sínodo do Maranhão, com a participação de todas as igrejas, pastores e diáconos.


Já pelo segundo ano o evento está sendo realizado. No ano passado, nos propomos a orar 24 horas e acabamos orando durante 26 horas, para a glória de Deus.

Quando o povo de Deus ora, o Senhor move sua poderosa mão.

sábado, 21 de abril de 2007

24 HORAS DE ORAÇÃO.



Por

Rev. João d'Eça.

"O que vimos e aprendemos e o que nos contaram nossos pais, não encobriremos aos nossos filhos, contaremos às vindouras gerações, os louvores do Senhor,e o Seu Poder, e as maravilhas que fez" (Salmo 78: 3,4).

EU NÃO COSTUMO ESCREVER COM LETRAS MAIÚSCULAS, MAS ESTA É UMA OCASIÃO ESPECIAL, POR ISSO ESTOU ESCREVENDO EM MAIÚSCULAS.

É QUE HÁ POUCO ACABOU A PROGRAMAÇÃO DE 24 HORAS DE ORAÇÃO, ENVOLVENDO A IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL E EM ESPECIAL A IGREJA EM SÃO LUÍS E NO ESTADO DO MARANHÃO.

UM DIA TEREMOS O QUE CONTAR AOS NOSSOS FILHOS, ÀS VINDOURAS GERAÇÕES: ORAMOS POR 24 HORAS ININTERRUPTAS, NUMA FESTA ESPIRITUAL TODA ESPECIAL, ONDE TODOS OS 4 PRESBITÉRIOS DO SÍNODO DO MARANHÃO SE FIZERAM REPRESENTAR POR SUAS IGREJAS, SEUS PASTORES E SEUS PRESBÍTEROS.

FOI UM MOMENTO EMOCIONANTE, JAMAIS VISTO NA HISTÓRIA RECENTE DA IPB NO MARANHÃO, FOI MARCANTE, FOI EDIFICANTE E JÁ ESPERAMOS OS PRÓXIMOS EVENTOS ONDE VEREMOS A IGREJA UNIDA EM UM SÓ PROPÓSITO, RENDER AS NOSSAS ORAÇÕES AOS PÉS DO SENHOR. PARABÉNS IGREJA PRESBITERIANA NO MARANHÃO E NO BRASIL, COM CERTEZA VEREMOS OS "FRUTOS DO NOSSO PENOSO TRABALHO".

ADVOGADOS, ENGENHEIROS, PROFESSORES, MÉDICOS, PASTORES, PRESBÍTEROS, DIÁCONOS, COMERCIANTES, IRMÃOS E IRMÃS ESTIVERAM JUNTOS ORANDO. ORAMOS PELOS GOVERNANTES EM TODOS OS NÍVEIS, ORAMOS PELAS FINANÇAS, ORAMOS PELAS FAMÍLIAS, ORAMOS PELA IGREJA, ORAMOS PELAS LEIS JUSTAS E ORAMOS POR NÓS MESMOS. PASTORES ORARAM POR PRESBÍTEROS E DIÁCONOS, PRESBÍTEROS ORARAM POR SEUS PASTORES, UM OROU PELO OUTRO, TODOS ORARAM.

QUE ESSE DIA SE REPITA MUITAS VEZES DAQUI PRA FRENTE E QUE NOSSA MEMÓRIA ESPIRITUAL SEJA AGUÇADA PARA QUE POSSAMOS DIZER COMO O PROFETA:

"...aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia."

(Habacuque 3:2).

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