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segunda-feira, 22 de junho de 2015

CRENTES INTOLERANTES!





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Rev. João d'Eça



O autor é Ministro Presbiteriano, Mestre em Teologia Histórica pelo 
Centro Presbiteriano de Pós-Graduação, Andrew Jumper CPAJ (SP)




A "intolerância" dos cristãos é o resultado direto dos ensinamentos de Seu Senhor Jesus Cristo, que, hoje, poderia ser descrito como uma das pessoas mais "intolerantes" que já viveu.

Introdução:

Nas últimas três semanas os cristãos, conhecidos também como: “crentes”, “evangélicos”, “protestantes” e outros rótulos, tem sido acusados de intolerância religiosa, porque não aceitam os outros grupos religiosos como iguais. Mas como podemos tratar como iguais, aqueles que são total e completamente diferentes?

Os cristãos são “intolerantes” porque eles tentam obedecer às palavras de Jesus Cristo, dizendo às outras pessoas como elas devem viver para agradar a Deus, segundo a Sagrada Escritura, e como elas devem crer em Deus, segundo as Escrituras.

Assim os cristãos são rotulados de “intolerantes” pelo simples fato de testemunharem zelosamente sobre a sua fé, conforme ensino claro das Sagradas Escrituras. Embora as ações dos cristãos sejam muitas vezes interpretadas como “intolerância”, a principal razão por que os cristãos são vistos como “intolerantes” é devido a definição de “politicamente correto” para a tolerância, que mudou nos últimos trinta anos.

Uma coisa notável sobre a intolerância, é que aqueles que dizem que nós, os crentes somos intolerantes e que por isso não devemos expressar nossas crenças religiosas, são exatamente aqueles que realmente se encaixam na definição de intolerantes. 

Tolerância X Verdade

Tolerância não significa que nós aceitamos automaticamente as crenças dos outros que não se identificam como cristãos, como sendo crenças verdadeiras. 

Contrariamente à crença popular, as religiões não ensinam as mesmas coisas, e, por isso, elas não podem ser todas verdadeiras. Diante de pressupostos que se excluem, todos não podem estar corretos. Crer em alguma coisa, não faz automaticamente com que essa crença seja verdadeira. Quem define se é verdadeira ou não são as Escrituras Sagradas hebraico-gregas, ai já percebemos a exclusividade do cristianismo, portanto. A sua “intolerância”. A verdade não pode ser sacrificada no altar de tolerância. Nas sábias palavras do autor das Crônicas de Nárnia: "O cristianismo, se for falso, não tem valor; se for verdadeiro, tem valor infinito. A única coisa que lhe é impossível é ser "mais ou menos importante" (C.S.Lewis). Tolerância verdadeira é respeitar as outras correntes de crenças, mas não é indiferença para com a verdade. 

O cristianismo é o exemplo principal pelo qual todas as religiões não podem ser verdadeiras. De todas as outras religiões do mundo, somente o cristianismo, ensina que uma pessoa pode se tornar aceitável a Deus com base em suas ações na vida. Em contraste, o cristianismo ensina que nenhuma pessoa, não importa o que eles façam, pode se tornar aceitável a Deus através de suas próprias ações. 

No cristianismo, a aceitação por Deus está baseada na obra de Redenção realizada por Jesus Cristo na cruz, através da fé no Seu sacrifício vicário que nos torna aceitáveis a Deus. Portanto, o Cristianismo e as outras religiões, não podem ser todas elas simultaneamente verdadeiras, pois elas ensinam ideias opostas sobre como se tornar aceitável diante de Deus. 

Um cristão não pode aceitar outros sistemas de crenças como sendo verdadeiros e ainda manter o seu próprio sistema de crenças, uma vez que são totalmente contraditórios e opostos entre si.

Os cristãos são na maioria das vezes tidos por "intolerantes" quando eles se recusam a aceitar os "estilos de vida alternativos", como por exemplo a liberação das drogas, a liberação sexual ou o comportamento homossexual. Mais uma vez, este é um uso indevido da palavra "intolerante". Tolerância não requer a aceitação de todas as ideias como sendo verdadeiras, mas apenas o respeito a quem decide viver por esses estilos de vida alternativos, mas que não podem viver desse modo na vida cristã, porque contradiz a verdade da Escritura Sagrada, e ninguém nesse mundo pode mudar isso.

E os pseudos intelectuais de esquerda e professores de sociologia da USP, que dizem que os cristãos não devem expressar suas crenças publicamente, são realmente os que são os verdadeiros intolerantes, uma vez que eles não estão dispostos a conceder igualdade de liberdade de expressão às crenças bíblico-cristãs e ainda ousam blasfemamente, a propor a extinção da Escritura, ou quando menos, a sua leitura alegórica ou metafórica.


Jesus era “intolerante”

A suposta “intolerância” dos crentes é o resultado direto dos ensinamentos de seu Senhor, Jesus Cristo, que, se estivesse aqui na terra hoje, poderia ser descrita como uma das pessoas mais "intolerantes" da terra. Embora Jesus tratasse bem todos os tipos de pessoas, Ele não era "tolerante" com os seus "estilos de vida alternativos". Jesus confrontou diretamente o comportamento imoral, e ainda exortava as pessoas para pararem de praticar o seu comportamento pecaminoso. 

Além disso, Jesus deu ordens a todos os seus seguidores em todas as geografias e em todos os tempos, a "fazei discípulos de todas as nações ... ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei" (Mt. 28. 18-20) e, "pregar o evangelho a toda criatura" (Marcos 16.15). 

Jesus não diz nada a se aceitar outras religiões como sendo verdadeiras. Na verdade, Ele fez uma das declarações mais "intolerantes" que qualquer líder religioso já fez. Jesus disse: "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14: 6).

Aqui novamente recorro a C.S. Lewis. Em seu livro Mero Cristianismo, ele escreve o seguinte:

Tento aqui impedir que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Ele [Jesus Cristo]: ‘Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre em moral, mas não aceito sua afirmação de ser ele Deus.’ Isto é exatamente a única coisa que não devemos dizer. Um homem que foi simplesmente homem, dizendo o tipo de coisa que Jesus disse, não seria um grande mestre em moral. Poderia ser um lunático, no mesmo nível de um que afirma ser um ovo pochê, ou mais, poderia ser o próprio Demônio dos Infernos. Você decide. Ou este homem foi, e é, o Filho de Deus, ou é então um louco, ou coisa pior... Você pode achar que ele é tolo, pode cuspir nele ou matá-lo como um demônio; ou você pode cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com aquela bobagem de que ele foi um grande mestre aqui na terra. Ele não nos deixou esta opção em aberto. Ele não teve esta intenção.

Esta declaração só revela que todas as outras religiões e ideias religiosas não podem ser verdadeiras. Nenhuma outra religião se não o cristianismo, afirma que Jesus é o único caminho para Deus. Portanto, ou Jesus estava dizendo a verdade e Ele é o único caminho para Deus ou Ele era um mentiroso e um falso profeta.

Portanto, se isso é ser intolerante, não me importo, podem dizer que eu sou intolerante.


Conclusão:

Os cristãos, crentes, evangélicos, protestantes, ou seja lá que rótulo nos derem, em seu afã de seguir os mandamentos do seu Senhor, podem parecer excessivos e preconceituosos no seu entusiasmo. No entanto, na crença de que Jesus é o único caminho para Deus, queremos que todas as possam entender suas escolhas e as consequências dessas escolhas.

O amor exige que nós compartilhemos a mensagem do Evangelho (As Boas Novas) de Jesus Cristo. A boa notícia é que todas as pessoas podem entrar em um relacionamento pessoal com o Deus e Criador do universo através da fé em Jesus Cristo.

"Porque Deus amou o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."


(João 3:16)

sábado, 2 de maio de 2015

A FÉ X AS VÃS FILOSOFIAS

“Mais fácil é provar o erro que achar a verdade; o erro está na superfície, a verdade está no fundo”. (Goethe)


Introdução

Não há nenhuma incompatibilidade entre ciência e religião, o que existe são somente áreas de estudos diferentes. Porém os que se entregam ao estudo das ciências, muitas vezes se enchem de empáfia e tratam a Teologia de forma leviana, rotulam os crentes de ignorantes, ultrapassados e levantam a bandeira da incredulidade na qual está escrito: “Nós não cremos, nós temos convicções.

Recentemente um cientista inglês escreveu um livro intitulado Deus um delírio, no qual ele questiona a fé de pessoas simples, e, com o seu cabedal de conhecimento científico na área da matemática, ele despreza a fé dessas pessoas simples. Lógico, ele irá vencer essa batalha.

Não vemos os supostos sábios e inteligentes, homens e mulheres, questionarem os grandes tratados de Teologia, como os de Lutero e Calvino, por exemplo, porque eles se confessam ignorantes em matéria religiosa. A base de suas intransigências não estão tampouco nos próprios princípios verificados e estabelecidos pela ciência, porque nós também os estudamos e não encontramos nenhum antagonismo com as verdades da fé.

O teólogo Dr. Hodge, diz numa de suas obras: “I am as sure as I am of my existence that there is nothing in the discoveries of science which can give Christians any ground for fear.” (Tão certo eu estou de que não há nada nas descobertas da ciência que dê motivos de receio aos cristãos, como estou certo de minha própria existência).[1]

Qual o critério e o fundamento da ciência, emitidos contra as verdades teológicas?

É que eles muita vez confundem a intolerância e os dogmas do romanismo, com os preceitos simples e santas do Evangelho. É que em seus estudos superficiais e cheios de preconceitos e argumentos infantis, chamam de ciência o que não passa de vãs filosofias. Aceitam como ciências algumas especulações filosóficas e condenam os princípios da fé religiosa.
Muito pouca gente hoje em dia, em nosso meio social, faz a devida distinção entre o que seja verdadeiro cristianismo, como revelado nas Sagradas Escrituras, e as doutrinas que vem de homens inescrupulosos. É também necessário não confundir os postulados e as especulações arrogantes dos filósofos, com os fatos verificados e demonstrados pela ciência.

O que parece dividir a ciência e a fé, é apenas um debate entre a religião e a filosofia, principalmente dos naturalistas. São dois sistemas que remontam a um fato fundamental de fé, que trata de admitir quer seja uma fé filosófica ou uma fé bíblica.

Por esta razão, quando alguém nos fala sobre as “gerações espontâneas”, sobre a “seleção natural”, sobre “as origens das espécies, etc., admiramos nessas teorias (e não são mais nada além de teorias), o gênio inventivo de seus autores, que as criam para ganhar notoriedade e dinheiro dando palestras em universidades ao redor do mundo, mas vemos desde cedo que não se trata de ciência, mas de especulações filosóficas, que muitas vezes é preciso mais fé para se crer nelas, do que para se crer nas Escrituras Sagradas.

Nós estudamos esses sistemas sem perder a nossa fé, sem medo de encontrar nessas obras puramente humanas, a condenação de nossos princípios de fé que estão nas Sagradas Escrituras.

Somos teólogos e somos crentes, mas isso não nos impede de estudarmos essas teorias humanas, inventadas pela especulação filosófica. Não temos receio de admirarmos as descobertas que constituem o patrimônio sagrado da inteligência humana.

Examinamos, duvidamos e nos empolgamos nas investigações, porém, não largamos a bússola da nossa mão, não abandonas a fé. E seguindo na realidade incontestável dos nossos princípios, levantemos sempre a bandeira do cristianismo, onde estão escritas as palavras do Evangelho:

Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos...” (II Co. 4.13).



[1] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo. Hagnos. 2001. Cap. III. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O VALOR DA VERDADEIRA RELIGIÃO

Vou já dizendo que não vou entrar em conceituação de religião ou discutir os males que homens maus, fazendo mau uso da religião tem causado pelo mundo afora, inclusive muitos que se auto-denominam “crentes” ou “cristãos”, mas que são na verdade, aquilo que Jesus disse que seriam: “sepulcros caiados” (Mt. 23.27).

Minha proposta neste artigo é tratar de religião da forma como deve ser vista de acordo com os valores do Evangelho. Quando falo de religião, não me refiro ao sistema religioso, mas ao homem religioso que procura viver segundo os ditames do Evangelho.

A verdadeira religião do Evangelho faz a grandeza do homem, a verdadeira religião do Evangelho é como uma coroa de honra e enche de nobreza o que a pratica. Quando me refiro a religião, excluo o que não é religião, mantendo firme a certeza de que somente o cristianismo do Evangelho é a verdadeira religião.

Um homem que não tem religião é como um corpo sem cabeça, é um pobre miserável que não sabe como explicar o enigma da vida e que caminha para a morte em completo desespero sem saber o que lhe aguarda. O homem sem religião não sabe de onde vem e nem para onde vai e não tem nenhuma ideia acerca da sua existência nesse mundo.

Um homem sem religião ignora a bondade do Deus Todo-Poderoso, ele não reflete sobre as perfeições do Altíssimo e quando em meio ao sofrimento, o homem sem religião não tem nenhum alento, nenhuma esperança.

O homem sem religião ignora completamente que nos seus dias de tristeza, há um Deus misericordioso que estará ao lado do fiel que sofre, para sustentar os seus passos e animar o seu espírito abatido. O homem sem religião é um homem sem Deus e caminha sozinho pelo deserto que é este mundo.

O homem sem religião ao abrir as páginas do Evangelho de Cristo, não atenta para a epopeia do amor Deus e nada ali desperta no seu coração algum entusiasmo, ele não é despertado por causa da sua incredulidade, nenhuma emoção lhe alcança diante da figura do herói nas páginas imortais da história.

Um homem sem religião passa diante da Cruz do Calvário com seu drama augusto, mas nada sacode a sua frieza, ele não dá nenhuma atenção para as operosidades milagrosas do Senhor do Calvário e em vão, diante do espetáculo da redenção, não sente nenhuma emoção, assim é o homem sem religião.

O homem sem religião nada entende, permanece frio e indiferente diante das cenas comoventes. Continua apático e entorpecido. O homem sem religião caminha para a morte como o boi caminha para o matadouro, mal sabendo a sorte que o aguarda. O homem sem religião não compreende o sentido nem da vida nem da morte, está rodeado de densas trevas é "um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. (Ap. 3.17).

Verdadeiramente o homem sem religião está morto, ainda que esteja vivo.... é um infeliz. Qual será o seu despertar, quando diante do Supremo Tribunal, tiver de dar conta da sua vida, a qual negligenciou e recusou os convites de salvação e rejeitou o perdão e a misericórdia.

Que Deus nos livre desse terrível despertar, "não tendo esperança e sem Deus no mundo" (Ef. 2.12).

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