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sexta-feira, 29 de março de 2013

POR QUE A CRENÇA NA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO É FUNDAMENTAL PARA A FÉ CRISTÃ?


By Rev. João d’Eça


A ressurreição de Jesus é importante por várias razões:

1 - A ressurreição testemunha o imenso poder de Deus.

Crer na ressurreição é crer no Deus que fez a ressurreição acontecer.
A Escritura Sagrada é a auto-revelação de Deus. A Escritura Sagrada mostra o poder de Deus em criar o universo e ressuscitar os mortos. Se Deus não tem esse poder, Ele não é digno de nossa fé e de nossa adoração. Somente Ele que criou a vida pode ressuscitá-la depois da morte, só Ele pode reverter o horror que é a própria morte, e só Ele pode remover o ferrão que é a morte. (I Cor. 15: 54-55).

Quando Jesus ressuscitou dos mortos, Deus nos faz lembrar a Sua soberania absoluta sobre a vida e  sobre a morte.

2 - A ressurreição de Jesus é um testemunho da ressurreição dos fiéis, dos crentes, dos que amam a Deus acima de tudo.

Essa crença é um princípio básico da fé cristã. Ao contrário de todas as outras religiões, somente o cristianismo possui um fundador que transcende a morte e promete o mesmo aos seus seguidores. Somente o cristianismo alega um tumulo vazio. O corpo de Maomé está sepultado em Meca, o corpo de Buda está sepultado. Abraão está sepultado. Todas as religiões que foram fundadas por homens e profetas onde o seu fim foi a sepultura.

Os crentes tem o conforto no fato de que Deus se fez homem, morreu por nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia. O túmulo não pôde segurá-Lo. Ele vive, e está hoje à mão direita de Deus Pai no céu. Em 1 Coríntios 15, Paulo explica em detalhes a importância da ressurreição de Cristo. Alguns em Corinto não acreditavam na ressurreição dos mortos, e neste capítulo Paulo dá seis conseqüências desastrosas caso não houvesse ressurreição:

- 1) A pregação de Cristo não teria sentido (v. 14),
- 2) A fé em Cristo seria inútil ( v. 14);
- 3) Todas as testemunhas oculares e pregadores da ressurreição seriam mentirosos (v. 15),
- 4) Ninguém poderia ser redimido do pecado (v. 17);
- 5) Todos os que morreram antes de nós, pereceram para sempre (v. 18), e
- 6) Os cristãos seriam as pessoas mais infelizes sobre a terra (v. 19).

A RESSURREIÇÃO É UM FATO INCONTESTÁVEL

Jesus Cristo ressuscitou dos mortos e "tornou-se as primícias dos que dormem [estão mortos]" (v. 20), assegurando-nos que vamos segui-Lo na ressurreição. A Sagrada Escritura, a palavra inspirada de Deus garante ressurreição do crente na vinda de Jesus Cristo. Essa viva esperança nos consola e é a garantia do triunfo daqueles que depositam a sua fé no Senhor e na sua Palavra, que como Paulo cantarão a canção de triunfo: "Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão? (I Cor. 15:55).

A importância da ressurreição para nós está em que sabemos, como diz Paulo, que o nosso trabalho não é vão no Senhor (v, 58). Nós sabemos que seremos ressuscitados com Cristo para uma nova vida, portanto, podemos sofrer e aguentar as perseguições e perigos por causa de Cristo (vv. 29-31), assim como ele fez por nós.

Podemos seguir o exemplo dos milhares de mártires ao longo da história que de bom grado trocaram suas vidas terrenas pela vida eterna através da ressurreição. A ressurreição é a vitória triunfante e gloriosa para cada crente. Jesus Cristo morreu, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E, Ele está voltando! Os mortos em Cristo serão ressuscitados, e aqueles que estiverem vivos na sua vinda, receberão novos corpos glorificados (I Tess. 4: 13-18).

A RESSURREIÇÃO E A SALVAÇÃO

Por que a ressurreição de Jesus Cristo é importante para a salvação?

Porque é a demonstração de que Deus aceitou o sacrifício de Jesus em nosso favor. É a prova de que Deus tem o poder de nos levantar dos mortos. Ele garante que aqueles que crêem em Cristo não permanecerão mortos, mas serão ressuscitados para a vida eterna.

Essa é a a esperança de todo crente e essa esperança nos consola e nos livra do desespero.

terça-feira, 12 de junho de 2012

NOTAS DIÁRIAS DA BÍBLIA - BENÇÃOS EM ABUNDÂNCIA - Romanos 5: 1-11

A justificação pela fé é apenas o começo das coisas. Estar numa posição correta em relação a Deus é o princípio, e por ser o princípio, não é tudo o que Deus tem para nós. Muitas outras bençãos acompanham a posição que assumimos diante de Deus. Dentre muitas outras coisas, a justificação pela fé resulta no seguinte:

1 - PAZ COM DEUS (v, 1). Jesus fez a paz através do seu sangue derramado. O Senhor anuncia a paz ao crente nessa base, e este repousa na certeza de que é "aceito no amado", sobre o fundamento do sangue de Cristo que expia os nossos pecados;

2 - FIRMEZA NA GRAÇA (v, 2) - Na nova posição do crente diante de Deus, nenhum pecado lhe é imposto (8.33, Sl 32.2), sendo  essa graça toda suficiente para cada necessidade;

3 - ALEGRIA NA ESPERANÇA (v, 2) - A tribulação é reconhecida como fator de paciência e de experiência do amor de Deus (v, 5);

4 - CERTEZA DE UM FUTURO CERTO E GLORIOSO - Quando reconciliados com Deus somos salvos. Jesus Cristo que morreu em nosso lugar para nos levar a Deus é capaz de garantir para sempre a nossa salvação (v, 10).

Nos alegramos no Senhor nosso Deus que realizou tudo isso por nós mediante Jesus Cristo nosso Senhor, v, 11.

sábado, 5 de maio de 2012

NOTAS DIÁRIAS DA BÍBLIA - O CONTEÚDO DO EVANGELHO - ROMANOS 1:16-25

O Evangelho são as Boas Novas de Deus para a humanidade. A mensagem que Paulo anuncia aos pecadores encerram em si três fatos de significativa importância:

1 - "A Ira de Deus" (v, 18) -"Revelada do Céu contra toda a impiedade".

Essa não é uma boa notícia, convenhamos, mas ela abre caminho para a Graça de Deus, mostrando ao homem a sua condição desgraçada por natureza e prática. O homem recusa as evidências que a criação se lhe apresenta do eterno poder e da divindade do Criador, assim esse homem mergulha nas trevas, entrega-se às paixões carnais, julgando-se sábio, torna-se louco, fazendo conjecturas sobre a realidade do Criador.

2 - "A Justiça de Deus" (v, 17).

Isto é, a justiça que procede de Deus, o livre dom da Graça divina concedido ao que crê, a Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo (3: 32), este é o grande tema dessa carta.

3 - "O Poder de Deus" (v, 16).

Porque o pecado não só deixou o homem culpado, mas o enfraquece mais e mais a cada dia (5:6). O homem é escravo do pecado, todas as suas tendências são para alimentar o pecado em sua carne. Mas o poder do Senhor pode livrá-lo, libertá-lo e resgatá-lo, dando-lhe o maior de todos os benefícios, a Salvação eterna.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ANOTAÇÕES NOS SALMOS - O MESSIAS FALA - SALMO 40: 1-17

Este Salmo é citado em Hebreus 10: 5-10, em relação ao Senhor Jesus Cristo, portanto é um Salmo Messiânico. Aqui nos diz como foi que o Senhor Jesus veio a este mundo para fazer a vontade de Deus-Pai, apagar para sempre a mancha do pecado na vida do pecador redimido, através do seu sacrifício.

Pela vontade de Deus-Pai nós temos sido santificados e aperfeiçoados para sempre com relação a nossa aproximação de um Deus santo e nossa permanência diante dele.

Entretanto, nos salmos messiânicos a experiência do escritor muitas vezes se manifesta. É bem provável que nos quatro primeiros versículos, Davi está nos contando como foi livre da terrível cova do pecado em que caiu por sua própria culpa, e foi colocado firme sobre a rocha, tendo aprendido um novo cântico.

Novamente, do versículo 11 até o fim, ele dá o seu testemunho, sendo levado pelo Espírito até aos domínios da profecia. depois tendo falado do Messias, volta a pedir por suas próprias necessidades.

Esses vislumbres do Messias nos encantam nos Salmos. Temos o Filho a falar ao Pai na Eternidade (v, 6-10), tendo em vita a sua vinda a terra em nosso favor, porque éramos tão pobres e necessitados.

sábado, 31 de março de 2012

ANOTAÇÕES NOS SALMOS - A VAIDADE DA VIDA - SALMO 39

Quando refletimos sobre a vida humana, geralmente encaramos o resultado de nossas reflexões com muito pessimismo. Os planos que fazemos quando jovens, as promessas encantadoras de sucesso esvai com o passar do tempo e a aproximação da velhice e a maioria das pessoas vendo aproximar-se o túmulo, exclamam como Jó e como Voltaire: "Quisera nunca ter nascido".

Aqui nesta Salmo, Davi sumariza nesta sentença que segue; "...Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja é pura vaidade." (v, 5).

A luta diária do homem é para adquirir riquezas, depois ele deixa tudo aqui e não sabe pra quem deixa. Nunca se viu um cortejo fúnebre indo em direção ao cemitério e atrás do carro funerário um carro-forte levando tudo o que o defunto amealhou em vida para ser enterrado com ele.

É então que toda que a sua formosura se consome, como pela traça (v, 11). É muito importante, porém triste, aprender "que somos frágeis demais" e quanto são curtos os nossos dias aqui na terra.

Porém, essa realidade inquestionável não é verdadeira para o crente fiel. O cristão pode dizer: "Tu és a minha esperança" (v, 7). Deus nos deu a Vida Eterna por meio de seu Filho Jesus Cristo. Esse é o nosso maior presente. 

Essa esperança o mundo não tem.

segunda-feira, 21 de março de 2011

JESUS E A MOÇA DO POÇO (João 4: 7-26)

A moça do poço é a mulher samaritana no relato de João, o evangelista.

A água nas regiões do Oriente Médio é um produto escasso, por esta razão, a população vê-se forçada a recorrer aos poços e essa tarefa é uma atividade essencialmente feminina.

Segundo o texto de João, Jesus Cristo, ao meio-dia, estando cansado, sentou-se jun to a fonte de Jacó, quando uma mulher samaritana veio encher o seu pote, o que ocasionou um diálogo entre um judeu e uma samaritana, algo incomum naquela época devido a rivalidade entre judeus e os de Samaria.

Jesus trata cada pessoa de acordo com a sua realidade e necessidade. Com Nicodemos (cap. 3), o diálogo foi diferente desse diálogo com a mulher samaritana. Ela era uma mulher cuja vida moral era duvidosa, além dela ser uma mulher carnal, segundo nos informa o evangelista, quando diz que ela vivia maritalmente com um homem que não era o seu marido, como Jesus falou durante o diálogo.

Esse episódio nos traz muitas lições para o nosso despertamento espiritual. Jesus quebra a barreira do preconceito e inicia um diálogo com ela. Dai vemos:

1 - POR QUE JESUS FALA COM ELA?

Jesus inicia o diálogo dizendo: "Dá-me de beber." Pede um favor a ela. Jesus começa abrindo a conversa, não é ela quem inicia o diálogo, e, por meio da sua onisciência, mesmo sabendo da sua situação não a acusa de pecadora, não lhe lança no rosto o seu erro, mas ao invés disso, a trata com respeito e carinho e com um simples pedido, inicia uma conversa de consequências eternas.

Chamando a atenção para a água, produto valiosíssimo por aquelas paragens, Jesus encaminha o diálogo para o lado espiritual, quebrando a barreira do preconceito religioso e racial entre os que durante o cativeiro se mantiveram unidos (judeus) e os que se misturaram com outros povos (samaritanos).

- O senhor é judeu, e eu sou samaritana. Então como é que o senhor me pede água? (NTLH)

Existem muitas questões sobre a declaração da mulher samaritana: Como ela sabia que Jesus era judeu?

Comentaristas dizem que foi devido ao sotaque de Jesus, combinado com as franjas das vestes que ele usava, de acordo com as exigências da lei mosaica, as quais os samaritanos não adotavam.

O certo é que o principal do episódio, é que Jesus queria continuar o diálogo com a mulher de Samaria, porque ele tinha um propósito definido para aquela conversa, ele queria chegar ao ponto principal. A conversa desenrolou-se na maior cortesia e respeito, porém, agressiva do ponto de vista de se chegar ao ponto principal, a vida da mulher e a sua necessidade de perdão dos pecados. jesus sabia que pessoas habituadas a uma vida de pecados, não se interessam por assuntos constrangedores, que dizem respeito as suas intimidades e que acabem em temas de espiritualidade. Jesus dirige-se a ela para falar da necessidade suprema de sua alma, o perdão dos seus pecados e uma nova vida em Cristo. Por esta razão Jesus lhe declara:

- Se você soubesse o que Deus pode dar e quem é que está lhe pedindo água, você pediria, e ele lhe daria a água da vida (NTLH). Ou seja, eu posso lhe dar a água que acalma a alma, que sacia a sêde, que mata a concupiscência e que satisfaz o espírito, ou melhor, eu sou o que posso te dar o perdão dos teus pecados e te transportar para o meu reino. Argumentando assim, Jesus:

2 - JESUS CONVENCE A MULHER DO SEU PECADO.

Jesus faz com que ela perceba o seu triste estado de perdição, mostra a ela a sua culpa na quebra do sétimo mandamento, Quando Jesus diz a ela: "Vá chamar o seu marido e volte aqui!" (NLTH). São palavras de investigação que penetram no mais profundo da sua consciência, tanto é que imediatamente ela responde:

- Não tenho marido.

Jesus então lhe diz:

- Você está certa ao dizer que não tem marido, pois já teve cinco, e este que você tem agora não é, de fato, seu marido. Sim você falou a verdade. (NTLH).

A mulher então retruca:

- Agora sei que o senhor é um profeta. (NTLH).

Quando a mulher vê a sua vida descortinada por um estranho, os seus segredos mais íntimos descoberto por um desconhecido, ela reconhece o pecado que tanto tentou esconder e começa a sentir o peso da culpa que estava sobre os seus ombros. jesus fala diretamente ao coração da mulher, então a "Água Viva" que a mulher havia pedido, ela já começa a beber.

- Por favor, me dê dessa água! Assim eu nunca mais terei sede e não precisarei mais vir aqui buscar água.

Enquanto o homem natural não reconhecer-se pecador, ficará sempre indiferente e terá o seu coração endurecido e a sua mente escravizada e os seus olhos cegos para a luz de Deus. "O diabo cegou o entendimento dos incrédulos, para que não vejam a luz de Deus" (II Cor. 4: 3, 4).

Nosso propósito é apresentar a palavra do Evangelho ao pecador, porque cremos que o entendimento só pode ser aberto e liberado pela Graça de Deus, através da pregação da sua Palavra. quando o anúncio do evangelho alcança os ouvidos do pecador, os eleitos de Deus são despertados do seu profundo sono do pecado e são ressuscitados da sua morte espiritual em vida, para o entendimento da verdade do Evangelho de Jesus Cristo, para a boa nova de salvação.

Finalmente...

3 - JESUS CONCEDE A SUA GRAÇA SALVADORA À MULHER.

Jesus lhe diz:

- Quem beber dessa água (do poço) terá sede de novo, mas a pessoa que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Porque a água que eu lhe der se tornará nela uma fonte de água que dará vida eterna. (NTLH - grifo meu).

Quando o pecador se mantêm de olhos fechados e ouvidos tapados para não ver a luz do Senhor e nem ouvir o chamado do Evangelho de Cristo, a sede da alma não cessará e o desejo de continuar preenchendo o vazio da alma com o pecado, continuará. Só Jesus Cristo pode preencher o vazio da alma humana, somente ele pode proporcionar felicidade verdadeira. Somente em jesus Cristo é que há redenção para a alma amargurada.

CONCLUSÂO:

O que vemos aqui neste quadro?

  • Jesus levantando do lamaçal existencial, uma mulher escravizada por muitos pecados;
  • Jesus censura o sitema religiosos dos samaritanos e diz que Deus requer um culto espiritual e realizado com sinceridade absoluta;
  • Deus não tem forma corpórea e não está preso a nenhum ambiente ou lugar. Não é no monte Gerizim e nem em Jerusalém, mas no coração e no entendimento de uma mente transformada;
Uma vez perguntaram a uma criança de cinco anos, onde estaria Deus: Se mar, no céu ou na terra; ao que ela pondo a mão sobre o peito respondeu: "Está aqui."

Este é o lugar onde Deus deve estar, no teu coração.

"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." (João 7:38).

Obs.: Os textos bíblicos em itálico são da Nova Tradução na Linguagem de Hoje - NTLH.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Salvação: Presente, Passado e Futuro

No mês de Agosto passado no CPAJ, cursei a disciplina “Puritanismo e Escolásticismo protestante”, onde vimos os teólogos da pós-Reforma, puritanos de um brilhantismo sem par. Estudei vários deles e me interessei por um em especial, Herman Witsius, pela sua ousadia e brilhantismo acadêmico nas obras que escreveu.


O que mais chamou-me a atenção foi a teologia dos pactos, especialmente o “Pactum Salutis”, ou Pacto da Redenção, onde na sua obra mais importante, “The Economy of Covenants...” ele trata do assunto em um capítulo inteiro, explicando inclusive exegeticamente a sua argumentação.

Esse artigo trata da salvação, tendo por base a “Doutrina dos Convênios”, no tópico “Pactum Salutis” ou Pacto da Redenção. Boa leitura.

"O tempo passado e o tempo presente estão os dois juntos no tempo futuro", escreveu T. S. Elliot.

Suas palavras simples e eloqüentes descrevem o fluxo normal da história. Mas a carta aos Hebreus apresenta uma perspectiva muito diferente sobre os propósitos de Deus e dos padrões no fluxo da história.

Lá, seria verdade dizer que o futuro determina o passado e o presente, ao invés do contrário. Para entender Hebreus - e, portanto, compreender como a Bíblia como um todo funciona - precisamos entender esse enigma: O invisível é mais importante do que o visível. O futuro vem antes do passado. O novo é mais fundamental do que o antigo.

O que significa tudo isso?

Simplificando, significa que a história do Senhor Jesus, Sua pessoa e obra, não é um plano “B” de Deus, para suprir o que deu errado no Éden. Não - a vinda de Cristo estava no plano de Deus antes da queda.

Evidentemente que de um certo ponto de vista, o Antigo Testamento serve como modelo do que Cristo viria a realizar, mas Hebreus nos ensina a nunca perder de vista o fato de que o sacerdócio, os sacrifícios, a liturgia e a vida da igreja no Antigo Testamento “são sombras do que viria”. Cristo é o original, Ele é o protótipo. Este princípio é exemplificado em sua expressão mais clara em Hebreus 9:23, que se refere ao tabernáculo do Antigo Testamento, o sacerdócio e os sacrifícios como "figuras das coisas celestiais." Contudo, mais pitorescamente, Hebreus 10:1 descreve a lei como "sombra dos bens vindouros”. Cópias dependem de um original, uma sombra não existe além da pessoa cuja sombra é projetada.

O Sacerdócio de Cristo é o verdadeiro sacerdócio que é prefigurado no sacerdócio Aarônico. O significado mais profundo do sacrifício de Cristo é expresso de forma fragmentada no sistema de sacrifícios mosaico. Mas é claro que essas sombras são apenas isso - as sombras, sugestões, esboços - e nada mais.

A repetição diária do ministério sacerdotal do sacrifício no altar, a incompetência do sangue de um animal para tirar a culpa de um ser humano - são indícios de que este acordo, embora divinamente ordenado, não é o final. Algo que está além dele, para o qual ele aponta aqui, é maior, mais duradouro, mais gratificante, mais real, porém, ainda por vir (Hebreus 11:39-40).

CS Lewis, em uma de suas obras mais famosa, “As crônicas de Nárnia”, descreve a terra de Nárnia que foi colocada sob o feitiço da “Feiticeira Branca”. Sua magia é profunda, criando um mundo onde é "sempre inverno, mas nunca é Natal."

Mas, através do sacrifício do “Rei Leão, Aslan”, uma magia "mais profunda desde antes da aurora dos tempos" é lançada, através da qual a terra se liberta e é salva da maldição. O tempo futuro já estava preparado no tempo passado. Portanto, no Evangelho Deus tem um plano, esse plano é chamado o Pacto da Redenção, (Pactum salutis).

Teólogos famosos como Thomas Boston e Jonathan Edwards discordaram de outros teólogos que defenderam o “Pacto da Redenção”, quanto a saber se o plano deve ser descrito como um pacto a todos.

O Deus triúno tinha um plano, que envolveu o compromisso mútuo entre o Pai e o Filho e o Espírito para salvar um povo. Esse é o posicionamento de teólogos da pós-reforma como Herman Witsius, cuja obra escrita sobre a teologia dos pactos é fenomenal.

Antes de todos os tempos, antes de todos os mundos, quando não havia nada "vazio completo" o próprio Deus-Pai, o Filho e Espírito Santo habitavam a eternidade, planejaram de modo eterno, absoluto e inimaginável, na sua trindade santa – fizeram um Pacto Eterno de criar um mundo que iria cair, mas que iria ser alvo de sua graça e salvação eterna.

Esta graça profunda de Deus, de antes do amanhecer do tempo - retratada nos rituais dos líderes e das experiências dos santos do Antigo Testamento (cf. Heb. 11:39-12:3) - agora é a nossa salvação. Estas são as dimensões do que o autor de Hebreus chama de "tão grande salvação" (Hb 2:3). Nossa salvação depende da aliança de Deus, enraizada na eternidade, no plano da Trindade, prefigurada na aliança mosaica, cumprida em Cristo, e que permanece para sempre.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

ACERCA DA JUSTIFICAÇÃO - PARTE III - FINAL

Continuação e Final.

Salvação: Somente pela fé, sem a necessidade das obras

A afirmação é de que a justificação não deixa espaço para qualquer participação humana. Assim como os israelitas não desempenharam qualquer papel na sua própria libertação do exército de Faraó no Mar Vermelho, do mesmo modo a revelação da justiça de Deus para nós nestes últimos dias, é um ato soberano de Deus. Este novo e glorioso êxodo foi realizado sem a participação de nossos possíveis méritos, nossas boas obras, ou a nossa santificação, que mesmo no seu melhor, não pode nos fazer bons aos olhos de Deus. "Afirmamos que o homem é justificado pela fé sem as obras da Lei". (Rom. 3:28; 11:6; Gal. 2:16).

O homem não tem participação na salvação, o único meio pelo qual o pecador pode receber esta justiça é pela fé. Essa justiça foi realizada por meio de Jesus Cristo e é só nele que podemos descansar e receber essa justiça. O arrependimento, o amor, a obediência ao evangelho, os frutos do Espírito - nenhuma destas coisas são o instrumento pelo qual recebemos a Cristo e Sua justiça. Embora sejam as provas necessárias e os frutos da justiça.

Em Filipenses 3:6-9 Paulo afirma que “quanto à justiça que há na lei, ele era irrepreensível”. No entanto, as coisas que “ele ganhou, ele considerava como perda por amor de Cristo. Ele desejava ser achado nEle, não tendo a justiça derivada da Lei, mas a que é pela fé em Cristo, a justiça de Deus que tem como fundamento a fé."

Uma vez justos e pecadores

Desde que a justiça de Cristo não está dentro de nós, mas fora de nós, Lutero acertou ao falar do crente como alguém que é ao mesmo tempo, justo e pecador (simul justus et peccator). Aqui Lutero está reiterando a doutrina de Paulo: "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, quando éramos ainda pecadores”. ( Rm 5:8) .

"Ora, ao que trabalha, o salário não é considerado como favor, e sim como dívida. Mas, ao que não trabalha, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça." (Rm. 4:4-5).

Lutero não queria dizer que um cristão pode se desculpar das suas deficiências na área da santificação. Na verdade nós devemos lamentar uma fé fácil que dá a impressão de que seguir Cristo é desnecessário, que, se você "fez uma oração de entrega", está eternamente seguro não importa como você viva.

Porém é preciso tomar cuidado aqui. Em nosso zelo por combater antinomianismo não vamos subestimar a maravilha da graça de Deus. Deus justifica o ímpio. Se a justificação está condicionada à realização de um certo grau de santidade, a graça já não é graça. A frase de Lutero destina-se a nos lembrar que não importa o quão piedosos possamos nos tornar através da santificação progressiva, ainda assim somos pecadores, (1 Cor . 01:30 ; 2 Cor . 5:21; Fil. 3:9).

A verdade divina da justificação pela fé, independente das obras, tem sido atacada desde o início, com o fundamento de que enfraquece qualquer motivação para a obediência e dá aos homens uma licença para pecar. Paulo enfrentou essas críticas dos judaizantes nos seus dias. E a resposta de Paulo ainda é válida: somente quando o glorioso evangelho da graça tem pleno domínio dos nossos corações, ai é que é derrubada a nossa justiça própria, levando-nos a fome e sede de justiça, só então iremos começar a crescer na santificação com Cristo e na obediência ao Evangelho.

A justificação pela fé somente, significa que a justiça não é obtida por nós. Como não há justiça em nós, ela tem de vir de fora de nós mesmos, para poder ser aceitável aos olhos de Deus. Graças a Deus por Seu dom gratuito da graça, uma oferta abundante de justiça para os injustos.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A IMPORTÂNCIA DA PREDESTINAÇÃO.

A IMPORTÂNCIA DA PREDESTINAÇÃO


A doutrina da predestinação é fundamental para a fé reformada.

1. É proibido para nós, acrescentar, tirar algo, ou dar a nossa própria interpretação para a Palavra de Deus.

Textos: (Deut. 4. 2) e (Ap 22. 18-19).

A preciosa doutrina da predestinação está incluída nessa proibição. Nós somos ministros de Deus e embaixadores por Cristo, como tal a nossa responsabilidade é a de levar a mensagem como nos foi revelada, sem acrescentar ou tirar nada, bem como falar das nossas impressões. Nosso dever é repassar a mensagem sem reservas.

2. Jesus Cristo e os seus apóstolos pregaram a respeito da doutrina da predestinação.

Eles declararam aos seus ouvintes, "todo o conselho de Deus". (Lc 4,25-29; At 20,27; Rom 9-11; Ef 1, 4, 1 Ped. 1,18-21 ; Judas 4; 2; João 1-3).

"O que devemos fazer?"

William Plumer pergunta .
- "Se isso ofende a alguém, devemos desistir?
- Precisamos fazer as pazes com a maldade humana?
- Temos que silenciar para não ofender?

3. Os grandes heróis da fé do passado, pregaram essa doutrina.

No entanto é uma doutrina que é intragável para a mente carnal.

Agostinho repreendeu aqueles que o acusavam de pregar expositivamente, ele dizia: “não devemos acrescentar nada ao que Deus já revelou".

Lutero escreve : "No capítulo nove [dez e onze de Romanos], o apóstolo ensina sobre a predestinação eterna de Deus. Ele diz como Deus busca aqueles que irão crer ou não e os livra dos seus pecados”. Diz ainda, a respeito da predestinação: “... se a questão dependesse de nós, certamente nem uma só pessoa seria salva. Como, no entanto ... Sua predestinação não pode falhar , e ninguém pode derrotar o propósito de Deus, a nossa esperança contra o pecado permanece".

Calvino diz o mesmo: aqueles que tentam derrubar "esse artigo primeiro de nossa fé ... a predestinação eterna de Deus... demonstra a sua malícia e a sua própria ignorância."

4. Toda a verdade está interligada.

A doutrina da predestinação é o vínculo que liga e mantém junto todo o sistema cristão, que, sem ela, tudo vira areia, pronto a ruir em pedaços. Essa doutrina é o cimento que mantém todo o conjunto, é a alma que anima todo o quadro. É tão misturada e entrelaçada com todo o esquema da doutrina do Evangelho que, quando ela é excluída, o último sangra até a morte.

5. Pregar sobre a predestinação é fundamental para o conforto dos crentes.

A doutrina da predestinação soberana de Deus deve ser publicamente ensinada e pregada, para que os crentes verdadeiros possam entender e conhecer-se como objetos de especial amor e misericórdia de Deus, confirmado e reforçado na certeza da sua salvação ... “Para o cristão, esta deve ser uma das doutrinas mais confortável em todas Escritura." ( Loraine Boettner ).

Se quisermos ser um meio de conforto para o povo de Deus, devemos assegurar-lhes que Ele escolheu-nos amar antes da fundação do mundo, que Cristo morreu por eles de modo particular e que o Espírito Santo que os regenerou, certamente encaminhá-los-á ao céu.

6. Esta verdade deve ser pregada para incentivar os pregadores .

Foi assim com Paulo: "Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade." (At 18,9-10 ).

Na verdade o trabalho de fundar uma igreja ali, havia apenas começado. Contudo, Deus diz: "Eu tenho muito povo nesta cidade”.

Não podemos dizer que Deus estava simplesmente informando a Paulo que Corinto era uma cidade populosa. Ele já sabia disto. A razão de Deus dizer isso a ele é clara em toda a Bíblia, entre a multidão de ímpios daquela cidade, muitos eram os eleitos de Deus, a quem o Senhor iria salvar através do ministério de Paulo, dando-lhes o conhecimento salvífico de Cristo. Se Deus não elege os seus eleitos, pregamos em vão.

Essa doutrina foi revelada a nós para ser crida e pregada. A desculpa de que as pessoas irão rejeitá-la, ou que ela é injusta, ou que vai causar polêmica, é irrelevante. Se Deus nos ordenou a pregá-la, desobedeceremos por nossa conta e risco.

Uma coisa é certa: Deus faz tudo para a Sua glória, traz conforto e esperança aos seus eleitos, e deixa os incrédulos, sem desculpa. Ao fazer isso, ele cumpre perfeitamente o objetivo para o qual Ele revelou-se a nós.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

PREDESTINAÇÃO COM BASE NA PRESCIÊNCIA?

By Rev. João d'Eça

Predestinação, esse é um assunto que divide opiniões, porém muitas das opiniões não condiz com a revelação de Deus, a Bíblia, e fere de morte doutrinas como a da Soberania e Eternidade de Deus.

Os que não compreendem a doutrina da Predestinação, muitos dos quais com base em seus pressupostos arminianos, dizem que a "predestinação" tem por base a "presciência", ou seja, Deus previu os que iam ser salvos e efetivamente os salvou.

Para se afirmar esse posicionamento tem-se que resolver um grande problema: Se Deus previu de antemão os que iam ser salvos, ele não os predestinou (porque predestinar significa determinar antes dos acontecimentos), se ele previu é porque já estava determinado. Quem determinou?

Se Deus não determinou, alguém determinou para que ele pudesse prever. Se alguém determinou para que ele pudesse prever, esse alguém é maior do que ele, pois pode determinar os acontecimentos do universo e Deus só poderia ver o futuro.

Se ninguém determinou e Deus previu, então as coisas acontecem aleatoriamente, sem que ninguém comande ou controle, e se as coisas acontecem aleatoriamente, então Deus não está no controle das coisas e portanto, não seria Soberano. Esse não seria o Deus revelado nas Escrituras Sagradas.

Portanto afirmar-se a predestinação com base na Presciência, é uma heresia, pois este argumento diminui a Deus a uma condição de mero expectador do universo, com o poder de apenas ver os acontecimentos futuros, sem ter o controle da situação e sem o poder de mudar nada.

PREDESTINAÇÃO é portanto um ato soberano de Deus, em que ele determina todos os acontecimentos como estes irão acontecer. O ser humano não tem nenhuma participação nesse ato de Deus. O Senhor salva o homem pela graça somente, elege os que serão salvos e permite que os perdidos sigam o seu curso rumo a danação eterna.

sábado, 15 de novembro de 2008

JOÃO 3: 16 - PARTE 2

Neste mês de Novembro, começei uma série de mensagens no texto de João 3: 16. Para muitos esse texto da Palavra de Deus é um pequeno evangelho inteiro, na verdade podemos esmiuçar o evangelho de João de uma forma surpreendente, tirando dele verdades absolutamente necessárias para a vida diária.
Aqui em João 3: 16 há uma riqueza de ensinamentos inesgotáveis. Nesse encontro de Nicodemos com Jesus, no diálogo que tiveram, Jesus nos brinda com lições preciosas. Eu dividi as mensagens em quatro, para quatro semanas sucessivas e estarei publicando as duas primeiras aqui nesta semana, as outras duas publicarei na semana que vem.
Se você quiser usá-las, pode, desde que mencione a fonte. Esse é um recurso de ajuda para pregadores iniciantes e seminaristas. Em breve criaremos um link para que possa ser acessadas todas as mensagens pregadas em nossa igreja nos domingos à noite. Aproveite. Boa leitura!
O PROPÓSITO DE DEUS: AMOR João 3: 16
INTRODUÇÃO E REVISÃO:
Estas palavras de Jesus falam de quatro grandes realidades da vida. Cada uma começa com "D" para nos ajudar a lembrar. O primeiro “D” vimos no domingo passado, DERROTA, o perigo que todos os que estão sem Cristo tem pela frente: perecer sob a ira de Deus por causa de nossos pecados (3:36). O segundo “D”. Os DESIGNIOS de Deus para salvar-nos do perigo da morte eterna, que como vimos na semana passada, é a separação total de Deus. O amor de Deus que enviou o Seu Filho para dar a sua vida em favor do pecador (10:18; 15:13), e tirar o pecado do mundo (1:29). Na semana passada, falei sobre o perigo de ser DERROTADO e perecer sob a ira de Deus. Esta semana vamos refletir sobre o AMOR de Deus para salvar-nos da ira de Deus (3:36). "Porque Deus amou o mundo... que ele deu o seu Filho..." O DESIGNIO de Deus: O Amor. O que é um Desígnio? (Intento, intenção, plano, projeto, propósito) Um dos nossos próximos passos, é entender a concepção do amor de Deus. Vamos orar agora e pedir que Deus ilumine o nosso entendimento e direcione a atenção da nossa mente para estas realidades espirituais, e confirme a verdade espiritual em nós, para percebermos e apreendermos o verdadeiro valor destas coisas.
Iremos nos concentrar em quatro grandes verdades:
1. EXISTE UM DEUS
O versículo começa "Porque Deus..." Jesus nos ensina que existe um Deus que nos ama. Que Ele é real. Jesus está absolutamente convicto de que Deus é real. Tudo o que Ele diz tem a ver com Deus. Tudo que ele faz tem a ver com Deus.
Existem muitas razões para acreditarmos em Deus, a maior delas é que Jesus ensinou-nos que Deus é real e que ele é na verdade o centro das nossas vidas. Se alguém lhe pergunta: "Porque você crê em Deus?" você pode responder, "eu creio em Deus, porque Jesus ensinou-nos a crer em Deus”. Não existe ninguém mais confiável e mais bem qualificado para ensinar-nos sobre a existência de Deus do que Jesus.
O mundo começou com Deus. O mundo depende de Deus. Sou uma pessoa com uma consciência e um sentido de justiça e de capacidade para contemplar as coisas espirituais porque sou criado à imagem de Deus.(Isaías 43:7). O significado da minha vida é mostrar Deus às outras pessoas.
2. DEUS TEM UM FILHO
"Porque Deus amou o mundo que deu seu Filho único..." Esta é uma realidade impressionante.
Jesus nos ensina que Deus tem um filho unigênito. Para os muçulmanos esta afirmação soa como blasfêmia. Dizem eles que isto significa que Deus deve ter tido relações sexuais com um anjo, ou com uma mulher. Os anjos são chamados "filhos de Deus" (Jó. 1:6), e nós os cristãos somos chamados "filhos de Deus" (Romanos 8:14-16). Os anjos são "filhos de Deus" pelo fato de terem sido criados diretamente por Deus, e os crentes são "filhos de Deus" pelo fato de terem sido aceitos em sua família através de nosso senhor Jesus Cristo pelo poder do Espírito Santo.
O unigênito Filho de Deus é o próprio Deus. O Filho de Deus é igualmente eterno com Deus, o Pai. Deus existe desde toda a eternidade, sem começo, sem fim. Isto é explicado em João 1:1, 14, No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. . . E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Em outras palavras, Jesus é o único Filho de Deus e co-eterno com o Pai.
3. DEUS AMA..."
Porque Deus amou..." Jesus nos ensina que Deus nos ama. Ele ama aos seus. De todas as coisas que poderíamos dizer sobre Deus, não podemos esquecer de dizer isto. Ele ama os seus eleitos.
Na sua carta em 1 João 4:8, João diz: "Deus é amor." Deus ama. Ele é a perfeita essência do amor. Aqui, Jesus nos diz mais especificamente o que ele entende por amor em João 3:16. "Porque Deus amou..." A explicação mais correta é a seguinte: Não está falando sobre o montante de amor, mas uma maneira de amar. Ele não quer dizer: Deus amou nessa quantidade, mas Deus amou desta maneira. "Deus amou" significa "Deus amou assim." Como? Qual foi a maneira como Deus amou? "...que deu seu Filho único". "Ele veio para o que era seu, mas os seus não o receberam" (1:11). Ao invés disso o mataram. E depois de tudo isso Jesus disse: "Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer” (João 17:4).
Quando o Pai deu seu Filho único, ele o deu para morrer pelo pecador. Isso é amor incomparável. Esse é o tipo de amor que Deus nos dá. É um amor que doa. Ele dá o seu tesouro mais precioso, seu Filho. Neste Natal precisamos meditar sobre o amor de Deus.. É um amor muito caro. Um amor muito poderoso. O significado do Natal é a comemoração deste amor, por isso o mundo quer nos fazer esquecer o Natal, para esquecermos desse amor de Deus. "Porque Deus amou..."
4. DEUS AMA O MUNDO
"Porque Deus amou o mundo..." O modo do amor de Deus, não é apenas a visão do infinito valor da doação do seu unigênito Filho, mas, mesmo diante da rebeldia do homem, Ele doa o Seu Filho em benefício do ser humano que não merece. Talvez por um homem bom, alguém poderia atrever-se a morrer. Mas Deus demonstra seu amor para conosco, pelo fato de que Cristo morreu por pessoas pecadoras, gente ruim, sem mérito nenhum. (Romanos 5:7-8). Quando João 3:16 diz, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu...," Isso significa que ele deu o Seu único Filho para morrer por um mundo de rebeldes. Deus amou o mundo. Jesus Cristo é a única esperança para o mundo. Existe um Deus. Ele tem um filho. Ele ama o pecador. E ele ama o mundo rebelde.
"A quem Deus amou?" "Seja quem for." "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho único, para que todo aquele que nele crêr..." Significa todos os pecadores, todos os tipos de pecadores, todos os graus de pecadores, porque ele ama as pessoas do mundo. Você pode reconhecer-se como o pior dos pecadores, achar até que não tem jeito pra você, mas eu quero lhe dizer que isso não é nenhuma novidade pra Deus. Sim, Deus sabe disso. Ele é Deus. Ele sabe tudo sobre você. Mas isso não impede o amor de Deus. Quanto mais pecador, maior a Graça de Deus. Jesus é o único e suficiente sacrifício para a salvação. Não olhe para os seus pecados, esta noite. Olha para o Filho de Deus. E olhe para o amor de Deus. Tome posse da promessa de que: “quem nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
CONCLUSÃO: OLHE PARA JESUS.
Quando Charles Spurgeon, o grande pregador Londrino do século 19, foi convertido aos 16 anos de idade em uma pequena igreja Metodista, com 15 pessoas no culto, durante uma tempestade de neve. Um jovem pregador que não era pastor, pregou com base no texto de Isaías 45:22, "Olhe para mim e sede salvos, vós, todos os termos da Terra." Em determinado ponto ele olhou para o menino Charles e disse: "Jovem, olha para Jesus Cristo. Olha. Olha. Olha" O Jovem Charles Spurgeon disse: ”Vi de uma vez o caminho da salvação. . . À semelhança do episódio de quando a serpente foi levantada no deserto como está descrito em Levíticos, as pessoas olhavam e eram curadas. Eu estava esperando para realizar cinquenta coisas na minha vida, mas quando ouvi essa palavra, Olha! Pareceu-me uma palavra encantada! Oh! Olhei a ponto de ter os meus olhos quase sacados do meu rosto. Em seguida, a nuvem da escuridão tinha ido embora, e desse momento em diante eu vi o sol”.Eu digo o mesmo a você esta noite. Olhe para Jesus. Creia em Jesus. E você também não vai morrer eternamente.

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