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terça-feira, 3 de julho de 2012

NOTAS DIÁRIAS DA BÍBLIA - O PROPÓSITO DE DEUS NA ELEIÇÃO - ROMANOS 9: 19-33

Deus é Soberano, a Escritura assim o declara, essa é uma doutrina basilar de Gênesis a Apocalipse. Deus reclama para si o direito soberano de usar de misericórdia para com quem quer e não para quem não quer. Quem ousará contestar-lhe esse direito? Quem poderia tomar decisão tão sábia e soberana? O nosso papel é somente aceitar a eleição e reconhecer que Deus é Deus.

Deus usa a sua Soberania, que é um dos seus atributos, desde a eternidade. Deus exerceu a sua soberania quando decretou que o mais velho servisse ao mais novo, no caso de Esaú (o "profano", Heb. 12: 16) e Jacó ( a quem nomeou "Israel" - principe).

Outra vez vemos Deus exercendo a sua soberania quando escolheu a Faraó provocador e de coração endurecido para servir de lição objetiva de Sua ira.

Fez igualmente ao chamar os gentios que crêem para serem Seu povo, os quais antes não eram povo Seu.

Fez também ainda, quando restaurou o remanescente fiel de Israel aos privilégios e bençãos.

Além do mais, Ele tem declarado ser Sua vontade que todos quantos chamados à justiça da fé, encontrem-na. Ninguém fale em fatalismo - "Quem quiser tome de graça da água da vida" (Apoc. 22: 17).

terça-feira, 20 de março de 2012

VALE A PENA VOTAR E ESCOLHER PESSOAS HONESTAS?


Para muitas pessoas a resposta para a pergunta que encima esse artigo é um sonoro NÃO!!!! Essa atitude não tem nenhum valor.

A alegação de muita gente que se beneficia em tempos de eleição, como a que ocorrerá esse ano no Brasil, para eleição de prefeitos e vereadores, é que não vale a pena escolher pessoas honestas, porque o problema está na estrutura e não nas pessoas, senão vejamos: Num país onde o poder Legislativo é quem estabelece o salário do poder Judiciário e do poder Executivo, além de estabelecer o seu próprio salário, como pode ser levado à sério? Num país onde o Executivo nomeia desembargadores e juízes que poderão julgar as ações desse executivo, como pode ser considerado um país sério?

 As pessoas entendem que precisam receber do político aquilo que precisam, antes da eleição, pois se deixarem pra depois, já era. Os políticos sabem que se quiserem ser eleitos tem de dar algo em troca para o eleitor antes da eleição, pois se prometerem fazer alguma realização depois corre o risco de ficar sem votos. O povo que resolve confiar na palavra do político e nas suas promessas de campanha e este quando assume o poder não cumpre com as suas promessas, fica assim mesmo, o povo não tem um dispositivo a seu favor que obrigue o político a cumprir com as promessas e este fica no poder, na grande maioria das vezes, desviando os recursos públicos em seu favor e de seus familiares até a próxima eleição, onde o povo através do voto, poderá ou não elevá-lo novamente ao poder.

De que adianta isso? Se não há um dispositivo que impeça o político de continuar no poder por não estar fazendo o que prometeu? O que ocorre é que ele para se re-eleger, irá os recursos desviados para comprar o voto do povo, e o povo carente e querendo aproveitar em benefício próprio, pelo menos uma pequena parte desses recursos, ele vende o seu voto para o corrupto, ou seja, a situação é a seguinte: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.” É como uma parte do corpo humano que tem câncer, se tentar-se colocar uma parte boa para tentar curar a parte que está apodrecida, o que ocorre? A parte apodrecida apodrecerá a parte boa e de nada adiantará. O certo a fazer, é extirpar a parte podre e substituir por uma parte saudável para que a parte saudável se desenvolva normalmente.

Como fazer pra mudar o sistema canceroso do Brasil? Só tem uma solução, extirpando a estrutura cancerosa e substituindo-a por uma estrutura saudável, se não for assim, essa estrutura que ai está, cancerosa, sempre irá contaminar qualquer tentativa de corrigir o defeito, colocando-se um elemento saudável.


Como acreditar em uma saúde que está na UTI e os recursos para desenvolvê-la estão nos bolsos dos donos de hospitais particulares, de políticos (a grande maioria bandidos), transformados em fazendas, cursos no exterior e faculdades caras para os filhos. Como acreditar numa educação viciada, onde pilantras PTistas dominam a formação do pensamento de jovens universitários, que reproduzirão as alienações aprendidas nas salas de aulas das nossas "pobres universidades" públicas?


Como acreditar numa segurança onde os pobres policiais arriscam as suas vidas todos os dias no combate aos bandidos para ganhar um salário de miséria, enquanto que um bando de bandidos estão soltos nas Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e Congresso Nacional, ganhando dinheiro aos tubos, para mentir, roubar e manter o povo sofrido na miséria? 

Assim vai caminhando o Brasil, um país sem seriedade, sem vergonha na cara e que precisa ser re-inventado.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

PREDESTINAÇÃO OU LIVRE-ARBÍTRIO?

A Bíblia ensina que podemos escolher a Deus? Ou será que a Bíblia ensina que Deus nos escolhe?

Conheço muita gente que despreza a doutrina da eleição incondicional. Na verdade essas pessoas desprezam a doutrina reformada (que consequentemente desprezam o calvinismo). Para essas pessoas o calvinismo é tirano e não crer na pregação do evangelho por causa das suas doutrinas e credos. O que elas não sabem, é que a imagem que é frequentemente retratada como teologia reformada é a hiper-calvinista que assim como a doutrina arminiana, ambas são igualmente heréticas.

Porque essas pessoas não entendem a eleição, elas usam o argumento comum nas igrejas evangélicas hoje, indo além do que as Escrituras ensinam, essas pessoas argumentam em sua mente que Deus nos predestinou para a salvação, porque ele previu que iríamos fazer essa escolha, ou seja, eleição baseada na presciência. Hoje,esse é um agumento muito tolo e inútil.

O primeiro grande problema que encontramos com este argumento, e é um enorme problema, está no versículo utilizado para sustentar essa tese que é Romanos 8:29:

Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. (Rm. 8:29).

De acordo com o argumento dos críticos, Deus apenas prevê, em última análise o nosso esforço, não a sua soberania em decidir. Em outras palavras, a ponto desta interpretação é que Deus não causa a nossa fé, que apenas prevê a fé que é oriunda de nós mesmos. Mas o problema com esta interpretação é que não é coerente com o resto das Escrituras.

Em Gênesis 18:19 Deus diz de Abraão "Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito.”

Em Amós 3:2 Deus diz ao povo de Israel: "De todas as famílias da terra, somente a vós outros vos escolhi; portanto, eu vos punirei por todas as vossas iniqüidade." Ele conhecia todas as famílias, mas só escolheu Israel.

Em Mateus 7:23 Jesus diz aos hipócritas no dia do julgamento, "Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci, apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade."

Salmo 1:6 diz: "Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá." Ele conhece o caminho dos ímpios também. Mas ele conhece o caminho dos justos, no sentido de aprovar, reconhecer e amar.

Em Oséias 13:5 Deus diz a Israel: "Eu te conheci no deserto, em terra muito seca,” significando que ele tomou conhecimento de sua situação e cuidado para eles.

A Bíblia consistentemente ensina que Deus é o autor da nossa fé, e que nós não escolhemos nada. Aqueles que vêm a Cristo, vem pela vontade de Deus e não pela sua própria vontade. Eles não se tornam filhos de Deus por natureza ou por causa de suas próprias vontades, mas é o próprio Deus quem os fez seus filhos.

Em João 1: 13: “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

Deus, antes da fundação do mundo, escolheu certos indivíduos para fazer deles os objetos de Seu favor imerecido ou graça especial.

Marcos 13: 20: “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.”

Ef. 1: 4-5: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado.”

Apoc. 13:8: “e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.”

Os indivíduos de cada tribo, língua e nação foram escolhidos por Deus para adoção, não por causa de algo que essas pessoas fizeram ou deixaram de fazer, mas por causa de Sua vontade soberana.

Rom. 9: 11, 13: “E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama).... Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú.”

Rm. 9: 16: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.”

Rm. 10: 20: “E Isaías a mais se atreve e diz: Fui achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos que não perguntavam por mim.”

II Tm 1: 9: “que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos,”

 
Deus poderia ter escolhido salvar todos os homens (Ele certamente tem o poder e a autoridade para fazê-lo), e Ele poderia ter escolhido não salvar ninguém (Ele não tem a obrigação de salvar quem quer seja). Ao invés disso, optou por poupar alguns e deixar outros com as conseqüências do seu pecado.

Ex. 33:19: “Respondeu-lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer.”

Rm. 9: 14-24: “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. Porque a Escritura diz a Faraó: para isto mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra. Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz. Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade? Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?”

Atos 13:48: “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna.”

I Pd. 2:8: “e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos.”

O tema da eleição de Deus para a salvação é constante em todo o antigo e novo testamentos, não baseado em nossa própria vontade ou na nossa "escolha", mas sim, da vontade de Deus e de sua escolha. Romanos 8:28 ensina uma mensagem muito mais importante, que todos os que são predestinados serão salvos.

João 6:39: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia.”

Rom. 8:30: “Ditas estas coisas, muitos creram nele.”

Joao 6:37: “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.”

João 17: 2: “assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste.”

Eles são ovelhas de Cristo (João 10:1-30) que ouvem a Sua voz e por quem Ele morreu (João 10:15), a fim de dar-lhes a vida eterna e torná-los seguros para sempre na mão de Deus (João 10:26 - 30).

João 10: 26-30: “Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas."

As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um.”

As palavras de Jesus "está consumado" (João 19:30) é um doce som do plano completo de salvação na cruz. A morte de Cristo na cruz não foi para tornar a salvação possível. Cristo morreu na cruz para salvar efetivamente. Seu trabalho está terminado na salvação do povo de Deus, a quem ele escolheu desde a fundação do mundo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DOUTRINA DOS PACTOS - PARTE I

Conforme prometi aos meus leitores estou publicando os artigos que tratam da doutrina dos pactos, segundo o entendimento da Teologia Reformada. Espero que sirva para abrir o entendimento acerca dessa doutrina principalmente dos pós-reformados, porém que é encontrada na Confissão de Fé de Westminster, no capítulo VII.

Estou publicando à medida que vou fazendo o trabalho para a disciplina do Dr. Heber Jr. no CPAJ, logicamente publicarei aqui de forma resumida. Boa leitura.

A TEOLOGIA DOS PACTOS.
A preocupação com o ensino bíblico sobre os pactos tem sido uma distinção característica da teologia reformada. No entanto, nos últimos anos, a doutrina da aliança tem se tornado um tema de interesse no evangelicalismo, em grande parte por causa da aproximação crescente entre as escolas de interpretação dispensacionalistas e não-dispensationalistas.


A relação entre Deus e a humanidade é, em uma palavra, uma relação de aliança. Deus lida com sua criação em termos de aliança.

A disciplina “história da teologia cristã”, tem oferecido uma variedade de definições. Essencialmente, "aliança" é um acordo ou relacionamento entre duas partes. Quando falamos dos pactos entre Deus e a humanidade, o Senhor Deus soberanamente impõe os termos destes pactos, em conformidade com sua própria vontade.

Com respeito à história da doutrina cristã a teologia reformada contribuiu para o desenvolvimento e sistematização bíblica da doutrina dos pactos.

História Bíblica.

A história bíblica é estruturada em termos de uma série de pactos distintos. A Teologia Reformada tradicionalmente esquematiza a doutrina dos pactos, refletindo os decretos de Deus na criação e na redenção. Antes da criação do mundo está o plano ou o Conselho eterno de Deus¹ . Uma característica particular desse plano é o "Pacto da Redenção", feito na eternidade, entre o Pai e o Filho com respeito a salvação dos eleitos de Deus, aqueles a quem ele escolheu em Cristo, e os chamou eficazmente para a fé verdadeira e arrependimento na história por meio da regeneração e poder de convencimento do Espírito Santo de Deus. Eleição para a salvação é a finalidade da Aliança Redentora.

Os pactos iniciais.

O primeiro pacto histórico é o "Pacto das Obras", também chamado de "Pacto da Natureza" ou "Pacto de Criação". A terminologia " Pacto das Obras", é a mais comumente empregada por escritores reformados, e salienta o dever filial e obrigação dos filhos de Deus para tornar plena e perfeita obediência ao seu Criador.

O "Pacto da Graça", abrange a época da queda de Adão até o

Consumação da história com o retorno de Cristo. Esses Pactos são claramente ensinados nas Escrituras, por exemplo, na criação de Adão, no Sinai, na teocracia israelita, e na encarnação do Filho de

Deus "nascido de mulher, nascido sob a lei" (Gálatas 4:4).

Existe um tempo de provação, que é a maneira ordenada por Deus para a realização das bênçãos prometidas no primeiro pacto.

Apesar de manter os dois pactos, o pacto das obras inicial e o pacto das obras subsequente, a Teologia Reformada tem salientado ao mesmo tempo a singeleza de propósito e o plano de Deus. Por um lado ele reconhece a unidade e a continuidade da Antiga e da Nova Aliança ou Antigo e Novo Pacto (ou Testamentos), mantendo as diferenças e descontinuidades entre eles.

Assim como os decretos multiformes de Deus abrangem todas as coisas que passam pela história, assim também o decreto singular de Deus os une. Assim, podemos falar do decreto(s) de Deus como a causa final, o propósito predestinador de Deus pelo qual todas as coisas são predestinadas por Deus em seu eterno conselho.

As Controvérsias do escolásticismo protestante Reformado do século XVII levou à divisão entre os “infra” e os “supralapsarianos”. Em última análise, esses debates destacaram a natureza paradoxal da verdade bíblica, verdade essa que está além da compreensão humana finita.

[1] CAMPOS, Heber Carlos de. As duas naturezas do redentor. A pessoa de Cristo. São Paulo. Cultura Cristã. 2004. p. 51.


Nota: O termo Pacto é também conhecido como "Convenios", "Pacto", "Aliança", "Acordo".

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ACERCA DA JUSTIFICAÇÃO - PARTE I

ACERCA DA JUSTIFICAÇÃO - PARTE I
Por Rev. João d'Eça¹


Introdução:
A mensagem central da Bíblia é a boa notícia (Evangelho), que Deus realizou a salvação dos seus eleitos através da pessoa e obra de Seu Filho Jesus Cristo. O evangelho é a realização do objetivo histórico de Jesus Cristo em cumprir a lei e satisfazer a ira divina, para que eu possa ter comunhão com Deus. A doutrina da justificação, portanto, fica no centro da mensagem bíblica da salvação.

Calvino escreveu que a justificação não é um ponto de somenos importância doutrinária, não é um tema que deva ser debatido apenas pelos teólogos. "Onde o conhecimento é levado embora, a glória de Cristo é extinta, a religião é abolida, a Igreja é destruída, e a esperança de salvação totalmente derrubada". (Resposta para Sadoleto).

Se os nossos corações anseiam, como o coração de Calvino ansiava por ver Cristo glorificado, a verdadeira religião estabelecida, e a igreja edificada, é imperativo que refletimos profundamente sobre essa doutrina.

A REVELAÇÃO DA JUSTIÇA DE DEUS
As Escrituras deixam claro que toda a humanidade já nasceu morta em seus delitos e pecados, sendo filhos da ira por natureza (Ef 2:1-3). Através da transgressão de Adão, o pecado entrou no mundo e pelo pecado, a morte, que é o salário do pecado (Rm 5:12, 6:23).

Adão estava diante de Deus como nosso representante federal. Quando ele pecou, sua culpabilidade foi imputada a todos nós que somos seus descendentes, com exceção apenas de Jesus Cristo. “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens.” (Rom. 5:12 ).

Preso e condenado pelo pecado que herdou, o homem pode muito bem perguntar: "Como pode um homem ser justo diante de Deus?” (Jó 9:2). No entanto, Deus não deixou toda a humanidade perecer nesta condição. Em Romanos 3:21, Paulo faz uma declaração muito significativa: "Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela e pelos profetas;" A frase "mas agora" não é uma transição lógica, mas uma redenção histórica. A Lei e os Profetas testemunharam a vinda dessa justiça: "...minha salvação está prestes a vir, e a minha justiça, prestes a manifestar-se”. (Isaías 56:1; 46:13, 51:4-8, 59:15-21; Salmo 98:1-2 ). Mas agora Deus soberanamente interveio para inaugurar uma nova criação. E Ele o fez "para além da lei", porque a lei só poderia exigir, mas nunca fornecer a justiça que Deus requer.

Qual é nova obra de Deus que revela a Sua justiça? É nada menos que a "exposição" do Seu próprio Filho, cuja obediência, morte e ressurreição, demonstra a justiça de Deus, de modo que ele será justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus e pela palavra do evangelho entrega a sua vida a ele. (Rm 3: 25-26). Por esta razão, Paulo enfatiza repetidamente que "é a justiça de Deus". (Rm 1:17; 3:21-26, 2 Coríntios 5:21; Fil. 3:9).

A vinda de Jesus Cristo foi a inauguração de uma nova aliança. Assim como o primeiro Adão estava diante de Deus como nosso cabeça federal ou nosso representante, o último Adão, Cristo é também o representante dos eleitos. (Rom. 5,12-19). Quando Ele obedece, Sua justiça é imputada a todos os que estão unidos a Ele pela fé. (Rom. 5:18).

Vemos esta aliança de Cristo em todas as narrativas do Evangelho. Quando Jesus foi batizado com o batismo de arrependimento por João, ele se identificou com o pecado do Seu povo. Embora João tenha ficado perplexo com isso, Jesus teve que ser batizado para "cumprir toda justiça". Logo que ele saiu da água, o Espírito de Deus desceu sobre Ele em forma de uma pomba e uma voz veio do céu e disse: "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo (estou bem satisfeito)". (Grifo nosso). ( Mat. 3:15-17).

Jesus foi igual a seus irmãos em todos os sentidos, exceto no pecado, a fim de entrar no lado humano da aliança e viver a vida perfeita de obediência diante de Deus que se exigia de nós. O tema continua na narrativa do evangelho, porque Jesus é imediatamente enviado para o deserto para ser tentado pelo diabo (Mat. 4:1-11). Ao contrário de Adão, Jesus obedeceu ao Pai e resistiu à tentação da serpente.

Continua no próximo post.

¹Pastor presbiteriano, Mestrando em Teologia pelo CPAJ/Mackenzie

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A IMPORTÂNCIA DA PREDESTINAÇÃO.

A IMPORTÂNCIA DA PREDESTINAÇÃO


A doutrina da predestinação é fundamental para a fé reformada.

1. É proibido para nós, acrescentar, tirar algo, ou dar a nossa própria interpretação para a Palavra de Deus.

Textos: (Deut. 4. 2) e (Ap 22. 18-19).

A preciosa doutrina da predestinação está incluída nessa proibição. Nós somos ministros de Deus e embaixadores por Cristo, como tal a nossa responsabilidade é a de levar a mensagem como nos foi revelada, sem acrescentar ou tirar nada, bem como falar das nossas impressões. Nosso dever é repassar a mensagem sem reservas.

2. Jesus Cristo e os seus apóstolos pregaram a respeito da doutrina da predestinação.

Eles declararam aos seus ouvintes, "todo o conselho de Deus". (Lc 4,25-29; At 20,27; Rom 9-11; Ef 1, 4, 1 Ped. 1,18-21 ; Judas 4; 2; João 1-3).

"O que devemos fazer?"

William Plumer pergunta .
- "Se isso ofende a alguém, devemos desistir?
- Precisamos fazer as pazes com a maldade humana?
- Temos que silenciar para não ofender?

3. Os grandes heróis da fé do passado, pregaram essa doutrina.

No entanto é uma doutrina que é intragável para a mente carnal.

Agostinho repreendeu aqueles que o acusavam de pregar expositivamente, ele dizia: “não devemos acrescentar nada ao que Deus já revelou".

Lutero escreve : "No capítulo nove [dez e onze de Romanos], o apóstolo ensina sobre a predestinação eterna de Deus. Ele diz como Deus busca aqueles que irão crer ou não e os livra dos seus pecados”. Diz ainda, a respeito da predestinação: “... se a questão dependesse de nós, certamente nem uma só pessoa seria salva. Como, no entanto ... Sua predestinação não pode falhar , e ninguém pode derrotar o propósito de Deus, a nossa esperança contra o pecado permanece".

Calvino diz o mesmo: aqueles que tentam derrubar "esse artigo primeiro de nossa fé ... a predestinação eterna de Deus... demonstra a sua malícia e a sua própria ignorância."

4. Toda a verdade está interligada.

A doutrina da predestinação é o vínculo que liga e mantém junto todo o sistema cristão, que, sem ela, tudo vira areia, pronto a ruir em pedaços. Essa doutrina é o cimento que mantém todo o conjunto, é a alma que anima todo o quadro. É tão misturada e entrelaçada com todo o esquema da doutrina do Evangelho que, quando ela é excluída, o último sangra até a morte.

5. Pregar sobre a predestinação é fundamental para o conforto dos crentes.

A doutrina da predestinação soberana de Deus deve ser publicamente ensinada e pregada, para que os crentes verdadeiros possam entender e conhecer-se como objetos de especial amor e misericórdia de Deus, confirmado e reforçado na certeza da sua salvação ... “Para o cristão, esta deve ser uma das doutrinas mais confortável em todas Escritura." ( Loraine Boettner ).

Se quisermos ser um meio de conforto para o povo de Deus, devemos assegurar-lhes que Ele escolheu-nos amar antes da fundação do mundo, que Cristo morreu por eles de modo particular e que o Espírito Santo que os regenerou, certamente encaminhá-los-á ao céu.

6. Esta verdade deve ser pregada para incentivar os pregadores .

Foi assim com Paulo: "Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo, e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade." (At 18,9-10 ).

Na verdade o trabalho de fundar uma igreja ali, havia apenas começado. Contudo, Deus diz: "Eu tenho muito povo nesta cidade”.

Não podemos dizer que Deus estava simplesmente informando a Paulo que Corinto era uma cidade populosa. Ele já sabia disto. A razão de Deus dizer isso a ele é clara em toda a Bíblia, entre a multidão de ímpios daquela cidade, muitos eram os eleitos de Deus, a quem o Senhor iria salvar através do ministério de Paulo, dando-lhes o conhecimento salvífico de Cristo. Se Deus não elege os seus eleitos, pregamos em vão.

Essa doutrina foi revelada a nós para ser crida e pregada. A desculpa de que as pessoas irão rejeitá-la, ou que ela é injusta, ou que vai causar polêmica, é irrelevante. Se Deus nos ordenou a pregá-la, desobedeceremos por nossa conta e risco.

Uma coisa é certa: Deus faz tudo para a Sua glória, traz conforto e esperança aos seus eleitos, e deixa os incrédulos, sem desculpa. Ao fazer isso, ele cumpre perfeitamente o objetivo para o qual Ele revelou-se a nós.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

PREDESTINAÇÃO COM BASE NA PRESCIÊNCIA?

By Rev. João d'Eça

Predestinação, esse é um assunto que divide opiniões, porém muitas das opiniões não condiz com a revelação de Deus, a Bíblia, e fere de morte doutrinas como a da Soberania e Eternidade de Deus.

Os que não compreendem a doutrina da Predestinação, muitos dos quais com base em seus pressupostos arminianos, dizem que a "predestinação" tem por base a "presciência", ou seja, Deus previu os que iam ser salvos e efetivamente os salvou.

Para se afirmar esse posicionamento tem-se que resolver um grande problema: Se Deus previu de antemão os que iam ser salvos, ele não os predestinou (porque predestinar significa determinar antes dos acontecimentos), se ele previu é porque já estava determinado. Quem determinou?

Se Deus não determinou, alguém determinou para que ele pudesse prever. Se alguém determinou para que ele pudesse prever, esse alguém é maior do que ele, pois pode determinar os acontecimentos do universo e Deus só poderia ver o futuro.

Se ninguém determinou e Deus previu, então as coisas acontecem aleatoriamente, sem que ninguém comande ou controle, e se as coisas acontecem aleatoriamente, então Deus não está no controle das coisas e portanto, não seria Soberano. Esse não seria o Deus revelado nas Escrituras Sagradas.

Portanto afirmar-se a predestinação com base na Presciência, é uma heresia, pois este argumento diminui a Deus a uma condição de mero expectador do universo, com o poder de apenas ver os acontecimentos futuros, sem ter o controle da situação e sem o poder de mudar nada.

PREDESTINAÇÃO é portanto um ato soberano de Deus, em que ele determina todos os acontecimentos como estes irão acontecer. O ser humano não tem nenhuma participação nesse ato de Deus. O Senhor salva o homem pela graça somente, elege os que serão salvos e permite que os perdidos sigam o seu curso rumo a danação eterna.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

CARTA ABERTA AOS EVANGÉLICOS BRASILEIROS

Os partidos já lançaram os seus candidatos pelos seus partidos para concorrerem à presidência da República brasileira. Agora estão diante de nós aqueles que logo estarão fazendo promessas mirabolantes para ganhar os votos do povo, e nesse bojo estão os evangélicos, que são uma parcela considerada do eleitorado e que não pode ser desprezado.

Na verdade, nós os evangélicos podemos até decidir a eleição, basta juntos ficarmos de uma lado, do lado daqueles que não nos perseguem, do lado daqueles que nãoelaboram projetos para nos silenciar, do lado daqueles que não roubam o dinheiro público por meio de sanguessugas e mensaleiros, do lado daqueles que não expulsam os seus deputados por não concordarem com a política do partido de matar criançinhas que ainda não nasceram, do lado daqueles que não defendem leis anacrônicas e absurdas que ameaçam de prisão pessoas que querem o bem da família e do cristianismo.

Se você é contra todos esses que assim estão fazendo desde 2002, então você é contra o PT e se você é contra o PT não pode se deixar ENGANAR pelo Bolsa (compra de votos) família e votar na candidata guerrilheira, assaltante e criminosa.

O que eles querem é calar a boca de pastores, de padres, de pessoas religiosas que creêm em Deus e na família, querem que os seus projetos "Direitos Humanos" tirem o nosso direito de sermos crentes e de vivermos a nossa fé e religiosidade. O PT quer nos silenciar, quer nos impedir de propagar a nossa fé e de falar para as pessoas que só Jesus Cristo salva. Para eles, nós não podemos dizer isso, pois seria uma agressão à fé de quem tem um pensamento religioso. Para eles cada um na sua fé sem ser incomodado por ninguém, ou seja, querem tirar o nosso direito de tentar converter alguém a Cristo pregando-lhe o Evangelho, para os comunistas petistas dos "direitos i-numanos", pregar para alguem na intenção de fazê-lo mudar de crença ou de fé, é CRIME passível de cadeia.

Por esta razão, conclamo os evangélicos do Brasil a não votar em nenhum candidato alinhado com o PT, o PC do B, com o PSB, com o PPS, com o PSDB e outros. É melhor anular o voto do que votar em quem nos persegue.

Você sabia se nós ANULARMOS o nosso voto nós podemos fazer a Reforma Política no Brasil?

É isso ai!

A Lei Eleitoral diz que se metade mais um dos votos válidos forem NULOS, terá de ocorrer uma nova eleição e os candidatos que concorreram tem de ser substituidos. Não é legal? O povo tem como fazer a Reforma Política de que tanto o Brasil precisa. VOTE NULO!

Já que não há nenhum candidato digno de confiança, já que a maioria dos candidatos estão alinhados com os Urubús do PT, então VOTE NULO e faça a Reforma Política.

terça-feira, 18 de maio de 2010

EM TEMPO DE ELEIÇÕES, EM QUEM NÃO VOTAR?

Estamos num ano de eleição e muitos candidatos estão pedindo votos para a população em todos os Estados. Partidos também estão lançando as suas plataformas políticas e tentando convencer a população a lhes darem um voto de confiança para os seus projetos para a Nação Brasileira.

Nós, Evangélicos do Brasil, somos uma população de mais de 30 milhões de pessoas e os católicos também que completam a população de cristãos que vivem para obedecer a Palavra de Deus e sob os valores e princípios eternos expressos nas Sagradas Escrituras.

Os partidos de esquerda, em que pese terem cristãos de linha pró-família nos seus quadros, são na sua totalidade defensores de leis que restringem a liberdade de expressão e querem formar uma sociedade sem os cristãos, querem silenciar os crentes, querem que as igrejas evangélicas sejam meras instituições de cultura religiosa, sem a prorrogativa de salgar e iluminar o mundo, conforme o ensino de Jesus Cristo.

Esses partidos querem dar direitos aos homossexuais que nenhum outro grupo no Brasil tem, querem dar a eles super proteção e silenciar a oposição ou a crítica. Hoje qualquer cidadão brasileiro pode criticar o papa, o presidente, o ministro, os deputados, os senadores, o governador, podem criticar Deus, Jesus Cristo, o presidente Obama ou qualquer outro grupo ou pessoas, mas se as leis que os partidos de esquerda querem votar forem aprovadas, quem criticar o estilo de vida homossexual ou não concordar com os seus posicionamentos, serão presos e condenados a até cinco anos de cadeia, de acordo com os projetos que estão tramitando no Congresso Nacional.

A pressão que os grupos de LGBTs tem feito em cima dos políticos e da sociedade, visa forçar a população a votar em políticos e ou partidos que defendem a sua bandeira "colorida" de lutas, ou seja, a aprovação dessas leis (principalmente o PL 122/2006).
Portanto conclamo os evangélicos do Brasil a NÃO VOTAREM nos partidos de esquerda, principalmente PT, PC do B, PSTU, PPS e PSDB, bem como nos outros partidos "satélites" a esses que querem acabar com a voz das igrejas e silenciar os valores e princípios bíblicos. Eles querem reescrever a Bíblia de acordo com o seu pecado, querem dizer que o pecado do homessexualismo, pederastia, efeminados e tropeza, não é mais pecado, para eles a BÍBLIA É HOMOFÓBICA E PRECONCEITUOSA e por esta razão deve ser destruída, ou senão, reescrita para ficar de acordo com a sua perversão.

CONCLAMO AOS PASTORES E LÍDERES EVANGÉLICOS A ORIENTAREM OS SEUS MEMBROS A VOTAREM EM CANDIDATOS QUE NÃO SE ALINHEM AS REIVINDICAÇÃO DOS GLBTs.

Esses grupos estão aliciando juízes, advogados, professores, partidos políticos, estão se infiltrando nos movimentos sociais, nas universidades, nos movimentos populares para alcançarem os seus objetivos depravados e pervertidos.

Eles querem direitos que ninguém mais tem, cujo objetivo é implantar um sistema diabólico de perseguição aos que forem contra. As leis brasileiras dão direitos iguais a todos, sejam eles homossexuais, heterossexuais ou qualquer outro cidadão, só que eles querem ser INCRITICÁVEIS, querem punir quem for contra os seu estilo de vida, querem perseguir e silenciar os que são defensores da família e dos cristianismo.

Por esta razão CONCLAMO os crentes a não votarem em candidatos a Deputados Federais, a Senadores da República, a Deputados Estaduais, a Presidente da República (Dilma e Serra) e a Governadores, que defendam a aprovação dessa Lei exdrúxula e anacrônica que é o PLC 122/2006.

FIQUEM ATENTOS, não dê seu voto para os partidos de esquerda e para os candidatos que defendem esses projetos dos gays. Votem em candidatos evangélicos e católicos alinhados com a proteção do crsitianismo, com a proteção da família, com a liberdade de direitos já garantidos na Constituição do Brasil.

LEMBREM-SE, OS EVANGÉLICOS NO BRASIL SÃO 3O MILHÕES E FAZEM A DIFERENÇA NA ELEIÇÃO, NÃO VOTEM NOS PARTIDOS DE ESQUERDA QUE DEFENDEM O PLC 122/2006. 

O que eles querem é ganhar o seu voto e depois votar contra você e sua fé. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

E N T R E V I S T A.

Por

Pr. João d'Eça
Concedí por telefone a seguinte entrevista ao repórter Antônio Nogueira do blog "Política Limpa", para uma entrevista sobre o momento político e eleições.
Transcrevo abaixo as principais perguntas feitas e as minhas respostas:
PL: "O sr. critica bastante o socialismo! O sr. tem admiração por alguma ideologia política?"
Jd: "Eu tenho simpatia pelos princípios republicanos, do tipo americano, mais discordo do modêlo político republicano para a saúde e para a educação. Eu creio que a principal e fundamental atribuição de um governo é promover saúde, educação e segurança ao cidadão. Acredito até que deveria ser proibida a atuação da iniciativa privada nestas áreas. Para mim a saúde deveria ser universal e de qualidade excelente, sendo vedado à iniciativa privada fazer hospitais privados ou planos de saúde em grupo. O Estado deveria proporcionar ao seus cidadãos que pagam impostos, o retorno desses impostos nessas três áreas principais".
PL: "Mais isso não é socialismo?"
Jd: "Eu concordo com algumas coisas no socialismo, essa é uma delas. O que eu não concordo no socialismo é o humanismo exacerbado, é colocar o homem como centro de tudo. Não concordo com a "divinização" do homem ou da sociedade. Não concordo com política de "valores" do socialismo, que exclui o sentimento religioso e propõe a destruição da família através de politicas educacionais e de direitos às minorias através de força de lei e perseguição de quem se opõe".
PL: "O senhor é contrário às políticas para as minorias?"
Jd: "De jeito nenhum, acredito que as minorias devem ser resguardadas por leis que protejam os seus direitos, mas, por exemplo, leis como a Lei do Aborto (proposta do governo de esquerda do PT) e o PLC 122/2006, a chamada "Lei anti-homofobia", são um verdadeiro absurdo. A primeira não leva em consideração o direito à vida dos infantes, deixando que a mãe ou o pai de forma cruel, possa decidir assassinar legalmente o filho que geraram. A segunda, dá à minoria dos homossexuais, direitos acima de qualquer outro cidadão, tornando os adeptos do homossexualismo, como intocáveis, inquestionáveis, in-criticáveis. Já existem leis que protegem essas minorias e outras. O que precisa é se aperfeiçoar as leis para que esses cidadãos tenham direitos de fato, mas respeitem os que pensam em contrário e vivam a sua homossexualidade na sua privacidade".
PL: "Mas os heterosexuais não vivem também em público a sua afetividade? Porque os de outra identidade não podem?"
Jd: "Porque é algo anti-natural. Choca as pessoas, causa espanto até mesmo quando vemos um casal hetero em carícias, imaginem quando se vê um homem com outro homem ou uma mulher com outra mulher? Isso deve ser guardado para a privacidade e não para ser exposto em público".
PL: "Voltando à política, o sr. vota em "irmão"?"
Jd: "Depende quem seja esse irmão de fé. Por exemplo, se ele é um pastor eu não votarei nele com certeza. Entendo que o pastor tem um chamado de Deus, ele recebeu um cajado para conduzir ovelhas, essa é a sua principal tarefa, sua vida, seu sacerdócio. Assim como não voto em um médico para qualquer que seja o cargo político, pois entendo que a medicina é também um sacerdócio. Não posso admitir um médico querer ser um político só para ganhar mais dinheiro. Se pelo menos fossem para o parlamento para fazer leis que dessem ao cidadão o direito à saúde de qualidade vá lá, mais não é isso que vemos. Tantos médicos no parlamento ou no executivo e nada de mudanças. Assim também é com relação aos pastores. Creio que pastor é "pastor", político é "político". Agora se um irmão da igreja almejar a carreira política e tiver um chamado cristão para isso, eu apoio a iniciativa, desde que seja sob a orientação pastoral e não partidária".
PL: "O que o sr. acha que os pastores candidatos estão almejando?"
Jd: "Particularmente eu creio que a grande maioria deles querem se locupletar, querem obter ganhos para os seus ministérios, querem ganhar muito dinheiro e por fim, querem dominar. Essa é a típica "Síndrome de Lúcifer", quando ele disse pra Jesus em Mateus 4, mostrando-lhe os reinos e tesouros do mundo, falou: "tudo isso te darei se prostrado me adorares". Jesus não aceitou a proposta, mas muitos homens até hoje a aceitam".
PL: "O argumento de muitos que eu entrevistei, é que por muito tempo eles foram esquecidos e que os recursos públicos só servem pra folclore e eventos como carnaval, festas juninas e outros..."
Jd: "Creio que a obra de Deus é feita com a fidelidade dos fiéis (dízimos e ofertas voluntárias), que as pessoas virão a Deus não por força de persuasão como disse Miquéias: "Não por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor. Não creio que a igreja de Deus precise da política para ser a igreja militante e testemunha da Verdade. A igreja católica romana que se aliou com a política no passado, de Constantino até Hitler, cometeu crimes tanto por ação quanto por omissão. Esse é o resultado da união da política com a religião, não dá certo".
PL: "O sr. já tem os seus candidatos para a eleição de domingo? Eles são crentes?"
Jd: "Sim eu já tenho os meus candidatos. Aliás quando os nomes são postos à escolha do eleitor, logo nos primeiros dias eu escolho os meus e até hoje eu nunca tive de mudar. Quanto a se são crentes? Só um deles é, o meu candidato a vereador, e ele não é pastor".

segunda-feira, 30 de junho de 2008

VAI COMEÇAR A CAMPANHA ELEITORAL!!!


Por
João d'Eça

Vai começar uma nova campanha eleitoral no Brasil. Desta vez os eleitores (assim como fazem de 2 em 2 anos), irão às urnas para elegerem vereadores e prefeitos.
É bom saber que ninguém é obrigado a votar, mas sim, comparecer às urnas.
Ninguém pode te obrigar a escolher qualquer candidato, portanto caro eleitor, você não é obrigado a votar. Você pode anular o seu voto, votar em branco ou escolher alguém. Se você fizer uma destas três opções, ninguém ficará sabendo, concluimos que o eleitor não é obrigado a escolher ninguém, ele é livre pra fazer o que quiser com o seu voto.
Daqui até a data do primeiro turno, o eleitor será assediado de todos os lados. Será abraçado, será cumprimentado, será beijado, será chamado de amigo, enfim será o centro das atenções.
Daqui pra frente o eleitor será convidado para almoços, jantares, coffee-bracks e outros, tudo na intenção de que no dia da eleição, esse assédio se transforme em voto, depois, tchau...se o eleitor não fizer malabarismos na tentativa de encontrar o eleito, ele não terá mais nenhuma chance de ficar frente-a-frente com ele.
Conheço políticos que me chamavam pra participar desses eventos antes da eleição, depois de eleitos, nunca mais os vi frente-a-frente, nunca mais fui convidado pra nada e sei que só os verei de novo na campanha para as próximas eleições.
Caro eleitor, não se deixe enganar, você é dono do seu voto.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

PAC: O QUE É PAC?


Por
Rev. João d'Eça
O Presidente Luís Inácio (Lula), lançou o PAC e anda dizendo pelo País, que a mãe do PAC é a ministra chefe da Casa Civil (foto), (Substituta do Aloprado Zé Dirceu), que todos os méritos são dela e que lançará o programa Brasil à fora, como tem feito em muitos Estados.
O Presidente Lula marcou pela "milésima" vez, uma visita a São Luís, capital do Maranhão, para aqui lançar obras do PAC, mas aqui não esteve. A visita foi marcada para o último dia 5 de Maio, foi cancelada. Acontece que no mesmo dia o presidente estava lançando obras do PAC em Teresina, capital do Piauí, que fica a pouco mais de 400 Km de São Luís, mais aqui ele não veio.
Será por qual razão? Dizem que o Sarney não deixa ele vir aqui, senão tira o apoio no senado e Lula tem pavor só de pensar que isso possa acontecer, por esta razão, submete-se à Sarney.
O que São Luís fez de mal pra Lula? Em que nossa Ilha o prejudicou? Recentemente, na eleição para o segundo mandato, Lula obteve a maioria esmagadora dos votos, então porque ele foi proibido (se é que foi?), de pisar na Ilha de São Luís?
Se fosse o "Tiririca" era justificado, pois aqui no Maranhão (em Imperatriz), tocaram fogo no circo dele no início da carreira, mas Lula, ninguém por aqui fez nenhum mal pra ele. Será que ele não vem aqui em São Luís, para punir o seu partido o PT, que aqui, é menor que diminuto em termos de filiados?
Nota: A última vez que Lula veio em visita a São Luís, foi na campanha para o primeiro mandato, nem me lembro quando foi (quem lembrar me diga), e parece que tiraram todos os registros da Internet (não sei por quê?), todas as tentativas de pesquisa que fiz não deram em nada.
E o PAC? O que é o PAC?
Eu tentei de todas as formas decifrar o verdadeiro significado de PAC, e, juntando as peças, montando o quebra-cabeça, analisando o que tem sido feito nos lançamentos do PAC no Brasil, cheguei à conclusão que PAC quer dizer: PROPAGANDA ACINTOSA DE CAMPANHA. Que visa implacar a Dilma (Ministra da Casa Civil) como candidata para as eleições em 2010, pois em todos os Comícios, opss, digo, lançamentos do PAC que tem ocorrido, essa tem sido a temática.
Portanto, para os que não sabiam o verdadeiro significado de PAC, ai está:
PAC é:
PROPAGANDA ACINTOSA DE CAMPANHA.

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