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sábado, 31 de março de 2012

ANOTAÇÕES NOS SALMOS - A VAIDADE DA VIDA - SALMO 39

Quando refletimos sobre a vida humana, geralmente encaramos o resultado de nossas reflexões com muito pessimismo. Os planos que fazemos quando jovens, as promessas encantadoras de sucesso esvai com o passar do tempo e a aproximação da velhice e a maioria das pessoas vendo aproximar-se o túmulo, exclamam como Jó e como Voltaire: "Quisera nunca ter nascido".

Aqui nesta Salmo, Davi sumariza nesta sentença que segue; "...Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja é pura vaidade." (v, 5).

A luta diária do homem é para adquirir riquezas, depois ele deixa tudo aqui e não sabe pra quem deixa. Nunca se viu um cortejo fúnebre indo em direção ao cemitério e atrás do carro funerário um carro-forte levando tudo o que o defunto amealhou em vida para ser enterrado com ele.

É então que toda que a sua formosura se consome, como pela traça (v, 11). É muito importante, porém triste, aprender "que somos frágeis demais" e quanto são curtos os nossos dias aqui na terra.

Porém, essa realidade inquestionável não é verdadeira para o crente fiel. O cristão pode dizer: "Tu és a minha esperança" (v, 7). Deus nos deu a Vida Eterna por meio de seu Filho Jesus Cristo. Esse é o nosso maior presente. 

Essa esperança o mundo não tem.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Salvação: Presente, Passado e Futuro

No mês de Agosto passado no CPAJ, cursei a disciplina “Puritanismo e Escolásticismo protestante”, onde vimos os teólogos da pós-Reforma, puritanos de um brilhantismo sem par. Estudei vários deles e me interessei por um em especial, Herman Witsius, pela sua ousadia e brilhantismo acadêmico nas obras que escreveu.


O que mais chamou-me a atenção foi a teologia dos pactos, especialmente o “Pactum Salutis”, ou Pacto da Redenção, onde na sua obra mais importante, “The Economy of Covenants...” ele trata do assunto em um capítulo inteiro, explicando inclusive exegeticamente a sua argumentação.

Esse artigo trata da salvação, tendo por base a “Doutrina dos Convênios”, no tópico “Pactum Salutis” ou Pacto da Redenção. Boa leitura.

"O tempo passado e o tempo presente estão os dois juntos no tempo futuro", escreveu T. S. Elliot.

Suas palavras simples e eloqüentes descrevem o fluxo normal da história. Mas a carta aos Hebreus apresenta uma perspectiva muito diferente sobre os propósitos de Deus e dos padrões no fluxo da história.

Lá, seria verdade dizer que o futuro determina o passado e o presente, ao invés do contrário. Para entender Hebreus - e, portanto, compreender como a Bíblia como um todo funciona - precisamos entender esse enigma: O invisível é mais importante do que o visível. O futuro vem antes do passado. O novo é mais fundamental do que o antigo.

O que significa tudo isso?

Simplificando, significa que a história do Senhor Jesus, Sua pessoa e obra, não é um plano “B” de Deus, para suprir o que deu errado no Éden. Não - a vinda de Cristo estava no plano de Deus antes da queda.

Evidentemente que de um certo ponto de vista, o Antigo Testamento serve como modelo do que Cristo viria a realizar, mas Hebreus nos ensina a nunca perder de vista o fato de que o sacerdócio, os sacrifícios, a liturgia e a vida da igreja no Antigo Testamento “são sombras do que viria”. Cristo é o original, Ele é o protótipo. Este princípio é exemplificado em sua expressão mais clara em Hebreus 9:23, que se refere ao tabernáculo do Antigo Testamento, o sacerdócio e os sacrifícios como "figuras das coisas celestiais." Contudo, mais pitorescamente, Hebreus 10:1 descreve a lei como "sombra dos bens vindouros”. Cópias dependem de um original, uma sombra não existe além da pessoa cuja sombra é projetada.

O Sacerdócio de Cristo é o verdadeiro sacerdócio que é prefigurado no sacerdócio Aarônico. O significado mais profundo do sacrifício de Cristo é expresso de forma fragmentada no sistema de sacrifícios mosaico. Mas é claro que essas sombras são apenas isso - as sombras, sugestões, esboços - e nada mais.

A repetição diária do ministério sacerdotal do sacrifício no altar, a incompetência do sangue de um animal para tirar a culpa de um ser humano - são indícios de que este acordo, embora divinamente ordenado, não é o final. Algo que está além dele, para o qual ele aponta aqui, é maior, mais duradouro, mais gratificante, mais real, porém, ainda por vir (Hebreus 11:39-40).

CS Lewis, em uma de suas obras mais famosa, “As crônicas de Nárnia”, descreve a terra de Nárnia que foi colocada sob o feitiço da “Feiticeira Branca”. Sua magia é profunda, criando um mundo onde é "sempre inverno, mas nunca é Natal."

Mas, através do sacrifício do “Rei Leão, Aslan”, uma magia "mais profunda desde antes da aurora dos tempos" é lançada, através da qual a terra se liberta e é salva da maldição. O tempo futuro já estava preparado no tempo passado. Portanto, no Evangelho Deus tem um plano, esse plano é chamado o Pacto da Redenção, (Pactum salutis).

Teólogos famosos como Thomas Boston e Jonathan Edwards discordaram de outros teólogos que defenderam o “Pacto da Redenção”, quanto a saber se o plano deve ser descrito como um pacto a todos.

O Deus triúno tinha um plano, que envolveu o compromisso mútuo entre o Pai e o Filho e o Espírito para salvar um povo. Esse é o posicionamento de teólogos da pós-reforma como Herman Witsius, cuja obra escrita sobre a teologia dos pactos é fenomenal.

Antes de todos os tempos, antes de todos os mundos, quando não havia nada "vazio completo" o próprio Deus-Pai, o Filho e Espírito Santo habitavam a eternidade, planejaram de modo eterno, absoluto e inimaginável, na sua trindade santa – fizeram um Pacto Eterno de criar um mundo que iria cair, mas que iria ser alvo de sua graça e salvação eterna.

Esta graça profunda de Deus, de antes do amanhecer do tempo - retratada nos rituais dos líderes e das experiências dos santos do Antigo Testamento (cf. Heb. 11:39-12:3) - agora é a nossa salvação. Estas são as dimensões do que o autor de Hebreus chama de "tão grande salvação" (Hb 2:3). Nossa salvação depende da aliança de Deus, enraizada na eternidade, no plano da Trindade, prefigurada na aliança mosaica, cumprida em Cristo, e que permanece para sempre.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

JOÃO 3: 16 - PARTE 4

Aqui está a última parte da série de mensagens em João 3: 16, pregadas nesse mês de Novembro na IPMM.
O próximo tema em destaque é o nosso Destino Final: A Eternidade.
O DESTINO: VIDA ETERNA João 3: 16
Mais uma vez quero chamar a atenção da sua mente e do seu coração para as palavras de Jesus em João 3:16, "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Estas palavras nos alertam para o perigo em que nos encontramos sem Jesus, que é perecer eternamente. Estes versículos contribuem para a maravilhosa esperança de sermos resgatados por Deus, através do Seu amor em enviar o seu Filho. Na semana passada, vimos na terceira mensagem da série, sobre o nosso dever de crermos em Jesus e no seu amor, que nos garante a salvação eterna nEle. Nesta semana vamos nos concentrar no tema do DESTINO DOS QUE CREÊM: a vida eterna.
A Derrota final: perecimento. O Desígnio de Deus: o amor. O Dever: FÉ. O Destino: a Vida Eterna
Em João 10:10, Jesus disse: "Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” Então a vida eterna, é o objetivo de Cristo, para todos os salvos. Hoje à noite, como num jogo de vídeo-game, iremos andar através dos estágios da vida eterna. Você participará, perguntando-se, em qual desses estágios você está. Qual é a sua experiência de vida eterna? Fase 1: Em Cristo. É a vida eterna em Cristo.
João 1:4, "A vida estava Nele, e a vida era a luz dos homens". Ou em João 14:6 Jesus disse, "Eu sou o caminho, a verdade, e a vida." A vida eterna é acima de tudo a vida do Filho de Deus. Trata-se do Deus da vida.
É um ato sobrenatural. Não é algo que podemos ter pela natureza. Se temos de obtê-la, vamos recebê-la como um dom (cf. 17:2; 10:28) e como um ato sobrenatural, que nenhum ser humano pode produzir. A vida eterna é a vida de Cristo. "A vida estava Nele, e a vida era a luz dos homens".
Fase 2: Através da Palavra de Cristo.
A vida eterna vem até nós através da Palavra de Cristo.
Em João 6:68 Pedro diz a Jesus, "Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna" (cf. 5:24). A vida de Cristo ao mundo é mediada através de suas palavras. Ele próprio se chama na Palavra de Deus: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (João 1:1, 14).
Quando Jesus estava conosco na terra, falava sobre palavras de vida. Ele ensinou aos seus discípulos para irem ensinar o que ele ensinou. Então a vida eterna é vivida e compartilhada a partir de Cristo para outras pessoas através de sua Palavra.
Fase 3: Deus Chama as pessoas a Cristo.
Em João 6:44 Jesus diz: "Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia".
Em João 3:20 O apóstolo descreve a natureza daqueles que odeiam a luz. É como se eles dissessem: “nós não queremos entrar porque estamos com medo de que nossos erros sejam expostos pela luz da vida”. Nossa única esperança é Jesus Cristo. Ele desfaz o nosso ódio pela luz e abre os nossos olhos para ver a luz de Cristo, para quem ele realmente é. Quando a vida eterna entra em nossas vidas, começamos a ver Jesus. E é a isso que Deus está nos chamando a fazer. Ele abre os nossos olhos para começarmos ver a Jesus. É este o estágio da vida eterna onde você está? Você está vendo ao Senhor Jesus Cristo?
Fase 4: Crer em Cristo.
Recebemos a vida eterna, através de crermos em Cristo.
Jesus diz em João 15:5, "Eu sou a videira e vocês são os ramos." Em outras palavras porque cremos em Cristo, estamos unidos a ele, assim como o ramo está unido à videira. Sua vida eterna flui em nós e agora temos a vida eterna.
Esta é uma grande obra de Deus que ele está realizando em todo o mundo a cada dia.
Etapa 5: Agora temos a vida eterna.
Acredite, Jesus prometeu a vida eterna AGORA, e não apenas no futuro.
Em João 5:24 Jesus diz: "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a Minha palavra, e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, [não "terão", mas "tem", agora!], não entra em juízo, mas passou da morte para a vida." Em outras palavras a vida eterna não é algo que você espera para depois da morte. É algo que tem AGORA se você está crendo em Jesus.
Crer é o elo que nos une com a vida de Deus em Cristo agora. Se nós temos a Cristo, temos a vida dele agora. E sua vida é eterna.
Etapa 6: uma relação pessoal com Deus.
Essa vida eterna é um relacionamento pessoal com Deus, o Pai e Deus o Filho.
Em João 17:3 Jesus definiu a vida eterna assim: Jesus orou ao Pai e disse: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem tu enviaste."
"Nele estava vida, e a vida era a luz dos homens". A vida é a luz. O que significa isso? Isso significa, eu creio, que quando a vida eterna vem de Cristo para a sua vida pela fé, ela dá indicações sobre Deus e sobre Cristo, para que você possa conhecê-los pessoalmente. Agora você pode vê-los muito mais claramente do que poderia antes.
"E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem tu enviaste."A vida eterna traz a luz do conhecimento pessoal para o coração, e sabemos que podemos viver com ele e comungar com ele, AGORA.
Fase 7: Não é Interrompida pela Morte.
A vida eterna não é interrompida por ocasião da morte. Em João 11:25-26 Jesus diz: "Eu sou a ressurreição e a vida, quem crê em Mim, ainda que morra, viverá; e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? Acho que o que ele quer dizer é isto: A morte física não irá transformar a vida eterna em vida temporária. Todos os que morrem em Cristo, não morrem, mas entram na vida eterna. A vida eterna não é interrompida pela morte.
Fase 8: Será concluida quando da Ressurreição.
A vida eterna será completa quando os nossos corpos forem levantados dos mortos para nos juntarmos aos nossos espíritos.
Em João 6:40 Jesus disse: "De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia." Ele não é só a vida, como ele disse (11:25-26), ele é a ressurreição.
A vida eterna engloba, corpo e alma.
Fase 9: duradoura e para sempre.
Quanto tempo dura a eternidade? Quanto tempo é? A eternidade é assim: Imagine um passarinho que voa a partir de uma praia, atravessa o oceano e chega a uma grande planície onde deposita um grão de areia, uma vez a cada mil anos, quando o monte de areia estiver na altura da Monte Everest, a eternidade terá apenas começado.
CONCLUSÃO: Por que a eternidade existe?
Existe porque as glórias de Deus são inesgotáveis. A fonte que abastece a alegria e satisfação, que a alma tem em ver Deus. . . é infinita. . . a nossa alma pode até mergulhar em um oceano sem fundo. Ela pode até descobrir mais e mais da beleza e graciosidade de Deus, mas ele nunca vai esgotar a fonte. . .
Em Efésios 3:18-19, podemos imaginar o que o apóstolo Paulo quer dizer: “afim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.”
Nenhum de nós, nunca poderá subir à altura do amor de Deus, nós nunca poderemos descer até a profundidade do mesmo; ou nunca poderemos medir o seu comprimento nem a sua largura. . . Onde Está Você nos estágios da Vida Eterna?
Onde você está nas fases da vida eterna?
Todos vocês estão em pelo menos duas fases: a AAUDIÇÃO da Palavra da vida. Isso é o que eu estou falando aqui e vocês ouvindo. E a fase em que Deus está chamando você com vistas a ajudá-lo a que você veja Cristo como ele é. E que você tome posse da vida eterna e da maravilhosa relação com o enviado de Deus, Jesus Cristo.
Você pode orar assim: "Senhor Jesus, eu vejo o Senhor na sua Palavra, e eu já não irei resistir-lhe. Eu confio no Senhor com a minha alma e meu corpo. Creio que a promessa de João 3:16, que, quem crê em Cristo não pereça, mas tenha a vida eterna. Eu recebo o seu dom da vida eterna.

sábado, 15 de novembro de 2008

JOÃO 3: 16 - PARTE 2

Neste mês de Novembro, começei uma série de mensagens no texto de João 3: 16. Para muitos esse texto da Palavra de Deus é um pequeno evangelho inteiro, na verdade podemos esmiuçar o evangelho de João de uma forma surpreendente, tirando dele verdades absolutamente necessárias para a vida diária.
Aqui em João 3: 16 há uma riqueza de ensinamentos inesgotáveis. Nesse encontro de Nicodemos com Jesus, no diálogo que tiveram, Jesus nos brinda com lições preciosas. Eu dividi as mensagens em quatro, para quatro semanas sucessivas e estarei publicando as duas primeiras aqui nesta semana, as outras duas publicarei na semana que vem.
Se você quiser usá-las, pode, desde que mencione a fonte. Esse é um recurso de ajuda para pregadores iniciantes e seminaristas. Em breve criaremos um link para que possa ser acessadas todas as mensagens pregadas em nossa igreja nos domingos à noite. Aproveite. Boa leitura!
O PROPÓSITO DE DEUS: AMOR João 3: 16
INTRODUÇÃO E REVISÃO:
Estas palavras de Jesus falam de quatro grandes realidades da vida. Cada uma começa com "D" para nos ajudar a lembrar. O primeiro “D” vimos no domingo passado, DERROTA, o perigo que todos os que estão sem Cristo tem pela frente: perecer sob a ira de Deus por causa de nossos pecados (3:36). O segundo “D”. Os DESIGNIOS de Deus para salvar-nos do perigo da morte eterna, que como vimos na semana passada, é a separação total de Deus. O amor de Deus que enviou o Seu Filho para dar a sua vida em favor do pecador (10:18; 15:13), e tirar o pecado do mundo (1:29). Na semana passada, falei sobre o perigo de ser DERROTADO e perecer sob a ira de Deus. Esta semana vamos refletir sobre o AMOR de Deus para salvar-nos da ira de Deus (3:36). "Porque Deus amou o mundo... que ele deu o seu Filho..." O DESIGNIO de Deus: O Amor. O que é um Desígnio? (Intento, intenção, plano, projeto, propósito) Um dos nossos próximos passos, é entender a concepção do amor de Deus. Vamos orar agora e pedir que Deus ilumine o nosso entendimento e direcione a atenção da nossa mente para estas realidades espirituais, e confirme a verdade espiritual em nós, para percebermos e apreendermos o verdadeiro valor destas coisas.
Iremos nos concentrar em quatro grandes verdades:
1. EXISTE UM DEUS
O versículo começa "Porque Deus..." Jesus nos ensina que existe um Deus que nos ama. Que Ele é real. Jesus está absolutamente convicto de que Deus é real. Tudo o que Ele diz tem a ver com Deus. Tudo que ele faz tem a ver com Deus.
Existem muitas razões para acreditarmos em Deus, a maior delas é que Jesus ensinou-nos que Deus é real e que ele é na verdade o centro das nossas vidas. Se alguém lhe pergunta: "Porque você crê em Deus?" você pode responder, "eu creio em Deus, porque Jesus ensinou-nos a crer em Deus”. Não existe ninguém mais confiável e mais bem qualificado para ensinar-nos sobre a existência de Deus do que Jesus.
O mundo começou com Deus. O mundo depende de Deus. Sou uma pessoa com uma consciência e um sentido de justiça e de capacidade para contemplar as coisas espirituais porque sou criado à imagem de Deus.(Isaías 43:7). O significado da minha vida é mostrar Deus às outras pessoas.
2. DEUS TEM UM FILHO
"Porque Deus amou o mundo que deu seu Filho único..." Esta é uma realidade impressionante.
Jesus nos ensina que Deus tem um filho unigênito. Para os muçulmanos esta afirmação soa como blasfêmia. Dizem eles que isto significa que Deus deve ter tido relações sexuais com um anjo, ou com uma mulher. Os anjos são chamados "filhos de Deus" (Jó. 1:6), e nós os cristãos somos chamados "filhos de Deus" (Romanos 8:14-16). Os anjos são "filhos de Deus" pelo fato de terem sido criados diretamente por Deus, e os crentes são "filhos de Deus" pelo fato de terem sido aceitos em sua família através de nosso senhor Jesus Cristo pelo poder do Espírito Santo.
O unigênito Filho de Deus é o próprio Deus. O Filho de Deus é igualmente eterno com Deus, o Pai. Deus existe desde toda a eternidade, sem começo, sem fim. Isto é explicado em João 1:1, 14, No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. . . E o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Em outras palavras, Jesus é o único Filho de Deus e co-eterno com o Pai.
3. DEUS AMA..."
Porque Deus amou..." Jesus nos ensina que Deus nos ama. Ele ama aos seus. De todas as coisas que poderíamos dizer sobre Deus, não podemos esquecer de dizer isto. Ele ama os seus eleitos.
Na sua carta em 1 João 4:8, João diz: "Deus é amor." Deus ama. Ele é a perfeita essência do amor. Aqui, Jesus nos diz mais especificamente o que ele entende por amor em João 3:16. "Porque Deus amou..." A explicação mais correta é a seguinte: Não está falando sobre o montante de amor, mas uma maneira de amar. Ele não quer dizer: Deus amou nessa quantidade, mas Deus amou desta maneira. "Deus amou" significa "Deus amou assim." Como? Qual foi a maneira como Deus amou? "...que deu seu Filho único". "Ele veio para o que era seu, mas os seus não o receberam" (1:11). Ao invés disso o mataram. E depois de tudo isso Jesus disse: "Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer” (João 17:4).
Quando o Pai deu seu Filho único, ele o deu para morrer pelo pecador. Isso é amor incomparável. Esse é o tipo de amor que Deus nos dá. É um amor que doa. Ele dá o seu tesouro mais precioso, seu Filho. Neste Natal precisamos meditar sobre o amor de Deus.. É um amor muito caro. Um amor muito poderoso. O significado do Natal é a comemoração deste amor, por isso o mundo quer nos fazer esquecer o Natal, para esquecermos desse amor de Deus. "Porque Deus amou..."
4. DEUS AMA O MUNDO
"Porque Deus amou o mundo..." O modo do amor de Deus, não é apenas a visão do infinito valor da doação do seu unigênito Filho, mas, mesmo diante da rebeldia do homem, Ele doa o Seu Filho em benefício do ser humano que não merece. Talvez por um homem bom, alguém poderia atrever-se a morrer. Mas Deus demonstra seu amor para conosco, pelo fato de que Cristo morreu por pessoas pecadoras, gente ruim, sem mérito nenhum. (Romanos 5:7-8). Quando João 3:16 diz, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu...," Isso significa que ele deu o Seu único Filho para morrer por um mundo de rebeldes. Deus amou o mundo. Jesus Cristo é a única esperança para o mundo. Existe um Deus. Ele tem um filho. Ele ama o pecador. E ele ama o mundo rebelde.
"A quem Deus amou?" "Seja quem for." "Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho único, para que todo aquele que nele crêr..." Significa todos os pecadores, todos os tipos de pecadores, todos os graus de pecadores, porque ele ama as pessoas do mundo. Você pode reconhecer-se como o pior dos pecadores, achar até que não tem jeito pra você, mas eu quero lhe dizer que isso não é nenhuma novidade pra Deus. Sim, Deus sabe disso. Ele é Deus. Ele sabe tudo sobre você. Mas isso não impede o amor de Deus. Quanto mais pecador, maior a Graça de Deus. Jesus é o único e suficiente sacrifício para a salvação. Não olhe para os seus pecados, esta noite. Olha para o Filho de Deus. E olhe para o amor de Deus. Tome posse da promessa de que: “quem nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
CONCLUSÃO: OLHE PARA JESUS.
Quando Charles Spurgeon, o grande pregador Londrino do século 19, foi convertido aos 16 anos de idade em uma pequena igreja Metodista, com 15 pessoas no culto, durante uma tempestade de neve. Um jovem pregador que não era pastor, pregou com base no texto de Isaías 45:22, "Olhe para mim e sede salvos, vós, todos os termos da Terra." Em determinado ponto ele olhou para o menino Charles e disse: "Jovem, olha para Jesus Cristo. Olha. Olha. Olha" O Jovem Charles Spurgeon disse: ”Vi de uma vez o caminho da salvação. . . À semelhança do episódio de quando a serpente foi levantada no deserto como está descrito em Levíticos, as pessoas olhavam e eram curadas. Eu estava esperando para realizar cinquenta coisas na minha vida, mas quando ouvi essa palavra, Olha! Pareceu-me uma palavra encantada! Oh! Olhei a ponto de ter os meus olhos quase sacados do meu rosto. Em seguida, a nuvem da escuridão tinha ido embora, e desse momento em diante eu vi o sol”.Eu digo o mesmo a você esta noite. Olhe para Jesus. Creia em Jesus. E você também não vai morrer eternamente.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

FINITUM NON CAPAX INFINUTUM.


Por
Rev. João d'Eça
"O finito não pode conter o infinito". Essa frase era dita na idade média, para identificar Jesus Cristo, ser infinito num corpo finito, dando idéia de que Ele não poderia ser, na sua essência, contido no seu corpo finito, no qual Ele Encarnou.
Quando Jesus realizou o seu ministério, as pessoas viram nele a glória do Pai, parece que o poder infinito queria sair daquele invólucro finito que era o seu corpo. Por esta razão Jesus Cristo realizava os milagres e prodígios de modo que jamais foi visto em outra pessoa na história, antes ou depois dele. A glória de Deus estava em Cristo.
Como a Escritura diz que Jesus Cristo: "Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" (Col. 1:15), assim nós cremos e afirmamos com a nossa experiência de vida cristã: "Cristo em vós, esperança da glória." (Col. 1: 27).
Por mais que os críticos queiram e tentem dissecar a Deus, assimilá-lo, compreendê-lo ou experimentá-lo em laboratório, não é possível, porque Deus não pode ser captado na sua essência pela finitude humana. Deus só pode ser revelado e crido. Ele já se revelou nas Sagradas Escrituras, a qual afirma: "Sem fé é impossível, agradar à Deus". (Heb. 11:6).
Os estudiosos da inteligência humana dizem que o ser humano só utiliza 10% do seu potencial de inteligência, que Albert Einstein usou de 13 a 15%, ou seja, somente 3% acima da média, e que o homem mais inteligente que já viveu no mundo, Leonardo Da Vinci, usou 22% do seu potencial de inteligência, ouseja, só 12% acima da média. Mas se Da Vinci pudesse usar os 100% do seu potencial de inteligência, mesmo assim, jamais assimilaria Deus por completo.
A Revelação foi um ato Soberano de Deus. Nenhum homem, por mais inteligente que fosse, poderia captar essa revelação, se Deus não tomasse a iniciativa de se Revelar ao Homem finito. O Infinito busca o finito. O Infinito se faz conhecer pelo finito limitado.
Isto nos mostra o desespero humano, que tenta compreender o infinito por meios finitos. Como bem disse Francis Schaffer: "O Homem entra em desespero existencial, quando tenta entender Deus pela razão".

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