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MORRE A.G. SIMONTON - 9 DE DEZEMBRO DE 1867

quinta-feira, 12 de setembro de 2013
DIVAGAÇÕES FORTÚITAS SOBRE A MORTE
sexta-feira, 29 de março de 2013
POR QUE A CRENÇA NA RESSURREIÇÃO DE JESUS CRISTO É FUNDAMENTAL PARA A FÉ CRISTÃ?
terça-feira, 23 de agosto de 2011
COMO NO VALE DE OSSOS SECOS (Ezequiel 37: 1-14)
sábado, 22 de março de 2008
EM QUE DIA JESUS CRISTO MORREU ? EM QUE DIA ELE RESSUSCITOU? - PARTE 2

Por
Rev. João d'Eça
CONTINUAÇÃO DO ARTIGO ANTERIOR.
Para sanarmos as dúvidas, vamos ver o que cada escritor do evangelho nos dizem sobre a ressurreição:
EVANGELHO DE MARCOS:
"E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo. Diziam umas às outras: Quem nos removerá a pedra da entrada do túmulo? E, olhando, viram que a pedra já estava removida; pois era muito grande. Entrando no túmulo, viram um jovem assentado ao lado direito, vestido de branco, e ficaram surpreendidas e atemorizadas. Ele, porém lhes disse: Não vos atemorizeis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; ele ressuscitou, não está mais aqui; vede o lugar onde o tinham posto. (Mar. 16:2-6).
Veja bem que o evangelista Marcos não informa do tempo em que Jesus saiu do túmulo. Ele apenas diz que algumas mulheres fizeram uma visita ao túmulo "ao despontar do sol", para verem que Jesus não estava lá.
EVANGELHO DE LUCAS:
"Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro; mas, ao entrarem, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões, com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhe falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos preveniu, estando ainda na Galiléia". (Luc. 24:1-6).
O evangelista Lucas, sendo historiador e atento aos detalhes, também não nos dá informação precisa de quando Jesus saiu do sepulcro. Somente confirma o relato dos outros evangelistas que Jesus já havia saído quando as mulheres chegaram.
EVANGELHO DE JOÃO:
"No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro, de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra estava revolvida. Então correu e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse-lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos onde o puseram. Saiu, pois, Pedro e o outro discípulo e foram ao sepulcro. Ambos corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro; Ele também viu os lençóis, e o lenço que estivera sobre a cabeça de Jesus, e que não estava com os lençóis, mas deixado num lugar a parte". (João 20:1-7).
Lemos os evangelistas, Marcos, Lucas e João, faltou, no entanto Mateus. Vamos lê-lo:
Veja o que revela Mateus:
"No findar do sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste alva como a neve. E os guardas tremeram espavoridos, e ficaram como se estivessem mortos. Mas o anjo, dirigindo-se às mulheres, disse: Não temais; porque sei que buscais Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como havia dito. Vinde ver onde ele jazia." (Mateus 28:1-6).
Mateus é o único escritor do Evangelho que diz o tempo da ressurreição. Ele relata uma visita feita ao túmulo antes de começar o primeiro dia da semana: "No findar do sábado ao entrar o primeiro dia da semana..." Ele não diz quanto tempo antes de o dia seguinte começar, porém está definindo que foi à tarde, na última hora do sábado.
Aqui vemos a explicação porque Jesus Cristo não estava no sepúlcro quando foram visitá-lo pela manhã ou de madrugada, depois do sábado no começo do domingo. Mateus nos brinda com o detalhe do tempo da ressurreição com duas frases: "no fim do sábado" e "ao entrar o primeiro dia da semana". Lembremos que na economia judaica o sábado termina no pôr-do-sol. (Leia Lev. 23:32).
"O que significa Depois do Sábado":
As várias traduções da Bíblia em português traduzem Mateus 28:1 de modo variado. Por exemplo vemos o seguinte: "Depois do Sábado, ao entrar o primeiro dia da semana" (ERA), "E, no findar do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana..." (ERC), "Depois do Sábado, ao raiar do primeiro dia da semana..." (ECO), "Depois do Sábado, no domingo bem cedo..." (NTLH).
O termo “depois do sábado”, ou “amanhecer”, ou “ao raiar”, ou “no findar” em Mateus 28:1, não indica o tempo de saída do sol, mas o começar de um dia completo de 24 horas.
Mateus diz que era "No fim do sábado...", para o judeu o sábado termina no pôr-do-sol, portanto, neste caso, o termo usado, não significa o romper do sol porque o sol não se levanta senão 12 horas mais tarde. Não poderia ser o fim do sábado e a manhã de domingo ao mesmo tempo.
Em segundo lugar, a palavra aqui foi usada aqui como um verbo e não como um sujeito.
O termo amanhecer nesta passagem deriva-se da palavra grega "epiphosko". O "Greek and English Lexicon of the New Testament" de Parkhurst define: Aproximar-se, como o Sábado judeu, que começa na tarde".
A palavra "depois do sábado" ou "ao entrar" é um forte argumento contrário à idéia de uma ressurreição no domingo de manhã, já que Mateus nos diz que sucediam estas coisas enquanto estava aproximando-se o primeiro dia da semana e isto nos prova que o primeiro dia da semana estava começando. A ressurreição aconteceu entre o final do sábado e o início, ou começo do domingo, na parte entre o fim da tarde e o início da noite.
A mais antiga tradução que qualquer outro texto grego conhecido: The Sinaitic Palimpset, confirma as traduções citadas: "Na tarde do Sábado, quando o primeiro dia da semana amanhecia..."
Veja a tradução da King James Version de Mateus 28:1-7:
"Na tarde de sábado, quando estava escurecendo para o primeiro dia da semana, vieram Maria Madalena e a outra Maria para ver o sepulcro. E eis que houve um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, vindo, tirou a pedra da porta e estava sentado sobre ela. E sua aparência era como de um relâmpago e seu vestido branco como a neve. E com temor dele, os guardas que cuidavam tremeram e estavam como mortos. Porém o anjo respondendo, disse as mulheres: Não temais porque sei que procurais a Jesus que foi crucificado. Não está aqui, porque ressuscitou, como disse. Vinde, vede o lugar onde foi posto o Senhor. E ide logo, dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos". (Está confirmado com a "tradução interlinear do Novo Testamento Grego" por George Ricker Berry, Ph. D., Universidade de Chicago e Universidade Colgate, Departamento de Línguas Semíticas).
Se raciocinarmos por esse caminho, as coisas parecem ficar mais confusas ainda. Se isto que está relatado acima é certo, então Jesus Cristo ficou no túmulo, somente 24 horas, o que estaria completamente conflitante com o texto de Lucas 24: 21 que diz: "...é já este o terceiro dia desde que tais cousas sucederam".
Jesus Cristo disse que estaria três dias e três noites no túmulo. Visto que Ele ressuscitou no fim do sábado, começo do domingo, temos somente que contar para trás três dias para determinar quando Ele foi posto no túmulo.
CONTINUA NO PRÓXIMO ARTIGO...
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
CRIANÇAS ENTERRADAS VIVAS!!!!!!
A dramática história desse pequeno índio é a face visível de uma realidade cruel, que se repete em muitas tribos espalhadas por todo o Brasil e que, muitas vezes, tem a conivência de funcionários da Funai, o organismo estatal que tem a missão de cuidar dos índios.
“Antes de desenterrar o Amalé, eu já tinha ouvido os gritos de três crianças debaixo da terra”, relata Kamiru, hoje com 36 anos. “Tentei desenterrar todos eles, mas Amalé foi o único que não gritou e que escapou com vida”, relata.
Os motivos para o infanticídio variam de tribo para tribo, assim como variam os métodos usados para matar os pequenos. Além dos filhos de mães solteiras, também são condenados à morte os recém-nascidos portadores de deficiências físicas ou mentais. Gêmeos também podem ser sacrificados. Algumas etnias acreditam que um representa o bem e o outro o mal e, assim, por não saber quem é quem, eliminam os dois. Outras crêem que só os bichos podem ter mais de um filho de uma só vez.
Os próprios índios começam a se rebelar contra a barbárie. Neste momento, há pelo menos dez crianças indígenas em Brasília que foram condenadas à morte em suas aldeias. Fugiram com ajuda de religiosos e sobrevivem na capital graças a uma ONG, Atini, dirigida por missionários protestantes e apoiada por militantes católicos. A política oficial da Funai é enviar os exilados de volta à selva, mesmo que isso signifique colocar suas vidas em risco.
Outra índia que ousou enfrentar a tradição foi Juraka, também kamaiurá, de uma aldeia próxima à de Amalé. Ela está refugiada com a filha, Sheila, nove anos, no abrigo ao lado da Granja do Torto. A menina faz tratamento no hospital Sarah Kubitschek. Nasceu com distrofia muscular progressiva, uma doença que a impossibilita de andar. A tribo descobriu o problema quando Sheila deveria estar dando os primeiros passos. A mãe fugiu antes de ser obrigada a aplicar a tradição. “Não gosto desse costume de enterrar a pessoa viva”, diz Juraka, também com a ajuda do tradutor.
“É um absurdo fechar os olhos para o genocídio infantil, sob qualquer pretexto”, diz Edson Suzuki, diretor da ONG Atini. “Não se pode preservar uma cultura que vai contra a vida. Ter escravos negros também já foi um direito cultural”, compara. Suzuki cria a garota Hakani, dos surwahás do Amazonas. Ela hoje tem 13 anos. A menina nasceu com dificuldades para caminhar. Os pais se recusaram a matá-la; preferiam o suicídio. O irmão mais velho, então com 15 anos, tentou abatê-la com golpes de facão no rosto, mas ela sobreviveu.
“O infanticídio é uma prática tradicional nociva”, ataca a advogada Maíra Barreto, que pesquisa o genocídio indígena para uma tese de doutorado na Universidade de Salamanca, na Espanha. “E o pior é que a Funai está contagiada com esse relativismo cultural que coloca o genocídio como correto”, ataca o deputado Henrique Afonso, do PT do Acre, autor de um projeto de lei que pune qualquer pessoa não índia que se omita de socorrer uma criança que possa ser morta.
Longe da tribo, Amalé quer continuar a freqüentar a escola, mas exige uma mochila. Ele já fala bem o português e avisa que gosta muito de carros. Quer dirigir um quando crescer. “Vamos aprender muito mais com Amalé do que ele com a gente”, diz a diretora da escola, Aline Carvalho.
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