terça-feira, 18 de agosto de 2015

OS BENEFÍCIOS DO SOFRIMENTO


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Rev. João d’Eça

 

 
 
E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados

por ela.

 (Hb. 12.11)

 
De acordo com as Escrituras Sagradas, a aflição, o sofrimento não é um fato natural, nem um efeito imediato da vontade de Deus, é antes, uma mancha que caiu sobre a natureza, na queda.


“No principio Deus viu que tudo era muito bom”, no entanto a queda fez com que a dor e o sofrimento entrassem na existência humana. A criatura escolheu a rebelião, preferindo a desobediência, no único tempo em que o homem parecia  ter um pouco de liberdade. O ato de afastar-se de Deus o condenou ao sofrimento.


Ninguém gosta de sofrer e o sofrimento não é nenhum bem, em que pese as lições que tiramos dele. Não há exatidão quando se afirma que “a dor purifica aos que sofrem”. Em muitos casos a aflição e o sofrimento causam efeitos desastrosos no homem.

Santo Agostinho já havia concebido essa verdade. Ele comparava a aflição ao calor dizendo que o calor “ao passo que derrete o ouro, endurece o barro, e que ao passo que favorece a germinação das sementes, promove a decomposição dos cadáveres”.

Benefícios do sofrimento:


I – O sofrimento nos ajuda a compreendermos a verdade do caráter de Deus.

A aflição nos revela a justiça e a santidade divina – Se nos fosse possível escapar ao castigo eterno, acabaríamos por acreditar que as transgreções não tem muita importância, e que podemos viver essa vida e violar as leis de Deus impunimente. Assim, as aflições revelam a bondade de Deus.

As concepções mais claras e justas que nós temos da misericórdia divina, e as experiências mais preciosas do amor de Deus, foram e são concedidos ao coração já purificado e corrigido pelo castigo. São os aflitos e não os afortunados que são os mais gratos da terra.

Da mesma forma que a noite revela o esplendor das constelações no céu, a disciplina, que é a noite da alma, revela aos olhos da fé as glórias do amor divino.

O sofrimento nos ensina a verdade com relação a nós mesmos. Uma pessoa que nunca sofreu, não pode compreender a sua própria natureza. Me lembro de uma poesia de um poeta Francisco Otaviano:


Quem passou pela vida em branca nuvem, e em plácido repouso adormeceu; quem não sentiu o frio da desgraça, quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro de homem, não foi homem, só passou pela vida, não viveu.

Como pode alguém conhecer a sua fraqueza sem jamais ter sido vencido? Devemos confessar as nossas fraquezas, ainda que isso nos seja pesado. O filhos pródigo nunca pensaria em voltar à casa do seu pai enquanto não sentisse em sua alma o peso da aflição.


II – O sofrimento abranda o coração

Já foi provado que enquanto o homem vive na abastança, ele tende a ser egoísta. Se a sua vida é sempre de posses e sossego, ele perde de vista o sofrimento alheio. Talvez por isso é que provérbios 30.7-9 diga:

 
Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.


Quando Deus deseja que de um coração emane o amor e a bondade constante, como de uma fonte pura derrama água cristalina, ele dá-lhe saída por meio do sofrimento. Quando uma pessoa sofre de uma doença, ele logo compadece-se do vizinho que venha a sofrer do mesmo mal.

A compaixão, essa divina inspiração por maio da qual compartilhamos dos sofrimentos dos outros, é despertada na aflição, e vem a ser o instrumento mais eficaz que o mundo possa ter conhecido para dar consolo aos que sofrem.


Conclusão:

Sejamos então agradecidos de Deus, quando ele, por meio da sua misericórdia nos visitar com aflições. “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo. 16.33). O pai nos ama e quando nos faz passar pelo sofrimento é porque deseja nos dar valiosas lições. Aprendamos isso “... mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado (Rm. 5. 3-5).

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DEUS, SOBERANO EM TODO O UNIVERSO

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Rev. João d'Eça


Introdução:

O universo inteiro é templo de Deus. As insondáveis trajetórias do espaço, tudo proclama a glória de Deus (Salmo 19). Tudo foi criado por ele, iniciado segundo a sua palavra e o seu querer. Por observarmos as coisas que foram criadas, vemos em todas elas as virtudes eternas e a divindade do Criador.

Nós somos tão insignificantes se comparados à imensidão do vasto universo, somos um pequenino templo onde gira o globo terrestre, lugar de nossa habitação. Para onde quer que nos viremos, seja em que direção for, podemos presenciar as magnificas obras das mãos do Soberano Deus, e podemos ouvir os maviosos cânticos da melodia da criação.

A grandeza e majestade do SENHOR.

A imensidão dos mundos, a luz em volta de nós, os astros que giram em perpétua harmonia de suas órbitas, são um testemunho do conhecimento que os equilibrou nos espaços infinitos. As grandes montanhas com seus elevados cumes nevados proclamam as grandezas do seu Criador. As águas do imenso oceano, o estrondo das suas ondas e vagas quebrando na praia, como que cantando um hino de glorificação à Majestade Divina: “Não passarás daqui”.

Os caudalosos rios que deslizam as suas torrentes, levando ao longe o seu constante tributo ao Senhor sempre operante que abriu as suas fontes e os derramou pelos vales. A vasta imensidão das terras, desde o norte gelado ao quente Equador e desde ai até as gélidas terras da Patagônia, desde os rochedos nos mares até os verdes campos de vegetação; todas elas narram a história da presença criadora e providente do Deus Eterno.

As grandes famílias de plantas e a enorme variedade da fauna também dão testemunho do perene correr da fonte da vida. O rugir dos ventos nas copas das gigantescas Sequoias e o gorjear das pequenas aves, elogiam o Criador, autor de toda alegria, fonte de todo o bem-estar.

Todas as coisas, tudo o que existe, todos os organismos da natureza louvam a grandiosidade do Eterno. Tudo o que há no universo é manifestação da obra magnífica de Deus. O SENHOR é Espírito infinito e perfeito, princípio e sustento de todas as coisas, sem Deus, nada haveria, a não ser um vazio abissal.

Conclusão:

Deus está sempre presente no universo. A criação se enche com a sua Glória. Nesse sentido, tudo é sagrado. Nós homens, criados à imagem e semelhança de nosso Deus, dominadores da criação por ordem divina, devemos responder agradecidos e reverentes: Sim, SENHOR, nosso Pai, “os céus proclamam a Tua Glória”. Seja feita a tua vontade. Amém.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O MARTÍRIO DE JOÃO HUSS (7 de julho de 1415)

João Huss

O MARTÍRIO DE JOÃO HUSS (7 de julho de 1415)

Introdução

No começo século XV, a igreja católica romana era governada por dois papas, um estava radicado em Roma e o outro estava na cidade francesa de Avignon, ambos infalíveis. Qual dos dois, porém, seria o cabeça da igreja romana?

No ano de 1409, através de um concílio reunido na cidade de Pisa, foi eleito um terceiro papa, ou seja, três papas distintos e uma só igreja, alegadamente, igreja verdadeira. Eram três lobos disfarçados de humildes cordeiros.

Eles repartiram a igreja entre si, disputando cada um deles, o melhor quinhão, e pior ainda, eles se excomungaram e se amaldiçoaram reciprocamente, como um bando de ladrões que brigam para ver quem fica com a maior parte do roubo. Não resta menor dúvida de que havia dois papas.

Finalmente, em 1414, reuniu-se o Concílio de Constança, cujas sessões duraram três anos e alguns meses, pondo fim ao cisma do ocidente, que já durava um século e meio de existência, causando lamentáveis desgraças.

Entre os seus atos está a condenação de João Huss à fogueira como herege. Ele foi convidado a retratar-se do que havia escrito, mas convicto de sua fé e da pureza da doutrina que pregava, negou-se.

O dia do martírio

No dia 7 de julho de 1415, João Huss foi deposto do sacerdócio. Seus livros foram queimados e ele, João Huss, foi entregue ao poder secular. A sua sentença foi lida pelos seus inimigos de forma rancorosa. Ao invés de se defender, ele pedia a Deus que lhes perdoasse.

Os bispos designados para a cerimônia da deposição despiram-no das suas vestes sacerdotais e colocaram-lhe sobre a cabeça uma mitra de papel com demônios pintados, e com a inscrição: “Cabeça de Herege”.

Depois dessa humilhação, ele foi entregue ao imperador e este o enviou ao duque da Bavária. Conduzido à porta da Igreja ele viu as chamas do resto dos seus livros. Dali ele foi levado para fora da cidade, onde seria queimado. Antes dele ser executado, fez um apelo público da sentença dos homens para o tribunal de Deus.

A fogueira foi preparada com lenha seca e foi colada ao redor do seu corpo, que dentro de alguns minutos foi envolvido pelas nuvens negras e terríveis labaredas.

João Huss conservou-se calmo, e com tal resignação suportou as cruciantes dores do martírio, que seus inimigos ficaram constrangidos diante de tão grande prova de amor e dedicação à causa que ele defendeu.

Enquanto o fogo o queimava, João Huss cantava um hino com voz vibrante e alegre, que se ouvia distintamente através do ruído do fogo crepitando e do vozerio da multidão. Depois de um tempo, num esforço supremo, quando as chamas o envolvia, ele exclamou: “Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, tem misericórdia de mim”. Ai ele expirou!

A multidão silenciosa nesse momento, assistiu aquela terrível cena de horror, planejada pelo “sagrado Concílio, congregado com a assistência do Espírito Santo e tendo o seu poder imediatamente de Cristo!!!” A fogueira decretada em nome do Filho de Deus, a humildade personificada, a paciência de Jesus, aquele que teve por berço a manjedoura e por leito a morte de cruz!!!

As chamas se apagaram. Agora restava da fogueira somente um montão de cinzas onde se encontravam os restos mortais do mártir da fé João Huss. Ainda quentes foram cautelosamente ajuntadas e lançadas às águas do rio Reno.

Naquele momento a matéria de Huss deixou de existir, o corpo daquela alma desapareceu para sempre da terra, voltando ao pó do qual foi formado. Porém, a alma foi para a presença de Deus e os seus livros foram preservados e ainda circulam, exatamente 600 anos após a sua morte.

Conclusão

Já se vão seis séculos depois da morte de João Huss, morto por causa do ódio vingativo de papas, que na busca ansiosa pelo poder temporal, matavam os que pregavam a verdade, em semelhança aos religiosos que mataram a Jesus.

João Huss apelou para o tribunal de Deus, cheio de fé e de esperança, porque essa era a sua convicção. Deus o julgou. E hoje o julgam os tribunais da nossa civilização, emancipados da tutela da igreja de Roma, que durante tantos séculos ensanguentou o mundo.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O ANTI-CRISTO


O ANTI-CRISTO


Introdução:
Dificilmente um pastor presbiteriano trata desse assunto por temer ser rotulado de “neo-pentescotal” e por esta razão não vemos sequer pregações em nossos púlpitos com esse tema. No entanto, esse tema é mencionado na Escritura, onde tem um grande destaque, desde o Antigo até o Novo Testamento. O tema do “anti-Cristo” é na verdade uma profecia, que fala de uma grande apostasia que surgiria com o aparecimento do anti-Cristo.
O apóstolo Paulo escrevendo aos tessalonicenses (II Tes. 2.1-11), diz o seguinte:


Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

 
Quando escreveu a Timóteo, em I Tm. 4. 1-3, Paulo lhe diz:

Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade.
 
E ainda em II Tm. 3. 1-5, ele diz:

 
Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.

 
Em outras passagens da Bíblia, além das epístolas paulinas, poderíamos citar outras mais, como por exemplo, em Apocalipse, em Daniel, para provar que, entre as revelações que Deus fez a sua igreja, está a revelação de uma grande apostasia que se abateria sobre a ela.
Você pode notar que nas passagens acima, em nenhuma vez, o apóstolo Paulo usa a palavra “anti-Cristo”, mas mesmo assim, fica claro de que o “homem do pecado” mencionado acima refere-se ao “anti-Cristo” que havia de vir.
O termo “anti-Cristo” aplicado pelo homem descrito por Paulo, é bem mais cheio de significado do que o termo usado pelo apóstolo João em sua carta.
QUEM É O ANTI-CRISTO?
Muitos pais apostólicos deram a sua opinião acerca da identidade do anti-Cristo:
- Justino Mártir – Diz em seus escritos que ele seria um homem que havia de vir armado com os poderes do inferno.
- Teodoreto – Considera-o como o próprio Diabo.
- Irineu – Identificava-o como a Besta do Apocalipse e dizia que era descendente da tribo de Dã.
- Tertuliano – Identifico-o com a Besta e dizia que ele havia de desaparecer na queda do Império Romano.
- Hipólito -  Ensinava que a Besta do Apocalipse representava o Império Romano e que o falso profeta representava o anti-Cristo.
- Cipriano – Via o anti-Cristo tipificado em Antíoco Epifânio.
- Lactâncio – Julgava que ele seria um rei da Síria, filho de um espírito mau.
- Cirilo – Mantinha que ele seria uma mago, que com suas artes mágicas havia de subjugar o Império Romano.
- Crisóstomo – O chamava anti-Deus, sentado no templo de Deus.
- André de Cesária – Ensinava que ele seria um rei atuando por Satanás, que ele haveria de reconstruir o Império Romano e reinar em Jerusalém.
- Artos -  Tinha a ideia que ele seria um rei dos romanos, que havia de dominar sobre os sarracenos em Bagdá.
- Adso – Dizia que um rei franco havia de reformar o Império Romano, que ele havia de abdicar no monte Olivete e que, na dissolução do seu reino, o anti-Cristo iria aparecer.
- Tomáz de Aquino – Ensinou que ele havia de ser instruído na filosofia dos magos e que suas doutrinas e os seus milagres haviam de ser uma paródia dos milagres do Cordeiro.
- Gregório I – Dizia que seria o precursor do anti-Cristo qualquer pessoa que tivesse a sombra do poder que os papas de Roma depois tiveram.
- Arnulfo, bispo de Orleans – Disse que se o pontífice romano fosse inchado da sua ciência, era o anti-Cristo.
Joaquim de Fiore, em seus comentários sobre o Apocalipse, foi o primeiro que afirmou que o anti-Cristo havia de ser um pontífice universal, e que ele ocuparia a Sé Romana.
Os waldenses, no princípio diziam que o anti-Cristo seria um indivíduo.  No século XIV, porém, começaram a identificar o “anti-Cristo”, “Babilônia”, “as quatro bestas”, “a grande prostituta”, “o homem do pecado” com o papado. Os hussitas ensinavam a mesma doutrina, diziam que o papa a cabeça do anti-Cristo.
Walter Bruce afirmou que o bispo de Roma, intitulando-se “Vigário de Deus” e vice-rei de Cristo na terra, era o anti-Cristo.
Lutero, Calvino, Zwinglio, Melanchton, Martin Bucer, Teodoro Beza, Calixtus, Bengel, Michaelis, todos ensinaram que o anti-Cristo é o sistema papal.
Conclusão:
Muitas opiniões sobre esse assunto têm sido dadas desde o princípio do cristianismo. Entendemos que as passagens citadas acima, assim como disseram os reformadores, que o anti-Cristo é o papado. Com isso não queremos dizer que os papas são maus (apesar de que uma grande parte deles foram), nem que são contra Jesus Cristo (apesar de uma grande parte foram), mas o que queremos dizer é que o papado é uma apostasia da verdade bíblica, é uma apostasia do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande apostasia de que fala o Apocalipse, que se opõe à vontade de Deus e às doutrinas de Cristo.
O sistema papal está montado sobre um antro de apostasia. O sistema papal destronou a Deus e introduziu um outro tipo de “deus” em seu lugar, no caso, uma deusa, à semelhança da religião do antigo Egito e à semelhança do antigo paganismo.
 
Na última segunda-feira, chegou a São Luís a imagem de pau, de gesso, de ferro, sei lá do que é... Eu vi pessoas apesar de não parecer, mas totalmente ignorantes, chorando de emoção diante de um ídolo mudo. É patético ver pessoas em pleno século XXI agindo assim para com uma estátua que é monte de nada, assim como é patético que pessoas supostamente esclarecidas, adotem o culto e as manifestações neopentecostais.
As farsas do catolicismo romano provam essa afirmativa. Grande parte dos dogmas romanistas foram criados nos séculos XIX e XX, se os opositores do sistema papal de séculos anteriores e principalmente da época da Reforma, convivessem com dogmas como a “ascenção de Maria” (1950 – papa Po XII), “imaculada Conceição de Maria” (1854 – papa Pio IX), a “aparição de Maria” às três crianças, e o mais antigo, “Maria mãe de Deus”. Essas e outras heresias anti-bíblicas, provam que o papado sempre foi Anti-Cristo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

SE ELES SE CALAREM....

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Rev. João d'Eça


Lc. 19.40

 

Introdução:

         Quando Jesus chegou à porta de entrada de Jerusalém, os seus discípulos, cheios de alegria, gritavam:
 

Bem dito o que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas! Ora, alguns dos fariseus lhes disseram em meio a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos! Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão.”

 Em nosso tempo, quando a Palavra de Deus é anunciada, bendizendo o nome santo do Senhor Jesus Cristo, muitos homens levantam-se contra os servos de Jesus para fazê-los calar. Esses homens se associam com os discípulos dos fariseus, que no texto acima mandaram que Jesus fizesse os seus discípulos calarem.

Jesus nos advertiu contra essa oposição, dizendo em sua Palavra: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós” (Mt. 5.11).

A Palavra de Deus “não voltará vazia” (Is. 55.11), por esta razão é que surgem em todas as camadas da sociedade, pessoas confessando o nome do Senhor Jesus Cristo, depois que ouvem o puro e santo Evangelho. “Se nos calarmos as próprias pedras clamarão”.

O ateísmo, o materialismo, o cientificismo e as filosofias dos séculos XX e XXI, pretendem solapara a fé divina, que está no coração do homem. Se a Palavra de Deus verdadeira, não for pregada e ensinada em nossas igrejas, todo esse arcabouço de perigos permanecerão em meio ao nosso povo e causarão ainda mais estragos do que já causaram até agora.

O maior tesouro da humanidade, o código das nações civilizadas que é a Palavra de Deus, está desaparecendo dos púlpitos. O ensino e pregação que se vê e ouve não é mais fruto de conhecimento e intimidade com Deus, mas de uma repetição incessante de métodos humanos em busca do sucesso no mundo dos “busines” gospel.

Homens de corações duros serão quebrantados pela verdade divina e bendirão ao Senhor. As aves do céu cantam em louvor a Deus (Sl. 104.12), os homens também são chamados a louvar anunciando a Sua Palavra, dando glória ao seu Santo Nome.

Por isso, confiados no poder de Deus, desembainhando a espada de dois gumes, que é a Palavra, desfraldando a bandeira da nossa liberdade, cantemos:
 

Todo o poder o Pai me deu,

na terra como lá no céu!

Ide ao mundo anunciar o Evangelho,

E eis-me convosco sempre!.
 
(Refrão do hino 289 do HNC - IPB)
 
Se nós nos calarmos, Deus cobrará de nós o nosso silêncio.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A PERVERSÃO DO HOMEM

Introdução:

Uma das tristes consequências do pecado é a perversão do pecador que sempre tenta fugir da presença do Senhor e que odeia tudo o que se refere a Deus e à comunhão dos santos. O salmista diz, no salmo 39.7:

 
Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço aminha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.

 
- Depois do primeiro pecado do homem, Adão e sua mulher, como tivessem ouvido a voz do Senhor Deus, que passeava pelo jardim do Éden depois do meio-dia, esconderam-se da face do Senhor no meio das árvores do paraíso.

- Caim, depois que matou o seu irmão Abel retirou-se da face do Senhor e andou errante pela terra, habitou no pais que estava do lado do nascente do Éden.

- Jonas o profeta, comissionado por Deus para levar a mensagem do Senhor a Nínive, capital do império Assírio, mudou o seu caminho para Társis, fugindo do Senhor em direção a Jope, onde tomou um navio, pagou a passagem e se misturou aos passageiros, fugindo da face do Senhor.

 - O filho de um fazendeiro diz ao pai: “Dá-me a parte da herança que me cabe”. Passados uns dias, arrumou tudo o que o pai lhe deu e partiu resoluto a ficar o mais distante do seu pai quanto possível. Na terra onde parou gastou até o último centavo, vindo a passar grande necessidade depois que gastou dissolutamente tudo o que havia trazido.

 A Escritura Sagrada em Rm. 3.12 diz: “Todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer”.

O Senhor Deus ao contemplar a deserção da humanidade, exorta por intermédio dos seus profetas. Isaias 8.6,7 diz:

 
Eu escutei e ouvi; não falam o que é reto, ninguém há que se arrependa da sua maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um corre a sua carreira como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha. Até a cegonha no céu conhece as suas estações; a rola, a andorinha e o grou observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo do Senhor. Como, pois, dizeis: Somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Pois, com efeito, a falsa pena dos escribas a converteu em mentira.

 
Também o texto de Isaias 1.2-5:

 
Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram atrás. Por que haveis de ainda ser feridos, visto que ainda continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração enfermo.

 A perversão do homem manifestou-se tão depressa, que ainda no tempo de Noé, vendo Deus que era grande em extremo a malícia dos homens na terra e que todos os pensamentos dos seus corações em todo o tempo eram inclinados ao mal, disse Deus ter se arrependido de ter criado o homem na terra. Por esta razão o Senhor disse em Gn. 6.7: “Disse o Senhor: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os repteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito”.

 
Conclusão:

          Depois que a maldade do homem se tornou grande, e "que era continuamente mau todo designio do seu coração”, ou seja, continuamente e completamente mal, ele se arrependeu de ter feito o homem, e por isso determinou que iria destruí-los.

 Referente a Deus, o arrepender-se tem de ser uma linguagem antropomórfica. Em que pese o termo no hebraico descreva certa mudança real nas expressões exteriores da atitude divina, não pode significar nenhuma mudança na mente, nem nos Seus propósitos.

sábado, 1 de agosto de 2015

A PRÁTICA DA ORAÇÃO NOSSA DE CADA DIA (Mt. 18.19 e Jo. 16.23)


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Rev. João d’Eça

 
Introdução:

         Existem duas coisas que são extremamente necessárias para mantermos a nossa alma com boa saúde espiritual, que são: a leitura da Sagrada Escritura e a oração. Se temos em nós o desejo de corresponder, de dar resposta de fé à graça de Deus concedida a nós, não negligenciaremos nem a oração e nem a leitura da palavra de Deus.       

Quando negligenciamos a leitura diária das Escrituras Sagradas as nossas orações se tornarão meras expressões de desejos naturais ao invés de ser uma intercessão feita segunda a vontade de Deus.

É na atmosfera da comunhão íntima com o Senhor, na leitura da Escritura, e no poder do Espírito Santo, que os nossos desejos das bênçãos espirituais  são formados. Quando isto falta em nossa vida, embora zelosos estivermos sendo, será um zelo sem conhecimento (Rm. 10.2).
 

A importância da oração

Sem a prática da oração, a nossa leitura da Bíblia pode se degenerar em intelectualismo, em um estado de frieza e esterilidade espiritual, resultando da ausência de poder e alegria e o que sobrará Serpa somente orgulho espiritual. A energia espiritual arrefece pelo intelectualismo seco de oração, porque o coração e a consciência permanecem estranhos ao seu poder. Quando a oração é negligenciada a alma cairá nesse estado de letargia.

A falta de oração é o mais claro sinal de que a alma está doente espiritualmente, o contrário é verdade, quando um homem persevera em oração é porque está cheio do Espírito.
 

Espiritualidade X intelectualidade

A época em que vivemos é um tempo de extremos na área da espiritualidade, ou as pessoas não tem o conhecimento adequado, porque não lêem boa literatura e negligenciam a Escritura Sagrada, ou elas estão cheias de conhecimento, mas sem uma vida de oração que acenda o fogo do Espírito em seu ser e traga o equilíbrio entre espiritualidade e intelectualidade.
 
Há pessoas que são intelectuais e são também espirituais, uma coisa não anula a outra. Há também pessoas não possuem intelectualidade, mas também cultivam uma piedade deturpada. Quando a busca pela intelectualidade vai associada com a piedade, o crente estará no caminho da espiritualidade sadia. Por esta razão é de fundamental importância que façamos uma coisa sem esquecer da outra.
Tenho conversado com pessoas que confessam que os seus quartos já não são mais um altar de oração, que não freqüentam mais as reuniões de oração de suas igrejas e que já perderam o hábito de orar em suas casas. As variadas atrações de divertimento e passatempos, tem causado uma indiferença a respeito do imenso privilégio que nos é concedido de poder adentrar na presença de nosso Deus e poder expressar a ele o nosso interesse por tudo o que ocupa seu coração e se refere à glória de seu amado Filho.

Jesus Cristo é o nosso modelo perfeito. Ele começou, desenvolveu e terminou o seu ministério com oração. Ele orava quando foi batizado (Lc. 3.21; 5.16; 6.12; 9.18, 28; 11.1; 22.44. Finalmente, n fim de sua vida, no meio das angústias inexprimíveis da cuz, o Senhor orou pelos seus inimigos, Lc. 23.34.
O apóstolo Paulo nos diz: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Paulo, fiel servo de Jesus Cristo, ministro da Palavra, com muitas responsabilidades, plantação de igrejas, viagens missionárias e outras, perguntamos: Como ele achava tempo para orar? Quando lemos as suas cartas, nos impressiona a vida de oração que ele cultivava. Textos como: (Rm. 1, 9; 10.1; II Co. 13.7; Ef. 1.16; 3.14; Fl. 1.4, 9; Cl. 1. 3, 9; I Ts. 1. 4, 9; 3.10; II Ts. 1.11 II Tm. 1.3 e Fl. 4). Mostram essa verdade de sua vida.
As exortações da Palavra de Deus
A Escritura Sagrada nos exorta a orar em todo o tempo, em todas as circunstâncias, em todos os momentos de nossa vida. Em tudo temos de expor ao Senhor as nossas petições a Deus em oração e súplica e com ações de graças.

Os resultados de uma vida de oração na dependência de Deus trazem sempre bênçãos para os que cultivam esse hábito. A descida do Espírito Santo veio depois de dez dias de oração da igreja reunida. Após os discípulos apresentarem a s suas súplicas a Deus foram cheios do Espírito Santo e anunciaram a Palavra de Deus com ousadia (Atos 4). O anjo do Senhor livrou a Pedro da prisão em resposta às orações da igreja (Atos XII).

Na Escritura há inúmeras provas da importância que os primeiros crentes davam às orações, mesmo em meio a dificuldades. Os exemplos que encontramos em II Cr. 32. 20 e em Tg. 5. 17, 18, nos mostram o quanto a oração pode muito em seus efeitos.

Os crentes têm sido abençoados por suas vidas de oração. Como resultado das orações fervorosas das almas dos crentes, Deus tem movido o seu braço poderoso em nosso favor. Homens e mulheres como Epáfras (Cl. 4.10), Deus concede uma resposta a seu pedido... “Orai sem cessar”. Nos indica que os crentes devem sempre manter-se em constante oração. Deve-se estar constantemente num estado de dependência, e por conseguinte em constante oração.

Uma outra coisa que precisamos saber, é que seja sozinho ou acompanhado, devemos ter tempo para estarmos na presença de Deus, longe das ocupações da vida para podermos expormos os desejos e anseios de nosso coração.

Prezados irmãos, aproveitem bem todas as oportunidades em suas vidas para perseverarem em oração. Se aproveitarmos cada momento que nos é dado para esse fim, nós nos surpreenderemos de ver o quanto pouco utilizamos esse tempo essencial para a nossa saúde espiritual.

E o culto doméstico?

Se os crentes oram em família as suas reuniões de oração serão felizes, cheias de vigor, cheias de fé, de poder e de liberdade. Quando as reuniões de oração são frias, quando não há fervor e liberdade, podem estar cientes  de que o relacionamento familiar e a casa daqueles que as constituem podem contar muita coisa sobre sua indiferença e negligencia a respeito da oração.

O culto doméstico tem o poder de unir a família em prol do propósito da adoração coletiva a Deus e de fortalecer a fé da família e o compromisso com a causa de Deus na igreja.

Que Deus nos faça pessoas perseverantes e fervorosas na oração.

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