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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

CONSIDERAÇÕES FORTÚITAS SOBRE A PREGAÇÃO DA PALAVRA

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Rev. João d'Eça


Que formosos são sobre os montes os pés

do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir

a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir

a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!

(Isaias 52.7)

 

Introdução
          Quando falamos de pregação da palavra estamos tratando de uma matéria de grande responsabilidade, primeiramente porque o pregador é um enviado de Cristo, ao púlpito para explicar as mensagens de salvação. Calvino e Lutero ficavam impressionados com o tamanho da responsabilidade: falar em nome de Deus, a Palavra de Deus. O fato é que a Escritura nos diz que nós temos de dar conta até da palavra ociosa, imaginem a responsabilidade da palavra proferida? Ela tem repercussões eternas.
 
Como preparar o sermão
          O sermão nunca deve ser feito de improviso, fazer assim é irresponsabilidade, é não levar em consideração a importância da mensagem. O lema de João Calvino era: “Orare et labutare” (Oração e Trabalho). Esse deve ser o esforço do pregador, orar e trabalhar duro para apresentar uma mensagem relevante e biblicamente centrada.
 
O pregador deve fazer um esforço para ter bons comentários bíblicos e bons livros. O pregador ainda continuará a ser um aluno, e deve ser um aluno mais aplicado ainda mesmo depois de sair do seminário. O pregador relevante “aproveita bem cada oportunidade” para ler durante suas viagens. Pobre daquele que pensa que o tempo de estudar se limita ao tempo de seminário, ou que pensa que não precisa estudar de jeito nenhum, achando que receberá a mensagem para pregar à igreja por “divina revelação extática”.
 
O conselho do apóstolo Paulo a seu filho na fé Timóteo foi “Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino” (I Tm. 4.13). Um certo pregador de notável reconhecimento atraia as suas ovelhas pelos seus sermões edificantes. Alguns irmãos, porém, se queixavam da sua falta de visitação mais constante. A sua resposta era que, se os visitasse mais em suas casas, eles o visitariam menos na igreja, pois os seus sermões não seriam devidamente preparados.
 
Quanto de texto usar
         Os sermões podem ter como base um só versículo das Escrituras ou podem ser expositivos, como é a prática presbiteriana da maioria dos pregadores. A exposição da Palavra era a prática comum dos apóstolos e foi a prática dos grandes pregadores ao longo da história até a Reforma, onde os Reformadores usavam a pregação expositiva como meio de evangelizar, edificar e de ensinar as igrejas. Dos Reformadores aos nossos dias, passamos por pregadores como Whitifield, Edwards, Spurgeon,  Lloyd Jones, John Stott, etc.
 
A missão do pregador no culto público consiste, pois, em apresentar uma mensagem fiel à igreja. Seu sermão deve ser bem estudado e meditado. Ele deve se lembrar que, entre os ouvintes, está a presença do Príncipe dos pastores, o Senhor Jesus Cristo. O pregador deve ser extremamente cuidadoso na escolha do texto, sabendo o que vai dizer a igreja. O texto não pode ser um “pretexto”, mas ele deve ser a base do sermão.
 
         O substituto natural do pastor na igreja é o presbítero, mas se o presbítero não for um homem habilitado, não for devidamente preparado, conforme ensina a Escritura, não deve se aventurar nos caminhos da pregação.
 
O papel dos ouvintes
         O povo que está no culto deve dar toda a atenção durante a pregação. É falta de respeito, de ordem e reverência, quando as pessoas ficam levantando-se durante a pregação. Desde a saída de casa, as pessoas que vão ao culto, devem se preparar em oração, orando não só pelo pregador, mas por si próprio, para que Deus lhe abra o entendimento para compreender a verdade e para que a Palavra não volte vazia.
 
Nunca critique o pregador em público para não desestimular os ouvintes a não quererem mais ouvi-lo, muito menos critique em casa à presença dos filhos, para que estes não fiquem desanimados e não venham a perder o respeito pelo pregador e pela mensagem. A maioria dos críticos fazem a critica pelo simples hábito de criticar, nem se lembram do que foi pregado, do texto lido, mas a língua ferina, tende a criticar pelo mau hábito.
 
Conclusão
 
         As famílias devem sair de casa para o culto com júbilo e alegria em seus corações, desejando ouvir a Palavra de Deus através dos seus servos os pregadores, usados por ele como instrumentos de transmissão da sua mensagem.
 
Orar, prestar atenção, tentar compreender o que se diz é dever dos ouvintes. O dever dos pais é orientar os seus filhos, mesmos os pequeninos, a saber que aquele momento da pregação é um momento de prestar atenção e se comportar. Para isso, os pais devem orientar os seus filhos desde a casa e exigir que eles atentem para a pregação na hora do culto.
 
Aos pregadores, devem ser fieis às Escrituras e falar aos ouvintes todo o conselho de Deus. Nunca saia para o culto sem antes ter se preparado adequadamente para tão sublime tarefa, a de pregar a Palavra de Deus.

sábado, 21 de novembro de 2015

RELIGIÃO NÃO SE DISCUTE...


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Rev. João d'Eça, MD
 
Já passamos 15 anos do século XXI, do terceiro milênio da era cristã e ainda o espírito perverso e diabólico dos jesuítas perdura no meio da sociedade, envolvendo-a nas trevas do obscurantismo e do indiferentismo da incredulidade.
A inquisição jesuítica, tragicamente consumiu a vida de inúmeros cristãos que tentaram invalidar as falsas doutrinas do romanismo querem ainda hoje, em que pese a liberdade de afirmação de crenças e da influência do Evangelho, que baniu a Inquisição, logo depois da queda da Bastilha trazendo os ideais de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
O aspecto marcante da queda da Bastilha em 14 de julho de 1789 foi o de demonstrar que o movimento em curso para buscar a extinção do regime absolutista contava a partir de agora com a população em geral e não mais de um grupo de deputados que pretendiam modificar o regime através de leis.
Na época, o sistema legislativo francês dividia-se em três grupos, os chamados três Estados: o primeiro compreendia os representantes da nobreza; o segundo representava o clero católico; finalmente, o terceiro, representava a população em geral. Os dois primeiros grupos votavam quase sempre em conjunto deixando o Terceiro Estado isolado e marginalizado, tornando qualquer proposta de mudança da situação pela via política bastante difícil.
Em nossos dias o espírito dos Jesuítas sobrevive através da procura de outros meios, por eles julgados mais apropriados, e entre eles engendrados para ludibriar a população e fazê-las escravas das suas crendices e cada vez mais longe da verdade do Evangelho, estabeleceram a ideia de que “religião não se discute”.
Assim, se as pessoas comprarem essa falsa ideia jesuítica de que “religião não se discute”, a ordem de Jesus no final do evangelho de Mateus fica impraticável: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mt. 28.19). Muitas vezes, baseados nesse provérbio maldito dos jesuítas, as pessoas se negam a ouvir a pregação do evangelho e ainda usam o diabólico refrão: “religião não se discute”.
Esse é o argumento desprovido de inteligência, de lógica e de fé que lançam os partidários da ignorância e do erro, para se absterem do verdadeiro conhecimento da verdade genuína do cristianismo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

SE ELES SE CALAREM....

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Rev. João d'Eça


Lc. 19.40

 

Introdução:

         Quando Jesus chegou à porta de entrada de Jerusalém, os seus discípulos, cheios de alegria, gritavam:
 

Bem dito o que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas! Ora, alguns dos fariseus lhes disseram em meio a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos! Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão.”

 Em nosso tempo, quando a Palavra de Deus é anunciada, bendizendo o nome santo do Senhor Jesus Cristo, muitos homens levantam-se contra os servos de Jesus para fazê-los calar. Esses homens se associam com os discípulos dos fariseus, que no texto acima mandaram que Jesus fizesse os seus discípulos calarem.

Jesus nos advertiu contra essa oposição, dizendo em sua Palavra: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós” (Mt. 5.11).

A Palavra de Deus “não voltará vazia” (Is. 55.11), por esta razão é que surgem em todas as camadas da sociedade, pessoas confessando o nome do Senhor Jesus Cristo, depois que ouvem o puro e santo Evangelho. “Se nos calarmos as próprias pedras clamarão”.

O ateísmo, o materialismo, o cientificismo e as filosofias dos séculos XX e XXI, pretendem solapara a fé divina, que está no coração do homem. Se a Palavra de Deus verdadeira, não for pregada e ensinada em nossas igrejas, todo esse arcabouço de perigos permanecerão em meio ao nosso povo e causarão ainda mais estragos do que já causaram até agora.

O maior tesouro da humanidade, o código das nações civilizadas que é a Palavra de Deus, está desaparecendo dos púlpitos. O ensino e pregação que se vê e ouve não é mais fruto de conhecimento e intimidade com Deus, mas de uma repetição incessante de métodos humanos em busca do sucesso no mundo dos “busines” gospel.

Homens de corações duros serão quebrantados pela verdade divina e bendirão ao Senhor. As aves do céu cantam em louvor a Deus (Sl. 104.12), os homens também são chamados a louvar anunciando a Sua Palavra, dando glória ao seu Santo Nome.

Por isso, confiados no poder de Deus, desembainhando a espada de dois gumes, que é a Palavra, desfraldando a bandeira da nossa liberdade, cantemos:
 

Todo o poder o Pai me deu,

na terra como lá no céu!

Ide ao mundo anunciar o Evangelho,

E eis-me convosco sempre!.
 
(Refrão do hino 289 do HNC - IPB)
 
Se nós nos calarmos, Deus cobrará de nós o nosso silêncio.

sábado, 27 de dezembro de 2014

O MINISTRO DO EVANGELHO E O SEU AUDITÓRIO

O ministro pode dizer como João Wesley: “O mundo é minha paróquia.” Então a magnitude de seu campo servirá para estimulá-lo.

Pode admitir a modificação deste lema proposto por Dean Stanley: “Minha paróquia é meu mundo.” Então sentirá que todos os seus interesses intelectuais e espirituais se concentram sobre ela.

Pode finalmente reunir as duas máximas e procurar, com o tempo, abarcar o mundo em sua paróquia, estendendo pouco a pouco a esfera de sua atividade.

Entendendo que a sua paróquia é composta daqueles que assistem aos cultos e o escutam juntamente com os enfermos que não podem ir ao templo, interessa em alto grau o maior auditório que puder.

Sendo tantos os assuntos, se o indivíduo tem algo que dizer digno de ouvir-se, reunirá necessariamente seu próprio auditório. Que apresente a matéria de que se ocupa de uma forma exata e atrativa, e se aumentará insensivelmente o número daqueles que procuram ouví-lo.

Na pregação do Evangelho não se encontra nenhuma exceção a esta regra. Os exemplos de pregadores que estão inseridos nos locais onde pessoas humildes residem, conseguem reunir grandes congregações.

Quando Whitsfield visitou Londres, nenhum ministro o convidou para pregar em sua igreja. Ele então foi para o campo e milhares de pessoas o seguiram desejosos de ouvir a sua pregação, e entre eles homens como David Hume e Chesterfield.


O Evangelho, mais do que outro tema atrai multidões, quando apresentado de forma fiel e interessante. Não há outro assunto igual a palavra do Evangelho que seja capaz de atrair pessoas. Se os pastores estão tendo os seus auditórios diminuídos, a causa do mau êxito está no modo de expor o Evangelho. Muitas são as causas de auditórios diminutos, mas a razão determinante é a maneira pouco atraente em que o pregador apresenta o Evangelho. Uma pregação monótona, a falta de uma resolução firme para despertar o interesse de seus ouvintes, tem esvaziado os auditórios.

segunda-feira, 31 de março de 2014

SERMÃO MONÓLOGO - UMA FERRAMENTA DE PREGAÇÃO.

Postado inicialmente em 1º de setembro de 2006.

Dentre as várias formas de sermão, existe um tipo, não muito usado, mas que se aproveitado da forma adequada, pode ser muito instrutivo e esclarecedor, é o Sermão Monólogo, onde o pregador, como um ator de teatro, representa através de um monólogo um texto bíblico, geralmente relacionado à vida de um personagem bíblico.

O sermão monólogo abaixo, foi um trabalho que fiz para a matéria Homilética, do prof.: Jilton Morais, quando estava no mestrado em teologia no Seminário Batista Equatorial, na cidade de Belém-PA.

Postei-o inicialmente no dia 1º de setembro de 2006, e agora o reproduzo. Leia atentamente, esse método de pregação tem um grande poder de ajudar o pregador a memorizar e a conhecer a vida dos personagens.


A LUZ BRILHOU EM MINHA VIDA

Monólogo da Conversão de Saulo – Atos 9. 

By Rev. João d’Eça. 


Sai para executar uma missão que para mim era de suma importância: prender e trazer para Jerusalém, cristãos que estavam divulgando a mensagem que eu considerava heresia, a mensagem do rabino de Nazaré, que foi crucificado pelos líderes judeus sob a acusação mentirosa – hoje sei – de se levantar contra o império e ter cometido blasfêmia. Desde criança, mais ou menos aos treze anos, fui enviado por meu pai para estudar na cidade de Jerusalém, aos pés do grande mestre Gamaliel. Aliás eu fui instruído nos rigores da religião judaica, e sempre me orgulhei da minha raça, apesar de ser romano de nascimento. Sabia, no íntimo, que mais cedo ou mais tarde, o jugo romano passaria, assim como passaram os impérios que de um modo ou de outro escravizaram o meu povo. Sempre me interessei pelas genealogias, a minha em particular, descendia do primeiro rei de Israel, Saul, e isso me enchia de orgulho. 

Meu pai era um judeu da Dispersão e também era cidadão romano. Há cerca de uns duzentos anos atrás “era possível para alguns poucos judeus tornarem-se cidadãos romanos se, se arrolassem numa tribo determinada para eles, onde poderiam controlar os ritos religiosos e identifica-los com o serviço da sinagoga”[1] Desde bem cedo na minha vida, assim como os meus antepassados, minha mãe ensinou-me os primeiros passos na nossa tradição religiosa ( II Tm. 1:3 ). Ela era uma mulher maravilhosa, era também disciplinadora, correta e digna. O que eu aprendi das Escrituras Sagradas do meu povo, aprendi primeiramente em casa com a minha mãe ( II Tm. 1: 5 ). Ela ensinou-me a amar e respeitar a religião do meu povo, principalmente a tradição oral, que para o judeu é algo de valor inestimável. 

Eu, durante o tempo de minha ignorância, persegui e prendi muitos judeus cristãos. Eu tinha autorização dos principais sacerdotes e por isso, quando os matavam eu apoiava. Quando lembro que obriguei muitos a blasfemarem de Cristo e que castiguei a muitos outros, choro de vergonha. Quantos eu persegui até em cidades estranhas (Atos 26: 10,11). Não muito tempo atrás quando estava com mais ou menos trinta anos de idade, fui derrotado na Sinagoga pelo discurso de um jovem chamado Estevão, e isto muito me enfureceu. Quem era aquele homem para se desfazer assim da minha religião? Eu não admitia que ninguém questionasse a minha religião. Este jovem quando abria a boca, os seus discursos eram todos anti-farisaicos. Era demais para eu agüentar. Ele menosprezava o valor do templo, dizia que a Revelação de Deus não foi exclusiva para o nosso povo de Israel na pessoa de nosso Pai Abraão. Ele afirmou: “Varões, irmãos, e pais ouvi. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão estando na Mesopotâmia, antes de habitar em Harã” (At. 7:2 ). Quão louco eu fui. Quão cego eu andei por muito tempo em minha vida, até agora. Fui como um homem insaqno achando que estava certo. O Pior não é estarmos errados, mas sim, estarmos errados e acharmos que estamos certos. 

Durante muito tempo cometi essas barbaridades porque julguei-me certo no estava fazendo. Eu assolava a igreja e invadia as casas. Minha atividade perseguidora em Jerusalém só parou quando não havia mais ninguém para ser perseguido ali naquela cidade. Preparei um programa completo e definido de extermínio dos cristãos, estava quase conseguindo o meu intento, não fosse Deus intervir de forma espetacular em minha vida. Lá estava eu a caminho de Damasco, grande e histórica cidade, levava autorização dos principais sacerdotes para prender e trazer os cristãos que por lá encontrasse. Era meio dia, o sol estava brilhando intensamente, mas a luz que eu vi, em muito excedia o brilho do sol. Ouvi então uma voz que saia do meio da luz e dizia: - Saulo, Saulo, por que me persegues? Eu respondi então. - Quem és, Senhor? E a voz disse: - Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. Eu então indaguei: - O Senhor disse então: Senhor o que devo fazer? - Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que deves fazer. Os homens que iam comigo, não sei se ouviram a voz e não viram a luz, ou, se viram a luz e não ouviram a voz; só sei que todos caímos ao chão e eu em particular, fiquei cego e tive de ser conduzido até a cidade como uma pessoa inválida. Não conseguia entender. Como um homem cego estava sendo chamado para dar luz aos cegos? Eu fui preparado para ser rabino, meu professor Gamaliel, era diferente, ele deixava seus alunos estudarem as grandes obras dos gregos e eu fui também educado segundo a visão helênica dos filósofos. Agora sei como Moisés deve ter se sentido. Ele que foi educado na coorte egípcia, a maior civilização do seu tempo, aprendeu de tudo o que os egípcios sabiam de melhor: Astronomia, Matemática, Medicina, Engenharia, Arquitetura e várias outras ciências. Depois de aprender tudi isso por quarenta anos, Deus o envia para o deserto de Mídia para cuidar de ovelhas, para aprender humildade, para ouvir a voz de Deus. Eu fui escravo da letra que mata (II Cor. 3:6 ), e por esta razão, entendia que devia praticar males contra os servos de Jesus, mesmo entendendo que não eram males, mas zelo (At. 26 : 9 ). 

Penso que se eu tivesse me encontrado com Jesus antes, em Jerusalém, talvez tivesse me juntado aos principais sacerdotes para mata-lo, porque ele representava tudo o que eu repugnava. Ele se opunha a teologia do meu mestre Gamaliel, e, isto eu não admitia. Hoje eu posso concluir o seguinte: Se Cristo pôde salvar um homem como eu, ninguém mais deve se desesperar, Ele pode salvar a todos que ouvirem a sua voz e se renderem a Ele. É certo que muitos não passarão por experiências iguais as minhas, mas sei que como ele me chamou de forma espetacular, outros virão também da mesma forma. A maioria porém não precisará passar pelo que eu passei, bastando tão somente que se arrependam dos seus erros e pecados e ouçam o chamado de Deus. Refletindo no modo como eu vivia, reconheço que eu sou o menos digno de todos os homens, porque eu persegui a igreja de Deus, porém eu me consolo, por ter feito isso tudo no tempo da ignorância e na incredulidade. O mundo está diante de mim, terei de enfrenta-lo. Estou no momento carregando uma marca, um rótulo de perseguidor dos cristãos, de inimigo dos servos de Cristo, de inimigo de Deus. Pessoas irão pensar que se trata de uma estratégia minha e se afastarão de mim. Estou preparado para todo tipo de reação das pessoas, sei que muito vou sofrer, do mesmo modo como fiz muitos sofrerem. Não considero essa atitude como auto-punição, mas como uma situação pela qual terei de passar, e, só posso dizer que estou pronto. 

Por muito tempo considerei o cristianismo como falso, afinal eu nunca tive tempo de estuda-lo. Uma coisa era certa para mim, se o cristianismo se opunha ao farisaísmo, só podia ser falso. Hoje sei que a religião do Cristo é a verdade, que Jesus é a verdade, que este é o caminho; eu o encontrei; já estou trilhando por ele e tenho uma profunda esperança de que Deus irá me usar para levar salvação a muitos. Que gloriosa esperança! Um homem bom chamado Ananias, me acolheu em sua casa e cuidou de mim, informou-me acerca dos acontecimentos, confiou em mim por amor a Cristo, e, por fim fui curado. Eu voltei a ver e agora a minha visão é diferente. Já não vejo o mundo como antes, a luz tem um novo brilho, o canto dos pássaros tem um novo som, há paz no meu íntimo, tudo se fez novo para mim (II Cor. 5: 17). Como é bom ser acolhido na casa de um homem bom. Devo a minha vida a Ananias. Através da sua instrumentalidade fui cheio do Espírito Santo, recebi um novo vigor, fui batizado e passei a fazer parte como membro do corpo do Senhor. Já preguei em algumas Sinagogas e testemunhei, que, quem me salvou foi Jesus Cristo. Muitos admiraram-se, mas Deus fortalece-me a cada dia e tenho tido vitória. Não vou permanecer aqui, estou preparando-me para o serviço do Mestre. Já abdiquei de todo o meu passado, toda educação, toda instrução, os amigos, as influências, nada disso me valeu. Somente Jesus Cristo foi quem mudou a minha vuda. Se você se parece comigo, reflita agora e receba Cristo em sua vida como Salvador e Senhor e assim como eu, Ele mudará você. 

Amém. 


*Trabalho realizado por R.João M. d’Eça em cumprimento parcial da Disciplina “Variedade no Ministério da Pregação”, do prof. Jilton Moraes, do curso de Mestrado em Teologia do Seminário Teológico Batista Equatorial em Belém – PA.

 [1] ªT. Robertson, citando Ramsay em épocas na vida de Paulo, pg. 21.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

SOBRE A PREGAÇÃO - PARTE IV - PREGANDO COM UM ESBOÇO

Neste artigo estaremos falando sobre a pregação com o auxílio de um esboço. Para muitos isso é um heresia, mas essa sempre foi e sempre será a forma de pregar dos grandes pregadores. Calvino pregava assim, Lutero pregava assim Jonathan Edwards pregava assim, Martin Lloyd Jones pregava assim, Billy Graham sempre pregou assim, Nilson Fanini pregava assim. Todos os pregadores que se preocupam em transmitir uma mensagem bíblica que não é sua, pregam assim.

Não que os que pregam de memória não sejam bíblicos, mas eu conheço bem poucos, posso contar nos dedos de uma só mão, que costumam pregar assim, de memória, não de improviso, mas de memória, ou seja, o esboço foi metido na sua cabeça. Isso é uma arte, e bem poucos a conhecem.

Já ouvi falar de pregadores que decoraram o evangelho de Marcos em sua totalidade, alguns por pura diversão. A pregação através da leitura do sermão de um manuscrito, quando bem feito, é tão eficaz quanto a pregação de memória. Não existe vergonha ou demérito nisso. Eu sei que esta não é uma tarefa fácil, até porque eu também gosto de ouvir um sermão entregue sem esboço.

A pregação sem notas é mais dinâmica, apesar de ser muitas vezes rasa. O sermão com notas pode ser um fardo muito pesado para o pregador e um enfado para o auditório, mas se for treinado e bem feito, com estudo prévio e conhecimento do assunto tratado, é muito mais eficaz. Jonthan Edwards pregou o seu famoso sermão: Pecadores nas mãos de um Deus Irado, segurando o esboço numa das mãos e a lamparina em outra. Os seus biógrafos dizem que o impacto na vida dos seus ouvintes foi tremendo, que as pessoas seguram-se nas colunas do templo, pedindo a misericórdia de Deus.

Alguns argumentam que Jesus Cristo não usava esboços e por isso a forma correta de pregar é sem o auxílio de esboços. Porém, essa não é uma comparação justa, já que Jesus é o Filho de Deus. Ele é a Palavra. Mas até mesmo Jesus utilizou-se da Palavra revelada de Deus, pois ele sabia as Escrituras a a lia. Em Lucas 4:16 ss, ele entra na sinagoga de Nazaré e a ele é entregue o livro de Isaías, e ele levantou-se para ler.

As cartas de Paulo foram amplamente distribuídas, e foram lidas na íntegra em todasa as igrejas nascentes e, posteriormente, até nós hoje.As cartas eram lidas para o conhecimento dos ouvintes do N.T. Antes disso, as histórias eram entregues por via oral, porém depois foram colocadas por escrito para preservá-los.

É claro que existe uma abundância de exemplos na Bíblia em que Pedro e Paulo pregavam somente com o auxílio do Espírito Santo. Mas, não há prova na Bíblia que diga que eles pregaram sem notas, ou que diga que a pregação com notas não recebe o auxílio do Espírito. Deixar-se conduzir pelo Espírito Santo é obrigação de todo pregador. Sabendo disso, aqui estão alguns conselhos práticos.

PREGAR COM ESBOÇO É UMA ARTE.

1 – Pregue usando as suas palavras.

A melhor maneira de começar a escrever o seu sermão, é da forma como você fala. Frases curtas é o que você precisa inicialmente. Você precisa escrever exatamente do jeito que você fala. Se o pregador usa uma linguagem que os ouvintes não estão acostumados a ouvir em seu linguajar, eles perceberão que algo não está certo, e duvidarão de que aquelas palavras sejam dele mesmo.

2 - Cuidado com a comunicação visual.

Manter o equilíbrio entre a leitura do manuscrito e o olhar ao público, não é difícil de se conseguir, basta que o pregador estude antes o seu esboço, e que ele mesmo o tenha preparado.

Um bom recurso é fazer destaques no texto à sua frente, ou com sublinhamento ou com marca-texto. Ainda um outro recurso eficiente é escrever em cores diferentes. Com a ajuda do computador, isso é facílimo.

Olhe para os dois lados do seu auditório, faça com que as pessoas prestem atenção no que você está dizendo e sintam que você está falando diretamente a elas.

3 - Utilize os recursos disponíveis

Hoje em dia temos os Laptops, que já estão ficando até obsoletos com a chegado dos iPads (sonho com o dia em que poderei ter um!), eles ajudam a dinamizar a pregação, a colorir, a dar movimento, a ilustrar com vídeos e fotos e uma infinidade de recursos para o pregador. Com a Judá de um bom DataShow, pode-se transmitir a pregação em um telão para o ouvinte através de um editor de texto com recursos de multi-mídia, ou em Power Point, ou em um outro programa qualquer. Tudo isso são recursos que podem prender a atenção do ouvinte e ajudar na compreensão da mensagem.

Mas mesmo os que não tem como utilizar esses recursos, podem pregar com dinamismo, simplicidade e no poder do Espírito Santo, basta deixar-se ser usado e esmerar-se na preparação prévia.


SINCERAMENTE, POR QUE NÃO PREGAR SEM ESBOÇO?

A principal razão é o fato de que você trabalhou duro no preparo da mensagem e não vai querer que o seu ouvinte fique sem aquela parte importante que você esqueceu, porque não trouxe o esboço. Afinal você levou horas durante a semana estudando o texto. Traduzindo do grego ou do hebraico. Fazendo exegese, usando os recursos hermenêuticos, esboçando homileticamente, fazendo interpretação e comparação com comentários. Descobrindo materiais ilustrativos que ajudam a explicar o que Deus está dizendo no texto. Criando uma forma de ser atraente e relevante, informativo e cheio da graça. Tomando cuidado para que o que você dirá seja teologicamente verdadeiro.

Você rejeitou as idéias ruins e duvidosas. Então, por que correr o risco de esquecer o que você escreveu, dizendo alguma bobagem no calor do momento, que poderá danificar a fé de alguém?

Como parar na hora certa?

Pode não parecer, mas parar é também uma arte. E uma outra razão para se pregar com esboço, é que na minha opinião, só os melhores e mais experientes pregadores que não usam esboço tem a experiência e o bom senso para saber quando parar. Outros pregam em círculos, chegando ao ponto e depois voltam para pregá-lo novamente e novamente. Há sempre o risco de perder o “trem” do raciocínio por qualquer coisa, até por alguém que dê um grito lá na rua. Sermões manuscritos podem facilmente ser colocados no boletim ou no site da igreja, ou até mesmo entregues aos ouvintes surdos que existam na igreja, ou ainda para aqueles que desejam revisar em casa.

Conclusão:

Finalmente, pregar com um esboço não é nenhum pecado, nem é uma heresia! Deus não chama apenas pessoas capazes de falar sem anotações nas mãos. Deus chama os melhores oradores para convencer o faraó a deixar ir o povo, ou para levar as boas novas a todo o mundo. Diferentes tipos de pessoas são chamadas e usadas com os seus dons dados por Deus. Por todos os meios, devemos nos esforçar para sermos os melhores que pudermos como pregadores. É por isso que você está lendo este artigo.

Para ser um pregador autêntico, é preciso ser fiel a quem se é. Então, se você está preso ao papel, peça ao Espírito Santo para lhe ajudar no processo. E então: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, Senhor, Rocha minha e redentor meu. (Salmo 19:14). E o manuscrito também.

terça-feira, 3 de maio de 2011

SOBRE A PREGAÇÃO - PARTE II - PREGANDO PARA A VIDA

PREGANDO PARA VIDA

Nem todos, mas a maioria dos pastores de linha reformada fazem um trabalho duro para tentar pregar fielmente a partir da escolha de um texto bíblico. Passamos horas em estudos bíblicos e exegéticos em preparação para o sermão de cada domingo ou até mesmo para os estudos bíblicos de meio de semana.

então segue o que essas observações podem ter a ver com nossas vidas, nossa comunidade e nosso mundo. Amen.

Sermões para a vida.
Pregar para a vida é pregar com o coração, mas antes de tudo é pregar com a vida. Os que pregam para a vida já experimentaram a transformação dos seus corações através da operação do Espírito Santo através da Palavra. Pregar para a vida é pregar no poder de Deus para que pecador reconheça-se como tal e tenha sua vida mudada para a glória de Deus.

Pregar para a vida passa por uma série de coisas:
Primeiro, o pregador precisa gerar confiança do ouvinte. Um pregador pode estar dizendo as coisas certas, mas se ele não é confiável, tudo será em vão. A confiança que os ouvintes tem no pregador é um dos seus maiores tesouros. Já ouvi pregadores pregarem sermões maravilhosos, mas vi também as pessoas o chamando de mentiroso depois da pregação. Não que ele estivesse pregando mentiras, mas é que sua vida nem de longe refletia o que ele estava dizendo. Parte da construção da confiança que os ouvintes terão no pregador, passa por ele viver o que prega.

Pregar para a vida é pregar o que vem “de dentro”, o que já foi mudado pela Palavra de Deus. A congregação verá onde é que a Palavra de Deus tem mudado a vida do seu pastor. Se o sermão não mudou a vida do pregador, ele dificilmente mudará a vida do ouvinte. Essa percepção dará integridade, autenticidade e credibilidade à mensagem e ajudará os ouvintes a enxergarem a verdade da encarnação do Verbo.

Quando o pregador é confiável, permitirá que ele pregue com paixão e proporcionará que ele demonstre a vitalidade da fé e a vulnerabilidade da sua humanidade, que é igualzinha a de todos os homens. É assim que o pregador se torna mais real e acessível e servirá como uma lente através da qual as pessoas enxergarão a salvação de Deus entre seu povo.

O pregador que prega com a sua vida será como uma lente que amplia o entendimento do Evangelho. Paulo, diz aos Colossenses: “pois ficamos sabendo da fé que vocês tem em Cristo Jesus...Quando a verdadeira mensagem, a boa notícia do evangelho, chegou a vocês pela primeira vez, vocês ouviram falar a respeito da esperança que o evangelho oferece.” (Col. 1: 4,5 - NTLH).

O que Paulo está dizendo aos colossenses é que uma boa razão para se crer que o Evangelho vale a pena ser vivido, é parar e olhar para o fruto que ele traz em suas vidas. – “Vejam o que a Palavra está fazendo no meio de vocês?"

O pregador pode ajudar as pessoas a virem conhecer a Jesus, através da pregação da Palavra e do testemunho do que Deus está fazendo pela congregação. Ele pode, através da mensagem, ajudar as pessoas a ver como as pessoas mudaram depois de conhecerem a Cristo. Pode ajudá-los a ver como as pessoas que lutam a batalha da fé, estão recebendo o poder de Deus e os que estão orando tem tido as suas orações respondidas por Deus.

O pregador tem a responsabilidade de fazer as pessoas depositarem a sua fé e a sua esperança no objeto certo, ou seja o Evangelho. Assim, a vida será mudada com o poder do Evangelho, a fé e a esperança irão crescer dentro de sua comunidade de fé!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA PREPARAÇÃO DA MENSAGEM PARA PREGAÇÃO.

Nas próximas semanas estarei postando um artigo por semana que trata do ministério da pregação e do preparo pessoal do pregador. Os artigos serão de natureza pessoal, relacionado ao meu estilo de pregação e da minha experiência diária e semanal no preparo dos sermões: Espero que seja de utilidade aos leitores desse blog.

Não é fácil escolher o texto para pregação a cada semana. Sem falar de que há pastores como eu, que pregam 4 vezes por semana nos púlpitos de seuas igrejas. Como ser relevante e pregar uma mensagem com conteúdo, diante das pressões para o prepara da mensagem?


Creio que tudo começa na comunhão com Deus e no conhecimento da sua Palavra. As técnicas de pregação, os tipos de sermão, as abordagens e formas, são secundárias, no meu ponto de vista. Creio que o pregador não deve se preocupar excessivamente com as normas homiléticas, elas são importantes, mas não é tudo no sermão. É claro que o pregador deve ter um modo de esboçar as suas idéias, as técnicas homiléticas dão isso, porém, ele não deve ser escravo disso. O importante é que a mensagem tenha conteúdo bíblico-teológico e seja entendida pelo ouvinte, a começar do mais humilde até o mais esclarecido.

Como a pregação tem um caráter espiritual, não é uma palestra de auto-ajuda, ela precisa ser entregue ao povo debaixo de oração. Começa desde a escolha do texto até o final da entrega, o pregador tem de estar na dependência de Deus, em espírito de oração.

As vezes o pregador é tentado a relaxar nesse ponto. O foco da pregação não está somente no que se diz, mas no que se escuta, afinal, pregação visa persuadir o ouvinte a entender o que se diz, por isso, a oração é fundamental para que Deus destrave o entendimento do ouvinte para as verdades eternas. Grande parte da pregação tem a ver com o ouvir. O pregador fala e ouvinte enquanto ouve tenta entender o que ele diz, isso precisa ser levado em consideração, e a oração é de fundamental importância nesse aspecto.

A importância da oração.
Quando pregadores seguram uma Bíblia em suas mãos, eles seguram papel e tinta, isso se levarmos em consideração apenas o fato de vermos a bíblia como literatura. Mas se entendemos que a pregação é uma atividade essencialmente espiritual e que as palavras da Bíblia são palavras de Deus, usando uma metáfora, pregar então tem como propósito principal, transformar a tinta das páginas em sangue de Cristo. Pregação é tornar o texto vivo, real e isso só acontece por meio da oração.

Ouvindo a pregação
Infelizmente muito do que se ouve hoje em dia como pregação bíblica, não passa de discurso vazio, de uso de técnicas de neurolinguistica, principalmente entre os pregadores televisivos, com exceções é claro. Obviamente, há muitas maneiras de se ouvir uma pregação. No final de semana passado fui ouvir um pregador famoso no Brasil, cuja pregação não passou de um relatório de suas viagens ao exterior, muitas piadas que divertiram o auditório, recomendação de livros e frases de efeito como pontos da “suposta” pregação. No final a Palavra de Deus ficou em silêncio e a palavra do pregador falou mais alto.

“Lectio Divina”
Este é um processo lento, contemplativo de oração para pregação. Incentiva-nos a escutar profundamente - para ouvir "com os ouvidos do nosso coração", É uma combinação de leitura (lectio), meditação, oração e contemplação.

Praticando a “Lectio Divina”:

1. Sinta-se confortável em ficar calado.
Ouça a voz de Deus no silêncio. Isso pode ser feito por qualquer pessoa que queira estabelecer um momento diário em sua rotina para esse fim. Em oração silenciosa, num ambiente da casa ou do escritório apropriado para isso, longe de Tv, rádio ou Internet.

2. Leia o texto várias vezes.
Leia o texto em voz alta, lentamente. Se começar a preparar o seu sermão na segunda-feira, você tem a oportunidade de ler o texto pelo menos 50 vezes. Leia-o com cuidado. Ouça a voz mansa e delicada das suas palavras falando a Palavra de Deus. Trata-se de ouvir o que Deus tem a dizer-lhe pessoalmente neste texto. A leitura é um convite para entrar mais profundamente na presença de Deus.

3. Medite sobre o texto lido.
Selecione uma palavra ou frase do texto. Repita-o lentamente para si mesmo. O objetivo é ser tocado profundamente pelo que a Palavra de Deus diz e deixar-se envolver com a mensagem, isso dará mais desenvoltura na argumentação quando o pregador estiver entregando a mensagem.

4. Ore pedindo a Deus entendimento claro e poder para transmitir.
A oração nos dá a oportunidade de dizermos pra Deus que fomos tocados pela mensagem e que gostaríamos de ser usados como canal de bênçãos para alcançar os ouvintes.



Perguntando ao texto:

Depois de saber o que o texto diz, e de estar seguro do que se vai dizer aos ouvintes, é hora de montar um esquema respondendo algumas perguntas:

1. Qual é o ensino e o significado claro do texto?
2. Qual resposta o texto propõe aos ouvintes?
3. O que Deus espera de mim, de acordo com esse texto?
4. Qual pedido de oração esse texto propõe?

CONTINUA....

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PLÁGIO E PREGAÇÃO

Introdução:

Alguém que eu no momento não lembro quem foi, disse: “Copiar de um é plágio, copiar de vários é erudição.”

Num tempo em que a tecnologia está à disposição de todos com a maior facilidade; que existem inúmeros sermões à disposição na Internet e que os pregadores são tentados a usar o que tem a sua disposição, sem se preocuparem com o estudo sério para pregarem seus sermões e alimentarem o seu povo, nós provocamos a discussão sobre Plágio e Pregação, para saber até onde começa o plágio e até onde vai a criatividade dos pregadores mesmo usando o esboço de um sermão que não foi composto por aquele que está pregando. Como bem disse Spurgeon: “Posso usar o machado de outrem, mas as machadadas serão minhas.”

QUANDO É QUE UM PREGADOR PLAGIOU EM SEU SERMÃO?

Quando ele prega um sermão como se fosse seu, às vezes modificando somente o tema do Sermão. Isto é errado e é pecado. Se algum pregador está fazendo isso, ele deve repensar o seu chamado, ou analisar o seu estudo da Bíblia e a preparação dos seus sermões. Os que plageiam o sermão de outrem, sem lhe dar o devido crédito, cometem pelo menos três pecados:

1 - Estão roubando.
2 – Estão enganado o povo a quem está pregando.
3 – Estão negligenciando o estudo da Bíblia. O estudo séria da Bíblia, faz com que o pregador assimile a verdade de Deus, molda o crente, o torna um homem de Deus, e prepara o pregador para falar em nome d’Ele.

Existem os fazem um recorte de vários lugares do sermão de outros, mas não lhes dão o crédito. É mais justo e mais honesto pregar um sermão inteiro de alguém e lhe dar o crédito, do que fazer recortes aqui e ali, mudando algumas palavras, recontando experiências pessoais como se fossem suas é extremamente ofensivo e denigre a imagem de quem o faz.

Escrever um sermão não é fácil. Esboçar, montar, preencher com conteúdo bom, é um trabalho criativo de quem se dedica ao estudo sério da Bíblia e que lê muito, principalmente outros sermões. Usar um esboço ou a idéia de divisão de alguém, e montar o conteúdo de sua própria experiência de estudo, não é condenável.

Na preparação diligente do sermão, o pregador poderá usar o pensamento de outro pregador para reforçar o entendimento do texto, contanto que faça a devida citação do seu verdadeiro autor. “Como disse fulano em...” Fazer assim nos mantém em disciplina, honestidade e humildade.

Todos os bons pregadores tem o hábito da leitura constante, isso faz com que a memória fique carregada de coisas boas para rechear os sermões. Muitas vezes, essas fontes que estão na memória, podem ser acessadas com muita facilidade. Uma memória bem abastecida é o resultado de hábito de leitura e aprendizagem, e quando acionada, transbordará de forma fácil e feliz com gratidão ao Senhor e bênção para o povo de Deus.

O tema do plágio na pregação é uma discussão crucial para o bem da nossa integridade pessoal e para a honra de Cristo, a quem anunciamos, por isso, precisamos ser muito cuidadosos. Algumas questões em jogo:

1. Não devemos ser culpados de "roubo";
2. Não devemos fingir diante da congregação que somos autores do que na verdade não compomos;
3. Não devemos substituir o estudo sério da Bíblia;
4. Não devemos usar o recurso de "cortar e colar" para preparação do sermão.

Atitudes corretas do pregador honesto:

1. Quando citar, atribua ao autor original.
2. Se a idéia não é sua, dê o crédito a quem de direito.
3. Livros ou artigos que encontrar, serão utéis se compartilhado com a congregação para sua edificação.
4. Se o pregador tem o hábito de gravar e vender os seus sermões em sites ou CDs, deverá ser mais rigoroso ainda.

Reconhecemos que há uma enorme pressão em cima dos pregadores de hoje em dia. Geralmente o pregador tem de exercer outras muitas funções e isso lhe tira tempo de preparação dos sermões. Mas o pregador deve manter-se fiel ao seu chamado e corrigir as falhas que estejam ocorrendo no seu ministério no campo da pregação e preparação de sermões, afinal, o pregador deve dizer: “Assim diz o Senhor” e não fazê-lo mentiroso.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"RAÇA DE VÍBORAS" - Parte I

Lucas 3: 1-9
Rev. João d'Eça
A PALAVRA DE DEUS ENRAIZADA NA HISTÓRIA.

Em um texto como esse, os críticos dizem que não importa o relato em si, mas somente a verdade moral por trás deles. Quero dizer que não concordo com tal afirmação, pois eu considero a Bíblia Sagrada como verdade de Deus revelada, em termos de religião e relacionamento com Deus, a única verdade.

Os autores dos evangelhos não se propuseram a escrever narrativas de valor meramente moral, eles escreveram o que viram e ouviram, as suas narrativas são histórias verdadeiras de fatos verdadeiros por eles presenciados e vividos. Você não pode ler Lucas 3: 1-9 e achar que o autor escreveu apenas uma lição moral, os personagens dessa história são tão reais quanto o seu vizinho e os acontecimentos narrados são o fluxo da história. A vida e o ministério de João Batista é tão real quanto a história do governo do presidente José Sarney de 1985 a 1990. É como se alguém dissesse a você daqui a 40 anos que o Rev. João d'Eça foi pastor da IPB Monte Moriah durante o governo do presidente Lula, cujo presidente da IPB era o Rev. Roberto Brasileiro, o governador do Estado do Maranhão foi Jackson Lago (por dois anos) e depois foi substituido por Roseana Sarney nos últimos dois anos. Era exatamente isso que Lucas estava dizendo a Teófilo, oficial romano a quem o Evangelho e o livro de Atos foi endereçado.

Lucas localiza o ministério de João Batista no tempo e no espaço, numa época perfeitamente pesquisável quanto a pessoas e a lugares históricos: no décimo-quinto ano do reinado de Tibério César, por volta do ano 27 ou 28 AD, ele exerceu o seu ministério no deserto nas proximidades do rio Jordão.

O mais significativo no ministério de João Batista é o que Lucas diz sobre o seu chamado: "Veio a Palavra de Deus a João". assim como os profetas do Antigo Testamento, a autoridade de João não veio dele próprio, mas de Deus. Lucas 1:15 diz que ele era cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe e que ele pregou a Palavra de Deus, no poder do Espírito do Senhor. Isto significa, que mesmo que vivamos 2000 anos depois dele, é melhor ouvir a mensagem que ele prega, pois é a Palavra de Deus e não há nada melhor para nossas almas do que a Palavra do Senhor.

O BATISMO DE ARREPENDIMENTO

No versículo 3 a pregação de João Batista é descrita como  "batismo de arrependimento para remissão de pecados". No capítulo 1 o anjo diz a Zacarias, pai de João Batista, que o seu ministério seria de bençãos e Lucas entendeu o significado de arrependimento no versículo 3. "E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus. E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado". (Lc. 1: 16, 17). Este é o significado de arrependimento: a mudança da direção de nossas vidas e os afetos do nosso coração, para nos tornar orientados por Deus e amar as coisas que ele ama. João promete ao povo o perdão dos pecados em resposta ao arrependimento e sua transformação em Deus.

Na chamada dos judeus para o batismo de arrependimento, para aceitarem a conversão para o perdão dos seus pecados, João estava dizendo que eles não podiam confiar na sua condição de judeus para serem salvos, pois eles tinham de ter os seus corações mudados para Deus.

O entendimento de Lucas era que no batismo o caminho estava aberto também para os gentios se arrependerem e serem perdoados. Se o judaismo não salva, então necessariamente os gentios não estão condenados. A questão é o arrependimento para com Deus. O modo como Lucas mostra que o batismo de João e a sua pregação tinham esse significado está na citação de Isaias que ele usa nos versículos 4-6. Uma das formas de descobrir o ponto principal onde Lucas quer chegar, é comparar  o seu relato com o de Mateus e o de Marcos e ver o que Lucas apresenta ou o que ele omite. Todos os três, Matesus, Marcos e Lucas citam Isaias 40:3 como uma descrição do ministério de João: "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as sua veredas". (conf. Mateus 3:3; Marcos 1: 3). Mas somente Lucas cita Isaias 40: 4,5 "Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos aplanados; e toda a carne verá a salvação de Deus".

Por que Lucas cita os versículos 4 e 5? Entendo que é porque ele quer salientar que a pregação de João Batista sobre o arrependimento começava a mostrar que o Senhor Jesus Cristo veio trazer Salvação para toda carne e não somente para Israel. "Todo vale será aterrado, e nivelados todos os montes e outeiros; os caminhos tortuosos serão retificados, e os escabrosos, aplanados". De modo que todas as pessoas possam ver e possam ter acesso à salvação. O ponto aqui é salientar que agora a salvação está claramente disponível também para os gentios assim como para os judeus.

Em Lucas 2: 30, 31, Simeão diz, segurando o menino Jesus: "porque os meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos: Luz para revelação aos gentios e para glória do teu povo de Israel". Em Atos 28:28, Paulo diz aos que rejeitaram o Evangelho: "Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão". Assim Lucas começa e termina a sua grande obra em dois volumes com esta ênfase: Jesus traz a salvação a todos os homens, de todas as etnias, e, qualquer tentativa de limitar os seus efeitos de proclamação a um grupo específico ou a pequenos grupos em particular, está errado. O que importa é o arrependimento para a remissão de pecados de pecados.

CONTINUA...

Notas:
O texto da Bíblia usado é a Revista e Atualizada no Brasil - Co-Edição Sociedade Bíblica do Brasil e Casa Editora Presbiteriana, 2008 - 2ª Edicção.

sábado, 27 de dezembro de 2008

PULPITOS VAZIOS

Rev. Boanerges Ribeiro, um dos maiores pregadores presbiterianos do Brasil Quando estamos falando de pregação da Palavra, não nos vem na mente outra coisa senão a verdadeira pregação expositiva do texto bíblico. O que temos visto ultimamente são pregadores que pregam à respeito da Palavra e não a Palavra de Deus propriamente dita. Pregação bíblica verdadeira é pregação expositiva.
Quando ligamos o rádio, a TV ou ouvimos os pregadores mais conhecidos no Brasil pregarem (os que estão na mídia), nos entristecemos, porque chegamos à conclusão de que os púlpitos das igrejas estão vazios. Vazios de verdadeira mensagem, vazios de conteúdos bíblicos, vazios de teologia. Não sei como os pregadores de hoje insistem em dizer o que Deus não disse ou dizem aquilo que o Senhor nunca teve intenção de dizer.
Pregar a Palavra de Deus é pregar expositivamente, respeitando cada gênero literário da Bíblia, fazendo exegese séria, explicando, aplicando e ilustrando, ou seja, descobrir qual era a intenção do autor original, quando escreveu aos seus receptores, tudo isso, lógico, de acordo inspirado por Deus.
Acontece que os púlpitos estão vazios hoje, por falta de trabalho sério de pesquisa. Pregar é simples: é só dizer o que Deus diz, porém é muito trabalhoso descobrir estas verdades e é ai que está o problema, a maioria dos pregadores não querem ter esse trabalho, preferem dizer que Deus lhes inspirou a mensagem, abrem a boca nos púlpitos, e o que sai na maioria das vezes são asneiras. Existem pregadores que até estão substituindo o texto bíblico base, por poesias de Vinicius de Moraes ou Fernando Pessoa. É o cúmulo do absurdo!!!
Se não houver esmero por parte dos pregadores em pregar a verdadeira Palavra de Deus expositivamente, o nosso povo estará fadado a continuar se empanturrando de alimento estragado e a nossa igreja brasileira irá continuando sem salgar a sociedade e trazendo vergonha para o Evangelho. A foto acima é do Rev. Boanerges Ribeiro, grande expositor e historiador presbiteriano.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CURSO PROCLAMAÇÃO DA VERDADE.

O melhor Curso de Homilética da cidade. Na verdade o curso trata da pregação expositiva, que é a forma de pregação que está de acordo com a Bíblia.
A pregação Expositiva prega verdadeiramente a Bíblia e não à respeito da Bíblia. As igrejas brasileiras estão valorizando muito mais a pessoa do pregador do que a Palavra de Deus. Se perguntarmos a qualquer pessoa sobre determinado pregador, todos terão na ponta da língua o nome de um deles, mas nem sequer lembram da mensagem ou o texto bíblico no qual ele pregou ontem.
É preciso resgatar a verdadeira pregação bíblica, e o curso proclamação da verdade é a grande opção para os pregadores ludovicenses.
O curso Proclamação da Verdade é apoiado pelo Cornhill Training Couse (Inglaterra). Acesse http://www.proctrust.org.uk/, que é uma instituição em Londres, Inglaterra, cuja visão é capacitar, homens e mulheres a manejar a Bíblia com eficácia e relevância, para suprir as necessidades da Igreja.
Informações:
Tel. (98) 3227-7714 e 8807-7714

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

MINHA ESPERANÇA, BRASIL

Começa hoje, às 21:00 Hs (Horário de Verão), o projeto Minha Esperança Brasil, da Associação Billy Graham, que será transmitido pela TV Bandeirantes, nesta Quinta, Sexta e Sábado, no mesmo horário, sem intervalos. O Projeto Minha Esperança, já há varios anos tem passado por todos os países das Américas, desde o Canadá até o Uruguai e neste ano estará no Brasil, envolvendo 90 mil igrejas e mais de 1 milhão de lares. Intitulado Projeto Mateus em referência ao episódio da conversão de Levi (Mateus), que depois da sua conversão abriu a sua casa para os seus amigos, parentes e conhecidos e chamou a Jesus para pregar para eles (Lucas 5: 27-30). O Projeto consiste em que cada família cristã, abra as portas de sua casa para os sesus vizinhos, parentes e conhecidos assistirem juntos aos programas que serão veiculados pela Rede Bandeirantes de televisão em cadeia Nacional. Na Quinta-Feira, 06/11, programa de 30 minutos, com apresentação de Aline Barros, testemunho de Kaká e outros, e mensagem do Rev. Billy Graham. Na Sexta-Feira, 07/11, programa de 30 minutos, com apresentação de Paulo César Baruk, testemunhos e mensagem de Franklin Graham No Sábado, 08/11, apresentação do filme: COMPROMISSO PRECIOSO. Amanhã dia 07/11 é uma data muito especial pois comemoraremos o aniversário de 90 anos do evangelista Billy Graham, que durante toda a sua vida, desde a sua conversão pregou o evangelho em todo o mundo e através do seu ministério, milhares de pessoas renderam-se aos pés de Jesus Cristo.

sábado, 21 de junho de 2008

REV. HERNANDES DIAS LOPES EM SÃO LUÍS - MA




Por

Rev. João d'Eça







Estará em São Luís, nos próximos dias 27 e 28 de Junho, o Rev. Hernandes Dias Lopes, pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Vitória - ES e pregador do programa "Verdade e Vida", da IPB, que vai ao ar todos os sábados pela RedeTV, às 8: 15 da manhã (veja aqui a agenda do pastor. ).

O Rev. Hernandes vem a convite da Igreja Presbiteriana do Cruzeiro do Anil, pastoreada pelo Rev. Antônio Fontes Martins de Sousa, e falará para os presbiterianos maranhenses mais uma vez.

O Rev. Hernandes é um dos mais destacados pregadores do Brasil, sua mensagem é objetiva e com um profundo conteúdo espiritual. Quem o ouve, percebe que ele fala daquilo que sente de Deus e do que vive. Suas experiências com o Senhor são profundas e estimulantes, vale a pena ouvir o Rev. Hernandes.

A programação é a seguinte:
Dia 27 às 15: 30 H - Evangelizando através do testemunho pessoal.
Dia 27 às 19: 30 H - Evangelizando através da família
Dia 28 às 08: 30 H - Evangelizando através da Igreja.


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CAFÉ DA MANHÃ DE CONFRATERNIZAÇÃO
DO PCMA.

Na manhã desta Segunda-Feira 23/06, houve o café de encerramento das atividades do primeiro semestre do PCMA (Presbitério Centro-Oeste do Maranhão). O evento realizado na IPV (Igreja Presbiteriana de Vinhais), iniciou-se às 08:00 H e contou com a presença de vários pastores e presbíteros do PCMA, bem como pastores de outros presbitérios. Destacamos as presenças do Rev. Davi Luna (Presidente do PSLS - Presbitério de São Luís), Rev. Waldemar Filho (PSLS) e o preletor, Prof. Emílio (PLMA).

Pastores do PCMA presentes:
Rev. João d'Eça, Rev. Altonildon Olímpio, Rev. João Teotônio, Rev. Francisco de Araujo, Rev. Edivaldo Jardim, Rev. Jonas Viana e Rev. Roberto José.
Vários presbíteros compareceram, onde podemos destacar os presbíteros Wagner (IPB Betel), Preb. Luís Carlos (IPB Pinheiro), Iraquitã, Francisco e Sr. Ribamar (Betesda), Carlão, Davi, Gabriel e Zé Luís (Presidente do PCMA - Vinhais). Veja algumas fotos abaixo:






Momento Devocional












Rev. João d'Eça e
Davi Luna.







Pb. José Luís
(Pres. PCMA)
fazendo a abertura









Prof. Emílio
Preleção em
Marcos 1: 14-39

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

SOCORRO, PRECISO DE CONTEÚDO!!!!



Por

Rev. João d'Eça




"Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o SENHOR; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós".
(II Cor. 4: 5-7).

Alguém já dise com muita propriedade: "A excelência do evangelho não está em homens poderosos pregando um evangelho simples, mas em homens simples pregando um evangelho poderoso".

Socorro, mudaram o Evangelho!!!

O grupo musical evangélico Logos, tem no seu repetório uma música intitulada "O Evangelho", cuja letra retrata perfeitamente o tempo em que vivemos, ou seja, a superficialidade do conteúdo da pregação, pois já há muito tempo a Bíblia só tem sido usada como pretexto para iniciar-se, aquilo que chamam de pregação.

O conteúdo da Bíblia foi substituido por técnicas de PNL (Programação Neuro-Linguística), técnicas de auto-ajuda, técnicas de Marketing, tecnicas de animadores de auditório, etc..., numa salada variada, porém sem nenhuma consistência vitamínica.

Temos visto de tudo entre esses que se auto-denominam "pregadores":
  • Gritos Estridentes
  • Sapatiado desconexo
  • Linguagem desconexa
  • Performance de Palco
  • Sugestionamentos
  • Manipulações, etc...

Num dos livros que li sobre essas técnicas, baseadas nos princípios de Maquiavel, sobre leis e poder, há uma Lei que ensina como enganar e se dá bem. Diz a "Lei" que para se formar um séquito em torno da figura de alguém, basta que esse alguém seja o mais vago e superficial possível na sua abordagem, e as pessoas o seguirão. O que está por trás desse princípio maligno? É simples, sendo-se vago e superficial, as pessoas pensarão que o sujeito em questão é tão inteligente que eles não conseguem acompanhar o seu raciocínio, ou seja, o fato de não entenderem a mensagem, eles atribuem a si próprio e não ao sujeito vago e superficial. Esperto, não?

No final de semana passado participei com outros pastores de várias denominações, de um evento em comemoração ao Dia da Bíblia. O pregador convidado conjecturou sobre tudo, menos sobre a Bíblia. Ele usou como base de sua pregação o texto de Ageu 2: 7-9, mas não se referiu ao texto na mensagem, não esclareu, não elucidou, enfim, não pregou uma mensagem baseada no texto lido, ele usou o texto como mero pretexto. Fez como a maioria desses supostos pregadores-gritadores-puladores fazem quando pregam: Sermão de três pontos:

  1. Entram no Texto
  2. Saem do texto
  3. Nunca mais voltam ao texto

Houve muita "profetada", "cai-cai", "tremilique", "gritos", "rodopios", "imitação de animais" parecia mais uma arena apresentando um espetáculo circense, completa e totalmente fora de propósito.

Onde iremos parar? Será que o evangelho é isso mesmo e nós é que estamos errados? Será que essa busca desenfreada pela satisfação corporal apenas, que não produz vida cotidiana de qualidade espiritual, mas que está formando uma legião de neuróticos por ai, é mesmo assim que tem de ser? O que o leitor acha?

"MIJADA UNGIDA"

Estão até preparando um evento denominado (ria se puder), "mijada ungida" que consiste em demarcar território através da urina de pastores - igual àquilo que o cachorro faz - essa cachorrada, digo, "unção do mijo" segundo consta, será feita assim: os pastores de várias denominações urinam em um grande recipiente, depois esse recipiente é transportado para um avião e despejado nos quatro cantos da cidade (cuidado com a cabeça !!), para demarcar território e expulsar o "capeta". Já pensou se a moda pega? É o cúmulo do ridículo. Durma com essa "mijada santa".

As vezes penso que eu é que estou fora de contexto e que o evangelho que eu quero viver e pregar é outro, não cabe nesse tempo e nesse espaço.

Socorro, preciso de conteúdo!!!!

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