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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O VALOR DE UM CARÁTER NOBRE




Introdução:



         As nossas autoridades, sejam de que poder for, Executivo, Legislativo ou Judiciário, não nos tem dado exemplos de caráter e de dignidade, pelo contrário, os exemplos que vemos tem sido exemplos de indignidade e de vergonha ao nosso povo.



Os últimos acontecimentos ocorridos no nosso país nos últimos 20 anos tem sido os piores possíveis. Em todas as esferas da sociedade a corrupção campeia e domina as autoridades não tem nenhuma “autoridade”, ninguém as respeita e todos caminham fazendo “o que lhes dá na telha”.



Corrupção à brasileira



Os desvios da corrupção mostrados na operação Lava-Jato vem nos dar a certeza que o nosso pais perdeu o rumo. A corrupção endêmica que atravessa o nosso país em toda roda dos ventos, é vergonhosa e não aconteceria em nenhum país da América do Norte, Europa ou Ásia, sem que houvesse consequências sérias para os corruptos, fossem eles quem fossem.



Nos Estados Unidos não se admitiria um roubo de proporções tão grandes, na Europa não se admitiria nem 10% do que foi roubado no Brasil no “Mensalão” e no “Petrolão”. Se fizessem isso lá, os protagonistas seriam punidos com pena de morte ou prisão perpétua.



Quando ouvimos falar de corrupção nesses países citados, o montante roubado não chega a 5% do que se roubou no Brasil. Os nossos políticos e autoridades que os protegem, não tem caráter.



         Um caráter nobre é a perfeição e a glória da vida. É o mais precioso dos bens, o único que, no conceito geral, supre a sucesso e a riqueza, o único que enobrece todo e qualquer posto aos olhos da sociedade. O caráter nobre exerce maior poder que a riqueza, e, sem rivalizar com a fama, confere-nos as mesmas honras.



Da honra resulta uma influência viva e sensível, e com todo o direito; porquanto é a influência da retidão, da constância, da honra provada, as qualidades que, talvez mais do que nenhuma outra, conciliam a estima e a confiança dos homens.



Caráter nobre



O caráter nobre é a própria natureza do homem no que ela tem de melhor; é a ordem moral constituída em homem. Com efeito, os homens de grande caráter não são somente a consciência da sociedade; são também, pelo menos em todo o Estado sabiamente regido, a sua força motriz por excelência. Quando tudo isso é considerado, torna-se nas qualidades morais que governam o mundo, até mesmo na guerra, segundo dizia Napoleão.



Força, indústria, civilização, tudo para as nações depende da energia do caráter individual. Esta força de caráter é a verdadeira base da segurança pública; as leis e as instituições são simplesmente o reflexo e a consagração dela. Na reta balança da natureza, indivíduos, nações, raças, recebem todos, exatamente a parte que merecem; e assim como é impossível não seguir-se o efeito à causa, assim também as qualidades do caráter popular haverão de necessariamente manifestar-se em atos correspondentes à natureza de sua origem.



Por mais simples que tenha sido a educação de alguém, por mais medíocres que sejam os seus talentos, todo homem, seja ele pobre ou rico, se for grande pelo caráter, exercerá sempre, em qualquer lugar que esteja, na oficina, na loja, na praça, no senado, uma influência preponderante.



George Canning[1] escreveu em 1801:



Só quero subir ao poder pela força do caráter; não buscarei nenhum outro meio de me elevar; e é-me grato nutrir a esperança de que este meio, se não for o mais pronto, será pelo menos o mais seguro.



Todos nós nos sentimos facilmente dispostos a admirar ao homem inteligente; mas a nossa confiança, nós só a daremos ao homem que provar que possui outras qualidades além da inteligência.



Exemplos de caráter ilibado



Benjamim Franklin atribuía todos os seus triunfos na vida pública, não à sua eloquência ou aos seus talentos, que bem longe estavam de ser esplendidos, mas à sua notória integridade de seu caráter:



Eis o que me dava, dizia ele, tanta influência sobre os meus concidadãos. Eu era fraco orador, hesitava na escolha das palavras, apenas falava corretamente, nunca me elevava à eloquência; e, não obstante, fazia geralmente prevalecer a minha opinião.



Quer seja entre ricos ou entre pobres, quer seja entre pessoas influentes ou entre pessoas simples, é somente pela inteireza de caráter que o homem inspira confiança. O imperador Alexandre I da Rússia era um homem de caráter, que houve quem dissesse que o seu caráter valia uma constituição.



Durante a guerra Montaigne foi o único entre os fidalgos franceses que não se viu obrigado a trancar-se no seu castelo. E dizia-se a este respeito que a veneração infundida pelo seu caráter pessoal guardava-o melhor que um regimento de cavalaria.



[1]George Canning, FRS, (11 de abril de 1770 - 08 de agosto de 1827) foi um estadista britânico e político que serviu em vários cargos ministeriais seniores sob vários primeiros-ministros, antes de servir como primeiro-ministro durante os quatro meses finais de sua vida.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

PLÁGIO E PREGAÇÃO

Introdução:

Alguém que eu no momento não lembro quem foi, disse: “Copiar de um é plágio, copiar de vários é erudição.”

Num tempo em que a tecnologia está à disposição de todos com a maior facilidade; que existem inúmeros sermões à disposição na Internet e que os pregadores são tentados a usar o que tem a sua disposição, sem se preocuparem com o estudo sério para pregarem seus sermões e alimentarem o seu povo, nós provocamos a discussão sobre Plágio e Pregação, para saber até onde começa o plágio e até onde vai a criatividade dos pregadores mesmo usando o esboço de um sermão que não foi composto por aquele que está pregando. Como bem disse Spurgeon: “Posso usar o machado de outrem, mas as machadadas serão minhas.”

QUANDO É QUE UM PREGADOR PLAGIOU EM SEU SERMÃO?

Quando ele prega um sermão como se fosse seu, às vezes modificando somente o tema do Sermão. Isto é errado e é pecado. Se algum pregador está fazendo isso, ele deve repensar o seu chamado, ou analisar o seu estudo da Bíblia e a preparação dos seus sermões. Os que plageiam o sermão de outrem, sem lhe dar o devido crédito, cometem pelo menos três pecados:

1 - Estão roubando.
2 – Estão enganado o povo a quem está pregando.
3 – Estão negligenciando o estudo da Bíblia. O estudo séria da Bíblia, faz com que o pregador assimile a verdade de Deus, molda o crente, o torna um homem de Deus, e prepara o pregador para falar em nome d’Ele.

Existem os fazem um recorte de vários lugares do sermão de outros, mas não lhes dão o crédito. É mais justo e mais honesto pregar um sermão inteiro de alguém e lhe dar o crédito, do que fazer recortes aqui e ali, mudando algumas palavras, recontando experiências pessoais como se fossem suas é extremamente ofensivo e denigre a imagem de quem o faz.

Escrever um sermão não é fácil. Esboçar, montar, preencher com conteúdo bom, é um trabalho criativo de quem se dedica ao estudo sério da Bíblia e que lê muito, principalmente outros sermões. Usar um esboço ou a idéia de divisão de alguém, e montar o conteúdo de sua própria experiência de estudo, não é condenável.

Na preparação diligente do sermão, o pregador poderá usar o pensamento de outro pregador para reforçar o entendimento do texto, contanto que faça a devida citação do seu verdadeiro autor. “Como disse fulano em...” Fazer assim nos mantém em disciplina, honestidade e humildade.

Todos os bons pregadores tem o hábito da leitura constante, isso faz com que a memória fique carregada de coisas boas para rechear os sermões. Muitas vezes, essas fontes que estão na memória, podem ser acessadas com muita facilidade. Uma memória bem abastecida é o resultado de hábito de leitura e aprendizagem, e quando acionada, transbordará de forma fácil e feliz com gratidão ao Senhor e bênção para o povo de Deus.

O tema do plágio na pregação é uma discussão crucial para o bem da nossa integridade pessoal e para a honra de Cristo, a quem anunciamos, por isso, precisamos ser muito cuidadosos. Algumas questões em jogo:

1. Não devemos ser culpados de "roubo";
2. Não devemos fingir diante da congregação que somos autores do que na verdade não compomos;
3. Não devemos substituir o estudo sério da Bíblia;
4. Não devemos usar o recurso de "cortar e colar" para preparação do sermão.

Atitudes corretas do pregador honesto:

1. Quando citar, atribua ao autor original.
2. Se a idéia não é sua, dê o crédito a quem de direito.
3. Livros ou artigos que encontrar, serão utéis se compartilhado com a congregação para sua edificação.
4. Se o pregador tem o hábito de gravar e vender os seus sermões em sites ou CDs, deverá ser mais rigoroso ainda.

Reconhecemos que há uma enorme pressão em cima dos pregadores de hoje em dia. Geralmente o pregador tem de exercer outras muitas funções e isso lhe tira tempo de preparação dos sermões. Mas o pregador deve manter-se fiel ao seu chamado e corrigir as falhas que estejam ocorrendo no seu ministério no campo da pregação e preparação de sermões, afinal, o pregador deve dizer: “Assim diz o Senhor” e não fazê-lo mentiroso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A FALTA DE CARÁTER NA CULTURA BRASILEIRA.

Antigamente ouvíamos falar de conceitos como honra, dignidade, sinceridade, verdade, lealdade. Líamos livros onde esses conceitos eram apresentados e nos sentíamos mal devido a pequenos pecados cometidos.
Meu avô era um homem honrado e de palavra. Ele dizia: “A palavra verdadeira é o maior bem de um homem”.
O meu avô, no interior do Maranhão, dizia pra um empregado seu ir até a mercearia do vilarejo onde morava, levando um papel de embrulho assinado, pedindo pra o dono da mercearia aviar-lhe determinada coisa, que hora tal... ele iria pagar. Na hora marcada ele estava na mercearia pra pagar a dívida, fizesse chuva ou tempestade.
O meu avô era vaqueiro/capataz de um grande fazendeiro que vivia na cidade e ia na fazenda de quando em vez, e lhe cobrava contas de toda a sua mordomia. Meu avô prestava contas de tudo, sem deixar nada faltar e se havia algum prejuízo, ele mesmo jogava em sua conta. Isso é que é honestidade!!!!
Esse tempo passou. Já não se tem mais honra, nem dignidade, nem lealdade à verdade. Mente-se com tanta facilidade, a toda hora, em qualquer lugar, por qualquer motivo.
Para nós tem sido difícil até notarmos que funcionários públicos raramente confessam o que fizeram de errado. Senadores, Deputados, Ministros, Desembargadores, políticos em geral, empresários, gente comum, a sociedade como um todo. A desonra tornou-se parte da cultura brasileira, mas na verdade é um fenômeno mundial, após a quebra dos valores religiosos e familiares. Os funcionários públicos, os políticos, pessoas que exercem funções de destaque na sociedade, após terem sido acusados de algum tipo de mau comportamento, eles raramente dizem: "Eu fiz isso. Estou profundamente envergonhado de mim mesmo. Traí vocês e desonrei meu alto cargo, por isso venho pedir minha demissão”. “Estou renunciando o meu mandato agora."
O que ouvimos é a desonra da mentira, de afirmações levianas, de cinismo, de mal-caratismo, de desculpas, as mais ridículas possíveis. Ninguém assume seu pecado.
Não, a prática não é essa hoje em dia. Assumir pecados? Reconhecer erros? Os funcionários públicos e os políticos não confessam e ainda alegam ser mal compreendidos. Confessam, sim, ser perseguidos pela mídia. Confessam os pecados de outros políticos. Também confessam humildemente serem vítimas de suas próprias virtudes - como quando o Presidente Nixon alegou, no escândalo Watergate, ter usado o coração, não a cabeça, e ter tentado fazer o que achou ser "o melhor para a nação". Em seguida, renunciou, disse ele, como um "sacrifício pessoal".
Por fim, o atestado de mal-caratismo é duplamente evidenciado, quando de caso pensado, o mal-caráter, prevendo as conseqüências das suas iniqüidades, planeja escapar, usando a própria lei que o condenaria, interpretada por amigos colocados nos lugares estratégicos tanto para defendê-los como juízes togados, quanto como eleitores previamente aliciados para que o processo pareça legal. Em tempo: Não sou partidário do PSDB, mas admirei o discurso do Senador Arthur Virgílio, quando assumiu o seu erro no caso do funcionário do seu gabinete que foi estudar na Espanha. Nunca vi antes outro político fazer algo parecido. Este artigo foi produzido antes do discurso, há cinco dias, não havia o discurso do Senador, mas havia uma reflexão da minha parte, sobre o caráter da maioria do povo brasileiro. Felizmente assisti hoje pela TV Senado um discurso que jamais esperava ouvir.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE PAÍSES POBRES E PAÍSES RICOS?



Por

Rev. João d'Eça

Todos os dias eu recebo em minha caixa de E-mails, dezenas de mensagens de todos os tipos. São amigos queridos que possuem o meu endereço em uma lista e repassam essas mensagens pra todos, ou mesmo pessoas desconhecidas que também querem motivar outras que não conhecem.

Sempre que recebo estas mensagens trato de vê-las e geralmente arquivo todas depois de lê-las, dificilmente me desfaço de alguma, deletando-a, a não ser que seja uma indignidade.

Revendo os meus arquivos hoje à tarde, encontrei esta que reproduzo abaixo, que para mim não veio o autor, está como desconhecido, mais por ser atualíssima e digna de nossa reflexão, resolvi publicá-la.

Leia a mensagem abaixo:

A diferença entre os países pobres e os ricos não é a idade do país.

Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que tem mais de 2000 anos e são pobres.

Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos eram inexpressivos, hoje são países desenvolvidos e ricos.

A diferença entre países pobres e ricos também não reside nos recursos naturais disponíveis.

O Japão possui um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura e a criação de gado, mas é a segunda economia mundial. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima do mundo todo e exportando produtos manufaturados.

Outro exemplo é a Suíça, que não planta Cacau mas tem o melhor chocolate o mundo. Em seu pequeno território cria animais e cultiva o solo durante apenas quatro meses no ano. Não obstante, fabrica laticínios da melhor qualidade. É um país pequeno que passa uma imagem de segurança, ordem e trabalho, o que o tranformou na caixa forte do mundo.

Executivos de países ricos que se relacionam com seus pares de países pobres mostram que não há diferença intelectual significativa.


A raça ou a cor da pele também não são importantes:

imigrantes rotulados de preguiçosos em seus países de origem são a força produtiva de países europeus ricos.

Qual é então a diferença?

A diferença é a atitude das pessoas, moldada ao longo dos anos pela educação e pela cultura.

Ao analisarmos a conduta das pessoas nos países ricos e desenvolvidos, constatamos que a grande maioria segue os seguintes princípios de vida:

1. A ética, como princípio básico.

2. A integridade.

3. A responsabilidade.

4. O respeito às leis e regulamentos.

5. O respeito pelo direito dos demais cidadãos.

6. O amor ao trabalho.

7. O esforço pela poupança e pelo investimento.

8. O desejo de superação.

9. A pontualidade.

Nos países pobres apenas uma minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.
Não somos pobres porque nos faltam recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco.

Somos pobres porque nos falta atitude. Nos falta vontade para cumprir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.

SOMOS ASSIM, POR QUERER LEVAR VANTAGENS SOBRE TUDO E TODOS.

SOMOS ASSIM POR VER ALGO DE ERRADO E DIZER: “DEIXA-PRA-LÁ”

DEVEMOS TER ATITUDES
E MEMÓRIA VIVA..

SÓ ASSIM MUDAREMOS
O BRASIL DE HOJE.

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