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terça-feira, 22 de setembro de 2015

JOÃO HUSS NA FOGUEIRA

Introdução:
 
 
João Huss como ficou conhecido, era Reitor da Universidade de Praga, tendo adotado as idéas de John Wycliffe, foi condenado à fogueira pelo Concílio de Constaça no dia 6 de junho de 1415, pelo Cardeal João Bucka, conhecido como o bispo de ferro.
A vida e o apostolado de João Hus se deram entre o final do séc. XIV e o início dos primeiros anos do século XV, no reino da boêmia. Huss e o movimento hussita são, portanto contemporâneos de Joana d'Arc. A reforma religiosa, da qual Huss foi o incentivador mais potente e o mártir, suscitou no país uma revolução social e guerras, a revolução e as guerras hussitas — de alcance internacional — cuja agitação pareceu por um momento arrebatar o destino da Europa. A epopéia hussita marcou de modo indelével o espírito nacional do povo tcheco. Um ideal de austeridade, pobreza, igualdade fraternal, resistência invencível à opressão, um cristianismo rude e simples de camponeses e soldados, uma fé que se ergue acima das montanhas, assim se demonstra o hussita, tipo admirável de guerreiro e crente, "soldado de Deus", como ele próprio se define.
 João Huss, doutor, profeta e mártir, permaneceu um herói nacional para o povo da boêmia. Por ele a alma tcheca elevou-se por um momento à consciência humana. Seus discípulos realizaram a única reforma que teve êxito em restaurar o cristianismo primitivo na Igreja. Eles fundaram um Estado cristão popular que, por mais de quinze anos, desafiou a Europa dos senhores eclesiásticos e laicos coalisados para o destruir. A derrota dos hussitas pela intriga dos clérigos de Bale e pela traição dos nobres da boêmia dissipou toda esperança de reforma na Igreja do Ocidente até o protesto de Lutero.

Victor-Marie Hugo (nasceu em Besançon, França em 26 de fevereiro de 1802 — Morreu em Paris, França, a 22 de maio de 1885). Foi um novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês de grande atuação política em seu país. É autor de Les Misérables (Os miseráveis) e de Notre-Dame de Paris (O corcunda de Notre-Dame), entre diversas outras obras clássicas de fama e renome mundial.
       O poema abaixo, atribuído a Victor Hugo, encontrei-o em um periódico, onde foi publicado a mais de 100 anos atrás, não posso atestar se de fato pertence à pena do grande escritor francês, porque não encontrei nenhuma menção à esse poema nos seus escritos ou noutra pesquisa que fiz. Porém, o poema é belo, e trata da vida de um pré-reformador que foi morto pelo romanismo em 1415. Leia e aprecie.
 
Jon Hus e a fogueira
(Victor Hugo)

Um dia o sacro templo humano – o Pantheon
Esconderá na sombra as vossas catedrais,
Sombrias Stambuls, Sodomas infernais!
E o véu do esquecimento ocultará gelado
A multidão estranha e negra do passado,
Em tanto que o futuro – esse farol gigante
Envolverá no brilho a humanidade infante,
Fotografando n’alma o sentimento eterno
A luz do sol fulgente, a luz do amor fraterno!

 
A humanidade é grande e sente no seu peito
Alguma coisa estranha o quer que é suspeito –
O coração que a leva em busca do futuro,
Como quem vai na sombra aconchegado a um muro!
E teme a compaixão qual sorvedouro fundo
Cuja garganta enorme é a sociedade, o mundo,
E preferindo o ódio há de ir prender-se ao mal
Pra não pensar sequer na compaixão fatal.
Diz o perdão-amor! O amor é um mistério,
Que envolve num só véu o berço e o cemitério!
O amor é um problema, e é tão profundo isto,
Que apenas o entendem um cérebro – o de cristão!

 
João Huss já sobre pilha enorme de madeira
Olhava, como estátua, as chamas da fogueira
E vê aproximar-se em vagarosos passos
O algoz sinistro e vil, que vai prender-lhe os braços!
A fronte horripilante, estúpida, animal,
Do monstro que tortura, apática, infernal,
Do monstro executor, do monstro audaz e forte,
Fita no pensador o fero olhar da morte.
O olhar é como um raio! O soluçar um grito
Que vai repercutir nos mares do infinito!
O algoz é como a fera a quem o sangue instiga,
É como o herói tremendo em uma lenda antiga;
Arrasta sem temer e mata sempre a rir;
Não sabe o que é chorar, não sabe o que é sentir!

 
A multidão corria a admirar a festa,
E Huss vê chegar esse homem, essa besta,
Esse ente que horroriza, envilecido, informe,
Filho talvez da morte, irmão talvez do mal,
Que tem nos ombros nus o estigma fatal,
Que tem um coração talvez de pederneira,
Que lança da pupila as chamas da fogueira!
O algoz estava ali, sereno, junto ao crime,
Na bruta indiferença, a quem já nada oprime.
 

Quem sabe quanto grito as rugas infernais
Daquele rosto alvar, quem sabe quantos ais
Indicam elas, que? Quantas mães queimadas
Em nome da justiça? E quantas condenadas
Em nome de Jesus, as húmidas cavernas;
Da tétrica masmorra às solidões eternas!

 
A sua vida inteira estava ali pintada
Na funda hediondez daquela fronte irada
O luto da orfandade, a viuvez, o pranto,
Estendem sobre o algoz a escuridão do manto!

 
Os filhos do carrasco a morte os alimenta
Do sangue derramado; e sempre ela sedenta
Espalha pelo espaço a avermelhada chama
Com os trapos da miséria arranja-lhes a cama!

 
Os punhos em ferida aberta em ferro quente,
Crispavam como anéis nervosos de serpente!
Com o peito semi-nu, os negros pés descalços,
Medonha caricatura, horror dos cadafalsos.
 

Vigia cuidadoso aquela cova ardente,
Porque é preciso enfim, que o seu calor aumente,
E lança para ali, pra dentro da fornalha,
Como um tirano lança as hostes à batalha,
A lenha que alimenta a vida da fogueira....
E Huss, que se estorce em ânsia derradeira,
Levanta para o céu os olhos da agonia
E diz - Eu te perdôo... Depois a cinza esfria...
O esquecimento é um antro em que baqueia a glória,
Mas esta sombra enorme errante pela história
Recorda a cada instante e lembra a todos nós
O nome desse herói, as chamas e o algoz!

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O PODER RESTAURADOR DO EVANGELHO


By

Rev. João d’Eça

 


Introdução

Quando paramos para observar e refletir sobre o nosso tempo, ficamos tristes porque somos crentes, mas também nos entristecemos pelo fato de sermos brasileiros. As notícias de jornais e revistas, os programas de televisão e de rádio que nos trazem notícias do estado de degradação em que se encontra o Brasil.

Uma realidade nefasta

São 150 assassinatos por dia, números de países em guerra, mas além dos assassinatos, a moral da nação está no lixo. Atentados contra o pudor invadindo as salas das nossas casas, corrupção na política, assaltos, roubos, traições, separação entre casais e destruição da família. O que antes era considerado errado, agora considera-se certo.

Todo esse cenário tem uma causa e para toda causa há uma solução. As causas são muitas e variadas, precisamos buscar a origem e diagnosticar a doença para que possamos aplicar o remédio eficaz.

As causas desse estado de coisas está no desejo do homem de ser independente, não compreende esse homem que nessa conjuntura independência é morte. Há também uma elevada ignorância dos princípios e valores religiosos e o homem vai caminhando alimentando com o mundanismo os seus instintos mais primitivos.

A disseminação do mal

Para disseminar escândalos temos parte da imprensa, que além disso, faz apologia aos vícios e exalta a desonra, sem deixar de pregar teorias materialistas. As artes estão vendidas ao mal; atores e atrizes em nome do dinheiro semeiam imoralidades nas suas atuações e são maus exemplos de vida em família a televisão é uma escola de indignidades.

A nossa sociedade jaz solapada em suas bases pelos vícios, pela superstição, pela vaidade, pela avareza e pela incredulidade. Qual a causa disso tudo? Na minha avaliação esse estado de coisas tem por culpado o romanismo, que por muitas dezenas de anos manteve o povo livre de uma educação religiosa séria e com base nos princípios do Evangelho. Dava festas pagãs para o povo e recebia em troca viciados, prostitutas, criminosos, adúlteros e a liberdade da jogatina.

O lado podre da nossa religiosidade

Do lado protestante, ao longo do tempo a igreja evangélica caminhava em busca de uma vida mais santa, vivia na contramão da sociedade, zelava por uma caminhada dentro dos valores e padrões das Sagradas Escrituras e eram respeitados por sua conduta.... mas, os tempos são outros. Desde o advento do neo-pentecostalismo com as suas práticas anti-bíblicas, com a entronização do ser humano no lugar devido a Cristo, com as negociatas entre os supostos pastores desse movimento e a política suja, parte da igreja evangélica brasileira foi contaminada de corrupção e de desmandos, os mais vergonhosos possíveis.

Essas são as causas, precisamos agora aplicar o remédio.

O remédio

O remédio para essa doença é o Evangelho de Cristo, não o falso evangelho pregado em mais de 90% das igrejas hoje, mas o verdadeiro Evangelho, que trará para o Brasil os mais valiosos princípios e proporcionará para todos os cidadãos o crescimento no mais alto nível de moralidade e honradez.

Ainda há analfabetos no Brasil e isso é inadmissível, ensinemos a eles com a Palavra de Deus. Trabalhemos crentes verdadeiros para aniquilar a superstição e a idolatria, começando já de dentro da igreja evangélica. Trabalhemos pelo bem social e não por nosso próprio egoísmo, reformemos a nossa sociedade a tal ponto que o delinquente sinta vergonha de cometer os seus atos vergonhosos e aviltantes. Não esqueçamos de ser testemunhas de Jesus Cristo e verdadeiros cidadãos da nossa pátria querida.

O Evangelho de Jesus Cristo é o remédio para as enfermidades morais, espirituais e sociais para qualquer sociedade. As doutrinas de Cristo regeneram o homem e a mulher, torna-os pessoas úteis. O Evangelho sem as superstições religiosas tanto de romanistas quanto de evangélicos proporciona prosperidade social. Sem os dias de festas que tornam o homem preguiçoso, sem a intercessão dos santos que torna o homem ignorante e sem as manifestações neo-pentecostais que o torna supersticioso, o Evangelho é a solução para o mal social.

Conclusão

Não deixe de viver o Evangelho, mas também não deixe de comunica-lo. A comunicação sem vida é hipocrisia, a vida sem a comunicação é comodismo. O Evangelho é para ser propagado e vivido de uma tal forma, que o mundo se renderá aos seus princípios e valores.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O MARTÍRIO DE JOÃO HUSS (7 de julho de 1415)

João Huss

O MARTÍRIO DE JOÃO HUSS (7 de julho de 1415)

Introdução

No começo século XV, a igreja católica romana era governada por dois papas, um estava radicado em Roma e o outro estava na cidade francesa de Avignon, ambos infalíveis. Qual dos dois, porém, seria o cabeça da igreja romana?

No ano de 1409, através de um concílio reunido na cidade de Pisa, foi eleito um terceiro papa, ou seja, três papas distintos e uma só igreja, alegadamente, igreja verdadeira. Eram três lobos disfarçados de humildes cordeiros.

Eles repartiram a igreja entre si, disputando cada um deles, o melhor quinhão, e pior ainda, eles se excomungaram e se amaldiçoaram reciprocamente, como um bando de ladrões que brigam para ver quem fica com a maior parte do roubo. Não resta menor dúvida de que havia dois papas.

Finalmente, em 1414, reuniu-se o Concílio de Constança, cujas sessões duraram três anos e alguns meses, pondo fim ao cisma do ocidente, que já durava um século e meio de existência, causando lamentáveis desgraças.

Entre os seus atos está a condenação de João Huss à fogueira como herege. Ele foi convidado a retratar-se do que havia escrito, mas convicto de sua fé e da pureza da doutrina que pregava, negou-se.

O dia do martírio

No dia 7 de julho de 1415, João Huss foi deposto do sacerdócio. Seus livros foram queimados e ele, João Huss, foi entregue ao poder secular. A sua sentença foi lida pelos seus inimigos de forma rancorosa. Ao invés de se defender, ele pedia a Deus que lhes perdoasse.

Os bispos designados para a cerimônia da deposição despiram-no das suas vestes sacerdotais e colocaram-lhe sobre a cabeça uma mitra de papel com demônios pintados, e com a inscrição: “Cabeça de Herege”.

Depois dessa humilhação, ele foi entregue ao imperador e este o enviou ao duque da Bavária. Conduzido à porta da Igreja ele viu as chamas do resto dos seus livros. Dali ele foi levado para fora da cidade, onde seria queimado. Antes dele ser executado, fez um apelo público da sentença dos homens para o tribunal de Deus.

A fogueira foi preparada com lenha seca e foi colada ao redor do seu corpo, que dentro de alguns minutos foi envolvido pelas nuvens negras e terríveis labaredas.

João Huss conservou-se calmo, e com tal resignação suportou as cruciantes dores do martírio, que seus inimigos ficaram constrangidos diante de tão grande prova de amor e dedicação à causa que ele defendeu.

Enquanto o fogo o queimava, João Huss cantava um hino com voz vibrante e alegre, que se ouvia distintamente através do ruído do fogo crepitando e do vozerio da multidão. Depois de um tempo, num esforço supremo, quando as chamas o envolvia, ele exclamou: “Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, tem misericórdia de mim”. Ai ele expirou!

A multidão silenciosa nesse momento, assistiu aquela terrível cena de horror, planejada pelo “sagrado Concílio, congregado com a assistência do Espírito Santo e tendo o seu poder imediatamente de Cristo!!!” A fogueira decretada em nome do Filho de Deus, a humildade personificada, a paciência de Jesus, aquele que teve por berço a manjedoura e por leito a morte de cruz!!!

As chamas se apagaram. Agora restava da fogueira somente um montão de cinzas onde se encontravam os restos mortais do mártir da fé João Huss. Ainda quentes foram cautelosamente ajuntadas e lançadas às águas do rio Reno.

Naquele momento a matéria de Huss deixou de existir, o corpo daquela alma desapareceu para sempre da terra, voltando ao pó do qual foi formado. Porém, a alma foi para a presença de Deus e os seus livros foram preservados e ainda circulam, exatamente 600 anos após a sua morte.

Conclusão

Já se vão seis séculos depois da morte de João Huss, morto por causa do ódio vingativo de papas, que na busca ansiosa pelo poder temporal, matavam os que pregavam a verdade, em semelhança aos religiosos que mataram a Jesus.

João Huss apelou para o tribunal de Deus, cheio de fé e de esperança, porque essa era a sua convicção. Deus o julgou. E hoje o julgam os tribunais da nossa civilização, emancipados da tutela da igreja de Roma, que durante tantos séculos ensanguentou o mundo.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O ANTI-CRISTO


O ANTI-CRISTO


Introdução:
Dificilmente um pastor presbiteriano trata desse assunto por temer ser rotulado de “neo-pentescotal” e por esta razão não vemos sequer pregações em nossos púlpitos com esse tema. No entanto, esse tema é mencionado na Escritura, onde tem um grande destaque, desde o Antigo até o Novo Testamento. O tema do “anti-Cristo” é na verdade uma profecia, que fala de uma grande apostasia que surgiria com o aparecimento do anti-Cristo.
O apóstolo Paulo escrevendo aos tessalonicenses (II Tes. 2.1-11), diz o seguinte:


Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

 
Quando escreveu a Timóteo, em I Tm. 4. 1-3, Paulo lhe diz:

Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade.
 
E ainda em II Tm. 3. 1-5, ele diz:

 
Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.

 
Em outras passagens da Bíblia, além das epístolas paulinas, poderíamos citar outras mais, como por exemplo, em Apocalipse, em Daniel, para provar que, entre as revelações que Deus fez a sua igreja, está a revelação de uma grande apostasia que se abateria sobre a ela.
Você pode notar que nas passagens acima, em nenhuma vez, o apóstolo Paulo usa a palavra “anti-Cristo”, mas mesmo assim, fica claro de que o “homem do pecado” mencionado acima refere-se ao “anti-Cristo” que havia de vir.
O termo “anti-Cristo” aplicado pelo homem descrito por Paulo, é bem mais cheio de significado do que o termo usado pelo apóstolo João em sua carta.
QUEM É O ANTI-CRISTO?
Muitos pais apostólicos deram a sua opinião acerca da identidade do anti-Cristo:
- Justino Mártir – Diz em seus escritos que ele seria um homem que havia de vir armado com os poderes do inferno.
- Teodoreto – Considera-o como o próprio Diabo.
- Irineu – Identificava-o como a Besta do Apocalipse e dizia que era descendente da tribo de Dã.
- Tertuliano – Identifico-o com a Besta e dizia que ele havia de desaparecer na queda do Império Romano.
- Hipólito -  Ensinava que a Besta do Apocalipse representava o Império Romano e que o falso profeta representava o anti-Cristo.
- Cipriano – Via o anti-Cristo tipificado em Antíoco Epifânio.
- Lactâncio – Julgava que ele seria um rei da Síria, filho de um espírito mau.
- Cirilo – Mantinha que ele seria uma mago, que com suas artes mágicas havia de subjugar o Império Romano.
- Crisóstomo – O chamava anti-Deus, sentado no templo de Deus.
- André de Cesária – Ensinava que ele seria um rei atuando por Satanás, que ele haveria de reconstruir o Império Romano e reinar em Jerusalém.
- Artos -  Tinha a ideia que ele seria um rei dos romanos, que havia de dominar sobre os sarracenos em Bagdá.
- Adso – Dizia que um rei franco havia de reformar o Império Romano, que ele havia de abdicar no monte Olivete e que, na dissolução do seu reino, o anti-Cristo iria aparecer.
- Tomáz de Aquino – Ensinou que ele havia de ser instruído na filosofia dos magos e que suas doutrinas e os seus milagres haviam de ser uma paródia dos milagres do Cordeiro.
- Gregório I – Dizia que seria o precursor do anti-Cristo qualquer pessoa que tivesse a sombra do poder que os papas de Roma depois tiveram.
- Arnulfo, bispo de Orleans – Disse que se o pontífice romano fosse inchado da sua ciência, era o anti-Cristo.
Joaquim de Fiore, em seus comentários sobre o Apocalipse, foi o primeiro que afirmou que o anti-Cristo havia de ser um pontífice universal, e que ele ocuparia a Sé Romana.
Os waldenses, no princípio diziam que o anti-Cristo seria um indivíduo.  No século XIV, porém, começaram a identificar o “anti-Cristo”, “Babilônia”, “as quatro bestas”, “a grande prostituta”, “o homem do pecado” com o papado. Os hussitas ensinavam a mesma doutrina, diziam que o papa a cabeça do anti-Cristo.
Walter Bruce afirmou que o bispo de Roma, intitulando-se “Vigário de Deus” e vice-rei de Cristo na terra, era o anti-Cristo.
Lutero, Calvino, Zwinglio, Melanchton, Martin Bucer, Teodoro Beza, Calixtus, Bengel, Michaelis, todos ensinaram que o anti-Cristo é o sistema papal.
Conclusão:
Muitas opiniões sobre esse assunto têm sido dadas desde o princípio do cristianismo. Entendemos que as passagens citadas acima, assim como disseram os reformadores, que o anti-Cristo é o papado. Com isso não queremos dizer que os papas são maus (apesar de que uma grande parte deles foram), nem que são contra Jesus Cristo (apesar de uma grande parte foram), mas o que queremos dizer é que o papado é uma apostasia da verdade bíblica, é uma apostasia do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande apostasia de que fala o Apocalipse, que se opõe à vontade de Deus e às doutrinas de Cristo.
O sistema papal está montado sobre um antro de apostasia. O sistema papal destronou a Deus e introduziu um outro tipo de “deus” em seu lugar, no caso, uma deusa, à semelhança da religião do antigo Egito e à semelhança do antigo paganismo.
 
Na última segunda-feira, chegou a São Luís a imagem de pau, de gesso, de ferro, sei lá do que é... Eu vi pessoas apesar de não parecer, mas totalmente ignorantes, chorando de emoção diante de um ídolo mudo. É patético ver pessoas em pleno século XXI agindo assim para com uma estátua que é monte de nada, assim como é patético que pessoas supostamente esclarecidas, adotem o culto e as manifestações neopentecostais.
As farsas do catolicismo romano provam essa afirmativa. Grande parte dos dogmas romanistas foram criados nos séculos XIX e XX, se os opositores do sistema papal de séculos anteriores e principalmente da época da Reforma, convivessem com dogmas como a “ascenção de Maria” (1950 – papa Po XII), “imaculada Conceição de Maria” (1854 – papa Pio IX), a “aparição de Maria” às três crianças, e o mais antigo, “Maria mãe de Deus”. Essas e outras heresias anti-bíblicas, provam que o papado sempre foi Anti-Cristo.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS – (PARTE 5)

papa Francisco no Trono
A INFALIBILIDADE PAPAL E IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

O mais novo papa, comandante da Igreja Católica romana, bispo de Roma, Itália, Argentino que escolheu ser chamado de Francisco, virá em sua primeira viagem internacional fora da Itália, chegará ao Brasil para a JMJ (Jornada Mundial da Juventude).

Atualmente ouvimos nas reportagens da TV e do rádio a colocação correta de que o papa é o chefe da Igreja católica romana e não mais chefe da igreja cristã como os papas eram identificados, como se eles fossem os representantes únicos do cristianismo.

A igreja romana ao longo da história gloriava-se, dizendo ser a única igreja cristã e os papas ambicionavam a infalibilidade, dogma decretado por um dos papas. O papa Gregório I foi um papa que se pronunciou contra a ideia de um “sacerdócio universal nas mãos de um único homem”. O papa Estevão VI (tido como 113º papa) no ano de 896 d.C., desenterrou o corpo do papa Formoso, cortou-lhe a cabeça e a jogou no Rio Tibre, em Roma.

O papa falecido foi acusado de excessiva ambição pelo cargo papal, e todos os seus atos foram declarados nulos. O cadáver foi despido das vestes pontifícias, e os dedos da mão direita foram amputados. Foi então enterrado em cemitério para estrangeiros, como forma de desonra. Como poderia esse papa ser infalível, se o seu sucessor o vilipendiou dessa forma, depois de morto, sem que esse pudesse se defender? Seu corpo fora recuperado mais tarde, e, por fim, enterrado na Basílica de São Pedro, com vestes papais, junto a outros pontífices mortos.

Como pode Bento XVI ser considerado infalível, se renunciou ao cargo, que segundo creem, foi chamado por Deus para desempenhar? Agora vive isolado num local para viver assim até o dia da sua morte.

Entre os anos de 1305 até 1377 a igreja foi governada por dois papas, um estava em Avinhão, França o outro em Roma, Itália. Ambos se consideravam infalíveis. Interessante é que ambos proferiam maldições um contra o outro.

A pretensa “Infalibilidade papal” começou com as “pseudas decretais de Isidoro”, muitos romanistas tentaram ao longo do tempo dizer que essa informação era falsa, mas caíram em tanta contradição e não tocaram no assunto como deveriam, que os seus argumentos que contestam a informação, é risível. Contra a pretensa infalibilidade, os concílios de Posa,  o de Constança em 1414 d.C., e o de Basiléia em 1431 d.C., disseram que os papas estão sujeitos aos concílios.

A pretensa infalibilidade papal só veio à tona novamente com o papa Pio IX, que ambicionando o poder total, no concílio Vaticano I (1869-1870), decretou a HERESIA da “infalibilidade papal”. Foi esse mesmo papa, Pio IX, que desejou cercear a liberdade de imprensa e proibir outras formas de culto; foi ele quem incentivou as superstições das “relíquias” e numa atitude despótica, sem consultar nenhum Concílio, na bula “ineffabilis Deus” decretou o dogma HERÉTICO da “Imaculada Conceição de Maria” em 1854, que diz que Maria não recebeu em nenhum momento a corrupção do pecado.


DEFESA CATÓLICO-ROMANA DA HERESIA DA IMACULADA

Revisando a linha de argumentos invocados em defesa deste dogma, salta aos olhos que são três os setores em que poderiam ser classificados: tradição, Biblia e filosofia. Vejamo-los nessa ordem.


OS PAIS DA IGREJA (Patrística)

Os romanistas alegam que os primeiros pais se expressaram em termos altamente elogiosos sobre a pureza de Maria, por esta razão só se pode deduzir que ela não foi manchada com o pecado original. Maria é mencionada como “a segunda Eva – que, por sua descendência, chegou a ser a causa da sua própria morte e da raça humana – pois também Maria, levando em seu seio o Homem predestinado (Jesus), e sendo, no entanto, uma virgem, por sua obediência, chegou a ser, tanto para ela mesma como para todo o gênero humano, a causa de salvação”.[1]

São Efrém, um dos pais sírios do século IV, dedica uma prece a Maria, na qual a invoca como “Virgem, Senhora, Mãe de Deus… Santíssima e benigníssima Senhora”, que foi “…eleita como a mais sublime de todas gerações da terra”. E acrescenta: “Bem-aventurada és por todos os séculos, gratíssima a Deus, mais resplandecente que os querubins, e mais gloriosa que os serafins”.[2]

Certo é que há outros pais e doutores da Igreja que ponderam a dignidade, a beleza e a graça de Maria, mas ainda que se pudesse entender que alguns desses elogios favorecem implicitamente a crença na Imaculada Conceição, não se pode, no entanto, afirmar que o digam.

OS ROMANISTAS E ARGUMENTOS BÍBLICOS

Para fundamentar o dogma herético, os romanistas citam as palavras do “proto-evangelho” (Gn. 3:15), ditas pro Deus à serpente e também as palavras da saudação do anjo em Lucas 1:28. Porém, qualquer estudante mediano de teologia sabe que o argumento não está explícito nessas duas passagens, não passando de meras deduções.

A argumentação dos romanistas para o primeiro texto, Gn. 3:15, fazem uma exegese pífia, valendo-se da versão latina de Jerônimo, onde se diz que a mulher esmagará a cabeça da serpente. Logo, raciocinam que, se neste versículo se faz referência à mulher, essa mulher não é outra, senão Maria.... que a promessa de que ela vencerá o diabo quer dizer que o pecado não se apoderará dela nem sequer por um instante, e, portanto, ela foi preservada de toda mancha desde o momento de sua concepção. Vê-se que essa exegese é digna de risos.

A passagem do Evangelho de Lucas, a Vulgata traduz as palavras do anjo Gabriel a Maria assim: “Ave Maria, gratia plena…”, isto é, “cheia de graça”, portanto a argumentação romanista conclui que havendo Maria sido cheia de graça, era impossível que ela alguma vez houvesse cometido pecado, resultando disso sua imaculada Conceição. Novamente meras deduções, argumentos risíveis.

REFUTAÇÃO DOS ARGUMENTOS ROMANISTAS

Precisa de uma Consistente Tradição Eclesiástica

Os romanistas se firmam na “Tradição” pouco resistente para sustentar o peso tão grande deste dogma. O fato é que os pais primitivos da Igreja não creram na “Imaculada Conceição” nem dela falaram. Os testemunhos citados a favor desta crença (lrineu, Santo Efrém e Santo Agostinho), pode-se dizer que a apoiam só por contradição, e ainda isto é duvidoso. A evidência é clara, os pais apostólicos não creram  e nem aceitaram a impecabilidade de Maria.

Tomás de Aquino, teólogo maior do romanismo, tinha um opositor hábil e dialético na pessoa de Juan Duns Escoto (1265-1308).  Tomás de Aquino é conhecido defensor da tese “concepcionista”, mas Juan Duns Escoto é mencionado no Dicionário Católico em inglês A Catholic Dictionary, que diz dele o seguinte:

Juan Duns Escoto dá sua própria opinião a favor da imaculada conceição com uma tal timidez, que claramente revela seu conhecimento de que a opinião geral estava do outro lado. Depois de sustentar que Deus poderia, se quisesse, haver isentado a bendita Virgem do pecado original, por outro lado, poderia ter permitido a ela permanecer debaixo dele por um tempo e então havê-la purificado. Acrescenta ele (Juan Escoto) que “Deus sabe” qual destas duas possíveis maneiras foi realmente tomada; “…mas se não é contrário à autoridade da Igreja ou dos santos, parece recomendável (probabile) atribuir aquilo que é mais excelente a Maria.

Se os Pais falam de Maria como “sem mancha”, “incorrupta”, “imaculada”, de nenhuma maneira se entende que eles creram que ela foi imaculadamente concebida.

Essa controvérsia que existe na igreja romana entre tomistas (Tomas de Aquino) e escotistas (Juan de Escoto) sobre o assunto da Imaculada Conceição, além de não levar a nada, sem nenhuma edificação, vem provar que a tradição alegada é um argumento fraquinho.

Os pais da igreja rejeitaram a Imaculada Conceição.

Os Pais e doutores da igreja testemunham de que não aceitavam a Imaculada Conceição de Maria. Eles afirmam categoricamente a “impecabilidade de Cristo”, mas admitem a participação que Maria teve, igualmente com todos os homens, no pecado original da raça humana.

Vejamos os mais importantes pais e o que eles disseram:

Eusébio de Cesaréia (265-340):
“Ninguém está isento da mancha do pecado original, nem mesmo a mãe do Redentor do mundo. Só Jesus achou-se isento da lei do pecado, mesmo tendo nascido de uma mulher sujeita ao pecado”.[3]

Ambrósio (século IV).
Doutor da Igreja e Bispo de Milão, comentando Salmos 118: “Jesus foi o único a quem os laços do pecado não venceram; nenhuma criatura concebida pelo contato do homem e da mulher foi isenta do pecado original; só foi isento Aquele que foi concebido sem esse contato e de uma virgem, por obra do Espírito Santo”.[4]

Agostinho de Hipona, Doutor da Igreja (354-430).
Comentando Salmos 34:3, diz: “Maria, filha de Adão, morreu por causa do pecado; e a carne do Senhor, nascida de Maria, morreu para apagar o pecado”.[5]


ESCOLASTICISMO

Abaixo a transcrição de citações de duas obras católicas romanas:

Em certo estado de desenvolvimento, a questão foi estudada pelos escolásticos e, coisa rara, quase todos creram que a doutrina da imaculada não estava em harmonia com a universalidade do pecado original e da redenção. Sto. Anselmo, Sto. Alberto, Pedro Lombardo, Alexandre de Hales, São Boaventura, Santo Alberto Magno e São Tomás, ainda que ternamente devotos da Mãe de Deus e prontos a defender seus muitos privilégios, contudo, ensinaram que havia sido concebida em pecado original.” “Entretanto, ainda que os escolásticos mais conspícuos antes do século XIV se opusessem terminantemente à Imaculada Conceição, não faltaram outros, de menos fama, que com igual resolução defenderam esta prerrogativa da Virgem por todos os meios que estavam ao seu alcance.[6]


Outra citação ainda muito interessante é a seguinte:

No século XIII, a época da escolástica, vem ao nosso encontro o fato surpreendente de que a maioria dos grandes teólogos se declara bem explicitamente contra a Conceição Imaculada. Da mesma maneira Alexandre de Hales, o próprio São Tomás nas passagens autênticas, Sto. Alberto Magno, São Boaventura, Juan de la Rochelle, Pedro de Tarentasia, Henrique de Gante, Egidio, Romano, etc”[7]


O testemunho de outros doutores e pensadores do cristianismo vem esclarecer o que estamos dizendo:

Anselmo, Doutor da Igreja, Arcebispo de Caterbury (1033-1109) disse a respeito: “Mesmo sendo Imaculada a Conceição de Cristo, não obstante a mesma virgem, da qual ele nasceu, foi concebida na Iniqüidade e nasceu com o pecado original, porque ela pecou em Adão, assim como por ele todos pecaram”.

São Bernardo (1140): “Só o Senhor Jesus Cristo foi concebido do Espírito Santo, porque era o único santo antes da conceição; com sua exceção, se aplica a todos os nascidos de Adão o que Alguém confessou humilde e verazmente de si: Eis que eu nasci em pecado, e em pecado me concebeu minha mãe.”

Boaventura, apesar de ser o guia dos teólogos franciscanos, escreveu o testemunho de que “todos os santos que fizeram menção deste assunto com uma só voz asseveraram que a bendita virgem foi concebida em pecado original”.

Tomás de Aquino (século XIII). Este célebre Doutor da Igreja, o mais renomado dos teólogos católicos, foi o paladino dominicano na controvérsia contra a Imaculada Conceição. Em sua famosa obra Suma Teológica, , diz:

“Santificação da Bem Aventurada Virgem Maria”, art. II. “A bem Aventurada Virgem foi santificada antes de receber vida?” Respondemos que a santificação da bem-aventurada Virgem não pode entender-se antes de receber a vida… se a bem-aventurada Virgem houvesse sido santificada de qualquer modo antes de receber a vida, nunca teria incorrido na mancha do pecado original; e, portanto, não teria necessitado da redenção e da salvação, que é por Cristo, de quem se diz: …porque ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mat. 1.21).[8]


Na continuidade do argumento o maior teólogo do catolicismo romano assevera:

Mas é inconveniente que Cristo não seja o salvador de Todos os homens como se diz (I Tm. 4.10). Logo, segue-se que a santificação da bem-aventurada Virgem nunca houvesse sido contagiada do pecado original, isto derrocaria a dignidade de Cristo, que não necessitou ser salvo como salvador universal, a maior pureza seria a da bem-aventurada Virgem: porque Cristo de maneira alguma contraiu pecado original senão que foi santo em sua mesma conceição segundo o texto (Luc. 1.35)… ao passo que a bem-aventurada Virgem contraiu o pecado original, mas foi purificada dele antes que saísse do seio (materno).[9]


Assim, fundamentamos que o catolicismo romano no que tange a essas duas doutrinas basilares da igreja, está eivado de erros e ensinando a seu próprio povo esse erro infernal.

Oro para que pessoas honestas que se sentirem desafiadas a investigar profundamente o romanismo o façam sem paixão, mas com espírito investigativo, afinal, está em jogo o seu próprio benefício espiritual.




[1] AGAINST HERESLES, til, 22:4; Translations of the Writings of the Fathers, p. 36, Ed. pelo Rev. Alexander Aoberts e James Donaldson, Vol. V, Edinburg: T. and T. Clark, 38, George Street, 1868.
[2] LOS SANTOS PADRES, Edições Desclée, De Brouwer, Buenos Aires, 1946, Tomo II, p. 448.

[3] GAY, Teófilo. DICCLONÂRLO DE CONTROVERSIA, Junta Bautista de Publicaciones, Buenos Aires, p. 423.
[4]  lbid., p. 423
[5] ENARR. Santo Agostinho. in Salmos 34:3. Rev. Ricardo Federico Littledate,
Razones Sencillas contra los Errares Y Ias Innovaciones dei Romanismo, p. 16.

[6] ROSANAS Juan, S.1. Historia de los Dogmas, iii, Ed. cultural, Buenos Aires, 1945, pp. 173 e 174.
[7] Enciciopedia de ia Reilgión Católica, Art. “Concepciõn lmmaculada de lá Santissima Virgen”.

[8] AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. Parte III, pergunta XXVII.
[9] Ibidem.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (Parte I)

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (Parte I)

A origem do papado.

Como conhecemos hoje, o papado teve a sua origem, desenvolvendo-se gradativamente, sustentado a princípio pelo Império Romano. Não teve uma data de nascimento, não foi instituído por Cristo nem pelas igrejas. É um intruso no cristianismo e não se enquadra na Bíblia. (DEV).

O catolicismo romano assim como as igrejas evangélicas são estruturadas da seguinte forma: A igreja romana, sua estrutura é a de ordens religiosas, sob a direção de um chefe visível, é uma monarquia absoluta. As demais igrejas cristãs são estruturadas em forma de denominações, todas com uma só base doutrinária, a Bíblia.

Pontos em comum

Tanto católicos quanto evangélicos creem na Trindade, em Cristo como Salvador pela sua morte substitutiva, ensinam a existência do céu e do inferno e o seu livro texto é a Bíblia. Em que pese as crenças em comum, as duas igrejas cristãs caminham separadas.

Até o IV século da era cristã havia uma e somente uma igreja cristã. A caminhada da igreja continuou desde Cristo até o tempo de Constantino, quando este cristianizou o Império Romano, tornando a religião cristã, antes considerada ilegal, como a religião do Império.

Nesse tempo não havia hierarquia entre os líderes cristãos, bispos, pastores, presbíteros e evangelistas, esses eram homens veneráveis como Policarpo, Papias, Inácio, Justino, Irineu, Orígenes, Eusébio, João Crisóstomo, etc. O único que fugiu fora desse padrão foi o bispo Calixto que foi repreendido por Tertuliano de querer ser o “bispo dos bispos”, isso aconteceu em 208 d.C.

Igreja Católica, apostólica e romana? Que negócio é esse?

No Concílio de Constantinopla que foi presidido pelo imperador romano Teodósio, que decretou no ano de 381 d.C, o “CUNCTUS POPULUS”, a igreja passou a ser chamada de Apostólica. Apostólica ela não é, pois se baseia numa interpretação sofrível de Mt. 16: 13-23, e também não sabemos como pode ser Católica e romana ao mesmo tempo.[1]

A história do surgimento dos papas aconteceu no IV século, quando as várias igrejas espalhadas pelo Império se viram dominadas por cinco dentre os bispos, eram eles: o bispo de Antioquia, o de Jerusalém, o de Constantinopla, o de Alexandria e o de Roma. O Concílio de Calcedônia no ano de 451 concedendo igualdade de poder entre o bispo de Constantinopla e o bispo de Roma. Com o passar do tempo e com o envolvimento político com os imperadores, o bispo de Roma foi tendo a hegemonia e concentrando o poder sobre os outros bispos em sua mão, os que não obedeciam eram destronados.

Voltando um pouco no tempo

Em 325 d.C., o Imperador romano Constantino, depois de uma suposta conversão ao cristianismo, convocou o primeiro Concílio das Igrejas (protótipo do domínio político religioso que dura até hoje – continuidade do Império Romano), e este concílio foi dirigido por Hósia Cordova, com 318 bispos presentes. Constantino, querendo agradar aos bispos que tinham domínio sobre o povo, resolveu construir uma templo a qual deu o nome de “Igreja do Salvador”, posteriormente os papas passaram a ocupar um palácio oferecido por Fausta. Bem mais tarde, no século XV, demoliram a Igreja do Salvador e construíram no lugar a Basílica de São Pedro.

Depois de Constantino, já no século IV, as igrejas que eram livres começaram a perder a sua autonomia com o bispo Inocêncio, que foi feito papa Inocêncio I, no ano 401 d.C., que se auto denominava “governante das igrejas de Deus” e exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele. 40 anos depois, em 440 d.C., o papa Leão I, na tentativa de impor mais temor aos outros bispos dizia que: “resistir a sua autoridade seria ir direto para o inferno!”. Esse papa aumentou o seu domínio, bajulando o Imperador Valentiniano III no ano 445 d.C., que cedeu ao que ele pretendia, que era exercer autoridade sobre as igrejas, até então nas mãos do Estado.

Como historiadores comentam, “era o papado emergindo das ruinas do Império Romano que se desintegrava, herdando dele o autoritarismo e o latim como língua”. Antes do século V, todos os bispos ocidentais eram chamados de papa (pai), aos poucos foram restringindo esse tratamento a somente o bispo de Roma. Até então ninguém ousava supor ou dizer que o apóstolo Pedro havia sido um papa.

Acompanhe o caminhar da história no próximo post.




[1] RIVAUX, História Eclesiástica, Tomo 1, p. 347

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