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domingo, 14 de junho de 2015

JEAN BARBEVILLE DA NORMANDIA – MARTIRIZADO EM PARIS

Baseado em Jean Crespin

Barbeville era oficial de pedreiro, já idoso, e, voltando de Genebra, quis instruir os seus vizinhos nos princípios do Evangelho, porém foi descoberto e acusado por eles, e por isso feito prisioneiro.

A princípio o pobre homem enfraqueceu, negando as suas relações com as outras pessoas acusadas. Foi desleal para com algumas pessoas a quem negou conhecer para preservara sua vida. Num lance de desespero, juntando-se com outros detentos, tentou contra a vida do carcereiro, porém foi severamente punido.

Depois desses acontecimentos ele foi colocado numa cela com Jean Morel[1] que o exortou através da Palavra de Deus e Barbeville foi tocado tão profundamente que reconheceu o seu pecado a ponto de chorar e a gemer amargamente. Pediu perdão ao carcereiro, decidiu mudar o seu comportamento e a retratar-se de tudo o que havia dito contra Deus.

Antes da sua conversão, quando era levado a presença dos juízes que o julgavam, diz ele que era paralisado de medo e continuamente blasfemava, porém depois de ter sido alvo da graça e da misericórdia de Deus, ele apresentou-se aos magistrados com segurança e coragem, afirmando ser um adorador de um único Deus e Senhor e que renunciava e se arrependia de ter adorado os ídolos e a adoração dos santos e da virgem Maria que outras pessoas lhe havia apresentado. Isso aconteceu no dia 16 ou 17 de janeiro de 1559.

Nos dias que se seguiram, ele foi levado à presença dos juízes eclesiásticos que diziam que ele estava preso porque havia comparado os padres a “saltimbancos vestidos de amarelo, verde, vermelho e outras cores”, ele respondeu:

Na verdade tenho dito sim, não me arrependo, e se me interrogarem continuarei dizendo e direi muito mais ainda.

Os juízes ficaram admirados da mudança ocorrida na vida de Barbeville e da constância da sua nova fé. No dia 18 de fevereiro daquele ano, ele foi levado ao Supremo Tribunal apelando aos juízes eclesiásticos, e no mesmo dia foi apresentado aos da Câmara Maior, e fez a seguinte confissão escrita de próprio punho: “Depois que prestei juramento e disse meu nome, país e residência, fui interrogado porque havia apelado.”

Resposta: “Por causa da dilatada prisão nos cárceres, nos quais o juiz eclesiástico me tem detido por espaço de nove meses sem me dar nem direitos nem justiça.”

Pergunta: Por que?

Resposta: Por ter declarado os mandamentos de Deus a um vizinho meu, e o abuso dos mandamentos dos homens.

Pergunta: Quanto tempo faz que não vais à missa?

Resposta: Fui no dia da páscoa; porém Deus quis que caísse uma estante do coro sobre a perna e fiquei ferido; retirei-me e desgostei muito de ter ido ali, por causa da grande idolatria que nela presenciei.

Pergunta: Que idolatria?

Resposta: A gente prostrava-se diante de ídolos e os adorava.

Pergunta: Então não se deve adorar a Deus mediante as imagens?

Resposta: Não, pois está escrito nos Atos dos Apóstolos17.24 que “Deus não habita em templos feitos por mãos humanas”. E a proibição está expressa em Exodo 20.

Pergunta: Onde aprendeste isso?

Resposta: Na Sagrada Escritura.

Pergunta: Ela está em latim. Sabes latim?

Resposta: Não; mas a tenho lido em francês.

Pergunta: Foste às Assembléias que são feitas em Moutfacod e pelas casas?

Resposta: Não; porém quem me dera que eu pudesse ter ido para ouvir a Palavra de Deus.

Pergunta: Foste a Genebra?

Resposta: Sim, oito dias somente, e ali trabalhei pelo meu ofício. E voltei para levar meu filho.”

Depois desse interrogatório ele foi levado à entrada do cartório civil do Supremo Tribunal, e (como depois soubemos por fiéis testemunhas), ali foi interrogado por vários meirinhos e contínuos do cartório, como ele sabia o que dizia, visto ser pedreiro, e que o Santo Espírito não descia no coche de um pedreiro.

Em resposta, ele recitou este versículo do Salmo 15.7: “bendigo ao Senhor, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina.”

Depois disto foi levado ao lugar onde estavam esperando os presos que eram mandados subir para serem interrogados, ali ele foi interrogado por quatro conselheiros sobre o sacramento da eucaristia; eles porém, não eram mandados pelo tribunal para este fim.

Ele respondeu que Ceia ministrada segundo a instituição de Jesus Cristo, ele comungava o corpo e sangue de Jesus Cristo pela fé, e não de um modo carnal: pois tendo Jesus subido aos Céus não descerá de lá senão quando vier para julgar os vivos e os mortos.

Um dos tais conselheiros, zombando, acrescentou: “Que subiu aos céus” e puxou a escada que estava atrás dele”.

Neste dia a sua apelação foi anulada e pouco depois ele foi reconduzido ao juiz eclesiástico para fazer confissão de sua fé.

Ai teve debates iguais aos primeiros sobre a disputa dos sacramentos e outros pontos, e os sustentou de tal modo que foi declarado herege e promotor de divisão.

Quando foi interrogado sobre a missa ele disse que era uma

“mercadoria falsificada, que nada valia, e que era a prostituta sentada sobre a grande Besta, da qual se trata no Apocalipse, que era a mãe das abominações, com a qual os reis e príncipes tinham se corrompido, e estavam embriagados pela sua bebida: que era a sua abominação descrita pelo profeta Daniel; enfim, que era uma planta que não tinha sido plantada pelo pai Celeste, e portanto em pouco tempo seria arrancada e atirada ao fogo.”

Falando do papa, ele comparava o estado da sua vida com a de Jesus Cristo: “Jesus Cristo, dizia ele, foi coroado com uma coroa de espinhos, mas o papa é coroado com três coroas preciosas. Jesus Cristo lavou os pés de seus apóstolos; mas o papa manda beijar as suas sandálias”. E assim por diante fazia os contrastes de Jesus Cristo com o papa para mostrar que este era realmente o anti-Cristo.

Se lhe ofendiam dizendo ser um ele um burro e que “não poderia conhecer as Sagradas Escrituras”, ele respondia:

Pois bem, aceitem que eu não sou mais que um burro! Porém vocês nunca leram que Deus abriu a boca da burra do profeta Balaão, que reclamou do profeta que a espancava, ele que queria profetizar mentiras contra o povo de Deus? “Se Deus abriu a boca de um Jumenta, vocês se admiram que ele abra a minha boca para falar contra as falsidades e mentiras que vocês proferem contra o povo de Deus? E assim como a burra falou por causa do pesado fardo que o falso profeta a fez carregar, do mesmo modo, por causa do pesado fardo que vocês me fizeram carregar no passado, com a s vossas tradições e falsas doutrinas, é que estou constrangido a falar.

Benedito, o frade inquisidor, tendo vindo até ele, começou dizendo que tinha vindo a consolá-lo e a anunciar-lhe a verdade, porém a resposta que não esperava veio imediatamente:

Como você pode falar a verdade, se você vem a mim vestido num hábito de mentiroso? Não posso encontrar a verdade em você, pois não dá para colher figos em árvores de cardos, nem colher uvas em espinheiros.

O padre então retrucou que ele não devia julgá-lo. Ele então respondeu ao padre: “Não sou eu quem o julgo, mas a palavra de Deus e os falsos propósitos que vocês cultivam.”

Depois de ter envergonhado o padre, Barbeville resistiu bravamente às mentiras e às tradições papistas, foi excomungado e declarado herege. Depois da declaração de heresia, o juiz eclesiástico o mandou ajoelhar-se para receber a sentença. Barbeville lhe perguntou, se ele era Deus para ser adorado. O juiz respondeu que era em honra e reverência ao crucifixo que estava pendurado acima dele. Barbeville então disse: “Contudo não o farei, pois assim eu seria um idólatra.”

O juiz foi constrangido a pronunciar-lhe a sentença, estando o réu de pé. Barbeville se animou e alegrou-se por ter podido dar testemunho da sua fé e de ter sido excomungado da igreja dos homens, no entanto, permenecia na Igreja de Cristo.

Depois de sentenciado ele foi entregue as autoridades seculares e trancafiado na prisão do palácio no dia 3 de março. No dia 6 ele foi condenado à fogueira pela Câmara Maior, depois de ter respondido outra vez às autoridades. Mesmo diante da morte ele não manteve a sua boca fechada. Quando podia, instrua os que encontrava na prisão e quando estava sozinho, cantava salmos.

Numa próxima audiência Barbeville estava sentado ao lado de um homem acusado de furto. Ele repreendeu o homem com incisivo zelo, assegurando ao homem que se arrependesse dos seus pecados para receber a remissão em Jesus Cristo. A palavra alcançou o coração daquele homem de tal forma que ele saiu dali para morrer, mas estava consolado e arrependido.

Por volta das 11 horas da noite ele foi levado para a capela para esperar a hora da morte. Finalmente, foi levado para a execução no largo que fica diante do paço municipal em Greve.

A sentença dizia que dele deveria ser amarrado em uma estaca e estrangulado, porém o furor do povo não queria que a pena fosse tão moderada. Dai a turba levantou os feixes de lenha contra ele, até por cima da cabeça, e apressaram o carrasco para o estrangular.

Mesmo numa situação desesperadora como essa, ele não deixou de dar testemunho suficiente e de invocar o nome de Deus. A corda que amarrava suas mãos se rompeu e ele juntando-as, levantava as sua mãos em direção ao Céu, ficando todos os presentes admirados da sua fé. Assim, docemente, sem gritar, ele entregou a sua alma a Deus.


Rev. João d’Eça é Ministro presbiteriano, pastor da Igreja Presbiteriana Betsaida em São Luís, Mestre em Teologia Histórica pelo CPAJ, professor de História Eclesiástica e Antigo Testamento em instituições de ensino teológico.




[1] Jean Morel era crente, ainda muito jovem de menos de vinte anos, e morreu no cárcere envenenado.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (Parte I)

O CATOLICISMO E SUAS ORIGENS (Parte I)

A origem do papado.

Como conhecemos hoje, o papado teve a sua origem, desenvolvendo-se gradativamente, sustentado a princípio pelo Império Romano. Não teve uma data de nascimento, não foi instituído por Cristo nem pelas igrejas. É um intruso no cristianismo e não se enquadra na Bíblia. (DEV).

O catolicismo romano assim como as igrejas evangélicas são estruturadas da seguinte forma: A igreja romana, sua estrutura é a de ordens religiosas, sob a direção de um chefe visível, é uma monarquia absoluta. As demais igrejas cristãs são estruturadas em forma de denominações, todas com uma só base doutrinária, a Bíblia.

Pontos em comum

Tanto católicos quanto evangélicos creem na Trindade, em Cristo como Salvador pela sua morte substitutiva, ensinam a existência do céu e do inferno e o seu livro texto é a Bíblia. Em que pese as crenças em comum, as duas igrejas cristãs caminham separadas.

Até o IV século da era cristã havia uma e somente uma igreja cristã. A caminhada da igreja continuou desde Cristo até o tempo de Constantino, quando este cristianizou o Império Romano, tornando a religião cristã, antes considerada ilegal, como a religião do Império.

Nesse tempo não havia hierarquia entre os líderes cristãos, bispos, pastores, presbíteros e evangelistas, esses eram homens veneráveis como Policarpo, Papias, Inácio, Justino, Irineu, Orígenes, Eusébio, João Crisóstomo, etc. O único que fugiu fora desse padrão foi o bispo Calixto que foi repreendido por Tertuliano de querer ser o “bispo dos bispos”, isso aconteceu em 208 d.C.

Igreja Católica, apostólica e romana? Que negócio é esse?

No Concílio de Constantinopla que foi presidido pelo imperador romano Teodósio, que decretou no ano de 381 d.C, o “CUNCTUS POPULUS”, a igreja passou a ser chamada de Apostólica. Apostólica ela não é, pois se baseia numa interpretação sofrível de Mt. 16: 13-23, e também não sabemos como pode ser Católica e romana ao mesmo tempo.[1]

A história do surgimento dos papas aconteceu no IV século, quando as várias igrejas espalhadas pelo Império se viram dominadas por cinco dentre os bispos, eram eles: o bispo de Antioquia, o de Jerusalém, o de Constantinopla, o de Alexandria e o de Roma. O Concílio de Calcedônia no ano de 451 concedendo igualdade de poder entre o bispo de Constantinopla e o bispo de Roma. Com o passar do tempo e com o envolvimento político com os imperadores, o bispo de Roma foi tendo a hegemonia e concentrando o poder sobre os outros bispos em sua mão, os que não obedeciam eram destronados.

Voltando um pouco no tempo

Em 325 d.C., o Imperador romano Constantino, depois de uma suposta conversão ao cristianismo, convocou o primeiro Concílio das Igrejas (protótipo do domínio político religioso que dura até hoje – continuidade do Império Romano), e este concílio foi dirigido por Hósia Cordova, com 318 bispos presentes. Constantino, querendo agradar aos bispos que tinham domínio sobre o povo, resolveu construir uma templo a qual deu o nome de “Igreja do Salvador”, posteriormente os papas passaram a ocupar um palácio oferecido por Fausta. Bem mais tarde, no século XV, demoliram a Igreja do Salvador e construíram no lugar a Basílica de São Pedro.

Depois de Constantino, já no século IV, as igrejas que eram livres começaram a perder a sua autonomia com o bispo Inocêncio, que foi feito papa Inocêncio I, no ano 401 d.C., que se auto denominava “governante das igrejas de Deus” e exigia que todas as controvérsias fossem levadas a ele. 40 anos depois, em 440 d.C., o papa Leão I, na tentativa de impor mais temor aos outros bispos dizia que: “resistir a sua autoridade seria ir direto para o inferno!”. Esse papa aumentou o seu domínio, bajulando o Imperador Valentiniano III no ano 445 d.C., que cedeu ao que ele pretendia, que era exercer autoridade sobre as igrejas, até então nas mãos do Estado.

Como historiadores comentam, “era o papado emergindo das ruinas do Império Romano que se desintegrava, herdando dele o autoritarismo e o latim como língua”. Antes do século V, todos os bispos ocidentais eram chamados de papa (pai), aos poucos foram restringindo esse tratamento a somente o bispo de Roma. Até então ninguém ousava supor ou dizer que o apóstolo Pedro havia sido um papa.

Acompanhe o caminhar da história no próximo post.




[1] RIVAUX, História Eclesiástica, Tomo 1, p. 347

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A ORIGEM PROTESTANTE-FRANCESA DE SÃO LUÍS (1612 – 1615)

Por


Rev. João d’Eça


Introdução:

Hoje, 08 de setembro de 2011, São Luís completa 399 anos de fundação. Muitos tem escrito relatos do início da cidade de São Luís, mas quase que nenhum dos historiadores comentam o fato de que inicialmente Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiere veio para o Maranhão com autorização do Rei Henrique IV de França para aqui fundar a França Equinocial, sob os valores e princípios do protestantismo calvinista do Rei, que mesmo depois de ter dito “Paris vale uma missa”, para garantir a coroação já que o clero católico não aceitaria um protestante como rei, Henrique nunca deixou de ser protestante. Foi ele o rei do Edito de Nantes que deu liberdade religiosa a todos os huguenotes (protestantes franceses) e que deu cartas patentes a La Ravardiere com esse propósito.

Não fosse o Papa juntamente com a rainha Maria de Médicis ter assassinado o rei protestante Henrique IV, a França Equinocial teria vingado e hoje nós seríamos uma comunidade diferenciada no Brasil, com uma mentalidade de cultura de desenvolvimento de busca pelo saber, de avanço tecnológico nos moldes de Quebec no Canadá.

Hoje São Luís faz 399 de fundação pelos franceses. Foi degenerada a sua cultura e os seus costumes por obra e graça dos portugueses. Esperamos que São Luís se recupere com o tempo e reconstrua a sua cultura de saber e desenvolvimento, voltando a ser a “Atenas Brasileira”.

AS TENTATIVAS DE COLONIZAÇÃO FRANCESA
Na época do descobrimento, a França tentou estabelecer colônias em terras brasileiras, em pelo menos duas regiões do país. Foram duas tentativas de estabelecimento de comunidades calvinistas/protestantes que acabaram não se consolidando devido a oposição da igreja católica, que ainda vivia o período da Contra-Reforma e estava decidida a não permitir o avanço dos protestantes estivessem eles em qualquer lugar do mundo conhecido da época.

O primeiro Brasil francês foi a França Antártica, no Rio de Janeiro em 1555, no início da segunda metade do século XVI, cinqüenta anos depois do descobrimento. A primeira investida foi com Villegaignon e Jean de Léry (huguenote). Villegaigon veio para o Brasil para fundar uma colônia. Com o avanço dos problemas, principalmente na área religiosa, Villegaignon escreveu cartas a João Calvino (reformador de Genebra), para que lhe enviasse um contingente de partidários da fé reformada para solucionar o problema da colônia. Calvino atendeu o pedido e lhes enviou 14 huguenotes (protestantes franceses) em 1557. No meio desses huguenotes, desembarcaram dois pastores: Pierre Richer (50 anos) e Guillaume Chartier (30 anos), versados da sã doutrina e exemplares na conduta, acompanhados por colonos mulheres e artesãos. Na chegada em 7 de março de 1557, foram recebidos por Villegaignon com grande alegria e apresentaram ao comandante suas credenciais assinadas por João Calvino.

Na colônia, Villegaignon sofreu pressão dos católicos por ter solicitado a presença de protestantes calvinistas e os conflitos religiosos da França, foram reproduzidos ali, na pequena ilha onde estavam acampados os franceses. O comandante Villegaignon que era de origem protestante, tendo até estudado com Calvino, com medo de perder o posto de comandante da empreitada, e em meio a disputas religiosas, preferiu agradar aos católicos e começou a hostilizar os pastores e os huguenotes que vieram da França a pedido dele.

A QUESTÃO EUCARÍSTICA
As controvérsias se deram entre os protestantes e Villegaignon, devido a celebração da Ceia do Senhor (Eucaristia). A primeira Santa Ceia, segundo o rito reformado, foi oficiado pela primeira vez num domingo, 21 de março de 1557 . O comandante Villegaignon, havia recebido cartas do cardeal de Lorena, membro da poderosa família Guise, censurando-o fortemente por haver deixado a fé católica e ele, temeroso das conseqüências, teria mudado de opinião . Sofrendo enorme pressão dos padres que não aceitavam o entendimento calvinista do significado da Ceia do Senhor resolveu pressionar os pastores e usar esse argumento para acusá-los de heresia e ter motivos para enviá-los de volta à França. Muitos dos que vieram, preferiram abdicar da sua fé e ficar, ao invés de enfrentar a oposição do comandante Villegaignon, traidor da fé que antes dizia professar.

O comandante privou os calvinistas até de víveres diários, e estes acabam deixando a ilha e se fixaram no continente entre os Tupinanbá. Jean de Léry escreve a respeito do assunto:

Acomodamo-nos na praia, do lado esquerdo, à entrada daquele rio da Guanabara [...] E assim como nós lá íamos, íamos e vinhamos, freqüentávamos, comiamos a bebiamos entre os selvagens (que nos foram incomparavelmente mais humanos do que aqueles que, sem que nada lhes tenhamos feito de mal, não nos pode suportar consigo) também eles, por sua vez, trazendo-nos víveres e outras coisas de que necessitávamos, nos vinha com freqüência visitar.[1]

Foi à partir dessa experiência que nos chegou um dos mais importantes relatos sobre o Brasil do século XVI. No livro, a Histoire d’um Voyage faict em La terre Du Brésil, do protestante calvinista Jean de Léry, que alcançou enorme sucesso desde a sua primeira edição, em 1578. O principal objetivo de Jean de Léry foi o de desmentir “as mentiras e erros” contidos no livro do monge André Thevet, Les Singularitez de La France Antarctique, publicado em 1557-1558. Assim também, Abbeville, ganhou notoriedade contando mentiras e lendas no seu livro sobre a expedição a São Luís, 60 anos depois.

Depois de hostilizar os seus antes companheiros de fé protestante, o traidor e infiel, Villegaignon vai à França em busca de reforços para a sua colônia. Ele já se julga dono do lugar e mais tarde fica conhecido como “Rei da América”. Um homem que em nome do lucro e do poder temporal, aliou-se aos católicos, abandonou a fé e traiu seus amigos, perseguindo-os, torturando-os e por fim assassinando-os.

OS PROTOMÁRTIRES.
Enquanto estavam presos os pastores protestantes calvinistas, proto-mártires: Jean Du Bourdel, Matthieu Verneuil e Pierre Bourdon escreveram uma declaração de fé que veio a ser o mais antigo documento da fé reformada na América, A Confissão de Fé da Guanabara (1558), escrita por Jean du Bourdel. Contém 17 capítulos e foi assinada pelos seus companheiros depois de lida e aprovado por eles, estando estes dispostos a morrer pelo que declararam sobre sua fé naquele documento, o que de fato aconteceu. Villegaignon os assassinou, jogando seus corpos na baia de Guanabara.


O SEGUNDO BRASIL FRANCÊS
Ocorreu no Maranhão, mais precisamente na fundação da cidade de São Luís, no ano de 1612, a 08 de setembro, a segunda tentativa de estabelecimento de uma colônia francesa no Brasil, de origem protestante calvinista.

Desde as primeiras incursões, em maio de 1594 com Jacques Riffault, os franceses tentam conquistar o país pelo norte, parte que eles conheciam bem e que os portugueses desprezavam. Depois do fracasso dessa primeira incursão, uma parte dos tripulantes ficam na ilha, entre eles Charles des Vaux, que após longa estada entre os Tupinanbás, decide regressar à França e tentar convencer o Rei Henry IV da importância de uma campanha colonial na Região Norte do Brasil. Henrique IV ordena então ao senhor de La Ravardiere que acompanhe des Vaux a uma expedição de reconhecimento a ilha do Maranhão .

Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiere, protestante, tem seu nome associado ao dos Montgomery. Charles Montgomery, almirante da França e da Bretanha, autoriza o senhor de La Ravardiere a armar navios para empreender viagem pelas costas da África, da América, do Brasil, da Guiana, de Cuba, de São Domingos, Perú, México e Flórida. Dessa expedição origina-se o projeto colonial do Maranhão, a França Equinocial .

A rainha Maria de Médices instigada pelo clero católico planejam e executam a morte do rei protestante Henrique IV, por causa do Edito de Nantes (promulgado por ele), que dava liberdade religiosa a todos os huguenotes (protestantes franceses), onde quer que ele se encontrassem sob o domínio da França e por causa das intensões do Rei protestante Henrique IV de criar colônias calvinistas no Novo Mundo. Mesmo com o rei assassinado, a rainha-regente Maria de Médices, não poderia impedir a expedição de La Ravardiere, já que por ser regente, não tinha autoridade de revogar uma lei promulgada por um rei legítimo, portanto, não poderia anular o Edito de Nantes, já que o Rei-menino, Luís XIII, ainda era muito criança e não podia reinar em plenitude. Com isso, La Ravardiere continuou o seu intento e veio para o Maranhão. Mesmo contrariada, a rainha tentou limitar as ações de Daniel de La Touche, colocando na expedição os frades capuchinhos, dentre eles, o mentiroso Abbeville. Em carta de 23 de abril de 1611, endereçada ao padre Leonard de Paris, provincial dos Capuchinhos da rua Saint-Honoré (fundado por Catarina de Médici em 1575), a rainha escreve:

Padre Léonard – escreve a rainha – O senhor de Razilly lugar-tenente-geral das Índias Ocidentais, pelo Sr. Rei meu filho nomeado, disse-me da possibilidade de ai se introduzir a religião cristã, sendo recomendável o envio de alguns religiosos de vossa ordem para ficarem nessas terras e tratar na medida de suas forças, de esclarecer a fé cristã. Por esse motivo vos dirijo a presente, rogando-vos para lá enviardes até quatro religiosos, entre os que julgardes mais dignos e capazes. Aos quais haveis de ordenar que sigam em companhia de quem o senhor de Razilly lhes enviar para guiaá-los. Estou convencida de que, tratando-se de pessoas de grande caráter e devoção, grandes serão os frutos e que sua obra aumentará ainda mais a glória de Deus e a boa reputação de vossa ordem. Não tendo esta outro objetivo, rogo a Deus, Padre Léonard, que vos conserve em sua guarda. Escrita em Fontainebleau aos 23 de abril de 1611. Maria Phelypeaux.[1]

Os padres escolhidos foram: Yves d’Evreux, Claude d’Abeville, Arsene de Paris e Ambroise d’Amiens. Os Supervisores da Provincia de Paris designam o padre Yves d’Evreux como superior da Missão no Brasil, em 27 de agosto de 1611.

Daniel de La Touche, apesar da oposição de Maria de Médices, consegue persuadi-la a manter a expedição. A rainha-regente num primeiro momento não desaprova a empreitada e motivada pela promessa de La Ravardiere de interceptar os navios espanhóis em volta pra Espanha carregado de metais preciosos nomeia-o como “lugar-tenente do rei no Maranhão” junto a François de Razilly. Essa associação é legalizada por um contrato lavrado em Paris em 4 de outubro de 1610, junto ao notário Pacqué. Esse mesmo contrato é aprovado e ratificado pelo rei e sua mãe, um ano depois, em 16 de setembro de 1611 .

Em cerimônia celebrada no Louvre, a flâmula real é confiada aos “lugares-tenentes do rei”, com a promessa de lealdade e de construir um forte – que será denominado Santa Maria, em homenagem à rainha-regente. Nasce assim uma nova França, chamada França Equinocial, no Palácio do Louvre, em 1610.


08 DE SETEMBRO, FUNDAÇÃO DE SÃO LUÍS.
Os navios “Régent”, “Charlotte” e “Saint Anne”, deixam o Porto de Cancale em 19 de março de 1612. Os primeiros a desembarcar na “Ilha Grande” (Upaon Açu), foram Daniel de La Touche e o senhor de Razilly, nela encontraram 400 franceses, assim co mo dois navios de Hâvre e de Dieppe, pilotados pelos capitães Du Manoir e Gérard. Os capuchinhos dirigen-se para lá em 5 de agosto e são recebidos alegremente pelos índios. Fazem o reconhecimento do lugar onde os franceses construirão o forte São Luís. A cruz é plantada na “Ilha de Maranhão” em 08 de setembro, próxima ao local escolhido para a construção do forte.
Os católicos franceses e espanhóis, motivados pelo acordo de casamento entre Luís XIII e a infanta Ana d’Austria, conspiram contra La Ravardiére e intentam reduzi-lo a nada no comando. Ele percebe e começa a providenciar a sua saída da empreitada. No Arquivo Geral de Simancas encontra-se uma nota secreta enviada ao Conselho de Estado espanhol datada do mês de abril de 1612, a respeito dos armamentos que se estavam fazendo em Saint-Malo para ir conquistar algumas paragens na América. A nota informa que os chefes da expedição eram os senhores “Rasil” e “La Ravardiere”, precisando que os franceses deixaram o Porto de Cancale para se dirigir a uma ilha que se situava “mais acima que o Rio da Prata”, que sua intensão era de estabelecer laços de amizade com os selvagens e que a empresa contava com o assentimento da rainha regente. O autor da nota que o senhor de La Ravardiere, “um calvinista herege conhecedor da costa brasileira.” A intensão era tirar do comando o protestante Daniel de La Touche e deixar somente o católico François de Razilly.

Daniel de La Touche então resolve deixar a empreitada e ir para outro lugar, sabendo que nunca terá o apoio da coroa, dominada que era pelo papado e ele protestante calvinista, estava correndo risco de vida, nessa hora, seria melhor deixar o forte e partir.

GUAXINDUBA
Guaxembduba ou Guaxinduba é o nome dado pelos historiadores portugueses para a suposta batalha que dá fim à França Equinocial, e para dar um tom épico à narrativa, o padre Abbeville conta uma estória mentirosa da virgem Maria aparecendo na praia e transformando a areia em pólvora para abastecer as armas do portugueses.

Em 18 de junho, o Régent chega a um local chamado “Buraco das Tartarugas” (praia de Jericoacoara – CE), onde os portugueses se instalaram sob o comando de Manuel de Sousa d’Eça vindo de Pernambuco dez dias antes, com a finalidade de interceptar a expedição francesa. Em 19 de novembro os franceses decidem atacar por terra. Eles eram superiores em número, possuíam 200 franceses e 1.500 índios Tupinanbá que lutavam ao lado dos franceses, sob o comando de Pezieu. Como a maré secou La Ravardiere não pode desembarcar com os reforços e a estratégia de Pezieu deu errado, eles foram cercados e 115 franceses, entre eles o capitão Pezieu foram mortos. Oito dias após essa batalha uma trégua de um ano é proposta e acordada.

Apesar de ter documentos que foram acordados em Paris, de obediência dos capuchinhos ao lugar-tenente, Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiere e as cartas patentes do rei Luís XIII, a empreitada de La Ravardiere está desapoiada e quase no fim. Os reforços para resguardar o forte de São Luís, esperados por La Ravardiere, nunca chegarão. Em 1º de fevereiro de 1615, antes do término da trégua de uma ano, uma aramada de nove navios comandados pelo capitão Alexandre de Moura, carca os franceses na “grande ilha”, enquanto as forças comandadas por Jerônimo de Albuquerque se dirigem no dia seguinte, para o Forte São Luis, onde La Ravardiere acaba rendendo-se sem resistência. Ai Abbeville inventa a história da batalha de expulsão dos franceses, que na realidade nunca existiu.

PORTUGUESES ROTULAM LA RAVARDIERE DE PIRATA.
Alexandre de Moura leva La Ravardiere para Lisboa, onde ele permanece preso por alguns anos na Torre de Belém. Num de seus relatórios, Alexandre de Moura escreve sobre La Ravardiere e a decisão de não deixá-lo voltar ao Brasil:

[...] não permiti fosse em sua companhia Sr. de La Ravardiere querendo ele ir-se e para o tirar levando-o comigo de ser contínuo corsário como foi infestando sempre os mares de V. Magestade; [...] Não desejei permitir que o Sr. de La Ravardiere partisse em sua companhia [dos 50 franceses que voltaram], embora ele mesmo quisesse ir-se; levei-o comigo, a fim de impedi-lo de continuar o corsário que era, sempre infestando os mares de V. Magestade. [...] pelo mal que poderia resultar de sua conversação assim por serem hereges (protestantes) como pela prática que faziam ao gentio.[1]

Depois de um tempo, Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiere é libertado e decide ir para outro lugar, no sonho de fundar a França Equinocial, chega até a Guiana, que mais tarde viria a ser a Guiana Francesa. Dali ele vai ao Canadá onde termina os seus dias. Não teve o sucesso que pretendia no Maranhão, mas uma grande comunidade calvinista existe no Canadá até hoje, graças ao incentivo e apoio, mesmo que pequeno, do rei Henrique IV. Depois de 240 anos os reformados chegaram ao Brasil, dessa vez para ficar e construir uma grande obra de evangelização do nosso país através da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Notas:

[1] De LÉRY, Jean. Histoire d’um Voyage fait em La terre Du Bresil. Genebra, Droz, 1975, p. 67.

[2] DAHER (48). A carta de Maria de Médices é reproduzida pela primeira vez em 1614, por Claude d’Abbeville em Histoire de La Mission, p. 17.

[3] Conforme relatório de Alexandre de Moura.



BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:

A Tragédia da Guanabara - Jean Crespin

Sementes do Calvinismo no Brasil Colonial - Osvaldo Henrique Hack

O Brasil Francês - Andrea Daher

História do Maranhão - A Colônia - Carlos de Lima

História do Maranhão - Mário Meireles

Anais Históricos da História do Maranhão - Bernardo Berredo

A Fundação Francesa de São Luís e seus Mitos - Maria de Lourdes Lacroix

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

HISTÓRIA.... QUASE MORTA.

Estou fazendo um trabalho acadêmico e precisei de informações sobre personagens da história do meu Estado, o glorioso Maranhão e fui à cata das informações de que preciso. Minha pesquisa precisa ser feita no obituário do Cemitério do Gavião, onde estão sepultados grande parte das personalidades históricas de São Luís e do Estado.

Fui até o Cemitério que fica no Centro da cidade à procura das informações de que preciso e me apresentei como pesquisador. Fui recebido por um funcionário que parece não sabia como fazer o seu trabalho e apesar de eu dar todas as informações que ele precisava para encontrar o túmulo da pessoa que eu procurava, como por exemplo, data do falecimento, data do sepultamento com dia, mês e ano, ele disse que eu é que precisaria ter os dados para que ele encontrasse o local, pode!!!!!!

A sepultura que eu procurava é da década de 60, logo nos primeiros anos e eu queria saber onde estava enterrado determinado personagem da nossa história presbiteriana, mas o funcionário me informou que o livro de registro não mais existe, pelo menos (e assim espero!), nos arquivos do cemitério. Talvez algum órgão público de interesse histórico tenha recolhido e arquivado o livro de registros de sepultamentos, para preservá-lo em um outro lugar, só que o funcionário, apesar de ter um computador com registros mais recentes, não sabe que fim levou os livros da década de 60.

São inúmeros os personagens da nossa história recente que foram sepultados no Cemitério do Gavião em São Luís, mas se precisarmos de averiguação para qualquer fim, lá não vamos encontrar. De quem será a culpa? Quem são os responsáveis pela administração do cemitério atualmente? O acontecimento é fruto de descaso ou de incompetência? Não sabemos e talvez nunca saberemos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

12 DE NOVEMBRO, ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS.

Hoje na História Cristã


1556 - O Holandês anabatista Menno Simons escreveu em uma carta: "Eu não posso ensinar nem viver pela fé de outros. Eu devo viver a minha própria fé, como o Espírito do Senhor me tem ensinado através da Sua Palavra”.

1701 - Na Assembleia do Estado da Carolina passou uma lei tornando a sacristia da Igreja da Inglaterra, a religião oficial da colônia na Carolina. (Recebeu forte oposição dos quakers e dissidentes e outros residentes forçando os líderes da colônia de revogar a lei, dois anos depois.)

1818 – Nasce Henri F. Hemy, organista da Igreja Inglêsa. De suas várias composições originais, a mais conhecida é a melodia de ST. CATARINA, com a qual canta-se o hino, "Faith of Our Fathers".

1899 – O evangelista americano Dwight Lyman Moody, 62 anos, iniciou sua última campanha evangelística em Kansas City, Missouri. Seentiu-se mal durante o último culto e não conseguiu completar a sua mensagem, vindo a morrer poucos dias depois, em 22 de dezembro.

1954 – O missionário americano presbiteriano Francis Schaeffer escreveu em uma carta: "Fidelidade às organizações e movimentos sempre tenderá ao longo do tempo, a tomar o lugar da lealdade devida à pessoa de Cristo."

sábado, 30 de outubro de 2010

REFORMA PROTESTANTE, 493 ANOS DE RESISTÊNCIA.

Amanhã, dia 31 de Outubro de 2010, as igrejas cristãs reformadas em todo o mundo comemoram o dia da Reforma Protestante, são 493 anos de história, desde que cristãos verdadeiros, insatisfeitos com os desvios da igreja perpetrado pelos romanistas, os reformadores tentaram viver uma vida mais perto de Deus e mais próximo da moral do evangelho.

A Igreja Católica havia se desviado do caminho da verdade, adotando um sistema político quer visava conseguir poder temporal e riquezas, usando a religião para isso. Hoje em dia, as igrejas cristãs voltaram a agir da mesma maneira que a igreja da Idade Média, o que nos leva a entender e defender uma nova Reforma, após quase 500 anos. São as mesmas práticas, os mesmos princípios, os mesmos erros, estão sendo cometidos hoje em dia por igrejas que se declaram cristãs, mas que tem práticas pagãs.

Lutero foi o homem usado por Deus para trazer a igreja para o caminho da verdade, apesar de seus erros e de sua humanidade, aprouve ao Senhor levantá-lo para essa tão imensa tarefa. Analisando a história, entendemos que Deus escolheu o homem certo e naquele momento crucial da história, não podia ser outro, Lutero com as suas características, seu ímpeto, seu empenho e sua capacidade artística, homilética e o seu desejo de conhecer a Escritura Sagrada, foi o homem certo, na hora certa, para fazer voltar a Igreja à Bíblia.

Apesar de homens como Lutero, Deus faz a história. Ele é o Senhor da História, Ele faz e determina os acontecimentos conforme o seu querer, a Reforma é um acontecimento assim, apesar dos homens, Deus estabelece a verdade e faz a sua Igreja tomar a direção do caminho do evangelho, abandonando as práticas pagãs.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ANSELMO DE CANTUÁRIA


Estou concluindo mais um módulo do curso aqui na Mackenzie/CPAJ-SP, desta feita foi o módulo "Anselmo de Cantuária" com o Dr. Alderí Matos.

Anselmo de Cantuária viveu no século XI e foi um dos mais brilhantes pensadores de sua época. Foi Arcebispo de Cantuária, conhecido na Fraança como Anselmo de Bec, na Itália como Anselmo de Aosta e no resto do mundo como Anselmo de Cantuária.

Anselmo nasceu em 1033 e morreu em 1109.

O mestre antecessor de Anselmo foi Lanfranco na Normandia. Anselmo foi contemporâneo de dois famosos papas, Gregório VII (Hidelbrando) e Urbano II.

Anselmo é o autor de duas obras famosas, o Monologium e o Proslogium. Anselmo é o autor da Teoria da Satisfação, proposto na sua grande obra Cur Deus Homo. Immanuel Kant deu ao famoso argumento de Anselmo o nome "Argumento Ontológico". Na obra citada, Anselmo tratou sobre a Expiação e a Encarnação.

Anselmo nas obras "monologium" ou "proslogium" buscou provar a existência de Deus por meios racionais, sem o auxílio da Revelçao. A proposta é: UM SER DO QUAL NADA MAIOR SE PODE CONCEBER.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

OS MEUS 0,0000005% ELE NUNCA TERÁ!!!!!!!!

PARA LER SÓ HOJE! AMANHÃ EU VOU POSTAR TEMAS SOBRE PÁSCOA! VALE À PENA LER ESTE ARTIGO!!!!!!! É TRISTE,DEPLORÁVEL, MAS INFELIZMENTE É REALIDADE....Recebi, a mensagem abaixo atribuída ao Eng. Gilberto Geraldo Garbi. Gilberto Geraldo Garbi, para aqueles que não o conheceram, foi um dosalunos classificados a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICAque já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu no ITA. Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou aDiretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRASNão sei se o artigo é REALMENTE dele, mas em qualquer caso eu oENDOSSO e somo os meus 0,0000005% aos dele. A CAMINHO DOS 99,9999995%. Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo "nunca antes visto nesse país" e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares. Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação. Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo...(Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60). Portanto, a popularidade de Lula ainda "tem espaço" para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição...Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa. Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo odinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida. E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está amentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias. Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que pedisse a algum de seus incontáveis assessores que lhe falasse alguma coisa sobre a Oração aos Moços... Mas, esqueça... Se você souber o que ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de sua base de sustentação, terá azia até o final da vida. Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é - uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes - quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada. Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes. E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse. Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País. Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos. Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda? Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e auto-idolatria. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes. Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: "Aqui todos são subornáveis". Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer. Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-a generalizada e fazendo-a permear até os últimos níveis da Administração. O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria desepticemia corruptiva. Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso. Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos. Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa. A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques? Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena? Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar. Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão. Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho. Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas. Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros "cumpanheros" pegos em flagrante. Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las. Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha. (Grifo do autor do Blog). Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e desperdiçar os recursos que tanta falta fazem aos hospitais. Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas. Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós. Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas. Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia. Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou as suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma. Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições. Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado. Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso, aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para os investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio e o populismo; e vai por aí... Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa... Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta. Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos. Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo? E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho: então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entres as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas. A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas. O que houve entre o BNDES e as redes de televisão? O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a SaleteLemos?Essa técnica de comprar ou perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: "O plata, o plomo". Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o Espanhol. Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem. Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade? É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas. Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente, mas que caiu em seu colo. Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica. É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, "l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes nesont rien". Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô franco-argentino... Gilberto Geraldo Garbi

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

“PSEUDO-EVANGÉLICOS” E AS IDEOLOGIAS PROGRESSISTAS.

Por
Rev. João d'Eça
UM POUCO DA HISTÓRIA RECENTE.
O vermelho da bandeira do PT — e essa cor é obrigatória em todas as bandeiras comunistas do mundo inteiro, talvez para “homenagear” o sangue derramado de milhões de vítimas inocentes assassinadas pela ideologia criada pelo satanista Karl Marx — há também entre eles uma presença extra-sensorial muito mais vermelha — um Cupidão de rabo, chifres e tridente.
Gostando tanto assim de vermelho e de torcer a função pastoral para servir a esquerda, Muitos pastores, bem que teriam a capacidade de escrever a nova versão de Chapeuzinho Vermelho: uma menina inocente, simbolizando o povo evangélico, a serviço do Lobo Mau. Chapeuzinho Vermelho a serviço do Lobo Mau seria uma completa distorção da estória original. Mas isso é o que ocorreu e vem ocorrendo na questão evangélicos e Lula?
As flechadas de “cupidos vermelhos” estão acertando em cheio o coração de líderes evangélicos, que se entregaram de corpo e alma ao projeto de arrastar seus rebanhos para apoio eleitoral em massa a Lula e aos seus aliados “vermelhos”, como se nunca viu antes entre os evangélicos do Brasil.
Esse projeto maligno virou realidade em 2002, quando o diretório nacional do PT em São Paulo distribuiu para muitas igrejas evangélicas do Brasil inteiro o documento “Manifesto de Evangélicos”, comprovando esse apoio.
Por causa do apoio de vários líderes denominacionais, foi feito uma espécie de acordo com o PT para apoiar Lula. Por causa deles, igrejas e denominações inteiras entraram de cabeça na campanha pró-PT.
É claro que a igreja do Bispo Robson não é o maior exemplo de fanatismo pró-PT. A Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil (IECLB) e outras denominações protestantes liberais são, há muitos anos, descaradas no seu apoio ao PT, MST e outras ideologias esquerdistas radicais.
Houve também estranhas direções espirituais na vida de evangélicos que estavam apoiando Lula. Valnice Milhomens, por exemplo, contou que, guiando-se por profecias, ela “sabia” exatamente o que Deus queria para o Brasil. Em entrevista intitulada “Eu sigo o comando de Deus”, à revista Eclésia (sucessora da revista Vinde, de Caio Fábio), ela declarou: “Ora, Deus havia me dito que… o Brasil seria governado pelo PT. Eu sabia que o Lula é que deveria ser eleito. Creio que o presidente, acima de tudo, é fruto de nossas orações… Deus vai usar o governo de Lula para levar o Brasil a conquistas”. (Revista Eclésia, setembro de 2003, págs. 26,27)
Hoje, seis anos depois o Brasil sob a presidência de Lula tornou-se o governo mais corrupto da história da República. Os escândalos são tantos que, se não tivéssemos um Congresso comprado, o presidente vermelho já teria sofrido o “Impeachment”.
Quando um político ou uma celebridade defende idéias socialistas, a imprensa liberal se encarrega de protegê-la, mesmo quando há evidente corrupção. O ex-presidente americano Bill Clinton, por exemplo, havia conseguido se reeleger carregado de escândalos. Mesmo merecendo impeachment, Clinton conseguiu se manter na presidência dos EUA. Hoje os americanos estão prestes a eleger o admirador de terrorista, Barack Obama.
Lula tem sido protegido por esse tipo de imprensa e de mídia. Problemas políticos graves no governo Lula são tratados com consideração e imagem dele dizendo que não sabia de nada, e, assim vai, até serem esquecidos.
Os piores escândalos do PT e do governo Lula são amenizados e neutralizados pela imprensa liberal. As igrejas que se posicionavam contra a ideologia esquerdista defendida pelo PT e seus aliados, foram duramente perseguidas, até que “viraram a casaca”. O que ganharam com isso? Basta ver o império de comunicação ascendente!!!!
Hoje em São Paulo, muitos líderes “pseudo-evangélicos”, apóiam a radical esquerdista Marta Suplicy, a principal ativista da ideologia homossexual no Brasil. É como se uma conversão ao “evangelho socialista”, o mesmo que o comunista cita e defende, garantisse proteção, simpatia e favorecimento especial, principalmente da mídia. Não sabemos o que acontece nos bastidores, mas o certo é que os que passaram a apoiar o PT e seus aliados, não mais foram cobrados e denunciados pela imprensa, muito menos investigados ou detidos em sua conduta errada, corrupta e imoral.
Todos os que lideraram o movimento que levou a igreja a apoiar o PT e seus aliados, com a sua ideologia anti-Deus e anti-família, sofreram terríveis consequências: Caio Fábio, Bispo Rodrigues e Estevam Hernandes.
A ÉTICA DO PT E SEUS ALIADOS.
No ano 2000, o discurso era: “Vote em quem tem ética. Vote no PT”. Hoje, essa ética do PT, tão bajulada pelos “pseudo-evangélicos-progressistas”, encontra-se no lixo. Hoje com essa “ética” o governo Lula é ousado na defesa do homossexualismo mundial, apresentando na ONU uma resolução pioneira classificando o homossexualismo como direito humano inalienável, gerando a oposição de 86 países ao Brasil. Para que não se tenha dúvida alguma sobre suas intenções, o governo Lula e seus aliados, lançou o Brasil Sem Homofobia, um programa governamental abrangente que tem como objetivo eliminar toda oposição ao homossexualismo no Brasil. Mas antes de ser eleito presidente, Lula havia garantido, em troca do apoio formal de importantes pastores e líderes evangélicos, que “não deixaria seu governo se envolver em questões de aborto e homossexualismo”. Podemos ver que o compromisso não foi mantido. Essa é a ética socialista-comunista do PT, PC do B e seus aliados.
Hoje em dia, o presidente Lula se sente completamente a vontade com ditadores torturadores de cristãos. O presidente Lula, cujo governo é marcado por uma preocupação obsessiva com os “direitos humanos” — especialmente dos ativistas homossexuais e abortistas — não tem nenhuma consideração pelos direitos humanos do incontável número de cristãos e outras pessoas desarmadas que sofrem debaixo da opressão dos governos ditatoriais da China, Cuba, Coréia do Norte, etc. Em suas conversas com os ditadores comunistas, Lula não se lembra uma única vez dos cristãos inocentes perseguidos, torturados e assassinados pelos comunistas. Ao invés disso, ele elogia e agrada esses ditadores.
O governo Lula estabeleceu alianças com países ligados ao terrorismo internacional. No Oriente Médio, o Presidente Lula visitou vários países muçulmanos como a Síria onde dez organizações terroristas que matam homens, mulheres e crianças em Israel têm sua sede lá. A Síria também apóia o Hezbollah, um dos maiores e mais violentos grupo terrorista. Todos os países mulçumanos que Lula visitou querem ver Israel extinto da face da terra. Lula sempre apoiou as FARCs, tanto que foi presidente do Foro de São Paulo por doze anos.
A imagem do PT “bonzinho” e seus aliados, como o PC do B, por exemplo — inclusive algumas igrejas — ganharam “tratamento privilegiado”, que é dado exclusivamente aos que demonstram simpatia à ideologia socialista. Eles sabem “recompensar” e proteger os que se submetem, mas também, sabem castigar os que não se submetem, expondo-os a “escândalos” inventados, muitas vezes criados a partir de questões pequenas e normalmente insignificantes, que são infladas para muito além das proporções que mereciam.
Envenenar a mente dos “crentes” nem sempre fiéis à Bíblia, não é uma estratégia nova (Atos 14:2), porque eles sabem que do ponto de vista Escriturístico, realacionado ao governo de Deus, a Bíblia não tem um sistema “democrático”, mas sim, “Teocrático”, Deus governa o seu povo por meio da sua Palavra, Ele não pede opinião e nem opina, Ele ordena e os seus súditos obedecem. Assim, do ponto de vista da pura conveniência política, vale muito mais a pena remar à favor da maré do que contra.
AS MENTIRAS DO PT E DOS SEUS ALIADOS, INCLUSIVE O PC do B.
Em 2002 o então Bispo Rodrigues (IURD), garantiu que era tudo boato sem fundamento a preocupação dos evangélicos de que se Lula ganhasse as eleições seu governo se envolveria em questões homossexuais.[1] Lula acabou se tornando presidente, com a ajuda de evangélicos como Rodrigues, e hoje o Brasil encontra-se na vergonhosa posição de líder mundial na defesa do homossexualismo na ONU.[2] E hoje o Sr. Carlos Rodrigues é um homem caído. Em 2005 ele renunciou ao seu cargo de deputado federal, por causa de seu envolvimento com pesados escândalos do governo Lula.
A primeira tentativa de dar uma boa imagem para Lula no meio evangélico ocorreu em 1994, quando um programa evangélico, pela primeira vez na história do Brasil, apresentou um candidato a presidente (Lula) e suas propostas, o programa, dirigido por Caio Fábio.
Valnice Milhomens, na época, alegou neutralidade política, porém pouco tempo depois o nome dele aparece entre as personalidades escolhidas para compor a campanha do candidato Lula, conforme informação que se encontra no site oficial do PT.[3]
Para um comunista, seja brasileiro ou estrangeiro, ateu ou evangélico, apoio a Lula é tão natural, previsível e automático quanto um pássaro voar. O escritor esquerdista Paul Freston comentou acerca dos dois maiores “pseudo-crentes-esquerdistas”, Caio Fábio e Carlos Rodrigues: “A comunidade evangélica deve muitíssimo a Caio Fábio”.[4]. Freston tem toda razão. Sem a influência direta e indireta de Caio, é difícil imaginar como as igrejas evangélicas do Brasil, inclusive a outrora anti-petista IURD, poderiam embarcar em massa no apoio cego a Lula, Marta Suplicy e outros camaradas do PT.
É inegável o fato de que no passado Caio era alvo de admiração e até de idolatria de muitos evangélicos. Provavelmente, se não fosse sua influência esmagadora sobre os evangélicos do Brasil a igreja hoje não estaria doente (como ele mesmo gosta de dizer). Talvez essa doença tenha muito a ver com o câncer esquerdista que a está corroendo e enfraquecendo gravemente sua capacidade profética de confrontar o mal na sociedade.
“PSEUDO-EVANGÉLICOS” PROGRESSISTAS SÃO TODOS IGUAIS.
Os “evangélicos progressistas” brasileiros elegeram Lula, cópia do modelo progressista americano que quer eleger Barack Obama, apoiado por Bill Clinton, defensor de Leis pró-aborto e do homossexualismo envolvido em escândalos sexuais e financeiros [5]. A imprensa jamais os desmoralizou, como normalmente faria com um evangélico ou outra pessoa não adepta do fundamentalismo socialista. Graças à submissão à ideologia socialista, as ações moralmente questionáveis de alguns “evangélicos progressistas” foram devidamente amenizadas e acobertadas pela imprensa simpática a eles.
Qualquer esquerdista, seja americano ou não, é sempre muito bem recebido por seus camaradas de outros países como: Hugo Chaves, Evo Morales, Fidel, O presidente do Irã (Braço do Comunismo, com poucas restrições). Eles trocam idéias, importam e expostas projetos políticos como sistema de cotas “raciais” para negros, ativismo gay, políticas pró-aborto, etc. Os socialistas brasileiros e os socialistas americanos se abraçam e se apóiam. Marta Suplicy, a rainha dos gays e do PT, é exemplo vivo da hipocrisia socialista: ela própria estudou numa das mais importantes universidades dos Estados Unidos. Quando não lhes convém, eles são contra os americanos. Quando lhes convém, eles são imitadores deles. Por isso, não se deve estranhar que o PT “anti-americano” tenha trazido o evangélico progressista americano Jesse Jackson — amigo do PT, de Fidel Castro e do adúltero pró-aborto e pró-homossexualismo Bill Clinton — para ajudar a conduzir o rebanho evangélico do Brasil para as pastagens eleitorais socialistas.
Muito embora Chapeuzinho Vermelho não exista, os Lobos devoradores, são uma triste e inegável realidade, na política e na religião. Por isso, é necessário dar atenção às palavras de Jesus alertando-nos sobre aqueles que fazem muitas promessas bonitas para o futuro, a fim de ganharem poder político ou religioso:
“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores”. (Mateus7:15 NVI)
Notas:
[1] http://www.linhaaberta.com/arquivo/2002/ed51/politicalula.html [2] http://www.jesussite.com.br/acervo.asp?Id=916 [3] http://www.pt.org.br/ptnot/ptnot72/pagina1a.htm [4] http://www.caiofabio.com//hpaginternapesquisar.aspx?j53Mj5UMg6G4AEesY0f+L0== [5] http://www.wayoflife.org/fbns/preachers-billclinton.html

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