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terça-feira, 11 de agosto de 2015

O ANTI-CRISTO


O ANTI-CRISTO


Introdução:
Dificilmente um pastor presbiteriano trata desse assunto por temer ser rotulado de “neo-pentescotal” e por esta razão não vemos sequer pregações em nossos púlpitos com esse tema. No entanto, esse tema é mencionado na Escritura, onde tem um grande destaque, desde o Antigo até o Novo Testamento. O tema do “anti-Cristo” é na verdade uma profecia, que fala de uma grande apostasia que surgiria com o aparecimento do anti-Cristo.
O apóstolo Paulo escrevendo aos tessalonicenses (II Tes. 2.1-11), diz o seguinte:


Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

 
Quando escreveu a Timóteo, em I Tm. 4. 1-3, Paulo lhe diz:

Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade.
 
E ainda em II Tm. 3. 1-5, ele diz:

 
Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.

 
Em outras passagens da Bíblia, além das epístolas paulinas, poderíamos citar outras mais, como por exemplo, em Apocalipse, em Daniel, para provar que, entre as revelações que Deus fez a sua igreja, está a revelação de uma grande apostasia que se abateria sobre a ela.
Você pode notar que nas passagens acima, em nenhuma vez, o apóstolo Paulo usa a palavra “anti-Cristo”, mas mesmo assim, fica claro de que o “homem do pecado” mencionado acima refere-se ao “anti-Cristo” que havia de vir.
O termo “anti-Cristo” aplicado pelo homem descrito por Paulo, é bem mais cheio de significado do que o termo usado pelo apóstolo João em sua carta.
QUEM É O ANTI-CRISTO?
Muitos pais apostólicos deram a sua opinião acerca da identidade do anti-Cristo:
- Justino Mártir – Diz em seus escritos que ele seria um homem que havia de vir armado com os poderes do inferno.
- Teodoreto – Considera-o como o próprio Diabo.
- Irineu – Identificava-o como a Besta do Apocalipse e dizia que era descendente da tribo de Dã.
- Tertuliano – Identifico-o com a Besta e dizia que ele havia de desaparecer na queda do Império Romano.
- Hipólito -  Ensinava que a Besta do Apocalipse representava o Império Romano e que o falso profeta representava o anti-Cristo.
- Cipriano – Via o anti-Cristo tipificado em Antíoco Epifânio.
- Lactâncio – Julgava que ele seria um rei da Síria, filho de um espírito mau.
- Cirilo – Mantinha que ele seria uma mago, que com suas artes mágicas havia de subjugar o Império Romano.
- Crisóstomo – O chamava anti-Deus, sentado no templo de Deus.
- André de Cesária – Ensinava que ele seria um rei atuando por Satanás, que ele haveria de reconstruir o Império Romano e reinar em Jerusalém.
- Artos -  Tinha a ideia que ele seria um rei dos romanos, que havia de dominar sobre os sarracenos em Bagdá.
- Adso – Dizia que um rei franco havia de reformar o Império Romano, que ele havia de abdicar no monte Olivete e que, na dissolução do seu reino, o anti-Cristo iria aparecer.
- Tomáz de Aquino – Ensinou que ele havia de ser instruído na filosofia dos magos e que suas doutrinas e os seus milagres haviam de ser uma paródia dos milagres do Cordeiro.
- Gregório I – Dizia que seria o precursor do anti-Cristo qualquer pessoa que tivesse a sombra do poder que os papas de Roma depois tiveram.
- Arnulfo, bispo de Orleans – Disse que se o pontífice romano fosse inchado da sua ciência, era o anti-Cristo.
Joaquim de Fiore, em seus comentários sobre o Apocalipse, foi o primeiro que afirmou que o anti-Cristo havia de ser um pontífice universal, e que ele ocuparia a Sé Romana.
Os waldenses, no princípio diziam que o anti-Cristo seria um indivíduo.  No século XIV, porém, começaram a identificar o “anti-Cristo”, “Babilônia”, “as quatro bestas”, “a grande prostituta”, “o homem do pecado” com o papado. Os hussitas ensinavam a mesma doutrina, diziam que o papa a cabeça do anti-Cristo.
Walter Bruce afirmou que o bispo de Roma, intitulando-se “Vigário de Deus” e vice-rei de Cristo na terra, era o anti-Cristo.
Lutero, Calvino, Zwinglio, Melanchton, Martin Bucer, Teodoro Beza, Calixtus, Bengel, Michaelis, todos ensinaram que o anti-Cristo é o sistema papal.
Conclusão:
Muitas opiniões sobre esse assunto têm sido dadas desde o princípio do cristianismo. Entendemos que as passagens citadas acima, assim como disseram os reformadores, que o anti-Cristo é o papado. Com isso não queremos dizer que os papas são maus (apesar de que uma grande parte deles foram), nem que são contra Jesus Cristo (apesar de uma grande parte foram), mas o que queremos dizer é que o papado é uma apostasia da verdade bíblica, é uma apostasia do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande apostasia de que fala o Apocalipse, que se opõe à vontade de Deus e às doutrinas de Cristo.
O sistema papal está montado sobre um antro de apostasia. O sistema papal destronou a Deus e introduziu um outro tipo de “deus” em seu lugar, no caso, uma deusa, à semelhança da religião do antigo Egito e à semelhança do antigo paganismo.
 
Na última segunda-feira, chegou a São Luís a imagem de pau, de gesso, de ferro, sei lá do que é... Eu vi pessoas apesar de não parecer, mas totalmente ignorantes, chorando de emoção diante de um ídolo mudo. É patético ver pessoas em pleno século XXI agindo assim para com uma estátua que é monte de nada, assim como é patético que pessoas supostamente esclarecidas, adotem o culto e as manifestações neopentecostais.
As farsas do catolicismo romano provam essa afirmativa. Grande parte dos dogmas romanistas foram criados nos séculos XIX e XX, se os opositores do sistema papal de séculos anteriores e principalmente da época da Reforma, convivessem com dogmas como a “ascenção de Maria” (1950 – papa Po XII), “imaculada Conceição de Maria” (1854 – papa Pio IX), a “aparição de Maria” às três crianças, e o mais antigo, “Maria mãe de Deus”. Essas e outras heresias anti-bíblicas, provam que o papado sempre foi Anti-Cristo.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ELES AMAM MAIS AS TREVAS DO QUE A LUZ - (João 3: 19, 20).

O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas a s suas obras. (João 3: 19, 20).

Texto Bíblico: João 3: 19, 20


O texto nos fala das pessoas que andam nas trevas, elas estão nesta situação porque amam as trevas, preferem as trevas que a luz. Elas rejeitam a luz! E por que rejeitam a luz? Porque as suas obras são más, é o que a Bíblia responde. A rejeição não é um ato intelectual, ou seja, elas rejeitam a luz não é porque não compreendem,mas é porque o seu problema é moral, elas amam o pecado, não querem deixá-lo, elas amam as trevas porque as trevas escondem as suas obras más. Elas não querem vir para a luz, não é porque não podem processar isso intelectualmente, mas porque elas gostam de viver a vida de pecado.

Muitas dessas pessoas dizem acreditar em Deus e elas acham bonito a atitude de se crer em Deus, desde que não seja o Deus da Bíblia Sagrada, porque, uma vez que se diz crer no Deus da Bíblia Sagrada, por conseguinte, tem-se que aceitar a sua Lei, os seus mandamentos, os seus ensinos morais, a sua exigência por santidade, a sua justiça, a retidão que ele cobra de todos e a aceitação da sua punição para os desobedientes.

As pessoas que se enquadram naqueles que amam as trevas, não aceitam o Deus da Bíblia, porque para continuar no mesmo estilo de vida, terão de encarar a sua pecaminosidade e terão de encarar o fato de que estão violando a Lei de Deus e que por isso estão caminhando a passos largos para o julgamento e o inferno de fogo. Para se escapar dessa terrível conseqüência, a pessoa deve se arrepender de seus pecados e abraçar o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor, e isso elas não querem.

Os homens pecadores amam os seus pecados e a Bíblia diz que isso ocorre desse modo, porque as suas obras são más (João 3: 19). Muitos são os deuses e muitas são as idéias em nosso tempo, que se encaixam perfeitamente na expectativa daqueles que amam as trevas. Existem religiões para todos os gostos, para todas as idéias, mas nenhuma delas é a Revelação do Deus da Bíblia. Fazer uma afirmação desse tipo, é ofensivo aos homens, porque querem se firmar em seus pecados.

O pecador só encontrará o caminho da salvação, quando, em primeiro lugar, entenderem que são pecadoras e que precisam da graça de Deus em suas vidas, quando entenderem que estão realmente perdidas.

O nosso trabalho evangelístico não pode ser simplório à ponto de dizermos simplesmente para as pessoas que Jesus as ama, ou que ele quer abençoar as suas vidas, ou que ele deseja fazer da sua vida uma vida de sucesso, ou que ele quer dar a você o melhor. Não! isto não é evangelho, isto é gnosticismo, isto é misticismo. Não que Cristo, não realize todas essas coisas em nossas vidas, ele o faz de fato, mas isso é o complemento (Mat. 6: 33). O evangelho é: Jesus veio para lhe libertar do inferno, para perdoar os seus pecados, senão esses pecados irão condená-lo por toda a eternidade.

Ninguém poderá de modo algum, fazer qualquer coisa humanamente falando, por maior que seja, por mais sacrificial que seja, por mais bondosa que possa ser, que lhe redunde em perdão dos seus pecados. Até que o pecador compreenda que violou a sagrada lei de Deus, por ela própria, não poderá jamais fazer nada quanto ao seu estado de pecado. O seu desespero na vida longe de Cristo, não as levará para a salvação.

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