Mostrando postagens com marcador Pecado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pecado. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de julho de 2019

POR UM SÓ PECADO.



POR UM SÓ PECADO.

“Mas os filhos de Israel foram infiéis no tocante às coisas condenadas; Acã, filho de Zerá, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. Assim a ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel.”
(Josué 7.1)

O texto acima diz que Acã desobedeceu o mandamento explícito do Senhor e tomou uma parte dos despojos de Jericó. Uma pequena parte. Por causa de sua má ação, os exércitos de Israel foram derrotados, e por fim Acã foi castigado pelo seu pecado.

Abaixo faço uma aplicação geral desta triste história relatada no livro de Josué, fazendo uma comparação da igreja de hoje e das más ações que vemos de alguns dos seus membros:

1 – O pecado de uma só, dentro da igreja, diminui o poder espiritual de toda a congregação;
2 – O pecado de um só traz desonra sobre a Igreja de Cristo;
3 – O pecado de um só pode ser um grande impedimento para a conversão dos pecadores;
4 – O pecado de um só torna-se um mal precedente, que muitas vezes, é imitado por outros;
5 – O pecado de um só, com frequência, impede os bons frutos que das bençãos divinas.

            Em obediência à Palavra de Deus e à exigência de nossa santidade, não podemos ceder ao pecado, não só pensando em nosso próprio castigo, mas sabendo que por nossa causa, o nosso próximo pode sofrer eternamente.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

O PECADO E A GRAÇA (Romanos 5.20)


O PECADO E A GRAÇA
(Romanos 5.20)

Introdução:

            Temos um antídoto para o pecado, que é a graça de Deus. A graça é apresentada a nós como um vasto oceano, e tentar explicar a graça do Senhor, é semelhante a tentar contar as gotas do oceano. Todo que se propõe a explicar a graça de Deus, assemelha-se ao balbuciar de uma criança. Só iremos ter pleno conhecimento da graça do Senhor, na eternidade. O que nos cabe conhecer então, são umas pequenas observações sobre a manifestação dessa graça.

Tudo o que somos e possuímos, são dons da graça de Deus. A nossa criação foi um ato da graça de Deus, como também é a conservação da nossa vida e o glorioso destino de nossas almas.

Precisaríamos da graça de nosso Deus, mesmo se não tivéssemos pecado, pois sem a graça de Deus não vida, não há felicidade, sem a graça de Deus só há desespero. Somos criados para sermos vasos nos quais Deus derrama vida e amor, para sermos templo do Espírito Santo, e isso é graça. Semelhante à planta que precisa dos raios do sol para a sua vida, assim nós precisamos da graça de Deus para vivermos plenamente a nossa. Sem a graça do Senhor ninguém alcançará a felicidade na eternidade. A mais alta dignidade do homem é a capacidade de receber Deus em seu coração, seu mais alto destino é a comunhão com Deus. Tudo isso é graça.

Amor dom de graça imerecido

O amor é dom imerecido. Poderíamos até merecer muitas coisas como gratidão, recompensa ou reconhecimento, mas se alguém nos dá o seu amor, quem poderá dizer que o mereceu? O amor é sempre um livre dom e sempre é graça.

A graça está colocada acima da justiça. A justiça e as leis formam o fundamento do Estado, mas a graça é a sua coroa. Não podemos passar sem a graça, em qualquer que seja a atividade da vida, quanto mais em nossa relação com Deus.

Bem-aventurados

            O mundo em que vivemos é um lugar de sofrimentos e aflições, mas isso não é tudo. Jesus Cristo inicia o seu Sermão do Monte, chamando de “bem-aventurados os que são pobres de espírito, os mansos e os que choram. Aqueles a quem o mundo chama de infelizes, Jesus Cristo os chama de bem-aventurados e lhes promete consolação. Esse é o valor da vida presente, não consiste na felicidade exterior, mas na consolação. Não podemos todos ser ricos, mas todos podemos ser consolados.

A declaração de Jesus: “Bem-aventurados os que choram, pois eles serão consolados”, só pode ser declarado nesse mundo de tristezas e dores, por Jesus Cristo, porque somente ele possui a verdadeira consolação, sendo esta a sua graça.

Para nós é uma grande consolação saber que que diante de todas as dificuldades da vida, do sofrimento, da pobreza, da doença e do inesperado, somos objeto da graça de Deus, e isto é para nós grande consolação. Porém essa é ainda a menor parte da recompensa da graça que o Senhor nos tem reservado. A graça de Deus se manifesta no seu mais elevado grau, na salvação dos pecadores.

O coração e a mente do homem natural, envolto em seus pecados não consegue entender e nem mesmo crer na graça salvadora do Senhor. Antes da Queda, talvez, fosse possível para o homem ter um pouco de entendimento do que seria a graça de Deus, mas desde que o pecado entrou na realidade humana pela desobediência dos nossos primeiros pais, o pecador vive em oposição a Deus e aos seus desígnios, está possuído de medo e longe de aproximar-se do Senhor. O homem foge de Deus por causa da sua culpa. Como disse o apóstolo João: “Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras.” (João 3.20).

O pecador tenta expiar as suas culpas por seus próprios esforços, tentando aplacar a “ira de Deus sobre os filhos da desobediência” buscando a salvação pelas obras, o que é impossível ao homem. A palavra de Deus, revelação divina, nos instrui na verdade consoladora da salvação sem mérito humano, do perdão dos pecados, da bem-aventurança eterna para todos os que confiam no Senhor e na sua graça.

No tempo do Antigo Testamento, todos os grandes homens de Deus que viveram o período, reconheceram que só a graça de Deus podia salvar os pecadores arrependidos, nada mais os pode salvar. “Abraão creu o Senhor e isso lhe foi imputado para justiça”. (Rm. 4.3). Assim também Moisés regozijava-se no Senhor, que guarda misericórdia em milhares de gerações: “... Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniquidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até a terceira e quarta geração. (Êxodo 34. 6,7).

O rei Davi, pecador como todos nós, não se cansava de cantar e louvar a graça e a misericórdia do Senhor, que perdoa os pecados e salva os arrependidos e contritos de coração. No tempo dos profetas, quanto mais o povo se afastava do Senhor, mais eles confiavam na graça de Deus. “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida, diz o Senhor, que se compadece de ti”. (Isaias 54.10).

O que era prometido no Antigo Testamento foi cumprido no Novo. Na pessoa de Jesus Cristo a graça do Pai se manifestou visivelmente entre os homens. A vida de Cristo era toda a expressão da graça de Deus. Ele tomou sobre si os nossos pecados e reconciliou os pecadores com Deus-Pai. Jesus ensinou os crentes a chamarem Deus de Pai, nome que melhor expressa o que é a graça de Deus. Pelos merecimentos de Jesus Cristo, somente os pecadores que creem nele, tornam-se filhos de Deus.

Os apóstolos, no fiel cumprimento de sua missão, exortaram os cristãos a confiarem inteiramente na graça do Senhor. Paulo, cuja vida é o resultado da graça, começa as suas cartas com a frase: “Graça e paz da parte de Deus Pai e de nosso Senhor Jesus Cristo”. O conteúdo de suas cartas são a explicação da Graça de Deus em Jesus Cristo e da salvação gratuita dos pecadores.

A maior manifestação da graça no Novo Testamento, é, a redenção dos pecadores por Deus, enviando seu próprio Filho para levar sobre si os pecados do mundo, e atribuindo aos que creem nele a própria justiça de seu Filho. Porém esta manifestação é acompanhada de outras ações da graça.

1 – PELA VOCAÇÃO - que consiste em o Senhor chamar e convidar-nos a aceitar a salvação por ele alcançada. Os que se salvam não podem atribuir a si a iniciativa. “Não foste vós quem me escolheste, pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça” (João 15.16). Jesus, por seu Espírito e pelas circunstâncias da nossa vida, nos conduz ao conhecimento de seu Filho por mera graça sua, sem que nós o tivéssemos merecido.

2 – PELA ILUMINAÇÃO Que consiste em o Espírito Santo renovar os corações dos homens e convencê-los tanto da própria indignidade, como da graça de Deus. É o Senhor quem abre os nossos olhos para conhecermos qual é a esperança a que ele nos chamou e quais as riquezas e a glória da herança que ele prepara para os santos.

3 – PELA JUSTIFICAÇÃO – Que consiste em Deus selar e confirmar com a sua paz ao pecador crente e arrependido o perdão dos seus pecados, atribuir-lhe a justiça de seu Filho e restituir-lhe os direitos de filho seu e co-herdeiro de Cristo.

4 – PELA SANTIFICAÇÃO Que consiste em nos dar um novo coração e em derramar em nós um novo espírito pelo qual podemos clamar ABBA PAI¸ e na força do qual podemos andar e crescer no seu amor e na santidade. “Porque Deus em quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade (Fl. 2.13).

A Ele seja a honra e a glória para sempre!

sábado, 16 de março de 2019

A GRAÇA DE DEUS NÃO É LICENÇA PARA PECAR (Rm. 6.3-11) - Parte II

By

João d'Eça


Continuação do artigo anterior.



Deus perdoa os nossos pecados não por nós mesmos, mas por causa do amor a Seu Filho Jesus Cristo. Em nós só existe razões e mais razões para sermos condenados, mas Deus usa de misericórdia para conosco por amor a Jesus Cristo. Nesse caso a graça de Deus nunca seria uma licença para a prática do pecado, mas para nos tornar conscientes de que só em Cristo, e nele exclusivamente é que somos perdoados.

Não há no ensino paulino a ideia de que a graça é adquirida através do pecado, ou que o pecado produz graça; ele diz exatamente o oposto: que “A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens...” (Rm. 1.18). A razão é que o pecado exerce um poder tão grande de condenação na vida das pessoas, que somente um poder maior pode neutralizar esse poder destruidor, e esse poder maior é a graça de Deus.

Onde há um fogo poderoso, é preciso correntes poderosas de água para extingui-lo. Em casos de doenças graves, um remédio forte é essencial para a cura. Não há a menor chance de entendermos que é preciso multiplicar os pecados com o propósito de receber uma graça mais abundante. A graça se opõe ao pecado e o destrói, como o pecador poderia pensar em pecar mais, deliberadamente, para que a graça fosse mais abundante?

Usando a figura do batismo Lutero nos diz que Paulo nos mostra que a morte, o sepultamento e a ressurreição de Cristo, é a significação de que fomos sepultados com ele. Em primeiro lugar, Cristo foi sepultado para que perdoasse e destruísse os nossos pecados, não só os que cometemos deliberadamente, mas aquilo que é inerente a nós.

Jesus Cristo morreu e foi sepultado para que, através do Espírito Santo, mortificar a carne e o sangue com suas inerentes paixões pecaminosas; eles não devem mais ter domínio sobre nós, mas devem estar sujeitos ao Espírito até que nos libertemos totalmente deles.

Lutero, no sermão, critica a prática anabatista dizendo que o batismo não deve ser considerado um mero sinal, como os anabatistas erroneamente pensam. Para ele o sinal está incorporado no poder da morte e ressurreição de Cristo. Por isso, Paulo diz: “somos sepultados juntamente com Cristo”, enxertados nele como um membro de seu corpo, de modo que ele é o poder em nós e sua morte opera em nós. Através do batismo ele nos dedica a si mesmo e transmite-nos o poder de sua morte e ressurreição, até o fim, de modo que tanto a morte como a vida possam seguir em nós.

Crescimento Cristão

Paulo dá a razão para um novo crescimento. Ele diz: “Sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;” (v, 6).

Assim, Cristo, sofrendo a crucificação pelos nossos pecados, suportou a penalidade da morte e a ira de Deus. Cristo, inocente e sem pecado, sendo crucificado pelos nossos pecados, assim o pecado deve ser crucificado em nosso corpo; deve ser totalmente condenado e destruído, tornado sem vida e sem poder. Devemos considerar o pecado como o mal que condena, e com o poder de Cristo em nós, devemos resistir a ele, subjugá-lo e matá-lo.

Paulo chama a vida de pecado de “velho homem”, no sentido de apodrecido, de morto em delitos, cadavérico. O pecado é chamado de “velho homem” porque não é convertido, é inalterado de sua condição original como um descendente pecaminoso de Adão.

O “novo homem” é aquele que se converteu a Deus em arrependimento, alguém que tem um novo coração e entendimento, que mudou sua crença e, através do poder do Espírito Santo, vive de acordo com a Palavra e a vontade de Deus. Esse “novo homem” deve ser encontrado em todos os cristãos; começa no arrependimento e conversão. Paulo declara: “os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências”. (Gl. 5.24).

O pecador com Cristo está duplamente morto. Espiritualmente falando, eles estão mortos para o pecado. É bem-aventurado, um confortável e feliz morrer, pois produz uma vida celestial, pura e perfeita. Estão também fisicamente mortos - o corpo morre. Em Cristo, você já escapou da morte morrendo para o pecado; essa morte você não precisará morrer mais. A primeira morte, que você herdou de Adão através do pecado, já foi tirada de você. Sendo essa a morte real, amarga e eterna. O crente é consequentemente liberto da necessidade de morrer. Ao mesmo tempo, há uma morte, ou melhor, apenas a semelhança da morte, que o crente deverá sofrer porque ainda está na terra e é descendente de Adão.

Morte e Ressurreição

A primeira morte, herdada de Adão, é eliminada: transformada em morte espiritual para o pecado. A alma do crente convertido não mais consente em pecar e o corpo não mais a comete. Assim, no lugar da morte que o pecado trouxe sobre nós, a vida eterna já começou no crente. Os crentes estão agora livres da terrível morte condenatória.

A morte física exterior, é imposta à carne porque, enquanto vivermos na terra, a carne nunca deixa de pecar. “Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” (Gl. 5.17).

Assim faz a carne continuamente, enquanto vive aqui; atrai e arrasta o pecado atrás de si; é rebelde e se recusa a morrer. Portanto, Deus finalmente faz morrer o pecado para que morramos para o pecado.

A Escritura fala também da segunda morte, que é a morte depois da morte, a morte espiritual. Os que não estão em Jesus Cristo a experimentarão, mas os que estão em Cristo não passarão por ela. O crente experimentará a morte física, nessa o cristão morre segundo a carne; isto é, ele passa da descrença para a fé, do pecado para a justiça eterna, das aflições e tristezas e tribulações para a perfeita alegria eterna.

Conclusão:

A morte pode despertar raiva, melancolia, medo e terror em nossa pobre carne fraca, mas não tem mais domínio sobre Cristo. Pelo contrário, a morte deve se submeter ao domínio de Cristo em nós.

Nós morremos para o pecado; isto é, nós fomos redimidos do aguilhão e poder, o controle da morte. Cristo realizou plenamente o trabalho de poder sobre a morte e conferiu esse poder a nós, que nele devemos reinar sobre a morte. Então, Paulo conclui: “Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (v, 11).

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

A PERVERSÃO DO HOMEM

Introdução:

Uma das tristes consequências do pecado é a perversão do pecador que sempre tenta fugir da presença do Senhor e que odeia tudo o que se refere a Deus e à comunhão dos santos. O salmista diz, no salmo 39.7:

 
Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estás; se faço aminha cama no mais profundo abismo, lá estás também; se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.

 
- Depois do primeiro pecado do homem, Adão e sua mulher, como tivessem ouvido a voz do Senhor Deus, que passeava pelo jardim do Éden depois do meio-dia, esconderam-se da face do Senhor no meio das árvores do paraíso.

- Caim, depois que matou o seu irmão Abel retirou-se da face do Senhor e andou errante pela terra, habitou no pais que estava do lado do nascente do Éden.

- Jonas o profeta, comissionado por Deus para levar a mensagem do Senhor a Nínive, capital do império Assírio, mudou o seu caminho para Társis, fugindo do Senhor em direção a Jope, onde tomou um navio, pagou a passagem e se misturou aos passageiros, fugindo da face do Senhor.

 - O filho de um fazendeiro diz ao pai: “Dá-me a parte da herança que me cabe”. Passados uns dias, arrumou tudo o que o pai lhe deu e partiu resoluto a ficar o mais distante do seu pai quanto possível. Na terra onde parou gastou até o último centavo, vindo a passar grande necessidade depois que gastou dissolutamente tudo o que havia trazido.

 A Escritura Sagrada em Rm. 3.12 diz: “Todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer”.

O Senhor Deus ao contemplar a deserção da humanidade, exorta por intermédio dos seus profetas. Isaias 8.6,7 diz:

 
Eu escutei e ouvi; não falam o que é reto, ninguém há que se arrependa da sua maldade, dizendo: Que fiz eu? Cada um corre a sua carreira como um cavalo que arremete com ímpeto na batalha. Até a cegonha no céu conhece as suas estações; a rola, a andorinha e o grou observam o tempo da sua arribação; mas o meu povo não conhece o juízo do Senhor. Como, pois, dizeis: Somos sábios, e a lei do Senhor está conosco? Pois, com efeito, a falsa pena dos escribas a converteu em mentira.

 
Também o texto de Isaias 1.2-5:

 
Ouvi, ó céus, e dá ouvidos, ó terra, porque o Senhor é quem fala: Criei filhos e os engrandeci, mas eles estão revoltados contra mim. O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai desta nação pecaminosa, povo carregado de iniquidade, raça de malignos, filhos corruptores; abandonaram o Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram atrás. Por que haveis de ainda ser feridos, visto que ainda continuais em rebeldia? Toda a cabeça está doente, e todo o coração enfermo.

 A perversão do homem manifestou-se tão depressa, que ainda no tempo de Noé, vendo Deus que era grande em extremo a malícia dos homens na terra e que todos os pensamentos dos seus corações em todo o tempo eram inclinados ao mal, disse Deus ter se arrependido de ter criado o homem na terra. Por esta razão o Senhor disse em Gn. 6.7: “Disse o Senhor: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, o homem e o animal, os repteis e as aves dos céus; porque me arrependo de os haver feito”.

 
Conclusão:

          Depois que a maldade do homem se tornou grande, e "que era continuamente mau todo designio do seu coração”, ou seja, continuamente e completamente mal, ele se arrependeu de ter feito o homem, e por isso determinou que iria destruí-los.

 Referente a Deus, o arrepender-se tem de ser uma linguagem antropomórfica. Em que pese o termo no hebraico descreva certa mudança real nas expressões exteriores da atitude divina, não pode significar nenhuma mudança na mente, nem nos Seus propósitos.

sábado, 25 de abril de 2015

JESUS, SOCORRO BEM PRESENTE. ELE NOS LIVRA DO CONTÁGIO DO MAL.

Todas as pessoas tem um cuidado extremo quando se trata de não se contaminar com outras pessoas que estão gravemente enfermas por uma doença contagiosa. Logo que se tem a notícia de que alguém foi contaminado com uma doença contagiosa, é desnecessário avisar aos outros para se manterem distantes do doente, para evitar-se o contágio.

Mas perguntamos: Por que os homens não são tão cuidadosos quando se trata de evitar o contágio com alguém contaminado de vícios e de maus costumes?

Os jovens principalmente, deviam ter sempre em vista o que diz a Escritura Sagrada em I Co. 15.33: “as más conversações corrompem os bons costumes.” É como dizia a minha avó: “Com os santos sereis santos, com os maus outro tanto.”

Na Escritura Sagrada temos o relato de Simão Pedro respondendo a Jesus: “Senhor para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna...” (João 6.68).

Vemos no texto destacando acima, que apresenta uma alma angustiada, mas que sabe exatamente a quem recorrer para ter o alívio. A quem iremos quando estamos sozinhos, desprezado pelos demais, sofrendo? Só podemos recorrer a Jesus, que tem palavras de vida eterna.

A quem recorrerei quando as minhas necessidades são tão grandes que não vejo saída ou não tem por perto ninguém que possa ajudar-me? Recorro a Jesus que tem as palavras da vida eterna.

A quem irei, se me acho pobre e desamparado e não encontro uma mão amiga que queira me socorrer? A Jesus que tem palavras de vida eterna.

A quem irei se os meus pecados e a minha maldade herdada na Queda, atrofiam a minha alma a ponto de precipitá-la no abismo? Recorro a Jesus, que tem as palavras de Vida Eterna.


Termino com o texto que muito aprecio I João 2.2: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” 

sexta-feira, 11 de maio de 2012

NOTAS DIÁRIAS DA BÍBLIA - VIDA INTERIOR E VIDA EXTERIOR - Rom. 2: 17-29

Paulo nos diz: "...porque nem todos os de Israel são, de fato, israelitas; nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos...." (Rom. 9: 6, 7). "Judeu é aquele que o é interiormente" (v, 1: 29).

O verdadeiro Israel de Deus é aquele que tem a mesma fé de Abraão. A única circuncisão que é aceita por Deus, é aquela que o é no coração, de outro modo a circuncisão na carne não tem nenhum valor (Gl. 5: 6; 6: 15; I Co. 7: 19). Esses judeus a quem Paulo se refere estavam enganados, pelas seguintes razões:

1 - Aprovavam coisas excelentes, exigiam dos outros coisas extraordinárias, mas eles mesmos não seguiam o que exigiam. Para eles, conhecer e admirar a Lei, era tudo o que eles queriam;

2 - Orgulhavam-se da sua nacionalidade e da herança da lei, mas viviam quebrando-a, trazendo opróbrio ao nome de Deus;

3 - Buscavam o reconhecimento dos homens e não de Deus, v, 29.

De nada serve ser um crente somente exteriormente, somente na aparência, somente na carne. Nascer em uma família cristã, viver como um crente ao longo da vida e não ter o coração e a mente convertida, é incorrer em pecado ainda mais grave.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ELES AMAM MAIS AS TREVAS DO QUE A LUZ - (João 3: 19, 20).

O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas a s suas obras. (João 3: 19, 20).

Texto Bíblico: João 3: 19, 20


O texto nos fala das pessoas que andam nas trevas, elas estão nesta situação porque amam as trevas, preferem as trevas que a luz. Elas rejeitam a luz! E por que rejeitam a luz? Porque as suas obras são más, é o que a Bíblia responde. A rejeição não é um ato intelectual, ou seja, elas rejeitam a luz não é porque não compreendem,mas é porque o seu problema é moral, elas amam o pecado, não querem deixá-lo, elas amam as trevas porque as trevas escondem as suas obras más. Elas não querem vir para a luz, não é porque não podem processar isso intelectualmente, mas porque elas gostam de viver a vida de pecado.

Muitas dessas pessoas dizem acreditar em Deus e elas acham bonito a atitude de se crer em Deus, desde que não seja o Deus da Bíblia Sagrada, porque, uma vez que se diz crer no Deus da Bíblia Sagrada, por conseguinte, tem-se que aceitar a sua Lei, os seus mandamentos, os seus ensinos morais, a sua exigência por santidade, a sua justiça, a retidão que ele cobra de todos e a aceitação da sua punição para os desobedientes.

As pessoas que se enquadram naqueles que amam as trevas, não aceitam o Deus da Bíblia, porque para continuar no mesmo estilo de vida, terão de encarar a sua pecaminosidade e terão de encarar o fato de que estão violando a Lei de Deus e que por isso estão caminhando a passos largos para o julgamento e o inferno de fogo. Para se escapar dessa terrível conseqüência, a pessoa deve se arrepender de seus pecados e abraçar o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor, e isso elas não querem.

Os homens pecadores amam os seus pecados e a Bíblia diz que isso ocorre desse modo, porque as suas obras são más (João 3: 19). Muitos são os deuses e muitas são as idéias em nosso tempo, que se encaixam perfeitamente na expectativa daqueles que amam as trevas. Existem religiões para todos os gostos, para todas as idéias, mas nenhuma delas é a Revelação do Deus da Bíblia. Fazer uma afirmação desse tipo, é ofensivo aos homens, porque querem se firmar em seus pecados.

O pecador só encontrará o caminho da salvação, quando, em primeiro lugar, entenderem que são pecadoras e que precisam da graça de Deus em suas vidas, quando entenderem que estão realmente perdidas.

O nosso trabalho evangelístico não pode ser simplório à ponto de dizermos simplesmente para as pessoas que Jesus as ama, ou que ele quer abençoar as suas vidas, ou que ele deseja fazer da sua vida uma vida de sucesso, ou que ele quer dar a você o melhor. Não! isto não é evangelho, isto é gnosticismo, isto é misticismo. Não que Cristo, não realize todas essas coisas em nossas vidas, ele o faz de fato, mas isso é o complemento (Mat. 6: 33). O evangelho é: Jesus veio para lhe libertar do inferno, para perdoar os seus pecados, senão esses pecados irão condená-lo por toda a eternidade.

Ninguém poderá de modo algum, fazer qualquer coisa humanamente falando, por maior que seja, por mais sacrificial que seja, por mais bondosa que possa ser, que lhe redunde em perdão dos seus pecados. Até que o pecador compreenda que violou a sagrada lei de Deus, por ela própria, não poderá jamais fazer nada quanto ao seu estado de pecado. O seu desespero na vida longe de Cristo, não as levará para a salvação.

sábado, 27 de novembro de 2010

EM QUE CONSISTE O HOMOSSEXUALISMO?

Estive num debate sobre “Diversidade e Cidadania” numa escola de ensino médio de minha cidade. Fui como convidado e quase não me deram oportunidade de dizer alguma coisa, a não ser pelas perguntas direcionadas e preconceituosas que me faziam.


No decorrer do debate as discussões foram acontecendo do modo como iniciou, até que um dos debatedores entrou num assunto que não deveria ter entrado, ele começou a falar da Bíblia como se o livro sagrado fosse à favor das práticas homessexuais. Cometeu blasfêmia ao dizer que o relacionamento entre o rei Davi e Jônatas era homossexual e que Jesus e João também mantinham um relacionamento assim.

Não pude ficar calado esperando a minha vez de falar e interrompi o blasfemo que estava falando, perguntando a todos: Em que consiste o homossexualismo?

O blasfemo homossexual que estava falando respondeu que consistia em que uma pessoa ama outra pessoa do mesmo sexo.

Eu disse,

- Não! Eu amo pessoas do mesmo sexo e não sou homossexual.

Não falo somente de pais e irmãos, primos e parentes, mas falo também de amigos, de companheiros de caminhada. Sim, amamos pessoas do mesmo sexo e não somos homossexuais, amamos em Cristo os homossexuais e não somos homossexuais.

Homossexualismo consiste em manter-se relações sexuais com pessoas do mesmo sexo, sendo que o homossexual masculino só pode fazê-lo de duas maneiras perversas, anal e oral e a homossexual feminina só pode fazer de uma maneira perversa, sexo oral. Isto é ser homossexual, nisto consiste o homossexualismo, na prática dessas perversões sexuais.

Dizer-se que ser homossexual significa amar pessoas do mesmo sexo é uma tentativa perversa de enganar os incautos com palavras bonitas como amor e tolerância, quando na verdade a prática homossexual é perversão, é a exacerbação das coisas boas e bonitas que Deus criou para o bem estar humano. Homossexualismo é pecado, é resultado do pacado, da queda do homem e somente o poder do sangue derramado de Jesus Cristo pode libertar o praticante do homossexualismo, perdoar os seus pecados e garantir-lhe a salvação.

sábado, 24 de outubro de 2009

ABUSO SEXUAL NA IGREJA CATÓLICA ERA PROBLEMA HOMOSSEXUAL, NÃO PEDOFILIA.


Hilary White


GENEBRA, Suíça, 29 de setembro de 2009 (Notícias Pró-Família) —

A crise de abuso sexual na Igreja Católica dos EUA e do exterior era uma questão de homossexuais espreitando rapazes adolescentes, não de pedofilia, disse o representante do Vaticano na ONU em Genebra, Suíça. É “mais correto”, disse o Arcebispo Silvano Tomasi, falar em efebofilia, atração homossexual para com adolescentes do sexo masculino, do que pedofilia, em relação aos escândalos.

“De todos os padres envolvidos nos abusos, 80 a 90 por cento pertencem a essa minoria de orientação sexual que se envolve sexualmente com rapazes adolescentes entre as idades de 11 e 17”, disse Tomasi. Sua declaração foi apoiada por um relatório comissionado pelos bispos dos EUA que revelou que na maioria esmagadora dos casos o clero envolvido era homossexual, com 81 por cento das vítimas sendo adolescentes do sexo masculino.

Tomasi também respondeu às críticas, dizendo que embora a Igreja Católica tenha estado “ocupada limpando sua própria casa, seria bom se outras instituições e autoridades, onde a maior parte dos abusos foi registrada, pudessem fazer a mesma coisa e informar os meios de comunicação sobre isso”. De acordo com informações de várias fontes, o problema do abuso sexual de menores em organizações religiosas é geral entre as igrejas protestantes e comunidades judaicas.

A declaração vem como resultado de acusações no Conselho de Direitos Humanos da ONU, que publicou uma declaração escrita de um grupo secular, a União Humanista e Ética Internacional (UHEI), alegando que o Vaticano era responsável pela proliferação de casos de abuso sexual envolvendo padres católicos. A UHEI acusou a Igreja Católica de não honrar obrigações sob a Convenção da ONU dos Direitos da Criança.

“A Santa Sé foi duramente implicada durante décadas no acobertamento de casos de abuso sexual praticados por seu clero e ordens religiosas, na obstrução da justiça e na negligência de lidar adequadamente com os abusadores”, disse Roy Brown, principal representante da UHEI no encontro da ONU em Genebra.

“Por tempo longo demais o mundo deu total liberdade para a Igreja Católica, por sua presumida liderança moral. Nosso relatório é o primeiro a trazer a questão para a atenção do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Estaremos fazendo menção ao nosso relatório no plenário desse conselho na próxima semana”.

Contudo, Tomasi defendeu o passado da Igreja, dizendo que “as pesquisas disponíveis” mostram que só 1,5 a 5 por cento do clero católico haviam sido implicados em alegações de abuso, e sugerindo que parte do foco deve ser mudada para outras organizações que estão empesteadas de acusações de abuso sexual.


A vasta pluralidade das igrejas protestantes nos EUA, contando mais de 224.000, inclusive milhares de grupos não denominacionais independentes, tornam inteiramente impossível o tipo de monitoramento e registro organizado de casos individuais de abuso como era feito na Igreja Católica. Apesar disso, alguns dos casos de abuso sexual em outros grupos religiosos foram documentados de forma bem fragmentada.

Em junho de 2007, a Associated Press revelou que três empresas que fazem o seguro da maioria das igrejas protestantes dos EUA disseram que receberam mais de 260 relatórios anuais de menores de 18 anos sendo abusados sexualmente pelo clero, funcionários da igreja, voluntários ou membros da congregação. As empresas Church Mutual Insurance Co., GuideOne Insurance Co. e Brotherhood Mutual Insurance Co., que fazem o seguro de 165.495 igrejas por responsabilidades civis por abuso sexual de crianças, frisaram que suas estatísticas nem sempre especificavam quais casos eram contra menores e acrescentaram que nem todas as alegações eram acompanhadas de condenações ou até mesmo investigações.

Pesquisas nacionais feitas pelo Christian Ministry Resources (CMR), uma editora de conselhos de leis e impostos que trabalha para mais de 75.000 congregações e 1.000 agências denominacionais, também divulgou um relatório que revelou que as alegações de abuso sexual de crianças contra as igrejas protestantes são de uma média de 70 por semana desde 1993, com uma leve piora começando em 1997. O mesmo relatório também revelou que entre as igrejas protestantes, há mais probabilidade de que os voluntários, não os pastores ou funcionários, sejam os abusadores.

Em 2002, o Rev. William Persell, bispo da diocese episcopal de Chicago, disse num sermão sobre a Sexta-Feira da Paixão: “Seríamos ingênuos e desonestos se disséssemos que esse é um problema católico e que não tem nada a ver conosco, pois temos na nossa igreja pastores casados e pastoras. O pecado e a conduta abusiva não conhecem fronteiras eclesiásticas”.

O Relatório John Jay, comissionado pela Conferência dos Bispos Católicos dos EUA e baseado em pesquisas finalizadas pelas dioceses católicas nos Estados Unidos, revelou que entre 1950 e 2002, um total de 10.667 indivíduos haviam feito alegações de abuso sexual de crianças na Igreja Católica. Desse número, as dioceses puderam confirmar 6.700 acusações contra 4.392 padres.

Em 2002, no auge do furor contra os casos de abuso sexual na Igreja Católica, James Cobble, diretor executivo do CMR, disse que embora a Igreja Católica tivesse recebido a maioria da atenção dos meios de comunicação, “esse problema é ainda maior nas igrejas protestantes simplesmente por causa de seus números muito maiores”. Das aproximadamente 350.000 nos EUA, só 5 por cento são católicas.

Além disso, a evidência mostrou que os casos de abuso na Igreja Católica haviam sido ligados à onda de permissividade sexual na sociedade em geral coincidindo com a “revolução sexual” da década de 1960. Os abusos alegados aumentaram dramaticamente na década de 1960, chegaram ao máximo na década de 1970, diminuíram na década de 1980 e na década de 1990 voltaram aos níveis da década de 1950.

Leia a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:

Abuse in the Church: Homosexuality, Dissent and Modernism

http://www.lifesitenews.com/ldn/2002/jun/020618a.html

Traduzido originalmente por: http://www.juliosevero.com/

Minhas postagens anteriores