segunda-feira, 11 de maio de 2015

MINHA PROFISSÃO DE FÉ


A profissão de fé é a declaração perante a igreja de que o novo crente, após passar pela classe de Catecúmenos, faz, respondendo às perguntas de praxe, de acordo com os Símbolos de fé da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Considerando que é dever de todo homem livre não aceitar às cegas um legado de fé de seus antepassados, sem inquirir por si mesmo qual seja a verdade do Evangelho.

Quando Jesus Cristo veio ao mundo, ele não veio para semear o ódio, mas o amor, não veio para semear a discórdia, mas a paz; não veio para semear a tirania e a opressão, mas veio para semear a liberdade. Não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção humana.

O que temos assistido em nossos dias, são pessoas traindo a sua profissão de fé e ferindo de morte o bom nome da igreja evangélica brasileira. Algumas manifestações do evangelicalismo brasileiro pode ser tudo, menos de Deus, porque de Deus não pode ser a igreja que inventou a “teologia da prosperidade”, estabeleceu o medo e o terror no coração das pessoas e que promoveu inúmeras supostas “unções”, fazendo tudo isso com grande escárnio do nome de Deus.

Não pode ser de Deus uma igreja que vai contra os próprios mandamentos de Deus, estabelecendo ensinos contrários à verdade de Deus revelada no Evangelho. Esses tais são seguidores do diabo, que nem entram na glória e ainda tenta impedir os que estão entrando.

Segundo a Escritura Sagrada, os que desobedecem ao mandamento de Deus, tornam-se culpados de desobedecer a todos os demais (Tg. 2.10). Por conseguinte, esses se acham divorciados do caminho da verdade, do caminho do céu e do caminho de toda bondade. São obreiros fraudulentos e o seu fim será longe de Deus.

A Escritura Sagrada é a carta constitucional do cristianismo, nela temos a luz e as boas instruções para nos guiar ao Reino de Deus e também na Bíblia está a condenação de todo aquele que menospreza o seu conteúdo. Só na Sagrada Escritura está o retrato da humanidade, lá está escrito o que somos e como podemos ser salvos (Jo. 3.16; At. 2.38). A Bíblia é a mente de Deus. A Bíblia revela o estado dos homens em seus pecados e mostra a sublime estrada para o céu.

Lembrando da minha profissão de fé, feita a 35 anos atrás: “Resolvo de uma vez por todas abandonar toda a heresia, a hipocrisia, a tirania do paganismo e do ateísmo, a incredulidade e a confiança nos homens, para confiar somente em Deus e no Evangelho. Prometo abraçar a fé na Sagrada Escritura; prometo ainda, perante Deus, essas testemunhas e a minha consciência, me educar nos princípios do Evangelho e educar nos mesmos princípios a todos os meus descendentes”.

Por fim, na minha profissão de fé eu pedi a Deus que por sua misericórdia perdoasse os meus pecados passados e que daquele dia em diante, cada atitude minha e cada comportamento meu, fosse o mais parecido com os princípios promulgados pelo Senhor Jesus Cristo, meu único advogado e meu único intermediário para com Deus.



sábado, 9 de maio de 2015

O CRISTÃO E A SUA VIDA DE ORAÇÃO

Colossesnsses 4.2

"...Perseverei na oraçção."

Introdução:

A oração é uma das mais importantes disciplinas espirituais que o crente deve cultivar em sua vida. O Breve Catecismo de Westminster, um dos símbolos de fé da Igreja Presbiteriana do Brasil, diz sobre a oração na pergunta 98:

O que é oração?: 

Oração é um oferecimento dos nossos desejos a Deus, por coisas conformes a sua vontade, em nome de Cristo, com a confissão dos nossos pecados, e um agradecido reconhecimento das suas misericórdias”.

A oração, mais do que uma disciplina espiritual, é ordenada por Deus ao crente, conforme expresso em Isaias 55.6:Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”. Jesus Cristo, nosso mestre por excelência também nos ensina em Sua Palavra: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á”. (Mt. 7. 7).

As escrituras estão repletas de ensinos sobre Oração. O ensino é claro e é ensinado por todos os autores bíblicos. Em especial, no Novo Testamento, Paulo, o apóstolo, inspirado pelo Espírito Santo diz: “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fl. 4.6).

Os patriarcas do Antigo Testamento, os profetas bíblicos, deram exemplos de oração constante, como pode ser examinado nos textos de Js. 7.6-9; I Cr. 29. 10-19; II Cr. 6; 20.5-13.

No Novo Testamento, João Batista ensina os seus discípulos a orar. Também os discípulos de Jesus Cristo lhes dizem: “....Senhor, ensina-nos a orar, assim como também João ensinou aos seus discipulos” (Lc. 11.1).

A regra da Oração

O próprio Senhor estabeleceu regras para que nós nos esforcemos na oração. O Breve Catecismo responde na pergunta 99: “Toda a Palavra de Deus é útil para nos dirigir em oração, mas a regra especial de direcionamento é aquela forma de oração que Cristo ensinou aos seus discípulos, e que geralmente se chama de Oração Dominical”. Esta forma de oração encontramos em Lucas 11.2-4 e Mt. 6.9-13.

Jesus ensinou aos seus discípulos essa forma de oração. Ele não lhes ensinou que deveriam repetir as mesmas palavras, mas sim, como eles deveriam dirigir-se a Deus, e o que deveriam pedir a Ele. Assim, todo crente pode guiar-se em suas orações pela Palavra de Deus. Jesus não nos ensinou uma oração para ser repetida, ele nos ensinou uma forma de orar, usando-se os elementos que ele mesmo ensinou quando estivermos orando. A Oração Dominical não ter poder em si mesma se for repetida.

Nós não precisamos decorar nenhuma oração, mas devemos orar de acordo com o sentimento de nosso coração, com as nossas próprias palavras. O que Deus requer de nós é que oremos sem cessar. Jesus mesmo nos deu o exemplo retirando-se do meio da multidão para lugares silenciosos para orar. (Mt. 14.23-26; 36-39; Mc. 1.35; Lc. 9.18-29). O exemp0lo dos apóstolos e dos primeiros cristãos é que eles se reuniam constantemente para orar: (At. 1.14; 2.46; 4.24; 12.5-12; 3.1; 13.3; 16.16).


Poderíamos citar ainda muitos outros textos das Sagradas Escrituras para provar, não só que a oração é ordenada ao povo de Deus, mas também que é, por isso mesmo, uma obrigação essencial de todos os cristãos sobre a terra. Termino pedindo ao leitor amigo que examine as citações bíblicas acima para que você possa ficar bem esclarecido sobre esse relevante assunto.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

A ORAÇÃO DE UMA MÃE.


Há alguns anos, o filho único de uma viúva, atingiu a maioridade, tomou posse de sua pequena herança e aproveitava a sua independência, misturando-se com amigos e gastando com eles em farras e desordens.

No entanto, o olho vigilante da mãe descobriu o imenso perigo, e a pobre mulher esforçava-se de todos os modos para arrancar seu filho da ruina temporal e eterna; em vão, porém, foram todos os seus esforços.

Contudo, uma ocasião, sabendo que seu filho ia unir-se a seus companheiros para uma noite de farras, resolveu a mãe tentar, mais uma vez, todos os meios para demovê-lo da ideia.

Entretanto o que você pode dizer ou fazer? - Perguntou o moço às suplicas de sua mãe. Farei, contudo o que bem quiser e irei para onde resolver ir.

- Pois bem, João, já que você segue tão cegamente o impulso de tuas más amizades, eu já sei o que farei. Respondeu a piedosa mulher. - Vou fechar-me no meu quarto, vou prostrar-me diante do meu Deus, e, ai, não cessarei de orar por ti até que de novo veja a tua face.

O filho então vai unir-se a seus companheiros de farra, não encontra, porém, o prazer que esperava: um mal interior o persegue; por mais que se distraia, tem sempre diante dos olhos a imagem de sua mãe, de joelhos, orando por ele, esperando sua volta.

Afinal, não se contem mais: abandona seus amigos, apressa seu passo, chega no quarto de sua mãe e encontra a pobre mulher ainda prostrada perante Deus. Ele ajoelha-se ao pé dela; implora seu perdão como um humilde pecador, e, atirando-se nos braços de sua mãe, agradece-lhe por seu perseverante amor e por seu exemplo de dedicação a Deus.


Desde esse momento voltou o seu coração para Deus; encheu-se de júbilo com a sua mãe. A sua mãe tornou a sua vida mais doce, seu filho seguindo com ela, em um mesmo espírito, o caminho do Evangelho.

terça-feira, 5 de maio de 2015

“PELO FRUTO SE CONHECE A ÁRVORE!”

As palavras de Jesus, “pelos seus frutos vos conhecereis” (Mt. 7.16), encerram em si um princípio pelo qual Ele nos ensina a julgar os homens e as instituições pelos seus frutos. São a pedra de toque.

Na vida ordinária dos povos, este é um princípio de aplicação geral. Aplica-se em todos os ramos da atividade humana.

Na vida social, pouco a pouco estão abandonando os costumes e práticas que “pelos seus frutos” ou resultados práticos mostram suas inconveniências, no comércio, depressa, bem depressa se abandona a empresa cujos resultados não são bons; em assuntos políticos, o bem senso do povo exige que se abandone o sistema de governo que em seus resultados tende para o mal estar dos governados; e bem assim em todas as esferas da vida.

Pelos resultados se julga a eficácia do medicamento, do acerto em favor da população e das reformas sociais se julga as medidas governistas, porque tudo isso corrobora com o que diz as Escrituras Sagradas: “Pelo fruto se conhece a árvore”.

Se esse princípio tem aplicação em matéria de assuntos comerciais, sociais e políticos, muito mais terá, quando se trata de assuntos relacionado ao que a Escritura se refere, o relacionamento com Deus.

Os fariseus foram severamente repreendidos por sua hipocrisia. Hoje em dia, as nossas igrejas estão cheias de gente hipócrita, que não se converteram mas mantem-se ligadas à igreja, falseando a sua fé. Os frutos dessas pessoas não se apresentam dignos de Cristo. Eles poderiam ser tão ou mais repreendidos do que foram os fariseus.

Esses não produzem frutos de arrependimento, seu viver cristão não é nada parecido com aquele estilo de vida que o Evangelho preconiza, são petulantes quando se identificam como seguidores de Cristo, porque uma boa árvore não pode dar maus frutos.

Jesus estabelece os critérios que devem ser aplicados a todos sem exceção. Se o que se diz cristão, ainda que seja um ministro da palavra, não produzir uma vida frutífera digna da vida eterna, é um mentiroso e um mau homem.

Assim como esses princípios se aplicam às pessoas individuais, do mesmo modo se aplicam às instituições em geral. Por exemplo, se uma igreja, que se diz evangélica, mas mantém no seu seio a corrupção, o desmando, a tirania de líderes inescrupulosos, a clara adoração a Mamon e com isso não pode dar um testemunho digno de uma igreja cristã, está mais do que provado que já há muito se afastou do reto caminho da verdade bíblica.

Conclusão:


Todo crente deve se comportar de tal modo que os inimigos da verdade se envergonhem de levantar uma falsa acusação contra ele. Esse tipo de testemunho não deve ter como objetivo principal agradar a homens, mas estar em paz com a sua consciência esclarecida pela Palavra de Deus.

sábado, 2 de maio de 2015

A FÉ X AS VÃS FILOSOFIAS

“Mais fácil é provar o erro que achar a verdade; o erro está na superfície, a verdade está no fundo”. (Goethe)


Introdução

Não há nenhuma incompatibilidade entre ciência e religião, o que existe são somente áreas de estudos diferentes. Porém os que se entregam ao estudo das ciências, muitas vezes se enchem de empáfia e tratam a Teologia de forma leviana, rotulam os crentes de ignorantes, ultrapassados e levantam a bandeira da incredulidade na qual está escrito: “Nós não cremos, nós temos convicções.

Recentemente um cientista inglês escreveu um livro intitulado Deus um delírio, no qual ele questiona a fé de pessoas simples, e, com o seu cabedal de conhecimento científico na área da matemática, ele despreza a fé dessas pessoas simples. Lógico, ele irá vencer essa batalha.

Não vemos os supostos sábios e inteligentes, homens e mulheres, questionarem os grandes tratados de Teologia, como os de Lutero e Calvino, por exemplo, porque eles se confessam ignorantes em matéria religiosa. A base de suas intransigências não estão tampouco nos próprios princípios verificados e estabelecidos pela ciência, porque nós também os estudamos e não encontramos nenhum antagonismo com as verdades da fé.

O teólogo Dr. Hodge, diz numa de suas obras: “I am as sure as I am of my existence that there is nothing in the discoveries of science which can give Christians any ground for fear.” (Tão certo eu estou de que não há nada nas descobertas da ciência que dê motivos de receio aos cristãos, como estou certo de minha própria existência).[1]

Qual o critério e o fundamento da ciência, emitidos contra as verdades teológicas?

É que eles muita vez confundem a intolerância e os dogmas do romanismo, com os preceitos simples e santas do Evangelho. É que em seus estudos superficiais e cheios de preconceitos e argumentos infantis, chamam de ciência o que não passa de vãs filosofias. Aceitam como ciências algumas especulações filosóficas e condenam os princípios da fé religiosa.
Muito pouca gente hoje em dia, em nosso meio social, faz a devida distinção entre o que seja verdadeiro cristianismo, como revelado nas Sagradas Escrituras, e as doutrinas que vem de homens inescrupulosos. É também necessário não confundir os postulados e as especulações arrogantes dos filósofos, com os fatos verificados e demonstrados pela ciência.

O que parece dividir a ciência e a fé, é apenas um debate entre a religião e a filosofia, principalmente dos naturalistas. São dois sistemas que remontam a um fato fundamental de fé, que trata de admitir quer seja uma fé filosófica ou uma fé bíblica.

Por esta razão, quando alguém nos fala sobre as “gerações espontâneas”, sobre a “seleção natural”, sobre “as origens das espécies, etc., admiramos nessas teorias (e não são mais nada além de teorias), o gênio inventivo de seus autores, que as criam para ganhar notoriedade e dinheiro dando palestras em universidades ao redor do mundo, mas vemos desde cedo que não se trata de ciência, mas de especulações filosóficas, que muitas vezes é preciso mais fé para se crer nelas, do que para se crer nas Escrituras Sagradas.

Nós estudamos esses sistemas sem perder a nossa fé, sem medo de encontrar nessas obras puramente humanas, a condenação de nossos princípios de fé que estão nas Sagradas Escrituras.

Somos teólogos e somos crentes, mas isso não nos impede de estudarmos essas teorias humanas, inventadas pela especulação filosófica. Não temos receio de admirarmos as descobertas que constituem o patrimônio sagrado da inteligência humana.

Examinamos, duvidamos e nos empolgamos nas investigações, porém, não largamos a bússola da nossa mão, não abandonas a fé. E seguindo na realidade incontestável dos nossos princípios, levantemos sempre a bandeira do cristianismo, onde estão escritas as palavras do Evangelho:

Eu cri; por isso, é que falei. Também nós cremos; por isso, também falamos...” (II Co. 4.13).



[1] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. São Paulo. Hagnos. 2001. Cap. III. 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A VERDADEIRA VIDA CRISTÃ

Para muitas pessoas dentro e fora dos círculos evangélicos, a vida de um crente é uma vida mudada ou reformada, mas isso não representa o cerne da verdade. Os homens podem mudar ou reformar as suas vidas, mas isso não as torna cristãs.

Para muitos, moralidade é sinônimo de cristianismo, mas isso não é verdade, pois o homem pode até ser moralmente mudado, mas jamais entrará no reino de Deus, ainda permanecendo na carnalidade. “Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus”. (Rm. 8.8).

Os pensadores da sociologia das mudanças humanas, alegam uma forma completamente diferente da verdade. A única forma de se alcançar o que propõe a sociologia, é através da ressurreição de Jesus Cristo, imputada pela fé. Quando o Senhor Jesus morreu crucificado no Calvário, o crente também morreu com ele pela fé; quando Jesus Cristo, nosso Senhor ressuscitou dos mortos, o crente também ressuscitou com ele. Paulo afirma:
Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões”. (Rm. 6.11, 12).

A vida do crente, portanto, não é simplesmente uma vida mudada segundo as forças do homem, mas é uma vida inteiramente nova. “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo. 3.3).  O apóstolo Paulo diz: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. (II Co. 5.17). Paulo ainda assevera: “Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os  mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida”. (Rm. 6.4).

Nenhuma concepção humana pode enquadrar a vida cristã. Nenhum esforço puramente humano pode produzir esse tipo de vida. Tudo é alcançado somente pela graça de Deus. Os homens podem até conseguir alguma mudança nos seus costumes, cultura e comportamento, mas nunca alcançarão, por esses meios, a vida do crente em Jesus Cristo, porque essa vida é dom de Deus.

Qualquer coisa conseguida pelo homem, por melhor que seja, no campo da beleza, da moral ou dos bons costumes, é passageiro, não tem valor eterno. Tiago, irmão de Jesus Cristo, diz: “... que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa” (Tg. 4.14). Jó, um dos antigos patriarcas, diz: “Lembra-te que a minha vida é um sopro...” (Jó. 7.7), e mais o salmista completa: “Porque os meus dias como fumaça se desvanecem.....” (Sl. 102.3).

Assim como a vida humana é um vapor que se dissipa, uma fumaça e um fumo, a vida do crente, por outro lado, é eterna, como bem diz a Escritura Sagrada: “As  minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão”. (Jo. 10. 27,28).

A vida do crente é Jesus Cristo, essa certeza vem da Sagrada Escritura, que diz: “porque morrestes, e a nossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória”. (Colossensses 3.3,4). Jesus disse aos seus discípulos: “Eu sou o pão da vida....” (João 6.35), ele também disse a Marta: “.... Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (João 11.25).

Assim como nos alimentamos para dar energia a nosso corpo, assim, como Cristo é nossa vida, é necessário que a alma se alimente de Jesus antes de entrar na posse da vida eterna.

A vida do crente não é futura, mas é presente. O crente já possui a vida eterna: “Quem crê no Filho tem a vida eterna...” (João 3.36), porque Jesus que é a nossa vida, na pessoa do Espírito Santo, habita em nossos corações: “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?” (I Co. 6.15).

Conclusão:

As cosmovisões, sociológica e bíblica são opostas entre si. Para o homem natural, sem Deus, a mudança é uma questão de política. Eles não enxergam a realidade dos princípios de Deus, não entendem que as coisas concernentes às filosofias do homem são incompatíveis com os valores do reino de Deus. Quero terminar com um texto esclarecedor das Escrituras:


“Ora, o homem natural não aceita as cousas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. (I Co. 2.14).

O VALOR DA VERDADEIRA RELIGIÃO

Vou já dizendo que não vou entrar em conceituação de religião ou discutir os males que homens maus, fazendo mau uso da religião tem causado pelo mundo afora, inclusive muitos que se auto-denominam “crentes” ou “cristãos”, mas que são na verdade, aquilo que Jesus disse que seriam: “sepulcros caiados” (Mt. 23.27).

Minha proposta neste artigo é tratar de religião da forma como deve ser vista de acordo com os valores do Evangelho. Quando falo de religião, não me refiro ao sistema religioso, mas ao homem religioso que procura viver segundo os ditames do Evangelho.

A verdadeira religião do Evangelho faz a grandeza do homem, a verdadeira religião do Evangelho é como uma coroa de honra e enche de nobreza o que a pratica. Quando me refiro a religião, excluo o que não é religião, mantendo firme a certeza de que somente o cristianismo do Evangelho é a verdadeira religião.

Um homem que não tem religião é como um corpo sem cabeça, é um pobre miserável que não sabe como explicar o enigma da vida e que caminha para a morte em completo desespero sem saber o que lhe aguarda. O homem sem religião não sabe de onde vem e nem para onde vai e não tem nenhuma ideia acerca da sua existência nesse mundo.

Um homem sem religião ignora a bondade do Deus Todo-Poderoso, ele não reflete sobre as perfeições do Altíssimo e quando em meio ao sofrimento, o homem sem religião não tem nenhum alento, nenhuma esperança.

O homem sem religião ignora completamente que nos seus dias de tristeza, há um Deus misericordioso que estará ao lado do fiel que sofre, para sustentar os seus passos e animar o seu espírito abatido. O homem sem religião é um homem sem Deus e caminha sozinho pelo deserto que é este mundo.

O homem sem religião ao abrir as páginas do Evangelho de Cristo, não atenta para a epopeia do amor Deus e nada ali desperta no seu coração algum entusiasmo, ele não é despertado por causa da sua incredulidade, nenhuma emoção lhe alcança diante da figura do herói nas páginas imortais da história.

Um homem sem religião passa diante da Cruz do Calvário com seu drama augusto, mas nada sacode a sua frieza, ele não dá nenhuma atenção para as operosidades milagrosas do Senhor do Calvário e em vão, diante do espetáculo da redenção, não sente nenhuma emoção, assim é o homem sem religião.

O homem sem religião nada entende, permanece frio e indiferente diante das cenas comoventes. Continua apático e entorpecido. O homem sem religião caminha para a morte como o boi caminha para o matadouro, mal sabendo a sorte que o aguarda. O homem sem religião não compreende o sentido nem da vida nem da morte, está rodeado de densas trevas é "um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu”. (Ap. 3.17).

Verdadeiramente o homem sem religião está morto, ainda que esteja vivo.... é um infeliz. Qual será o seu despertar, quando diante do Supremo Tribunal, tiver de dar conta da sua vida, a qual negligenciou e recusou os convites de salvação e rejeitou o perdão e a misericórdia.

Que Deus nos livre desse terrível despertar, "não tendo esperança e sem Deus no mundo" (Ef. 2.12).

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