quinta-feira, 27 de agosto de 2015

NÃO SEJAS MORNO NA VIDA CRISTÃ

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Rev. João d'Eça, MD


"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca"
(Ap. 3.15, 16)

 
 
Introdução:

Temos a necessidade de vivermos uma vida mais perto de Deus, seguindo os princípios de sua Palavra. O Evangelho de Jesus Cristo deve ser o nosso alvo de vida.

Algum tempo atrás existia a falsa ideia de que para se alcançar a salvação bastava converter-se ao protestantismo evangélico. Hoje ninguém mais pensa assim e substituíram esse pensamento por um outro tão nocivo e pernicioso: “aqui eu nasci, aqui eu vou ficar”, referindo-se à religião de seus antepassados.


Há um erro ainda maior nas igrejas evangélicas, que é o uso de métodos empresariais para se crescer em número, vangloriando-se desses métodos, como se eles estivessem abrindo as portas do céu. O pastor Paul Washer, numa de suas pregações falou sobre isso: “São métodos mundanos para atrair gente mundana”. Esquecem-se de que o que realmente importa é crescimento em graça e sabedoria de Deus.


Motivações X verdade

Separamos em duas classes as pessoas que hoje procuram uma igreja: os que o fazem por motivos mesquinhos, conscientes de sua inaptidão e pretendendo tão somente satisfazer os seus interesses pessoais, e um outro grupo, que aderem à igreja sem nenhuma consciência da responsabilidade que assumem. Nesses dois grupos não há nenhum compromisso com as eternas verdades do Evangelho.

O modo como temos visto as pessoas vivendo nos círculos evangélicos, mostra o estado espiritual das suas almas. Abandono da vida reta, sem fervor na oração, analfabetismo bíblico. São esses e outros os resultados de uma vida longe dos valores do reino, em que pese estarem na igreja.
 

Mau testemunho

Crentes mornos são um péssimo testemunho. O Senhor diz que os mornos serão vomitados da Sua boca. Os mornos são inativos, nem vivem uma vida santa nem produzem para o reino de Deus. Os indivíduos frios também são um péssimo testemunho, eles contradizem as verdades santas e os preceitos divinos, são egoístas, avarentos e impuros. Que vergonha para a igreja de Deus são os que são frios e mornos no meio do povo de Deus.

A única razão de ser de um cristão está na propagação da moral do reino de Deus, no ideal de uma vida pura, seja privada ou publicamente. Se nos falta uma vida assim, se não mostramos com o nosso viver diário uma moral elevada, nada mais nos resta.


A influência cristã

Irmãos, se o que pregamos não faz nenhuma diferença em nossa vida e nem produz nenhum melhoramento na sociedade, então estamos faltando com a verdade da nossa fé em Deus, desonrando o nosso Senhor e desrespeitando, mentindo e enganando para a s pessoas que nos ouvem. O alvo de Cristo para nós, é que mantenhamos uma vida tão em conformidade com o Evangelho de Jesus, que esteja de acordo com a moral do Evangelho santo, que nem o mais desprezível inimigo não tenha o que dizer contra nós.

Nem sequer sonhamos com o poder que uma influência cristã pode trazer de benefícios para uma nação. É hora de pararmos para revermos os nossos conceitos e o nosso modo de vida. O que Jesus nos exorta a fazer pode fazer toda a diferença: O caráter cristão, a humildade, a pureza de pensamentos e propósitos, seu amor e o poder que recebem do alto, farão da sociedade em que vivemos um lugar agradável de se viver, enquanto aguardamos o nosso transporte para o céu.
 

Conclusão:

Está nas nossas mãos fazer essa revolução acontecer. Uma vida cristã sincera, honesta e vibrante, consegue afetar as fontes do espírito humano, consegue conquistar mais respeito, consegue fazer o mundo ler em nossa vida o Evangelho de Jesus Cristo.

O PODER RESTAURADOR DO EVANGELHO


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Rev. João d’Eça

 


Introdução

Quando paramos para observar e refletir sobre o nosso tempo, ficamos tristes porque somos crentes, mas também nos entristecemos pelo fato de sermos brasileiros. As notícias de jornais e revistas, os programas de televisão e de rádio que nos trazem notícias do estado de degradação em que se encontra o Brasil.

Uma realidade nefasta

São 150 assassinatos por dia, números de países em guerra, mas além dos assassinatos, a moral da nação está no lixo. Atentados contra o pudor invadindo as salas das nossas casas, corrupção na política, assaltos, roubos, traições, separação entre casais e destruição da família. O que antes era considerado errado, agora considera-se certo.

Todo esse cenário tem uma causa e para toda causa há uma solução. As causas são muitas e variadas, precisamos buscar a origem e diagnosticar a doença para que possamos aplicar o remédio eficaz.

As causas desse estado de coisas está no desejo do homem de ser independente, não compreende esse homem que nessa conjuntura independência é morte. Há também uma elevada ignorância dos princípios e valores religiosos e o homem vai caminhando alimentando com o mundanismo os seus instintos mais primitivos.

A disseminação do mal

Para disseminar escândalos temos parte da imprensa, que além disso, faz apologia aos vícios e exalta a desonra, sem deixar de pregar teorias materialistas. As artes estão vendidas ao mal; atores e atrizes em nome do dinheiro semeiam imoralidades nas suas atuações e são maus exemplos de vida em família a televisão é uma escola de indignidades.

A nossa sociedade jaz solapada em suas bases pelos vícios, pela superstição, pela vaidade, pela avareza e pela incredulidade. Qual a causa disso tudo? Na minha avaliação esse estado de coisas tem por culpado o romanismo, que por muitas dezenas de anos manteve o povo livre de uma educação religiosa séria e com base nos princípios do Evangelho. Dava festas pagãs para o povo e recebia em troca viciados, prostitutas, criminosos, adúlteros e a liberdade da jogatina.

O lado podre da nossa religiosidade

Do lado protestante, ao longo do tempo a igreja evangélica caminhava em busca de uma vida mais santa, vivia na contramão da sociedade, zelava por uma caminhada dentro dos valores e padrões das Sagradas Escrituras e eram respeitados por sua conduta.... mas, os tempos são outros. Desde o advento do neo-pentecostalismo com as suas práticas anti-bíblicas, com a entronização do ser humano no lugar devido a Cristo, com as negociatas entre os supostos pastores desse movimento e a política suja, parte da igreja evangélica brasileira foi contaminada de corrupção e de desmandos, os mais vergonhosos possíveis.

Essas são as causas, precisamos agora aplicar o remédio.

O remédio

O remédio para essa doença é o Evangelho de Cristo, não o falso evangelho pregado em mais de 90% das igrejas hoje, mas o verdadeiro Evangelho, que trará para o Brasil os mais valiosos princípios e proporcionará para todos os cidadãos o crescimento no mais alto nível de moralidade e honradez.

Ainda há analfabetos no Brasil e isso é inadmissível, ensinemos a eles com a Palavra de Deus. Trabalhemos crentes verdadeiros para aniquilar a superstição e a idolatria, começando já de dentro da igreja evangélica. Trabalhemos pelo bem social e não por nosso próprio egoísmo, reformemos a nossa sociedade a tal ponto que o delinquente sinta vergonha de cometer os seus atos vergonhosos e aviltantes. Não esqueçamos de ser testemunhas de Jesus Cristo e verdadeiros cidadãos da nossa pátria querida.

O Evangelho de Jesus Cristo é o remédio para as enfermidades morais, espirituais e sociais para qualquer sociedade. As doutrinas de Cristo regeneram o homem e a mulher, torna-os pessoas úteis. O Evangelho sem as superstições religiosas tanto de romanistas quanto de evangélicos proporciona prosperidade social. Sem os dias de festas que tornam o homem preguiçoso, sem a intercessão dos santos que torna o homem ignorante e sem as manifestações neo-pentecostais que o torna supersticioso, o Evangelho é a solução para o mal social.

Conclusão

Não deixe de viver o Evangelho, mas também não deixe de comunica-lo. A comunicação sem vida é hipocrisia, a vida sem a comunicação é comodismo. O Evangelho é para ser propagado e vivido de uma tal forma, que o mundo se renderá aos seus princípios e valores.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

OS BENEFÍCIOS DO SOFRIMENTO


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Rev. João d’Eça

 

 
 
E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados

por ela.

 (Hb. 12.11)

 
De acordo com as Escrituras Sagradas, a aflição, o sofrimento não é um fato natural, nem um efeito imediato da vontade de Deus, é antes, uma mancha que caiu sobre a natureza, na queda.


“No principio Deus viu que tudo era muito bom”, no entanto a queda fez com que a dor e o sofrimento entrassem na existência humana. A criatura escolheu a rebelião, preferindo a desobediência, no único tempo em que o homem parecia  ter um pouco de liberdade. O ato de afastar-se de Deus o condenou ao sofrimento.


Ninguém gosta de sofrer e o sofrimento não é nenhum bem, em que pese as lições que tiramos dele. Não há exatidão quando se afirma que “a dor purifica aos que sofrem”. Em muitos casos a aflição e o sofrimento causam efeitos desastrosos no homem.

Santo Agostinho já havia concebido essa verdade. Ele comparava a aflição ao calor dizendo que o calor “ao passo que derrete o ouro, endurece o barro, e que ao passo que favorece a germinação das sementes, promove a decomposição dos cadáveres”.

Benefícios do sofrimento:


I – O sofrimento nos ajuda a compreendermos a verdade do caráter de Deus.

A aflição nos revela a justiça e a santidade divina – Se nos fosse possível escapar ao castigo eterno, acabaríamos por acreditar que as transgreções não tem muita importância, e que podemos viver essa vida e violar as leis de Deus impunimente. Assim, as aflições revelam a bondade de Deus.

As concepções mais claras e justas que nós temos da misericórdia divina, e as experiências mais preciosas do amor de Deus, foram e são concedidos ao coração já purificado e corrigido pelo castigo. São os aflitos e não os afortunados que são os mais gratos da terra.

Da mesma forma que a noite revela o esplendor das constelações no céu, a disciplina, que é a noite da alma, revela aos olhos da fé as glórias do amor divino.

O sofrimento nos ensina a verdade com relação a nós mesmos. Uma pessoa que nunca sofreu, não pode compreender a sua própria natureza. Me lembro de uma poesia de um poeta Francisco Otaviano:


Quem passou pela vida em branca nuvem, e em plácido repouso adormeceu; quem não sentiu o frio da desgraça, quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro de homem, não foi homem, só passou pela vida, não viveu.

Como pode alguém conhecer a sua fraqueza sem jamais ter sido vencido? Devemos confessar as nossas fraquezas, ainda que isso nos seja pesado. O filhos pródigo nunca pensaria em voltar à casa do seu pai enquanto não sentisse em sua alma o peso da aflição.


II – O sofrimento abranda o coração

Já foi provado que enquanto o homem vive na abastança, ele tende a ser egoísta. Se a sua vida é sempre de posses e sossego, ele perde de vista o sofrimento alheio. Talvez por isso é que provérbios 30.7-9 diga:

 
Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão.


Quando Deus deseja que de um coração emane o amor e a bondade constante, como de uma fonte pura derrama água cristalina, ele dá-lhe saída por meio do sofrimento. Quando uma pessoa sofre de uma doença, ele logo compadece-se do vizinho que venha a sofrer do mesmo mal.

A compaixão, essa divina inspiração por maio da qual compartilhamos dos sofrimentos dos outros, é despertada na aflição, e vem a ser o instrumento mais eficaz que o mundo possa ter conhecido para dar consolo aos que sofrem.


Conclusão:

Sejamos então agradecidos de Deus, quando ele, por meio da sua misericórdia nos visitar com aflições. “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo. 16.33). O pai nos ama e quando nos faz passar pelo sofrimento é porque deseja nos dar valiosas lições. Aprendamos isso “... mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado (Rm. 5. 3-5).

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

DEUS, SOBERANO EM TODO O UNIVERSO

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Rev. João d'Eça


Introdução:

O universo inteiro é templo de Deus. As insondáveis trajetórias do espaço, tudo proclama a glória de Deus (Salmo 19). Tudo foi criado por ele, iniciado segundo a sua palavra e o seu querer. Por observarmos as coisas que foram criadas, vemos em todas elas as virtudes eternas e a divindade do Criador.

Nós somos tão insignificantes se comparados à imensidão do vasto universo, somos um pequenino templo onde gira o globo terrestre, lugar de nossa habitação. Para onde quer que nos viremos, seja em que direção for, podemos presenciar as magnificas obras das mãos do Soberano Deus, e podemos ouvir os maviosos cânticos da melodia da criação.

A grandeza e majestade do SENHOR.

A imensidão dos mundos, a luz em volta de nós, os astros que giram em perpétua harmonia de suas órbitas, são um testemunho do conhecimento que os equilibrou nos espaços infinitos. As grandes montanhas com seus elevados cumes nevados proclamam as grandezas do seu Criador. As águas do imenso oceano, o estrondo das suas ondas e vagas quebrando na praia, como que cantando um hino de glorificação à Majestade Divina: “Não passarás daqui”.

Os caudalosos rios que deslizam as suas torrentes, levando ao longe o seu constante tributo ao Senhor sempre operante que abriu as suas fontes e os derramou pelos vales. A vasta imensidão das terras, desde o norte gelado ao quente Equador e desde ai até as gélidas terras da Patagônia, desde os rochedos nos mares até os verdes campos de vegetação; todas elas narram a história da presença criadora e providente do Deus Eterno.

As grandes famílias de plantas e a enorme variedade da fauna também dão testemunho do perene correr da fonte da vida. O rugir dos ventos nas copas das gigantescas Sequoias e o gorjear das pequenas aves, elogiam o Criador, autor de toda alegria, fonte de todo o bem-estar.

Todas as coisas, tudo o que existe, todos os organismos da natureza louvam a grandiosidade do Eterno. Tudo o que há no universo é manifestação da obra magnífica de Deus. O SENHOR é Espírito infinito e perfeito, princípio e sustento de todas as coisas, sem Deus, nada haveria, a não ser um vazio abissal.

Conclusão:

Deus está sempre presente no universo. A criação se enche com a sua Glória. Nesse sentido, tudo é sagrado. Nós homens, criados à imagem e semelhança de nosso Deus, dominadores da criação por ordem divina, devemos responder agradecidos e reverentes: Sim, SENHOR, nosso Pai, “os céus proclamam a Tua Glória”. Seja feita a tua vontade. Amém.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O MARTÍRIO DE JOÃO HUSS (7 de julho de 1415)

João Huss

O MARTÍRIO DE JOÃO HUSS (7 de julho de 1415)

Introdução

No começo século XV, a igreja católica romana era governada por dois papas, um estava radicado em Roma e o outro estava na cidade francesa de Avignon, ambos infalíveis. Qual dos dois, porém, seria o cabeça da igreja romana?

No ano de 1409, através de um concílio reunido na cidade de Pisa, foi eleito um terceiro papa, ou seja, três papas distintos e uma só igreja, alegadamente, igreja verdadeira. Eram três lobos disfarçados de humildes cordeiros.

Eles repartiram a igreja entre si, disputando cada um deles, o melhor quinhão, e pior ainda, eles se excomungaram e se amaldiçoaram reciprocamente, como um bando de ladrões que brigam para ver quem fica com a maior parte do roubo. Não resta menor dúvida de que havia dois papas.

Finalmente, em 1414, reuniu-se o Concílio de Constança, cujas sessões duraram três anos e alguns meses, pondo fim ao cisma do ocidente, que já durava um século e meio de existência, causando lamentáveis desgraças.

Entre os seus atos está a condenação de João Huss à fogueira como herege. Ele foi convidado a retratar-se do que havia escrito, mas convicto de sua fé e da pureza da doutrina que pregava, negou-se.

O dia do martírio

No dia 7 de julho de 1415, João Huss foi deposto do sacerdócio. Seus livros foram queimados e ele, João Huss, foi entregue ao poder secular. A sua sentença foi lida pelos seus inimigos de forma rancorosa. Ao invés de se defender, ele pedia a Deus que lhes perdoasse.

Os bispos designados para a cerimônia da deposição despiram-no das suas vestes sacerdotais e colocaram-lhe sobre a cabeça uma mitra de papel com demônios pintados, e com a inscrição: “Cabeça de Herege”.

Depois dessa humilhação, ele foi entregue ao imperador e este o enviou ao duque da Bavária. Conduzido à porta da Igreja ele viu as chamas do resto dos seus livros. Dali ele foi levado para fora da cidade, onde seria queimado. Antes dele ser executado, fez um apelo público da sentença dos homens para o tribunal de Deus.

A fogueira foi preparada com lenha seca e foi colada ao redor do seu corpo, que dentro de alguns minutos foi envolvido pelas nuvens negras e terríveis labaredas.

João Huss conservou-se calmo, e com tal resignação suportou as cruciantes dores do martírio, que seus inimigos ficaram constrangidos diante de tão grande prova de amor e dedicação à causa que ele defendeu.

Enquanto o fogo o queimava, João Huss cantava um hino com voz vibrante e alegre, que se ouvia distintamente através do ruído do fogo crepitando e do vozerio da multidão. Depois de um tempo, num esforço supremo, quando as chamas o envolvia, ele exclamou: “Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, tem misericórdia de mim”. Ai ele expirou!

A multidão silenciosa nesse momento, assistiu aquela terrível cena de horror, planejada pelo “sagrado Concílio, congregado com a assistência do Espírito Santo e tendo o seu poder imediatamente de Cristo!!!” A fogueira decretada em nome do Filho de Deus, a humildade personificada, a paciência de Jesus, aquele que teve por berço a manjedoura e por leito a morte de cruz!!!

As chamas se apagaram. Agora restava da fogueira somente um montão de cinzas onde se encontravam os restos mortais do mártir da fé João Huss. Ainda quentes foram cautelosamente ajuntadas e lançadas às águas do rio Reno.

Naquele momento a matéria de Huss deixou de existir, o corpo daquela alma desapareceu para sempre da terra, voltando ao pó do qual foi formado. Porém, a alma foi para a presença de Deus e os seus livros foram preservados e ainda circulam, exatamente 600 anos após a sua morte.

Conclusão

Já se vão seis séculos depois da morte de João Huss, morto por causa do ódio vingativo de papas, que na busca ansiosa pelo poder temporal, matavam os que pregavam a verdade, em semelhança aos religiosos que mataram a Jesus.

João Huss apelou para o tribunal de Deus, cheio de fé e de esperança, porque essa era a sua convicção. Deus o julgou. E hoje o julgam os tribunais da nossa civilização, emancipados da tutela da igreja de Roma, que durante tantos séculos ensanguentou o mundo.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O ANTI-CRISTO


O ANTI-CRISTO


Introdução:
Dificilmente um pastor presbiteriano trata desse assunto por temer ser rotulado de “neo-pentescotal” e por esta razão não vemos sequer pregações em nossos púlpitos com esse tema. No entanto, esse tema é mencionado na Escritura, onde tem um grande destaque, desde o Antigo até o Novo Testamento. O tema do “anti-Cristo” é na verdade uma profecia, que fala de uma grande apostasia que surgiria com o aparecimento do anti-Cristo.
O apóstolo Paulo escrevendo aos tessalonicenses (II Tes. 2.1-11), diz o seguinte:


Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.

 
Quando escreveu a Timóteo, em I Tm. 4. 1-3, Paulo lhe diz:

Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade.
 
E ainda em II Tm. 3. 1-5, ele diz:

 
Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.

 
Em outras passagens da Bíblia, além das epístolas paulinas, poderíamos citar outras mais, como por exemplo, em Apocalipse, em Daniel, para provar que, entre as revelações que Deus fez a sua igreja, está a revelação de uma grande apostasia que se abateria sobre a ela.
Você pode notar que nas passagens acima, em nenhuma vez, o apóstolo Paulo usa a palavra “anti-Cristo”, mas mesmo assim, fica claro de que o “homem do pecado” mencionado acima refere-se ao “anti-Cristo” que havia de vir.
O termo “anti-Cristo” aplicado pelo homem descrito por Paulo, é bem mais cheio de significado do que o termo usado pelo apóstolo João em sua carta.
QUEM É O ANTI-CRISTO?
Muitos pais apostólicos deram a sua opinião acerca da identidade do anti-Cristo:
- Justino Mártir – Diz em seus escritos que ele seria um homem que havia de vir armado com os poderes do inferno.
- Teodoreto – Considera-o como o próprio Diabo.
- Irineu – Identificava-o como a Besta do Apocalipse e dizia que era descendente da tribo de Dã.
- Tertuliano – Identifico-o com a Besta e dizia que ele havia de desaparecer na queda do Império Romano.
- Hipólito -  Ensinava que a Besta do Apocalipse representava o Império Romano e que o falso profeta representava o anti-Cristo.
- Cipriano – Via o anti-Cristo tipificado em Antíoco Epifânio.
- Lactâncio – Julgava que ele seria um rei da Síria, filho de um espírito mau.
- Cirilo – Mantinha que ele seria uma mago, que com suas artes mágicas havia de subjugar o Império Romano.
- Crisóstomo – O chamava anti-Deus, sentado no templo de Deus.
- André de Cesária – Ensinava que ele seria um rei atuando por Satanás, que ele haveria de reconstruir o Império Romano e reinar em Jerusalém.
- Artos -  Tinha a ideia que ele seria um rei dos romanos, que havia de dominar sobre os sarracenos em Bagdá.
- Adso – Dizia que um rei franco havia de reformar o Império Romano, que ele havia de abdicar no monte Olivete e que, na dissolução do seu reino, o anti-Cristo iria aparecer.
- Tomáz de Aquino – Ensinou que ele havia de ser instruído na filosofia dos magos e que suas doutrinas e os seus milagres haviam de ser uma paródia dos milagres do Cordeiro.
- Gregório I – Dizia que seria o precursor do anti-Cristo qualquer pessoa que tivesse a sombra do poder que os papas de Roma depois tiveram.
- Arnulfo, bispo de Orleans – Disse que se o pontífice romano fosse inchado da sua ciência, era o anti-Cristo.
Joaquim de Fiore, em seus comentários sobre o Apocalipse, foi o primeiro que afirmou que o anti-Cristo havia de ser um pontífice universal, e que ele ocuparia a Sé Romana.
Os waldenses, no princípio diziam que o anti-Cristo seria um indivíduo.  No século XIV, porém, começaram a identificar o “anti-Cristo”, “Babilônia”, “as quatro bestas”, “a grande prostituta”, “o homem do pecado” com o papado. Os hussitas ensinavam a mesma doutrina, diziam que o papa a cabeça do anti-Cristo.
Walter Bruce afirmou que o bispo de Roma, intitulando-se “Vigário de Deus” e vice-rei de Cristo na terra, era o anti-Cristo.
Lutero, Calvino, Zwinglio, Melanchton, Martin Bucer, Teodoro Beza, Calixtus, Bengel, Michaelis, todos ensinaram que o anti-Cristo é o sistema papal.
Conclusão:
Muitas opiniões sobre esse assunto têm sido dadas desde o princípio do cristianismo. Entendemos que as passagens citadas acima, assim como disseram os reformadores, que o anti-Cristo é o papado. Com isso não queremos dizer que os papas são maus (apesar de que uma grande parte deles foram), nem que são contra Jesus Cristo (apesar de uma grande parte foram), mas o que queremos dizer é que o papado é uma apostasia da verdade bíblica, é uma apostasia do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, é a grande apostasia de que fala o Apocalipse, que se opõe à vontade de Deus e às doutrinas de Cristo.
O sistema papal está montado sobre um antro de apostasia. O sistema papal destronou a Deus e introduziu um outro tipo de “deus” em seu lugar, no caso, uma deusa, à semelhança da religião do antigo Egito e à semelhança do antigo paganismo.
 
Na última segunda-feira, chegou a São Luís a imagem de pau, de gesso, de ferro, sei lá do que é... Eu vi pessoas apesar de não parecer, mas totalmente ignorantes, chorando de emoção diante de um ídolo mudo. É patético ver pessoas em pleno século XXI agindo assim para com uma estátua que é monte de nada, assim como é patético que pessoas supostamente esclarecidas, adotem o culto e as manifestações neopentecostais.
As farsas do catolicismo romano provam essa afirmativa. Grande parte dos dogmas romanistas foram criados nos séculos XIX e XX, se os opositores do sistema papal de séculos anteriores e principalmente da época da Reforma, convivessem com dogmas como a “ascenção de Maria” (1950 – papa Po XII), “imaculada Conceição de Maria” (1854 – papa Pio IX), a “aparição de Maria” às três crianças, e o mais antigo, “Maria mãe de Deus”. Essas e outras heresias anti-bíblicas, provam que o papado sempre foi Anti-Cristo.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

SE ELES SE CALAREM....

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Rev. João d'Eça


Lc. 19.40

 

Introdução:

         Quando Jesus chegou à porta de entrada de Jerusalém, os seus discípulos, cheios de alegria, gritavam:
 

Bem dito o que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória nas maiores alturas! Ora, alguns dos fariseus lhes disseram em meio a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos! Mas ele lhes respondeu: Asseguro-vos que, se eles se calarem, as próprias pedras clamarão.”

 Em nosso tempo, quando a Palavra de Deus é anunciada, bendizendo o nome santo do Senhor Jesus Cristo, muitos homens levantam-se contra os servos de Jesus para fazê-los calar. Esses homens se associam com os discípulos dos fariseus, que no texto acima mandaram que Jesus fizesse os seus discípulos calarem.

Jesus nos advertiu contra essa oposição, dizendo em sua Palavra: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós” (Mt. 5.11).

A Palavra de Deus “não voltará vazia” (Is. 55.11), por esta razão é que surgem em todas as camadas da sociedade, pessoas confessando o nome do Senhor Jesus Cristo, depois que ouvem o puro e santo Evangelho. “Se nos calarmos as próprias pedras clamarão”.

O ateísmo, o materialismo, o cientificismo e as filosofias dos séculos XX e XXI, pretendem solapara a fé divina, que está no coração do homem. Se a Palavra de Deus verdadeira, não for pregada e ensinada em nossas igrejas, todo esse arcabouço de perigos permanecerão em meio ao nosso povo e causarão ainda mais estragos do que já causaram até agora.

O maior tesouro da humanidade, o código das nações civilizadas que é a Palavra de Deus, está desaparecendo dos púlpitos. O ensino e pregação que se vê e ouve não é mais fruto de conhecimento e intimidade com Deus, mas de uma repetição incessante de métodos humanos em busca do sucesso no mundo dos “busines” gospel.

Homens de corações duros serão quebrantados pela verdade divina e bendirão ao Senhor. As aves do céu cantam em louvor a Deus (Sl. 104.12), os homens também são chamados a louvar anunciando a Sua Palavra, dando glória ao seu Santo Nome.

Por isso, confiados no poder de Deus, desembainhando a espada de dois gumes, que é a Palavra, desfraldando a bandeira da nossa liberdade, cantemos:
 

Todo o poder o Pai me deu,

na terra como lá no céu!

Ide ao mundo anunciar o Evangelho,

E eis-me convosco sempre!.
 
(Refrão do hino 289 do HNC - IPB)
 
Se nós nos calarmos, Deus cobrará de nós o nosso silêncio.

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