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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

NÃO SEJAS MORNO NA VIDA CRISTÃ

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Rev. João d'Eça, MD


"Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca"
(Ap. 3.15, 16)

 
 
Introdução:

Temos a necessidade de vivermos uma vida mais perto de Deus, seguindo os princípios de sua Palavra. O Evangelho de Jesus Cristo deve ser o nosso alvo de vida.

Algum tempo atrás existia a falsa ideia de que para se alcançar a salvação bastava converter-se ao protestantismo evangélico. Hoje ninguém mais pensa assim e substituíram esse pensamento por um outro tão nocivo e pernicioso: “aqui eu nasci, aqui eu vou ficar”, referindo-se à religião de seus antepassados.


Há um erro ainda maior nas igrejas evangélicas, que é o uso de métodos empresariais para se crescer em número, vangloriando-se desses métodos, como se eles estivessem abrindo as portas do céu. O pastor Paul Washer, numa de suas pregações falou sobre isso: “São métodos mundanos para atrair gente mundana”. Esquecem-se de que o que realmente importa é crescimento em graça e sabedoria de Deus.


Motivações X verdade

Separamos em duas classes as pessoas que hoje procuram uma igreja: os que o fazem por motivos mesquinhos, conscientes de sua inaptidão e pretendendo tão somente satisfazer os seus interesses pessoais, e um outro grupo, que aderem à igreja sem nenhuma consciência da responsabilidade que assumem. Nesses dois grupos não há nenhum compromisso com as eternas verdades do Evangelho.

O modo como temos visto as pessoas vivendo nos círculos evangélicos, mostra o estado espiritual das suas almas. Abandono da vida reta, sem fervor na oração, analfabetismo bíblico. São esses e outros os resultados de uma vida longe dos valores do reino, em que pese estarem na igreja.
 

Mau testemunho

Crentes mornos são um péssimo testemunho. O Senhor diz que os mornos serão vomitados da Sua boca. Os mornos são inativos, nem vivem uma vida santa nem produzem para o reino de Deus. Os indivíduos frios também são um péssimo testemunho, eles contradizem as verdades santas e os preceitos divinos, são egoístas, avarentos e impuros. Que vergonha para a igreja de Deus são os que são frios e mornos no meio do povo de Deus.

A única razão de ser de um cristão está na propagação da moral do reino de Deus, no ideal de uma vida pura, seja privada ou publicamente. Se nos falta uma vida assim, se não mostramos com o nosso viver diário uma moral elevada, nada mais nos resta.


A influência cristã

Irmãos, se o que pregamos não faz nenhuma diferença em nossa vida e nem produz nenhum melhoramento na sociedade, então estamos faltando com a verdade da nossa fé em Deus, desonrando o nosso Senhor e desrespeitando, mentindo e enganando para a s pessoas que nos ouvem. O alvo de Cristo para nós, é que mantenhamos uma vida tão em conformidade com o Evangelho de Jesus, que esteja de acordo com a moral do Evangelho santo, que nem o mais desprezível inimigo não tenha o que dizer contra nós.

Nem sequer sonhamos com o poder que uma influência cristã pode trazer de benefícios para uma nação. É hora de pararmos para revermos os nossos conceitos e o nosso modo de vida. O que Jesus nos exorta a fazer pode fazer toda a diferença: O caráter cristão, a humildade, a pureza de pensamentos e propósitos, seu amor e o poder que recebem do alto, farão da sociedade em que vivemos um lugar agradável de se viver, enquanto aguardamos o nosso transporte para o céu.
 

Conclusão:

Está nas nossas mãos fazer essa revolução acontecer. Uma vida cristã sincera, honesta e vibrante, consegue afetar as fontes do espírito humano, consegue conquistar mais respeito, consegue fazer o mundo ler em nossa vida o Evangelho de Jesus Cristo.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A MORTE DE BÈDE, O VENERÁVEL

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Rev. João d'Eça

Numa bela e calma tarde do mês de maio do ano de 735 A.D., no convento de Jarrow, sobre o Tyne, um velho monge, deitado em seu quarto, achava-se moribundo. Perto dele estavam três rapazes. Um deles sustentava-o, um outro lia, o terceiro escrevia.

Este velho chamava-se Bède. A posteridade deu-lhe o nome de Bède, o venerável. Era um grande sábio. Ele tinha escrito sobre todas as matérias: Física, astronomia, história, medicina, etc.

Centenas de estudantes o procuravam e sempre eram vistos ao seu redor. Ainda hoje, na história primitiva da Inglaterra esse homem é uma autoridade. Bède, o venerável tinha verdadeira paixão pelo estudo das Escrituras Sagradas. Quando do seu último suspiro, ainda trabalhava na tradução do evangelho de João. Um dos rapazes que lia o texto latino, e o outro escrevia segundo ditava a tradução em anglo-saxonico.

Ele dizia: “Eu não quero, quando partir, que meus filhos leiam mentiras, ou que trabalhem em vão.”

Perto do dia da sua morte, quando já sentia grande opressão e os seus pés começaram a inchar, ele continuava ditando e dizia ao rapaz que escrevia:

“Apressa-te”, dizia ele a seu escrivão. “Não sei quanto tempo ainda aguentarei – ou se meu mestre não me chamará logo.”

Toda a noite ficou acordado, dando graças sem cessar. Desde que raiou o dia da Ascenção, pedia aos rapazes que apressassem o mais possível o trabalho começado. “Quando veio a tarde”, diz um dos jovens, “como o sol, que desaparecia dourava os vidros de seu quarto, o velho de sua cama ditava com voz fraca o fim do evangelho.”

- Só falta um capítulo, mestre, disse o escrivão, com voz ansiosa; mas está ficando muito penoso para vós este ditado.

- Não, disse Bède, é fácil! Toma a tua pena e escreve depressa. Apesar das lágrimas que o cegavam, o moço continuava a escrever.

- E agora, pai, disse ele, depois de algum tempo, só falta uma frase.

Bède continuava a ditar.

- Acabou, mestre! Exclamou o rapaz levantando a cabeça, enquanto escrevia a última palavra.

- Oh! Acabou, repetiu o moribundo. Pois então ajuda-me a chegar perto desta janela onde muitas vezes orei.

Quando já estava na janela:

- Agora, disse ele, Glória seja ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo!


E com estas palavras, sua bela alma entrou na eternidade.

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