domingo, 8 de abril de 2012

JESUS CRISTO RESSUSCITADO: GARANTIA DA NOSSA RESSURREIÇÃO


Mensagem pregada pelo Rev. João d'Eça no domingo de páscoa, 08 de abril de 2012.

Isaias 53: 3-12

Introdução:
Uma das grandes vantagens de ter o Antigo Testamento e o Novo Testamento em uma Bíblia é que eles dão apoio um ao outro. Juntos, eles fortalecem a nossa fé porque ambos são a palavra de Deus.
Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento, falam de Cristo e da sua missão de salvar os pecadores pelo seu sacrifício na cruz.
Jesus abraça e apoia todo o Antigo Testamento como Escritura verdadeira e confiável ​​(como em Mateus 5:17 , quando disse: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas: não vim revogar, mas cumprir."). 
Esta manhã eu pensei que seria bom aprofundar a nossa compreensão e fortalecer a nossa fé, se fixarmos nosso olhar sobre a ressurreição de Jesus como foi descrita pelo profeta Isaías 700 anos antes de acontecer.
Aqui, em Isaías 53, vamos ver o conteúdo e a confirmação da ressurreição de Cristo. O conteúdo fala do significado e a confirmação porque foi previsto 700 anos antes de acontecer.

A Visão muçulmana.
Os muçulmanos não acreditam que Jesus morreu na cruz e ressuscitou pelos pecadores. Dizem que ele foi substituído na hora da morte. Ele escapou da morte e mais tarde foi levado para o céu. Veja o que diz o alcorão (Ler).
Portanto, os muçulmanos em geral acreditam que a mensagem central do Novo Testamento e do cristianismo bíblico se baseia em um erro: Cristo não morreu, e Cristo não ressuscitou. Portanto, o centro do cristianismo é falso.

O Alcorão é falso, e sua mensagem é mentirosa. A razão para usar o texto de Isaías 53 esta manhã, é provar que essa alegação do islamismo é falsa. Este capítulo não foi escrito por cristãos após a vinda de Cristo, tentando distorcer ou não compreender o que realmente aconteceu na sua morte na Páscoa.

Este capítulo foi escrito por um profeta judeu 700 anos antes de Cristo vir. E o que viu no futuro não era um Messias que escapa da morte e ressurreição, mas um Messias que morre - e morre de forma explícita no lugar dos pecadores - e depois sobe novamente para interceder por seu povo redimido, perdoado e justificado para sempre.

O Servo do Senhor veio com a missão de morrer
A morte de Cristo é explícitada nos versos 8, 9 e 12. 
Primeiro, no versículo 8 diz que a morte de Cristo, de fato aconteceu: (Ler).
Ferido pela transgressão do meu povo? "Ele foi cortado da terra dos viventes." Ele foi morto. Foi executado, e não foi acidental.
O versículo 9 deixa a morte clara, referindo-se a seu sepultamento: (Ler). Embora não tivesse cometido nenhuma violência, e não houve engano na sua boca. Ele morreu e foi sepultado. Isto é um fato.
O versículo 12 (Ler).

Dez Declarações da Bíblia, do por que Deus planejou que Cristo morresse:
Vou deixar que as Escrituras falem. Antes ouçam o que diz o versículo 10: (Ler).
Esta morte não foi um acidente histórico. Foi o propósito e o plano de Deus. 
Aqui estão as dez declarações da Bíblia, do porque Deus planejou que Jesus morresse:

1. (v, 4): "Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades."
2. (v, 4): "... E as nossas dores levou sobre si."
3. (v, 5): "Mas ele foi trespassado por causa das nossas transgressões."
4. (v, 5): "Ele foi moido por nossas iniqüidades".
5. (v, 5): "O castigo que nos traz a paz estava sobre ele."
6. (v, 5): "E por Sua pisaduras fomos sarados."
7. (v, 6): "O Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós."
8. (v, 8): "[Foi] ferido pela transgressão do meu povo"
9. (v, 11): "As iniquidades deles, levará sobre si."
10. (v, 12): "Ele levou sobre si o pecado de muitos".

Se você está aqui esta manhã e já se perguntou algum dia:
·        Qual é a essência do cristianismo? 
·        O que está no coração e centro de tudo? 

A resposta é dada no versículo 6. 
·        Todos os seres humanos se desviaram. 
·        Todos procuraram trilhar o seu próprio caminho. Isso é chamado de pecado. Afastar-se de Deus e adorando a si próprio, tirando o foco da adoração à Deus e tomando o lugar dele, adorando e servindo a si próprio.

Mas Deus em seu amor não nos deixou nesta condição de culpados e condenados. Ele planejou desde a eternidade enviar o seu Servo Sofredor, não para ser para nós um modelo e um exemplo de vida, mas para levar os nossos pecados como um substituto para nós. "O Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós." 
Este é o coração do cristianismo. Jesus Cristo veio ao mundo para cumprir essa profecia. Ele veio para morrer. Ele veio para morrer em nosso lugar. Ele veio para morrer pelos nossos pecados. Esta é a nossa única esperança. E o Novo Testamento é o testemunho de como isso aconteceu e como isso afeta nossas vidas agora e nos séculos vindouros. 

Jesus Cristo garante pela sua ressurreição a nossa vitória sobre a morte.

700 anos antes de acontecer, o profeta Isaias falou pelo menos em três vezes dizendo que o sacrifício que Jesus fizera garantiu a ressurreição de todos os crentes.
Primeiro, o versículo 10b: "Ele daria a sua alma como oferta pela pecado." Disso resulta três coisas:
(1) Ele verá a sua posteridade,
(2) Ele prolongará os seus dias,
(3) E o vontade do Senhor prosperará na sua mão.

Segundo, o versículo 11. Novamente vemos triunfo sobre a morte. Novamente três coisas resultam de sua morte pelos pecadores:
1) Ele vê o fruto de sua morte e fica satisfeito. Ele não está morto. Ele está vivo e satisfeito. Seu trabalho está completo, e ele está feliz. Ele está vivo e satisfeito. 
2) Ele justifica muitos - todos aqueles que nele confiam. Se você confiar nele, você será declarado justo e reto diante de Deus.  Um Cristo morto não justifica. Um Cristo vivo justifica. 
3) Ele levará as iniquidades sobre si. A sua morte foi completamente suficiente para pagar todos os seus pecados.

Terceiro, o versículo 12. (Ler).
 Em outras palavras, depois da sua morte e ressurreição, ele vive e divide os despojos com os fortes - como se sua morte fosse um grande triunfo de guerra.

CONCLUSÃO:
A morte de Jesus Cristo garantiu-nos o perdão dos pecados, a sua ressurreição garante-nos a eternidade. INFELIZ é aquele que não tem essa esperança.
Você pode pertencer ao grupo das pessoas grandes e fortes, mesmo que se sinta absolutamente indigno. 
Ele morreu em nosso lugar. E todos os que confiam nele como Salvador e Senhor serão perdoados e justificados e viverão para sempre com ele.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

O CONHECIMENTO DE DEUS E A OBEDIÊNCIA À SUA VONTADE

Todos os crentes labutam na perspectiva de conhecer a vontade de Deus. Esse assunto é tão importante que fez parte da vida de nosso Mestre Jesus Cristo: “porque eu faço sempre o que lhe agrada.” (João 8:29). Mesmo diante da terrível cruz, Jesus declarou em oração: "... não se faça a minha vontade e sim, a tua." (Lucas 22:42). Isso é tão natural que o Senhor Jesus ensinou os seus discípulos a orar: "... faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu." (Mateus 6:10).
Mesmo assim, o fato é que não é fácil discernir a vontade de Deus. Os obstáculos que se apresentam à nossa frente, fazem-nos entender que devemos deixar Deus dirigir o nosso caminho, esperar que ele resolva as coisas que esperamos sejam resolvidas. Porém a situação é bem outra e isso não funciona assim. Compreender a vontade de Deus exige um entendimento que não é uma tarefa fácil, pois a Escritura declara: "... os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor" (Is. 55:8).
A principal das razões porque é difícil conhecer a vontade de Deus, é o tempo que demora a atingirmos o conhecimento devido. Como é um processo a familiarização com o caráter e propósito de Deus, fazendo com que os seus desejos sejam os nossos, a nossa percepção de Deus só será ampliada à medida que continuamos a estudar a sua revelação na Sagrada Escritura e encontrarmos novas aplicações para nós à medida que amadurecemos na graça e no conhecimento em conformidade com Sua vontade.
Mero conhecimento de Deus, no entanto, não é suficiente, pois "... a sabedoria é justificada pelas suas obras" (Mateus 11:19). O propósito último do conhecimento e entendimento é nos levar a obediência. Paulo escrevendo à igreja de Colossos diz que  a finalidade de conhecer a Deus é fazer sua vontade, "... para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Desus." (Colossenses 1:10).
A obediência é muitas vezes caracterizada na escritura como algo que frutifica, como uma árvore cujos galhos pesam ​​com frutas, mas cumprem o propósito de sua existência. (Veja Provérbios 11:30, Mateus 7:16 e Colossenses 1:10 ) Jesus, é retrado no evangelho de João como "a videira verdadeira", e Deus é retratado como o agricultor... ele corta os ramos que não dão frutos ... e os que produzem ele cuida bem para que produzam ainda muito mais. (João 15:1,2 ). Em Gálatas 5:22, há uma lista de frutos de bençãos que são produzidos à partir da obediência: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio."
Outro exemplo de produção de bençãos de obediência ocorre quando os pecadores são convertidos em fiéis testemunhas de Cristo (Mateus 9:37, Romanos 1:13 e Gálatas 6:9). Jesus especificamente declarou: "Se você me ama, você vai obedecer o meu mandamento." E então, promete "Se vocês obedecerem aos meus mandamentos, permanecereis no meu amor..." (João 14:15 15:10). Por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor, nós recebemos a graça e o ministério para "... para a obediência por fé, entre todos os gentios." (Romanos 1:5).

ANOTAÇÕES NOS SALMOS - A QUESTÃO DOS POBRES - SALMO 41: 1-13

Sou anti-esquerdista e não acredito no socialismo. Entendo que tudo o que os marxistas-socialistas dizem é mentira deslavada e tem como objetivo o engano e a dominação sobre a sociedade, usando pra isso o poder de convencimento dos pobres. Não sou socialista-marxista porque esse sistema nivela todo mundo por baixo, para eles, o Estado e o Partido é quem deve estar no controle e todo o povo (exceto os dirigentes do partido, claro!!), por cima da "carne seca". Os pobres no socialismo são os mais explorados entre todos.

Não é fácil ajudar os pobres, eles naturalmente não se sentem bem recebendo auxílios ou presenciando interferências indevidas nos seus negócios.

Sem dúvida é fácil contribuir para instituições e assim evitar o aborrecimento das relações pessoais, pondo a responsabilidade sobre os outros. O verdadeiro amigo dos pobres, não é aquele que lhes dá alguma coisa (bolsa família, por exemplo), mas em mudar a sua sorte, ajudando-os a levar as suas cargas e contribuindo efetivamente para tornar a sua vida mais fácil. 

Os apóstolos exortaram o apóstolo Paulo e se lembrar dos pobres, e ele acrescenta "o que também me esforcei por fazer" (Gal. 2: 10). Nos versículos de 1-3 do Salmo nos apresenta uma benção sétupla que recai sobre a vida dos que consideram os pobres.

Jó conheceu bem de perto essa realidade e nos dias de sua angústia ele recebeu conforto: "Porque eu livrava os pobres que clamavam e também o órfão que não tinha quem o socorresse. A benção do que estava a perecer vinha sobre mim, e eu fazia rejubilar-se o coração da viúva" (Jó 29: 12, 13). Vai e faz você também o mesmo, irmão!!

ANOTAÇÕES NOS SALMOS - O MESSIAS FALA - SALMO 40: 1-17

Este Salmo é citado em Hebreus 10: 5-10, em relação ao Senhor Jesus Cristo, portanto é um Salmo Messiânico. Aqui nos diz como foi que o Senhor Jesus veio a este mundo para fazer a vontade de Deus-Pai, apagar para sempre a mancha do pecado na vida do pecador redimido, através do seu sacrifício.

Pela vontade de Deus-Pai nós temos sido santificados e aperfeiçoados para sempre com relação a nossa aproximação de um Deus santo e nossa permanência diante dele.

Entretanto, nos salmos messiânicos a experiência do escritor muitas vezes se manifesta. É bem provável que nos quatro primeiros versículos, Davi está nos contando como foi livre da terrível cova do pecado em que caiu por sua própria culpa, e foi colocado firme sobre a rocha, tendo aprendido um novo cântico.

Novamente, do versículo 11 até o fim, ele dá o seu testemunho, sendo levado pelo Espírito até aos domínios da profecia. depois tendo falado do Messias, volta a pedir por suas próprias necessidades.

Esses vislumbres do Messias nos encantam nos Salmos. Temos o Filho a falar ao Pai na Eternidade (v, 6-10), tendo em vita a sua vinda a terra em nosso favor, porque éramos tão pobres e necessitados.

sábado, 31 de março de 2012

ANOTAÇÕES NOS SALMOS - A VAIDADE DA VIDA - SALMO 39

Quando refletimos sobre a vida humana, geralmente encaramos o resultado de nossas reflexões com muito pessimismo. Os planos que fazemos quando jovens, as promessas encantadoras de sucesso esvai com o passar do tempo e a aproximação da velhice e a maioria das pessoas vendo aproximar-se o túmulo, exclamam como Jó e como Voltaire: "Quisera nunca ter nascido".

Aqui nesta Salmo, Davi sumariza nesta sentença que segue; "...Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja é pura vaidade." (v, 5).

A luta diária do homem é para adquirir riquezas, depois ele deixa tudo aqui e não sabe pra quem deixa. Nunca se viu um cortejo fúnebre indo em direção ao cemitério e atrás do carro funerário um carro-forte levando tudo o que o defunto amealhou em vida para ser enterrado com ele.

É então que toda que a sua formosura se consome, como pela traça (v, 11). É muito importante, porém triste, aprender "que somos frágeis demais" e quanto são curtos os nossos dias aqui na terra.

Porém, essa realidade inquestionável não é verdadeira para o crente fiel. O cristão pode dizer: "Tu és a minha esperança" (v, 7). Deus nos deu a Vida Eterna por meio de seu Filho Jesus Cristo. Esse é o nosso maior presente. 

Essa esperança o mundo não tem.

terça-feira, 20 de março de 2012

VALE A PENA VOTAR E ESCOLHER PESSOAS HONESTAS?


Para muitas pessoas a resposta para a pergunta que encima esse artigo é um sonoro NÃO!!!! Essa atitude não tem nenhum valor.

A alegação de muita gente que se beneficia em tempos de eleição, como a que ocorrerá esse ano no Brasil, para eleição de prefeitos e vereadores, é que não vale a pena escolher pessoas honestas, porque o problema está na estrutura e não nas pessoas, senão vejamos: Num país onde o poder Legislativo é quem estabelece o salário do poder Judiciário e do poder Executivo, além de estabelecer o seu próprio salário, como pode ser levado à sério? Num país onde o Executivo nomeia desembargadores e juízes que poderão julgar as ações desse executivo, como pode ser considerado um país sério?

 As pessoas entendem que precisam receber do político aquilo que precisam, antes da eleição, pois se deixarem pra depois, já era. Os políticos sabem que se quiserem ser eleitos tem de dar algo em troca para o eleitor antes da eleição, pois se prometerem fazer alguma realização depois corre o risco de ficar sem votos. O povo que resolve confiar na palavra do político e nas suas promessas de campanha e este quando assume o poder não cumpre com as suas promessas, fica assim mesmo, o povo não tem um dispositivo a seu favor que obrigue o político a cumprir com as promessas e este fica no poder, na grande maioria das vezes, desviando os recursos públicos em seu favor e de seus familiares até a próxima eleição, onde o povo através do voto, poderá ou não elevá-lo novamente ao poder.

De que adianta isso? Se não há um dispositivo que impeça o político de continuar no poder por não estar fazendo o que prometeu? O que ocorre é que ele para se re-eleger, irá os recursos desviados para comprar o voto do povo, e o povo carente e querendo aproveitar em benefício próprio, pelo menos uma pequena parte desses recursos, ele vende o seu voto para o corrupto, ou seja, a situação é a seguinte: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.” É como uma parte do corpo humano que tem câncer, se tentar-se colocar uma parte boa para tentar curar a parte que está apodrecida, o que ocorre? A parte apodrecida apodrecerá a parte boa e de nada adiantará. O certo a fazer, é extirpar a parte podre e substituir por uma parte saudável para que a parte saudável se desenvolva normalmente.

Como fazer pra mudar o sistema canceroso do Brasil? Só tem uma solução, extirpando a estrutura cancerosa e substituindo-a por uma estrutura saudável, se não for assim, essa estrutura que ai está, cancerosa, sempre irá contaminar qualquer tentativa de corrigir o defeito, colocando-se um elemento saudável.


Como acreditar em uma saúde que está na UTI e os recursos para desenvolvê-la estão nos bolsos dos donos de hospitais particulares, de políticos (a grande maioria bandidos), transformados em fazendas, cursos no exterior e faculdades caras para os filhos. Como acreditar numa educação viciada, onde pilantras PTistas dominam a formação do pensamento de jovens universitários, que reproduzirão as alienações aprendidas nas salas de aulas das nossas "pobres universidades" públicas?


Como acreditar numa segurança onde os pobres policiais arriscam as suas vidas todos os dias no combate aos bandidos para ganhar um salário de miséria, enquanto que um bando de bandidos estão soltos nas Câmaras de Vereadores, Assembléias Legislativas e Congresso Nacional, ganhando dinheiro aos tubos, para mentir, roubar e manter o povo sofrido na miséria? 

Assim vai caminhando o Brasil, um país sem seriedade, sem vergonha na cara e que precisa ser re-inventado.

quinta-feira, 15 de março de 2012

QUEM ERAM OS IRMÃOS DE JESUS? (Mateus 13: 53-58)

Apesar das tertúlias ecumênicas com que a Igreja Romana tem conseguido enganar alguns incautos, continua essa igreja com todos os seus desvios doutrinários, insistindo, por exemplo em que Jesus não teve irmãos. A igreja chega a forçar o texto bíblico na tentativa de defender o absurdo.

Por que a igreja do Papa tenta sustentar essa posição?

A razão é que Maria foi elevada pelos romanistas a uma posição que ela se fosse viva, com absoluta certeza, não teria aceitado, de co-redentora e a de quarta pessoa da Trindade. Esse é um absurdo lógico, teológico e bíblico.

O contexto de Mateus 13: 53-58, nos mostra que Jesus estava numa espécie de excursão missionária (Mt. 11.1), tendo pregado em várias cidades. Em Cafarnaum, cidade em que ele costumava ficar (Mt. 13.1), Ele proferiu as sete palavras relacionadas com o Reino de Deus. Depois foi para Nazaré, cidade onde cresceu e onde permaneceu, até iniciar seu ministério.

Chegando a Nazaré, Jesus, que já vinha pregando em várias cidades das redondezas, resolveu ir até a Sinagoga para expor os seus ensinos. Era grande o número de seus ouvintes ali e sua mensagem causou grande impacto aos seus ouvintes. Apesar disso, a atitude dos nazarenos foi de desdém, é que eles não aceitavam o fato de que pessoa tão simples pudesse demonstrar tamanha sabedoria e poder. Isso fez Jesus lembrar do provérbio: “Não há profeta sem honra, senão na sua terra e na sua casa” (v, 57), e resolveu então não realizar nenhum milagre naquela cidade, por causa da incredulidade deles. A fé deve vir antes dos milagres.

QUEM ERAM OS IRMÃOS DE JESUS?

As referências bíblicas aos irmãos de Jesus são:

- Mateus 12: 46-47 – “Falava ainda Jesus ao povo, e eis que sua mãe e seus irmãos estavam do lado de fora procurando falar-lhe. E alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem falar-te.”

- Mateus 13: 53-56 – “Tendo Jesus proferido estas parábolas, retirou-se dali. E, chegando à sua terra, ensinava-os na sinagoga, de tal sorte que se maravilhavam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes poderes miraculosos? Não é este o filho do carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas? Não vivem entre nós todas as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isto?”

- Marcos 3: 31-32 – “Nisto, chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. Muita gente estava assentada ao redor dele e lhe disseram: Olha, tua mãe, teus irmãos e irmãs estão lá fora à tua procura.”

- Marcos 6: 2,3 – “Chegando o sábado, passou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se maravilhavam, dizendo: Donde vêm a este estas coisas? Que sabedoria é esta que lhe foi dada? E como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão? E não vivem aqui entre nós suas irmãs? E escandalizavam-se nele.

- Lucas 8: 19-20 – “Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se por causa da concorrência de povo. E lhe comunicaram: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te.”

- I Cor. 9:5 – “E também o de fazer-nos acompanhar de uma mulher irmã, como fazem os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?”

- Gálatas 1: 18-19 – “Decorridos três anos, então, subi a Jerusalém para avistar-me com Cefas e permaneci com ele quinze dias; e não vi outro dos apóstolos, senão Tiago, o irmão do Senhor.”

- João 2: 12 – “Depois disto, desceu ele para Cafarnaum, com sua mãe, seus irmãos e seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias.”

- João 7: 3-5 – “Dirigiram-se, pois, a ele os seus irmãos e lhe disseram: Deixa este lugar e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes. Porque ninguém há que procure ser conhecido em público e, contudo, realize os seus feitos em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo. Pois nem mesmo os seus irmãos criam nele.”

- Atos 1: 14 – “Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.”

A base da mariolatria (Adoração a Maria), é a suposta virgindade perpétua de Maria. A posição de Maria na teologia católica romana é de superioridade ao próprio Jesus. Ela é chamada de “mãe de Deus” e, é a pessoa mais cultuada e adorada na igreja de Roma, por esta razão, seria muito importante para os romanistas que ela mantenha-se pura, incontaminada, sem manter relações sexuais com um homem, mesmo que ele tenha sido o seu marido. O ensino romanista diz que Maria manteve-se virgem mesmo depois do nascimento de Jesus e até a sua morte.

Quando expomos diante dos teólogos romanistas os textos acima, eles dão as mais esdrúxulas explicações, dentre elas, ressalto:

1.   Os irmãos de Jesus seriam filhos de José de um casamento anterior, e Maria seria a sua segunda esposa. Eles, os supostos filhos de José, seriam irmãos de Jesus somente por parte de pai;
2.   Os filhos de José seriam fruto de um casamento por LEVIRATO (em que o irmão mais velho teria de se casar com a cunhada viúva de seu irmão). Nesse caso ele teria casado com a esposa de seu irmão Clopas.
3.   Eles seriam sobrinhos de José, filhos de Clopas, os quais depois da morte do pai, teriam sido acolhidos na casa do tio e eram considerados seus filhos.
4.  A desculpa mais usada, e a mais fácil de ser refutada, é a de que a palavra “irmãos” tem o sentido de “parente”. Eram irmãos pelos laços de parentesco. Seriam primos. Nesse caso, os irmãos seriam parentes de Jesus, filhos de uma das irmãs de Maria, e não teriam nenhuma relação de sangue com José, e,
5.   Maria teria ficado viúva, pois nada mais se fala de José quando Jesus aparece já com 12 anos no templo. Nesse caso Maria teria sido amparada com Jesus, na casa de uma irmã, tornando-se os laços entre as duas famílias tão íntimos, que Jesus teria sido considerado irmãos dos primos com os quais ele convivia.

REFUTAÇÕES:

1.  Não existe nenhuma base bíblica que comprove que os irmãos de Jesus fossem fruto de um casamento anterior de José. Esse argumento é pura imaginação, sem nenhum argumento de base bíblica;
2.    O argumento de que eram primos não se sustenta, pois no aramaico (língua falada na época), como no grego, a palavra “primo” nunca foi usada com o sentido de irmão e vice-versa;
3.    Não existe nenhuma menção na Bíblia de qualquer casamento de José anterior a Maria, ou mesmo depois por força de Lei de LEVIRATO. Se um fato dessa monta tivesse acontecido, Lucas, o mais criterioso dos evangelistas (Lc. 1:3), não teria omitido o fato;
4.   Não procede também a argumentação de que eram sobrinhos de José, acolhidos depois da morte de um seu irmão. Não existe a mais leve menção na Bíblia de que isso tenha ocorrido;
5.   Embora no Antigo Testamento (Hebraico) o termo “irmão” tenha sido usado para designar “parentes”, isso não ocorre nenhuma vez sequer no Novo Testamento (Grego);
6.  Não existe nenhuma referência bíblica de que Maria tenha ficado viúva. Mas mesmo que isso tenha acontecido, não existe nenhuma referência que nos leve a supor que ela tenha ido morar com uma suposta irmã e que os supostos filhos dessa suposta irmã, tenham ficado tão íntimos de Jesus a ponto de serem considerados seus “irmãos”.

CONCLUSÂO:

            É certo de que Maria teve outros filhos depois do nascimento de Jesus, a Escritura Sagrada é farta na citação dessas informações e pelos vários autores que inclusive mencionam os seus nomes, mas também pelos motivos a seguir:

1.   Em Lucas 2: 7, Jesus é citado como o primogênito (vem de primeiro) de Maria. Ora, o escritor do evangelho não iria fazer essa referência se não houvesse Maria dado a luz a outros filhos. E mais, quem escreve é o criterioso Lucas, que como ele mesmo diz, examinou criteriosamente os fatos antes de escrever;
2.  Em Mateus 1: 25, o texto faz pressupor que Maria teve uma vida natural de esposa, tendo relações sexuais com seu marido José;
3.  Não existe nenhuma indignidade em ter Maria perdido a virgindade depois do nascimento de Jesus, para ter outros filhos, como qualquer pessoa normal, com seu próprio marido;
4.  O casamento e as relações sexuais dele decorrentes são considerados coisas dignas e elevadas, quando normais e regulares – I Tm. 4. 3,4 e Hebreus 13. 4;
5.   O nascimento de Jesus foi uma obra especial do Espírito Santo, no seio de Maria, sem a participação de José, o que tornou imaculada a concepção de Jesus – Mt. 1:20; Lc. 1: 34, 35.
6.   Quando se cumpriu o que foi profetizado acerca de Jesus, qual seria o mal se Maria fosse mãe de outros filhos legítimos?

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