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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

OS PRIMEIROS CRISTÃOS ERAM COMUNISTAS?


(Atos 2.43-47)

 
Introdução:

         Um fenômeno que tem invadido as igrejas nos últimos trinta anos, é a categoria de crentes progressistas ou crentes adeptos do sistema político conhecido como socialismo-comunismo, uma aberração. Na tentativa de transformar o nosso país em uma sociedade comunista, os partidos de esquerda se implantaram no país depois do período denominado redemocratização, à partir de 1985 e com um discurso pseudo-democrático, criticaram o período do regime militar que o nosso país viveu, satanizaram os militares e tentaram de toda forma implantar o comunismo no Brasil.


         Respondendo a pergunta que intitula essa lição, dizemos que em Jerusalém, nos primeiros séculos do cristianismo, não havia comunismo na acepção da doutrina político-sociológica atual. Para justificar a tese que propomos, apresentaremos o antagonismo existente entre a doutrina cristã e o comunismo.

1 – O comunismo não admite Deus, ao passo que os primeiros cristãos criam, adoravam e serviam a Deus;

2 – O alvo do comunismo é materialista, ao passo que o alvos dos crentes do primeiro século era espiritual;

3 – O comunismo divide a humanidade em duas classes, capitalistas e trabalhadores (proletários). O cristianismo considera a humanidade com uma. A mensagem do cristianismo é para todos, porque todos sofrem do mesmo mal, o pecado, bem como todas as pessoas precisam do mesmo remédio para a sua situação de pecado, a salvação por meio de Jesus Cristo. A ordem a todos os crentes é: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”. Jesus diz ainda: “Vinde a mim todos os cansados e oprimidos”.  Essa é a mensagem de Jesus Cristo dirigida a toda a humanidade, ricos e pobres, oprimidos e opressores. Deus quer o bem de todas as pessoas.

4 – O comunismo confisca a propriedade privada, ao passo que os cristãos primitivos, voluntariamente usaram as suas propriedades e bens, sem nenhum cunho político ou ideológico, sem nenhuma pressão, para beneficiar os mais necessitados, pelo simples fato de que Cristo Jesus havia transformado a sua vida e ele aguardavam o retorno do Senhor ainda na sua geração, não fazendo sentido, portanto, acumular bens.

         No comunismo o homem é obrigado a abrir mão de sua propriedade pelo poder coercitivo do Estado, que passa a ser o único capitalista e proprietário admissível. O objetivo do comunismo é a extinção da propriedade privada.

5 – O cristianismo ensina que a salvação do homem é um fato espiritual, contrário ao que doutrina o comunismo, que considera a salvação como uma questão material e econômica.

6 – O cristianismo visa a vida espiritual do homem, enquanto que o comunismo só está preocupado com a sua vida material nesse mundo.


Como pudemos ver o comunismo é antagônico ao cristianismo nos seus princípios. Veremos na sequência o que se deu entre os primitivos cristão para que eles doassem as suas propriedades e bens entre os necessitados para que todos tivessem em comum. Na verdade não era uma prática sociológica que possamos classificar de comunismo.


I – OS MOTIVOS DA DIUSTRIBUIÇÃO DE BENS ENTRE OS PRIMITIVOS CRISTÃOS (At. 5.32).


         O que eles faziam não era comunismo. Aquele prática era uma forma transitória para suprir as necessidades dos crentes pobres da igreja de Jerusalém. Já entre os Essênios, seita judaica do tempo de Cristo, havia esse trabalho de solidariedade para com os necessitados, portanto, essa prática não se originou com Jesus Cristo ou com os seus discípulos.

         Os motivos pelos quais os primitivos cristãos praticaram a “comunidade de bens” foram as condições econômicas de muitos membros necessitados na igreja de Jerusalém, que levou os mais abastados a socorrerem-se mutuamente. Esta nova ordem social era o resultado da ação do cristianismo nos corações dos homens. “Não havia necessitados” porque todos tinha se reunido para minorar as necessidades dos outros.

         O amor fraternal em Cristo Jesus era outro motivo da “comunidade de bens”. “O coração e a alma eram um só”. O amor fraternal com base em Jesus Cristo era evidentemente praticado. “Eles tinham tudo em comum”.

         A outra condição que ocasionava essa vida entre os primitivos cristãos era a interpretação sobre o retorno iminente de Jesus Cristo. Os primeiros crentes entendiam que o retorno de Jesus seria breve e que ele viria para implantar o seu reino na terra e eles esperavam esse retorno ainda na sua geração.

         Somente o amor fraternal, e principalmente este, levavam os primitivos cristãos a desfazer-se dos seus bens usando para benefício comum. Não havia necessitados porque cada um era socorrido de acordo com a sua necessidade. O espírito de equidade regulava as relações dos primeiros crentes, mesmo em se tratando de interesses materiais.


II – A DISTRIBUIÇÃO DE BENS ENTRE OS PREIROS CRISTÃOS ERA ESPONTÂNEA E VOLUNTÁRIA (At.4.34-37).

         Vender as suas propriedades e bens e depositar aos pés dos apóstolos, isto é, à disposição da liderança espiritual da igreja, era fruto espontâneo e voluntário do amor. Não havia uma lei estabelecida nem pela igreja, nem pelos próprios apóstolos. Também não havia coação ou imposição a que todos fizessem os seus bens comuns (v, 34,35).

         Nada disso podemos comparar com a doutrina comunista. Era uma expressão voluntária de abnegação e filantropia. A doutrina comunista estabelece obrigatoriedade na extinção da propriedade privada. Barnabé, companheiro de viagem do apóstolo Paulo, na sua primeira viagem missionária, é apresentado como um dos que seguiram voluntariamente o exemplo de outros, depositando o preço de sua herdade mãos pés dos apóstolos.


III – AS DIFERENÇAS OBSERVADAS À PARTIR DESSA PRÁTICA (At. 5.1-10; 6.1-4).

         A pratica da comunidade de bens entre os primeiros cristãos de Jerusalém não deu bons resultados, levantando-se logo alguns problemas. Enquanto alguns vendiam e davam o preço voluntariamente, para agradar ao Senhor e servir aos seus irmãos na fé, apareceu um casal, que se tornou o tipo da ostentação hipócrita de uma piedade que não possuía. O pecado deste casal, Ananias e Safira, estava em mentir ao Espírito Santo, pois que era livre para dar o que quisesse, mas sem mentir.

         Não ficou terminada a dificuldade no exemplo deste casou que sofreu o castigo merecido. Maiores dificuldades vieram mais tarde com as queixas e murmurações, por motivo da distribuição dos recursos da igreja (At. 6.1).

         Esta foi outra dificuldade por causa da prática da comunidade de bens. Depois disto não se ouve falar mais desta prática em mais nenhuma igreja apostólica. Foi, como já nos referimos, uma coisa eventual, passageira, local e não tomou forma de doutrina ou prática social entre os cristãos primitivos.

Aplicação:

         Ser crente e socialista/comunista é uma aberração, não se enquadra em nenhuma possibilidade. Ambas as ideias se excluem.

         O socialismo/comunismo nivela todas as pessoas por baixo, não há liberdade de desenvolvimento, não há propriedade privada, tudo passa a ser propriedade do governo central que torna-se controlador das vidas e assistencialista. Ninguém tem nenhuma possibilidade de ascender socialmente.

         O socialismo/comunista é gerador de pobreza, de miséria. Enquanto todos os demais ficam pobres e necessitados, os dirigentes do partido ficam bilionários e engordando as suas contas bancárias.

O Estado torna-se capitalista, enquanto que a população vira um monte de máquinas para fazer funcionar a engrenagem.

Em que pese o capitalismo não ser um sistema perfeito, mas dá a chance das pessoas ascenderem socialmente, há liberdade de criação, de trabalho e de desenvolvimento. Há verdadeira democracia no capitalismo.

sábado, 13 de setembro de 2014

SOU CRISTÃO E COMUNISTA ??? - PARTE II

O Manifesto Comunista foi escrito por Karl Marx, nascido de pais judeus e educado nas Escrituras Hebraicas. Os pais de Marx adotaram o cristianismo quando ele era uma criança de seis anos, aumentando assim a herança do Antigo e Novo Testamentos sobre a sua vida. 
            Apesar de seu ateísmo e mais tarde do seu anti-eclesiasticismo, Marx aprendeu que Jesus se preocupava com os menos favorecidos da sociedade. Em seus escritos ele enfatiza que o comunismo enfatiza uma sociedade sem classes, porém é fácil constatar que o comunismo criou novas classes e um novo léxico de injustiças.
            Não devemos negar que o Evangelho está cheio de expressões de preocupação pelo bem-estar dos mais pobres. Quando lemos no “Magnificat”:

Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Amaprou Israel, seu servo, afim de lembrar-se da sua misericórdia…. (Lucas 1.52-54).

            Em um outro texto Jesus referindo-se ao profeta Isaias diz:

O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; A apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; A ordenar acerca dos tristes de Sião que se lhes dê glória em vez de cinza, óleo de gozo em vez de tristeza, vestes de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantações do Senhor, para que ele seja glorificado. (Isaias 61.1-3).


            Os cristãos reconhecem o ideal de uma unidade do mundo em que todas as barreiras etnicas são abolidas. O cristianismo repudia o racismo. O preconceito racial é uma negação flagrante da unidade que temos em Cristo, pois em Cristo não há “judeu nem gentio, nem escravo nem livre, [nem branco e nem preto], nem homem e nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3).

            A igreja é desafiada a tornar o evangelho de Jesus Cristo relevante dentro da situação social. O Evangelho é uma via de mão dupla. De um lado, procura-se mudar a alma humana, e, assim, uni-las a Deus; por outro, procuramos mudar as condições sociais dos homens de modo que o homem possa viver bem nessa presente economia. Esse era o pensamento dos reformadores do século XVI.

            Precisamos ser honestos e concluir que a igreja de um modo geral, excetuando-se algumas igrejas e denominações, não tem sido fiel à sua missão social sobre a questão da justiça. Esta falha é devido, não só ao fato de que a igreja tem silenciado e se tornado indiferente na esfera política, principalmente por causa da cultura da corrupção enraizada na sociedadede, e que atingiu a igreja, onde muitos líderes corruptos tem manchado o bom nome da igreja por causa da corrupção que praticam.

            Diante do desafio comunista, devemos examinar honestamente as fraquezas do capitalismo tradicional. Com toda a justiça, temos de admitir que o capitalismo muitas vezes tem deixado um abismo entre a riqueza supérflua e pobreza extrema, à partir de luxo para poucos e miséria para muitos. Porém ainda assim, o capitalismo é um melhor sistema que o socialismo. Através de reformas sociais, o capitalismo ocidental está fazendo muito para reduzir essa tendência. Como nenhum sistema é perfeito, mesmo porque o homem não é perfeito, ainda há muito a ser realizado.

            A motivação do lucro, quando é a única base de um sistema econômico, estimula a concorrência acirrada e a ambição egoísta, que inspira os homens a estarem mais preocupados com ganhar a vida. Será que não estamos inclinados a julgar o sucesso pelos nossos salários e pelo tamanho do aro da roda dos nossos carros, e não pela qualidade do nosso serviço e dos nossos relacionamentos com o nosso próximo? 

            O capitalismo pode levar a um materialismo prático que é tão pernicioso quanto o materialismo teórico ensinado pelo comunismo. Devemos honestamente reconhecer que a verdade não pode ser encontrada nem no capitalismo tradicional, nem no marxismo. Cada um destes tem um pouco de verdade parcial. O capitalismo não conseguiu discernir a verdade no empreendimento coletivo e o marxismo falhou em ver a verdade no empreendimento individual. 

            O capitalismo do século XIX não conseguiu perceber que a vida é social, e o marxismo falhou, e ainda falha, em ver que a vida é individual e social. O Reino de Deus não é nem a tese da empresa individual nem a antítese do empreendimento coletivo, mas uma síntese que reconcilia a verdade de ambos. 

            Finalmente, como cristãos, somos desafiados a dedicar nossas vidas à causa de Cristo, mesmo quando os comunistas dedicam a vida deles ao comunismo. Nós, que não podemos aceitar o credo dos comunistas, reconhecemos que eles tem um senso de propósito e destino, e que eles trabalham com paixão e assiduamente para ganhar outros para o comunismo. Nós cristãos estamos preocupados em ganhar outros para Cristo? Muitas vezes nós não temos zelo por Cristo e nem entusiasmo pelo seu reino. 

            Para muitos cristãos, o cristianismo é uma atividade de domingo e que não tem relevância para a segunda-feira, e a igreja seria pouco mais que um clube social com uma fina camada de religiosidade. O que representa Jesus para nós? O seu senhorio é afirmado em sua vida? Será que o fogo do cristianismo está queimando nos corações de todos os cristãos com a mesma intensidade que o fogo de Carl Marx está queimando nos corações dos comunistas?

            Precisamos nos comprometer de novo à causa de Cristo. Devemos recuperar o espírito dos reformadores do séc. XVI. Precisamos olhar para o estilo de vida dos primeiros cristãos. Onde quer que os primeiros cristãos iam eles davam um testemunho triunfante de Cristo. Fosse nas ruas, nas vilas ou nas prisões, eles ousadamente proclamavam as boas novas do Evangelho. A recompense para este testemunho audacioso foi muitas vezes a agonia torturante da cova dos leões, ou a dor de torturas e chicotadas, mas eles continuaram na fé, e até a morte não era um sacrifício muito grande. 

            Quando eles entravam numa cidade, a estrutura de poder era perturbada. O Evangelho trazia o calor refrescante da nova vida para os homens cujas vidas tinham sido endurecida pelo longo inverno do tradicionalismo. Eles exortavam os homens a abandonarem os seus pecados e a se revoltar contra velhos sistemas de injustiça e as velhas estruturas de imoralidade. Quando os governantes se opunham, mesmo assim essas pessoas cheias da graça de Deus, continuaram a proclamar o evangelho.

            Onde vemos esse tipo de fervor hoje? 
            Onde vemos esse tipo de ousadia, compromisso revolucionário a Cristo hoje? 
           
            Será que não está escondido atrás das cortinas de fumaça dos altares? 
            Será que não está enterrado em um túmulo chamado politicamente correto? 

            Cristo deve ser mais uma vez entronizado em nossas vidas. Esta é a nossa melhor defesa contra o comunismo. Devemos nos envolver em um impulso positivo para a democracia, percebendo que a nossa maior defesa contra o comunismo é tomar a ação ofensiva em favor da justiça e da retidão. Devemos com ação positiva procurar remover as condições de pobreza, insegurança, injustiça e discriminação racial que são o solo fértil onde a semente do comunismo cresce e se desenvolve. O comunismo só prospera quando as portas da oportunidade estão fechadas e as aspirações humanas são abafadas. Cristianismo é acolhimento em amor e solidariedade.

            Como os primeiros cristãos, temos de avançar por um mundo hostil e armado contra o Evangelho revolucionário de Jesus Cristo. Com este poderoso Evangelho que deve desafiar corajosamente as injustiças e, assim, acelerar o dia em que:

Todo vale será exaltado, e nivelados todos os montes e outeiros; o que é tortuoso será retificado, e os lugares escabrosos aplanados. A glória do Senhor se manifestará, e toda a carne a verá, pois a boca do Senhor o disse. (Isaias 40.4,5)

            Nosso desafio e nossa oportunidade sublime é dar testemunho de Cristo para um mundo perdido e embriagado com a sua própria volúpia egoista e pecaminosa. Se aceitarmos o desafio com dedicação e valor, iremos tornar o mundo seguro para a democracia e seguro para os cristãos.


segunda-feira, 25 de agosto de 2014

SOU CRISTÃO E COMUNISTA ?????

“SOU CRISTÃO E COMUNISTA”

Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum.
(Atos 4.32)

Introdução:
        
         Na entrevista do candidato Flávio Dino ao Governo do Maranhão, pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), ele citou ao reporter Sidney Pereira o texto de Atos 4.32 que encima esse artigo, para tentar provar que a filosofia comunista é bíblica. Num lance exegético sofrível, ele tentou ligar a situação da igreja cristã nascente com os princípios filosóficos comunistas.
        
         O candidato na tentativa de iludir os mais ignorantes usa um texto bíblico fora de contexto. No contexto dos primeiros cristãos, a comunidade vivia na perspectiva do retorno iminente do nosso Senhor Jesus Cristo, e não fazia sentido ter posses, já que a volta de Cristo era esperada para aquela geração, portanto, não faz nenhum sentido tentar dizer que os cristãos viviam uma filosofia comunista no início.

         O assunto que deve ser discutido não somente em tempos de eleição, mas também, no dia-a-dia da vida, e que exige uma discussão mais aprofundada e sóbria é o comunismo.

         Dentre tantas razões porque o ministro evangélico deve se sentir obrigado a falar a seu povo sobre este tema pertinente, principalmente num momento delicado por que vive o Brasil, elencarei três razões, que são:

         1) O reconhecimento da ampla influência do comunismo, como uma onda vermelha que se espalhava pela Rússia, China, Europa Oriental, chegando até a América Latina, onde hoje, grande parte dos líderes políticos reivindicam uma nação bolivariana em toda a América do Sul. No auge da onda vermelha, o comunismo tinha quase um bilhão de pessoas que acreditavam em seus ensinamentos, onde pelo menos metade dessa multidão abraçava o comunismo como uma nova religião e a ela se entregaram completamente.

         2) Não podemos e nem devemos ignorar a força do COMUNISMO, a razão principal é que o comunismo, assim como o islamismo (eles são parentes próximos), são o único rival sério para o cristianismo. Ninguém que familiarizado com os fatos do nosso mundo contemporâneo pode negar que o comunismo é rival do cristianismo.

         3) A última das três razões, é que o COMUNISMO tem ludibriado uma imensidão de pessoas, e por causa dos governantes passados, em sua grande maioria corruptos, o povo ficou desesperançado, vítimas incautas de um discurso populista dos partidos de esquerda do Brasil.

         Mas o que fazer? Que respostas dar à comunidade crista brasileira?

         Muitas pessoas cristãs estão com um orgulho indevido, se identificando com o COMUNISMO. Tenho visto a frase “SOU CRISTÃO E COMUNISTA” espalhada pela cidade e afixada em carros de crentes e em camisas que eles vestem. Mas não é justo condenar um sistema antes de sabermos o que esse sistema ensina.

CRISTIANISMO É DIFERENTE DE COMUNISMO

          Minha premissa principal aqui é: o comunismo e o Cristianismo se excluem. O verdadeiro cristão não pode ser um verdadeiro comunista, as duas cosmovisões são antitéticas e absolutamente nada pode reconcilia-las. Por que isso é verdade?:

         1) O comunismo está baseado numa cosmovisão materialista e humanista da vida e da história. De acordo com a teoria comunista, o que há é somente matéria, não existindo portanto, mente ou espírito, eles se julgam a última palavra em termos de verdade, for a dos seus postulados, tudo é falso. Esta filosofia e suas premissas são declaradamente secularistas e ateistas. De acordo com eles, Deus é apenas um produto da imaginação, a religião é um produto do medo e da ignorância, e a igreja é uma invenção dos governantes para controlar as massas. Além disso, o comunismo, como o humanismo, prospera com a grande ilusão de que o homem, sem a ajuda de qualquer poder divino, pode salvar a si mesmo e inaugurar uma nova sociedade.
        
         2) O comunismo é ateísmo frio com vestes do materialism. O comunismo não dá nenhum espaço para Deus ou Cristo. No centro da fé cristã está a afirmação de que Deus é o supremo criador e sustentador do universo. Um ser de infinito amor e poder ilimitado, Deus é o conservador dos valores. Em oposição ao materialismo ateu do comunismo, o cristianismo postula que Deus é a realidade última, essa realidade não pode ser explicada pela matéria em movimento ou pelas forças econômicas. O Cristianismo afirma que no centro da realidade, Deus é um Pai amoroso que trabalha através da história da salvação dos seus eleitos. 

O COMUNISMO E O RELATIVISMO ÉTICO
        
         O homem não pode salvar a si mesmo, pois ele não é a medida de todas as coisas e a humanidade não é Deus. A humanidade está presa pelas correntes de seu próprio pecado e finitude, o homem precisa de um Salvador. O comunismo está baseado no relativismo ético e não aceita absolutos morais estáveis. O certo e o errado são relativos, dai a mudança de comportamentos antes tidos como imorais e ilegais do ponto de vista ético e moral, e a exigência de que se aceite essas mudanças sob pena de punição legal.
        
         O comunismo explora a filosofia de que o fins justificam os meios. Ele enuncia a teoria de uma sociedade sem classes, onde todos os indivíduos são nivelados por baixo e onde todos se submetem a um poder central que se introniza como se fora Deus. Os métodos usados para alcançar esses objetivos são a infiltração em todas as áreas da sociedade: movimentos sociais, movimentos populares, escolas, universidades, sindicatos, formação de conselhos populares, e, quando esses objetivos forem atingidos, o próximo passo será eliminar a oposição (a quem eles chamam de “contra-revolucionários” e “inimigos do povo”), através da violência, assassinato e tortura. Esses são considerados meios justificáveis ​​para atingir o fim pore les proposto.
        
         Nas palavras do ditador soviético, Lenin, está a real estrategia da teoria comunista. Diz ele: "Devemos estar prontos para empregar trapaça, fraude, violação da lei, na fonte e esconder a verdade” (grifo meu).  Milhares de inocentes na Rússia, na China, em Cuba e em outras repúblicas socialistas, já conheceram muitas noites tortuosas e dias cheios de terror, porque os seguidores do COMUNISMO levaram esta afirmação à sério. 

O CRISTIANISMO E OS ABSOLUTOS DE DEUS

         Contrastando com o relativismo ético do comunismo, o Cristianismo estabelece um sistema de valores morais absolutos e afirma que Deus colocou dentro da própria estrutura do universo certos princípios morais que são fixos e imutáveis. A lei do amor como um imperativo é a norma para todas as ações do homem. Além disso, o cristianismo se recusa a viver por uma filosofia dos fins que justificam os meios. Meios destrutivos não podem trazer fins construtivos. Meios imorais não podem trazer fins morais.

O COMUNISMO E O ESTADO SOBERANO


         O comunismo atribui valor final ao Estado. O homem é feito para o Estado e não o Estado para o homem. A teoria comunista é que o Estado é uma "realidade provisória", que irá "desaparecer" quando a sociedade sem classes emergir. Na teoria comunista, o homem não tem direitos inalienáveis. Seus únicos direitos são derivados, e conferido pelo Estado. Debaixo desse sistema não existe liberdade. Tudo fica restrito ao controle do governo, sejam a imprensa, as reuniões (clubes, igrejas, etc.), o voto, a liberdade de ouvir e de ler o que quiser, a arte, a religião, a educação, a música e a  ciência, tudo controlado pelo comitê central do partido. O homem deve ser um servo obediente ao Estado onipotente.

         Tudo isto é contrário não à doutrina cristã de Deus. O Cristianismo ensina que o homem é a coroa da criação, e que é muito importante porque ele é filho de Deus, feito à Sua imagem e semelhança. O homem é mais importante do que um animal guiado por forças econômicas; ele é um ser de espírito, coroado de glória e honra, dotado do dom da liberdade. A fraqueza final do comunismo é que ele rouba do homem essa qualidade que faz dele um homem. “O homem”, diz Paul Tillich, “é homem porque ele é livre”.

         Debaixo do comunismo a alma individual é acorrentada; seu espírito é obrigado pelas algemas da fidelidade partidária. Ele é despojado da consciência e da razão. O problema do comunismo é que ele não tem nem uma teologia nem uma Cristologia; portanto, surge com uma antropologia confusa. Confusa a respeito de Deus e sobre Deus. Também confusa sobre o homem.

         Apesar de sua conversa cativante sobre o bem-estar das massas, os métodos e a filosofia do comunismo tira do homem a sua dignidade e valor, deixando-o como pouco mais que uma peça despersonalizada na engrenagem do Estado. 

CONCLUSÃO


         Não devemos nos enganar, o CRISTIANISMO e o COMUNISMO não podem ser reconciliados. Eles representam formas diametralmente opostas de cosmovisões. Como crentes nós devemos, orar pelos comunistas, pedindo que Deus arranque essa filosofia da sua cabeça e coração, mas não podemos, como verdadeiros cristãos, tolerar a filosofia do comunismo.

domingo, 19 de setembro de 2010

FLÁVIO DINO - CANDIDATO DISSIMULADO, ENGANA QUERENDO SER VÍTIMA.

Sósia do ditador Norte-Coreano, com um discurso onde ele se põe como vítima de perseguição, ele vai ludibriando as pessoas com seu palavreado comunista.

Ligado a sindicatos esquerdistas, defensor de todos os projetos anti-Deus e anti-família como PLC 122/2006 (Lei da Mordaça Gay) e a lei do Aborto (assassinato em massa de criancinhas indefesas), fazendo parte de todas as comissões que lutam pela destruição do cristianismo e da instituição da iniquidade em nosso país (veja).

Flávio Dino figura em todas as listas de parlamentares apoiadores do "gaysismo" e do Aborto, não poderia ser diferente já que ele pertence ao partido comunista do Brasil e isso para eles fundamental, já que tentaram implantar o comunismo no Brasil na década de 60 e os militares brasileiros não deixaram e ainda baniram o PC do B e seus pares vermelhos da vida pública brasileira. Infelizmente a anistia permitiu que eles voltassem à cena, para destilar todo o seu ódio contra as instituições cristãs e familiares do Brasil.

Lembram da cena grotesca do candidato chorando, falando ao celular, depois de ter perdido a eleição para prefeito da capital, pois é! Ficou desesperado porque o seu projeto de "dominação" foi por águas abaixo, mesmo tendo ficado com o mandato de deputado (o que é um absurdo na legislação brasileira). Agora o chorão é candidato ao governo do Estado, depois da campanha ele não terá ganho absolutamente nada e ainda terá perdido o mandato de deputado defensor das leis anti-Deus e anti-família (Graças à Deus!!!!). Qual será a sua reação agora?

É esperar pra ver.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

UNIÃO DAS REPÚBLICAS SOCIALISTAS LATINO-AMERICANAS - URSLA

Quando Hitler ascendeu ao poder na Alemanha, a população estava como que narcotizada pelo ideal socialista-nacionalista dos Nazistas e não perceberam o que estava sendo perpetrado nos bastidores, ou seja, um projeto de dominação de toda Europa e a aniquilação de toda oposição ao Regime de Adolf Hitler.

Aqui no Brasil está acontecendo algo bem parecido. A maioria do povo brasileiro parece estar "dopado" pelo personalismo lulista (assim como estavam com Hitler), enganados pelos programas de distribuição de renda (bolsas) e pelo discurso populista dos petistas.

Poucos se apercebem que a verdadeira intenção do PT é transformar toda a America Latina em uma República Socialista. Vejam ao lado o logotipo do foro de São Paulo, entidade que congrega todos os comunistas do nosso continente, inclusive as FARCs, MST, Vila Campesina e outros.

Vejam que o mapa da América Latina está todo em vermelho (Cor que identifica o comunismo). Interessante que o mapa está de cabeça para baixo, talvêz na intenção de amenizar o impacto para quem vê, ou numa alusão ao que eles pretendem (o que é bem próprio do comunismo), transformar a América Latina em um mar de SANGUE.

Este é o símbolo do Comunismo. A foice-e-martelo é um símbolo usado para representar o comunismo e os partidos políticos comunistas. O desenho apresenta uma foice sobreposta a um martelo, de forma que pareçam cruzados ou entrelaçados. As duas ferramentas simbolizam, respectivamente, o proletariado industrial e o campesinato — as duas classes cuja aliança é considerada fundamental pelos marxistas-leninistas para o triunfo da revolução socialista.


É só ver os símbolos usados pelo PT, PSTU, PCB, PPS, PSB, PCO, PC do B e PSOL, para vermos qual é a intenção deles. Há no horário eleitoral um candidato que até aparece no acampamento das FARCs dialogando com um dos seus terroristas, e a justiça eleitoral não faz nada por medo das represálias do PT e do governo Lula. Nunca tivemos na história do Brasil, uma eleição com tantos comunistas fazendo propaganda oficial do regime como agora. Os partidos comunistas (todos os citados acima), na verdade fazem campanha para o comunismo, não são contra Lula e Dilma, porque estão com o mesmo objetivo, ou seja, A IMPLANTAÇÃO DO REGIME A NÍVEL CONTINENTAL.


Agora observem a capa do Projeto do III Plano Nacional de Direitos Humanos do governo Lula e que a Dilma diz que irá adotar na íntegra. Vejam que a capa tem a imagem do logotipo da entidade TERRORISTA FORO DE SÃO PAULO.

Qual o conteúdo desse projeto?
- Fechar órgãos de imprensa que se opuserem a eles;
- Dar vantagens e concessões aos que se aliarem a eles;
- Fechar as igrejas por Homofobia ou por se posicionarem contra o aborto;
- Exigir que as famílias eduquem os seus filhos segundo a proposta do III Plano, tirando a guarda dos pais que se posicionarem contra.

E tantos outras propostas. Vejam a cor das gravadas do Lula e do ministro Vanuchi. Vermelhinhas! Cor dos comunistas. Cor do terror. Não é coincidência. Eles fazem questão de vestir vermelho. Observem o Mercadante, a Dilma, o Lula, os ministros, etc.

AS PRÓXIMAS ELEIÇÕES.
As próximas eleições serão decisivas para eles. Eles pretendem formar o maior séquito de comunistas no Congresso Nacional, principalmente no Senado. Com a maioria de comunistas na Câmara e no Senado, eles poderão aprovar o III PNHD (III Plano Nacional de Direitos Humanos), que de Direitos Humanos não tem nada. Eles querem dominar tudo e legalizar isso através das eleições. Como Chaves fez na Venezuela e Evo Morales na Bolívia, onde mudou até a Constituição do País ao seu bel praze. Ele tinha a maioria no Congresso.....!

O QUE FAZER?
Não votar em nenhum comunista. Não votem!!!! Observe bem. Não votem nos nºs 13, 50, 65, 21, 16, 23, etc. Todos os candidatos que começarem com esses números, são comunistas. Não votem neles, pelo bem da América Latina.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

CURIOSODADES - capa de veja nº 01 e 02

É curioso! Em 1968, quando a revista veja foi lançada, as duas primeiras edições, nºs 01 e 02, trouxeram reportagens que bem poderiam ser as reportagens da mesma revista hoje em dia. A nº 01 falava do Comunismo, que era o flagelo da humanidade (e continua sendo!). A outra reportagem falava dos rumos da Igreja, na verdade referia-se à igreja católica romana, mas que poderia se referir as igrejas de hoje como um todo, ou seja, as duas reportagens, apesar de terem sido escritas 40 anos atrás, continuam sendo bem atuais. Veja a capa das revistas abaixo:




Capa da Veja nº 01












A capa da Veja nº 02

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

COMUNISMO X CRISTIANISMO




A família é a base da sociedade, o matrimônio é uma instituição indissolúvel. A família e o matrimônio são princípios firmados na sociologia, no código de leis dos antigos hebreus e no ensino de Jesus Cristo e seus discipulos. Do mesmo modo é o princípio do direito à propriedade, o respeito às instituições e o respeito ao poder democrático constituido, tudo isso como condição primaz de paz e prosperidade das Nações.


O autor de Hebreus diz: "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros". A família é o embrião da pátria, foi o que disse Jesus Cristo: "Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem". O casamento é um belo retrato que simboliza a união de Jesus cristo com a sua igreja: "As mulheres sejam submissas ao seu próprio marido, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da Igreja, sendo este mesmo o salvador do corpo". (Efésios 5: 22, 23).

A Bíblia Sagrada, Palavra de Deus, tem a resposta certa para cada assunto da vida Social. O apóstolo Paulo ordena também que se obedeça as autoridades, diz ele: “Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra”. Ainda em Romanos 13: 1-2, diz: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação”.

Enquanto o comunismo alega uma igualdade total entre os homens, nivelando a todos por baixo, colocando o Estado como superior a todos, a Bíblia nos diz que há desigualdade relativa entre os homens. Fala da relação entre patrões e empregados servos e livres e ricos e pobres.

Rico e pobre, para Deus é diferente do que é para nós. A Bíblia regula as relações e as obrigações entre as classes. Para Deus o rico é apenas um mordomo, administrador dos bens que possui em seu favor e em favor aos outros. A Bíblia ensina que o rico não deve reter o salário do pobre, mas diz que o pobre deve se contentar com o seu soldo.

Aos empregados e aos patrões, a Bíblia ensina: “Quanto a vós outros, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne com temor e tremor, na sinceridade do vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus; servindo de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens, certos de que cada um, se fizer alguma cousa boa, receberá isso outra vez do Senhor, quer seja servo, quer livre. E vós, senhores, de igual modo procedei para com eles, deixando as ameaças, sabendo que o Senhor, tanto deles como vosso, está nos céus e que para com ele não há acepção de pessoas”.

Jesus Cristo reconheceu a desigualdade de ordem econômica entre as pessoas. Jesus Cristo disse que aos pobres se anuncia o Evangelho (Lucas 7:22). “Os pobres tendes sempre convosco” (João 12: 8).

Os políticos “comunistas” dizem que Jesus Cristo era um “comunista” e que os seus discípulos também eram. Lêdo engano. A comunhão de bens entre os discípulos, conforme diz Atos 4:32 – 5:10, foi uma medida transitória, era uma medida emergencial nos dias em que a igreja estava perseguida pelo Império Romano. Logo desapareceu. Não era obrigatório e nem mandamento. Barnabé entregou voluntariamente. O apóstolo Pedro reconheceu o direito de Ananias e Safira de ficarem com o dinheiro da venda do campo deles. O pecado de Ananias foi mentir sobre o valor da venda do terreno.

Quando o diaconato foi instituído, tinha como objetivo primordial, o auxílio às viúvas pobres (Atos 6: 1-7). O apóstolo Paulo organizou entre as Igrejas uma coleta que tinha como objetivo auxílio aos pobres (I Cor. 16: 1-4).

O cristianismo é benevolente. A despeito de muitos pilantras que usam a religião e o nome de Deus para se locupletarem, o cristianismo auxilia e recupera a vida das pessoas e da sociedade. O cristianismo é a religião do amor, que inclusive é uma das três virtudes do cristianismo. O amor que o cristianismo propaga, não trata apenas de beneficiar aqueles que tem fome ou os que estão desnudos. Tem a sua finalidade espiritual (a mais importante para o homem), ao lado das questões materiais. É portanto do espírito do cristianismo que haja desigualdade de condições e de recursos entre os homens, para que se pratique a Lei sublime do amor.

O “comunismo” como sistema político e ideológico contrapõem-se à pratica evangélica do amor. A lei da Nova Aliança forma um conjunto harmonioso com a legislação de Moisés sobre o proletariado. Os Mandamentos de Deus dados no Sinai, pressupõem a desigualdade econômica entre os homens, quando ordena: “Não furtarás”...”Não cobiçarás cousa alguma do teu próximo”. (ex. 20: 15, 17).

A ordem de Deus é que os ricos fizessem provisão para os pobres nas Searas, deixando o canto e as espigas caídas na colheita regular (Lev. 19: 9-10, 33: 22; Deut. 24: 19-22). Deus institui o ano sabático, como uma sábia disposição legal a favor do pobre. A terra repousava, e o que produzisse era exclusivamente para o pobre (Êx. 23: 19-21; Lev. 25: 2-7).

Uma outra saída justa era o Ano do Jubileu, onde toda propriedade vendida seria revertida ao seu dono original e aos seus herdeiros. Assim o valor da propriedade vendida pelo judeu pobre, dependia dos anos até o Ano Jubileu (Lev. 25: 8-16).

O profeta Amós repreendeu severamente os que humilhavam e oprimiam os pobres. Como conseqüência da injustiça, Samaria foi destruída e seus habitantes foram escravizados por Sargão II em 722 A.C.

A conclusão que se chega é que:
1 – O conflito entre as classes sociais, entre a ambição e a pobreza, coexiste com o pecado;

2 – O dinheiro é um bom empregado, mas é um péssimo patrão;

3 - Não é pecado ser rico. Pecado é deixar-se possuir pela ganância exacerbada. Pecado é quebrar os mandamentos de Deus nesse particular, pecado é enriquecer-se ilicitamente;

4 – Existe um limite para se amealhar riquezas;

5 – Quando a Lei Divina torna-se o Código das nações, não existe miséria;

6 – O AMOR ao dinheiro é a raiz de todos os males;

7 – No coração onde o ouro é entronizado, não sobra espaço pra Deus;

8 – A ambição pecaminosa leva o homem a ser desumano;

9 – Os juízos de Deus cumprem-se contra a Avareza, tanto aqui como na eternidade;

10 – Deus é a Justiça que eliminará as diferenças de classe social.

O ensino claro da Bíblia é que as pessoas não possuem igual capacidade de administrar e de governar. Um recebe 5 talentos, outro recebe 2 e um outro, apenas 1 (Mateus 25: 15-18). Este princípio de Justiça Divina harmoniza-se com a desigualdade de vocação, de inteligência e de capacidade profissional, tudo resultado da queda pelo pecado.

Nem mesmo a Rússia bolchevique, nem a Cuba castrista, a China de Mao, a Coréia do Norte, comunista e tantas outras nações que adotam esse sistema diabólico, conseguiram vencer o imperativo dessa lei suprema de igualdade relativa à desigualdade dos indivíduos humanos. Nos países comunistas há os que governam e os que são governados, os que ganham milhares de dólares e os que ganham apenas algumas poucas dezenas, os que se regalam em banquetes e os que comem só pra sobreviver. É que os comunistas também são humanos e por isso desiguais na inteligência, nas vocações, e na capacidade profissional.

A doutrina comunista não se enquadra com a Bíblia. Não será o comunismo-socialista que resolverá os problemas econômicos e sociais do Brasil ou dos EUA, ou que trará a felicidade para o proletário. O nosso regime republicano é imperfeito, não podemos negar, mas é melhor do que o melhor dos sistemas socialistas-comunista, que é essencialmente anti-Deus e anti-cristão.

O ensino cristão está consorciado com o sistema democrático econômico tanto quanto com o sistema político democrático. O ensino do cristianismo, nem de longe consorcia-se com o comunismo ou com a ditadura vermelha.

A humanidade precisa da Religião (religare) do Amor. Esse vendaval socialista de paixões tresloucadas que convulsiona a sociedade latino-americana no momento, e que também açoita a mente de jovens, de homens e mulheres inadvertidos de nossa amada pátria brasileira, tem raiz no materialismo, na ausência da fé e do temor de Deus. É o resultado da doutrina de Voltaire, Renan, Strauss, Spinosa, Charles Darwin, Haeckel e Spencer que foi importado por professores universitários desprovidos de dignidade cristã. É o ateísmo europeu que tem sido importado já a bastante tempo.

Cabe aos brasileiros refundar a pátria nos princípios democráticos e cristãos de nossos pais. Cabe a todos nós dar pão ao faminto, visitarmos o doente e o encarcerado, vestirmos o nu e ampararmos o trabalhador. É preciso mudar o país, tirar do poder os governantes ateus, corruptos, enganadores e velhacos. É preciso dar emprego compensador de sua alta função civilizadora. Bons salários relativos à capacidade profissional. É preciso dar escola para o camponês para a sua educação moral e cívica. É preciso exorcizar o demônio comunista-lulista.

Precisamos aperfeiçoar os nossos costumes sociais, dentro da ordem e da justiça de Jesus Cristo. Precisamos aprender o que ele ensinou sobre justiça quando disse: “à César o que é de César, a Deus o que é de Deus”.

O Socialismo-comunista destrói a liberdade fundamental à dignidade humana; a família que é o alicerce da pátria e da sociedade, e a religião cristã, que é o vínculo de relação da criatura com o Criador. O socialismo-comunista é portanto, incompatível com o cristianismo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

O triunfo do socialismo nos EUA exige a destruição da família e da Igreja.


Peter J. Smith



WASHINGTON, D.C., EUA, 16 de outubro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Tanto a família quanto a Igreja são obstáculos para o triunfo do socialismo, o ex-senador americano Rick Santorum disse para cristãos reunidos na 17ª Semana Internacional de Oração e Jejum da semana passada. Contudo, o campeão pró-vida alertou os participantes de que ambas as instituições estão sob ataque pesado das políticas do governo de Obama.


“Estamos sofrendo ataques imensos deste presidente e deste Congresso na questão da vida. Estamos sofrendo um grande ataque, talvez um ataque ainda maior, na questão fundamental da família”, Santorum disse para os participantes do jantar de 11 de outubro no Hotel Omni Shoreham.

Santorum disse que as políticas esquerdistas, principalmente aquelas políticas que o governo de Obama está promovendo com agressividade, têm como alvo “destruir” a família e as igrejas cristãs, pois essas instituições fornecem redes sociais locais e apoio para indivíduos, o que elimina a necessidade de as pessoas dependerem totalmente do governo central. Eliminar essas redes sociais significa o triunfo do socialismo, e isso significa atacar o casamento e as igrejas cristãs.

“Haverá ataques contra a instituição do casamento”, Santorum assegurou para sua audiência. “Por que? Porque a esquerda sabe que não poderá realmente fazer com o que o governo se intrometa e assuma controle de tudo, a não ser que primeiro destrua a família. A esquerda só conseguirá ter sucesso no fim em seu objetivo de tornar o socialismo aceito neste país quando destruir a família e destruir a Igreja. Esse é o objetivo deles”.

Santorum pediu que todos orassem nestes tempos por aqueles que estão em autoridade, por aqueles que estão considerando concorrer para um cargo no Congresso em 2010, bem como “por aqueles que estão nas ruas protestando e compreendem que há algo basicamente errado no que está acontecendo aqui”.

Mas Santorum acrescentou que os cristãos precisam orar muito pelos Estados Unidos na atual batalha envolvendo a área de saúde, pois a reforma que Obama propôs tem graves problemas que vão muito além das “questões importantes” da cobertura do aborto e a falta de cláusulas de proteção de consciência.

“Há outra imensa questão aí e é exatamente o conceito inteiro da medicina socializada”, disse Santorum.

Santorum argumentou que as reformas de Obama transformarão a área de saúde numa “conta no governo federal” na qual os “responsáveis pela conta” ou o Congresso determinará quanta assistência de saúde um indivíduo poderá receber “como parte do curso orçamentário”.

Logo que a assistência de saúde dos indivíduos estiver totalmente na dependência do governo central, a esquerda terá poder garantido, explicou Santorum.

“Você diz: ‘Olha, os bispos católicos são a favor da reforma de Obama na área de saúde’”, continuou Santorum. “Olha, eu diria duas coisas. Número um, eles deveriam ficar envergonhados”.

Nesse momento, os convidados do jantar deram uma salva de palmas.

Embora alguns bispos católicos tenham ensinado que a reforma do governo viola o ensino social católico pelos motivos que Santorum mencionou, a conferência dos bispos católicos dos EUA em geral vem indicando que estaria disposta a apoiar o sistema de saúde controlado pelo governo, desde que a reforma não subsidie o aborto nem viole as proteções de consciência para os que trabalham na área de saúde.

Mas o ex-senador da Pensilvânia concluiu que o indivíduo — quando sob a cobertura do seguro do governo — perde a real assistência de saúde, o tratamento de que ele precisa, no nome da redução de custos.

Santorum apontou que o curso da medicina socializada na Europa, e na Holanda em particular, dá uma oportunidade de “ver o que acontece com o valor da vida humana nesses países”.

De forma particular, aqueles que sofrem recusa de tratamento ou o racionamento de assistência sob a medicina socializada são “aqueles às margens da vida”. Esses incluem aqueles que nascem “prematuros com deficiências… aqueles que estão no final da vida” e “aqueles que têm doenças complexas ou precisam de assistência constante”.

“A vida dessas pessoas não é valorizada”, declarou Santorum. “Por que? Por causa de órgãos estatais que decidem quanto dinheiro deve ser gasto e com base no tempo que você vai viver ou na qualidade de vida que você vai viver. É desse jeito que os responsáveis pela conta farão essas coisas. É desse jeito que os membros do Congresso farão essas coisas. Essa é ou não uma boa maneira de gastar o nosso dinheiro? Isso acontece diariamente na Europa”.

Santorum explicou que os americanos precisam despertar para o fato de que nada no DNA americano os impede de cometer os mesmos males morais dos europeus.

A Holanda, “o país mais esquerdista da Europa” hoje, disse Santorum, é o único país que “não havia imitado os médicos nazistas em fazer esterilizações e abortos” e sofreu por causa disso.

“No entanto, dentro de duas gerações, como consequência da medicina socializada e das tentativas do governo de conter custos, os médicos se transformaram em fiscais econômicos”, disse Santorum.

Agora, no nome da redução de custos, os médicos holandeses recomendam suicídio assistido, recusam assistência para bebês que nasceram prematuramente antes de 25 semanas e praticam eutanásia em crianças que nascem com deficiência.

“Esse é o costume e prática dos países com medicina socializada. Esses países têm limites em seus orçamentos. É simplesmente caro demais fazer isso de qualquer outro jeito”, reiterou Santorum.

“E assim digo de novo aos bispos católicos: ‘O que é que vocês estão pensando quando apóiam a medicina do governo?’”

No começo da noite, Santorum recebeu no nome dele, sua esposa Karen e sua família o “Prêmio Família pela Vida”.

Santorum conhece muito bem a luta pelo direito à vida e por esses direitos na área da saúde: tanto a nível político quanto pessoal. No ano passado, ele e sua esposa acolheram em sua família sua agora filha de 17 meses “Bella”, que nasceu com Trissomia 18, uma desordem genética que é fatal antes do nascimento em 90 por cento dos casos. Ao longo do caminho, a família Santorum lutou para garantir a assistência de saúde de Bella contra prestadoras de saúde hostis ao direito dela à vida, pois ela nasceu com uma deficiência.

Recentemente, perguntaram para Santorum se ele consideraria seriamente concorrer para a presidência dos EUA em 2012. Santorum revelou que embora ele estivesse de fato “pensando nisso”, ele não está “seguro” e pediu orações constantes enquanto ele considera essa possibilidade.


Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:


Santorum Admits to Pondering Run for Republican Presidential Nomination - Asks for Prayers

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09091202.html

"The Damage Done is Profound": Former Senator Santorum Speaks on the Kennedy Funeral

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09091611.html

U.S. Bishops Will "Vigorously" Oppose Health Care if Abortion Concerns Not Addressed

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/oct/09100807.html

Vatican Cardinal: Health of Citizens "Belongs" to Central Government - Several US Bishops Disagree

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09091804.html

Another Bishop Says ObamaCare Violates Catholic Social Teaching

http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09091811.html

Traduzido por Julio Severo: http://www.juliosevero.com/

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

DECLARAÇÃO DE PRAGA CONDENA O COMUNISMO POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE.


O nacional-socialismo alemão converteu-se na cara exclusiva do Mal no mundo. As embaixadas da Alemanha e de Israel, assim como o imprensa, protestaram porque um museu de cera na Tailândia usou como anúncio uma reprodução de Adolf Hitler. Ninguém, entretanto, teria protestado se a imagem em questão fosse de Joseph Stalin. Inclusive é habitual cruzar-se com gente que leva orgulhosa em sua camiseta a cara de um certo terrorista denominado Che Guevara. A Declaração de Praga quer acabar com essa impunidade do comunismo.

Onde há governo ou onde tratou de fazê-lo, o comunismo cometeu genocídios e matanças sem conta, como a morte por fome de ao menos sete milhões de ucranianos ou a matança de Paracuellos del Jarama. A soma de mortos pelos criadores do Homem Novo supera os cem milhões de seres humanos. Todos conhecemos os campos de concentração do III Reich alemão mas, ao contrário, os lugares do horror comunista na URSS ou na China são quase desconhecidos.

Pouco a pouco se vai quebrando essa impunidade intelectual. Em abril passado, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução na qual se propunha a adoção do dia 23 de agosto como o dia do pacto entre Hitler e Stalin, pelo qual ambos os ditadores repartiam o Leste Europeu, como o Dia da Lembrança das Vítimas dos Totalitarismos.

Em Praga, cidade que sofreu os totalitarismos nazista e comunista, surgiu o projeto da Declaração de Praga. Nela se exorta autoridades e cidadãos europeus a criar o Instituto da Memória e Consciência da Europa que informe e investigue o comunismo e o nazismo, e um museu pan-europeu das vítimas de todos os regimes totalitários. Como afirmam seus criadores, não haverá uma Europa unida se não for capaz de antes unificar sua história e reconhecer o comunismo e o nazismo como movimentos responsáveis por genocídios.

Convidamos nossos leitores a ler a Declaração de Praga e a assiná-la. Aqui há a parte essencial de seu conteúdo:

DECLARAÇÃO DE PRAGA


Tendo em conta o futuro digno e democrata de nossa comum pátria européia,

- Considerando que as sociedades que esquecem seu passado carecem de futuro;

- Considerando que a Europa não se unirá a menos que seja capaz de unificar sua história, de reconhecer o comunismo e o nacional-socialismo como um legado comum e de conseguir um debate sincero e profundo sobre todos os crimes totalitários do século passado;

- Considerando que a ideologia comunista é diretamente responsável por crimes contra a humanidade;

- Considerando que a má consciência que se deriva do passado comunista é uma pesada carga para o futuro da Europa e para nossos filhos;

- Considerando que diferentes valorações do passado comunista ainda podem dividir a Europa em Ocidente e Oriente;

- Considerando que a unidade européia foi uma resposta direta às guerras e à violência causada pelos sistemas totalitários no continente;

- Considerando que a consciência dos crimes de lesa-humanidade cometidos pelos regimes comunistas em todo o continente deve informar a todas as mentes européias, na mesma medida que os crimes do regime nacional-socialista;

- Considerando que existem similitudes entre o nacional-socialismo e o comunismo no que se refere a seus caráter horrível e espantoso, e a seus crimes contra a humanidade;

- Considerando que os crimes do comunismo ainda necessitam ser avaliados e julgados desde os pontos de vista jurídico, moral e político, assim como do ponto de vista histórico;

- Considerando que tais crimes foram justificados em nome da teoria da luta de classes e do princípio da ditadura do proletariado, que utilizam o terror como método para preservar o poder dos Governos que o aplicaram;

- Considerando que a ideologia comunista foi utilizada como uma ferramenta em mãos de imperialistas na Europa e na Ásia para alcançar seus planos expansionistas;

- Considerando que muitos dos autores que cometem e cometeram crimes em nome do comunismo ainda não foram levados ante a justiça, e suas vítimas ainda não foram indenizadas nem satisfeitas;

- Considerando que o objetivo de proporcionar informação completa sobre o passado totalitário comunista, que conduza a uma compreensão mais profunda e ao debate é uma condição necessária para a futura integração de todas as nações européias;

- Considerando que a reconciliação definitiva de todos os povos europeus não é possível sem um esforço potente para estabelecer a verdade e para restaurar a memória;

- Considerando que o passado comunista da Europa deve ser tratado a fundo, tanto na academia como ao público em geral, e as gerações futuras devem ter fácil acesso à informação sobre o comunismo;

- Considerando que em diferentes partes do mundo só uns poucos regimes totalitários comunistas sobrevivem, porém que, todavia, oprimem aproximadamente a um quinto da população mundial, e ainda se aferram ao poder cometendo delitos e impondo um alto custo para o bem-estar de seus povos;

- Considerando que em muitos países, apesar de que os partidos comunistas já não estão no poder, não se distanciaram publicamente dos crimes dos regimes comunistas nem os condenaram;

- Considerando que Praga é um dos lugares que sofreu tanto com o nazismo quanto com o comunismo,

Estando convencidos de que os milhões de vítimas do comunismo e suas famílias têm direito a desfrutar da justiça, da solidariedade, da compreensão e do reconhecimento de seus sofrimentos da mesma forma que as vítimas do nazismo foram moral e politicamente reconhecidos,

Nós, os participantes da Conferência de Praga Consciência européia e o comunismo,

- Ante a Resolução do Parlamento Europeu sobre o sexagésimo aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa, em 8 de maio de 1945, de 12 de maio de 2005,

- Ante a Resolução 1.481 da Assembléia Parlamentar do Conselho da Europa, de 26 de janeiro de 2006,

- Ante as resoluções sobre os crimes comunistas adotadas por vários Parlamentos nacionais,

- Ante a experiência da Comissão pela Verdade e a Reconciliação na África do Sul,

- Ante a experiência dos Institutos da Memória e os Memoriais na Polônia, Alemanha, Eslováquia, República Checa, Estados Unidos, o Instituto para a Investigação de Crimes Comunistas na Romênia, os museus da ocupação da Lituânia, Letônia e Estônia, assim como a Casa do Terror na Hungria,

- Ante as presidências atuais e futuras na UE e no Conselho da Europa.

- Ante o fato de que 2009 é o vigésimo aniversário da queda do comunismo na Europa Central e Oriental, assim como dos assassinatos em massa na Romênia e no massacre da Praça de Tianamen em Pekin,

Pedimos:

1. Chegar a um entendimento entre todos os europeus de que os regimes totalitários nazista e comunista devem ser julgados por seus próprios méritos terríveis, por ser destrutivo em suas políticas de maneira sistemática na aplicação das formas extremas de terror, da supressão de todos os direitos civis e das liberdades humanas, começando pelas guerras de agressão e, como uma parte inseparável de suas ideologias, o extermínio e a deportação de nações inteiras e grupos de população, e que como tais devem ser considerados os principais desastres que frustraram o século 20,

2. O reconhecimento de que muitos crimes cometidos em nome do comunismo devem ser qualificados como crimes de lesa-humanidade, de modo que constituam uma advertência para as gerações futuras da mesma maneira que os crimes nazistas foram julgados pelo Tribunal de Nüremberg,

3. A formulação de um enfoque comum a respeito dos crimes dos regimes totalitários, incluídos os regimes comunistas, e uma versão européia dos crimes comunistas, a fim de definir claramente uma atitude comum frente aos crimes dos regimes comunistas,

4. A introdução de uma legislação que permita aos tribunais de justiça julgar e condenar os culpados pelos crimes comunistas e compensar as vítimas do comunismo,

5. A garantia do princípio de igualdade de tratamento e não-discriminação entre as vítimas de todos os regimes totalitários,

6. A pressão européia e internacional para a condenação efetiva dos crimes do passado comunista e da luta eficaz contra os crimes comunistas em curso,

7. O reconhecimento do comunismo como parte integrante e horrível da história comum da Europa,

8. A aceitação por toda a Europa da responsabilidade pelos crimes cometidos pelo comunismo,

9. O estabelecimento de 23 de agosto, dia da assinatura do pacto Hitler-Stalin, conhecido como o Pacto Molotov-Ribbentrop, como um dia de lembrança das vítimas dos regimes totalitários nazista e comunista, do mesmo modo que a Europa recorda as vítimas do Holocausto em 27 de janeiro,

10. A reclamação aos Parlamentos nacionais para que reconheçam os crimes comunistas como crimes contra a humanidade, e modifiquem a legislação pertinente,

11. O debate público sobre o mal uso comercial e político dos símbolos comunistas,

12. A continuação das audiências da Comissão Européia com respeito às vítimas dos regimes totalitários, com vistas à elaboração de uma comunicação da Comissão,

13. O estabelecimento de comitês compostos por experts independentes nos Estados europeus que foram governados por regimes comunistas totalitários, com a tarefa de recolher informação sobre violações dos direitos humanos sob cada regime comunista totalitário em nível nacional, com o fim de colaborar estreitamente com o Conselho de Comitê de experts da Europa,

14. A elaboração de um claro marco jurídico internacional em relação a um acesso livre e irrestrito aos arquivos que contêm informação sobre os crimes do comunismo,

15. A fundação de um Instituto Europeu da Memória e da Consciência, que teria duas funções:

A) a de um instituto europeu dedicado à investigação dos estudos do totalitarismo, o desenvolvimento de projetos científicos e educacionais e o apoio à criação de redes de institutos de investigação nacionais especializados no tema da experiência totalitária,

B) e a de um museu memorial de âmbito europeu das vítimas de todos os regimes totalitários, com o objetivo de recordar as vítimas destes regimes e de dar a conhecer os crimes cometidos por eles,

16. A organização de uma conferência internacional sobre os crimes cometidos pelos regimes comunistas totalitários, com a participação de representantes de governos, parlamentares, acadêmicos, experts e associações, cujos resultados devem ser difundidos no mundo inteiro,

17. O ajuste e a revisão de livros de texto de história européia, para que as crianças possam aprender e ser advertidas sobre o comunismo e seus crimes, da mesma forma que se lhes ensinou a compreender os crimes nazistas,

18. A abertura de um amplo e profundo debate em toda a Europa sobre a história européia e a herança comunista,

19. A comemoração conjunta do 20º aniversário no próximo ano da queda do Muro de Berlim, do massacre da Praça Tianamen e da matança na Romênia.

Nós, os participantes da Conferência de Praga Consciência Européia e o Comunismo, nos dirigimos a todos os povos da Europa, a todas as instituições políticas européias, inclusive os Governos e os Parlamentos nacionais, o Parlamento Europeu, a Comissão Européia, o Conselho da Europa e outros órgãos internacionais pertinentes, e os exortamos a abraçar as idéias e as propostas enunciadas nesta Declaração de Praga, e a convertê-las em medidas práticas e políticas.


Fonte: Mídia sem máscara.

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