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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SÃO LUÍS - 398 ANOS DE FUNDAÇÃO PROTESTANTE.

Hoje ela amanheceu linda como sempre. Ensolarada, com uma temperatura de 25 graus, que vai aumentando durante o dia e àss vezes chega a 33, já estamos acostumados. Para alguém que como eu já experimentei frio de até 0º, voltar para o calor da minha São Luís, é mágico!

A CHEGADA DOS FRANCESES -  A FRANÇA EQUINOCIAL
As condições em 8 de Setembro de 1612 eram com certeza um pouco mais amenas, mais ainda muito diferentes para os franceses que vieram de Paris e Cancale em suas Caravelas, singrando os mares até aportar na Baía de São Marcos. Eram muitos franceses liderados pelo protestante reformado Daniel de Lá Touche, conhececido senhor de La Ravardiere, que veio para cá, à mando do rei protestante reformado francês, Henrique IV, com o fim de fundar uma comunidade protestante reformada na linha equinocial, denominada "França Equinocial".

Daniel de La Touche, veio com autorização de dois documentos que não poderiam ser revogados, apesar de o rei ter sido assassinado em um complô papal juntamente com a rainha Catarina de Médices, cujo filho, ainda infante, Luis XIII, muito criança, não podia governar e a rainha-regente, pelas leis da época não poderia revogar as decisões do rei Henry IV, assassinado. Os documentos foram:

1) As cartas patentes do Rei Henry IV, enviando Daniel de La Touche para estabelecer aqui a França Equinocial;

2) O Edito de Nantes, documento que dava liberdade religiosa para os huguenotes (protestantes franceses), onde quer que estes se encontrassem, mesmo que fosse em uma colônia distante milhares de kilometros.

Foi por causa desse segundo documento que o rei Henry IV foi assassinado, já que o clero romano não suportou o golpe de dar liberdade para os protestantes, o que culminou com o assassinato do rei e com o massacre da noite de São Bartolomeu, onde perto de 100 mil protestantes foram assassinados, alagando as ruas de Paris com o sangue deles, durante quase duas semanas.

A FUNDAÇÃO DA CIDADE
Esse foi o pano de fundo da história da fundação da França Equinocial, que foi abortada em 1615, por causa da oposição da rainha-regente, católica e influenciada pelo clero francês, cuja intenção era desestabilizar o protestatnte reformado Daniel de La Touche e demovê-lo da sua determinação de fundar aqui uma colônia francesa, conforme era vontade do rei Henry IV.

São Luís foi fundada em 8 de Setembro de 1612, e levou esse nome graças a homenagem ao rei infante Luís XIII. Primeiro eles contruiram um forte nas proximidades de onde hoje é o Palácio do Leões, sede do governo Estadual. Muitas outras edificações foram se espalhando nos três anos em que eles permaneceram em São Luís, porém a formatação de uma vila de casas que deu origem à capital do Estado do Maranhão, foi sendo edificada, à ponto de, no momento em que os franceses doaram o forte aos portugueses comandados por Jerônimo de Albuquerque e um antepassado meu capitão-mor José da Cunha d'Eça.

ESTORIAS E HISTÓRIA
A rainha-regente, para garantir que Daniel de La Touche não implantasse aqui uma colônia protestante reformada, como era intenção do rei Henry IV, assassinado antes da viagem, tratou de colocar no grupo, gente dela e padres capuchinhos para garantir um estabelecimento católico. Na verdade foi mais uma forma de intimidar ao senhor de La Ravardiere, pois ela sabia que não podia revogar as cartas patentes do rei Henry IV e muito menos o Edito de Nantes que so poderia ser revogado por um rei legítimo, que governasse de fato.

Dentre os membros da comitiva que a rainha enviou para São Luís, estava o padre Claude d'Abbeville, que foi o que narrou a história da viagem e dos poucos meses que passou aqui. Sua narrativa é cheia de lendas e de mentiras que ele fez questão de contar para exaltar o catolicismo romano.

A BATALHA DE GUAXINDUBA
Essa batalha na verdade nunca existiu, mas os cronistas, para exaltar os supostos milagres da virgem, criaram uma lenda de que os portugueses venceram os franceses porque a virgem transformou a areia da praia em pólvora o que garantio a munição para as armas portuguesas.

A VERDADE DOS FATOS
Como pode um exército de pelo menos 2000 homens (como era o exército francês), ser derrotado por 120 homens comandados por Jerônimo de Albuquerque que vieram de Recife para retomar a cidade? Os cronistas inventaram a estória da batalha e inseriram a lenda da Virgem. O que de fato ocorreu foi uma entrega pacífica da cidade. Os índios Tupinambá eram favoráveis aos franceses, mais fidalgos, elegantes e humanos, e odiavam os portugueses, violentos, estupradores e assassinos.

Daniel de La Touche, sem o apoio da coroa e tendo como base o Edito de Nantes, resolveu fazer uma Constituição da França Equinocial, que estabelecia os parámetros da Colônia e determinava quais eram as atribuição de cada grupo: Os capuchinhos (catequizar os índios), os colonos católicos vindos da França (não atrapalhar o culto protestante), os huguenotes (se submeterem às leis contidas no Edito de Nantes e aos princípios da igreja reformada da Europa). E assim foi por três anos.

A RETIRADA DOS FRANCESES
Não houve expulsão de franceses, não houve guerra, somente alguns afoitos e desapercebidos atiraram uns contra os outros, menos de uma dezena morreram, os ânimos foram apaziguados e os franceses fizeram uma entrega pacífica da nascente cidade de São Luís, e foram instalar a França Equinocial na Guiana Francesa.

Sem o apoio da rainha católica, vendo que não iria conseguir o seu intento tendo que lutar contra os inimigos portugueses e contra inimigos franceses, Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiere, protestante reformado, saiu de São Luís deixando para trás muitos franceses que preferiram ficar na nova cidade, agora entregue aos portugueses que mantiveram o mesmo nome da cidade e à partir de 1615 a construiram até ela se tornar o que é hoje.

LEMBRANÇA FRANCESA EM SÃO LUÍS.
Observe que no mapa da cidade há duas grandes avenidas que lembram os seus fundadores: Av. Daniel de La Touche (circulada em vermelho), que vai do bairro da Cohama até o bairro do Maranhão Novo, com 5 km de extensão e a Av. São Luís Rei de França (circulada em verde), em direção à praia do Olho d'Agua, saindo do viaduto da Cohab.

Outra marca da lembrança do protestante reformado Daniel de La Touche, fundador de São Luís, é o nome de um dos maoires colégios de São Luís, o Colégio Batista Daniel de La Touche, com quase três mil alunos (foto abaixo).
São Luís é uma cidade linda e encantadora, maravilhosa, ensolarada quase que o ano todo.

São Luís tem uma linda história, um povo ordeiro, pacífico e alegre.

São Luís pode se dar ao luxo de ser a única capital brasileira a ter uma origem protestante reformada e com uma população de 1/3 de herdeiros do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

Aqui foram ouvidos os grandes sermões do maior orador sacro da lingua portuguesa, padre Antônio Vieira, aqui trabalhou o poeta que emprestou os seus versos para a letra do Hino Nacional Brasileiro, Antônio Gonçalves Dias.

Aqui o Evangelho se estabeleceu em 1875 e depois com a organização da 1ª Igreja Evangélica Protestante, a Igreja Presbiteriana do Brasil em 1886 com o Dr. George William Batler, tem sido uma cidade onde a Palavra de Deus prospera e ainda muitas almas haverão de se render aos pés de Cristo.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

HOJE É O DIA DE NATAL, Aniversário de Jesus Cristo.


*“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, o governo está sobre os seus ombros, e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade e príncipe da paz.”
(Isaias 9:6 - 700 anos antes de Jesus nascer)

“E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai.”
(João 1: 14)

“...a quem chamarás pelo nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus o Senhor lhe dará o trono de Davi, seu pai;...e o seu reinado não terá fim.”
(Lucas 1: 31, 32 e 33).

“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados.”
(Isaias 61;1 - (700 anos antes de Jesus nascer)).

“Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré como Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele.”
(Atos 10: 38)

“Visto que temos um grande Sumo-Sacerdote, Jesus, o filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.”
(Hebreus 4: 14)

“Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”
(Isaias 53: 5)

“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.”
(João 10: 10).

 
O CALENDÁRIO DA ERA CRISTÃ
Os romanos que eram o poder dominante quando Jesus nasceu, geralmente datavam todos os eventos a partir da fundação de Roma, Anno urbis 1.

No século sexto, o Papa comissionou um monge de nome Dionísio para que este preparasse um calendário no qual todos os acontecimentos fossem datados a partir do nascimento de Jesus.

Este calendário foi gradualmente adotado em todo o mundo cristão.

Os eruditos modernos descobriram que algumas das datas da história romana próximas ao começo da era cristã não são compatíveis com o calendário de Dionísio. Por exemplo, de acordo com registros romanos, herodes o Grande, que governava a Judéia quando Jesus nasceu, morreu em 750 anno urbis. Dionísio fixou o nascimento de Jesus em 754 anno urbis. Numa aparente contradição com as datas bem estabelecidas nos registros romanos.

Jesus nasceu provavelmente em 749 ou 750 anno urbis, ou seja, quatro ou cinco anos antes da data referida em nosso calendário comumente aceito.

Portanto, na literatura moderna os eruditos fixam o nascimento de Jesus no ano 4 ou 5 a.C.


DATAS APROXIMADAS DA VIDA DE JESUS
O Nascimento de Jesus 4 ou 5 a.C.
A fuga para o Egito 4 ou 5 a.C.
O regresso do Egito 3 ou 4 a.C.
A visita do menino ao templo 8 d.C.
O começo do ministério de João Batista 26 d.C.
O batismo de Jesus por João Batista 26 d.C.
O início do ministério de Jesus 26 d.C.
O ano da popularidade de Jesus 27 d.C.
O ano da perseguição 28 d.C.
Ano da morte de Jesus 29 ou 30 d.C.

* De acordo com a Bíblia de Referências Thompsom

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SÃO LUÍS, 397 ANOS.

No próximo dia 08 de Setembro, a minha querida cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, localizada na Ilha de Upaon-Açu (Ilha Grande, na língua dos índios), estará comemorando 397 anos de fundação. Foi a única capital brasileira fundada por franceses (apesar de quererem contestar o incontestável, baseado na estória do mentiroso Abbeville). São Luís é uma cidade bela, encantadora, cheia de histórias, de lendas e com uma cultura riquíssima. São Luís foi conhecida como "Atenas Brasileira", numa referência à Atenas, na Grécia, berço da cultura e de grandes poetas, assim como havia e ainda hoje há em São Luís. Infelizmente, muitos dizem que São Luís, já deixou o título de "Atenas Brasileira" a muito tempo, e hoje é somente "apenas brasileira". A cultura não é mais amada. Hoje chamam o "folclore" de cultura. Que pena! Muitos aproveitadores explorados por políticos inescrupulosos sobrevivem o ano todo de "manifestações folclóricas" que eles chamam erradamente de cultura. Eles se chegam para os políticos em busca de verba para o seu grupo de "boi", sua "quadrilha de São João", seu grupo de "tambor", sua "escola de samba", seu grupo de "bloco tradicional" e tantos outros, só para usufruir da "verba gorda" do governo estadual e municipal e passarem resto do ano preparando-se para a outra verba. Isso não é cultura. Pode até fazer parte do conjunto da cultura do ludovicence, mas é somente uma gota d'Agua no oceano. Cultura de São Luís tem a ver com poesia e prosa, com romances, com história do nosso povo, com Estudo, com Formação Acadêmica, com cursos nas Universidades da Europa e dos EUA, com o orgulho de se falar o melhor portugûes do Brasil, com personalidades de destaque no cenário nacional, não na política (suja), mas nas Artes e na Letras. Isso sim é cultura ludovicence! Precisamos resgatar nos nossos jovens o sentimento de orgulho de ser de São Luís, de fazer parte de uma cultura que no passado exportava "mentes brilhantes" para o Brasil e para o Mundo. De gente que gostava de estudar, que não perdia tempo com futilidades de finais de semana, ou com o lixo das festas que infectam os nossos bairros com o fedor putrido de "cachaçeiros" e "drogados". Precisamos incentivar as nossas crianças a serem Doutores e não "boieiros", a serem Cientistas e não "regueiros". A serem Professores e não "folcloristas". A serem Grandes Homens e não "marginais". Que falem francês, inglês e alemão. Que digam Mulher e não "muié", Aonde e não "adonde", Tábua e não "talba", Sem vergonha e não "sem vergonho". Vamos resgatar a São Luís da Verdadeira Cultura da leitura, que valoriza o sábio e não o "esperto", que se encanta com as obras de Gonçalves Dias e Josué Montelo e não aplaude o vencedor do "Big Brother" porque não perde tempo com esse lixo. Essa é a São Luís que eu quero, essa é a São Luís que eu sonho. Essa é a São Luís que pretendo deixar para os meus netos se orgulharem. São Luís, 397 anos de petencial.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

IGREJA PRESBITERIANA DE SÃO LUÍS - 122 DE EVANGELIZAÇÃO.


Por

Rev. João d'Eça


A Igreja Presbiteriana Central de São Luís está comemorando o 122º (Cento e Vinte e dois anos de organização). A Igreja foi fundada pelo Dr. George William Butler, médico e missionário americano, de trabalho profícuo e abençoado. O Dr. Butler viveu no período da história nordestina com a mesma tensão e influência, no tempo e no espaço, como outros líderes religiosos de sua época viveram.


"Quando o Rev. Butler esteve em São Luís, esta era conhecida ainda, como a "Atenas Brasileira". "Era também uma das cidades mais importantes do Brasil na época. Tinha 17.000 habitantes no início do séc. XIX, e chegou a ocupar o quarto lugar entre as cidades brasileiras. Em 1872, quando tinha 31.604 habitantes, suplantava a cidade de São Paulo. Além de ser populosa, era florescente em atividades culturais, o que lhe valeu o nome de "Atenas Brasileira". Era centro burguês e cidade de mercadores, contrastando nisto com a sua rival Alcântara, que ficava no outro lado da Baia de São Marcos, na parte continental."¹

"O Rev. Butler chegou à São Luís em 15 de Maio de 1855. A primeira reunião em São Luís foi realizada na manhã do sábado 31 de maio, em um sobrado na Rua Grande, nº 69. Fazia esquina com o Beco do Craveiros. O primeiro hino cantado foi: "Eu preciso de ti em todo o tempo" e a prédica versou sobre o arrependimento. Havia cerca de cinquenta pessoas no auditório. À noite compareceram cem pessoas e o sermão versou sobre fé".²

A Igreja Presbiteriana se faz presente em vários municipios do Estado do Maranhão e o alvo da liderança é que alcance todos os 217 que fazem parte do Estado.




Foto com a imagem do templo da Praça da Alegria no início do século XX.










Culto Solene na noite de 06/06/08, tendo como pregador o Rev. Antônio Fontes Martins.












Manchete do "Jornal Pequeno", de 06/06/08, fazendo alusão aos 122 anos da Igreja Presbiteriana Central de São Luís.












Notas:
1 e 2 - Edijéce MArtins Ferreira, A Bíblia e o Bisturi, Casa Editora Presbiteriana, 1987, 2ª Edição.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

SÃO LUÍS, 395 ANOS DE VIDA.


Por
Rev. João d'Eça
No dia 08 de Setembro de 1612, os franceses fundam o forte de são Luís, em homenagem ao rei francês Luís XIII, que mais tarde dará origem à cidade de São Luís, capital do estado do Maranhão. O comandante francês, era Daniel de La Touche, que tinha como título, senhor de La Ravardiere. Mais tarde os franceses foram expulsos da cidade pelos portugueses, e nunca mais voltaram.
Em 1997, São Luís torna-se Patrimônio Cultural da Humanidade, devido a cultura e as belezas arquitetônicas e naturais que existem por aqui. São Luís já foi decantada em verso e prosa, músicas já foram compostas para exaltar a secularidade desta cidade apaixonante. São Luís é assim, cheia de contrastes, de uma história magnifíca e cheia de inspiração.
São Luís já foi palco da pregação de Padre Antônio Vieira, das poesias de Gonçalves Dias, das músicas de João do Vale e de tantos outros que por aqui passaram ou foram embora, mas que com certeza, são machucados pela saudade.
No link do site da Prefeitura de São Luís, http://www.saoluis.ma.gov.br/hino.aspx, você poderá acessar o hino da cidade composto pelo poeta Bandeira Tribuzi, com belas imagens da cidade.

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