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terça-feira, 1 de setembro de 2009

SÃO LUÍS, 397 ANOS.

No próximo dia 08 de Setembro, a minha querida cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão, localizada na Ilha de Upaon-Açu (Ilha Grande, na língua dos índios), estará comemorando 397 anos de fundação. Foi a única capital brasileira fundada por franceses (apesar de quererem contestar o incontestável, baseado na estória do mentiroso Abbeville). São Luís é uma cidade bela, encantadora, cheia de histórias, de lendas e com uma cultura riquíssima. São Luís foi conhecida como "Atenas Brasileira", numa referência à Atenas, na Grécia, berço da cultura e de grandes poetas, assim como havia e ainda hoje há em São Luís. Infelizmente, muitos dizem que São Luís, já deixou o título de "Atenas Brasileira" a muito tempo, e hoje é somente "apenas brasileira". A cultura não é mais amada. Hoje chamam o "folclore" de cultura. Que pena! Muitos aproveitadores explorados por políticos inescrupulosos sobrevivem o ano todo de "manifestações folclóricas" que eles chamam erradamente de cultura. Eles se chegam para os políticos em busca de verba para o seu grupo de "boi", sua "quadrilha de São João", seu grupo de "tambor", sua "escola de samba", seu grupo de "bloco tradicional" e tantos outros, só para usufruir da "verba gorda" do governo estadual e municipal e passarem resto do ano preparando-se para a outra verba. Isso não é cultura. Pode até fazer parte do conjunto da cultura do ludovicence, mas é somente uma gota d'Agua no oceano. Cultura de São Luís tem a ver com poesia e prosa, com romances, com história do nosso povo, com Estudo, com Formação Acadêmica, com cursos nas Universidades da Europa e dos EUA, com o orgulho de se falar o melhor portugûes do Brasil, com personalidades de destaque no cenário nacional, não na política (suja), mas nas Artes e na Letras. Isso sim é cultura ludovicence! Precisamos resgatar nos nossos jovens o sentimento de orgulho de ser de São Luís, de fazer parte de uma cultura que no passado exportava "mentes brilhantes" para o Brasil e para o Mundo. De gente que gostava de estudar, que não perdia tempo com futilidades de finais de semana, ou com o lixo das festas que infectam os nossos bairros com o fedor putrido de "cachaçeiros" e "drogados". Precisamos incentivar as nossas crianças a serem Doutores e não "boieiros", a serem Cientistas e não "regueiros". A serem Professores e não "folcloristas". A serem Grandes Homens e não "marginais". Que falem francês, inglês e alemão. Que digam Mulher e não "muié", Aonde e não "adonde", Tábua e não "talba", Sem vergonha e não "sem vergonho". Vamos resgatar a São Luís da Verdadeira Cultura da leitura, que valoriza o sábio e não o "esperto", que se encanta com as obras de Gonçalves Dias e Josué Montelo e não aplaude o vencedor do "Big Brother" porque não perde tempo com esse lixo. Essa é a São Luís que eu quero, essa é a São Luís que eu sonho. Essa é a São Luís que pretendo deixar para os meus netos se orgulharem. São Luís, 397 anos de petencial.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

SÃO LUÍS, MA - ATENAS BRASILEIRA ?



Por

Rev. João d'Eça

A minha amada cidade, São Luís, capital do Estado do Maranhão, terra de poesias, de poetas, de cultura, de riquezas naturais, já foi chamada de Atenas Brasileira por causa dessa riqueza cultural, da inteligência dos seus poetas e escritores e de seus filhos, naturais da terra, que buscavam aqui e em outras cidades, a excelência intelectual, para poder dar orgulho aos ludovicenses.

Por aqui vivem e viveram homens como Gonçalves Dias, Catulo da Paixão Cearense, Artur Azevedo, Padre Antônio Vieira, Josué Montelo, Alex Brasil, José Sarney, Bandeira Tribuzi, professor Nascimento de Moraes, etc, pensadores, escritores, políticos, intelectuais, homens e mulheres que buscavam zelar pelo bom nome da cidade e honrar o título: "Atenas Brasileira", numa referência direta à cidade de Atenas, na Grécia, berço da Filosofia, da Política, da Democracia, dos grandes escritores e pensadores como Platão, Sócrates, Homero e tantos outros, que deixaram seus nomes marcados na história da humanidade.

Hoje São Luís foi rebaixada para uma nova "alcunha", não um título, que envergonha os bons ludovicenses, "Jamaica Brasileira", isso não é um título, é uma declaração de "involução", de retrocesso, de introdução de um "folclore estrangeiro", pois isso não é cultura, pois cultura não tem nada a ver com esse "lixo" importado.

Nada contra quem gosta de frequentar os clubes e barzinhos da periferia da cidade em busca de se enturmar com os do "movimento", o que não se pode aceitar, é o fato de que as festas são um incômodo semanal para uma população sofrida e trabalhadora, que passa a semana toda trabalhando e não tem o direito ao descanso merecido, porque próximo à sua casa ou no bairro onde mora tem uma "radiola" que toca na altura que bem entende, quem a controla. E ainda mais, o cidadão de bem, fica refém dentro de sua própria casa pois não tem a quem recorrer, no sentido de coibir o barulho ensurdecedor.

Se liga pra polícia, ninguém resolve, e ainda dizem que os promotores das festas tem o direito de tocar até as 02:00 Hs da manhã, pois a Delegacia de Costumes e Diversões Públicas, emitiu a liberação de funcionamento. Quando essa liberação existe - na maioria das vezes, não existe -, a população não foi ouvida pra saber se concorda com o barulho até de madrugada, mas os promotores da festa levam um documento (conseguido sabe-se lá como?), com assinaturas dos moradores (coisa que não é verdade!), então o barulho ensurdecedor é liberado.

Falta fiscalização e trabalho sério das promotorias que cuidam de crianças e idosos, pois esses estão à mercê daqueles que não tem preocupação com o bem-estar dos outros. Não tendo a quem recorrer, idosos e crianças sofrem ouvindo o que não querem porque há uma Lei injusta que protege o promotor da festa em detrimento ao cidadão de bem.

E a Lei do Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto do Idoso, quem cumpre? Quem procura fazer cumprir? Cadê o promotor de justiça? Cadê a polícia? Cadê as autoridades para coibir esse descaso?

Enquanto ninguém é "homem" o bastante para ir de encontro a esse crime contra uma população ordeira e trabalhadora dos bairros periféricos de nossa cidade, os promotores de festas, apadrinhados por políticos interesseiros, que só querem os votos dos chamados "regueiros" e que não são incomodados pois moram nos bairros "chiques" da cidade, longe do barulho ensurdecedor das radiolas, dormem tranquilos em seus quartos isolados e climatizados, enquanto a população sofrida, tem de suportar até a madrugada a "imundície" de uma música melancólica e alienadora, a narração de um "debilóide" que pensa que todo mundo gosta dessa porcaria de música, que produz "Zumbís" que em nada contribuem para o desenvolvimento da Nação, do Estado e da Cidade.

Porque não colocar essas festas em um só lugar, por exemplo, a Prefeitura poderia fabricar vários barracões no Aterro do Bacanga, com isolamento acústico, e promover as festas lá, longe da população trabalhadora. Quem quiser, sabe onde deve ir. Então o cidadão de bem estaria protegido e poderia dormir em paz.

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