terça-feira, 18 de abril de 2017

O PRIMEIRO ASSASSINATO DA HISTÓRIA E SUAS CONSEQUÊNCIAS

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João d'Eça, MDiv



Introdução:

Em Gn. 4.9, encontramos a solene pergunta que o Supremo Criador faz a Caim, primeiro filho da primeira família da humanidade:


- Onde está o teu irmão Abel?


Adão e Eva já estavam condenados à morte por causa da violação do Mandamento de Deus e tinham sido expulsos do Jardim do Éden. É claro que eles sentiam o nunca haviam sentido antes, novos sentimentos como angústia, preocupação, medo. Eles sentiam agora a sua miséria. Deixaram o paraíso de delícias, onde nenhum desses sentimentos havia, e agora estavam curtindo o vale de lágrimas, onde o remorso, a maldição e a morte se fez presente. Um vale de tristezas e de calamidades.


Agora, na situação em que se encontravam por causa da desobediência e consequentemente da perda de comunhão com o SENHOR, aguardavam a promessa de Deus de libertá-los da morte eterna. Os nossos primeiros pais já haviam se estabelecido na terra para onde foram expulsos.

 
Motivo do primeiro assassinato


         A questão religiosa foi o motivo do primeiro assassinato que envolveu os dois filhos do primeiro casal. Caim era lavrador e achou que poderia se apresentar diante do SENHOR com os seus dons e com os frutos da terra; mas Abel, diferentemente apresenta-se com o sacrifício dos primogênitos dos seus rebanhos.


Deus atentou e se agradou para Abel e para a sua oferta e não para a oferta de Caim. Os jovens irmãos foram educados na fé das promessas que Deus fizera à Adão e Eva, quando os lançou para fora do Paraíso. De acordo com os ensinamentos dos seus pais e com a fé na Promessa do SENHOR, Abel ofereceu os seus holocaustos (Hebreus 11.4), mas Caim seguiu o seu próprio instinto e apresentou-se a Deus como um incrédulo. Mais tarde na história, muitos imitaram a atitude de Caim, especialmente podemos citar Esaú, que chorou tarde demais.


A Sagrada Escritura diz “que sem fé é impossível agradar a Deus”. Caim não tinha fé... vendo pois Caim que a religião de Abel, seu irmão, agradou a Deus e que a sua religião foi desprezada, ficou irado, e o seu semblante descaiu. Deus, misericordioso e longânimo, diz a Caim: “Por que andas irado? E por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo.” (Gn. 4.6,7).


Diante desse aviso e advertência divina, Caim, assim como muitos fazem hoje, não se arrependem dos seus pecados e não buscam a comunhão com o Deus Todo-Poderoso. Não querem fazer o caminho de volta para o SENHOR, não querem abandonar a prática do pecado que lhes dá prazer, mesmo que momentâneo.


Para provar que o seu coração era de todo mal, Caim, convida o seu irmão Abel para um passeio sinistro, o seu irmão Abel nem desconfiava os intentos malignos do coração de Caim. Abel amava o seu irmão, e a Escritura ensina que “o amor não suspeita mal” (I Co.13.5). Caim não dominou o mal dentro de si, mas deixou-se dominar por ele. Deu vazão às suas concupiscências e iniquidades e tomou todo o cuidado para que o seu crime ficasse oculto. Ele se deixou dominar pelo desejo pecaminoso e nem percebeu que estava preso nas armadilhas diabólicas.


O primeiro assassinato, assim como todos os outros depois dele, de lá até hoje, revestiu-se de requinte de maldade e de crueldade, motivado por uma atitude religiosa que não foi aceita por Deus. Há  pessoas que pensam que podem trazer a Deus qualquer coisa, de qualquer jeito, sendo que a forma como Deus quer ser adorado e servido, ele mesmo determina nas Sagradas Escrituras, não podendo o homem inventar maneiras ao seu bel prazer de cultuar ao SENHOR.


Analisando o crime


         Este crime, o primeiro da história da humanidade, tem todos os agravantes que o levariam em tempos modernos a ter a pena máxima como consequência. Vejamos os agravantes do crime:


- Caim dissimuladamente procurou um lugar deserto para a prática do seu crime. À semelhança dos criminosos, filhos de Caim, que procuram os lugares ermos e escuros para praticarem o seu mal. A Sagrada Escritura os chama de “filhos das trevas” (Ef. 5.8). Os criminosos procuram a escuridão ou o deserto para não serem surpreendidos no seu mal.


- Caim enganou a sua vítima com uma pretensa amizade. Iludiu o seu irmão com um suposto companheirismo. Premeditou por longo tempo e executou o seu intento diabólico, porque a sua sanha tinha por objetivo eliminar o seu irmão, por causa de inveja, que foi o outro mal que ele deixou que o dominasse. Ao invés de se arrepender, pedir perdão e agir corretamente, ele manteve o sentimento de inveja na sua alma enegrecida e planejou como cometer o ato criminoso e cruel.


- Caim usou do artifício maligno da confiança do seu irmão nele. Abel jamais suspeitou de que Caim pudesse fazer o que fez, de que ele estivesse planejando lhe fazer qualquer mal. Caim revelou-se um monstro, que apesar de já ter sido advertido por Deus com graça e misericórdia, Caim não deu ouvidos ao que Deus lhe falara.


O que aprendemos com esse crime?


         No livro de Êxodo 20, na narrativa dos Dez Mandamentos, o SENHOR diz que “visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus Mandamentos.” (Ex. 20.5,6). Adão e Eva que desobedeceram ao SENHOR, ainda nem haviam

chegado a tanto na prática do pecado, os efeitos da sua desobediência já se mostraram presentes na vida de seu filho que cometeu tamanha iniquidade, revelando a morte, intrusa na existência humana.


O pecado dos pais veio se revelar na sua forma mais cruel na vida dos seus filhos. Como uma bomba cujo estopim está queimando lentamente, este veio estourar nas mãos de Caim, como efeito do pecado dos seus pais.


Deus interveio na situação e denunciou o pecado de Caim, dando-lhe oportunidade para confessar e se arrepender, mas o que ocorreu foi que o criminoso, de coração endurecido, parecia não se incomodar em ter assassinado a seu irmão. O SENHOR perguntou a Caim: “Onde está Abel, teu irmão? Ele respondeu: Não sei; acaso sou eu tutor de meu irmão?” Como que dizendo: “Ele não é o Teu preferido? Por que perguntas a mim?”


Adão e Eva sentiram o peso do seu pecado, de forma mais dolorida com a morte do seu amado filho Abel, a quem nunca mais veriam na vida. “O salário do pecado é a morte” (Rm.6.23). Abel estava morto no corpo, Caim estava morto na alma. Foi uma tragédia terrível para os nossos primeiros pais. Agora eles entendiam a grandeza da sua culpa, por meio de dor e de lágrimas eles compreendiam perfeitamente o tamanho do seu pecado e o resultado trágico da sua ação.
 
Conclusão:

          A morte entrou na existência humana por meio do pecado. Ela é uma intrusa na humanidade, não havia sido inicialmente planejada por Deus, se o homem permanecesse na obediência. Deus disse que o resultado do pecado seria a morte, que para que ela não entrasse na existência humana, o homem deveria manter-se obediente à Vontade de Deus. Foi a primeira e a única vez que o homem teve livre-arbítrio em caso de Salvação.


Caim morreu na sua alma. Que dores ele não deve ter sentido por causa de uma lembrança tão trágica? Somente a graça de Deus por meio de Jesus Cristo pode resolver esse

segunda-feira, 18 de julho de 2016

SOBRE TERRORISMO E OLIMPIADA (Mt. 5.9)


Por

João d’Eça


Introdução

         O brasileiro está com medo de que se repita em nosso país o que aconteceu em 1972, na Olimpíada de Munique, Alemanha, quando um grupo de terroristas árabes/islâmicos/palestinos, invadiram a vila dos atletas fizeram reféns os onze atletas da delegação israelense.


         As 4:30 da manhã de 5 de setembro, oito terroristas entraram na Vila Olímpica, enquanto os atletas dormiam, pularam as cercas de dois metros de altura, carregando mochilas com rifles automáticos e granadas. Estavam dispostos a causar uma tragédia naquela olimpíada.


         Depois de roubar as chaves, eles entraram nos dois apartamentos ocupados pelos atletas de Israel e os fizeram reféns, exigindo a soltura de mais de duas centenas de presos em Israel. Ainda naquela época, os terroristas faziam reféns somente israelenses, contrário de hoje, em que a ação terrorista islâmica, não faz acepção de nacionalidade. Na semana passada, no atentado com um caminhão em Nice, sul da França, morreram pessoas inocentes de vários países, inclusive uma brasileira e sua filhinha de seis anos.

A reação Ocidental


         Os ocidentais não sabem como lidar com os terroristas islâmicos e estão cedendo a eles, quando deveriam combate-los com força. Um caso lamentável aconteceu nos Estados Unidos, com a decisão dos islâmicos de construir uma mesquita no Marco Zero em New York, local onde estavam as Torres Gêmeas que foram derrubadas por terroristas islâmicos, naquilo que ficou conhecido como o maior atentado terrorista contra o Ocidente, ou seja, a permissão para construir qualquer que seja o monumento islâmico ali, é uma afronta, um “tapa na cara”, não só do povo americano, mas do ocidente, e ainda mais, é um vilipêndio à memória das quase quatro mil vítimas inocentes.


Religião de Paz


         Os islâmicos alegam que a sua religião é de paz, mas isso é um absurdo, é uma tentativa de enganar, porque de pacífica o islã não tem nada, e eles mesmos testemunham disso, basta assistir os inúmeros vídeos publicados na internet.


         Ser muçulmano é ser terrorista, quem não é terrorista e se diz muçulmano está mentindo ou é um falso muçulmano, porque a prática do islamismo, segundo o alcorão, é fazer o que os terroristas fazem, e quem não faz assim, é um falso muçulmano.


         O islã não é uma religião de paz, basta estudar a história, desde 632 A.D., que o islã vem promovendo guerras contra os outros povos, na tentativa de impor a sua religião aos demais povos, os quais consideram como infiéis. Portanto o islã não é uma religião de paz, pelo contrário, seu principal valor é fazer a guerra contra os infiéis (não muçulmanos) e convertê-los à força ou cortar-lhes a cabeça.


         O islã não é uma religião, é um sistema de crenças teo-político que vem ameaçando o mundo há sete séculos, ou 1394 anos. Carlos Martel lutou contra o islã na batalha de Tours em 732 A.D., a frota veneziana lutou contra o islã em 1571, em 1683 o exército germânico-austríaco lutou contra o islã, Constantinopla lutou contra o islã em 1453 e perdeu a guerra e a cidade mudou de nome vindo a ser chamada de Istambul até o dia de hoje. Quem lê o alcorão compreende que os muçulmanos estão fazendo exatamente o que o livro sagrado deles lhes manda fazer, nada mais que isso.


Como combater o islã?

          Essa é uma responsabilidade de toda civilização ocidental, principalmente dos países de religião cristã. Ao invés desses países se preocuparem a dar ouvidos aos diplomatas da ONU, que não tem nenhum compromisso com o cristianismo, mas sim com todas as políticas que visam desconstruir o cristianismo, com políticas homossexuais, abortistas, ateístas, secularistas. Quando essas políticas são instituídas, as nações perdem o seu referencial e passam a viver sem valores, sem limites, alvo fácil para os islâmicos, que surgem lhes dando um motivo pelo qual lutar contra as coisas erradas no campo da ética e da moral.


         Quando as nações cristãs procuravam viver o seu cristianismo e incentivavam as pessoas a vive-lo, não havia nenhuma preocupação com o terrorismo islâmico. Os presidentes das nações historicamente cristãs precisam voltar a investir na construção de uma sociedade baseada nos princípios e valores cristãos. Voltar a incentivar o envio de missionários com a mensagem salvadora da cruz, incentivar a produção de filmes, programas e séries, que ao invés de mostrar as tragédias, crimes, prostituição, deem às pessoas esperança, sonhos e alegrias, afinal, ninguém precisa viver vendo tragédias todos os dias.


         Precisamos de esperança, precisamos de amizade e de comunhão em torno do nosso bem maior, nosso Cristo. Precisamos sonhar, precisamos de aquarelas, de incentivo a sermos bons cidadãos, de exemplos de dignidade cristã. Precisamos reviver os tempos das grandes Cruzadas Billy Graham que superlotavam os estádios. Precisamos retornar aos nossos valores cristãos. Precisamos deixar de flertar com o esquerdismo, precisamos impedir que o islamismo se instale em nossos países ocidentais, precisamos voltar ao tempo em que a dignidade e a honra faziam o indigno e desonrado corar de vergonha.


         A única forma de barrar o avanço do islamismo no Ocidente, é investir na reconstrução do nosso cristianismo, investir em escolas cristãs, investir em famílias cristãs, produzir material midiático cristão, reacender a esperança e a alegria do nosso povo, investindo pesado nisso. Ai os islâmicos não terão terra fértil para propagar a sua religião de ódio e de morte.


Conclusão


         Não sabemos se haverá um ataque no Brasil, esperamos que isso não aconteça. O povo está com medo, as delegações estão com medo, o governo brasileiro e os governos estrangeiros estão com medo. Queira Deus que não haja nenhuma tragédia como a de Munique 1972.


Esse é o momento de refletirmos sobre a forma como estamos vivendo, num mundo escuro e de futuro mais escuro ainda. Deus queira nos ajudar a ter esperança, não só no céu, mas que possamos viver a esperança celestial, vivendo em paz enquanto aguardamos a chegada do Reino do nosso Deus e Cristo.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

DOUTRINAS FALSAS E DOUTRINAS VERDADEIRAS


 
Por

 Rev. João d’Eça

1Tm 1.3-4
 

Introdução:
 A pergunta que encima esse texto só pode ser respondida de uma maneira: Sim, é claro que há doutrinas falsas. A Própria Escritura Sagrada diz que há. Lógico, se a Escritura menciona o termo “falso” quando se trata de doutrina, é porque existe a doutrina que é verdadeira.
 
A lógica do meu ponto é essa, se existe uma doutrina verdadeira, é porque ela se opõe a uma falsa doutrina. Chamarei a doutrina verdadeira, à partir de agora, de sã doutrina.
 
Enquanto a sã doutrina é benéfica para a igreja, a falsa doutrina, ou doutrina espúria enfraquece as bases da igreja e é o resultado de todo o desvio da verdade das Escrituras que vemos o tempo todo acontecendo e sendo divulgado nas mídias sociais. Enquanto a sã doutrina, em que pese, precisar de assimilação, para isso tem de ser entendida na base do estudo intelectual sério, as falsas doutrinas causam confusão.
 
Geralmente as falsas doutrinas se fixam em coisas rasas no campo doutrinário, se preocupam com coisas de menor importância, geralmente fixando-se em pequenas coisas e personagens, que estão ligados diretamente a certas organizações, são os chamados falsos mestres, carismáticos, mas que tem no meio dessa gente, uma grande influência.
 
 
Falsas doutrinas e a Bíblia
A carta de Paulo a Timóteo trata do assunto das heresias perniciosas que estariam sendo disseminadas no meio da igreja. No capítulo 4, Paulo diz escrevendo a Timóteo:
 
“Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento, exigem abstinência de alimentos, que Deus criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fieis e por quantos conhecem plenamente a verdade; pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ação de graças, nada é recusável, porque, pela palavra de Deus e pela oração é santificado.”
(I Tm. 4.1-5)
 
Falsas doutrinas e mitologia
As falsas doutrinas são baseadas em mitos, lendas, fantasias, costumes humanos, manifestações folclóricas e outros. Geralmente o conteúdo dos ensinos dos falsos mestres de falsas doutrinas, possui uma gama de esoterismo e filosofias extra-bíblicas. Os propagadores de falsas doutrinas fazem acréscimos à Escritura juntando até mesmo técnicas de mercado, técnicas psicológicas e psicanilíticas para fundamentar os seus ensinos. São sectários, anti-bíblicos e deturpadores da verdade.
 
As falsas doutrinas e as genealogias
     
     Recentemente ouvi um documentário na TV fechada sobre a organização da igreja Mórmon e a seu valor dado às genealogias. A reportagem mostrava um local onde eles fazem pesquisas em mais de 2 bilhões de certidões de nascimento, segundo a reportagem, para saber sobre a descendência dos membros dessa seita americana.
 
         Os judeus também estavam interessados em genealogias, eles queriam saber de que patriarca descendiam e por isso, Paulo, assim como no texto base desse artigo, também ao escrever a Tito, diz: “Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não tem utilidade e são fúteis...” (Tito 3.9). O ensino claro do Novo Testamento, não se ocupa com genealogias, descendências ou coisas afins, mas com o chamado de Deus para a salvação, com a vocação, com a fé e a conversão das almas.
 
Falsas doutrinas e ignorância
Não há como ter uma discussão saudável com alguém que defende falsas doutrinas. Qualquer tema que os defensores de falsas doutrinas levantam para discutir, é motivo de conflito. Desde assuntos relacionados à proibição ou não de alimentos, ou relacionados a dias de guarda, quem pode ou ser ordenado e guarda ou não de princípios relacionados à lei de Moisés.
 
         Os defensores de falsas doutrinas, geralmente não conhecem doutrina nenhuma, e até em muitos casos, dizem ser contrários a qualquer forma de doutrina, preferindo suprimir qualquer que seja a discussão que envolva um tema doutrinário, alegando ser infrutífero.
 
         Assim as falsas doutrinas vão se disseminando em muitas igrejas e pessoas, ou incautas ou ignorantes, vão alimentando a sanha de disseminadores de falsas doutrinas, que escravizam os desavisados nas suas redes de falsidades doutrinárias.

quarta-feira, 2 de março de 2016

A PARÁBOLA DA IGREJA PRÓDIGA

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Mildreth J. Haggard

 
The Christian Endeavor World

 
Tradução livre

 
 

Uma certa igreja tinha muitos membros, sendo muitos adultos com a sua fé bem consolidada e outros que deviam ser considerados como meninos e meninas. E os meninos e as meninas disseram à Igreja e ao pastor:

 
“Ó igreja, dá-nos a porção do teu tempo e da tua atenção, o teu culto, o teu ensino da Palavra de Deus, e da tua educação, que nos pertencem!”

 
E a igreja repartiu com eles o seu auxílio, sendo-lhes permitido vir à Escola Bíblica por uma hora no Dia do Senhor, se eles quisessem, e o pastor e a igreja julgaram que tinham cumprido todo o seu dever para com os meninos e meninas.

 
Poucos dias depois, o pastor e a igreja, ajuntando todos os seus interesses e as suas ambições, partiram para uma terra mui distante, uma terra de indiferentismo e de presunção, e lá desperdiçaram a sua preciosa oportunidade de educar os próprios filhos da igreja.

 
E quando já tinham gasto a melhor parte da sua vida, e tinham ganho admiração e distinção, mas deixaram de crescer, houve naquela igreja uma grande fome, e começaram a padecer necessidade de homens e mulheres. E eles foram e pagaram um evangelista e um cantor profissionais, desses que há às centenas nos círculos “neo-penteca” e fizeram reuniões noite após noite. E desejavam saciar-se com as bolotas do sucesso, e nenhum plano lhes trouxe o sucesso que desejavam.

 
Até que caíram em si e disseram: “Havia muitos meninos e meninas que frequentavam a nossa Escola Bíblica, muitos dos quais pertencem às nossas melhores famílias, e nós aqui perecemos de fome por eles! Vamos nos levantar, e iremos ter com eles, e lhes diremos:
 

“Meninos e meninas, pecamos contra o Céu e perante vocês; já não somos dignos de sermos chamados de igreja, tratai-nos como um de vossos conhecidos”.

 
Dai eles levantaram-se e foram aos filhos, agora já crescidos. Mas quando ainda estavam longe, viram os meninos e as meninas, e movidos de admiração, e em vez de correrem e os abraçarem, eles ficaram retraídos e confusos. E a igreja lhes disse:

 
“Meninos e meninas, pecamos contra o Céu e perante vocês, já não somos dignos de sermos chamados de igreja. Agora nos perdoem e seremos amigos”

 
Mas os meninos e as meninas disseram: “Não será assim, era o nosso desejo que fosse como vocês falaram, mas agora é tarde demais. Houve um tempo em que desejávamos a sua amizade, queríamos partilhar com vocês do trabalho e adquirir conhecimento, mas você se mostrou indiferente. Fizemos amigos e ganhamos outros conhecimentos, recebemos o que era ruim, e agora, a nossa mente está tão poluída, que não há retorno. Mergulhamos na alma e no corpo; não temos mais vida espiritual e não há nada em que possamos ser úteis. É tarde demais, tarde demais, tarde demais!”  

 

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.”

(Pv. 22.6)

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O CULTO A DEUS - A PREGAÇÃO DA PALAVRA


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Rev. João d'Eça, MDiv

Publiquei um texto com o mesmo assunto em 5 de janeiro e agora, um pouco modificado, mas abordando outros princípios, republico-o. 
 

Introdução
 
         A pregação da Palavra de Deus é o ponto alto do culto público que é realizado em nossas igrejas. A pregação é, portanto, uma matéria de grande responsabilidade. O pregador é o responsável por explicar, à partir do púlpito, as grandes verdades acerca da salvação, porque em tese, foi para isso que ele foi chamado por Deus.
 

         Pregar é ter a responsabilidade de transmitir com fidelidade a Palavra de Deus. Já que as pessoas darão contas de suas palavras frívolas e ociosas, a responsabilidade de ser fiel às Escrituras no púlpito é muito maior, porque o resultado será para toda eternidade.
 

         O Catecismo Maior de Westiminster na resposta à pergunta 155 diz:


“O Espírito de Deus torna a leitura, e especialmente a pregação da Palavra, um meio eficaz para iluminara, convencer e humilhar os pecadores; para lhes tirar toda confiança em si mesmos e os atrair a Cristo; para os conformar à sua imagem e os sujeitar à sua vontade; para os fortalecer contra as tentações e corrupções; para os edificar na graça e estabelecer os seus corações em santidade e conforto mediante a fé para a salvação.”
 

Como deve ser feito o sermão


         O sermão nunca deve ser feito de improviso. O pregador tem a responsabilidade de estudar e meditar com todo esmero e cuidado. O lema de Calvino nesse particular era “Orare et Labutare” [Oração e Trabalho]. O pregador deve possuir bons comentários bíblicos e uma boa biblioteca. O pregador deve estar constantemente estudando, sua leitura deve ser constante e ele deve aproveitar bem cada oportunidade para estar lendo bons livros.
 

Nenhum pregador está devidamente pronto, logo ao sair do seminário. Após os estudos, os estudos continuam. Paulo dando conselho a Timóteo diz: “Até à minha chegada, aplica-te à leitura....” (I Tm. 4.13).


O conteúdo dos sermões        


         Os sermões podem ser aplicados à partir de um texto das Escrituras ou podem ser expositivos, com textos bem maiores, com pelo menos mais de três versículos. Podem ser pregados com ênfase de edificação, de instrução ou evangelização, cujo objetivo principal é alcançar os corações dos pecadores não convertidos.
 
         Todo pregador tem o dever de apresentar uma mensagem fiel à igreja, onde o sermão precisa ser bem estudado e meditado. Ele deve se lembrar que, entre os ouvintes, embora não podendo ser visto, está o Senhor Jesus Cristo. Assim, sendo o púlpito um lugar de responsabilidade, deve haver muito cuidado na escolha de um substituto ao pastor em suas ausências. Quem não tem o devido preparo não deve se meter a pregador.

Críticas aos pregadores


         Em todo lugar há os críticos, que se arvoram em aparentar que são bons pregadores pelo simples fato de criticarem os outros. Para muitos, o pregador é avaliado pela tonalidade da sua voz. O de voz mais aguda tende a ser para esses críticos, o mais eloquente. No entanto, os críticos nunca se lembram do texto da pregação que criticam, costumam apontar para os supostos erros de homilética ou hermenêutica e se limitam a criticar por criticar.

Conclusão:


A nossa tarefa como ouvintes é apresentarmo-nos na casa de Deus com júbilo e desejar ouvir o que o SENHOR fala através dos seus servos, os pregadores do Evangelho. Com isso não estou dizendo que todo sermão é digno de se ouvir, pois há sermões sofríveis, fruto de falta de leitura e estudo árduo, no entanto, devemos ouvir a Palavra de Deus com espírito de mansidão e humildade, respeitando a Palavra de Deus que está sendo pregada, pois como disse o profeta Isaias:
 

“Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que faz ouvir a paz, que anuncia cousas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina!”

(Isaias 52.7)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

REFLEXÕES SOBRE ORAÇÃO


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Rev. João d’Eça

 

 

A oração. Podemos dizer, é uma conversação contínua com Deus. A oração é para a alma o que os músculos e


os nervos são para o corpo, a quem dão o movimento necessário.


A oração é a alma subindo em busca de Deus, em busca do remédio apropriado, é a separação das criaturas para se aproximar do criador, saindo dos confins do pecado.


A oração é o grito do pecador que reconhece a sua miséria. Se há no mundo alguém que nunca sofreu, esse está dispensado de orar. A oração é um grito de socorro, e, se há alguém que não precisa ser socorrido, esse não precisa orar.


A oração é um suspiro rumo a Deus, e, se há no mundo um ser humano capaz de viver sem respirar, esse não precisa orar.


A oração revela-se na intercessão pelo próximo, no amor que é ordem divina. A oração está presente nos bons conselhos que são dados, motivados pelo amor.


O crente que ora antes de seus estudos bíblicos, procura a santidade e a instrução do seu próximo. O crente que ora oferece o seu trabalho ao Senhor e o louva e o exalta.
 

A oração é o momento de maior comunhão entre o homem na sua pequenez, diante do Criador amoroso e Todo-Poderoso.

 

Não deixemos de orar em tempo algum.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

POSSO USAR QUALQUER RITMO OU ESTILO NO LOUVOR DA IGREJA OU NO RETIRO ESPIRITUAL?

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Rev. João d'Eça
 




Introdução
Há uns dez anos atrás, um amigo pastor de outra denominação me questionou sobre porque não usamos as músicas alusivas à época, para realizar os nossos eventos. No caso em questão ele estava se referindo ao samba, e perguntando por que não cantamos um samba de enredo para abrilhantar os nossos retiros? Eu logicamente, sabendo da sua intenção, lhe respondi:
 
"Eu não ficarei surpreso no dia em que presenciar nos retiros marchinhas de carnaval, axé music e frevo, dentre outros."
 

Não demorou nem os dez anos e a coisa degringolou de vez. Muitos, erradamente recorrem ao Salmo 150 para fundamentar o seu argumento de usar todos os tipos ritmos no culto, ou seja, tudo é válido para o louvor a Deus na adoração pública.
 
 
Explicação do princípio do Salmo
Com certeza o Salmo 150 não propõe esta ideia? Em nenhum momento o salmista diz que podemos usar qualquer ritmo, instrumento, estilo musical, expressões corporais e danças no culto solene. Pelo contrário, o Salmo 150 nos mostra claramente que cada elemento da criação em seu contexto apropriado e condicionado ordenadamente louvam ao Criador. Este louvor se aplica de modo geral a todos os seres viventes que compõe a criação. Sem intenção de querer fazer uma exegese do Salmo 150, mas tendo de mencionar alguns detalhes atinentes ao texto, podemos dizer que a palavra "santuário" (no hebraico: rekia) do versículo 1 é originalmente traduzida por "expansão do céus". Não se limita somente ao tabernáculo e muito menos ao templo de Salomão, mas a tudo o que está debaixo dos céus. A ideia central é mostrar que Deus deve ser adorado por causa de quem Ele é, o Soberano de todo o universo.
 
 
Não podemos esquecer de que Deus é louvado por tudo o que ele criou, tudo deve ser usado para o seu louvor, mas, não podemos usar este salmo para justificar certos ritmos, expressões e manifestações artísticas no culto solene. Não é disso que trata o salmo.
O que o Salmo nos diz é que cada elemento mencionado nesse Salmo 150, deve ser usado no seu contexto e momento apropriado no louvor a Deus.  E aqui a mensagem não se aplica a todos os ritmos musicais ou a todos os estilos de música. É fácil detectar de que nem todos os ritmos e estilos podem ou devem ser usados no culto.


Temos o direito de fazer como quisermos?

Mesmo os retiros espirituais, que são momentos mais informais de reunião da igreja, não são áreas livres para o uso de tudo que a nossa imaginação determinar. O culto a Deus é determinado pelo próprio Deus e não pode ser realizado do modo como nós queremos, segundo a nossa imaginação, pois, o próprio Deus diz como quer ser adorado, não cabendo a nenhum de nós inventar moda, ou introduzir elementos diferentes daqueles expressos nas Escrituras.
 
Geralmente os que introduzem elementos estranhos à Bíblia no culto público, ou mesmo num momento mais informal, o fazem porque desejam estimular a carne. Sabendo que o ser humano sendo carnal, deseja que a sua carnalidade seja estimulada, fazendo com que o culto deixe de ser santo e espiritual para ser profano e carnal. São homens carnais criando meios carnais para atrair outros homens carnais. O sucesso dessa receita mundana é garantido!
 

E ai? Quer dizer que eu não posso ouvir certos ritmos ou estilos de música?


A Escritura Sagrada não nos limita sobre quais ritmos ou estilos musicais devemos ter contato ou ouvir, mas a Escritura nos ensina a ter bom-senso, pois culturalmente alguns ritmos e estilos são inapropriados para o crente se deleitar. A Escritura nos alerta: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam, todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Cor. 6.12,13). Todo cristão deve lembrar que os mesmos critérios no culto solene devem ser aplicados à nossa vida quando apreciamos qualquer ritmo ou estilo musical sejam elas evangélicas ou seculares.
 

Quem criou os ritmos e estilos musicais?
Com certeza não foi o diabo, não foi Deus diretamente, mas o homem. A graça comum de Deus é que dá a capacidade artística e de criatividade ao homem, mas isso não significa que tudo o que ele faz pode ou deve ser usado no culto a Deus.
 
 
A manifestação cultural de Israel

A música em Israel era usada em sua larga maioria para adoração e louvor ao Eterno Deus, em que pese muitos terem deturpado e usado a música para outros fins, originalmente visava a adoração cúltica. Então os estilos criados pelo povo judeu visava somente a adoração, era algo cultutal, coisa que não ocorre no Brasil. O samba não foi criado para adorar a Deus, assim como o frevo, o axé e outros ritmos mais contemporâneos não o foram. Por isso, nenhum deles é apropriado para a adoração, muito mais porque esses ritmos citados não são considerados músicas, mas barulho que apelam somente para o corpo, nada tem para a alma ou o espírito, pois dispensam a melodia e a harmonia.
 
Conclusão
Nunca tente induzir as pessoas ao emocionalismo carnal. O louvor deve ser refletido, pensado, meditado. O louvor também pode exercer a função de proclamação das verdades bíblicas. O que devemos fazer é ajudar as pessoas a entender o que está sendo cantado naquele momento. Devemos motivar os irmãos a perceberem os princípios da Palavra de Deus contidos na mensagem musical.

Liturgia não é show e nem apresentação em palco. O momento do louvor por meio da música é um preparo para nos conduzir a atenção quando a Palavra for pregada. O culto é para Deus e não para o hoeme, deve agradar a Deus e não ao homem. Para nós o culto é um sacrifício (Hb. 13.15). Não chame a atenção para as pessoas. As pessoas devem voltar toda atenção a pessoa de Cristo.
Devemos ter muito cuidado com a letra também. Existem letras que explicitamente são heréticas e mesmo que mencionando um texto bíblico, ainda assim, devemos tomar muito cuidado com a teologia ensinada.
 
Mesmo que certos estilos musicais não sejam pecaminosos em si mesmos, qual deles é apropriado para o culto solene? Se esse critério não for observado, como já disse antes, as vezes estaremos trazendo o carnaval para dentro do culto ou para os nossos retiros espirituais.
 
Finalizando, a música no culto, e até mesmo no retiro espiritual não são para o entretenimento, mas para envolver e ensinar as pessoas a Palavra de Deus. Cantemos a Palavra!

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