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sexta-feira, 15 de março de 2019

A SANTIFICAÇÃO, DEVE SER O ALVO DE TODO CRENTE (Rm. 6, 7 e 8)

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João d'Eça



Todos os crentes, são crentes, com um único objetivo: Serem santos.  Ser santo é ser separado das práticas pecaminosas do mundo, listadas na Bíblia. Essa lista inclui pecados que um crente não deve praticar, tais como: prostituição, impureza, fornicação, mentira, roubo, engano, bebedices, embriaguez, maledicência, ira, raiva, rancor, e outros tantos.

Não se justifica, um crente, ser chamado para ser crente e não viver em santidade. Se alguém foi chamado para ser crente em Jesus Cristo, e viver  a vida parecida com a de Jesus, separado do mundo; se praticar um desses pecados listados, significa que, ou ele está deliberadamente desobedecendo a Deus, ai a mão de Deus pesará sobre a sua vida, ou, essa pessoa não é convertida.

Os verdadeiros crentes foram justificados, e a Escritura ensina que justificação é: o processo pelo qual Deus declara uma pessoa justa, com base na fé, na pessoa e obra de Cristo. A Justificação é a atividade de Deus que liberta a pessoa da culpa do pecado.

A santificação é a atividade de Deus que liberta o cristão do poder do pecado. A justificação imputa a justiça de Deus ao homem. A santificação transmite a justiça de Deus através do homem.

A santificação é categorizada em três aspectos: 

(1) A santificação posicional é o estado de santidade imputado ao cristão no momento de sua conversão a Cristo – Aqui, não se refere a condição espiritual de alguém, mas à sua posição espiritual.

(2) A santificação progressiva refere-se ao processo em nossas vidas diárias pelo qual estamos ficando mais parecidos à imagem de Cristo - É o processo de se tornar o que somos em Cristo. Isso envolve o abandono dos velhos hábitos de mentir, roubar, caluniar, se prostituir, fornicar etc., que são substituídos por qualidades como honestidade, misericórdia, amor e santidade, semelhantes a Cristo (Colossenses 3.1-10).

(3) A santificação final é o estado de santidade que não alcançaremos nesta vida, mas receberemos quando finalmente estivermos na presença de Deus: (1 João 3.2). A santificação, o adiamento do velho homem e a imitação da justiça de Cristo são tridimensionais: posicional, progressiva e final.

O argumento do apóstolo Paulo em Romanos, capítulos 6, 7 e 8, é que somos obrigados a experimentar a santificação progressiva por causa da nossa santificação posicional realizada na cruz do Calvário.


publicado no boletim dominical da Igreja Presbiteriana do Calvário, em 17/03/2019

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

POSSO USAR QUALQUER RITMO OU ESTILO NO LOUVOR DA IGREJA OU NO RETIRO ESPIRITUAL?

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Rev. João d'Eça
 




Introdução
Há uns dez anos atrás, um amigo pastor de outra denominação me questionou sobre porque não usamos as músicas alusivas à época, para realizar os nossos eventos. No caso em questão ele estava se referindo ao samba, e perguntando por que não cantamos um samba de enredo para abrilhantar os nossos retiros? Eu logicamente, sabendo da sua intenção, lhe respondi:
 
"Eu não ficarei surpreso no dia em que presenciar nos retiros marchinhas de carnaval, axé music e frevo, dentre outros."
 

Não demorou nem os dez anos e a coisa degringolou de vez. Muitos, erradamente recorrem ao Salmo 150 para fundamentar o seu argumento de usar todos os tipos ritmos no culto, ou seja, tudo é válido para o louvor a Deus na adoração pública.
 
 
Explicação do princípio do Salmo
Com certeza o Salmo 150 não propõe esta ideia? Em nenhum momento o salmista diz que podemos usar qualquer ritmo, instrumento, estilo musical, expressões corporais e danças no culto solene. Pelo contrário, o Salmo 150 nos mostra claramente que cada elemento da criação em seu contexto apropriado e condicionado ordenadamente louvam ao Criador. Este louvor se aplica de modo geral a todos os seres viventes que compõe a criação. Sem intenção de querer fazer uma exegese do Salmo 150, mas tendo de mencionar alguns detalhes atinentes ao texto, podemos dizer que a palavra "santuário" (no hebraico: rekia) do versículo 1 é originalmente traduzida por "expansão do céus". Não se limita somente ao tabernáculo e muito menos ao templo de Salomão, mas a tudo o que está debaixo dos céus. A ideia central é mostrar que Deus deve ser adorado por causa de quem Ele é, o Soberano de todo o universo.
 
 
Não podemos esquecer de que Deus é louvado por tudo o que ele criou, tudo deve ser usado para o seu louvor, mas, não podemos usar este salmo para justificar certos ritmos, expressões e manifestações artísticas no culto solene. Não é disso que trata o salmo.
O que o Salmo nos diz é que cada elemento mencionado nesse Salmo 150, deve ser usado no seu contexto e momento apropriado no louvor a Deus.  E aqui a mensagem não se aplica a todos os ritmos musicais ou a todos os estilos de música. É fácil detectar de que nem todos os ritmos e estilos podem ou devem ser usados no culto.


Temos o direito de fazer como quisermos?

Mesmo os retiros espirituais, que são momentos mais informais de reunião da igreja, não são áreas livres para o uso de tudo que a nossa imaginação determinar. O culto a Deus é determinado pelo próprio Deus e não pode ser realizado do modo como nós queremos, segundo a nossa imaginação, pois, o próprio Deus diz como quer ser adorado, não cabendo a nenhum de nós inventar moda, ou introduzir elementos diferentes daqueles expressos nas Escrituras.
 
Geralmente os que introduzem elementos estranhos à Bíblia no culto público, ou mesmo num momento mais informal, o fazem porque desejam estimular a carne. Sabendo que o ser humano sendo carnal, deseja que a sua carnalidade seja estimulada, fazendo com que o culto deixe de ser santo e espiritual para ser profano e carnal. São homens carnais criando meios carnais para atrair outros homens carnais. O sucesso dessa receita mundana é garantido!
 

E ai? Quer dizer que eu não posso ouvir certos ritmos ou estilos de música?


A Escritura Sagrada não nos limita sobre quais ritmos ou estilos musicais devemos ter contato ou ouvir, mas a Escritura nos ensina a ter bom-senso, pois culturalmente alguns ritmos e estilos são inapropriados para o crente se deleitar. A Escritura nos alerta: “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam, todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Cor. 6.12,13). Todo cristão deve lembrar que os mesmos critérios no culto solene devem ser aplicados à nossa vida quando apreciamos qualquer ritmo ou estilo musical sejam elas evangélicas ou seculares.
 

Quem criou os ritmos e estilos musicais?
Com certeza não foi o diabo, não foi Deus diretamente, mas o homem. A graça comum de Deus é que dá a capacidade artística e de criatividade ao homem, mas isso não significa que tudo o que ele faz pode ou deve ser usado no culto a Deus.
 
 
A manifestação cultural de Israel

A música em Israel era usada em sua larga maioria para adoração e louvor ao Eterno Deus, em que pese muitos terem deturpado e usado a música para outros fins, originalmente visava a adoração cúltica. Então os estilos criados pelo povo judeu visava somente a adoração, era algo cultutal, coisa que não ocorre no Brasil. O samba não foi criado para adorar a Deus, assim como o frevo, o axé e outros ritmos mais contemporâneos não o foram. Por isso, nenhum deles é apropriado para a adoração, muito mais porque esses ritmos citados não são considerados músicas, mas barulho que apelam somente para o corpo, nada tem para a alma ou o espírito, pois dispensam a melodia e a harmonia.
 
Conclusão
Nunca tente induzir as pessoas ao emocionalismo carnal. O louvor deve ser refletido, pensado, meditado. O louvor também pode exercer a função de proclamação das verdades bíblicas. O que devemos fazer é ajudar as pessoas a entender o que está sendo cantado naquele momento. Devemos motivar os irmãos a perceberem os princípios da Palavra de Deus contidos na mensagem musical.

Liturgia não é show e nem apresentação em palco. O momento do louvor por meio da música é um preparo para nos conduzir a atenção quando a Palavra for pregada. O culto é para Deus e não para o hoeme, deve agradar a Deus e não ao homem. Para nós o culto é um sacrifício (Hb. 13.15). Não chame a atenção para as pessoas. As pessoas devem voltar toda atenção a pessoa de Cristo.
Devemos ter muito cuidado com a letra também. Existem letras que explicitamente são heréticas e mesmo que mencionando um texto bíblico, ainda assim, devemos tomar muito cuidado com a teologia ensinada.
 
Mesmo que certos estilos musicais não sejam pecaminosos em si mesmos, qual deles é apropriado para o culto solene? Se esse critério não for observado, como já disse antes, as vezes estaremos trazendo o carnaval para dentro do culto ou para os nossos retiros espirituais.
 
Finalizando, a música no culto, e até mesmo no retiro espiritual não são para o entretenimento, mas para envolver e ensinar as pessoas a Palavra de Deus. Cantemos a Palavra!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

TORNA-TE PADRÃO DOS FIÉIS

O PADRÃO DOS FIÉIS
I Tm. 4.12
Rev. João d’Eça – IPMM – 29/08/2015 (EBD)

 
Introdução:

A Escritura Sagrada estabelece o padrão de santidade para todas as pessoas com base nos valores e princípios estabelecidos por Deus para o bem de qualquer sociedade em qualquer tempo ou geografia. Os cristãos são o padrão de Deus para a sociedade, falo dos verdadeiros cristãos que pautam as suas vidas pela orientação de Deus nas Sagradas Escrituras. Os cristãos portanto devem exercer a sua influência principalmente nas novas gerações, dando um exemplo positivo na construção de vidas que reflitam a imagem de Jesus Cristo.

O “padrão” na Bíblia Sagrada

O apóstolo Paulo diz: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” (I Co. 11.1). Paulo se apresenta como o modelo a ser imitado, um modelo que sirva de padrão para os demais crentes. “Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores” (I Co. 4.16). Ainda em outro texto, Paulo se coloca como exemplo, ele diz: “Irmãos, sede imitadores meus e observai os que andam segundo o modelo que tendes em nós”. (Fl. 3.17). Em outro texto, ele diz a razão porque deve ser imitado, o seu comportamento é sem sombra de dívida exemplar, ele diz: “pois vós mesmos estais cientes do modo por que convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós....” (II Ts. 3. 7).

O apóstolo se coloca como modelo a ser seguido, mas ele diz que o padrão é o Senhor Jesus Cristo: “SEDE MEUS IMITADORES COMO EU SOU DE CRISTO”.


I – PRECISAMOS DE BONS EXEMPLOS

Quando a Escritura diz: “TORNA-TE PADRÃO” está dizendo, seja um bom exemplo.... Irmãos o nosso tempo clama por bons exemplos, por esta razão, nós temos a responsabilidade de ser o “padrão” para todas as pessoas que nos cercam, em especial para os nossos irmãos em Cristo.... Infelizmente os exemplos que vemos, não são dignos de serem imitados, seja em qualquer área da vida da sociedade, e para a nossa tristeza, a igreja não tem sido sal e luz, mas tem sido protagonista de escândalos e de uma vida tão rasa, que não dignifica o nome de nosso Senhor Jesus Cristo.


Os “heróis” dos nossos jovens

Até mesmo os jovens em nossas igrejas procuram os seus exemplos de vida, de acordo com os mesmos critérios do mundanismo. Os “heróis” do nosso povo já não são os grandes homens e mulheres de Deus que deixaram um legado de fé, e que viveram um padrão digno de exaltar o nome de Cristo.

O que os crentes querem hoje em dia é viver no mesmo padrão que o mundo vive.... preferem adotar os mesmos valores, os  mesmos princípios, a ter que caminhar na “contra-mão” do padrão mundano.


O mundo não abre mão dos seus padrões e a todo custo tenta “vender o seu peixe” aos desavisados ou aos de vida rasa.... mas os crentes não fazem o mesmo, preferem seguir o padrão e o estilo de vida mundanos... sendo influenciados ao invés de influênciar.


As pessoas mais admiradas pelos cristãos de hoje, são as celebridades da música, da TV ou artistas... talvez porque estão em exposição constante nos meios de comunicação, essas pessoas são imitadas..... Eles são os principais “ídolos” da nossa infância e juventude. Os crentes estão imitando as suas vestimentas, o seu estilo, a sua linguagem.... O pior é que essas pessoas que são admiradas, não estão nem um pouquinho preocupadas em exercer uma boa influência nos seus admiradores.


O que vemos com isso, é que muitos jovens crentes estão se perdendo. Perdendo a sua moral, perdendo a sua dignidade, perdendo o respeito, perdendo a grande oportunidade de ser sal e luz no meio de uma geração corrompida.... O uso de drogas já ameaça os jovens da igreja..... As festas mundanas os atraem mais e mais a cada dia..... Estão mantendo amizades infrutíferas, trazendo dor ao coração de seus pais, trazendo vergonha e escárnio ao nome de Cristo e como diz Paulo em Romanos 1.27: “recebendo em si mesmos, a merecida punição do seu erro”.
 

II – PRECISAMOS DE UMA MENTE RENOVADA

 
A Escritura é clara quando diz: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas TRANSFORMAI-VOS pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus(Rm. 12.1,2).

O inconsciente coletivo brasileiro

Há uma atmosfera de corrupção pairando sobre as nossas cabeças. Os maus exemplos do mundo da política, os desmandos de gente investida de autoridade, a corrupção desenfreada dos detentores de mandato, a criminalidade galopante em nossos bairros, ruas e avenidas, o avanço do tráfico de drogas que tem ceifado a vida de nossos jovens ainda na flor da idade.

Essas influências diabólicas é que tem ditado as regras para o nosso sofrido povo brasileiro.... As pessoas acham normal levar vantagem indevida num negócio.... acham que ser mais esperto é opção de quem quer vencer na vida... e assim vão vivendo um cristianismo tosco, um cristianismo sem Cristo, uma vida sem vida, um vazio existencial que muitas vezes precisa ser preenchido com entretenimento e distrações dentro das nossas igrejas....  porque Deus já não é mais o motivo da nossa adoração.... Como bem disse A.W. Tozer: “Na maioria dos lugares é difícil conseguir levar alguém a uma reunião da qual a única atração é Deus”. Muitas igrejas pensam que precisam proporcionar futilidades e divertimentos para manter os jovens na igreja.... “Santos sem santidade são a tragédia do cristianismo” (Tozer)

As instituições no Brasil, inclusive a igreja estão desacreditadas... tudo isso porque nós nos tornamos rasos, vazios de Deus, mais envolvidos com o mundanismo do que comprometidos com a santidade... Deus irá nos cobrar por isso. Por esta razão a Escritura diz: “TORNA-TE PADRÃO DOS FIÉIS”.

No passado na Grécia, um filósofo chamado Diógenes, andava pelas ruas em pleno meio-dia, com uma lamparina nas mãos, dizendo procurar um homem que fosse honesto.... Nosso povo cristão quer imitar o mundo, admirar os seus personagens, as celebridades e os artistas....

A maioria dos nossos irmãos, não sabem, e nem querem saber quem foram os homens e mulheres santos que viveram o Evangelho verdadeiro em nosso país. Ninguém se preocupa em pesquisar sobre a suas vidas, buscando inspiração para um viver mais próximo de Deus. Aliás, vemos que as pessoas não estão preocupadas em viver em comunhão com o Senhor.

Os nossos irmãos também não sabem que já tivemos no Brasil, grandes e bons brasileiros, homens do quilate de José Bonifácio de Andrada e Silva, Diogo Antônio Feijó, o Barão do Rio Branco, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa, este último profetizou com um seu pensamento:
 

“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus; o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

Estes grandes homens fizeram tanto pelo Brasil, que até hoje os seus exemplos servem de inspiração. Lembro-me de uma frase de um homem crente, fundador de um banco, o Bradesco, que estava inscrita, bem visível, na entrada da escola Fundação Bradesco, onde estudei, e que dizia: “O que queremos com as escolas da Fundação Bradesco é formar um novo homem brasileiro, tendo como pontos principais a idoneidade, a sinceridade, a moralidade, a disciplina e a honradez”. Só uma pessoa comprometida com Deus pode expressar valores como esses.
 

III – PRECISAMOS DE IGREJAS COMPROMETIDAS COM O EVANGELHO


E as nossas igrejas?

As igrejas foram contaminadas com o vírus do crescimento pelo crescimento. Para muitos a solução é a evangelização em larga escala, pois dizem que se o povo se converter a Cristo, o país melhorará. Porém, na verdade, esse pensamento não é tão altruísta assim, muitos que propagam essa ideia, pensam com o bolso e não com o coração, vislumbram o aumento do número de membros, e por conseguinte de dizimistas, querem fazer o negócio prosperar.

Qualquer objeção aos métodos de evangelização do nosso atual bezerro de ouro do Cristianismo recebe a seguinte resposta triunfante:

"Mas estamos ganhando os perdidos!"

- E para o que você lhes está ganhando?
- Para o verdadeiro discipulado?
- Para carregar a cruz?
- Para a negação do ego?
- Para a separação do mundo?
- Para crucificação da carne?
- Para uma vida santa?
- Para a nobreza de caráter?
- Para um desprezo dos tesouros mundanos?
- Para um total compromisso com Cristo?

Claro, a resposta para todas essas perguntas é NÃO!

Não sou contra evangelismo, pelo contrário, acredito que todo crente deva ser um evangelizador, mas que evangelize com a sua vida, mostrando no seu dia-a-dia o padrão de Deus, e que lute com todas as suas forças para ser um santo.

Mas, os fatos observados não correspondem à realidade. As igrejas evangélicas estão crescendo como nunca na história do Brasil, porém isso não tem trazido um padrão moral melhor, não tem trazido um padrão ético admirável, não tem melhorado a nossa sociedade... Até os políticos evangélicos tem decepcionado, enquanto que grande parte dos líderes das igrejas buscam notoriedade para si, querem que os holofotes se voltem para eles, na contra-mão do que disse João: “Importa que ele cresça e que eu diminua”. Os líderes religiosos nossos contemporâneos, estão tão distantes de ser padrão para nós, como a terra dista do sol.

Aplicação

É fundamental que as igrejas evangelizem, mas devem principalmente se preocupar em educar o povo biblicamente, uma educação que vise formar o caráter cristão em cada crente. Essa deve ser a primeira preocupação das nossas igrejas, afinal, que tipo de crente vamos deixar para as gerações futuras? Que tipo de influência transformadora estamos deixando para as nossas crianças e jovens?

Todos nós, indistintamente precisamos desesperadamente de homens e mulheres que sejam “padrão” dos fiéis, precisamos saber que é perfeitamente possível vivermos a vida cristã de acordo com esses padrões e que Deus espera de nós o envolvimento com a sua obra de uma maneira tal que ele possa nos dizer no último dia: “Bom está servo fiel, entra no gozo do teu Senhor!”

segunda-feira, 4 de julho de 2011

NEGAR-SE A SI MESMO - (Mateus 16: 21-28)

Introdução

Na semana passada vimos nesta passagem como algumas observações feitas por um dos discípulos levaram Jesus a falar sobre a natureza do verdadeiro discipulado.

Jesus disse aos seus discípulos que Ele iria enfrentar provações dolorosas em Jerusalém, dizendo que seria condenado à morte, e iria ressuscitar dos mortos ao terceiro dia.

Daí Pedro repreendeu a Jesus dizendo que isso não deveria acontecer. Devido à sua falta de compreensão, Pedro não percebeu o que estava dizendo. Jesus sabia que era necessário passar pelo sofrimento para alcançar a nossa salvação.

Discípulo de Cristo é a pessoa que vive para a Sua glória, que vive para fazer a Sua vontade, e que tem o desejo de refletir a Cristo no seu pensamento, palavras e ações.

Depois de domingo passado pedi que vocês irmãos fossem pra casa e pensassem o que significa ser discípulo de Cristo, o que significa negar-se ao si mesmo.

Uma vez que este é o primeiro passo no discipulado, é preciso ter isso bem definido na nossa mente.

Este primeiro passo no discipulado, auto-negação. Não existe servir a Cristo sem NEGAR-SE A SI MESMO. Comportando-se como Ele se comportou e desejando que ele desejava .

Fácil ou não, a auto-negação é o primeiro passo: não há como fugir disto. Renunciar a si mesmo de modo que você possa se concentrar em glorificar a Deus com a sua vida, é o que é exigido de nós todos.

Jesus negou-se a si mesmo. Diz a Escritura que ele deixou a sua glória no céu para vir a este mundo sofrer a nossa dor e pagar os nossos pecados. Ele, mesmo sendo Deus, glorificado no céu, preocupou-se conosco, simples seres humanos, um grão de poeira no meio do universo tão vasto.

O exemplo de nosso Salvador nos mostra que qualquer outro interesse de nossa parte, que não seja glorificá-lo com a nossa vida, deve tornar-se secundário.

Isso não significa que nós nunca devemos fazer o que nos agradar, mas que nós não somos guiados apenas por aquilo que nos agrada. Isso foi o que Jesus fez, porque essa era a única maneira que poderíamos ser salvos.

Eu não sei, se vocês fizeram algum progresso real em matéria de negar-se a si mesmo, como você pensou sobre isso na semana passada.

TOME A SUA CRUZ!!

Essa é a figura usada por Jesus. Tome a sua cruz. "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga- Me".

Jesus Cristo usou a figura da cruz que ele iria enfrentar, para que quando acontecesse, os seus discípulos tivessem uma visão clara do que ele queria.

Essa cruz representa o que ele tinha que fazer para nos salvar. Essa cruz representa a ira que Ele iria suportar em nosso lugar. A cruz é o símbolo do sacrifício de Cristo em favor da liberdade do seu povo. Quando vemos uma cruz lembramos o sacrifício de nosso Salvador.

Pedro pensava que Jesus poderia fazer o bem necessário, evitando a cruz, isto é, evitando o sacrifício que era exigido pela cruz. Jesus compara a nossa responsabilidade como Seus seguidores, com o que foi exigido dele para ganhar a nossa redenção.

O QUE VOCÊ PENSA QUE É SEGUIR A CRISTO?

Poucas pessoas possuem a visão certa do que significa seguir a Cristo.

Mas se você por em prática o ensinamento de Jesus em sua vida, você saberá o impacto que isso causará sobre a sua família.

Irmãos, todos nós vivemos por alguma coisa, algo que nos influencia e nos leva a tomar as decisões que tomamos. Seria maravilhoso se o nosso verdadeiro amor por Cristo fosse o motivador da nossa vida!

Ser discípulo de Cristo, portanto, começa com um compromisso com a auto- negação.

Deixar o nosso egoísmo, os nossos sonhos mesquinhos e carnais. É para isso que Jesus nos chama a ser. Eu não posso servir a mim mesmo e aos outros ao mesmo tempo. Isto é impossível.

Eu não posso levar a minha cruz sem pagar nenhum preço.

Minha cruz é uma cruz de gratidão. Porque Cristo me ama e o seu amor demonstrado na sua morte de cruz por mim, minha resposta deve ser a de amar o meu próximo em seu nome.

Tudo isso está implícito quando Jesus diz que eu devo tomar a minha cruz e segui-Lo. Eu só posso segui-lo se eu andar no caminho que Ele andou.

Quando abrimos o nosso coração para Cristo, nós assumimos a responsabilidade de honrar esse nome. E nós o honramos não apenas por nos afastar do mal, mas também pela prática de uma vida santa.

VOCÊ REPRESENTA O SEU CRISTO.

Você percebe que, para muitas pessoas neste mundo, você é o único "Cristo" que ela vai encontrar?

-Se nós estamos executando corretamente o nosso dever de viver como Cristo viveu, essas pessoas terão uma boa idéia do maravilhoso Salvador que Deus deu ao mundo.

-Se não estivermos cumprindo com o nosso dever: “NEGAR-SE A SE MESMO E CARREGAR A SUA CRUZ” como Jesus ensinou, então, POR TUA CAUSA, essas pessoas vão formar uma opinião errada do Salvador e do evangelho.

Não existe tal coisa como seguir a Jesus sem carregar a cruz. Para ser discípulo de Cristo, é exigido que você carregue a sua cruz. Ela exige esse padrão em nossa vida. Eu diria que todo verdadeiro cristão nascido de novo está fazendo exatamente isso , de uma forma ou de outra. O problema é que a maioria de nós não compreende a profundidade desse dever de viver para Cristo.

O ponto é que nós precisamos entender que nossas vidas são um reflexo de nosso Salvador. Ao invés de nos contentar com um testemunho medíocre, porque não trabalhamos com a ajuda de Deus para dar um testemunho extraordinário.

Jesus nos ensina que podemos ganhar o mundo inteiro e não termos nada. Ou seja, você pode viver de acordo com os desejos da carne e ganhar tudo o que este sistema caído tem para oferecer. No final, porém, você não terá nada de verdadeiro valor e ainda terá perdido sua alma. Não importa quão grande está o teu tesouro terrena, nunca será suficiente para resgatar sua alma.

Aplicação

Em primeiro lugar, eu espero que você leve a sério a exortação de Jesus a respeito dessa vida abnegada. Este passo não é apenas benéfica para nós, é realmente obrigatório se de fato, nasceu de novo.

Quando você tiver oportunidade, escolha fazer o bem para o próximo. Lembre-se o que Jesus fez por você.

Em segundo lugar, você deve olhar para Jesus. Você vai sempre encontrar nele um exemplo inspirador e informativo. Assim é com a questão da auto-negação. Você certamente vai lutar com suas preocupações, mas esse é precisamente o tempo para mudar seus olhos em direção ao Salvador e lembrar do seu belo exemplo.

Em terceiro lugar, note que essa passagem é um lembrete de que a nossa maneira de viver influencia na forma como os outros veêm o nosso Salvador.

-Nós podemos fazer um grande dano à imagem de Cristo. Alegando ser Seus seguidores, mas vivendo diferente do que ele quer de nós.

Em quarto e último, lembre-se que Jesus tratou essa questão relacionado a como perder ou ganhar a vida.

-Não é fácil viver neste mundo sem ser influenciado por ele. Lembre-se que está em jogo, o destino final da sua alma.

Finalmente, Não perca o que Cristo conquistou pra você. Pelo contrário, empenhe-se para viver a vida em Cristo e por Cristo.

Sirva-o procurando torná-lo conhecido de outros, através da sua conduta e compaixão, você irá experimentar a verdadeira vida, Jesus promete. Você vai viver uma vida que conduz à felicidade no mundo vindouro.

Sermão pregado na noite de domingo 03 de julho, pelo Rev. João d'Eça na IPB Betsaida.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

POR QUE LER OS PURITANOS HOJE?

Por: Don Kistler


Acredito que existem várias razões para o ressurgimento do interesse pelos Puritanos e seus escritos. Uma delas é que as pessoas estão ficando cansadas de coisas que a religião promete, mas não pode dá-las. Todo tipo de promessas são feitas, mas as pessoas investigam a religião por causa do interesse próprio, e quando estas promessas não se tornam realidade elas ficam desapontadas. Creio que elas também estão cansadas da religião superficial e sem seriedade em sua base. Muitas pessoas não louvam a Deus, porque o deus do qual a maioria ouve falar realmente não é o "Senhor Deus onipotente que reina para sempre e eternamente". Ele é simplesmente "meu amigo", e esta familiaridade certa mente produz desrespeito!

Os puritanos foram homens apaixonadamente obcecados pelo conhecimento de Deus. Eu listei 10 razões do porquê devemos ler os puritanos hoje, e cada uma delas é derivada diretamente da visão Puritana de Deus e das Escrituras.

1) Eles elevarão o seu conceito de Deus a um nível que você jamais imaginou fosse possível, e lhes mostrarão um Deus que realmente é digno de seu louvor e adoração. Jeremiah Burroughs, em seu clássico livro Louvor Evangélico, disse: "A razão porque nós adoramos a Deus de uma maneira não séria, é porque não vemos a Deus em Sua glória". O homem moderno ouve falar de um Deus que não é digno de ser louvado. Por que ele deveria louvar a um Deus que quer fazer o bem, mas não pode ser bem sucedido porque o homem nÍ o coopera? Quem afinal é soberano? O homem o é!

Leia os puritanos e você se achará, num sentido espiritual, de alguma forma sozinho. Você se sentirá empolgado com aquilo que está lendo e com o que está sentindo em seu coração, e perceberá que não há muitas outras pessoas que entenderão daquilo que você está falando; esta pode ser uma solitária experiência! Quando você experimenta a visão que Isaías teve de Deus (Is. 6), e percebe que a realidade de Deus está infinitamente além de qualquer coisa que a sua mente possa compreender, você perceberá que o homem comum não pensa muito a respeito de Deus, muito menos no nível profundo que você está pensando.

Uma das razões de termos um pensamento tão pobre é porque lemos tão pouco. Ler ajuda-nos a pensar. Nós vivemos numa "cultura fotográfica" (visual) ao invés de uma cultura tipográfica (de letras). Tudo são fotos, vídeos e filmes. Todo trabalho está feito para nós e assim não precisamos lutar com conceitos. Outra pessoa interpreta as coisas para nós com imagens. Há 400 anos atrás, as palavras estavam congeladas, estáticas numa página e estas forçavam os leitores a trabalharem mentalmente com os pensamentos ali expressos.

2) Os Puritanos tinham um "caso de amor" com Cristo, e eles escreveram muito sobre a beleza de Jesus Cristo. Um dos maiores puritanos foi Thomas Goodwin, um Congregacional. Escrevendo sobre o céu, Goodwin disse: "Se tivesse que ir ao céu e descobrisse que Cristo não estava lá, eu sairia correndo imediatamente, pois o céu seria o inferno para mim sem Cristo". O céu sem Cristo não é o céu, e se Cristo não estiver lá, eu não tenho nenhum desejo de estar lá. Estes homens estavam apaixonados por Cristo.

James Durham escreveu na sua aplicação do sermão sobre Cantares de Salomão 5:16: "Se Cristo é amor como um todo, então todo o resto é repulsivo como um todo". Nós não nos sentimos assim em relação a Cristo, sentimo-nos? Queremos um pouquinho de Cristo, mas também um pouquinho de várias outras coisas. Mas o verdadeiro cristão quer Cristo e nada além de Cristo.

Samuel Rutherford escreveu o seguinte a respeito da beleza de Cristo:

Eu ouso dizer que escritos de anjos, línguas de anjos, e mais que isso, e tantos mundos de anjos como existem pingos de água em todos os mares e fontes e rios da terra não O poderiam mostrar-lhe. Eu acho que Sua doçura inchou dentro em mim até a grandeza de dois céus

Ah! Quem dera uma alma tão extensa, como se estendesse até a linha final dos mais altos céus para conter o Seu amor. E ainda assim eu poderia conter só um pouquinho deste amor. Oh! que visão, de estar no céu, naquele lindo jardim do Novo Paraíso, e assim ver, sentir o cheiro, tocar e beijar aquela linda flor-do-campo, a árvore sempre verde da vida! A sua sombra seria o suficiente para mim; uma visão dEle seria a garantia do céu para mim.

Se existissem dez mil milhões de mundos, e tantos céus cheios de homens e anjos, Cristo não seria importunado para suprir todos os nossos desejos, e nos preencher a todos. Cristo é uma fonte de vida; mas quem é que sabe qual a sua profundidade até o ponto mais fundo? Coloque a beleza de dez mil mundos de paraísos, como o jardim do Éden em um; coloque todas as árvores, todas as flores, todos os odores, todas as cores, todos os sabores, todas as alegrias, todos os amores, toda doçura em um só.

Oh! Que coisa linda e excelente isso seria? E ainda assim seria menos para o lindo e querido bem-amado Cristo do que uma gota de chuva em todos os oceanos, rios, lagos e fontes de dez mil mundos.

Isto é alguém que ama a Cristo, não é?

3) Os Puritanos nos ajudarão a entender a suficiência de Cristo. Isto sofre grandes ataques em nossa igreja moderna. Você pode ter Cristo para salvá-lo, mas hoje em dia você precisa da psicologia para ajudá-lo no curso de sua vida. Pode ter Cristo para salvá-lo e ajudá-lo com seus sofrimentos espirituais, mas você precisa de algo mais para estas dores emocionais profundas que sente.

Existe um livro escrito por Ralph Robinson ? contemporâneo de Thomas Watson em Londres ? "Cristo: Tudo e Em Tudo". Robinson escreveu mais de 700 páginas sobre um versículo de Colossenses, "... porém Cristo é tudo e em todos" (Cl 3:11). Você percebe que a questão é a nossa deficiência em entender a suficiência de Cristo. Se Cristo é tudo em tudo, como podemos olhar para qualquer outro, ou para qualquer outra coisa em busca de respostas?

No seu livro "O Tesouro dos Santos", Jeremiah Burroughs tem um sermão sobre o versículo de Colossenses. Burroughs faz uma afirmação como segue: "Certamente Cristo é um objeto suficiente para a satisfação do Pai". Nenhum de nós argumentaria contra isso, não é mesmo? Isaías nos diz que Deus verá o "fruto do penoso trabalho de sua alma, e ficará satisfeito". Assim, Cristo é suficiente para satisfazer a Deus. Burroughs continua: "Certamente, então, Cristo é suficiente para satisfazer qualquer alma!" Você compreende o raciocínio? Coit ado daqueles cristãos que gastam suas vidas inteiras se queixando acerca de seu destino na vida, como se Cristo não fosse suficiente. Que blasfêmia é dizer que Cristo é suficiente para satisfazer a Deus, mas não é suficiente para satisfazer a mim! Muito antes de existir um Freud, um Puritano solucionou o problema da "balela da psicologia" que tanto tem fascinado e agradado a igreja hoje.

4) Os Puritanos nos ajudam a ver a suficiência das Escrituras para a vida e a piedade. Isto é o que Pedro disse (2 Pe 1:3-4). As Escrituras nos dão o conhecimento de Deus, o qual nos dá todas as coisas pertinentes à vida e à piedade. O grito de guerra da humanidade hoje é mais ou menos assim: "Estou buscando a auto-estima", ou "Quero apenas estar de bem comigo mesmo".

Os cristãos não carecem de auto-estima; eles carecem de dispensar estima a Cristo! Isaías descobriu quem Deus era e daí ele soube quem de fato Isaías era. Eu me lembro de ter sido convidado para falar numa palestra em outro continente, e pediram-me para falar de mim. Não posso imaginar nada mais constrangedor do que as pessoas ficarem sabendo algo a meu respeito. No livro"Tesouro dos Santos" de Burroughs, seu primeiro sermão é intitulado "A Incomparável Excelência e Santidade de Deus" e é baseado num versículo do Velho Testamento "Quem é como Tu, oh Deu s, entre as nações?". É um sermão de 35 páginas, e Burroughs fala do esplendor de Deus em metade do sermão. Daí ele escreve sobre a segunda metade do versículo "e quem é como Tu, oh Israel?". Qual é o ponto em questão? Sendo que não há ninguém comparável ao Seu Deus, não há ninguém como você! Assim, você não precisa de auto-estima para sentir-se bem consigo mesmo; você precisa ter "Cristo-estima"; você precisa sentir-se bem com Deus.

Se o homem é criado à imagem e semelhança de Deus, como poderia alguém ter falta de auto-estima? Cristo deu Sua vida, pagando um alto preço por Sua Igreja. Isso é verdadeiramente digno, meus amigos!

5) Os Puritanos podem ensinar-nos sobre a extrema maldade da natureza do pecado. Edward Reynolds escreveu um livro intitulado "A Pecaminosidade do Pecado", e Jeremiah Burroughs escreveu "O Mal dos Males". Não há outra doutrina que importe sermos mais ortodoxos do que nesta. Porque se você está fora da doutrina do pecado, você está fora de toda doutrina. Este é o fio da meada que vai abrir todo o invólucro.

Burroughs escreveu 67 capítulos sobre esta premissa: O pecado é pior que o sofrimento; as pessoas farão tudo que puderem para evitar o sofrimento, mas farão quase nada para evitar o pecado. O pecado é pior que o sofrimento, isso, no entanto, é porque o pecado causa o sofrimento. De fato Burroughs vai ao ponto. O pecado é pior que o inferno, porque o pecado causou o inferno. E a causa é pior que a conseqüência da causa.

Obadiah Sedgwick, um presbiteriano Londrino proeminente e que era um membro da Assembléia de Westminster, escreveu um livro perscrutador "A Anatomia dos Pecados Ocultos" ? um tratado sobre o clamor de Davi pedindo para ser liberto de pecados ocultos; aqueles pecados escondidos nos recessos mais íntimos de nossos corações. Aqueles pecados que não são conhecidos de mais ninguém, só por nós e Deus, pecados que são tão maus e condenados como quaisquer outros.

Jonathan Edwards disse o seguinte acerca do pecado: "Todo pecado é de proporção infinita, e é mais ou menos mau dependendo da honra da pessoa ofendida. Já que Deus é infinitamente santo, o pecado é infinitamente mau". É por isso que não existe esse negócio de pecado pequeno (pecadinho), porque o mais leve pecado é um ato de traição cósmica cometida contra um Deus infinitamente santo.

Simplesmente por seu enorme valor literário, este material não tem preço. As imagens de Edwards em seu sermão"Pecadores nas Mãos de um Deus Irado" são imbatíveis. Ele compara Deus com um arqueiro e seu arco em mãos; aquele arco está retesado e a flecha está diretamente apontada para o coração do homem; os braços do arqueiro estão trêmulos de tão firme que o arco está ao ser puxado. E Edwards diz que a única coisa que impede Deus de deixar aquela flecha voar e penetrar no sangue do pecador é o beneplácito de um Deus que está infinitamente irado com o pecado a cada dia. Um escritor secular que estava fazendo uma obra sobre Jonathan Edward s foi perguntado por um cristão: "Você sabe, se Edwards tiver razão então aquela flecha está apontada para o seu coração. Como você pode dormir à noite?". A resposta foi a seguinte: "Às vezes eu não durmo! Só espero em Deus que Jonathan esteja errado".

6) Os puritanos nos ajudarão na vida prática. O livro de Richard Baxter, "O Diretório Cristão", tem sido chamado de "o maior manual de aconselhamento cristão jamais produzido". Antes do presente século todo aconselhamento era feito do púlpito ou durante uma visita pastoral à família para catequizá-la. Os pastores eram vistos como os médicos da alma. É interessante notar que a palavra "psicologia" significa o estudo da alma. Suke, de onde temos "psyche" e de onde vem "psicologia" quer dizer "alma". Só que hoje em dia o que costumava ser a cura de almas pecaminosas, passou a ser a cura de mentes doentes (pecado virou doença). Esta tarefa foi tirada do pastor, o qual conhece a alma melhor que qualquer outro, e foi dada a conselheiros (psicólogos) dentre os quais, muitos nem mesmo crêem em Deus. Eles não podem curar males espirituais. O "Diretório" de Baxter mostra o gênio de um homem, que pôde aplicar as Escrituras em todas as áreas da vida. O Dr. James Packer chama este livro de o maior livro cristão já escrito.

O livro "A Prática da Piedade" de Lewis Bayly é um modelo de manual devocional Puritano. A idéia era a de regular o dia inteiro de um indivíduo pelas Escrituras. O Dr. John Gerstner diz que este livro deu início ao movimento Puritano.

Não havia nenhuma área da vida, criam os puritanos, que não devesse ser regulada pelas Escrituras. Mesmo o tempo a sós deveria ser posto à disposição do uso da piedade. Nathanael Ranew escreveu uma refinada obra ? intitulada "Solidão Aperfeiçoada pela Meditação Divina". Esta é uma obra puritana clássica sobre meditação espiritual. A premissa de Ranew é que, mesmo quando o cristão está só ele pode "melhorar-se" a si mesmo usando sua mente para o bem, meditando em Deus e em Seus atributos. Se existisse um 11º mandamento, este seria: "Não deveis desperdiçar tempo".

Os Puritanos escreveram vários destes "manuais". John Preston pregou cinco sermões em I Tessalonicenses 5:17 sobre a oração, entitulados "O exercício diário dos Santos", os quais estão incluídos no "Os Puritanos e a Oração".

R.C. Sproul escreveu o prefácio do livro de Jeremiah Burroughs "Tratado sobre Mentalidade Terrena". Eis aí um livro sobre o grande pecado de pensar como o mundo pensa, ao invés de pensar os pensamentos de Deus e segundo Deus.

Os Puritanos tinham característica pastoral forte, além de serem muito teológicos. Christopher Love ? sobre quem eu escrevi um livro "Um Espetáculo para Deus" ? disse o seguinte, em seu terceiro volume sobre sermões de crescimento na graça:

Não olhe demais para os seus pecados, mas olhe também para a sua graça ainda que fraca. Cristãos fracos olham mais para os seus pecados do que para suas graças recebidas; Deus olha para suas graças e não atenta tanto para seus pecados e fraquezas. O Espírito Santo disse: "Ouvistes da paciência de Jó"; mas Deus leva em conta não o que existe de mau em seu povo, mas o que é bom nele. É mencionado o fato que Raabe escondeu os espias, mas nada é mencionado a respeito da mentira que ela contou. Aquilo que foi bem feito foi mencionado como louvável sobre Raabe. Já o que foi inapropriado está sepultado em silêncio, ou pelo menos não está registrado contra ela e nem como acusação contra ela . Aquele que desenhou o quadro de Alexandre com sua cicatriz na face, desenhou-o com seu dedo sobre a cicatriz. Deus coloca o Seu dedo de misericórdia sobre as cicatrizes de nossos pecados. Oh, como é bom servir um Senhor assim, que é pronto a recompensar o bem que fazemos e ao mesmo tempo está pronto a perdoar e esquecer o que é inapropriado. Por isso, vocês que têm só um pouco de graça, lembrem-se que ainda assim Deus terá os Seus olhos sobre esta pequena graça. Ele não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega. (Is 42:3)

7) Os Puritanos nos ajudarão no evangelismo que é bíblico. Grande parte do evangelismo feito hoje é centrado no homem, mas o evangelismo Puritano era centrado em Deus. Os puritanos tinham outra doutrina, que se tem perdido hoje em dia e tem o nome de "buscar" ou "preparação para a salvação". Era uma doutrina amplamente difundida entre os Puritanos ingleses e os reformadores. Foi ensinada por Jonathan Edwards em seu sermão "Forçando a entrada no Reino", e antes disso foi ensinada por seu avô Solomon Stoddard. Stoddard escreveu "Um Guia para Cristo", q ue John Gerstner chama de o mais refinado manual sobre evangelismo reformado que ele conhece. Além deste, você poderia querer ler "O Céu tomado por violência" de Thomas Watson.

A doutrina da busca nos ensina que Deus trabalha através de meios, e se um homem deseja ser salvo ele deve se apropriar destes meios. Deixe-me dar-lhe um exemplo. A fé vem pelo ouvir, e os homens são salvos pela fé, ou melhor, os homens são salvos pela graça através da fé. Mas se preciso de fé para agradar a Deus e eu percebo que não tenho fé para crer em Deus para a salvação, o que eu deveria fazer?

E é aqui que entra o "buscar". Se a fé vem pelo ouvir, então eu devo ouvir alguém pregar um sermão ortodoxo sobre Cristo. Se Deus vai me salvar, seu meio normal será através da pregação do evangelho. Deus não tem obrigação de me salvar se eu escuto um sermão, mas Ele provavelmente não me salvará sem que eu escute um sermão sobre a graça de Deus.

O pecador, então, deve fazer todo o possível dentro de seu poder natural para amolecer o seu coração. Ele não pode merecer a salvação, mas pelo menos ele pode "cooperar" com Deus em sua salvação ao invés de opor-se a Ele. Eu não me torno agradável a Deus por estar buscando ? desde que o esteja fazendo sem interesse próprio ? mas eu estou sendo menos ofensivo a Deus ao invés de mais ofensivo; e mesmo se Deus não me salvar, a minha punição no inferno será menor. E os Puritanos diriam: "Se você não pode ir a Deus com um coração reto, então vá a Ele procurando por um coração reto". Busque ao Senhor.

8) Ler os Puritanos nos ajudará a ter prioridades certas. Segundo Coríntios 5:9 diz: "É por isso que também nos esforçamos, quer presentes, quer ausentes, para lhe ser agradáveis". Um puritano falou da seguinte maneira: "O sorriso de Deus é minha maior recompensa; Sua expressão de desaprovação é meu maior temor". Se é verdade que nós nos tornamos como as pessoas com as quais gastamos o nosso tempo, então é um investimento para a eternidade gastarmos tempo com os puritanos. Então, gaste o seu tempo com o melh or! O livro "Temor Evangélico" de Jeremiah Burroughs é sobre termos a prioridade correta. Trata-se de sete sermões sobre Isaías 66:2, sobre o que significa tremer da Palavra de Deus. Se Deus fala "É para este que olharei,..., e que treme da minha Palavra", então seria sábio sabermos o que é tremer da Palavra de Deus.

9) Os Puritanos podem nos ajudar a esclarecer a questão de como um homem é justificado diante de Deus. Outro título do Solomon Stoddard é sua obra prima sobre justiça imputada: "A Segurança da Apresentação, no Dia do Juízo, na Justiça de Cristo". Não tenho como não enfatizar extremamente a importância de ser são e sóbrio sobre esta questão de justiça imputada nestes dias onde tantos não estão sendo sóbrios e claros na eterna diferença entre justiça imputada ou atribuída e justiça infundida. A diferença entre estas duas posições não é só a dist ância entre Roma e Genebra; mas é também a distância entre o céu e o inferno. Eu recomendo para as suas leituras sobre este assunto, o livro "Justificação Somente Pela Fé". Se você quer especificamente um livro puritano sobre esta questão, então leia "Os Puritanos e a Conversão", ou leia o livro de Matthew Mead, "O Quase Cristão Descoberto". Mead lista vinte e seis coisas que uma pessoa deve fazer como cristã. Fazendo estas coisas não prova que ela realmente seja cristã, no entanto não fazê-las prova que ela não é cristã. Não é para a fraqueza do coração. Esta era a versão do século 17 de "O Evangelho Segundo Jesus", 300 anos antes de John MacArthur ter escrito aquela obra preciosa.

10) Finalmente, olhemos para os Puritanos e a Autoridade da Palavra. Sabemos que as Escrituras são Deus falando conosco. O versículo clássico de Timóteo nos diz que "Toda Escritura é inspirada por Deus" (literalmente soprada por Deus). E sabemos que seja o que for que Deus diga, nós devemos obedecer. De fato foi isto que o povo de Deus do Velho Testamento percebeu. Em Êxodo 24:7 eles declaram: "Tudo que o Senhor falou nós faremos, e seremos obedientes". Não há nada que o Senhor diga que nós não devamos fazer; e se não o fazemos nós não somos cristãos! A coisa é simples assim!

Um puritano que era membro da Assembléia de Westminster em 1643 escreveu: "A autoridade da Escritura Sagrada, por causa da qual se deve crer e obedecer, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja; mas depende totalmente de Deus (que é a própria Verdade) o autor da mesma. E por isso ela deve ser recebida, porque é a Palavra de Deus".

Sabemos que quando Deus fala nós devemos ouvir. De fato, grande parte da Grande Comissão é ensinar às pessoas a se submeterem à autoridade da Palavra de Deus "ensinando-os a observar tudo que vos tenho ordenado" (Mt 28:20).

Isto é o que surpreendia as pessoas quando Jesus ensinava. Mateus 7:29 diz que quando Jesus ensinava, as pessoas ficavam maravilhadas. Qual era a base para a admiração delas? "Ele estava ensinando-as como quem tem autoridade, e não como os escribas".

É exatamente assim que os pregadores devem pregar: com autoridade. É um mandamento de Deus que eles assim o façam. "Falai estas coisas, exortai e reprovai com toda autoridade. Não deixe que ninguém te despreze" Tito 2:15. Enquanto afirmamos que se Deus dissesse alguma coisa nós o obedeceríamos, nós nos esquecemos que o ministro fiel é Deus falando a nós hoje. É a visão da Reforma do ministério do púlpito: quando um ministro fiel está expondo a Palavra de Deus, é a voz de Deus que você está ouvindo e não a de um homem. E isto quer dizer que deve ser obedecida.

Extraido do Site: Sociedade Calvinista.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

DECADÊNCIAS...



Por

Rev. João d'Eça





Decadência é, segundo o dicionário novo Aurélio é: "estado daquele ou daquilo que decai", "confusão", "enfraquecimento", "abatimento", "empobrecimento".

A nossa sociedade está já há muito tempo em completa decadência em todas as áreas, mas, mais acentuadamente na área moral. Perdemos os nossos valores, porque deixamos que gente inescrupulosa ditassem a nossa nova maneira de viver, permitindo que os formadores de opinião, detentores do poder da comunicação, invadissem as nossas casas por meio da programação televisiva e mudassem os nossos costumes, princípios, cultura, etc.

Sem piedade, os que não tem compromisso com a verdade, mas sim, com os seus estômagos, com os seus próprios interesses mais mesquinhos, foram chegando, se instalando e quando vimos, já estavam nos ditando moda e comportamento.

Recentemente um sociólogo declarou que a sociedade está se tornando bissexual e que acabará por definitivamente assumir essa deformação. Escolas européias e americanas já estão ensinando o homossexualismo, o partido do governo luta pra que essa degeneração também seja aqui implantada.

Por causa do egoismo e da ambição, muitos estão se infiltrando na igreja para promover a decadência, a partir dos púlpitos. Por esta razão, declino aqui, alguns exemplos dessa decadência que começa na igreja, levando-se em consideração, que no sistema mundano ela já está estabelecida e enraizada.

Decadência é:

  • Afirmar que Deus é soberano e absoluto e não fazer a sua vontade;
  • Afirmar ser seguidor de Jesus Cristo e não fazer a sua vontade;
  • Afirmar ser guiado pelo Espírito Santo e viver sem rumo;
  • Afirmar que a igreja é o corpo vivo de Cristo e preferir a diversão do mundo;
  • Afirmar que a Bíblia é a Palavra de Deus, regra de fé e prática e não seguir os seus ensinos;
  • Afirmar ser cheio do Espírito Santo e estar vazio dos sentimentos de compaixão e misericórdia para com o próximo;
  • Afirmar que Deus supre todas as necessidades e viver preocupado com o futuro;
  • Afirmar ter recebido o sopro do Espírito e viver soltando palavras torpes;
  • Afirmar que Jesus Cristo é salvador da humanidade e não falar do evangelho pessoalmente a ninguém;
  • Afirmar compromisso com Deus, sua Igreja e seu reino e viver tomando conta somente de sua própria vida;
  • Afirmar ter a paz de Deus no coração e viver em eterno conflito com a família.

Isto é decadência, é isso que estamos vendo acontecer, é contra isso que temos de lutar.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

A SANTIDADE BANIDA.




Por


Rev. João d'Eça




"Para confirmar os vossos corações, para que sejais irrepreensíveis em santidade diante de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo com todos os seus santos". (I Tessalonicenses 3:13).

"E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade". (Efésios 4:24).
Santidade é o que Deus requer de todo cristão. A santidade é a vida do verdadeiro cristão, aliás é incompatível uma vida cristã sem um padrão de santidade elevado, de acordo com a Bíblia e que agrade a Deus.
O QUE É SANTIDADE?
De modo prático, poderíamos dizer que santidade é afastar-se completa e decididamente da prática do pecado, quer seja por pensamento, por palavras ou por ações, ou ainda, por meio dos sentidos humanos, de modo voluntário. Santidade é portanto, fazer e viver exatamente aquilo que o Senhor que que façamos e vivamos, de acordo com o padrão da Sua Santa Palavra.
SANTIDADE EM NOSSA CONTEMPORANEIDADE.
Eu ainda cheguei a viver num tempo em que os crentes viviam um padrão de santidade elevado em suas vidas, eles faziam questão de viverem de modo santo, não se importando em ser diferentes e viverem diferentemente do modo como as demais pessoas viviam. Na verdade eles viviam na contra-mão da sociedade.
Ser santo no sentido bíblico é viver assim, ser santo é ser diferente em todos os sentidos, é não aceitar seguir o rumo traçado pelo sistema mundano. Ser santo tem a ver com o que falou Jesus Cristo: "Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque dos tais é o Reino dos Céus" ( Mat. 5: 10).

Ser santo é não aceitar os apelos do pecado e do sistema mundano e manter-se incontamidado. "Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;" (Filipenses 2:15).
Não vemos mais hoje em dia um padrão de santidade na vida de 99% dos crentes. O que vemos é um estilo de vida totalmente questionável, que de santidade não tem absolutamente nada.
Sabemos de pessoas que conhecemos como crentes que são viciadas descaradamente em pornografia cibernética; outras pessoas que saem dos cultos de domingo e vão para boates mundanas (mesmo que fossem as ditas "gospel" já era questionável), pra shows de bandas e cantores "mundanos", que trocam a frequência nos cultos pela participação em festas "mundanas", que não mais se sentem envergonhados em encontrar pessoas descrentes que os conhecem nesses ambientes (que testemunho!!!!!!!).
Pessoas que participam de comunidades em sites de relacionamentos, sem nenhuma diferença com os pecadores contumazes, membros dessas comunidades. Que descaradamente marcam encontros em festinhas "mundanas" como se nada tivesse acontecendo e que tudo isso fosse normal para alguém que se identifica como cristão. Pessoas que são envolvidas com drogas, com prostituição, com mentiras, com pornografia, envolvidos com o "anti-valor" que se contrapõe aos valores da Santa Palavra de Deus.
Pastores, filhos de pastores e até crentes em geral que estão consumindo músicas "mundanas" em seus "ipods", "Mp3", "Mp4" e "pen-drives". Que estão recebendo a influência de valores anti-cristãos através da música, pois música passa valores e princípios através de suas letras e melodias, não sendo isentas e inocentes de modo algum. Hoje em dia está mais difícil de escolher-se o que ouvir, até as músicas ditas evangélicas estão transmitindo valores questionáveis, sendo que muitas dessas são "LIXO" que estão sendo depositadas em ouvidos que na verdade são "LATRINAS".
Estive em um congresso de adolescentes, onde fiquei extremamente decepcionado com o que ví e ouví. Na noite em que cheguei pra visitar o meu filho (que diga-se de passagem não participou desse negócio, pois eu o educo de acordo com a verdade e a santidade), estava tendo um desfile, onde muitos adolescentes estavam vestidos de mulher, imitando travestís com plumas ao redor do pescoço, com "trejeitos" ridículos e ao som do hino mundial dos GBLTs "I Will Survive", cantado por Glória Gaynor. Foi uma das maiores decepções da minha vida. Creio que não mais enviarei o meu filho pra participar do próximo Congresso e orientarei os pais da minha igreja a não deixarem os seus filhos irem.
A santidade foi banida do nosso tempo e da nossa sociedade. Temo que em 10 anos a sociedade ocidental, em especial a brasileira, esteja totalmente secularizada. Somente o remanescente fiél daqueles que levam Deus à sério, estarão militando em busca de uma vida santa.
Creio também que ainda é tempo de reverter o processo, pelo menos em nossas igrejas, fazendo das mesmas um refúgio para as almas cansadas da corrupção do mundo contemporâneo. Creio que se os pais, assim como eu faço, exigirem de seus filhos e acompanharem esse processo de santidade na vida deles, tirando tudo o que corrompe, vigiando de perto todo o processo, então haverá uma saída. Porém se os país, pastores e líderes relaxarem na vigilância e proteção dos seus filhos e membros de nossas UPAs e UMPs, então a decretação do banimento da santidade e da vida com Deus, terá acontecido.

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