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quarta-feira, 20 de maio de 2015

MOVIMENTO DE IGREJAS EM CÉLULAS – PARTE II - MODELOS DE CRESCIMENTO DE IGREJAS OU PRAGMATISMO HUMANISTA

Uma das maiores aberrações criadas pelo movimento da “Visão Celular” foi a figura do “apóstolo”, que também foi ou é conhecido como “pai-póstolo”. Lembro-me que a primeira vez que presenciei uma cena de um pastor pedindo “a benção” para um auto-designado “apóstolo”. Foi na carreata de apoio ao já falecido ex-governador Jackson Lago, quando os pastores que o apoiavam ficaram concentrados próximo ao aeroporto de São Luís, para irem em carreata até o local onde ia ser o último debate entre os candidatos ao governo do Estado.

Eu estava conversando com alguns pastores, dentre eles o “suposto” apóstolo, que era do nosso grupo, mas esse negócio de apóstolo ainda não tinha subido para a cabeça dele, inclusive todos nós o chamavam de “pastor” e ele aceitava tranquilamente. Nessa tarde, enquanto conversávamos, dois pastores da sua igreja chegaram e se aproximaram dele e um após o outro, segurando a sua mão disseram; “a benção pai-póstolo!" Eu segurei para não sorrir e ao mesmo tempo achei aquilo muito estranho.

A segunda vez, foi quando íamos realizar um café da manhã conjunto, como fazíamos todos os meses. Como eu havia chegado cedo, estava conversando com o anfitrião da igreja, que por sinal era a mesma pessoa do episódio da carreata. Estávamos na parte dos fundos do templo, onde havia uma área de vivência, quando chegou alguns auxiliares dele e se dirigindo a ele, disseram: “sua benção pai-póstolo”. Eu achei aquilo ridículo, sem propósito e arrogante, mais como não tinha nada a ver com isso, fiquei na minha.

Tenho informações de que até entre líderes de células e seus discípulos, em algumas igrejas que aderiram o movimento da "visão celular" há esse tipo de cumprimento com pedido de “benção” e beijo nas mãos.

Incoerências bíblicas

Jesus Cristo passou três anos treinando os seus verdadeiros apóstolos a quem escolheu e os enviou a pregar o seu Evangelho no início da igreja. O próprio Jesus passou mais tempo treinando os discípulos, do que qualquer líder de células, que geralmente não passa de seis meses.

Jesus Cristo poderia ser visto como um fracassado pelo movimento da “visão celular”, porque os seus discípulos não eram "peças boas", mesmo depois de terem sido treinados durante três longos anos. Dentre os que foram treinados e deram muito trabalho para o Senhor, podemos citar: Pedro, era arrogante, prepotente, incontrolável, violento (Mt. 26.51, 52). Jesus o chamou de Satanás (Mt. 16.23), e na hora mais difícil, ele traiu a Jesus (Mt. 26. 69-75). Tiago e João, com sua mãe, foram até Jesus para lhe pedirem que ele os colocasse em lugar de destaque, um a sua direita e o outro a sua esquerda (Mc. 10. 35-45), e como esquecer de Judas, que conviveu com Cristo os três anos de ministério, foi treinado por Ele, mas foi o que o traiu. Se no ministério de Jesus foi assim, como podem querer os adeptos do movimento da “visão celular” fazer com que gente pagã, neófita, seja treinado em apenas seis meses?

Liderança e Líder

Para os “peritos” em “visão celular” as palavras que mais ocorrem em seus escritos são “liderança” e “líderes”. Dizem que qualquer pessoa pode vir a ser um líder, basta que para isso recebam o treinamento. No livro Crescimento explosivo da Igreja em células, a pg. 27, Joel Comiskey diz que “... treinamento não é tão importante como a vida de oração do líder e a clareza dos seus alvos” (Grifo meu). Isso mostra que o treinamento é menos importante do que os alvos. Mais a frente, na pg. 28 do mesmo livro, Comiskey diz: “Uma liderança eficaz de células é muito mais uma aventura liderada pelo Espírito do que uma técnica de estudo bíblico” (Grifo meu). Aqui há a afirmação de que o líder de célula não precisa saber a Bíblia, pois a sua liderança será exercida com “aventura” e não pela orientação da Escritura Sagrada.

Mais à frente na pg. 30 do mesmo livro, Comiskey se contradiz totalmente quando ele afirma: “os dons espirituais são importantes, mas este estudo estatístico e a experiência [...] demonstram que não é necessário nenhum dom específico para liderar uma célula bem sucedida” (Grifo meu). Se antes ele havia afirmado que liderar uma célula é uma aventura do Espírito, agora ele diz que “não precisa nenhum dom espiritual para conduzir a célula”, das duas uma: ou ele não sabe o que está dizendo, ou a liderança lidera sem o auxílio do Espírito Santo, provando assim que é um movimento humanista.

Uma prova de que o movimento da “visão celular” é um modelo meramente humanista, está nas declarações de Comiskey à pg. 32 e 61, ele diz que "o líder de célula não precisa de pré-requisitos, nem de perfil, nem de qualificações e que eles são treinados nas próprias células", de forma pragmática, reproduzindo de forma resumida o sermão do pastor do domingo anterior. Uma igreja que considera os alvos mais importantes do que o treinamento, releva a Palavra de Deus e o seu estudo sério e sistemático e estabelece uma liderança desprovida do dom do Espírito Santo, onde as pessoas desqualificadas é que lideram, o resultado não será outro a não ser a perversão do Evangelho, a mundanização da igreja e por fim a sua destruição.

Ambiente propício a proliferação de heresias

         A principal de todas as heresias foi a constituição de um corpo de supostos “apóstolos” e depois elegeram um “patriarca” do Brasil, colocando sobre o maluco um manto púrpura, sinal de realeza, para que o megalomaníaco Terranova, se sentisse um semi-deus. Esse é o modelo do episcopado monárquico, onde um só detém o poder absoluto sobre a igreja e sobre os outros hierarquicamente abaixo dele. Essa é a única forma de se alcançar o sonho da "Mega-Igreja", adotando essa visão “papal” de liderança sobre o restante dos liderados de menor importância. Esse é o resultado de uma igreja de baixo nível teológico-doutrinário, uma igreja à mercê dos caprichos e loucuras dos seus líderes, uma igreja prestes a sucumbir biblicamente, como aconteceu com a Igreja Católica Romana.

Uma outra heresia do movimento tem a ver com o culto. O culto da igreja de “visão celular” é geralmente um culto pentecostal, consequentemente é um culto humanista, com ênfase no homem, que enfatiza as obras humanas e é um culto sem as exigências da Palavra de Deus. O Dr. Augustus Nicodemos no estudo da Bíblia disse: “Deus exige de nós que o cultuemos em conformidade com a sua vontade revelada e não de acordo com as nossas imaginações mundanas”.

Para o movimento da “visão celular”, culto deixou de ser culto e passou a ser “celebração” ou “reunião”. Eles dizem que as pessoas não querem participar de um culto, porque isso é muito ameaçador, mas elas irão para uma reunião familiar, mais informal e descontraída. Será que o Nosso Senhor Jesus Cristo errou? Será que os apóstolos que se reuniam nas sinagogas para o culto solene erraram? Será que a igreja ao longo de quinze séculos labutou em erro? Será que dos Reformadores aos Puritanos, todos eles estavam errados, em vinte séculos de história, e que somente agora, no final do século XX, os idealizadores do movimento da “visão celular” é que acertaram? Creio que não, o que eles fizeram foi deturpar os valores da igreja de Cristo e o trocaram pelo movimento humanista mundano.

Culto para o movimento da visão celular é algo bem parecido com o que vem abaixo:

Primeiro passo:
Quebra-Gelo (Já pensaram Pedro ou Paulo, antes da pregação, chamar o povo para um quebra-gelo?).
Interação: você para mim eu para você.
Atividades: Perguntas e dinâmicas
Atmosfera: Não ameaçadora, 15 a 20 minutos.

Segundo passo:
Adoração
Interação: de nós para Deus
Atividades: Louvor e Adoração
Atmosfera: reverência e gratidão – 15 a 20 minutos

Terceiro passo:
Confraternização
Interação: de todos para todos
Atmosfera: comunhão com lanche – 10 a 15 minutos
Encerramento.

         Isso é ridículo! Isso não é culto. Isso é sociabilidade humana e nada mais. O culto precisa ser realizado no templo[1] (e não em células), e deve ter os elementos ordenados pela Palavra de Deus que são:

- Leitura da Palavra de Deus
- Cânticos espirituais
- Orações
- Pregação da Palavra de Deus
- Cânticos espirituais
- Orações e ofertas, e
- Ministração dos Sacramentos[2]

Assim como o culto é deturpado, o conceito de pastorado também o é. O pastor deixa de ser pastor e passa a ser um empreendedor, gestor, facilitador, etc., sem nenhuma conotação bíblica, fora totalmente dos padrões da Escritura Sagrada. Para os líderes do movimento da “visão celular”, o ofício pastoral é a desgraça da igreja.[3] Para eles, nas igrejas de “visão celular” o ministério é tirado das mãos de alguns “escolhidos” e “é colocado no colo de muitos”.[4]


No último post dessa série, tratarei dos pressupostos anti-bíblicos do movimento de “visão celular”.







[1] Princípios de Liturgia da IPB, cap. II, art. 5.
[2] Princípios de Liturgia da IPB, cap. III, art. 8.
[3] COMISKEY, Joel. Crescimento Explosivo, p. 72.
[4] Ibid, p. 56

terça-feira, 19 de maio de 2015

MOVIMENTO DE IGREJAS EM CÉLULAS – MODELOS DE CRESCIMENTO DE IGREJAS OU PRAGMATISMO HUMANISTA

Por

Rev. João d'Eça

Tenho acompanhado o movimento de crescimento de igreja desde o ano de 1995 e participei de muitos congressos e encontros de várias vertentes desse movimento: Igreja em Células, Rede Ministerial, MCI, etc.

Nesse artigo pretendo mostrar algumas incoerências do movimento de crescimento de igreja ou movimento de igreja em célula, que no fim são os dois a mesma coisa, seja em que modelo for: dos 12, dos 10, dos 5, etc....

Já li praticamente todos os manuais de estratégias do movimento de crescimento de igrejas produzido nos últimos 30 anos, principalmente os de Cominskey e Neighbour, e uma coisa em comum que encontrei em todos eles, é que não há nenhuma fundamentação bíblica para as suas alegações. No máximo usam o texto de Atos 2.46 e 5.42 e nada mais. Aliás os proponentes do movimento igreja em células são declaradamente contra as doutrinas estabelecidas. Eu, por exemplo, já ouvi de um pastor, que ele não mais ensina doutrina em sua igreja, por ser muito difícil e que ele administra a igreja como se fora uma empresa. Lembro de ter dito a ele uma frase que eu já ouvira e que não sei quem é o seu autor, que diz: “O Evangelho te põe no caminho, mas a doutrina te mantêm nele”.

O movimento de igreja em célula começou a tomar corpo com as publicações de Paul Young Cho e depois com as várias viagens de todo o mundo para a Coreia do Sul, para se ver em loco o trabalho da igreja de Cho. Multidões de pastores saíram do Brasil e fizeram essa viagem em grandes caravanas. Eu posso dizer com toda a certeza de que o movimento de células, crescimento de igrejas visando alcançar a “Mega-Igreja” ou modelo dos 12, 10, 5 etc, nada mais é do que um movimento secular de gerenciamento de empresas (igrejas), para fazer o negócio prosperar.

Figuras Carismáticas

          O movimento gira em torno de uma figura carismática, líder e iniciador da novidade na igreja local, que mais tarde rompe com a denominação ou com o líder que estaria acima dele e dai, parte com o seu séquito para montar a sua própria igreja, onde esse líder será o dono do “negócio” e se acercará de outros líderes no convencimento das pessoas, através de gerenciamento empresarial, seguido de definição de “Missão” e “Visão” e outras estratégias necessárias para fazer o negócio prosperar.

         O interessante disso tudo é quem começou o movimento no Brasil foi a Assembléia de Deus, trazendo as ideias do Colombiano César Castellanos e o seu movimento G12. Ele diz que recebeu de Deus uma “revelação” de que ele iria pastorear um rebanho tão grande quanto as estrelas do céu. As Assembléias de Deus não deram continuidade e outras igrejas passaram a adotar o sistema mundano de igreja em célula.

         Esse sistema secular e mundano destruiu a unidade da igreja evangélica brasileira que vinha experimentando um início de avivamento desde os anos 70 e que foi barrado por essa novidade no começo dos anos 80. O movimento dividiu inúmeras denominações e igrejas desligaram-se de denominações históricas por causa da megalomania de alguns pastores que viam nesse movimento, uma oportunidade de dominação e enriquecimento.

A característica do movimento igreja em célula

         Claramente está explícito nos escritos dos fundadores do movimento, que suas características são pentecostais. Assim como César Castellanos, Comiskey também diz que Deus começou a falar com ele e lhe disse que ele teria também de começar o movimento “celular” em seu ministério.[1] A maioria dos líderes do movimento igreja em células, ou são pentecostais ou simpatizantes.

Habilidade Humana e pragmatismo

         O movimento de igreja em célula, ou “celular” está centrado na dicotomia “sucesso” e ou “fracasso”. Na mentalidade dos seus líderes, a habilidade humana de conduzir o processo é que vai definir o sucesso ou o fracasso naquela igreja local, ou seja, não depende da ação de Deus e do Seu Santo Espírito, mas da competência para o “sucesso” ou inabilidade do condutor para o “fracasso”.

         Pragmatismo pode ser definido como “fazer dar certo”, ou seja, usa-se determinada estratégia, geralmente inventada num outro contexto e trabalha-se para obter-se os resultados pré-definidos a serem alcançados, não importa como (os fins justificam os meios). Eles determinam o tempo de frutificação das pregações e ai estabelecem uma data para a multiplicação, fechamento ou reestruturação da célula.

Os líderes do movimento dizem que por experiência própria eles entenderam que o prazo de seis meses é o tempo para a célula estagnar, porque é nesse tempo que as pessoas conseguem se tolerar e é ai que o “pequeno grupo” deve se multiplicar (com 12, 10, 5 ou de outra forma), ou deve se reestruturar.[2] Com isso fica claro que o movimento de célula não passa de um método humano. Como bem disse Paul Washer: “São pessoas mundanas, pregando um evangelho mundano, para atrair outras pessoas mundanas”.

O Encontro foi “Tremendo”

         No início do movimento criaram uma estratégia de “encontros” de três dias onde usava-se técnicas psicológicas e até “terapia da regressão”, nos piores moldes espíritas, para fazer as pessoas confessarem os seus pecados ou a voltar muitas vezes até o ventre materno, para descobrir qual a razão do “fracasso” na vida espiritual. Paul Young Cho enviava os líderes de células que fracassavam, para um retiro na “Montanha de Oração”, para jejuar e orar em busca do sucesso, e os que obtinham esse “sucesso”, eram elogiados em público para servirem de exemplo.[3]

         A estratégia do encontro ainda continua na maioria das igrejas que adotaram o movimento, algumas com outros nomes, estrategicamente mudados para estarem de acordo com as pretensões de seus líderes. Na maioria das vezes, esses encontros começam numa sexta-feira e termina no domingo pela manhã, onde os “líderes” trazem os seus “discípulos” para o batismo. E há a competição entre os líderes para ver quem conseguiu mais “discípulos”. Já vi muitos jovens de outras igrejas serem levados por parentes ou amigos e de forma constrangedora, serem levados a esses batismos e nunca mais voltaram a essas igrejas novamente, mas fizeram parte da estatística dos líderes.

         Para os líderes do movimento de igreja em células, conversão e salvação são resultados de habilidades humanas e não da visitação especial de Deus. Para eles, os discipuladores precisam adaptar pessoas vindas do paganismo ao estilo de vida cristã através das estratégias e dos métodos por eles aplicados. Os livros publicados pelo movimento trazem centenas de estratégias de como multiplicar as células ou de como produzir “crentes” em série. Na Escritura Sagrada, conversão e salvação são obra da visitação especial de Deus. Não existe ninguém recebendo elogios pelos meses que passaram para “produzir” um novo crente. Na Bíblia essa tarefa é de Deus e do Seu Espírito Santo. “... Não é por força nem por poder, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos” (Zacarias 4.6).

         Nas Sagradas Escrituras, a mensagem do Evangelho nunca foi camuflada na intenção de atrair pessoas e os apóstolos nunca montaram estratégias de fazer amizades para tentar atrair pecadores pela simpatia. O Evangelho sempre foi o Poder de Deus e sempre foi pregado não importando se iria ou não ofender o pecador. Jesus disse aos seus discípulos:

Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.[4]


Não havia “quebra-gelo” no tempo dos apóstolos, as pessoas não eram convencidas dos seus pecados por fazer “terapia de regressão”. Eles não obedeciam o Evangelho porque as suas necessidades haviam sido supridas, inclusive Jesus repreendeu os que assim faziam: “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para avida eterna, a qual o filho do homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo”. (João 6.27). O Evangelho pregado por Jesus, por João Batista e pelos apóstolos, era ofensivo e chamava os pecadores ao arrependimento. A Nicodemos Jesus disse: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3.3).

A sobrevivência do movimento “celular”

         O movimento celular sobrevive por meio de suas estratégias humanistas, sem nenhuma ênfase nas Escrituras Sagradas. A Bíblia para o movimento está mais para um “manual de auto-ajuda”, do que Palavra de Deus. É certo que nunca poderíamos esperar que uma estratégia humanista viesse a enfatizar as Escrituras. Eles desprezam a Escola Dominical, desprezam o Dia do Senhor e desprezam todos os valores herdados da Reforma Protestante do século XVI. Eles dizem que doutrina e evangelização são duas coisas diferentes, devem permanecer separadas e uma não precisa da outra. O que vale é o pragmatismo. Isso é o resultado de um movimento que não nasceu das Escrituras. O “encontro” de células é um encontro puramente humano com uma roupagem de reunião em torno da Bíblia.



         No próximo post, vamos provar que a Bíblia não é central no encontro de célula do movimento “celular” humanista.




[1][1] Comiskey. Cresimento Explosivo. p. 12.
[2] NEIGHBOUR, Ralph. Manual do Líder de Célula, p. 113
[3] COMISKEY. Crescimento Explosivo. pgs. 25 e 97
[4] Mateus 10. 34-36

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