quinta-feira, 15 de março de 2007

ONDE ESTÁ A VERDADE?

Por


João d'Eça





A propósito da proposta do PT (Partidos dos Trabalhadores), que elaborou um Projeto de Lei para ser apresentado na Comissão de Direitos Humanos da ONU em 2003, onde o mesmo foi rejeitado por duas vezes, devido ao voto contrário da Liga das Nações Árabes e do Vaticano, vindo a ser apreciado novamente em 2006, com vários avanços dentro daquilo que o PT e o Governo brasileiro (do PT), queria.

Hoje, Quinta-Feira (15/03/07), estava certo a aprovação da lei em uma Comissão do Senado brasileiro, trabalhando sigilosamente, onde a proposta da Lei "Brasil sem Homofobia", viria trazer avanços para a população GLBSTTT(Gays, Lésbicas, Bissexuais, Simpatizantes, travestis, Transexuais e Transgênicos) Ufa!!. Em compensação iria trazer prejuizos para a maioria da população brasileira, porque a principal base da Lei, está em obrigar o cidadão a gostar do movimento da minoria GLBSTTT e aceitar todas as manifestações dessas minorias, sem críticas ou discordâncias, pois se assim for, poderão pegar de 2 a 5 anos de cadeia. É a ditadura da minoria GLBSTTT. Porque não se faz uma Lei que ponha na cadeia os governantes que permitem que crianças sejam abandonadas nos semáforos das cidades, cheirando "cola de sapateiro" ou "solventes", ou ainda uma Lei que ponha atrás das grades, governadores, prefeitos, deputados e senadores que permitem que a população seja assassinada todo dia por bandidos nas capitais dos estados e nas grandes cidades aos milhares?

Até hoje (15/03), foram 10 policiais mortos em uma semana no Rio de Janeiro. Aqui se mata anualmente mais do que na guerra do Iraque com todos os atentados a bombas e ninguém faz nada pra mudar a situação. Será que a maioria não tem os mesmos direitos que as "minorias"?

Não somos à favor de discriminação ou violência contra quem quer que seja, mas estabelecer no Brasil uma "ditadura" Gay, é simplesmente ridículo. Querer que as famílias engulam um estilo de vida contrário às suas convicções ou crenças, por força de uma Lei, é "medieval", é arbitrário.
Só porque os "intelectualóides" do PT e outros "sociologastros" e "humanistóides" querem assim, temos que aceitar? Não tenho eu e outros cidadãos, o direito de sermos contra, em nome da preservação de nossas famílias, de vermos exposição de afetividade "Gay" em público? Não tenho o direito de como cidadão, ser contra essas manifestações públicas (já que podem ser feitas em lugares privados), e condiderá-las contrárias à natureza, aos meus princípios e às minhas crenças?

O que os defensores dessa atitude querem é trazer o caos para a sociedade. Há coisas que nos ofendem, isso é natural do ser humano, e, quando nos ofende nós reclamamos para que se possa corrigir as coisas e cada um respeitar o direito dos outros, isso vale pra tudo. Manifestação de afetividade deve ser feita de maneira privada, é pra ser feito entre quatro paredes e não em público. Daqui a pouco "vamos ter que engolir" relacionamentos íntimos em praça pública sem poder dizer nada, tudo em nome do direito à intimidade pública. Isso é falta de respeito e falta de critério. É a ditadura GLBSTTT.

Daqui a pouco vamos ver criada uma Lei que dá direito aos usuários de drogas de se drogarem em público e que disser algo contra ou fizer uma crítica, irá pra cadeia. Tudo em nome do "Direito a isso", "Direito àquilo". Ora se eu tenho o direito e o dever de educar o meu filho longe de tantas coisas que para mim são prejudiciais a ele, mesmo que não seja pra outros pais, tenho também o direito de manter meu filho longe de qualquer influência que eu considere perniciosa pra ele, devo afastá-lo dessas influências que não gostaria de ver na vida dele. Isso é crime?

"Arriscamos¹ a ter no Brasil um futuro negro onde as próprias gangues temerão os homossexuais, por causa dos muitos privilégios legais concedidos ao homossexualismo. Antes de atacarem um indíviduo, as gangues poderão se sentir obrigadas a perguntar se ele é homossexual. Se não for, o ataque prosseguirá normalmente. Assim, homens, mulheres e crianças não serão poupados. Nos meios criminosos, só os homossexuais terão isenção especial e é possível que, por desespero diante da total falta de segurança que reina no Brasil, a população precise se fazer de homossexual durante uma ação de criminosos".

"A que ponto chegou o Brasil: Um governo que não consegue dar nenhuma segurança para milhões de homens, mulheres e crianças agora se compromete a dar segurança à minúscula população homossexual, por causa do intenso, enorme e insistente ativismo homossexual de direitos humanos. Algumas pessoas já devem estar babando de vontade de participar do movimento homossexual, só para ter as garantias civis de segurança que o Estado jamais consegue dar à vasta maioria da população".

Tenho convicções éticas, morais e religiosas como quase todo mundo tem, não sou perfeito, sou cheio de erros, de equivocos, me engano e quando isso acontece, sei reconhecer, mas não posso admitir que uns poucos tenham mais direitos do que a maioria, de que esses poucos sejam superprotegidos, enquanto a maioria é esquecida à sua prórpia sorte. "Seja o que Deus quiser!!!"

Que os adeptos do homossexualismo tenham os seus direitos, sou a favor, não tenho porque ser contra. Os que gostam da prática homossexual devem ser respeitados e protegidos, mas, quero ter o direito de fazer proselitismo, sem que isso se configure crime. Eu acredito na possibilidade de pessoas adeptas do homossexualismo deixarem a prática e mudarem de vida, assim como acredito que o bêbado possa largar a bebida, que o usuário de drogas possa deixar de consumir, assim como o viciado em sexo possa ser mudado, como o ladrão venha a deixar de roubar. Essa convicção é crime? Sei que muitos não aceitarão e nem se renderão aos meus argumentos, mas quero ter o direito de tentar sem que isso se configure em crime. Isso é errado?

Creio na Escritura Sagrada hebraico-cristã, vivo pelos seus princípios, cada pessoa escolhe que princípios seguirá em sua vida, outros não seguirão princípio algum, mas mesmo os que não seguem um princípio estabelecido, seguirão algum, mesmo que seja o seu próprio, forjado na sua cabeça. Eu acredito que a Bíblia é relevante para hoje e sempre será relevante, apesar de que as campanhas para desacreditá-la estão ai. Por exemplo, quando a Bíblia fala contrariamente ao homossexualismo, os estudiosos de plantão do lado contrário, na tentativa de defender o seu relativismo ético, dizem que isso é porque a bíblia é um livro antigo, de um tempo onde não se conhecia as coisas muito bem, mas que hoje em dia, a situação é diferente, já se sabe muita coisa que não se sabia. Mulheres se emanciparam, a sociedade evoluiu, pecado deixou de ser pecado passou a ser comportamento, e em breve estarão afirmando a criação de um terceiro sexo, íbrido, nem sim, nem não.

Abaixo vemos três dos vários textos contundentes a respeito do assunto, encontrados na Bíblia Sagrada, para provar aos que dizem que a Bíblia silencia à respeito. Vejamos:

“Não se deite com um homem como quem se deita com uma mulher; é repugnante”. (Levítico 18:22 NVI)

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos e, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus”. (1 Coríntios 6:9-10 NVI)

Leiam também Romanos 1: 18-26.

Queremos viver em um país livre, onde o cidadão tenha o direito de ser diferente, mas que tenha resguardado o direito de mudar de opção, de atitude, de comportamento, de valores, sem que isso seja considerado crime. Não é assim que todos queremos viver?




[1] - Extraido do Livro O Movimento Homossexual de Júlio Severo, Editora Betânia.

quinta-feira, 8 de março de 2007

DEZ RAZÕES POR QUE AS REIVINDICAÇÕES DA SUPOSTA TUMBA DE JESUS SÃO FALSAS.


Por
Rev. João d'Eça.
Aqui estão as refutações de alguns dos mais respeitados doutores em arqueologia bíblica, do mundo, sobre o achado da suposta Tumba da família de Jesus.
Abaixo vão os nomes deles com seus títulos e local onde trabalham. (Tradução Livre: Rev. João d'Eça)
Professores de Arqueologia dizem que a reivindicação de James Cameron de que uma tumba que supostamente contém os ossos de Jesus é falso. São Eles:
Dr. Ben Witherington
Bible scholar, speaker, author of 30 books including What Have They Done With Jesus? and The Jesus Quest
Professor of New Testament Interpretation
Asbury Theological Seminary
Wilmore, Kentucky

Dr. Darrell Bock
Media spokesman / Editor-at-large for Christianity Today /Author, Breaking the Da Vinci Code and Jesus in Context
Professor of New Testament Studies
Dallas Theological Seminary
Dallas, Texas

Craig Evans
Author, Jesus and the Ossuaries and Fabricating Jesus: How Modern Scholars Distort the Gospels
Professor of New Testament
Acadia Divinity College
Wolfville, Nova Scotia
902-585-2221

Dr. Gary Habermas
Shroud of Turin expert / Author of 27 books including The Case for the Resurrection
Chair, Department of Philosophy and Theology
Liberty University
Lynchburg, Virginia
434-582-2577

Dr. Paul Maier
Bible scholar / author of more than 15 books including The Da Vinci Code – Fact or Fiction?, More Than a Skeleton and Josephus – The Essential Works
Professor of Ancient History
Western Michigan University
Kalamazoo, Michigan
(269) 387-4816


Joe Zias
- Thirty years professional experience in the field of Medical/ Physical anthropology
- Over 80 articles in peer reviewed medical and scientific journals
- Science and Archaeology Group at Hebrew University. Former senior curator of Archaeology and Anthropology at the Israel Antiquities Authority for which he was responsible for the curation of the antiquities stored in the Israel Antiquities Authority, ranging from the Pre-historic periods up to the 18th Century AD. These objects, numbering over 75,000, included the Dead Sea Scrolls, pre-historic human skeletal remains as well as artifacts from the regions premier archaeological sites such as Jericho, Megiddo, and Gezer.

Dr. Amos Kloner
Officially oversaw the work at the tomb in 1980 and has published detailed findings on its contents
Professor, Department of Land of Israel Studies
Bar-Ilan University
Jerusalem, Israel.
"Infelizmente, esta história está cheia de buracos, conjecturas e problemas," disse o Dr. Ben Witherington, professor de Novo Testamento do Seminário Teológico Asbury. Basicamente, esta são notícias velhas com uma interpretação nova. “Nós soubemos sobre esta tumba desde que foi descoberta em 1980. Há todos os tipos de razões para tratarmos disto como muito cuidado”.

Witherington e outros Mestres e estudantes de Arqueologia Bíblica, dizem que há 10 razões pelo menos, para se acreditar que a "reivindicação da Tumba de Jesus" é completamente falsa:
Vejamos Suas Razões:

1 - Não há nenhuma evidência de DNA que possa dizer que este é o Jesus histórico de Nazareth.

2 - A análise estatística é indigna de confiança.

3 - O nome "Jesus" era um nome muito popular no primeiro século, esse nome aparece em 98 outras tumbas e em 21 outros ossuários.

4 - Não há nenhuma evidência histórica de que Jesus fosse casado ou que teve um filho.

5 - Os seguidores mais próximos de Jesus nunca o "chamaram Jesus, filho de José".

6 - É altamente improvável que José, que morreu mais cedo na Galiléia, tenha sido enterrado em Jerusalém, os registros históricos que temos, só o conecta a Nazareth ou Belém.

7 - A Tumba de Talpiot e os ossuários possuem características, tais que eles teriam pertencido a uma família rica, que não combina com o registro histórico para a família de Jesus.

8 - O historiador Eusébio, diz que o corpo de Tiago, irmão de Jesus, foi enterrado próximo ao monte do templo e que a tumba dele, sempre foi visitada, até séculos mais tarde. Portanto, é improvável que a tumba de Talpiot seja de Jesus, ou mesmo a tumba da sua familia.

9 - Há duas “Marias” inscritas nos ossuários, não é mencionado ninguém de Migdal, mas simplesmente tem o nome “Maria”, um dos nomes mais comuns de mulheres judias na época de Cristo e posteriormente.

10 - A tumba de Jesus estava vazia, é altamente improvável que tenha sido transportado a uma outra tumba ou que um ano depois tenha sido guardado em um ossuário.
Levando-se em conta o número incrível de problemas com a recente reivindicação de que a sepultura de Jesus foi achada, os registros históricos comprovam que a narrativa da ressurreição de Jesus é mais convincente. Disse o Dr. Gary Habermas, perito na ressurreição de Jesus e autor de The Case for the Resurrection: "Até mesmo os oponentes contemporâneos da mensagem Cristã, reconheceram que a tumba de Jesus estava vazia. E a evidência para os aparecimentos de Jesus pós-ressurreição, nunca foram refutados”.

terça-feira, 6 de março de 2007

20 RAZÕES PORQUE NÃO SOU PROTESTANTE!


Por
Rev. João d'Eça.
Em 2003 circulou pela internet um artigo de apologética, sob o título acima, que resume o pensamento da Igreja Católica sobre os protestantes. Um pastor reformado e um ex-pastor reformado, elaboraram a refutação abaixo, que também circulou na INTERNET no mesmo ano.

Vejamos:
1- Não sou protestante porque o protestantismo não existe desde o princípio do Cristianismo. Surgiu 1500 anos depois da era Apostólica. Suas igrejas são locais, regionais ou nacionais, não existindo uma Igreja Universal.

R - Mas o Cristianismo existe e é dele que fazemos parte. O Cristianismo é Universal. O católico Martinho Lutero, um dos expoentes da Fé Reformada, teve a coragem de protestar contra a venda de indulgências, um comércio que estava denegrindo o Cristianismo. A partir daí, o Cristianismo, sob a graça de Deus, seguiu seu caminho livre das heresias. A ruptura foi necessária num momento em que o catolicismo pretendia se estender por todo o mundo, sempre com a ameaça de colocar na fogueira seus opositores. Então o Cristianismo seguiu seu caminho com a verdade bíblica, tendo unicamente Jesus como Senhor, Mediador, Advogado e Intercessor, conforme as Escrituras.
2 - Não sou protestante porque apesar da afirmação de que somente a Bíblia deve ser considerada como norma de fé e prática, eles não concordam entre si no tocante a pontos importantes, entrando assim, em contradições. São mais de 20.000 mil denominações diferentes. Cada uma pregando uma suposta verdade.

R - Ser a Bíblia a norma de fé e prática do cristão não é uma afirmação dos crentes; é uma declaração da própria Palavra de Deus (Rm 10.17; 2 Tm 2.15; 3.16-17 ;4.2). Há muitas denominações registradas em cartório, mas existe unidade na fé em Cristo Jesus. Desprezamos dogmas criados por homens. Não comemos pelas mãos dos outros. Cada crente examina as Escrituras, e debate, e troca opiniões, assim como faziam os primeiros cristãos. Vejam: "Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim" (Atos 17.11). A Bíblia chama de "nobre" aquele que examina a Palavra e dela tira suas próprias conclusões. Somos uma só fé, uma só religião, uma só doutrina. Só adoramos o Santo dos santos, Aquele que morreu em nosso lugar. Não louvamos, nem adoramos, nem suplicamos a outros deuses (Mateus 4.10). Se alguma denominação ensina outro Evangelho, não faz parte do Corpo de Cristo, não é considerada cristã, não é Igreja de Jesus.
3- Não sou protestante porque atribuem a si próprios o direito de interpretar a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação pessoal vinda do Espírito Santo sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. O mais interessante é a diferença que o Espírito Santo manifesta em cada uma das centenas (talvez milhares) de ramificações do protestantismo.

R - Fazemos o que Deus quer que façamos, ou seja, que nos dediquemos à leitura de sua Palavra, e nela meditemos dia e noite (Salmos 1), pois sabemos que "toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente preparado para toda boa obra" (2 Tm 3.16-17). O acesso à Bíblia não é proibido na Igreja de Cristo. Qualquer um pode ler; tendo dúvida, pede ajuda aos mais entendidos. Para isso, há escolas dominicais e cursos teológicos. Todo crente deve saber manejar bem a palavra da verdade para apresentar-se a Deus aprovado (2 Tm 2.15). Deus não quer ignorantes de Sua Palavra. Podemos recorrer também ao Espírito Santo que não está preso numa redoma de ouro e guardado num cofre; Ele está em nós (Sl 51.11; Lc 11.13; At 2.4; Ef 1.13; Rm 8.9; 1 Co 3.16,19) e nos ajuda em nossas fraquezas, pois Ele é uma Pessoa (Rm 8.16,26; Lc 12.12; 14.26; 1 Co 2.13). Temos iluminação pessoal? E Jesus não disse que somos a luz do mundo e sal da terra (Mt 5.13,14)?

4- Não sou protestante porque a doutrina não tem unidade, as igrejas não são infalíveis em questões de moral e fé. Suas hierarquias não são rígidas, os preceitos são secundários. A salvação está em somente crer em Cristo, mas sabemos que não basta somente crer, pois, é preciso viver a fé, e vivê-la em santidade. Daí os Mandamentos. Daí a moral que a Igreja ensina. Dizer que a salvação vem somente do crer em Cristo, é continuar vivendo vida injusta ou dissoluta, é mentir à própria consciência.

R - E os papas são infalíveis? E as histórias repugnantes sobre diversos papas? E a diabólica Inquisição? E o perdão pedido aos chineses, aos aborígine, a Galileu? Não é o reconhecimento de erros cometidos pelo catolicismo? A rigidez moral do catolicismo funciona? E o caso de assédio e violência sexual de sacerdotes católicos contra religiosas, em 23 países, para ficar só neste exemplo? Ensinamos o que ensina a Palavra. A fé no Senhor Jesus envolve arrependimento dos pecados; sem isso não há perdão nem salvação. A santidade faz parte da vida cristã. Quem nos convence do pecado é o Espírito Santo (João 16.8). As boas obras são decorrentes dessa fé salvífica. QUEM NELE CRÊ NÃO SERÁ JULGADO; QUEM NÃO CRÊ JÁ ESTÁ CONDENADO, porque não crê no nome do unigênito Filho de Deus (palavras de Jesus (Jo 3.18). Vejam também Romanos 10.9. Acontece que o catolicismo ensina a salvação pelas obras; mas não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras (Ef 2.8). Ademais, "o justo viverá pela fé" (Romanos 1.17)

5- Não sou protestante porque apesar deles lerem a Bíblia (embora sem alguns livros e com interpretações diversas) não possuem nenhuma autoridade superior Infalível, para declarar que uma palavra tem tal sentido, e exprime tal verdade.

R - Qual seria a autoridade infalível na Terra? Só surgiu um homem assim: Jesus Cristo, porque não tinha a mancha do pecado. A Palavra diz: "Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso", e que "não há um justo, nem um sequer" (Rm 3.4,10). Não temos um PAPA falível, mas temos um Papai do Céu infalível capaz de suprir todas as nossas necessidades (Fp 4.19). "O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará" (Salmo 23).

6 - Não sou protestante porque eles negam a Tradição oral. Sendo que na própria Bíblia, Paulo recomenda os ensinamentos de viva voz (Tradição) que nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração em geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia. Confira em (2 Tim 1,12-14).

R - Negamos a Tradição Oral porque ela foi a maior fonte de problemas já na teologia do Antigo Testamento, torcendo as palavras já escritas na Torah; e ela também tem sido comprovadamente a maior fonte de heresias no meio da Igreja Romana. No caso do Antigo Testamento, dizia Jesus aos fariseus: "MC 7.9 - "E dizia-lhes: Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição". Note-se que Deus não deixou nada escrito, tanto no Antigo Testamento como no Novo. Mas a existência de ESCRITURA deixada por Moisés e outros homens de Deus limitou todos os sermões de Jesus a somente o que estava escrito. Ele combatia tudo o que se afastasse do que estava escrito. Paulo e os demais apóstolos podiam aconselhar os irmãos a seguir o que dissessem, pois estavam VIVOS e seu testemunho era real. Após suas mortes, tudo o mais que alguém poderá dizer que ouviu deles é mera especulação. Tome-se por exemplo a Igreja da Galácia: tinha sido evangelizada e fundada PESSOALMENTE pelo apóstolo (At 18:23), mas isso não impediu que os crentes ali logo perdessem a fé genuína para os judaizantes, obrigando Paulo a, POR ESCRITO, trazê-los de volta à verdadeira fé: "(GL 4:11) - Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco". "(GL 4:18) - É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco" "(GL 5:7,8) - Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chamou". E Paulo termina sua pregação, por estar ausente, por meio de documento escrito: "(GL 6:11) - Vede com que grandes letras vos escrevi por minha mão". Se isso aconteceu num curto período de tempo, ainda em vida do Apóstolo que evangelizou os gálatas pessoalmente e em sua ausência se perderam, o que não dizer de séculos de ignorância quando a Igreja de Roma inclusive PROIBIA a leitura da Bíblia por seus seguidores? A maior prova da falha da tradição oral está na Cronologia dos Dogmas, com doutrinas humanas criadas em épocas muito tempo após a morte dos apóstolos, sendo que não se encontra nenhum documento anterior prescrevendo tal doutrina na Igreja Primitiva (tais como Purgatório, Assunção de Maria, Concepção Imaculada de Maria, Oração pelos mortos, etc). Acreditar na Tradição Oral que nunca foi registrada na Igreja do primeiro século é combater o próprio ensino de Paulo, que escrevia cartas e mandava que fossem lidas em todas as Igrejas, intercambiando com outras que já havia escrito: "CL 4:16 - E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também". "1TS 5:27 - Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos". E outra coisa importante: este argumento católico se baseia na carta a Timóteo, certo? Vejamos tal carta em sua totalidade: 1. Em todas as orientações que foram dadas sobre comunicação oral, os apóstolos ordenavam sobre pronomes pessoais: "palavras que de MIM tendes ouvido"; 2. Paulo nunca mandou alguém a obedecer quem não fosse apóstolo e queria que fosse ensinado o que saiu dele mediante TESTEMUNHAS: "(2Tm 2:2) - E o que de mim, entre muitas testemunhas, ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros". 3. Paulo recomenda a perfeição do obreiro de Deus pela Palavra escrita e não incluiu a tradição em pé de igualdade: "(2Tm 3:16,17) - Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra". Mais um detalhe: para ser apóstolo, deveriam existir dois requisitos básicos: "(At 1:20-22) - Porque no livro dos Salmos está escrito: Fique deserta a sua habitação, E não haja quem nela habite. Tome outro o seu bispado. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição". Nenhum outro homem, além dos doze, merecia tal título. Paulo foi chamado Apóstolo dos Gentios devido ao seu chamado, não se considerava como um dos doze e depois dele nenhum outro homem mereceu este título, por não preencher os requisitos básicos do apostolado. Portanto, a autoridade apostólica morre com o último apóstolo, João, restando seus ensinamentos escritos, o que aliás foi o mais importante critério para determinação do Cânon do Novo Testamento pela Igreja Primitiva.
7- Não sou protestante porque algumas denominações batizam crianças, outras não as batizam; algumas observam o domingo; outras, o sábado; algumas têm bispos; outras não os têm; algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação; algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo. Outras não se preocupam com isto, etc.

R - Se divergências operacionais ou de entendimento da Escritura fossem critérios para determinação de legitimidade, nunca a Igreja de Roma poderia ter tal título. O simples fato de ter um nome único de denominação não excluiu a verdade que os católicos possuíssem verdadeira bagunça doutrinária, ontem e hoje. Exemplos: a Inquisição era considerada divina a seu tempo, hoje é considerada ignorância pelos próprios católicos; as ordens de padres têm, cada uma, estilos de vida próprios e ensinos de santidade diferentes, como os franciscanos, os dominicanos, os adeptos da Tradição, Família e Propriedade (que negam a submissão ao papa), a Renovação Carismática (que para muitos padres ainda é mal vista e tratada como facção). Curiosamente, existe um livro chamado "Como Lidar com as Seitas", do padre Paulo H. Gozzi, que diz textualmente, ao tratar das divergências internas da Igreja de Roma: "Há lugar para todo mundo na Igreja, para cada jeito de viver a fé e a comunhão. Há variedade de serviços, de dons, de atividades, mas o Espírito que dá essa diversidade é o mesmo. As diferenças existem para o enriquecimento espiritual de uns e outros, jamais para dividir e separar uns dos outros. Quem não gosta do jeito de um grupo, não precisa participar dele, participe de outro. Quando é que vamos aprender a viver em paz e harmonia e pluralismo, aceitando o jeito diferente de cada um ser o que é, dentro da mesma Unidade?" (páginas 64 e 65 da referida obra, 4a. edição da editora Paulus). É bom mesmo que esse padre pense assim, pois ele diz na página 39, ao falar sobre o Saravá - o Baixo Espiritismo: "Não devemos fazer acusações injustas, achando que essas religiões são do demônio (...) E nessa cultura tribal foram criando mitos e lendas religiosas que explicam os mistérios da vida, passando tudo isso de pai para filho. Essas religiões africanas são belas, puras e merecem o nosso profundo respeito". Garanto que o Vaticano não pensa assim. Pelo menos três padres que conhecemos pensam BEM DIFERENTE disso... e onde está a unidade doutrinária, afinal não é um livro publicado por uma editora católica, que não imprime nada que seja protestante? Não vamos mais longe: e o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe e não existem possessões demoníacas, contrariando o próprio Evangelho? Onde está a orgulhosa unidade católica, já que um herege como este não é excomungado por chamar o próprio Jesus de mentiroso? E, quanto ao hiato entre Cristo e os protestantes, temos a afirmar duas coisas: 1. Esse hiato existe doutrinariamente e historicamente somente com a Igreja Católica de Roma, pois Jesus nunca fundou denominação alguma com base em Roma (cuja fundação foi num concílio presidido por um imperador romano, 3 séculos depois de Cristo) e também o fundamento não foi Pedro, foi o próprio Cristo, segundo afirmação do próprio apóstolo em sua carta (1PE 2:3,4,6) - "Se é que já provastes que o SENHOR é benigno; E, chegando-vos para ele, pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa", Por isso também na Escritura se contém: "Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; E quem nela crer não será confundido". Paulo disse a mesma coisa: 1Co 3:11 -" Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo". EF 2:20 - "Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. 2. Mais importante que o hiato temporal, é o hiato Doutrinário, e nesse aspecto a Igreja Protestante ficou muito mais perto de Cristo ao voltar-se SOMENTE aos escritos apostólicos, recusando as dezenas de dogmas errados da igreja de Roma, mediante o lema "SOLA SCRIPTURA".

8- Não sou protestante porque há passagens da Bíblia que eles não aceitaram como tais; a Eucaristia, por exemplo, Jesus disse claramente: Isto é o meu corpo (Mateus 26,26) e Isto é o meu sangue (Mateus 26,28).

R - Jesus também disse, claramente: "Eu sou a porta. Todo aquele que entrar por mim, salvar-se-á. Entrará e sairá, e achará pastagens" (Jo 10.9). Só um louco interpretaria literalmente essa palavra e admitiria que Jesus é uma porta e que os cristãos são ovelhas comedoras de capim. Ele disse: "Eu sou a videira verdadeira [fonte de vida espiritual], e meu Pai é o agricultor; vós sois os ramos" (Jo 15.1,2,5) Nem por isso admitimos que Jesus é uma árvore, o Pai é um plantador de arroz, e os cristãos são ramos. Está claro que essas expressões são figurativas. Ao dizer "Isto é o meu corpo" estava dizendo, realmente "Isto representa o meu corpo". Se levarmos em conta a interpretação literal, Jesus ao levantar o pão estaria levantando seu próprio corpo. Ademais, naquela oportunidade, como todas as vezes por ocasião da ceia do Senhor, o pão continua com gosto e sabor de pão, bem como o vinho continua com o cheiro e sabor de vinho. Esses elementos não se transformam numa mágica no corpo de Jesus. Se assim fosse, Jesus teria engolido a Si próprio. Jesus não entra em nós pela ingestão do Seu corpo, mas entra em nossa vida quando O aceitamos de todo o nosso coração como Senhor e Salvador (Rm 10.9).

9- Não sou protestante porque os supostos intérpretes da Bíblia não aceitam a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrado, sendo que em (João 6,51) Jesus afirma: O pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Pois a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue é uma verdadeira bebida.

R - A leitura e interpretação da Bíblia não devem ser privilégio de um grupo governante como na seita testemunhas-de-jeová e no catolicismo. Todos podem ler e interpretar livremente a Palavra de Deus, que é dirigida a todos indistintamente. Sobre o assunto eucaristia já falamos anteriormente. O pão não se transforma no corpo de Cristo. Ademais, Jesus instituiu a ceia em MEMÓRIA, para recordação do Seu sacrifício na cruz. Vejam: "Fazei isto em memória de mim" (1 Co 11.24-25). O sacrifício de Jesus não pode e não deve ser RENOVADO TODOS OS DIAS. Vejam: "Pois Cristo padeceu uma única vez pelos pecados" (1 Pe 3.18). Ele não precisa morrer outras vezes. Então, o culto da ceia do Senhor não objetiva crucificá-LO outra vez, mas recordar a Sua morte expiatória. "Comer a minha carne e beber o meu sangue" não pode ser interpretado literalmente, pois Deus não aprovaria um ato de antropofagia (comer carne humana com suas vísceras, cabelos e unhas). Nem sempre o significado de um texto é o significado literal, como mais acima foi explicado. Quando lemos que Ele é a pedra angular, o real fundamento da Igreja (1 Co 3.11; Ef 2.20) não podemos entender que Jesus seja realmente uma pedra. São figuras de linguagem. Vejamos os comentários de Norman Geisler em seu Manual Popular de Dúvidas: "Há muitas indicações em João 6 de que Jesus literalmente queria dizer que a sua ordem para comer a sua carne deveria ser considerada de uma maneira figurada. Primeiro, Jesus afirmou que a sua declaração não deveria ser tomada com um sentido materialista, quando ele disse: "as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida" (Jo 6.63). Segundo, seria um absurdo e um canibalismo considerá-la com um sentido físico. Terceiro, Ele não estava falando da vida física, mas da "vida eterna" (Jo 6.54). Quarto, ele chamou a si de "o pão da vida" (Jo 6.48) e contrastou esse pão com o pão físico (o maná) que no passado os judeus comeram no deserto (Jo 6.58). Quinto, Ele usou a figura do "comer" a sua carne paralelamente à idéia de "permanecer" nele (cf.Jo 15.4-5), que representa outra figura de linguagem. Sexto, se comer a sua carne e beber o seu sangue fosse tomado literalmente, isso seria contradizer outros mandamentos das Escrituras, que ensinam a não comer carne humana nem sangue (cf. At 15.20)". Ademais, a salvação não está em comer o corpo de Jesus, mas em crer e obedecer (Jo 3.18,36; 5.24; 6.35; 7.38; 11.25; Atos 10.43; 13.39;16.31; Rm 1.16;10.9).

10- Não sou protestante porque os mesmos não reconhecem o primado de Pedro, sendo que o próprio Jesus disse;Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja; (Mateus16,18).

R - "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja" (Mt. 16.13-20). O catolicismo vale-se dessa passagem para afirmar que os papas são sucessores de Pedro. Nenhum dos modos de entender essa passagem dá suporte à posição católica. "Sobre esta pedra" poderá referir-se à firme declaração de Pedro, de que Jesus era "o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16.16). Admitida a hipótese de a referência ser a pessoa de Pedro, este (Petros, pedra, em grego) seria apenas uma pedra no fundamento apostólico da Igreja (Mt 16.18), não a rocha. Pedro admitiu que Cristo é a principal pedra, a pedra principal, angular, preciosa, de esquina (1 Pe 2.7-8). E mais: a. No primeiro concílio em Jerusalém, Pedro apenas introduziu o assunto (At 15.6-11). Tiago teve participação mais importante: assumiu a reunião, deu seu parecer e fez um pronunciamento final (At 15.13-21). b. Paulo não diz que Pedro é a coluna da Igreja, mas que as "colunas" (no plural) são "Tiago, Cefas e João" (Gl 2.9); c. Paulo declarou que a Igreja é edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Jesus Cristo, a pedra angular" (Ef 2.20); d. Pedro não instituiu o celibato, pois era casado (Mt 8.14); e. Pedro não era e não se considerava infalível, pois foi advertido por Paulo porque ele não procedia "corretamente segundo a verdade do Evangelho" (Gl 2.14); f. A Bíblia diz que Cristo é o fundamento da igreja cristã, e que "ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo" (1Co 3.11); A Igreja primitiva perseverou na "doutrina dos apóstolos", e não na de Pedro (At 2.42). Finalmente, Pedro não aceitava adoração (o beija-mão, o ajoelhar-se aos pés) conforme Atos 10.25-26.
11- Não sou protestante porque eles não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação. Sendo que Jesus entregou aos Apóstolos e seus sucessores, a faculdade de perdoar ou não os pecados, e agir em nome dele. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não perdoardes, não serão perdoados" (Jo 20,23)

R - Pecadores não possuem poderes para perdoar pecados. O perdão dos pecados passa necessariamente pelo arrependimento sincero, e nenhum humano teria condições de saber quem está realmente arrependido. Só Deus pode perdoar pecados. Nem perdoamos nem vendemos perdão. Tiago 5.16 fala que devemos relatar nossas fraquezas uns aos outros, buscar auxílio mútuo em oração. É claro, mediante arrependimento os pecados serão perdoados por Deus. A Bíblia se explica a si mesma. Veja: "Se o meu povo... se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter de seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e PERDOAREI OS SEUS PECADOS..." (2 Cr 5.17). Não se vê Pedro e Paulo, ou qualquer apóstolo, antes ou depois da ascensão de Jesus, perdoando pecados. Quando perguntaram a Pedro como proceder para ser justificado, ele respondeu: "Arrependei-vos e convertei-vos, para que SEJAM APAGADOS OS VOSSOS PECADOS, e venham os tempos de refrigério pela presença do Senhor". Quando os escribas afirmaram que só Deus pode perdoar pecados, Jesus não corrigiu (Mc 2.7-12). Assim como os sacerdotes não podem salvar pecadores, mas podem anunciar a salvação dos arrependidos, segundo a Palavra, da mesma forma não podem perdoar pecados, mas proclamar o perdão dos que se arrependem, segundo a Palavra. Assim podemos entender João 20.23.

12- Não sou protestante porque Jesus disse que edificaria sua Igreja sobre Pedro (Mateus 16,18), e as igrejas protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley,etc...Entre Cristo e estas denominações há um hiato...Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.

R - Uma pessoa humana não poderia ser a pedra de sustentação da Igreja de Cristo. Somente o próprio Cristo é a pedra angular (At 4.11; Ef 2.20), pedra espiritual (1 Co 10.4), pedra principal de esquina (1 Pe 2.7). Cristo é o fundador de Sua Igreja, "pois ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Co 3.11). "Não somos estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular. Nele todo o edifício bem ajustado cresce para templo santo no Senhor; e nele também vós juntamente sois edificados para morada de Deus no Espírito" (Ef 2.19-22).

13- Não sou protestante porque Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (Mateus 28,20), e os mesmos se afastam da única Igreja de Cristo, para fundar novas igrejas; que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais, empobrecendo e pulverizando a mensagem do Evangelho.

R - Jesus Cristo conviveu numa época onde havia diversos tipos de denominações entre os judeus: saduceus, fariseus, herodianos e os zelotes. Não existe NENHUMA, sequer uma crítica a essa divisão por parte do Senhor Jesus em todos os Evangelhos. Nesse ponto, não importa se os nomes das placas são diferentes; importa se o Evangelho é pregado em sua forma mais pura: 1Co 1:23 - "Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos". Nunca, em momento algum, Cristo determinou que denominações seriam prova de inautenticidade, mas sim Ele prezava que as diferentes denominações não tivessem ERROS DOUTRINÁRIOS para com as Escrituras... e esse é justamente o ponto onde a Igreja de Roma erra, preocupando-se somente com o nome da placa. Matam-se os mosquitos, mas dá-se passagem ao elefante...

14- Porque o subjetivismo protestante entra pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur...) Outros preferem adotar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas; o que distorce, de outro modo, a genuína mensagem Bíblica.

R - No dia que a Igreja de Roma excluir o Padre Quevedo, que diz que o diabo não existe, no dia que a Igreja de Roma excluir os padres que acreditam em reencarnação, como os exibidos no Fantástico de 11 de Novembro/2001, no dia que a Igreja de Roma excluir o padre Gozzi que acha belo e puro o Candomblé, nesse dia eu vou acreditar que a Igreja de Roma não aceita SUBJETIVISMOS em seu meio... antes disso... é mera HIPOCRISIA E FALÁCIA.

15- Não sou protestante porque quem lê um folheto protestante dirigido a Igreja Católica, lamenta o baixo nível das argumentações, sendo imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos etc.

R - A acusação recai sobre o acusador. Vemos nessas VINTE RAZÕES os erros pelos quais somos acusados. Ou seja, o baixo nível da argumentação, quase inexistência de uma base bíblica; um modo tendencioso de nivelar todas as denominações evangélicas, classificando-as como seitas. Em resumo, dizendo que fora do catolicismo não há salvação. São os mesmos erros cometidos no tempo de Martinho Lutero. O catolicismo seria o guardião da verdade. Mas Jesus disse claramente que quem nele crê não será condenado. A Bíblia diz claramente que a salvação é pela graça, mediante a fé (Ef 2.8). Não vem pelo batismo, nem pela ingestão do pão, nem pelo casamento, pelo crisma ou por qualquer outra obra. O ladrão da cruz apenas creu, e foi salvo (Lc 23.43). Uma coisa é acusação, outra é apontar as heresias e apresentar argumentos bíblicos.
16- Não sou protestante porque: eles protestam, criticam, censuram a fé Católica para substituí-la pela negação, pela revolta contra a autoridade do Papa etc. Esse é o laço que os une, pois a essência do protestantismo é a negação da Igreja Católica.

R - É um erro a expressão "fé católica". Não existe fé católica nem fé evangélica, mas simplesmente a fé no Senhor Jesus, o nosso Salvador. Milhões substituíram a fé católica pela fé em Jesus. Ninguém será salvo por pertencer a esta ou àquela denominação. A salvação é pessoal e depende de nossa fé em Jesus Cristo (Jo 3.18; Rm 10.9; At 16.31). Não atacamos o Papa ou quem quer que seja. Quem assim faz não está se comportando como verdadeiro cristão. O Papa é autoridade máxima no catolicismo, mas não no Cristianismo. Logo, como não pertencemos ao catolicismo não estamos sob a autoridade papal. Negamos a Igreja Católica, mas não negamos a Cristo Jesus.

17 -Não sou protestante porque cada qual dá à Escritura o sentido que julga dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a mensagem revelada. Lêem apenas, mas tem grandes dificuldades de estudarem a Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo.

R - Carece de prova a afirmação de que cada evangélico dá a interpretação que deseja dos textos bíblicos. As denominações evangélicas possuem teólogos, faculdades de teologia, escolas bíblicas, toda uma estrutura para orientar, ensinar, tirar dúvidas. Não há nenhuma norma proibindo a leitura da Bíblia, como aconteceu antigamente no catolicismo. Julgamos que todos são capazes de entender a Palavra de Deus (2 Tm 3.16-17). Dizer que temos grandes dificuldades "de estudar" a Bíblia é faltar com a verdade. É exatamente o contrário. Os evangélicos estão sempre portando a sua Bíblia. Ocorre o contrário no catolicismo, onde a maioria não tem o hábito de pelo menos ler as Escrituras.

18 - O protestantismo se torna inaceitável ao Cristão que reflete é o subjetivismo que o impregna visceralmente. A falta de referenciais seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo (conforme João 14,26 e João 16,13I), é o principal ponto fraco ou calcanhar de Aquiles do protestantismo.

R - Muito pelo contrário, o protestantismo tem-se tornado aceitável pelos que descobrem a verdade. É protestantes no Brasil. Todos os que vieram do catolicismo optaram pelos referenciais seguros apresentados pela igreja evangélica porque extraídos diretamente da Palavra. A Bíblia Sagrada é o ponto forte dos protestantes (1 Tm 2.2.15; 3.16-17).

19- Não sou protestante porque esta diluição do protestantismo e a perda dos valores típicos do Cristianismo, estão na lógica do principal fundador Martinho Lutero; que apregoava o livre exame da Bíblia ou a leitura da Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjetiva de cada protestante; cada qual tira das Escrituras "o que bem lhe convém".

R - A objeção acima é uma repetição. Já falamos sobre o livre exame que é uma bênção, pois Deus ordena que todos leiam a Sua Palavra. Vejamos. "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (2 Tm 2.15). "Bem-aventurados aquele que lê, e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia..."(Ap 1.3); "Bem-aventurado o homem que...tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (Salmo 1.1-2); "Examinais as Escrituras..." (Jo 5.39); "Estes foram mais nobres do que os de Tessalônica, pois de bom grado receberam a palavra, EXAMINANDO CADA DIA nas Escrituras..." (Atos 17.11). Logo, cai por terra o argumento do livre exame. A Escritura é para ser lida e examinada livremente. Não retiramos das Escrituras o que bem nos convém, porque nela tudo convém.

20- Concluindo! Não sou protestante porque Maria Santíssima disse: Desde agora, todas as gerações me chamarão de Bem-aventurada; (Lucas 1.48), e nos cultos protestantes, seu nome, sequer é mencionado. Caiu no esquecimento. Quem cumpre (Lucas 1.48) é somente a Igreja Católica Apostólica Romana.

R - Deus não divide sua glória com ninguém (Is 42.8). Ele é soberano e somente a Ele devemos adorar (Mt 4.10). Maria morreu. A tentativa de comunicação com os mortos é abominação ao Senhor (Is 8.19).

sábado, 3 de março de 2007

EDUCAÇÃO E COAÇÃO.


Por.
Rev. João d'Eça.
Educação:
[Do lat. educatione.]
S. f.
1. Ato ou efeito de educar(-se).
2. Processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visando à sua melhor integração individual e social: 2
3. Os conhecimentos ou as aptidões resultantes de tal processo; preparo: 2
4. O cabedal científico e os métodos empregados na obtenção de tais resultados; instrução, ensino: 2
5. Nível ou tipo de ensino: 2
6. Aperfeiçoamento integral de todas as faculdades humanas.
7. Conhecimento e prática dos usos de sociedade; civilidade, delicadeza, polidez, cortesia: 2
8. Arte de ensinar e adestrar animais; adestramento: 2 (Grifo Meu).
9. Arte de cultivar as plantas e de as fazer reproduzir nas melhores condições possíveis para se auferirem bons resultados.
(Dicionário Aurélio Século XXI, Edição Eletrônica)


COAÇÃO:
coação2
[Do lat. coactione.]
S. f.
1. Ato de coagir; coerção.
2. Estado de quem se vê coagido.
(Dicionário Aurélio Séculi XXI, Edição Eletrônica).
Antigamente a educação era muito diferente do que é hoje, desde o que se aprendia (conteúdo de ensino), como o modo como se aprendia (didática do ensino). Eu lembro que o meu aprendizado, a educação que tive, foi na base de conteúdo e de coação, sim, eu e os da minha geração, fomos, em certo sentido, coagidos a aprender e ao invés de ter sido prejudicial, foi até benéfico em alguns aspectos para a minha vida, e creio, para os da minha geração.

Quantas vezes nas aulas de Matemática, por exemplo, na hora da tabuada, ou até na aula de leitura, havia aquela competição pra saber quem iria usar mais a Palmatória, entre os alunos, ou se a professora é que iria usar para corrigir os erros dos que não estudavam. Quantas vezes eu não apanhei “bolos” nas mãos de um coleguinha ou da professora, porque eu não tinha me esforçado o suficiente, apesar de trágico, isso estimulava os alunos a se esforçarem mais, porque nós, ao invés de estudar iamos brincar e não faziamos os deveres. É caros leitores, eram tempos em que nós reconhecíamos uma autoridade, onde tínhamos respeito pelos mais velhos e principalmente pelos professores e mestres.
Lembro uma vez em que fiquei muito zangado porque a professora me bateu com a palmatória por causa de uma traquinagem que eu fiz. Ao chegar em casa, ainda chorando, contei pra minha mãe. Ela depois de ouvir, pegou-me pelo braço e aplicou-me umas novas palmadas dizendo pra eu me comportar e respeitar a professora. Antes eu pensei que minha mãe iria apoiar o meu erro e reclamar com a professora, por isso chorei. Mas quando peguei umas novas palmadas, imediatamente me calei e entendi que eu é que fui o culpado e aprendi o que significa hierarquia e respeito, nunca mais apanhei, a partir daquele momento, levei o estudo a sério.

Antes os alunos apanhavam com a régua ou com a palmatória, hoje porém, eles apanham da vida, cada dia que passa, fica mais difícil passar no vestibular, fica mais difícil passar em um concurso público. Como bem disse alguém : “A vida é a maior universidade que nos ensina tudo, sem nos cobrar nada”.

Segundo pesquisas nessa área, o investimento em educação no Brasil é de R$ 158,00/mês, por aluno, enquanto que um adolescente infrator no Brasil custa ao país a incrível soma de R$ 4.400,00/mês. A escola hoje, virou um restaurante, mais que um local de aprendizado. As crianças estão indo para as escolas para comer ao invés de ir para aprender. Os pais estão aproveitando a oportunidade para matar a fome dos seus filhos em primeiro lugar. Isto é ridículo, testemunha pessimamente contra nós. Infelizmente, os políticos parecem não estar preocupados com a educação, mas sim com os paleativos dos programas de “bolsas”, que na verdade é a compra de votos mais descarada que existe, e não resolve o problema nem da fome, nem da educação.

Recentemente foi votado no Brasil a “Lei da Palmada”, Projeto de Lei 2.654/03, que proíbe os pais a coagir os seus filhos em quaisquer circunstâncias, sendo que os pais que disciplinarem os seus filhos, mesmo que para aprender ou para se corrigir de um erro, podem sofrer a pena de prisão. Para mim isso é um grande absurdo, levando-se em consideração, o fato de que os nossos pais e avós nos disciplinavam e que a nossa geração foi uma geração mais educada, mais respeitosa, mais inteligente e que sabe respeitar o direito dos outros. Infelizmente não é assim com a geração dos anos 90. Não se respeita o direito dos outros, não se estuda mais, não há interesse no desenvolvimento e nas novas descobertas, não se faz mais pesquisa séria, o que se quer é só diversão, a palavra-chave é "alegria", a busca da alegria é desenfreada e com ela a libertinagem que se alastra até dentro das nossas universidades.
Não é possível que o nosso presidente da república, o sr. Luiz Inácio da Silva, venha a público dizer que só agora ele soube que a maioria dos alunos no Brasil não sabem fazer cálculos e nem interpretar textos. O que o senhor esteve fazendo nos últimos quatro anos, sr. presidente? Será que o senhor viajou tanto que se esqueceu de governar o páis? Ou será que o senhor estava tão preocupado em agradar aos seus amigos vermelhos (Evo e Cháves) que se esqueceu que aqui é o Brasil e não Bolívia ou Venezuela?

É lamentável que a educação no Brasil esteja nesse caminho, só quem tem a perder é a atual geração, nossos filhos e nossos netos.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

O Camarão que Virou Lama.


Por
Rev. João d'Eça
O cineasta canadense James Cameron, tendo um ataque de idiotice alá, Dan Brown (código da vince) - se bem que idiotados são os que os enriquecem cada vez que eles inventam suas maluquices - apresentou ao mundo uma urna funerária, achada vinte anos atrás e agora disse ser da família de Jesus, com sua mulher (Madalena) e ainda criaram agora um suposto filho. Dan Brown dizia que era uma filha.
O Camarão naufragou de vez como o seu Titanic.
Assim como uma multidão de pessoas em todo o mundo, demonstrando uma "burrice" de dar dó, comprou o livro de Dan Brown aos milhares e depois foram aos cinemas de todo o mundo para ver um filme "piegas", depois de ler o livro "lugar comum" ou abaixo disso. Infelizmente o surto de ignorância que acomete a sociedade pós-modernista é gritante, primeiro foi um tal evangelho de Tomé, depois um evangelho de Judas, logo em seguida o Código da Vinci e agora isso. Gente que valoriza o lixo e despreza o que de fato tem valor, como uma criança que troca uma nota de cem reais por um pirulito. Os ignorantes que valorizaram o idiotado Dan Browm leram o seu livro como se fosse história e não "estória", e pior, ainda hoje tem gente que acredita que aquilo é história.
As vezes fico até pensando se escrevo algo sobre o assunto ou não. Se dermos atenção para para o achadozinho, aguçará a curiosidade das pessoas e isso dará lucro a eles, talvês seja isso que eles querem, no entanto, precisamos avisar os incaltos que muitas vezes, desapercebidamente, ouvem essas "maluquices" e ficam impressionados, por isso é que alertamos as pessoas, para que elas não se impressionem com essas jogadas de marketing, cujo único objetivo é ganhar dinheiro, algo parecido com os paleontólogos de plantão, que pegam qualquer osso de elefante, hipopotâmo ou de outro grande animal e a partir dele, imaginam um suposto esqueleto de um dinossauro de 100 milhões de anos. Geralmente o tempo é longo desse jeito para não se ter como contestar a datação.
Se provarem sem sombra de dúvida, de que os restos mortais são de fato de Jesus Cristo, não terei outra alternativa a não ser clamar como Paulo, "se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé... somos os mais infelizes de todos os homens" (1Cor 15). Para mim, e para todos os Reformados, a ressurreição literal de Cristo de entre os mortos é o fundamento da fé cristã. E sei que eles vão experimentar o fracasso, como todos antes deles experimentaram.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

A SANTIDADE EXIGIDA E SUAS CONSEQUÊNCIAS.



Por

Rev. João d'Eça

O Universalismo tem invadido a cultura ocidental. Recentemente, 78% de um grupo de entrevistados, responderam que achavam que teriam uma ótima chance de irem para o céu, enquanto que 4% disseram que seu fim seria no inferno.

A Bíblia nos dá ensinos acerca dessa questão em particular. Enquanto que para a sociedade liberal, o relativo é que conta, Jesus Cristo no Sermão do Monte, diz claramente: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz a perdição e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mat. 7: 13-14).

Como vemos, segundo as palavras de Jesus Cristo, são poucos (em comparação com a multidão que caminha segundo a carne), que irão para o céu. Jesus ainda chamou os eleitos de pequeno rebanho e prometeu lhes dar o seu reino (Lc. 12:32) e ainda disse que “muitos serão chamados, mas poucos os escolhidos” (Mt. 22: 14). Ai vemos que o que diz a Escritura Sagrada é oposto ao que diz a cultura geral e em particular a cultura do nosso país.

O Céu não é a recompensa dos mais bem-sucedidos, dos mais educados, dos de família nobre, estes, por exemplo, são os que tem menos chance de alcançar a recompensa celeste, não porque são o que são, mas porque a recompensa celeste não depende de nada disso. Um jovem rico procurou Jesus para indagar dele, quem é que iria para o céu? Jesus, após um rápido teste com o jovem (que não quis se desfazer dos seus bens em favor do próximo), disse o seguinte: “Em verdade vos digo que um rico dificilmente entrará no reino dos céus” (Mt. 19: 23). Em outras palavras, Jesus nos diz que os bens temporais, falcilita em muito, o homem tirar a sua atenção das coisas eternas para as coisas terrenas.

O apóstolo Paulo afirma na carta aos gálatas:

“Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissenções, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam” (Gal. 5: 19-21).

Em I Co. 6: 9-10 diz:

“ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.”

Em Efésios 5: 5-6 diz:

“Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vâs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.”

Em Colossesnses 3: 5-6:

“Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]”.


Diante destes versículos qualquer expectativa do mundo vai por “águas abaixo”. O fato é que a questão moral é fundamental. Em apocalipse 21: 27 a Palavra de Deus diz: “Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.”

Jesus Cristo também afirmou que entre aqueles que não entrarão no céu, estarão os que profetizaram em nome de Jesus, os que expulsaram demônios e os que fizeram muitos milagres. Eles ouvirão esta severa declaração: “...nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade (Mateus 7: 22 e 23). Isto é seríssimo meus irmãos e irmãs.

Os que irão para o céu são aqueles que vivem segundo mostra o ensino do Sermão do Monte: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus”. (Mat. 5:3). “Bem aventurados os que choram. Porque serão consolados.” (Mat. 5:4). Ser humilde de espírito é o mesmo que reconhecer a sua miséria e a sua pecaminosidade diante de um Deus que é Todo-Santo. Os que choram, são aqueles que olham pra entro de si e vêem que não existe nada que agrade a Deus, que todas as suas obras são “trapos e farrapos de imundície”, por esta razão choram, lamentam a sua condição de pecadores que não podem chegar ao céu a não ser pela graça e misericórdia de Deus-Pai.

A única solução para essa tragédia humana é o novo nascimento. Jesus diz: “Em verdade, em verdade te digo, que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (João 3:3). Esta é a mais pura verdade, não há como escapar por outros meios, ou é de acordo com o projeto do Todo-Poderoso, ou não é de nenhum outro jeito.

Agora, não existe um caminho paralelo para o céu. O caminho para o céu passa por uma vida de santidade plena e total, não existe meio termo. Hipocrisia não pode herdar o reino de Deus. Jesus disse: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus”. (Mat. 5:20). É preciso que haja uma transformação de caráter ético, moral e espiritual.

Somente uma vida de santificação radical poderá ver o Senhor. Sem a santificação exigida na Escritura Sagrada, não há como se estar na presença de Deus. A Bíblia não exige de nós perfeição, mas sim, progresso espiritual constante.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O CARNAVAL



Esta poesia é do Rev. Jerônimo Gueiros (1880 - 1954), homem de Deus, cheio de sabedoria, inteligente, perspicaz, que escreveu esta linda poesia há mais de 60 anos atrás, mas que ao lermos, parece que foi produzida ontem para ser publicada no Jornal de maior circulação do país, dado a sua atualidade

Desejo que o leitor leia e reflita, principalmente nestes dias conturbados, onde o nosso país se vê envolvido numa atmosfera de sensualidade e luxúria comparados à Sodoma e Gomorra e aos bacanais da Grécia e da Roma antiga.

Desejo a todos uma boa leitura reflexiva.

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O CARNAVAL

Rev. Jerônimo Gueiros.

Carnaval! Empolgante carnaval!
Festa vibrante! Festa colossal!

Festa de todos: de plebeus e nobres,
Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.
Festa de esquecimento do passado,
De térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração
De quem não frui de Deus comunhão,
Festa da carne em gozo desbragado,
Festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas
Que se afastaram das lições divinas.
Ressurreição das velhas bacanais,
Das torpes lupercais, das saturnais

Reino de Momo, de comédias cheio,
De excessos em canções e revolteio,
De esgares, de licença e hilaridade,
De instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor
De Vênus impúdica em seu fulgor.
Festa malsã, de Cristo a negação,
Do "Dia do Senhor" profanação.

Carnaval!Estonteante Carnaval!
Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória,
Deixa do prazer lembrança inglória,
Festa querida, do caminho largo,
De início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso,
Que morde como ofídio venenoso,
Que tira do homem sério o nobre porte,
E gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval!Vitando Carnaval!
Festa sem Deus!Repúdio da moral!
Festa de intemperança e gasto insano!
Trégua assombrosa do pudor humano,

Que solta a humana besta no seu pasto:
O sensualismo aberto mais nefasto!
Festas que volve às danças do selvagem
E do africano, em fúria, lembra a imagem,

Que confunde licença e liberdade
Nos aconchegos da promiscuidade
Sem lei, sem norma, sem qualquer medida,
Onde a incauta inocência é seduzida,

Onde a mulher, às vezes, perde o siso
E o cavalheiro austero o são juízo;
Onde formosas damas, pela ruas,
Exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante,
Em requebros de dança extravagante,
Ouvem, no "frevo" , as chufas e os ditados
Picantes, de homens quase alucinados,

De foliões audazes, perigosos,
Alguns embriagados, furiosos!
Muitos, tirando a máscara, em tais dias,
Revelam, nessas loucas alegrias,

A vida que levaram mascarados
Com a máscara dos homens recatados...
Carnaval!Perigoso Carnaval!
Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, atenção! Atenção!
O Carnaval é festa de pagão!
Repele-o! Que te traz só dor e morte!
Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte

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