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segunda-feira, 3 de março de 2008

O DIABO É HUMILHADO NA SAPUCAÍ...



"O DIABO ABRE O DESFILE
NO RIO DE JANEIRO"

(Rede Globo)










"DE CABEÇA ERGUIDA
O DIABO ESFILA NA
SAPUCAÍ, COM SUA
MÃO MECANIZADA,
CHAMA O POVO PARA
SI.."






PORQUE UMA IMAGEM
TÃO FORTE COMO ESSA
É PERMITIDA NO DESFILE?...









...PARA SER ENVERGONHADO
PELO FOGO...SEU OLHAR
PENETRANTE, AGORA VÊ O
INÍCIO DE SUA DERROTA.








"...E o diabo foi lançado no
lago de fogo e enxofre..."
(Apoc. 20: 10)








Sua cabeça antes erguida
inclina-se e é obrigado a
desfilar inclinado até o
fim.






“E porei a minha face
contra eles, do fogo sairão,
mas o fogo os consumirá,
e sabereis que
EU SOU O SENHOR!"
(Ezequiel 15.7)



MANCHETES A RESPEITO DO FATO


“Em todos carnavais que são oferecidas oferendas ao entrar
no desfile e/ou trazem, em seus carros imagens profanas...
Pegam fogo... Coincidência?
Para mim não!”
Comentarista que narrava o desfile (Rede Band)

Carro abre-alas da Unidos da Tijuca pega fogo
AGÊNCIA ESTADO

“O carro representava o diabo
que os povos primitivos
acreditavam ser o ladrão das
almas quando se tirava fotografia. A foto é o enredo
da Unidos da Tijuca”.

O problema começou na mão
direita da escultura.
A escola continuou seu desfile.
A Unidos da Tijuca ficou na
quinta colocação com enredo
sobre fotografia.”
Não contam eles que
o Diabo foi humilhado e teve que
terminar o desfile de cabeça baixa.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

O CARNAVAL



Esta poesia é do Rev. Jerônimo Gueiros (1880 - 1954), homem de Deus, cheio de sabedoria, inteligente, perspicaz, que escreveu esta linda poesia há mais de 60 anos atrás, mas que ao lermos, parece que foi produzida ontem para ser publicada no Jornal de maior circulação do país, dado a sua atualidade

Desejo que o leitor leia e reflita, principalmente nestes dias conturbados, onde o nosso país se vê envolvido numa atmosfera de sensualidade e luxúria comparados à Sodoma e Gomorra e aos bacanais da Grécia e da Roma antiga.

Desejo a todos uma boa leitura reflexiva.

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O CARNAVAL

Rev. Jerônimo Gueiros.

Carnaval! Empolgante carnaval!
Festa vibrante! Festa colossal!

Festa de todos: de plebeus e nobres,
Que iguala, nas paixões, ricos e pobres.
Festa de esquecimento do passado,
De térreo paraíso simulado...

Falsa resposta à voz do coração
De quem não frui de Deus comunhão,
Festa da carne em gozo desbragado,
Festa pagã de um povo batizado,

Festa provinda de nações latinas
Que se afastaram das lições divinas.
Ressurreição das velhas bacanais,
Das torpes lupercais, das saturnais

Reino de Momo, de comédias cheio,
De excessos em canções e revolteio,
De esgares, de licença e hilaridade,
De instintos animais em liberdade!

Festa que encerra o culto sedutor
De Vênus impúdica em seu fulgor.
Festa malsã, de Cristo a negação,
Do "Dia do Senhor" profanação.

Carnaval!Estonteante Carnaval!
Desenvoltura quase universal!

Loucura coletiva e transitória,
Deixa do prazer lembrança inglória,
Festa querida, do caminho largo,
De início doce, mas de fim amargo...

Festa de baile e vinho capitoso,
Que morde como ofídio venenoso,
Que tira do homem sério o nobre porte,
E gera o vício, o crime, a dor e a morte.

Carnaval!Vitando Carnaval!
Festa sem Deus!Repúdio da moral!
Festa de intemperança e gasto insano!
Trégua assombrosa do pudor humano,

Que solta a humana besta no seu pasto:
O sensualismo aberto mais nefasto!
Festas que volve às danças do selvagem
E do africano, em fúria, lembra a imagem,

Que confunde licença e liberdade
Nos aconchegos da promiscuidade
Sem lei, sem norma, sem qualquer medida,
Onde a incauta inocência é seduzida,

Onde a mulher, às vezes, perde o siso
E o cavalheiro austero o são juízo;
Onde formosas damas, pela ruas,
Exibem, saltitando, as formas suas,

E no passo convulso e bamboleante,
Em requebros de dança extravagante,
Ouvem, no "frevo" , as chufas e os ditados
Picantes, de homens quase alucinados,

De foliões audazes, perigosos,
Alguns embriagados, furiosos!
Muitos, tirando a máscara, em tais dias,
Revelam, nessas loucas alegrias,

A vida que levaram mascarados
Com a máscara dos homens recatados...
Carnaval!Perigoso Carnaval!
Que grande festa e que tremendo mal!

Brasil gigante, atenção! Atenção!
O Carnaval é festa de pagão!
Repele-o! Que te traz só dor e morte!
Repele-o! E inspira em Deus a tua sorte

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