sexta-feira, 30 de outubro de 2015
SEMANA DA REFORMA – ERASMO DE ROTERDÃ E A TRADUÇÃO DO NOVO TESTAMENTO
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O SOFRIMENTO DE JOÃO CALVINO
No último dia 10 de Julho de 2009, a cristandade comemorou os 500 anos de um dos maiores pensadores da segunda metade do 2º milênio da era cristã, João Calvino, reformador frencês, mas que desenvolveu o seu ministério na cidade de Genebra na Suiça.]
João Calvino tem influênciado as gerações em todos os campos do conhecimento humano desde o século XVI até hoje, e continuará com a mesma influência, enquanto existir a humanidade ou até que apareça um pensador tão completo quanto ele foi.
Publico aqui um texto editado de um escritor católico, para mostrar o respeito por Calvino, até daqueles que foram seus inimigos declarados, que o excomungaram e o perseguiram por anos, até que ele pode desenvolver o seu trabalho com uma certa paz.
O texto fala dos últimos anos de vida de Calvino e o que Causou a sua morte por tuberculose, num tempo em que não havia cura pra essa doênça, que aliás é conhecida como a doênça dos escritores e pensadores. O título é: "O SOFRIMENTO DE JOÃO CALVINO".
O SOFRIMENTO DE CALVINO
Por
Daniel-Rops
Na véspera do Natal de 1559, quando pregava na Igreja de São Pedro, abarrotada de gente, Calvino teve de forçar a voz. No seguinte, uma tosse violenta e escarros de sangue. O médico diagnosticou-lhe uma doênça para a qual ainda não havia cura: a tuberculose. O enfermo tinha apenas 50 anos, e o seu organismo, atacado desde a muito tempo por muitas doênças, desgastado pelo trabalho e pelas preocupações.
Despertados pelo novo abalo, todos os males que já lhe eram familiares lançaram-se ao ataque: pulmões, rins, intestinos, encéfalo e até os braços e as pernas. Dentro em breve, todas as partes do seu organismo foram foco de dores terríveis.
Calvino suportaria essa provação durante 5 anos, com uma coragem física e uma firmeza admiráveis. Torturado pelas cólicas, pela febre e pelas dores, mesmo assim continuou com seus trabalhos, à sua correspondência, e aos seus livros, e mesmo à sua pregação, que no entanto lhe exigia um esforço sobre-humano.
Nos dias em que não podia ficar em pé, pregava sentado, e, se não conseguia andar, dois homens o levavam à igreja em uma cadeira. Por vezes, as dores eram tão fortes que o ouviam murmurar, como uma prece a pedir libertação: "Até quando, Senhor, até quando?"
No entanto, a morte lhe deu um novo adiamento, ele próprio, o moribundo - o seu aspecto era já de um cadáver - ordenou que o levassem para participar pela última vez de uma reunião e com a voz ofegante, cortada por tosses, falou dirante duas horas. A seguir, falou dos grandes princípios e apaixonadamente do Evangelho.
O esforço exigido deixou-o esgotado. No dia seguinte, sobreveio-lhe nova expectoração sanguínea. Não abandonou mais o leito e falava com dificuldade, exceto para murmurar as suas orações. Ouviam-no dizer várias vezes: "Senhor, tu me esmagas, mas para mim é suficiente que seja pela tua mão".
Ninguém o viu entregar a alma ao Criador, calmamente, em 27 de Maio de 1564, por volta das 8 da noite. De acordo com a sua vontade, envolveram-no o corpo num grosseiro pano cru e depositaram-no num caixão de pinho, semelhante aqueles em que se enterravam os pobres. Sem discursos e sem cânticos, foi conduzido por uma imensa multidão ao cemitério Plainpalais.
Não se erigiu monumento sobre o túmulo, nem uma cruz ou uma só pedra. assim quis ele regressar ao pó, sem glórias ou honras, mas no anonimato e no silêncio. Não se pode dizer até hoje com certeza o lugar onde jaz João Calvino.
Poucos, no entanto, deixaram sobre a terra um rastro tão profundo. Semeou grandes idéias, realizou grandes coisas e determinou grandes acontecimentos. A história não teria sido tal como foi se ele não tivesse vivido, pensado e agido com a sua vontade implacável. Perto de 50 milhões de cristãos seguem hoje os seus ensinamentos. Dos 45 milhões de Reformados e Presbiterianos, e 5 milhões entre os Congregacionais. Não há nenhum setor do protestantismo onde não se possa encontrar alguma moeda do seu tesouro.
Não resta qualquer dúvida, de que a sua influência foi determinante, até no desenvolvimento do capitalismo, da democracia e do socialismo. Calvino pertence incontestavelmente ao pequeníssimo grupo de mestres, que no decorrer dos séculos, moldaram com as suas mãos o destino do mundo.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
JOÃO CALVINO - 500 ANOS.
João Calvino, nasceu na cidade de Noyon na França em 10 de Julho de 1509. Já com 20 anos de idade já era um pensador brilhantíssimo. Aos 23 anos já havia escrito parte de sua obra magna, AS INSTITUTAS, uma das maiores obras sobre religião e organização social e política de todos os tempos, depois da Bíblia.
João Calvino foi pastor, escritor profícuo, líder excepcional.
Foi um gigante da fé, estudioso dedicado e disciplinado da Bíblia.
Calvino em tudo o que fez foi excepcional. Seus sermões são exuberantes.
Tudo em Calvino é grandioso.
Nesse dia 10 de Julho de 2009 (Sexta-Feira) todos os Reformados do mundo estão comemorando os 500 anos de nascimento do Reformador de Genebra, que durante o séc. XVI enfrentou todas as oposições e pela graça de Deus realizou a maior obra de volta à Palavra de Deus, a Reforma na França e na Suiça.
terça-feira, 21 de abril de 2009
A CIDADE DE BERLIM, ALEMANHA, DEDICA ESXPOSIÇÃO AO REFORMADOR JOÃO CALVINO.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
500 ANOS DO NASCIMENTO DE CALVINO - A CONTRIBUIÇÃO REFORMADA PARA O SISTEMA EDUCACIONAL MUNDIAL.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
500 ANOS DE JOÃO CALVINO.
Este ano de 2009, precisamente no dia 09 de Julho, comemoraremos os 500 anos de nascimento de um dos maiores pensadores de todos os tempos, o francês Jean Calvin (João Calvino).
João Calvino nasceu na cidade de Noyon, França, a 10 de Julho de 1509 e foi um dos maiores expoentes da Reforma do século XVI.
A teologia de Calvino pode ser conhecida através de seus inúmeros escritos de diferentes gêneros: As Institutas (sua obra magna), comentários bíblicos, sermões, escritos liturgicos e catequéticos, folhetos, tratados e as suas cartas. Sua obra é composta de 59 volumes da coleção conhecida como Corpus Reformatorum.
A sua obra Magna, As Institutas, foi escrita quando o Reformador tinha 26 anos. Passou por cinco edições (1536 - 1559) e quatro traduções para o francês. As outras edições em que Calvino foi acrescentando material novo, surgiram em 1539, 1543, 1550 e 1559, quando recebeu a sua forma atual com 80 capítulos, divididos em 4 livros. Todas estas edições estavam em latim. Depois da edição de 1539, o próprio Calvino verteu para o francês as suas edições latinas. A primeira foi publicada em 1541 e é considerada uma obra prima da lingua francesa e a primeira obra teológica original nessa lingua.
As Institutas (A Instituição da Religião Cristã), tem o seguinte conteúdo:
Livro I: O conhecimento de Deus, o Criador.
Livro II: O conhecimento de Deus, o Redentor.
Livro III: A maneira como recebemos a graça de Cristo.
Livro IV: Os meios externos pelos quais Deus nos convida para a sociedade de Cristo.
Calvino ainda escreveu:
Comentários: Sobre todos os livros do Novo Testamento (exceto II e III João e Apocalipse). Escreveu também sobre o Antigo Testamento. Esses escritos preenchem 22 grandes volumes.
Sermões: Calvino expunha sistematicamente a Bíblia. Pregava sobre o N.T. aos domingos e sobre o A.T. durante a semana. Os seus sermões eram anotados por um grupo de refugiados franceses. A biblioteca de Genebra possui 2035 desses sermões em manuscritos.
Folhetos e tratados: Nesses escritos Calvino tratava sobre apologética e assuntos gerais sobre a Reforma da Igreja.
Escritos liturgicos e catequéticos: Seu primeiro catecismo foi escrito em 1537 e recebeu o nome de Instrução na Fé. Um outro catecismo, conhecido como o Catecismo de Genebra, que contém uma Confissão de Fé, livro de ordem liturgica e administração eclesiástica, saltério, etc.
Texto extraido da apostila do prof. João Alves, do curso INTRODUÇÃO À TEOLOGIA DE JOÃO CALVINO, do CENTRO DE PÓS-GRADUAÇÃO ANDREW JUMPER, da UNIVERSIDADE MACKENZIE (São Paulo).
A gravura acima é uma representação do púlpito onde Calvino pregava da Catedral de São Pedro em Genebra.
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