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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SOBRE PRATOS E XÍCARAS

Esta crônica foi lida no culto do dia dos pais por uma filha lembrando o seu pai falecido esse ano do 2011. Resolví publicá-la aqui por julgar uma contribuição valiosa para a reflexão sobre o tema da perda de um ente querido.

Sobre pratos e xícaras


É interessante, ao acrodarmos e nos posicionarmos à mesa para tomar o café da manhã, a disposição das louças. Colocamos sempre a quantidade exata para o número de pessoas que irão deliciar-se com o dejejum.

Engraçado como temos alguma coisa a ver com simples objetos, seres inanimados, irracionais. Dispor xícaras e pratos à mesa, equivalentes à quantidade de membros da família, é como se nós estivéssemos numa escala proporcional às louças, como se a presença de um, dependesse da existência do outro.

Pensando bem, o tempo de vida útil de pratos e xícaras, assim como o dos copos e talheres depende sim da presença de um habitante do lar.

Lembro-me bem da manhã seguinte ao casamento do meu irmão mais velho. Minha mãe, como sempre, de pé, muito cedo, preparando as delícias matinais. Seis lugares a postos. Isso indicava que seis pessoas sentariam ali, seis xícaras seriam usadas, num café da manhã regado a muitas conversas, umas boas, outras que soavam como puxões de orelha, mas que seriam as nossas conversas. Coitada de minha mãe! Ela ainda não havia se acostumado com apenas cinco pessoas. Ainda não havia internalizado que o grupo familiar havia diminuído, que meu irmão deixou de ser família para virar parente que nos visitaria somente nos finais de semana, isso quando não fosse arrastado para a casa da sogra. Nesse dia, sorrimos.

Passado algum tempo, algo fez com que minha mãe não tivesse vontade de preparar nosso café da manhã. Não sei nem se ela conseguiu dormir na noite anterior.

Fui à cozinha, e, com os olhos marejados, preparei o café e dispus as louças. Eu já estava acostumada a ver só cinco xícaras na mesa. Mas nesse dia, com um aperto no coração, coloquei somente quatro.

Depois de muita insistência minha e de meus irmãos mais novos, minha mãe saiu do quarto para tomar café. Ela não conseguiu quebrar o jejum. Faltava uma xícara. Faltava alguém. Alguém que não iria nos visitar nos fins de semana para colocarmos uma louça a mais na mesa. Faltava o meu pai.

Desde aquele dia, sentamos-nos à mesa, mas há um vazio. As conversas? Talvez elas voltem. A xícara? Talvez também seja colocada, talvez quebre, mas com a certeza de que poderá ser substituída. Mas, meu pai, insubtituível, esse deixará um vazio, que nunca poderá ser preenchido.

Em memória a Francisco Luís da Silva.

Priscilla Robertha de Andrade

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

UM GÊNIO SE DESPEDE...


Por
Rev. João d'Eça
Gabriel García Márquez se retirou da vida pública por razões de saúde. Agora, parece, que é cada vez mais grave. Enviou uma carta de despedida a seus amigos, que graças à Internet está sendo difundida.

Recomendo à vocês a sua leitura porque é verdadeiramente comovedor este curto texto escrito por um dos Latinoamericanos mais brilhantes dos últimos tempos.

“Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de pano e me presenteasse um pedaço de vida, aproveitaria esse tempo o máximo que pudesse”.

Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaría em tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, senão pelo que significam.

Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os demais se detivessem, despertaria quando os demais dormissem.

Se Deus me obsequiasse um pedaço de vida, me vestiria de maneira simples, me deitaria de bruços ao sol, deixando descoberto, não somente meu corpo, senão minha alma.

Aos homens eu provaria o quanto equivocados estão ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem quando deixam de se apaixonar!

A uma criança lhe daria asas, mas deixaria que ela aprendesse a voar sozinha.

Aos velhos lhes ensinaria que a morte não chega com a velhice, senão com o esquecimento.

Tantas coisas eu aprendi de vocês, os homens... Eu aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpada.

Eu aprendi que quando um recém nascido aperta com seu pequeno punho, pela primeira vez, o dedo de seu pai, o têm preso para sempre.

Eu aprendi que um homem só tem direito de olhar a um outro de cima para baixo, quando vai ajuda-lo a levantar-se.

São tantas coisas as que eu pude aprender de vocês, mas realmente não haverão de servir muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente eu estarei morrendo.

Sempre diga o que sentes e faz o que pensas.

Se soubesse que hoje fosse a última vez que vou te ver dormir, te abraçaria fortemente e rezaria ao Senhor para poder ser o guardião de tua alma.

Se soubesse que estes são os últimos minutos que te vejo diria “te quero” e não assumiria, estupidamente, que você já sabe.

Sempre há um amanhã e a vida nos dá outra oportunidade para fazer as coisas bem, mas se por acaso me equivoco e hoje é tudo o que nos resta, eu gostaria de te dizer o quanto te quero, que nunca te esquecerei.

O amanhã não está assegurado a ninguém, jovem ou velho. Hoje pode ser a última vez que vejas aos que amas. Porisso não esperes mais, faça hoje, já que se o amanhã nunca chegar, seguramente lamentarás o dia em que não tomastes tempo para um sorriso, um abraço, um beijo e que estivestes muito ocupado para conceder-lhes um último desejo.

Mantém aos que amas perto de ti, diga-lhes ao ouvido o muito que precisas deles, queira-os e trata-os bem, tome tempo para dizer-lhes “sinto muito”, “perdoa-me”, “por favor”, “obrigado” e todas as palavras de amor que conheces.

Ninguém te recordará pelos teus pensamentos secretos. Pede ao Senhor a força e a sabedoria para expressa-los. Demonstra a teus amigos e seres queridos o quanto te importam.”

segunda-feira, 25 de junho de 2007

ESPOSA DO EVANGELISTA BILLY GRAHAM, MORRE NA CAROLINA DO NORTE.

Ruth Bell Graham
1920 - 2007



D. Ruth Bell Graham (foto acima), de 87 anos, morre na Carolina do Norte - USA. Ela era esposa do Rev. Billy Graham, o maior evangelista do século XX, que já está aposentado, com 88 anos e vive com os filhos e netos no estado da Carolina do Norte - USA.
O Rev. Billy Graham está doente, mas ainda lúcido, participa de eventos e recebe homenagens. No último dia 31 de Maio, foi inaugurada a biblioteca Billy Graham, num lindo rancho, cuja entrada é em formato de cruz.

Oremos pelo consôlo da família e em especial pelo Rev. Billy Graham.
Veja fotos de alguns momentos:





Rev. Billy Graham orando no último dia 31 de Maio de 2007
ladeado pelos ex-presidentes, George Bush (pai), Jimmy Carter e
Bill Clinton.










Nesta imagem de 31 de Maio último, vemos:
Franklim Graham (substituto do Pai), Billy Graham,
George Bush (pai), Jimmy Carter e Bill Clinton.

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