quarta-feira, 13 de setembro de 2006

Orando pela Ética na Política.

A CNE - Comissão Nacional de Evangelização da IPB, lançou o seguinte folheto "A Igreja Orando pela Ética na Política", com um excelente texto do Rev. Hernandes Dias Lopes da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória - ES. Transcrevemos o folheto e o texto, por julgarmos relevante para a vida social do Brasil, principalmente enquanto aguardamos o Pleito de 01 de Outubro. Eis o excelente texto do Rev. Hernandes: "Nosso povo está com a esperança morta. Nós, os brasileiros, estamos atordoados pela avassaladora crise moral que se abateu sobre a nação. Há uma inquietação perturbadora nos corredores do poder. Muitos dos nossos representantes políticos estão num profundo atoleiro moral, num charco de lama. Nosso parlamento está nu, nossas instituições abaladas, nossa credibilidade moral cambaleante. As investigações das comissões parlamentares de inquérito descobrem a cada dia abismos mais escuros, fossos mais profundos e esquemas de corrupção ainda mais criminosos. A ganância insaciável, o despudor moral e o senso de impunidade produziram um esquema de corrupção vergonhoso e dantes nunca visto em nossa nação. O dinheiro que deveria socorrer os aflitos, construir escolas, hospitais e promover o desenvolvimento da nação é desviado para paraisos fiscais e ou para gordas contas bancárias de pessoas que se servem do poder ou nele se empoleiram para se enriquecerem. A crise, entretanto, é uma oportunidade de reflexão e mudança de rumo. O nosso país está em crise porque tem abandonado a Deus. O pecado é o opróbrio da nação. Temos colocado nossa confiança em homens em vez de colocá-la no Deus vivo. A solução para sua vida, sua família e nossa nação, não está numa ideologia ou partido político, mas em Deus. A sua maior e mais urgente necessidade é de Deus. Mas, apesar disso, temos abandonado a Deus, a fonte das águas vivas, para cavarmos as cisternas rachadas de uma religiosidade descomprometida, de um humanismo idolátrico e de uma ética sem absolutos. Temos corrido atrás do prazer do sexo, da ilusão do poder e da fascinação da riqueza em vez de buscarmos a Deus. Seu coração não encontrará paz até você repousar em Deus. Sua alma não encontrará descanso até você correr para os braços de Jesus. Há um vazio no seu coração do tamanho de Deus; só Ele pode preenchê-lo. Só Jesus pode dar sentido à sua vida. Só Jesus pode mudar o curso da atual realidade em nosso pais. Conclamamos a nação brasileira a arrepender-se do seu pecado e a voltar-se para Deus. Rogamos a você que se reconcilie já com Deus, por meio de Jesus Cristo, seu Filho. Ele é o único caminho para Deus, Ele é a porta do céu, o único que pode perdoar os seus pecados e dar-lhe vida abundante. Entregue agora mesmo a sua vida a Jesus e receba de graça, pela fé, o dom da vida eterna."

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

ORDENAÇÃO FEMININA

Por Pr. João d’Eça Temos visto nos últimos tempos uma enxurrada de ordenações de mulheres ao Ministério, e, creio eu estão com isso descumprindo o preceito bíblico. Aliás é o que mais se está fazendo hoje, vemos o descalabro, o descompromisso de líderes de igrejas que estão abrindo mão da verdade em nome do pós-modernismo, de uma teologia inventada para se parecer atuais e cumpridores da regra que diz que os direitos são iguais. Os defensores da ordenação feminina advogam que os tempos são outros, que o contexto cultural é diferente, que a hermenêutica evoluiu e que precisamos rever as nossas interpretações. É preciso que abramos os nossos olhos para a influência que nós estamos sujeitos a sofrer, principalmente de movimentos de minorias organizadas e que estão mais e mais tendo espaço na mídia para expor as suas idéias e valores e para constranger as pessoas a serem politicamente corretas, no que tange a se aceitar as manifestações de grupos GLS, movimento feminista e outros. Vemos com isso que a forma com que muitos grupos estão interpretando a Bíblia tem sofrido forte influência desses grupos minoritários, por isso, hoje já se ouve falar em uma teologia Gay e já se publica a Bíblia da Mulher, voltada especialmente ao público feminino. Se dissermos algo que soe como crítica, somos logo taxados de “machistas”. Hoje a força das mulheres na sociedade é indiscutível e elas estão reivindicando direitos que lhes foram negados ao longo da história, com isso muitas igrejas se vêem forçadas a repensar a forma de interpretar a Escritura nesse ponto em particular. As mulheres estão reivindicando o direito de serem pastoras, de liderarem comunidades onde os homens estão permitindo, que assim aconteça, em completo desrespeito aos princípios bíblicos. Os defensores da Ordenação feminina costumam dizer que as mulheres tiveram um tratamento diferente no Novo Testamento em comparação com o que tinham no Antigo. Mencionam ainda mulheres destacadas no NT como Lídia, Priscila e Júnias (não se sabe se é um nome de homem ou de mulher), para justificarem a idéia de que não nenhuma restrição à ordenação feminina. É preciso no entanto, que se diga que a Escritura define muito bem as posições de homem e de mulher. Na bíblia o homem é sempre o cabeça, exerce função de líder na família e na igreja e isso não tem nada a ver com preconceito ou condição cultural, mas com a função dada por Deus já na criação, de que a mulher deveria ser ajudadora e não a cabeça do homem ou sua igual em função. A Bíblia estabelece as funções de forma bem definida, não dando margem para outras interpretações. Ao homem cabe o governo na igreja, a pregação e o ensino. Em nenhuma outra passagem da Escritura estes ofícios são conferidos a mulheres. Se observarmos bem, o apóstolo Paulo estabelece, que o problema não se dá por questões preconceituosas ou culturais, mas é uma ordenança de Deus baseada na Criação, onde homem e mulher, depois da queda, recebem cada um as suas funções bem definidas e Paulo diz que foi de acordo com o que Deus fez, primeiro criou o homem e deste à mulher. Além do mais, a mulher foi enganada pela serpente, e não o homem. Mais ainda, Deus primeiro criou o homem e depois, a partir deste, a mulher. Os que reivindicam a ordenação feminina ao Sagrado Ministério da Palavra, não estão andando de conformidade com o que diz a Sagrada Escritura, estão sim, seguindo o curso do sistema mundano, estão olhando a questão não com as lentes divinas, mas sim, com as lentes do moderno movimento feminista, segundo o curso deste mundo.

A INDISSOLUBILIDADE DO CASAMENTO.

Por Pr. João d’Eça “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea.” (Gênesis 2: 18). “Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; ENTRETANTO, NÃO FOI ASSIM DESDE O PRINCÍPIO.” (Grifo meu). (Mateus 19: 8). Nesta semana de feriadão eu recebi algumas notícias que me deixaram triste. Fui como palestrante até um clube na praia, para participar de um evento promovido pela SAF da minha igreja. A palestra teve como tema: A Restauração da Alegria do Casamento. Quando lá cheguei encontrei alguns casais de nossa igreja que já haviam chegado e nos confraternizamos alegremente até o momento da palestra, que começou por volta das dez horas da manhã. Quando iniciei a palavra, notei que muita gente chegava ao clube como se tivessem vindo em caravana e realmente era. Percebi que chegava gente conhecida, eram irmãos de uma outra igreja, na verdade irmãos da minha adolescência e juventude, pessoas queridas que cresceram junto comigo e que formaram família quase que ao mesmo tempo, naquela época dos nossos 20 anos. Alguns desses irmãos me reconheceram a certa distância, mas como apesar disso, não se chegaram para conversar ou para ouvir a palestra eu estranhei, porque em outras épocas o comportamento era outro, não deixavam uma oportunidade como essa passar para revivermos juntos, as lembranças de quando éramos bem mais jovens. Como se mantiveram afastados de onde estávamos ao ar-livre, apesar de que a distância não era tão grande, aquilo me incomodou e eu por três vezes interrompi a palestra para chamá-los pra junto de nós, chamado que só foi atendido na terceira vez, porém só veio um irmão que ao chegar foi indagado por mim, porque a sua esposa não veio pra junto de nós, foi ai que recebi a triste notícia de que eles estão separando-se. A princípio eu não entendi e até achei que fosse brincadeira, já que eles estavam juntos ali no local, mas ele explicou que era por causa da filha do casal, uma adolescente que também estava junto. A igreja da minha juventude foi organizada em 1980, eu e minha esposa fomos os primeiros jovens que casaram ali naquele templo. Depois vieram outros casamentos. Houve cerimônias religiosas e civis, mas quase todos os jovens da minha idade, amigos meus, crentes, casaram-se naquela época. Vou fazer 17 anos de casado em Janeiro do ano que vem e esse tempo de união matrimonial deve ser de quase todos os outros, talvez com diferença de um ou dois anos, ao todo deve ter havido uns 10 casamentos ali naquela época. O triste da história, é que após a palestra no clube, resolvi conversar com alguns amigos de outrora, perguntando por outros casais amigos que não estavam ali, mas que sempre nos encontrávamos em eventos assim. Fui sabendo que quase todos os outros casais estão separados ou em vias de separação, na verdade dos 10 casais da minha época, Acho que somente o meu e mais dois casamentos resistiram ao tempo, ou seja, de 10 casamentos, somente três resistiram, e o pior, pessoas crentes, que deveriam ser exemplo de dignidade para a sociedade, estão dando o maior exemplo de indignidade possível, a separação de uma união que segundo Deus, deve ser pra sempre. Existem inúmeros textos na Palavra de Deus que falam da indissolubilidade do casamento, mas eu resolvi usar os dois que encimam esse texto, porque acredito que são porções da Escritura Sagrada que são bastante claros e que mostram a preocupação do Criador desde o início, em providenciar o complemento para o homem e a mulher na união matrimonial. “Não é bom que o homem esteja só”. Vemos a preocupação de Deus em providenciar companhia para o homem e a mulher; vemos Deus criando a primeira e mais importante Instituição humana, o casamento. No outro texto, os fariseus interrogam a Jesus sobre o divórcio e eles ouvem do Senhor a mais completa de todas as respostas a respeito do assunto, no meu modo de ver: ENTRETANTO, NÃO FOI ASSIM DESDE O PRINCÍPIO (grifo meu). Quando eles interrogaram o Mestre, experimentando-o acerca do divórcio, perguntando-lhe se era lícito ao homem (ou mulher) repudiar o seu cônjuge por qualquer motivo, Jesus lhes diz que Deus os fez uma só carne, e que, o que Deus uniu, não o separe o homem. Porém a resposta mais completa no meu entendimento é a do versículo 8, quando Jesus diz que Moisés permitiu o divórcio, por causa da dureza dos corações deles e não como concessão para troca-troca de casais ao bel prazer, como acontece hoje em nossa sociedade sem limites e sem parâmetros. Diz ainda Jesus na sua resposta que NO PRINCÍPIO NÃO ERA ASSIM (grifo meu), ou seja, não está no plano de Deus desde o princípio que os casais se separem, porque a fidelidade matrimonial representa a fidelidade a Deus. Como que casais que juraram perante Deus e os homens que iriam manter o amor pra sempre, agora estão traindo o seu compromisso, fugindo da responsabilidade de cultivar a união indissolúvel, e o que é pior, por causa dos motivos mais banais, numa prova inconteste de desrespeito ao outro, à instituição de Deus, à falta de palavra, à traição do compromisso, de demonstração de falta de conversão. Fico triste quando vejo casais separando-se, percebo que o rompimento é feito por pura vaidade, por mundanismo mesmo, por carnalidade, por falta de conhecimento de Deus, por não observarem os preceitos de Deus em sua Palavra, por viverem somente pra seu próprio estômago, por seguirem o curso deste mundo e do príncipe das trevas o seu dominador, por adotarem os valores do mundo, de uma sociedade caída que despreza os absolutos e relativiza até mesmo a virtude do amor, como se este fosse um mero sentimento e que portanto, por ser sentimento, justifica a troca de casais, alegando não mais sentirem amor. “O amor não é um sentimento não, sentimentos sempre vem e vão.” Amor é decisão, é tomada de atitude, é pra gente séria, sincera, de personalidade, de caráter, que não quebra o compromisso, que não volta atrás na decisão tomada, que faz o que for possível para manter o relacionamento em Deus, que cuida do amor como de um jardim, regando-o todos os dias para não murchar. Sim, o casamento é uma união indissolúvel que só pode ser rompido pela morte, porque até no caso excepcional que Jesus fala, relações sexuais ilícitas (traição conjugal), pode haver perdão, pode haver restauração e o encontro da felicidade. Aliás, ninguém casa para ser feliz, nós casamos pra fazer o outro feliz. TALVÊZ ESTEJA AI O SEGREDO.

sábado, 9 de setembro de 2006

“O BARÃO DE ARARUNA” E OS POLÍTICOS DE HOJE.

Por Rev. João d’Eça Assistindo a um dos capítulos da novela “Sinhá Moça” da Rede Globo de televisão, vi um personagem muito interessante, o “Barão de Araruna”. A novela é ambientada no século XIX onde os “coronéis” mandavam e desmandavam, mandavam prender e mandavam soltar, desterravam pessoas, adversários políticos, quem os contrariassem e até os padres tinham que “rezar pela sua cartilha”, caso contrário, eles usavam a sua influência com o Bispo para mandar o “frei” para outro lugar. Ainda temos hoje os “coronéis” da política brasileira, e eles estão principalmente aqui no Nordeste brasileiro, também mandam e desmandam. Controlam prefeitos, senadores, deputados, políticos em geral e lideranças de comunidades longínquas e das Capitais dos Estados. O mesmo poder exercido pelos antigos “coronéis” da política dos idos de 1850, é exercido hoje pelos oligarcas modernos, guardadas as devidas proporções, porém a busca desenfreada pelo poder, a eliminação dos seus adversários e o tráfico de influência para se locupletar, existem hoje da mesma forma. O “barão de Araruna” age com dois pesos e duas medidas. Por um lado ele faz um mal terrível. Persegue pessoas, determina o destino dos que se levantam contra ele, age como um déspota com a linda esposa e com a filha, defende criminosos que estão ao seu lado e persegue gente inocente, acusando-as de criminosos só porque ousam lhe contrariar. Ao mesmo tempo usa de algum tipo de benevolência para com os seus escravos e para aqueles que estão ao seu serviço, para parecer altruísta diante deles ou dos outros, mas o que ele quer mesmo é posar de bonzinho, porque já vislumbra a chegada do Sistema Republicano é quer garantir os votos daqueles que foram vítimas de sua “jogada” política. Quando for preciso irá cobrar os dividendos daquilo que fez. Eu reconheço essa prática em muitos políticos contemporâneos. Eles fazem do mesmo jeito. Ainda outro dia fui procurado por um cabo eleitoral de um determinado candidato que até algum tempo atrás era feirante e agora é dono de um patrimônio digno de um “Kalifa de Bagdá”, sendo que o mesmo até hoje só foi Parlamentar e nunca exerceu um mandato no Executivo, no entanto ficou milionário em pouco mais de 20 anos. Esse meu amigo pediu que eu votasse no seu candidato e quando lhe disse que votar naquele homem era uma declaração tácita de ignorância política, porque eu conhecia a sua trajetória como parlamentar e conhecia também os crimes por ele praticado no exercício do mandato, o meu amigo, na tentativa de me convencer que o seu candidato era “gente boa”, que inclusive fazia o bem pra muita gente, pra muitas comunidades carentes com dinheiro do seu próprio bolso, eu dei uma gargalhada e disse-lhe que o bem que ele fazia para essas comunidades carentes, visava muito mais o seu próprio benefício, do que o benefício das comunidades. Se ele gasta 100 ou 200 mil Reais por mês com esse trabalho, já desviou 20 ou 30 vezes mais para o seu próprio bolso. O que ele faz, ou é para desencargo de consciência ( O que não acredito. Essas pessoas não tem consciência), ou é para parecer bonzinho e altruísta, para garantir votos na próxima eleição. Em resumo, eles só fazem o bem para alguém, quando esse bem lhes beneficia mais do que beneficia as pessoas que estão sendo atingidas. Vejam se esse não é o retrato exato do “barão de Araruna” personagem de mais de 150 anos atrás, mas que está tão vivo hoje nas atitudes e procedimentos dos políticos brasileiros, “Mensaleiros”, “Vampiros do Orçamento” e “sanguessugas” (Prov. 30:15). As mesmas práticas da época dos “coronéis” estão mais vivas do que nunca hoje. Aqueles que deveriam lutar pelo desenvolvimento do país, que deveriam promover o bem do povo, não com políticas de “esmolas”, assistencialismo através de “bolsas isso ou aquilo”, mais de Infra-Estrutura de Saúde e Educação, de abertura de Estradas, de desenvolvimento agrícola e de desenvolvimento científico. Deveriam ser patriotas a gerar oportunidades para que o povo brasileiro mostre o seu valor para o mundo. Infelizmente os nossos dirigentes políticos fazem tudo isso, mas só a nível pessoal. Mandam seus filhos para as melhores escolas daqui e de outros países (investimento em Educação), pagam os mais caros Planos de Saúde para si e para as suas famílias (Investimentos em Saúde), abrem estradas que vão facilitar o escoamento da produção de suas Fazendas, ou que facilitem o acesso aos seus sítios e mansões (Investimentos em Infra-estrutura). Sim queridos leitores, nós estamos alimentando esse tipo de gente quando votamos neles em troca de alguma benesse pessoal. Quando eles estão acostumados a fazer assim antes do pleito, já estão pagando pelo voto e com isso estarão descompromissados com aqueles que lhes venderam o voto, ai vão se locupletar. Essa é a hora de mostrarmos o que queremos. Queremos viver debaixo da chibata dos “coronéis”, ou queremos mudanças para melhor na sociedade? Reflita. Para saber mais sobre a vida de políticos: http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/politicosdobrasil/ Para conhecer a Declaração de Renda dos Candidatos a Federal: http://perfil.transparencia.org.br/

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

A BÍBLIA, A MENTE DE DEUS.

Por Rev. João d’Eça. O Senhor deu para a Bíblia, um lugar proeminente na história do gênero humano em geral, e na história da redenção em particular. Na realidade, se nós pensarmos bem nisto, chegaremos à conclusão de que Ele se deu esta proeminência. Isto porque, desde que a Bíblia é a própria Palavra de Deus, e a porção revelada da Sua mente divina, não podemos separar a mente de uma pessoa da própria pessoa. Nós nunca poderemos separar a Bíblia do próprio Deus, como se fosse possível lidar com um sem também negociar com o outro. Quando nós falamos deste modo, não estamos recorrendo à Bíblia como um livro físico, do qual há muitas cópias impressas, mas nós estamos recorrendo à Palavra "sobrenatural" de Deus. Nós estamos recorrendo àquela porção da mente divina que Ele revelou a nós. Porém, no texto que segue eu usarei o termo “Bíblia” ao invés de “Palavra” para enfatizar aquilo que Deus revelou de Sua mente a nós, e que registrou os seus conteúdos em forma verbal e escrita compreendendo esse todo, a Sua revelação. Deus governa pela Bíblia. Através deste livro, Ele se declara como o criador e o homem é a Sua criatura. Como o oleiro tem o direito de moldar o vaso de barro que está fazendo do jeito que lhe agradar, Deus tem o direito como criador, de fazer como quiser, com respeito às Suas criaturas. Ele pode usar as suas criaturas para qualquer propósito que desejar. Deus revela para o homem qual é o lugar dele como criatura no universo, através da Bíblia e da história. Através da Bíblia, Deus diz para o homem qual o padrão pelo qual ele tem que viver neste mundo, e ele exige do homem, obediência ao Seu Mandato. Através da Bíblia, O Senhor define o que é verdade e o que é erro, o que é correto e o que é errado. Mostra também o que é falso e o que verdadeiro, revela as doutrinas falsas dos homens, o engano de Satanás e seus demônios e qual o objeto verdadeiro da nossa fé: Jesus Cristo. Diz ainda que todo pensamento deve ser “cativo a Jesus Cristo”. Membros da comunidade científica vivem a encorajar as pessoas a não darem crédito à Bíblia como Palavra de Deus, afirmando que ela não passa de um simples livro como outro qualquer. Dizem que crer nesse livro é falta de inteligência e declaração de irracionalidade. Quando alguém resolve crer sem precisar de empirismo ou de “cintificismo”, eles ficam enfurecidos. Eles chamam a religião de irracional, e é irracional porque é não-científica, não-experimental. Mas o que é o método científico? É assumir através da confiança na indução ou na dedução, sem nenhuma justificação prévia, elaborar questionamentos preconcebidos e então cometer a falácia lógica de afirmar a conseqüência inúmeras vezes. Deus, a Bíblia, e assim o Cristianismo, é livre da hipocrisia de ciência e das falsas religiões. Este livro lhe diz que se você tentar fazer uma investigação independente de Deus para verdade espiritual, fora da Revelação divina, então você será enganado e chegará a uma falsa conclusão. A razão para isto é que ninguém pode se propor a fazer uma investigação independente para a verdade partindo de um princípio qualquer fora de Deus e de Sua revelação. Considerando que Cristianismo é a verdade, executar qualquer investigação independentemente para a verdade, significará a investigação adotou um falso ponto de partida. Em outras palavras, se você tentar fazer uma investigação para verdade, que seja independente de verdade (Bíblia), então sua investigação nunca chegará à verdade. A Bíblia é corajosa e honesta. Lhe diz, que se você discordar dos seus princípios, então você está errado, e Deus o responsabilizará por sua falsa conclusão e a por sua falsa conduta que decorrerá da falsa conclusão. A Bíblia e os seus absolutos (coisa que os pós-modernistas morrem de raiva) não lhe dá o direito de se opor ou debater contra a verdade. Você tem que concordar com a verdade bíblica, tem que acreditar nela, e tem que obedecê-la. A Bíblia não nos dá o direito de termos os nossos próprios valores independentes e opiniões privadas, como se nós fossemos cada um, o nosso próprio deus, como se tivéssemos lidando com um ser humano igual a nós. Isto porque quando lidamos com a Bíblia, não estamos lidando com outros seres humanos, mas com o próprio Deus. Até mesmo os direitos que nós temos, quando lidamos com outros seres humanos iguais a nós, têm de vir da própria Bíblia, desde que Deus é a regra de todos nós e é Ele quem define a própria relação entre as Suas criaturas. Através deste livro, Deus orienta todos os aspectos da vida humana. Ele nos ensina o modo correto de ganharmos e de gastarmos o nosso dinheiro, por exemplo. Nos mostra como e o que ensinar às nossas crianças. Nos diz que tipo de pessoas podemos confiar e com que tipo devemos nos casar. Estabelece os papéis na sociedade, de acordo com a idade, grau de conhecimento, sexo, conhecimento espiritual e maturidade. Regula o que alguns consideram como assuntos privados, como a sexualidade humana. Muitas pessoas pensam que sexualidade é o próprio negócio deles, mas a Bíblia prescreve instruções exatas e preceitos para lidarmos com o assunto. Anuncia princípios relativos ao consumo de álcool, e fala sobre o pecado da glutonaria. Contém ordenanças para que consideremos até os nossos pensamentos e motivações, de maneira que diz que não só é pecado roubar, mas também, só desejar roubar se a oportunidade aparecer. Este livro contém toda a Aliança de Deus com o gênero humano. Também representa toda a orientação de Deus para o gênero humano em qualquer área da vida. Os homens se rebelam contra Deus porque não querem submeter-se aos seus princípios de santidade. O que os homens querem é viver de acordo com o seu próprio estômago, com a sua própria vontade depravada, de acordo com a sua natureza caída, que clama por um envolvimento maior a cada dia com os pecados da carne. Quanto mais se libera, tanto mais o homem quer e mais este se torna animalesco nas suas atitudes.

quinta-feira, 7 de setembro de 2006

SOCIEDADE EM FRANGALHOS.

Assim como as respostas dadas nesta entrevista, dos acontecimentos americanos, assim mesmo estamos vendo acontecer as mesmas coisas no Brasil. Veja as respostas da filha de Billy Graham e compare com o que está ocorrendo aqui, se não é igual? O que podemos esperar de um país assim? Finalmente, a verdade é dita na TV Americana: A filha de Billy Graham estava sendo entrevistada no EarlyShow e a apresentadora Jane Clayson perguntou a ela: - Como é que DEUS teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro? Anne Graham deu uma resposta extremamente profunda e sábia. Ela disse: - Eu creio que DEUS ficou profundamente triste com oque aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos nóstemos dito para DEUS não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como DEUS é, eu creio que Ele calmamente nos deixou. Como poderemos esperar que DEUS nos dê a Sua bênção e Sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco? À vista dos acontecimentos recentes, ataque dos terroristas, tiroteio nas escolas, etc. Eu creio que tudo começou desde que Madeline Murray O'Hare (que foi assassinada e seu corpo encontrado recentemente), se queixou de que era impróprio se fazer oração nas escolas americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião. Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas...A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, não devemos roubar, e devemos amar o nosso próximo como anós próprios. E nós concordamos. Logo depois, o Dr. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima (O filho do Dr. Spock cometeu suicídio). E nós dissemos: "um perito nesse assunto deve saber oque está falando", e então concordamos com ele. Depois alguém disse que os professores e os diretores das escolas não deveriam disciplinar os nossos filhos quando eles se comportassem mal. Os administradores escolares então decidiram que nenhum professor em suas escolas deveria tocar em um aluno quando se comportasse mal, porque não queriam publicidade negativa, e não queriam ser processados. (Há uma grande diferença entre disciplinar e tocar,bater, dar socos, humilhar echutar, etc.) E nós concordamos com tudo. Aí alguém sugeriu que devería mos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem, e que nem precisariam contar aos pais. E nós aceitamos essa sugestão sem ao menos questioná-la. Em seguida algum membro da mesa administrativa escolar muito sabido disse que, como rapazes serão sempre rapazes, e que como homens iriam acabar fazendo o inevitável, que então deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas quantas eles quisessem, para que eles pudessem se divertir à vontade, e que nem precisaríamos dizer aos seus pais que eles as tivessem obtido na escola. E nós dissemos, "está bem". Depois alguns dos nossos oficiais eleitos mais importantes disseram que não teria importância alguma o que nós fizéssemos em nossa privacidade, desde que estivéssemos cumprindo com os nossos deveres. Concordando com eles, dissemos que para nós não faria qualquer diferença o que uma pessoa fizesse em particular, incluindo o nosso presidente daRepública, desde que o nosso emprego fosse mantido ea nossa economia ficasse equilibrada. Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia, e uma apreciação natural da beleza do corpo feminino. E nós também concordamos. Depois uma outra pessoa levou isto a um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição na Internet. E nós dissemos, "está bem, isto é democracia, e eles têm direito de ter a liberdade de se expressar e fazer isso". A indústria de entretenimento então disse: "Vamos fazer shows de TV e filmes que promovam profanação,violência e sexo ilícito. Vamos gravar música que estimule o estupro, drogas, assassínio, suicídio e temas satânicos." E nós dissemos: "Isto é apenas diversão, e não produz qualquer efeito prejudicial. Ninguém leva isso a sério mesmo, então que façam isso! Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência, e por que não sabem distinguir entre o bem e o mal, o certo e errado, porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios...Provavelmente, se nós analisarmos tudo isto seriamente, iremos facilmente compreender que nós colhemos exatamente aquilo que semeamos! Se uma menina escrevesse um bilhetinho para DEUS, dizendo: "Senhor, por que não salvaste aquela criança na escola?" A resposta Dele seria: "Querida criança, não me deixam entrar nas escolas! Do Seu DEUS." É triste como as pessoas simplesmente culpam DEUS enão entendem por que o mundo está indo a passos largos para o inferno. É triste como cremos em tudo que os jornais e a TV dizem, mas duvidamos do que a Bíblia nos diz. É triste como todo o mundo quer ir para o céu, desdeque não precise crer, nem pensar ou dizer qualquer coisa que a Bíblia ensina. É triste como alguém diz: "Eu creio em DEUS", masa inda assim segue a Satanás, que por sinal, também"crê" em DEUS. É engraçado como somos rápidos para julgar mas não queremos ser julgados! Como podemos enviar centenas de piadas pelo email, e elas se espalham como fogo, mas quando tentamos enviar algum email a respeito de DEUS, as pessoas têm medo de compartilhar e re-enviá-lo a outros! É triste ver como o material imoral, obsceno e vulgar corre livremente na Internet, mas uma discussão pública a respeito de DEUS é suprimida rapidamente na escola e no trabalho. É triste ver como as pessoas ficam inflamadas a respeito de Cristo no Sábado ou Domingo, mas depois se transformam em cristãos invisíveis pelo resto da semana. Você está achando graça? Você mesmo pode não querer re-enviar esta mensagem a muitos da sua lista de endereços porque você não tem certeza a respeito de como a receberão, ou do que pensarão a seu respeito, por lhes ter enviado. Não é verdade? Gozado que nós nos preocupamos mais com o que as outras pessoas pensam a nosso respeito do que com o que DEUS pensa... Rev. João d'Eça

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

O Caráter do Político Astuto: Um Estudo sobre a Vida de Absalão.

Por Pb. Solano Portela 2 Samuel, capítulos 13 a 18 Introdução: A história de Absalão não é uma história bonita. Filho do Rei Davi, ele teve uma existência marcada por inúmeros pecados. Era uma pessoa atraente, simpática, e famosa, que realmente chamava a atenção. Poucas pessoas no mundo poderiam receber o tipo de descrição que dele é feita em 2 Sm 14.25: “Não havia, porém, em todo o Israel homem tão celebrado por sua beleza como Absalão; da planta do pé ao alto da cabeça, não havia nele defeito algum”. Quando lemos a sua história, registrada nos capítulos 13 a 18 de 2 Samuel, vemos que ele era um daqueles “líderes natos”, com personalidade marcante e carismática. Era impulsivo em algumas ações, mas igualmente maquinador e conspirador para preencher suas ambições de poder. Por trás de um passado que abrigava até um assassinato de seu irmão, ele não hesitou em utilizar e manipular pessoas e voltar-se contra seu próprio pai, para vir a governar Israel. Uma vez no poder, demonstrou mais impiedade, crueldade e imoralidade. No seu devido tempo, foi castigado por Deus, sofrendo uma morte inglória, sendo Davi reconduzido ao poder.O caráter de Absalão não é diferente de muitos personagens contemporâneos de nossa política. Na realidade, ele reflete bem como a ambição pelo poder, conjugada com outros pecados, transtorna o comportamento de políticos “espertos” e “astutos”, levando-os a uma vida de engano e egoísmo desenfreado, na maioria das vezes com o aproveitamento pessoal do bem público. Necessitamos de sabedoria e discernimento, para penetrarmos a couraça de fingimento que é mostrada à sociedade. Necessitamos de uma conscientização de nossas responsabilidades, como cidadãos, para que estejamos cobrando, com o devido respeito, as responsabilidades de nossos governantes, conforme estipuladas nas Escrituras em Romanos 13. Nosso propósito, neste artigo, é estudar as ações de Absalão registradas no capítulo 15 de 2 Samuel, versos 1 a 12, identificando algumas peculiaridades de sua pessoa e caráter para que sirva de alerta à nossa percepção do mundo político e da busca pelo poder. Queremos verificar se essas características são reflexos da natureza humana submersa em pecado, e aprender que devemos resguardar nosso apoio irrestrito, a tais pessoas de intensa ambição. Devemos também agir responsavelmente como cidadãos cristãos, na medida do possível, para que as instituições que tais pessoas pretendem governar sejam também resguardadas. As Características de Absalão Vejamos, 10 características do político astuto e matreiro que foi Absalão, conforme o relato que temos no capítulo 15 do Segundo livro de Samuel: 1. Ostentação e demonstração de poder. No verso 1, lemos: “Depois disto, Absalão fez aparelhar para si um carro e cavalos e cinqüenta homens que corressem adiante dele”. No capítulos 13 e 14 lemos como Absalão ficou foragido, após assassinar seu irmão. Aparentemente, Davi tinha grande amor por Absalão e, após três anos dos acontecimentos que culminaram no assassinato e fuga, Davi o recebe de volta. Absalão era famoso. Em 2 Sm 14.25 lemos que ele era “celebrado” por suas qualidades físicas invejáveis e impecáveis. Possivelmente tudo isso havia “subido à cabeça”. Em vez de assumir uma postura de humildade e contrição, em seu retorno, o texto nos diz que ele trafegava em uma carruagem com cavalos. Semelhantemente a tantos políticos contemporâneos ele se deleitava na ostentação e na demonstração de poder. Nesse sentido, formou um extraordinário séquito de “batedores” – cinqüenta homens que corriam “adiante dele”. Certamente tudo isso contribuía para chamar ainda mais atenção, para a sua pessoa, e ia se encaixando nos planos que possuía, para a tomada do poder. Vamos ter cuidado com aqueles que buscam a ostentação e a demonstração do poder que já possuem, pois irão aspirar sempre mais e mais, às custas de nossa liberdade. 2. Comunicação convincente. O verso 2, diz: “Levantando-se Absalão pela manhã, parava à entrada da porta; e a todo homem que tinha alguma demanda para vir ao rei a juízo, o chamava Absalão a si e lhe dizia: De que cidade és tu? Ele respondia: De tal tribo de Israel é teu servo...”. Parece que Absalão não era preguiçoso. Levantava-se cedo e já estava na entrada da cidade, falando com as pessoas. Possivelmente tinha facilidade de comunicação, de “puxar conversa”. Identificava aqueles que tinham necessidades, aqueles que procuravam acertar alguma disputa e logo entrava em conversação com eles. Certamente essa é uma das características que nunca falta aos que aspiram o poder. Devemos olhar além da forma – devemos atentar para o conteúdo e a substância, procurando discernir os motivos do comunicador. 3. Mentira. O verso 3 mostra que Absalão era mentiroso. Era isso que Absalão comunicava àqueles com os quais ele conversava, com os que tinham demandas judiciais a serem resolvidas: “Então, Absalão lhe dizia: Olha, a tua causa é boa e reta, porém não tens quem te ouça da parte do rei”. Descaradamente ele minava a atuação, autoridade e função do rei Davi, seu pai. Com a “cara mais limpa”, como muitos políticos com os quais convivemos, passava uma falsidade como se fosse verdade. Certamente existia quem ouvisse as pessoas, em suas demandas. Certamente, nem toda causa era “boa e reta”, mas Absalão não estava preocupado com isso, nem com a verdade. Ele tinha os seus olhos postos em situação mais remota. Ele queria o poder a qualquer preço. Para isso não importava se ele tinha que atropelar até mesmo o seu pai. Não sejamos crédulos às afirmações inconseqüentes, às generalizações mentirosas de tantos que aspiram o poder. 4. Ambição e engano. O verso 4, confirma a linha de ação adotada por Absalão, na trilha da decepção: “Dizia mais Absalão: Ah! Quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!” Será que realmente acreditamos que o malévolo Absalão estava mesmo preocupado com o julgamento reto das questões? Será que ele tinha verdadeira “sede e fome de justiça”? A afirmação demonstra, em primeiro lugar que a sua ambição era bem real – ele queria ser “juiz na terra” – posição maior que era ocupada pelo rei seu pai. Quanto à questão de “fazer justiça” – será que realmente podemos acreditar? Certamente com a demonstração de impiedade e injustiça que retratou posteriormente, quando ocupou o poder, mostra que isso era ledo engano aos incautos. Quantas pessoas terão sido iludidas por ele! Quantas o apoiaram porque acharam que ali estava a resposta a todas as suas preces e anseios – “finalmente, alguém para fazer justiça”! Como é fácil sermos iludidos e enganados em nossas necessidades! Não sejamos ingênuos para com promessas que não poderão ser cumpridas. 5. Bajulação. No verso 5, vemos como Absalão era mestre em adular aos que lhe interessavam: “Também, quando alguém se chegava para inclinar-se diante dele, ele estendia a mão, pegava-o e o beijava”. Que político charmoso! Estava prestes a receber um cumprimento, mas ele se antecipava! Com uma modéstia que era realmente falsa, como veríamos depois, ele fazia as honras para com o que chegava. Realmente era uma pessoa que sabia fazer com que os que o visitavam se sentissem importantes. Sempre gostamos de receber um elogio, de sermos bem tratados. Tenhamos a percepção de verificar quando existem interesses ocultos ou motivos noturnos por trás da cortesia aparente. 6. Furto de corações O despertar de seguidores ferrenhos! O verso 6 fala literalmente dessa característica. Não, Absalão não violava sepulturas, nem estava interessado em transplantes de órgãos. Mas no sentido bem coloquial ele “roubava corações”: “Desta maneira fazia Absalão a todo o Israel que vinha ao rei para juízo e, assim, ele furtava o coração dos homens de Israel”. Com as ações descritas nos versos precedentes, Absalão angariava seguidores apaixonados por seu jeito de ser. Sua bandeira de justiça livre e abundante para todos, capturava o interesse, atenção e lealdade dos cidadãos de Israel. Não importava se havia um rei, legitimamente ungido pelo profeta de Deus. Aqui estava um pretendente ao poder que prometia coisas muito necessárias. Que era formoso de parecer. Que falava bem. O que mais poderiam as pessoas esperar de um governante? Será que alguém se preocupou em averiguar a sinceridade das palavras e das proposições? Será que alguém tentou aferir se as promessas proferidas eram possíveis de ser cumpridas? O alerta é para cada um de nós, também. 7. Falsa religiosidade Os versos 7 a 9 registram: “Ao cabo de quatro anos, disse Absalão ao rei: Deixa-me ir a Hebrom cumprir o voto que fiz ao SENHOR, Porque, morando em Gesur, na Síria, fez o teu servo um voto, dizendo: Se o SENHOR me fizer tornar a Jerusalém, prestarei culto ao SENHOR”. É incrível como muitos políticos, mesmo desrespeitando os mais elementares princípios éticos, pretendem, em ocasiões oportunas, demonstrar religiosidade e devoção. No transcorrer do texto, vemos que tudo não passava de casuísmo, da parte de Absalão. Ele procurava costurar alianças. Procurava trafegar pela terra realizando os seus contatos, mas a fachada era a sua devoção religiosa. Pelo amor ao poder, antigos ateus declarados, se apresentaram como religiosos devotos. No campo evangélico deve haver uma grande conscientização de que existe uma significativa força eleitoral e política. Na busca pelo voto evangélico, muitos se declaram adoradores do Deus único e verdadeiro. Não nos prendamos às palavras, mas examinemos a vida e as obras de cada um, à luz das idéias que defendem. Vejamos também se as propostas apresentadas se abrigam ou contradizem os princípios da Palavra de Deus. 8. Conspiração O verso 10, mostra que, finalmente, Absalão partiu para a conspiração aberta: “Enviou Absalão emissários secretos por todas as tribos de Israel, dizendo: Quando ouvirdes o som das trombetas, direis: Absalão é rei em Hebrom”. Insurgiu-se de vez contra o rei que havia sido ungido por Deus, para governar Israel. Não – ele não era um democrata que queria instalar uma república naquela terra. Valia-se de sua personalidade magnética, do seu poder de comunicação e das ações comentadas e registradas nos versos anteriores, para instalar um governo que seria não somente despótico, como opressor e abertamente imoral (2 Sm 16.22). Que Deus nos guarde dos políticos conspiradores, que desrespeitam as leis e autoridades e que são egoístas em sua essência. 9. Utilização de inocentes úteis Leiamos o verso 11: “De Jerusalém foram com Absalão duzentos homens convidados, porém iam na sua simplicidade, porque nada sabiam daquele negócio”. Certamente essas duzentas pessoas, selecionadas a dedo, eram pessoas importantes e influentes. Certamente transmitiram a impressão que havia um apoio intenso e uniforme às pretensões de Absalão. Vemos que não é de hoje que as pessoas participam de uma causa sem a mínima noção de todas as implicações que se abrigam sob o apoio prestado. Devemos procurar pesquisar e estarmos informados sobre as causas públicas e sobre as questões que afetam a nossa vida e a da nossa nação. Nunca devemos permitir que sejamos utilizados como “inocente úteis” em qualquer causa, como foram aqueles “convidados” de Absalão. 10. Populismo O verso 12 registra: “Também Absalão mandou vir Aitofel, o gilonita, do conselho de Davi, da sua cidade de Gilo; enquanto ele oferecia os seus sacrifícios, tornou-se poderosa a conspirata, e crescia em número o povo que tomava o partido de Absalão”. Vemos que, saindo do estágio secreto, a campanha ganhou as ruas e ganhou intensa popularidade, ao ponto em que um mensageiro chegou a dizer a David (v. 13) “o coração de todo Israel segue a Absalão”. Um dos ditos populares mais falsos é: “a voz do povo é a voz de Deus”. Não nos enganemos – muitas questões são intensamente populares, mas totalmente contrárias aos princípios da Palavra. Assim é também com as pessoas – a popularidade não é um selo de aprovação quanto ao comportamento ético e justo. Democracia (a regência pela maioria do povo) não é uma forma de se estabelecer o que é certo e o que é errado, mas uma maneira administrativa de se reger o governo sob princípios absolutos que não devem ser manipulados pela maioria, ou por minorias que se insurgem contra esses preceitos de justiça. Como cristãos, devemos ter uma visão muito clara dos princípios eternos de justiça, ética e propriedade revelados por Deus em Sua Palavra. Conclusão A história de Absalão que se iniciou no capítulo 13, continua até o capítulo 18. Absalão sempre gravitou próximo ao poder, mas aspirava o poder absoluto. Para isso, fez campanha, conspirou e lutou contra o seu próprio pai. Aparentemente esse político astuto foi bem sucedido. Foi alçado ao poder e lá se consolidou perseguindo e aniquilando os seus inimigos, entre os quais classificou o seu pai Davi, a quem tentou, igualmente, matar. Ocorre que os planos de Deus eram outros. Seu conturbado reinado foi de curta duração. Causou muita tristeza, operou muita injustiça e terminou seus dias enganchado pelos cabelos em uma árvore, enquanto fugia, e foi morto a flechadas.Parece que vivemos permanentemente em campanha eleitoral, em nossa terra. A política, naturalmente, desperta fortes paixões, interesses e defesas. Muitos políticos, em sua busca pelo poder, passam a demonstrar muitas características demonstradas na vida de Absalão. É natural que alguém que almeja um cargo de liderança qualquer, possua um comprometimento intenso às suas idéias e objetivos. Os partidários, também submergem nesse mesmo espírito de luta. O problema vem quando a paixão, quer pelo líder, quer pelo poder, leva à cegueira moral, como na vida de Absalão. Nesse caso, desaparece a ética e princípios são atropelados. Os partidários, às vezes até sem perceberem, são sugados e manipulados. Em muitas ocasiões verificam que se encontram em uma posição de defender até o que não acreditam.O cristão tem que se esforçar para ter uma consciência e vida tranqüila e serena perante Deus e perante os homens. Ele tem que se conscientizar que a sua lealdade é primordialmente para com Deus, para com a Sua Palavra objetiva, para com a causa do evangelho. Participação política consciente não significa lealdade inconseqüente. Na maioria das vezes o cristão verificará que se apoia esse ou aquele candidato, assim o faz não porque ele é o ideal e defensável em qualquer situação, mas porque representa o menor dos males, entre as escolhas que lhes são apresentadas. Sobretudo ele não pode se deixar manipular, como no caso dos seguidores de Absalão. Devemos, sempre, com respeito, apontar o desrespeito aos princípios encontrados nas Escrituras, por aqueles sobre os quais Deus colocou a responsabilidade de liderar o governo e as instituições de nosso país, lembrando 1 Tm 2.1-8, intercedendo sempre por eles em oração Este artigo pertence à pena do Pb. Solano Portela (www.solanoportela.net). Usado com a devida autorização do autor. Há um link aqui que leva direto para o Blog do Solano, Augustos e Mauro Meister.

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